COLUNA OBSERVATÓRIO. A greve dos estudantes da UFSM. Alguém consegue entendê-la?
Luneta
Valdeci Oliveira passou por sua prova de fogo, como líder do governo na Assembleia. Teve que defender, por força do cargo, propostas que podem até ser necessárias, mas definitivamente não são populares.
Acabou sendo elogiado pelo Piratini e não perdeu o respeito da oposição. Resumindo: o fato é que sua estatura parlamentar aumentou, embora eventuais prejuízos futuros.
Não se sabe o autor da ideia. Mas não foi boa. Afinal, atravancar ainda mais o centro com retroescavadeiras e quetais irritou os que precisam usar o já escasso espaço para estacionar.
A proeza foi da Prefeitura, que, da tardinha de segunda até a manhã de terça, mostrou os equipamentos que vão ampliar as condições de sua secretaria de Infraestrutura.
Um ponto de vista sensato, aliás de um governista, ouvido pela coluna: melhor proveito político (se era a intenção) se tiraria se levasse o equipamento à periferia. Pooois é!
E correm os prazos eleitorais. Começa neste domingo o período (que encerra dia 30) para a realização das convenções definidoras dos candidatos.
O mais provável é que sejam os pequenos e médios partidos os primeiros a se apresentar oficialmente. Os grandões esperarão até onde der. De preferência, o último dia.
Eles não vão gostar, mas paciência: se há algo difícil de entender, nas greves da UFSM, é o movimento dos estudantes. O genérico conjunto de reivindicações não esconde o óbvio: apoiar os professores.
De maneira que, cá entre nós, se der certo o movimento estudantil, melhorará a vida (e as estatísticas de paralisados) do professorado. Se não der… Não deu. Portanto, não há risco.
Mas o que pode complicar, meeeesmo, a vida escolar na UFSM é a paralisação dos servidores técnico-administrativos, prevista para iniciar na segunda-feira.
Se pararem apenas a Biblioteca e os Restaurantes Universitários, pronto: o transtorno será garantido e muita aula acabará inviabilizada.
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Publicado em Coluna, Observatório











