OPOSIÇÃO. O duplo desafio: se articular em conjunto e resolver pendências internas

Que Santa Maria não tem oposição, a novidade é nula. Além de rala, na Câmara de Vereadores, é quase nada participativa. As razões algum dia se saberá com certeza. Mas o fato é que não existe. E se percebem mais movimentos de discussão fora do que dentro do parlamento.

No Estado ainda não se sabe. Formalmente, o governo de Tarso Genro tem maioria. Mas é de esperar, ainda, o comportamento de alguns partidos aliados e, especialmente, das siglas de oposição, especialmente o PMDB.

E no País? Bueno, por lá a situação também não anda boa pelo lado oposicionista. Além de reduzida (em relação à legislatura passada) a nau que contrapõe-se ao governismo tem outro problemão: as dificuldades de relacionamento interno, que se reproduzem nos principais partidos.

Quem mostra como anda a situação, e o que PSDB, DEM e PPS tentam fazer para se organizar, é o sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Adriano Ceolin e Nara Alves. Acompanhe:

Enfraquecida, oposição tenta se articular para nova legislatura

Enfraquecidos pela derrota nas urnas na última eleição presidencial, os partidos de oposição enfrentam disputas internas e ainda estão longe de definir uma estratégia conjunta no Congresso, que reabre seus trabalhos na próxima semana. Enquanto isso, nos Estados, os governadores oposicionistas demonstram querer um bom relacionamento com o governo Dilma Rousseff para conseguir mais recursos federais para obras e dívidas.

O entendimento é de que o papel de oposição não cabe aos Estados, que precisam de verba da União, mas sim das bancadas dos partidos no Congresso, especialmente PSDB, DEM e PPS.

O número de parlamentares que formam as bancadas oposicionistas, no entanto, vem diminuindo ano a ano. Juntos, os três partidos foram de 153 deputados em 2006 para 109 em 2010, uma redução de 44 cadeiras. O PSDB foi de 66 para 54, o DEM caiu de 65 para 43 e o PPS tinha 22 e ficou com 12 nas últimas eleições. A queda no número de parlamentares da oposição foi intensificada em 2003, início do governo Lula. Naquele ano, o PSDB elegeu 63, o DEM (então PFL) fez 75. Já o PPS, que era governista em 2003, elegeu 21 deputados. Quatro anos depois, caiu para 17.

O desafio agora é reorganizar a oposição depois da derrota sofrida nas urnas em outubro de 2010. Ao mesmo tempo, cada partido tenta solucionar disputas e rachas internos para enfrentar Dilma no Congresso…”

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