Segundo Jorge Bornhausen, presidente de honra (sim, isso mesmo) do Democratas, e que se mandou da sigla nesta semana, a CAUSA do “fim do partido”, foi o mensalão do Distrito Federal, que teve como protagonistas filiados graúdos do DEM, inclusive o então governador, José Roberto Arruda.
A questão é: quem vai apagar a luz, já que o dizimamento (existe esta palavra?) do DEM é evidente – não obstante o fato de os santa-marienses, como conferi mais uma vez hoje à tarde, em conversa rápida com um dirigente, esperem o que acontece lá em cima, dado que nada podem interferir.
Enquanto a morte cerebral não se transforma em clínica, os sinais vitais debilitados estão cada vez mais óbvios. Um deles, bastante objetivo, é o quantum. E a demonstração vem em material originalmente publicado pelo portal iG, na reportagem assinada por Nara Alves. Acompanhe:
“DEM encolhe para seu menor patamar em quase duas décadas
Criado com base na promessa de renovar o antigo PFL, o DEM viu seu tamanho encolher para o menor patamar em quase duas décadas. Em um cenário reforçado pela migração de quadros para o PSD do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, a sigla deve ver sua bancada diminuir para pelo menos 34 deputados federais, número que chegou a 105 no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1998 a 2002.
No Senado, o partido contava 20 cadeiras na legislatura iniciada em 2006. Na eleição do ano passado, a bancada diminuiu para cinco senadores e agora tem apenas quatro, com a migração de Kátia Abreu (GO) para o PSD. O número pode cair para três caso o senador Jayme Campos (MT), que demonstra interesse na nova legenda, também decida sair.
Nos Legislativos estaduais, o PFL chegou a contar 168 deputados e, já rebatizado como DEM, saiu da eleição de 2010 com 78. Agora, a legenda deve perder pelo menos oito dessas cadeiras para o novo partido. O número, entretanto, será bem maior se forem confirmadas projeções de líderes regionais como a deputada Nice Lobão, do Maranhão, que promete levar consigo para o PSD cinco deputados estaduais…”
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