ESTADO. Com a autoridade da vitória, Tarso diz que chamará o PDT (mas não apenas) para o governo

A grande questão, em relação ao futuro governo do petista Tarso Genro, o grande vitorioso da eleição estadual deste domingo, é que tipo de comportamento terá o petista para viabilizar administrativamente o resultado político. E, na verdade, as primeiras manifestações do eleito não surpreenderam.

Em alto e bom tom, Tarso informou o que todos já supunham: chamará o PDT para conversar e, mais que isso, o convidará para fazer parte do governo. É evidente que haverá resistências. Tanto no petismo quanto (embora talvez menos) no pedetismo. Mas a autoridade de uma inédita (para os padrões gaúchos) vitória em primeiro turno tendem a facilitar a consecução do objetivo de Tarso.

Ainda que, porém, tenha ampliado sua bancada também em termos inauditos – são 14 nomes do PT eleitos na domingueira -, isso será insuficiente para garantir tranqüilidade de governança. Com os pedetistas e a bancada dos partidos aliados, PSB e PC do B, se chega a 25. Quase a maioria, para a qual faltariam ainda três votos na Assembléia.

Talvez por aí se entenda porque o futuro governador tenha deixado no ar a possibilidade de conversar também com outras siglas, especialmente o PTB, ou a maior parte deste, que afinal de contas é aliado em nível federal. E continuará a ser, na hipótese de vitória de Dilma Rousseff no segundo turno. Assim como o próprio PP, ao repórter ficou claro também será possível imaginar um conversê.

Enfim, não é descurado dizer sequer que apenas PMDB (e olhe lá), PSDB e DEM sejam alijados do governo futuro. Bem, essa é a idéia de Tarso Genro. Agora, só falta “combinar com os russos”. Vai que eles aceitam!

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