Negócios (4). De quem é a culpa? – por Carlos Costabeber

Nessa semana no Twitter da HSM, li um artigo de um “famoso” consultor americano, em que dizia o seguinte: “a razão para o mau atendimento nas empresas pode ser a qualidade do produto ou serviço”.

Usei o mesmo Twiter para questionar o referido artigo, pois tenho uma convicção muito firme: “quando sou mal atendido em uma empresa não culpo o funcionário que está na minha frente.

Então de quem é a culpa ? É de quem o colocou lá! Então, tudo começa na seleção das pessoas. E o responsável por tudo isso é o N° 1 da empresa.

Mas o normal é um despreparo dos dirigentes para exercerem essa função vital para os negócios. Ninguém gosta de selecionar pessoas. Afinal, é consenso de que é muito complicado lidar com gente; pois na seleção, tratamos com pessoas que não conhecemos, que podem estar escondendo informações, etc, etc.

Selecionar é uma ciência. Os titulares das empresas, insisto, devem se dar conta dessa realidade, pois está mais do que provado: nesse mundo competitivo, onde produtos e serviços estão cada vez mais parecidos, e com os consumidores cada vez mais exigentes, quem faz a diferença são as pessoas.

O N° 1 não pode delegar o processo aos gerentes, enquanto não estiverem preparados para a função.

Insisto: tudo começa com uma decisão estratégica, adotar (ou não) uma nova CULTURA DE RH.

Como é um longo processo, e enquanto não estiver enraizados na cabeça das pessoas, todo o recrutamento e seleção devem estar sob a responsabilidade direta do comandante da empresa.

Concluindo: o empresário que for punir um empregado por mau atendimento estará cometendo uma grave injustiça. O culpado é quem colocou aquele funcionário na frente dos clientes.

E.T.: Fui a uma missa de formatura, e fiquei chocado quando nas preces da comunidade, o orador pediu “pelos formandos que ficariam desempregados”. Pra mim foi chocante, “uma pedrada no peito”!!! E mostrou que nós, aqui fora, estamos distantes da realidade e da angústia vivida por milhares de formandos e por seus familiares.

  1. Letícia
    12, agosto, 2010 em 21:10 | #1

    Concordo sobre a responsabilidade ser do patrão, afinal, deve-se contratar “alguém que já saiba sorrir” ou então terá que ensinar. e o segundo caso é muito difícil além de ninguém querer. saber observar perfil é algo muito delicado mesmo!
    mas o que mais me chamou a atenção foi teu ET… estou dentro dessa realidade. É sofrido. É penoso. Estressante. Angustiante. Triste…
    Abraço.

  2. CARLINHOS
    10, agosto, 2010 em 08:45 | #2

    Obrigado Éverton! Tens toda a razão!!! Um abraço. Carlinhos@Éverton Severo Maciel

    @Márcio Dutra

  3. Éverton Severo Maciel
    9, agosto, 2010 em 20:54 | #3

    O professor Carlinhos sabe, bem melhor do que eu, de como as empresas – em sua maioria – estão longe de atender bem seus clientes, sejam chatos ou não, mas sempre clientes. O que a gente vê de atendentes de má vontade, com ar cansado ou desleixado, enfim …Como bem o sr. mencionou, quando produtos e serviços estão nivelados, a diferença é feita pelo atendimento. Educação, atenção,conhecimento, respeito.Enfim, preparo. O empresário – pequeno,médio ou grande – tem que se dar conta disso e agir. Não é só o cliente que será beneficiado. Sua empresa e seus colaboradores também. O mercado agradecerá. Um abraço.

  4. CARLINHOS
    9, agosto, 2010 em 16:30 | #4

    @Márcio Dutra
    DE ACORDO !!!

  5. 9, agosto, 2010 em 12:01 | #5

    Acho que não resta dúvida que a responsabilidade (culpa não combina com administração) primeira das ações tomadas em uma empresa é do Nº 1. Isso vale para os erros e acertos. Agora, saindo da obviedade e partindo para a solução dos problemas, a análise da qualidade do produto e do serviço prestado não pode ser descartada. Podem sim, também constituírem-se em razão para o mau atendimento.

  1. Nenhum trackback ainda.