MÍDIA. Melhor prestar atenção: grandões querem mesmo acabar com a Voz do Brasil

Diferente do que imaginam (ou não) e divulgam (o que fazem sempre que podem) os representantes da mídia tradicional, “ Voz do Brasil” é um programa de qualidade indiscutível, bastante ouvido e, o principal, em alguns lugares é a única chance de obter informações do que acontece no País. Muitíssimo bem-feito. Melhor do que a maioria dos programas de “jornalismo” que se ouve por aqui, ali e acolá.

Então, vamos combinar o seguinte: o interesse em acabar com a “Voz” tem tudo a ver com negócios, não com comunicação, menos ainda com o interesse da sociedade. É o que este editor pensa e não cansa de dizer. Mas não é menos verdade que o esforço para acabar com o programa, aos poucos, começa a dar certo. Por isso, especialmente, é preciso prestar atenção nos movimentos, inclusive para contrapor, se for o caso.

Ah, quem escreve sobre isso, notadamente sobre o que está acontecendo agora no Congresso, é o jornalista Mário Augusto Jakobskind, em artigo publicado originalmente no sítio Direto da Redação e reproduzido no Observatório da Imprensa. Acompanhe:

ONDAS DO RÁDIO – Quem não quer a Voz do Brasil?

Neste período de férias e festas, quando os brasileiros não estão atentos aos acontecimentos e de um modo geral a mídia funciona a meio vapor, no Legislativo e no Executivo empurram na maciota questões no mínimo polêmicas e que deveriam passar por uma ampla discussão até serem transformadas em lei.

Um desses pontos aprovados a toque de caixa é a decisão tomada pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado de flexibilizar a Voz do Brasil. Ou seja, os parlamentares aprovaram que o mais antigo programa informativo do rádio brasileiro não precisará ir ao ar no horário estabelecido de 19h às 20h.

Se os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados, antes também a Comissão da Câmara, aprovarem, a Voz do Brasil poderá ser apresentada em outros horários. Só as rádios públicas continuarão no horário atual.

Exigências da lei

Na verdade, o que os parlamentares mais desejam é acabar de uma vez por todas com a Voz do Brasil. Tem um detalhe: muitos desses políticos estão legislando em causa própria, ou seja, são proprietários de veículos de comunicação, o que é totalmente ilegal, pois a legislação brasileira proíbe parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Na nova legislatura 61 parlamentares são proprietários de veículos de comunicação, fora os que passaram a propriedade para “laranjas”…”

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  1. Quido
    24, janeiro, 2011 em 09:48 | #1

    òia! Eu escuito a fóz do prasil, tias atrias eu me alembrei do Brojeto Me-enerva, como erra póm … eu costava da muziguinha.

    Agorra é tudo modernico, a schente pode ver os fereatorres, o pebutados na TV, zó que eu me admirro que zempre ta tudo fazio…

  2. Alarico
    23, janeiro, 2011 em 15:06 | #2

    Aqui na nossa Santa Maria também existem aqueles que são contra “A Voz do Brasil”. Eles são os proprietários das emissoras e seus capachos. Utilizam-se de todo o tipo de argumento falacioso em defesa própria. Estão mortos de fome e vendem-se a preço vil.
    Esse tipo de campanha já aconteceu com o horário eleitoral gratuíto, mas quando as emissoras de rádio e tv passaram a receber do governo (ou seja, da sociedade) para veicular os programas, as críticas sumiram.
    O PIG (Partido da Imprensa Golpista) não existe somente nos níveis nacional e estadual mas, também, no municipal. Que o digam os vereadores. Aqueles que não pagarem para ter seus nomes divulgados, só levam pau.

  3. Marcelo Noriega
    23, janeiro, 2011 em 14:07 | #3

    Tenho uma opinião bastante diferente da apresentada sobre a “Voz Do Brasil”. O programa foi criado pelo governo Vargas com o nome “A Hora do Brasil” com o objetivo de propagandear o governo de “unidade nacional” defendido por Vargas e seus aliados. Evidentemente que o programa passou por diversas mudanças ao longo de sua trajetória, o que o tornou realmente um veículo de divulgação da vida parlamentar brasileira, porém dominado pelos grandes partidos e pelas velhas “raposas” da política brasileira. Parlamentares de partidos com menor representação não conseguem o mesmo espaço destinado ao políticos tradicionais, portanto “A Voz do Brasil” serve apenas ao propósito de manter o status quo da velha política brasileira, portanto são favorável a um maior “flexibilização” ou mesmo extinção do programa que é financiado com dinheiro público e não cumpre com o seu verdadeiro dever de informar os brasileiros sobre a atividade do cada vez mais diversificado congresso brasileiro.

  4. Baxinho da Borracharia
    23, janeiro, 2011 em 12:57 | #4

    Seria uma pena,maaaais se acabarem com os programas do Schirmer que torram o saco da gente nos sábados eu até aceito.

  5. Éverton Severo Maciel
    23, janeiro, 2011 em 09:49 | #5

    Prefiro ouvir, diariamente, a Voz do Brasil, do que a maioria dos rádio-jornais disponíveis em nossa mídia tradicional, local, estadual ou nacional. Como bem referiste, em muitos cantos do Brasil é a única informação que chega aos ouvidos de muitos quase esquecidos brasileiros. Ouço muito, com irritação, a campanha e o desdém que emissoras de rádio(até locais)se referem a esse tradicional informativo. Tomara que os interesses comerciais não prevaleçam.

  6. Gabiru da Xurupita
    23, janeiro, 2011 em 03:13 | #6

    Talvez seja necessário que se tenha uma flexibilidade nos horários do programa mas que ela é importante para consolidadar os princípios constitucionais da transparência e da publicidade, isso é.
    Seria interessante que tivessemos também uma Voz do Brasil dos Estados e dos Municípios. Assim saberíamos melhor que ações nossos prefeitos, governadores, deputados, vereadores e poder judiciário estão tomando.
    Por que os jornais não são obrigados a disponibilizar um espaço para as Câmaras de vereadores publiquem um resumo das matérias apreciadas em uma sessão legislativa.
    A questão que fica é: até que ponto a mídia ajuda ou atrapalha a transparência das ações dos órgãos públicos?

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