Para simplificar: não há como criar novos cargos em comissão no Congresso. Seja por razões políticas ou mesmo orçamentárias. Ao mesmo tempo, partidos grandões não são mais tão grandões assim – perderam parlamentares, seja pelo eleitorado ou por força da criação do tal PSD.
Diante disso, PMDB e DEM, para ficar nos exemplos mais gritantes, perderam CCs. E querem mantê-los. Como fazer? Ora, tirando de alguém. Como conseguiram, aparentemente, cooptar o PT, o maior de todos, quem vai dançar é a equipe de minúsculos.
Política? É. Pode ser. Ou não. Bem, quem sabe você mesmo forma a opinião? Um bom começo pode ser entender o que está ocorrendo, a partir de elucidativo material publicado no sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Eduardo Militão. A seguir:
“Partidos brigam por cargos comissionados na Câmara…
…Uma disputa por cargos em comissão na Câmara coloca em lados opostos os partidos na Casa. Prestes a ser votado, um projeto de resolução remaneja Cargos de Natureza Especial (CNEs) e Funções Comissionadas (FCs) para turbinar as lideranças partidárias e, ao mesmo tempo, evitar que legendas como PMDB e DEM, que perderam deputados, fiquem com menos assessores do que têm hoje. Na verdade, hoje, sem a alteração na regra, os dois partidos já teriam que demitir alguns dos seus assessores. Como não há criação de cargos, para não aumentar despesas, a solução sugerida para salvar esses cargos é prejudicar as quotas dos partidos menores.
Essa é a queda de braço que se trava nos bastidores do Congresso. Na tarde de terça-feira (31), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os líderes não chegaram a um acordo que atendesse ao PR e ao PSOL, algumas das legendas que se dizem prejudicadas. O PSDB se mostra satisfeito por manter seu naco de servidores…”
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