O REBELDE. Pelo jeito, apesar da sova nas urnas, Jarbas Vasconcelos continuará azucrinando o PMDB
Se os partidos políticos tivessem um mínimo de coesão interna, provavelmente seria diferente. As decisões partidárias seriam seguidas por todos, com a devida disciplina, desde que garantido o debate interno. Mas eles não são assim, nessa nossa tenra democracia. E o PMDB, então, é “dono” de parecer algo fatiado e absolutamente rebelde, conforme a facção.
Veja-se o caso de Jarbas Vasconcelos. Além de se posicionar contra a posição nacional, de apoio (inclusive com a indicação do vice) a Dilma Rousseff, foi candidato ao governo de Pernambuco, apenas para dar palanque regional ao oposicionista José Serra (PSDB).
O resultado foi pífio. Levou uma sova de votos de Eduardo Campos (PSB) e Serra teve votação risível por lá. E daí? Daí, nada. Olha só o que Vasconcellos declarou em entrevista à “TV” do sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Fábio Góis. A seguir:
“Jarbas diz que PMDB continuará “guloso” por verbas
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) mantém a postura independente de criticar o governo, os colegas parlamentares e o próprio PMDB, o maior partido do país e parceiro dos petistas na chapa que elegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
Em entrevista à TV Congresso em Foco, ele afirmou que o partido tem sede de poder pelas vias do fisiologismo de “outras coisas mais graves”. Jarbas entende que isso não deve mudar no governo Dilma, no qual o PMDB terá cinco ministérios: Minas e Energia, Previdência, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Turismo e Defesa.
Para ele, o partido estará sempre em busca de cargos e verbas públicas. “Eu tenho impressão que ele não vai perder seu aspecto guloso e de querer sempre açambarcar aquilo que tem muitos recursos, aquilo que tem alguma coisa para dar”, disparou o senador, em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco…”
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