ELEIÇÕES 2012. Schirmer segue seu jogo. PT mostra força da militância. Falta Pozzobom
Com todo o respeito aos que militam na, como chama o editor, esquerda-esquerda, sem Sandra Feltrin, impossibilitada de concorrer, qualquer nome que seja apresentado (e um, com certeza, será), ela será irrelevante, no processo eleitoral de 2012. Ponto.
Dito isto, os olhos se voltam aos protagonistas. E, exceto um, os demais já apresentam os primeiros sinais do que vêm por aí, especialmente a partir de julho, quando começa oficialmente a campanha. Cezar Schirmer (PMDB), Helen Cabral (PT) e Jorge Pozzobom (PSDB). Eles, os candidatos, e seus partidos, é que vão comandar o campeonato que tem sua final no 7 de outubro, domingo.
Mas, e hoje, o que é possível dizer acerca dos movimentos desse trio (e suas agremiações)? Incrivelmente, o que parecia inerme, de repente, começou a se movimentar e, portanto, se colocar em posição de disputar o pleito. Aparentemente.
O PT, que abriu mão (ou ela abriu, para ser mais preciso) de sua tríade, resolveu, no sábado, antecipar a decisão e DEFINIU a vereadora Helen Cabral como sua pré-candidata, a ser confirmada em convenção a ser realizada em meados de junho. Sem Fabiano Pereira, Paulo Pimenta e Valdeci Oliveira, com o que conta o petismo?
A resposta é simples. Se a conta de um dirigente da Câmara (não-petista) estiver certa, havia pelo menos 350 petistas no plenário apinhado do parlamento, na manhã da sabatina. Houve quem dissesse 500 (exagero evidente). Como também quem cravasse em 200 (talvez um número humilde). Mas o fato é que, sejam 200 ou 500, é bastante provável que nenhuma outra agremiação santa-mariense consegue juntar, sem pagar, tantos militantes entusiasmados.
Eis a força do PT, não obstante o nome escolhido que, embora legítimo e com história e condições, não era o imaginado, quando ainda se montavam os times para o campeonato. Mas aquele povaréu, se entusiasmado, pode fazer a diferença, como já aconteceu em embates anteriores. E se, ainda por cima, a tríade cumprir o que suas palavras apontam, sim, o petismo pode encarar a briga.
E o PMDB, considerado favorito por 10 entre 10 observadores da política local? Ora, se mexe. E faz tempo. O objetivo parece claro, no jogo que tem Cezar Schirmer como o comandante. Está em campanha desde 1° de janeiro de 2009, quando assumiu. E nisso não é original – toooodos os eleitos assim agem, desde a primeira hora.
E neste momento preciso? Com a participação do PMDB, seu partido, negocia com outras siglas buscando, mais que manter, ampliar o consórcio que o elegeu. É provável (leia mais abaixo) que ocorra um desfalque importante, fundamental. Mas é certo, também, que outras siglas estão aderindo. Algumas até bem fácil, por conta exatamente do favoritismo prévio. Uma fonte peemedebista garante: serão mais de 10 partidos, podendo chegar a 14. Alguns receberão, no máximo, um CC em 2013, na hipótese de vitória. Mas cederão pelo menos 30 segundos de tempo para a campanha no rádio e na televisão.
Até quando vai esse jogo, antes que o próprio Schirmer confirme o que os bonitos vidros que fazem parte do complexo do Palacete da SUCV já sabem? Se puder, o prefeito (e o vice, também definido, José Farret, do PP) segura até junho, na convenção. Mas, até lá, mantém o jogo, buscando adesões aqui, ali e acolá. É assim.
Por fim, a dúvida, cada vez menos dúvida. O que fará Jorge Pozzobom, do PSDB. Já se forma, no âmbito dos que acompanham a política de perto, uma convicção. O tucano vai disputar o campeonato. Tem articulado. E muito. Menos na área partidária (o que é importante, talvez fundamental), mais no entorno. Quer mostrar (e, conforme depoimentos obtidos pelo editor, mediante o pedido do anonimato) que é confiável. Isto é, que tem condições de ser mais que um legislador. E que pode administrar a cidade.
Segundo o noticiário, aliás bastante volúvel, dadas as reviravoltas próprias de situação como esta, Pozzobom definirá tudo até o final deste abril.
É preciso, se for mesmo concorrer. Dificilmente outros parceiros (e sempre há a necessidade deles) estarão disponíveis mais adiante. É até lá que se terá um quadro bastante claro do que vai acontecer, a partir do momento em que a lei abrir as comportas da campanha liberada.
Mas, e por que se forma a convicção acerca da candidatura do “bom”? Talvez por que, como disse um militante petista na manhã da sabatina, diante de pelo menos quatro testemunhas: se ele não concorrer, a quem apoiará? Pooois é… Pooois é….
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