COLUNA OBSERVATÓRIO. Uma década depois, segue a festa gastronômica/religiosa

Não custa lembrar

Em 2 de setembro de 2000:

Vale tudo. Mas tudo mesmo – Para tentar garantir um lugar na cadeira principal do Centro Administrativo a partir de 1o de janeiro, pelo menos quatro dos cinco candidatos fazem de tudo. Vão a centro espírita, terreiro de umbanda, igreja evangélica. Templos os mais diversos estão na agenda. E sempre há uma velinha guardada para todos os santos. É um ecumenismo fantástico. Isso no plano espiritual. Já em terra enfrentam barro, chuva, sol, cachorro brabo e até eleitor brabo. Isso sem falar nos jantares. Há quatro ou cinco… por noite…”

Hoje:

Passados exatos 10 anos mais dois dias da publicação da nota ao lado, está-se de novo a um mês da eleição. E, mesmo com palanque eletrônico (sem showsmícios e brindes em geral), algumas coisas definitivamente não mudam. Os candidatos simplesmente não se comportam como seres normais. E nem podem. Segue valendo a festa gastronômica/religiosa. Tem gente que vai engordar – precisando, depois, eleito ou não, gastar um troco adicional num spa. Em compensação, terá o céu garantido. Alguma das muitas fés visitadas haverá de salvá-lo do fogo do inferno.

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