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KISS. Representantes dos familiares vão à PGR, em Brasília. Objetivo, entre outros, é federalizar processo

Por LUIZ ROESE (com foto de João Américo/Divulgação/PGR), Especial para o Site

A reunião da representantes da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) com o  procurador da República Ubiratan Cazetta, realizada na terça-feira (4/4), em Brasília, teve encaminhamentos que podem ser considerados positivos.

Inicialmente, o procurador relatou as dificuldades de receber documentos do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS), relativos à tragédia da Boate Kiss. Ele comentou não entender o motivo dessa dificuldade. Para os familiares das vítimas, isso já mostra a razão de federalizar o processo da tragédia, pedido expresso da AVTSM, para que se saiba quem foram os responsáveis, os omissos e toda a cadeia de eventos que levou ao acontecido em janeiro de 2013.

O presidente da AVTSM, Sergio da Silva, ressaltou sua confiança na PGR, diante das informações claras que o procurador colocou e da demonstração dele sobre a seriedade na condução desse processo, relatando e posicionando os próximos passos de forma clara, deixando a todos a sensação que os avanços até podem ser lentos, mas terão o objetivo alcançado.

A advogada Tâmara Biolo Soares fez, ao procurador, as colocações técnicas sobre o processo e os motivos da representação junto á Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organzação dos Estados Americanos (OEA). Ela se comprometeu a fazer um relatório específico ao procurador.

O diretor jurídico da AVTSM, Paulo Carvalho, mostrou partes de declarações do delegado de Polícia Civil responsável pelo caso, relatando a investigação em que, ao final , demonstra a enorme diferença entre o que foi investigado e o número de pessoas processadas por improbidade. Ele ainda mostrou ao procurador declarações de criminalistas, advogados, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, desembargadores, técnicos, peritos  em prevenção e parlamentares que tiveram acesso ao processo. Foi uma pequena amostra de como pessoas que não estão diretamente ligadas à tragédia e que leram, analisaram, investigaram e chegaram à conclusão de algo está errado. Paulo Carvalho também deixou claro que o Ministério Público Federal é o único a sair prejudicado como órgão público se não levar à frente a federalização do processo.

“Confiamos no Ministério Público. Sabemos que, em todos os órgãos e na sociedade em geral,  há problemas, erros e injustiça. O importante é que se olhe para dentro das corporações. Isso só as fortalece, trazendo a confiança. Foi o que observamos com muita clareza. O posicionamento do procurador, com a determinação dos próximos passos,  foi bem transparente, no intuito de trazer para a sociedade as respostas que interessam a todos”, opinou o diretor jurídico da AVTSM.

Também participou do encontro o advogado Luiz Fernando Scherer Smaniotto, de Santa Maria.

Reunião na CDHM da Câmara Federal

Na terça-feira (4/4), os representantes da AVTSM também tiveram uma reunião na Comissão de Direitos Humanos e Minoria (CDHM) da Câmara dos Deputados. Foi feito um relato dos processos judiciais contra os pais. Deputados da CDHM disseram que pretendem pedir mais informações à PGR, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a órgãos de justiça e cidadania.

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