PRA QUÊ? Ninguém vai a audiência pública da Câmara. É mais que hora de revê-las

Tema era, sim, importante. Mas só os três edis e o secretário (E) debateram

Há casos de audiências públicas que, por lei, são obrigatórias. Lembro aqui, de cabeça, a que discute o projeto de Orçamento do município. É feita, mas a presença do “público” é baixíssima, cá entre nós. Meia dúzia de setores interessados faz a sua parte. E deve ser elogiada por isso. Ainda assim, o “ibope” é muito baixo.

Há também o caso de audiências públicas propostas por vereadores, que querem (e é legítimo que assim seja) debater o tema com a comunidade. Não quero crer (e não creio) que seja apenas para ganhar mais espaço na TV Câmara ou na mídia tradicional.

Mas, e esta é a regra, as audiências têm escassa participação popular. Ou, como aconteceu na manhã de ontem, quando se discutia (e tenho a impressão que a audiência era das obrigatórias) um tema importante (a política de recuperação de crédito a ser implantada pela prefeitura, via projeto de lei), e que não teve uma viv’alma a tratar do assunto.

Ora, se isso não é suficiente para se rever as audiências públicas – o que não significa, necessariamente, eliminá-las – então, o que será? Ah, sobre o que aconteceu no parlamento comunal na matina desta quarta-feira, acompanhe o material produzido pela assessoria de imprensa do Legislativo. O texto é de Beto São Pedro, com foto de Murilo Matias. A seguir:

Em audiência pública, Comissão debateu projeto que regulamenta políticas de recuperação de crédito

Com a presença apenas dos vereadores Isaias Romero (PMDB), João Kaus (PMDB) e Helen Cabral (PT) e do secretário de Finanças do município, Antônio Carlos Lemos, realizou-se na manhã desta quarta-feira (15), no plenário da Câmara de Vereadores, a audiência pública para discussão do projeto do Executivo de emenda à Lei Orgânica do Município, no que se refere às chamadas políticas de recuperação de crédito (anistias, remissões, benefícios fiscais de ordem tributária ou dilatação de prazos de pagamentos de tributos). O Executivo pretende com a emenda que as políticas em questão, previstas no artigo nº 106 da Lei Orgânica do Município, somente poderão ocorrer a cada dez anos.

Isaias Romero, presidente da Comissão Especial que acompanha a tramitação do projeto, e João Kaus, vice-presidente, defenderam a proposta do Executivo, enquanto que a vereadora Helen Cabral, relatora, entende desnecessária a fixação do prazo de dez anos. Já o secretário Lemos justificou a proposta alegando a necessidade de tratamento isonômico aos contribuintes. Na sua argumentação, as sucessivas anistias e isenções acabam favorecendo os contribuintes inadimplentes, em detrimento daqueles que pagam seus tributos regularmente.

O projeto, depois de ter o relato aprovado na Comissão Especial, será incluído na Ordem do Dia para dois turnos de votação, com o interstício mínimo de dez dias. Ainda segundo o parágrafo 3º, do artigo 80º, da Lei Orgânica do Município que regulamenta a matéria, o projeto terá que ter o voto favorável de 2/3 dos vereadores integrantes da Câmara, nas duas votações.”

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  1. Jean Carlo
    16, dezembro, 2010 em 22:22 | #1

    quero me desculpar pela pergunta, mas ouvi e li em vários locais que a Beatriz iria assumir o lugar do Lemos. Então retiro a pergunta, mas mantenho o meu comentário anterior sobre o projeto.
    Sobre o sitio da prefeitura e a nominata que consta lá, não é novidade que as informações as vezes demoram muito tempo para serem atualizadas, e portanto não é confiável. A última alteração do governo demorou uma semana para ser colocada lá. Assim como os dados do portal também estao sempre atrasados.

  2. Márcio Dutra
    16, dezembro, 2010 em 19:21 | #2

    @Jean Carlo
    Conforme o site da Prefeitura, o Secretário de Finanças é o Antônio Carlos Lemos.
    http://www.santamaria.rs.gov.br/financas/index.php?secao=equipe

  3. sergio
    16, dezembro, 2010 em 15:13 | #3

    Anderson, justamente o que tu comentaste eu concordo levarr as audiensias para os bairros, e a noite mas a noite não da, nesse horario nossos edis estão muito cansados, e eles tambem não são de ferro precisão descansar tadinhos….

  4. Jose Delcatti
    16, dezembro, 2010 em 12:45 | #4

    @Jean Carlo
    Esse é o governo do faz de conta.

  5. Jean Carlo
    16, dezembro, 2010 em 11:41 | #5

    Uma perguntinha importante: O Lemos não é mais Secetário da Secretaria de Finanças, então não seria justo que a Betriz estivsse ali? Ou ela não se sente preparada para o cargo e os seus encargos?
    Só isso.

  6. Jean Carlo
    16, dezembro, 2010 em 11:39 | #6

    eu acho que este projeto tem duas questões importantes. Primeiro que quem esté em dia merece ver os inadimplentes sem oportunidades, que muitas vezes são facilidades maiores do que as apresentadas a quem paga em dia. No entanto, estabelecer um prazo de 10 anos é um absurdo, pois cada governo deverá ter a oportunidade de fazer suas políticas de negociação, oportunizando ajustes nas suas receitas.
    Acho que este projeto é válido, mas não com este prazo. Os vereadores devem pensar muito bem no futuro próximo quando teremos um novo governo assumindo a prefeitura.

  7. Anderson
    16, dezembro, 2010 em 08:43 | #7

    Quem sabe tirar a Audiência Pública da Câmara e levar a outros lugares. E também fora de horário normal de trabalho das pessoas. Pq não a noite?

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