ESTÁ NA MÃO. Schirmer pode usar secretarias vagas para rearmar politicamente o governo
Atenção: o sítio não afirma que o prefeito Cezar Schirmer vaaaai usar as Administrações Regionais de Camobi e do Tancredo Neves (ambas com status de secretaria e cinco cargos de confiança) para rearmar politicamente seu governo. Mas tem absoluta convicção de que isso poooode acontecer.
O difícil, com o prefeito, é saber o que pensa, pois sai tudo da cabeça dele, e de um corpo de auxiliares bastante restrito nos quais ele confia – e não de um consenso com os partidos que compõem a sua base. Há encontros individualizados, aqui e a li, conforme as circunstâncias. Mas não se percebe uma tentativa organizada de coesão.
Daí, duas decorrências. Uma é que os partidos principais, inclusive o dele (PMDB), mas especialmente os demais – exceto o PSDB de Mário Seixas, que tem lá suas razões, inclusive pessoais, para aplaudir – ficam a ruminar ressentimentos em privado. Esperando que um dia, talvez mais próximo ao pleito de 2012, sejam chamados para opinar. A outra é que não se tem como saber como o prefeito pretende agir em relação, por exemplo, à ocupação e, sobretudo, ao trabalho a ser feito nessas funções aprovadas, mas ainda vagas.
Um fato: desde que a proposta modernizadora da tal reforma administrativa foi às cucuias, há coisa de um ano, tudo é possível. Daí que, pelo menos na opinião deste (nem sempre) humilde sítio, é possível, sim, extrair benefícios para a comunidade, nessas duas administrações regionais.
Outro fato: o prefeito, privilegiando ou não os partidos aliados ou o seu próprio, pode, ao mesmo tempo, fazer com que Camobi e a zona Oeste estejam representados e, mais que isso, atendidos minimamente bem pela administração. O que, por certo, será levado em conta mais adiante.
E um terceiro, este se prende ao título desta nota: Schirmer pode rearmar (ele não acredita, mas está desarmado sim) seu governo politicamente, e não ao sabor das pressões feitas diretamente na Câmara de Vereadores quando a coisa aperta. Mas terá que, para isso, ir além do seu minguado grupo de palpiteiros das proximidades do poder, e buscar efetivamente a adesão daqueles que podem lhe dar sustentação na busca por um segundo mandato.
Está dito. Será lido? Talvez, se os filtros forem driblados. Ouvido? Ah, isso já é talvez pedir demais.
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