OBSERVATÓRIO. De repente, a oposição reapareceu
Oposição se manifesta na Câmara. Mas isso depois de cinco anos
Nem faz tanto tempo assim, se a cronologia for a do cidadão comum. Mas, na política, cinco anos é uma eternidade. Pois a oposição, tão fundamental para a democracia, eis que representa o contraditório, ficou inerte nessa meia década.
A última lembrança do que seria o necessário conflito de ideias data de 2008. Os protagonistas, inclusive aos gritos (o que não é lá muito recomendável), eram Tubias Calil, Jorge Pozzobom e Cláudio Rosa. Bancaram até CPIs, não custa relembrar. Infernizaram a vida de Valdeci Oliveira, não raro com exagero. Mas é da democracia ter oposição. Ela faz bem.
Pois, no primeiro mandato de Cezar Schirmer, que por sinal recém-terminou (segundo o próprio), o silêncio dos oposicionistas chegava a constranger os democratas. Quase subserviente, o que é ruim para a própria oposição, que não sabe se colocar no lugar. Tanto que, se o prefeito teve algum contraponto, definitivamente este não veio do parlamento.
Pois, agora, de repente, a oposição surgiu. Sete vereadores vão constranger a prefeitura e seus aliados a votar contra um requerimento. Edis que estavam à margem da CPI da Kiss serão obrigados a se manifestar. E, por imposição do governo que controla a Comissão, impedirão os depoimentos dos réus do processo do incêndio. É desgaste certo, com pelo menos um grupo significativo de cidadãos – os familiares das vítimas.
Algo que só acontecia com os três integrantes da CPI agora se espraiará. Sim, é obra da oposição. E não é que ela apareceu? E fará bem. Até ao governo – embora ele não se dê conta disso.





O melhor desinfetante, é a luz do sol ou clareza, já disse, outro colega do Editor, Elio Gaspari.
È desgaste certo.. para à maioria da sociedade.
Que posição adotarão?
Sinuca de bico…já prevista pelo site.