JUDICIÁRIO. Presidente do CPERS e vereadora do PSOl obtêm vitória (ainda parcial) em disputa com Yeda Crusius
A ex-governadora Yeda Crusius (que estaria vivendo um período sabático em São Paulo) e sua filha Tarsila perderam o primeiro ‘round’ de uma disputa judicial que mantêm com a presidente do CPERS Sindicato, Rejane de Oliveira e a vereadora do PSOL na capital, Fernanda Melchionna.
Ambas são processadas pelas tucanas por conta dos protestos realizados na frente da casa delas, há dois anos. Alegam cárcere privado. Isso não foi reconhecido pelo magistrado em primeira instância, que absolveu Rejane e Fernanda. Mas viu um outro crime, mais leve, de “perturbação da tranquilidade”.
E agora? Bem, para saber da sentença inicial (da qual cabe recurso) e de outras informações sobre o caso, além da reação de Yeda e Tarsila, confira elucidativo material produzido e publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A reportagem é de Rachel Duarte. A seguir:
“Defesa de Yeda analisa se recorre de absolvição de vereadora e presidente do Cpers
A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) decide até quinta-feira (5) se irá recorrer da decisão do juiz Luis Felipe Paim Fernandes que absolveu a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira e a vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL) de terem praticado crime de cárcere privado contra a ex-governadora e sua filha, Tarsila Crusius. Yeda está consultando os advogados para decidir se recorre ou aguarda nova decisão judicial sobre o caso. “Vou conversar com a ex-governadora hoje. O prazo para prescrição do processo é curto, temos que ficar atentos e escolher o que é melhor para a nossa tese”, disse o advogado de Yeda, Mário Rocha Lopes Filho.
A sentença do juiz Luis Felipe Paim Fernandes inocentou Melchionna e Rejane de Oliveira da acusação de cárcere privado, mas atribuiu às rés uma nova infração penal, por perturbação da tranquilidade. Como não se trata de absolvição total no processo, pode ser mais conveniente para a defesa da ex-governadora não recorrer e aguardar o novo julgamento. O processo está agora ao cargo da magistratura do Juizado Especial Criminal do Foro Central de Porto Alegre e a punição pode chegar a dois meses de reclusão ou pagamento de multa.
A vereadora Fernanda Melchionna e a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, afirmam que não há nenhuma preocupação com o desdobramento do processo. “Eu estou tranquila. Fui apoiar um movimento organizado e civilizado. Nossa causa era a luta pela qualidade da educação, que ainda é uma luta necessária”, diz a vereadora…”
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