A Proclamação da República (de Santa Maria) – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira
No final da década de 1880, intensifica-se a crise da monarquia brasileira. Consubstanciada em uma forma de governo que não correspondia ao contexto social da época, era necessário avançar, e sob um novo cenário progredir nas questões políticas, sociais e econômicas.
A ideia de Proclamação da República Brasileira, em que pese, fortaleceu-se pelo descontentamento entre a Igreja Católica com o Regime Monárquico; desmandos e abusos do Império; e pelo apoio da classe média, indentificada com os ideais republicanos.
Eis que no dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Em versos, o Hino da Proclamação da República, entona-se: seja um hino de glória que fale de esperança, de um novo porvir, com visões de triunfos embale quem por ele lutando surgir.
Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós, das lutas na tempestade, dá que ouçamos tua voz. Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre país. Hoje, o rubro lampejo de aurora acha irmãos, não tiranos hostis.
Santa Maria da Boca do Monte, cidade que aprendemos a amar, dos andarilhos que se fizeram acampar. Eis aqui, a terra para morar. No dia em que se comemora a Proclamação da República, ainda nos resta desamarrar antigos ranços.
Impérios passados, aqui não cabem mais, e dos desbravadores republicanos, coragem de luta é mensagem que hoje nos é válida aprimorar. Fazendo-se uso da esperança e fé em novos tempos. Ainda estamos diante das vontades que clamam por tantas outras proclamações.
E da letra do Hino, volto a usar, do Ipiranga (do Cadena, Itaimbé) é preciso que o brado seja um grito soberbo de fé (da Romaria, da Medianeria)… Eia, pois, brasileiros (santa-marienses) avante, seja o nosso país (Santa Maria) triunfante.
Livre terra de livres irmãos!
Vitor Hugo do Amaral Ferreira
@vitorhugoaf





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