IMPEACHMENT. Maioria governista em comissão especial detona pedido contra a governadora Yeda

Comando da comissão foi governista, com Pedro Westphalen (C), na presidência, e Zilá Breitenbach na relatoria

Comando da comissão foi governista, com Pedro Westphalen (C), na presidência, e Zilá Breitenbach na relatoria

É verdade que foi, por enquanto, na Comissão Especial. Mas o fato é que, exercendo sua ampla maioria, os governistas detonaram o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius, que tramita na Assembléia Legislativa. Ainda falta a apreciação pelo plenário, o que deve ocorrer nos próximos dias, mas o fato é que a ação não prosperará – exatamente pela flagrante pujança numérica da bancada governista.

É verdade que os oposicionistas até tentaram adiar a votação desta quinta, mas não tiveram êxito e se retiraram. Mas o quorum foi suficiente e, como você lê no material distribuído pela Agência de Notícias do parlamento, a votação se deu, com o resultado previsto. O texto é de Letícia Rodrigues, com foto de Marcos Eifler. Acompanhe:

IMPEACHMENT – Parecer da relatora é aprovado pela Comissão Especial

O parecer da relatora da Comissão Especial que trata da denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora Yeda Crusius, deputada Zilá Breintenbach (PSDB), recomendando o não prosseguimento do processo de impeachment da governadora, foi aprovado com 16 votos favoráveis na reunião desta quinta-feira (8), no Plenarinho. Apenas os deputados da base governista votaram, já que os da oposição retiraram-se durante a leitura do relatório, após discussão sobre a permanência ou não do deputado Carlos Gomes (PRB) no colegiado, que deixou o PPS, partido pelo qual foi indicado para a Comissão.

O assunto foi discutido logo após a abertura da sessão pelo presidente da Comissão, deputado Pedro Westphalen (PP), que leu requerimento do deputado Miki Breier (PSB), enviado à Presidência da AL, questionando a participação de Gomes. Westphalen leu ainda o parecer da Procuradoria da Casa e também manifestação do líder da bancada do PPS, deputado Luciano Azevedo, informando que Gomes é o representante da bancada do PPS na Comissão.

Os oposicionistas mantiveram os questionamentos e, assim que a relatora começou a ler o relatório, alguns foram até a mesa para discutir a questão, o que fez com que a leitura do parecer fosse interrompida. A participação de representantes do Fórum dos Servidores Estaduais, que solicitou o pedido de impeachment, e de simpatizantes da governo acirrou os ânimos nas galerias e Westphalen informou que manifestações exaltadas, especialmente quando os deputados estavam com a palavra, não seriam permitidas e que os responsáveis seriam retirados do Plenarinho.

A sessão foi então suspensa por cerca de 20 minutos, para que o procurador da Casa, Fernando Ferreira, esclarecesse os parlamentares sobre a permanência de Carlos Gomes. Segundo Ferreira, o deputado poderia votar porque estaria autorizado a ocupar a vaga do PPS no colegiado…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

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