COLUNA OBSERVATÓRIO. Eleição de outubro e o olho preto da gateada no Rio Grande
Urna eletrônica está à espera do voto. Mas, pra quem será?
As pesquisas mais recentes, e são tantas, na verdade, não contribuem em nada para se vislumbrar o que pode ou não acontecer em 3 de outubro. Muito especialmente no que toca ao voto para governador e senador do Rio Grande do Sul. E também, ainda que se possa vislumbrar favoritos para deputado, não é prudente afirmar isso ou aquilo.
O sintoma mais eloqüente, porém, de que o olho da gateada preteou, é uma olhadela na propaganda eleitoral eletrônica. E, sobretudo, no noticiário. Mesmo que não diretamente (os candidatos são, todos, gentlemans e dama), o fato é que nomes secundários são escalados para oferecer provocações ou respostas. Isso só acontece quando a disputa se põe mal-parada. Ou, no mínimo, equilibrada.
Se é verdade que há quem esteja na frente, não é menos verdadeiro que uma briga se estabeleceu. E, penso, a metáfora é bem entendida pelo leitor. Isso só para falar no pleito majoritário. Quanto ao proporcional, é, como dá conta o ditado, uma briga de foice no escuro. Mais nuns, menos noutros, mas em todos os partidos há disputa. Contra o adversário comum. E também o interno – afinal, o voto não é em lista, mas pessoal.
De maneira que, faltando quatro semanas, é lícito supor que o clima tende a ficar mais quente. E até pesado. Como, cá entre nós, costuma mesmo acontecer neste Estado em que a paixão política acaba por sobrepujar quaisquer desinteresses iniciais. Ah, e isso vale até para a movimentação eleitoral na boca do monte. Pode aguardar!










