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Textos com Etiquetas ‘Rigotto’

NÃO CUSTA LEMBRAR. De favorito, Rigotto virou lanterna e não foi para o Senado

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 26 de julho de 2010, uma segunda-feira:

ELEIÇÕES 2010. O PPL e as agruras de um partido ideológico que quer se legalizar

A jornalista Rosane Oliveira, na Zero Hora desta segunda-feira, traz DETALHES bastante interessantes, acerca da preferência dos gaúchos (e da indefinição de mais de 60% do eleitorado) para as duas vagas disponíveis no Senado – apontada pelo Datafolha. Mas um fato é verdadeiro: a briga será bastante acirrada entre o trio Germano Rigotto (PMDB), que tem 41% da intenção de votos na pesquisa do Datafolha, Paulo Paim (PT), com 37%, e Ana Amélia Lemos (PP), COM 33%. É uma disputa quase tão emocionante quanto a que envolve o Governo do Estado.

De outra parte, há quase uma obviedade, e aí vale para qualquer pesquisa: a tendência é de siglas governistas saírem vitoriosas na disputa pela 54 vagas a ser renovadas no Senado. Um sintoma, mais um aliás, é a…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, a tal briga de cachorro grande só sobreviveu nas pesquisas na primeira metade da campanha eleitoral oficial. Na prática, e os dias finais confirmaram isso, a estratégia peemedebista de colocar só Rigotto como candidato acabou sendo desastrosa. E o petista Paim confirmou-se na vaga que já era sua e a pepista Ana Amélia atropelou e garantiu sua vaga.
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NÃO CUSTA LEMBRAR. O estranho momento em que (talvez) o PMDB começou a perder a eleição gaúcha

27, novembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 27 de novembro de 2009, uma sexta-feira:

PALÁCIO PIRATINI. Rigotto se afasta da briga. E se o Fogaça não concorrer? E se…

Ou me engano muito, ou algo de muito estranho está acontecendo no PMDB gaúcho. Primeiro, Germano Rigotto diz que, se o partido não decidir nada, ele, em dezembro, se lança candidato ao Senado. Depois, um zum-zum-zum danado, com a manifestação de apoio ao ex-governador, por parte de PREFEITOS do partido (Cezar Schirmer estava nessa?).

Ao mesmo tempo, surge na mídia grandona gaúcha a “sugestão” de que o PDT não toparia Rigotto, preferindo José Fogaça, porque ganharia (com José Fortunati) dois anos na prefeitura de Porto Alegre. Concomitantemente, aparece uma notinha dando conta de que o ex-titular do Piratini seria a carta na manga, pois o PDT, permanentemente em crise, “não era confiável”. Hein? E, por fim, de sopetão…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, é puro exercício (inútil) de adivinhação supor que Germano Rigotto poderia ser melhor candidato que José Fogaça ao Piratini, pelo PMDB. Outros erros (que o partido avalia agora) certamente foram cometidos. Mas também não é inexato afirmar que aquele instante preciso, vê-se agora, mostrava um problema evidente. Que não foi tratado. Ou foi. Mal-tratado.

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SEGUNDO TURNO. Dos grandões do PMDB gaúcho, só Simon e Padilha continuam quietos

20, outubro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

O que, para não poucos, foi um grande problema do PMDB gaúcho no primeiro (e único) turno da eleição provincial, agora não é mais, aparentemente. E a “imparcialidade ativa” terminou, com a liberação dos filiados a apoiar quem quiserem, na rodada final do pleito para a Presidência.

Assim, exceção feita a Mendes Ribeiro Filho, um dilmista desde sempre, a bancada de deputados federais é totalmente serrista – desde sempre também. Aliás, um dos parlamentares, o secretário geral do Partido e potencial candidato a presidir a sigla no Estado, Eliseu Padilha, não se definiu publicamente. E é improvável que faça isso.

Fogaça e Rigotto (à direita, na foto do twitter de Osmar Terra) no momento da adesão a Serra, nesta terça

Da mesma forma, o maior nome da sigla há pelo menos quatro décadas, o senador Pedro Simon, presidente afastado do PMDB gaúcho, depois de dizer que apoiaria Dilma Rousseff já no primeiro turno, mudar de idéia e dizer que votaria em Marina Silva, até agora não deu um pio sobre seu candidato segundo turno.

São, Simon e Padilha, os únicos grandões meeeesmo, a se aquietar. Nesta terça-feira, outros dois, os derrotados José Fogaça e Germano Rigotto, desceram do muro e definiram: são José Serra. Os detalhes vêm na reportagem publicada originalmente na versão online de Zero Hora. Acompanhe:

Fogaça e Rigotto oficializam apoio a José Serra no segundo turno

Em reunião nesta terça-feira em Porto Alegre, o ex-prefeito da Capital, José Fogaça, e o ex-governador do Estado, Germano Rigotto, ambos do PMDB, anunciaram seu apoio ao presidenciável José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. Apesar do apoio, os dois avisaram que não vão participar ativamente da campanha tucana, alegando que esta tarefa ficará para os deputados eleitos, que também participaram do encontro.

No primeiro turno, Fogaça havia se declarado em situação de neutralidade porque compunha a sua aliança para o governo do Estado com o PDT, que apoia a presidenciável do PT, Dilma Rousseff.

Já Rigotto, que também fez campanha declarando neutralidade, admitiu ter votado na candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva..”

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É ASSIM, MESMO? Se vitoriosa, Dilma Rousseff poderá ter 60% de apoio no Senado

29, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Fico a me perguntar (e isso se expressa na “cartola” do título desta nota) se, digamos, Ana Amélia Lemos se eleger, como é bastante provável, fará parte da “bancada da Dilma”? Ela, conta a história de sua vida, defende, antes de tudo, o agronegócio e, logo em seguida, a RBS. No entanto, o seu partido, o PP, é governista.

Exemplos como Ana Amélia (e nada contra ela, apenas uma constatação óbvia) longe estão de únicos. Aqui mesmo no Rio Grande, quem diz que Germano Rigotto, do PMDB, que também pode se eleger, será “dilmista”? E por aí, vai, no país inteiro.

Por isso, desconfio muito das previsões feitas com base apenas na filiação partidária do eventual senador eleito. Mas vale, claro, como informação relevante. Tanto que reproduzo a reportagem de Daniel Bramatti, publicada nesta terça-feira, n’O Estado de São Paulo. Confira:

Se vencer, Dilma terá 3/5 do Senado

Pesquisas em 26 Estados e no Distrito Federal indicam que, no Senado, um eventual governo Dilma Rousseff terá votos suficientes para promover mudanças na Constituição – a chamada maioria qualificada.

Levantamentos recentes dos institutos Ibope e Datafolha mostram candidatos “dilmistas” em condições de conquistar de 38 a 46 das 54 vagas em disputa no Senado. Já a oposição elegeria de 8 a 16 representantes se a eleição fosse hoje.

Há outros 27 senadores, eleitos em 2006, que têm mais quatro anos de mandato – 14 de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 13 aliados do presidente. Com a soma dos prováveis eleitos em 2010, uma eventual base de Dilma no Senado teria de 51 a 59 integrantes.

O quorum necessário para aprovar mudanças constitucionais é de três quintos do total de parlamentares – ou seja, 49 senadores.

A oposição a um eventual governo Dilma corre o risco de nem sequer conquistar 27 cadeiras – o mínimo necessário para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Bancadas. As pesquisas mostram que PMDB e PT se credenciam para eleger as maiores bancadas. Há doze peemedebistas entre os favoritos e outros três não muito distante dos líderes. Entre os petistas, dez estão na primeira ou na segunda posição. Outros cinco estão em terceiro lugar, mas com desvantagem de menos de cinco pontos porcentuais em relação ao segundo…”

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LUNETA ELEITORAL. Ana Amélia e Paim, pesquisas, campanha na prefeitura, Valdeci e Lula, Pimenta no Alto Uruguai

28, setembro, 2010 Claudemir Pereira 7 comentários

* Ana Amélia (PP) e Paulo Paim (PT) lideram disputa pelo Senado no Rio Grande e se desgarram de Germano Rigotto (PMDB), que está em terceiro.

* É o que aponta pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira: 48%, 46% e 33%, respectivamente, é o percentual de intenção de voto do trio.

* Isso significa que a parada está definida? Talvez seja um erro apostar nisso – dado o poder de militância dos apoiadores dos três candidatos. Taaalvez.

* Faltando cinco dias para o pleito, pelo menos três pesquisas (além do ‘tracking’ do Vox Populi) trazem emoção a quem acredita nelas.

* Nesta terça, inclusive, pode sair o resultado da primeira, feita pelo instituto Sensus. O mais provável, porém, é que seja divulgada amanhã.

* Aliás, entre quarta e sexta tornam-se públicas pelo menos outras duas rodadas, uma do Datafolha e outra do Ibope. Os dois institutos, inclusive, coletarão material para mais uma pesquisa cada, a serem divulgadas provavelmente no sábado.

* Relato de um leitor deixou o editor encucado. Não pegou bem um fato constatado nesta segunda, no Centro Administrativo.

* O quê? Secretário que tem contato direto com o público e seus assessores trabalhavam ostensivamente com a roupa adesivada – em campanha aberta para o candidato oficial da Prefeitura.

* A questão é: além do leitor do sítio, que sentiu-se desrespeitado, quantos se viram incomodados em ver servidores públicos agindo desta maneira? Pega mal – se não for ilegal. Aliás, não é?

* Depois do agitado final de semana na boca do monte, Paulo Pimenta (PT), candidato à reeleição à Câmara dos Deputados, dedicou a segunda-feira às regiões Noroeste e Alto Uruguai.

* Palmeira das Missões (reuniões com lideranças) e Panambi (caminhada com apoiadores e militantes no bairro Alves Klesner) compuseram o roteiro.

* Esta terça, porém, já será dedicada toda a Santa Maria. Caminhadas, reuniões e uma carreata estão previstas para Camobi.

* A quarta já pegará Pimenta em viagem para um roteiro por Bagé, Candiato, Pinheiro Machado e Santana do Livramento.

Lula e o "mestre Valdeci": encontro no comício e foto por e-mail

* Seu companheiro de partido, Valdeci Oliveira, que disputa vaga à Assembléia, festeja e-mail recebido da coordenação nacional da campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

* Na correspondência eletrônica vinha imagens do encontro do ex-prefeito com o Presidente Lula, no comício realizado sexta-feira, em Porto Alegre.

* Informa a assessoria de Valdeci que, no evento da capital, o santa-mariense recebeu saudação especial: foi chamado de “mestre Valdeci”.

* Afinal, conforme a assessoria, o material de campanha do candidato “ressalta muito a importância do trabalho da dupla na trajetória política do santa-mariense.”

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ESTADO. Para Vox Populi, Tarso seria eleito em 1° turno. Paim e Ana Amélia, na frente, para o Senado

24, setembro, 2010 Claudemir Pereira 2 comentários

Acompanhe reportagem divulgada agora há pouco pelo portal iG, um dos contratantes da pesquisa feita pelo Vox Populi, com a intenção de voto para o governo gaúcho e as duas vagas ao Senado, pelo Rio Grande do Sul:

Vox Populi: Tarso tem 45%, Fogaça, 22% no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul pode decidir as eleições estaduais já no primeiro turno, segundo pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada hoje. O candidato Tarso Genro (PT) subiu de 35% em agosto para 45% em setembro. José Fogaça (PMDB) oscilou negativamente de 24% no mês passado para 22%. Yeda Crusius (PSDB) tem 11% oscilando um ponto para baixo.

Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 16%. A pesquisa foi registrada no TRE-RS sob o número 48.960/10 e no TSE sob o número 31.710/10. O instituto ouviu 800 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na disputa presidencial, a candidata petista Dilma Rousseff subiu de 37% para 46% entre os gaúchos. Já o tucano José Serra caiu de 39% para 31%. Marina Silva (PV) oscilou positivamente de 6% para 7%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções de voto no Estado. Brancos e nulos somam 2% e indecisos, 14%…”

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JORNAL ASFIXIADO. É mesmo uma vergonha. Qualquer pretexto vale para não opinar. Mesmo sendo do “clube”

24, setembro, 2010 Claudemir Pereira 4 comentários

Se você ainda não sabe dos detalhes, sugiro, antes de mais nada, a leitura da nota que publiquei há três semanas, titulada “JORNAL ASFIXIADO. Vergonha: o escândalo gaúcho que a mídia joga para baixo do tapete” (AQUI). Dito isto, vamos à novidade.

Não são apenas os veículos de comunicação tradicionais que preferem esquecer o assunto que envergonha profissionais. Mas uma casta de colegas que, a pretexto de “não tumultuar o processo eleitoral”, prefere simplesmente não tomar posição. E não opinam, embora muitos deles se digam “independentes” e façam parte de um tal “Clube de Opinião”.

Mais uma vez, e com pertinência, quem cuida do tema é Luiz Cláudio Cunha. Claro que na internet, mas com bastante leitura pelos que são do meio e se espraiando pela sociedade, inclusive a gaúcha, claro. Originalmente publicado no sítio especializado Observatório da Imprensa, o texto é reproduzido no jornal eletrônico Sul21. Confira, também, aqui:

Desculpa para calar a opinião

Eu não frequento clubes que me aceitem como sócio. (Groucho Marx, 1890-1977, comediante, EUA).

O respeitado Clube de Editores e Jornalistas de Opinião do Rio Grande do Sul, que reúne duas dezenas dos mais importantes colunistas e blogueiros do Estado, tomou uma grave decisão na semana passada. Por escassa maioria, numa reunião virtual feita pela internet, o Clube de Opinião decidiu “não opinar” sobre o inclemente processo que a família do ex-governador gaúcho Germano Rigotto move contra um pequeno jornal de Porto Alegre, o JÁ.

A ação judicial, que completa dez anos, está matando financeiramente o jornal de cinco mil exemplares editado há 25 anos pelo jornalista Elmar Bones, que em agosto passado teve suas contas pessoais bloqueadas pelos advogados dos Rigotto. A valente opção não opinativa do Clube de Opinião teve uma bela desculpa: “evitar qualquer conotação política-eleitoral” antes do pleito de 3 de outubro, já que Germano Rigotto é candidato ao Senado pelo PMDB gaúcho. Num sereno, mas contundente editorial publicado no domingo (19) no site do jornal e reproduzido neste OI, Elmar Bones respondeu, batendo no osso da questão:

“Pode ser uma maneira cômoda de contornar uma situação espinhosa, mas essa interpretação não encontra base nos fatos e contraria a lógica da democracia. O processo eleitoral, que exige verdade e cobra opinião do eleitor, não pode ser usado como pretexto para a omissão, o silêncio e a desinformação..”

“… Um dos mais ferozes membros do Clube de Opinião gaúcho é Políbio Braga, dono do blog mais influente e acessado do sul do país, com quase 100 mil assinantes. Militante estudantil de esquerda no início dos anos 1960 em Santa Catarina, foi diretor da Folha Catarinense, do Partido Comunista, onde era apenas simpatizante, não filiado. Chegou a ser presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), na época em que José Serra presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois do golpe de 1964 foi preso pela ditadura uma dúzia de vezes e, na mais longa delas, cumpriu seis meses de pena no antigo presídio do Ahú, um bairro de Curitiba.

No comando de seu blog, hoje, Políbio é contundente, bem informado e impiedoso, principalmente com tudo que acontece no turbulento entorno da Casa Civil e da candidata petista à presidência da República. Quando Veja explodiu nas bancas no sábado (11/9), Políbio festejou: “Estoura escândalo maior do que o Mensalão no Governo Lula”, era a manchete do blog. Sobre o escândalo do irmão de Rigotto, matematicamente dez vezes maior do que o do filho de Erenice, quinze vezes mais estrondoso que a quadrilha dos 40 do mensalão chefiada por José Dirceu, Políbio não ousou escrever uma única linha, muito menos dar sua retumbante opinião…”

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SENADO. Está decidido que… nada está decidido. Inclusive no Rio Grande do Sul

20, setembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

É provável que, no caso do Rio Grande, pelo menos uma das vagas ao Senado esteja muito bem encaminhada. E tenha como titular a candidata do PP, Ana Amélia Lemos. Isso significa que ela se elegerá? Provavelmente. Mas não certamente.

O que impede que se afirme peremptoriamente qualquer coisa? Especialmente o fato de haver dois votos, para duas vagas em disputa. Pode beneficiar (e isso já estaria ocorrendo, no caso de AA), mas também prejudicar. Resumo da ópera:  é impossível afirmar, com a exceção, nas províncias maiores, do tucano Aécio Neves, em Minas Gerais, quem vai vitoriar-se nesse pleito.

O jornalista Lauro Jardim, em texto assinado na versão online da seção “Radar”, da ex-revista Veja, expõe com didatismo essa questão. Inclusive oferecendo exemplos. Vale acompanhar, a seguir:

Disputa pelo Senado: candidatos insones

Pimentel ou Itamar? Cesar Maia, Crivella, Picciani ou Lindberg? Netinho, Marta, Aloysio ou Tuma? Marco Maciel ou Armando Monteiro? Ana Amélia, Rigotto ou Paim?

A lista de dúvidas poderia ir além de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Chegaria fácil aos 27 estados que vão às urnas no dia 3. Faltam duas semanas para as eleições e, de acordo com as pesquisas, metade dos brasileiros ainda não escolheu pelo menos um dos dois candidatos ao Senado.

É dura a vida dessa turma – a do eleitor também é, mas este é outro assunto. Apesar da importância do cargo, o eleitor trata-os como coadjuvantes na disputa.

Seja porque o foco do brasileiro é jogado nas campanhas para presidente e para governador, seja porque o brasileiro não tem a menor idéia do que faz um senador - ou para que serve aquele salão coberto por uma cúpula que lembra um prato virado para baixo…”

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RIO GRANDE. Tarso pode vencer no 1° turno, diz Datafolha. Ana Amélia lidera corrida ao Senado

10, setembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

O petista Tarso Genro mantém os 42% de intenção de voto registrados na semana passada, conforme pesquisa divulgada agora há pouco pela Folha de São Paulo e pela RBS, contratantes do trabalho realizado pelo Datafolha. O instituto também aferiu a preferência para o Senado. Nesta, quem está na frente é a pepista Ana Amélia Lemos, com 49%. Confira os detalhes nos dois textos, publicados na versão online da FSP, assinados por Silvio Navarro. A seguir:

Tarso consolida vantagem no RS e pode decidir no 1º turno, diz Datafolha

O candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, mantém a liderança com folga na disputa, com 42% das intenções de voto, segundo o Datafolha. O percentual é idêntico ao registrado na rodada anterior, de 23 e 24 de agosto.

Os dois adversários na corrida, José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), oscilaram um ponto para baixo cada um. O peemedebista marca 26%, e a tucana, 13%. ..”

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Ana Amélia abre vantagem na corrida pelo Senado no RS

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 deste mês aponta a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) na liderança isolada da corrida pelo Senado no Rio Grande do Sul com 49% das intenções de voto.

Ela cresceu cinco pontos percentuais em relação à rodada anterior, feita nos dias 23 e 24 de agosto, quando aparecia em empate técnico com Germano Rigotto (PMDB), que agora marca 41% –oscilou negativamente um ponto…”

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SENADO. Ibope mantém três na disputa por duas vagas gaúchas. Ana Amélia vira favorita a uma delas

6, setembro, 2010 Claudemir Pereira 8 comentários

Segue apertada a disputa pelas duas vagas ao Senado, segundo informa pesquisa divulgada hoje pelo Grupo RBS, que encomendou o trabalho ao Ibope. No entanto, é possível afirmar que, a menos que algo diferente ocorra até o dia da eleição, a candidata do PP, a jornalista Ana Amélia Lemos, começa a ser firmar como favorita para uma delas.

Para saber mais detalhes da pesquisa, acompanhe material divulgado pela versão impressa do jornal Zero Hora. A seguir:

Ana Amélia lidera disputa ao Senado

Na terceira rodada da pesquisa Ibope, encomendada pelo Grupo RBS, a candidata do PP, Ana Amélia Lemos, cresceu 11 pontos em relação ao levantamento anterior, em agosto, quanto tinha 38%, e agora aparece com 49% das intenções de voto. Paulo Paim (PT), com 40%, e Germano Rigotto (PMDB), com 38%, estão tecnicamente empatados.

Abgail Pereira (PC do B), vem em quarto lugar, com 6%. Vera Guasso (PSTU) tem 2% e os demais candidatos aparecem com 1% ou menos nas intenções de voto. A sondagem foi feita entre 31 de agosto e 2 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na distribuição do eleitorado por regiões, a candidata do PP obtém seu melhor desempenho no nordeste do Estado, com 68% das citações. Neste mesmo item, Paim tem seu maior índice em Porto Alegre, com 51%. Rigotto também obtém melhor desempenho na região nordeste do Rio Grande do Sul, com 49%…”

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JORNAL ASFIXIADO. Vergonha: o escândalo gaúcho que a mídia joga para baixo do tapete

Quem conhece meu trabalho sabe das restrições que faço à ação do sindicato que representa os jornalistas. Não quero nem falar sobre isso, porque me deprime. E nem é o caso. Quando, recentemente, fui atacado de forma vil, a solidariedade (imensa e emocionante) que recebi veio dos leitores e de colegas de trabalho mais próximos ou que me conhecem há mais tempo.

Mas, de todo modo, isso é irrelevante, agora. Só não consigo entender por que não saiu, até agora, nota alguma em defesa de um cara que tem história fantástica de resistência no jornalismo gaúcho. E ele atuava numa época em que muita gente que hoje se considera democrata estava beeem escondidinha.

Me refiro ao drama vivido por Elmar Bones, sócio-majoritário do jornal , de Porto Alegre, e profissional da mais reconhecida competência, fundador e tocador do falecido Coojornal, entre outras experiências difíceis e até perigosas (considerando a época) ao tempo do regime autoritário.

Eu próprio, por falta de algumas informações, não tratava do assunto. Mas agora encontrei o “gancho”. Mais que isso, a história toda. Que é contada por Luiz Cláudio Cunha. Para quem não sabe, se trata do cara que, corajosamente, por sua ação, acabou noticiando o seqüestro dos uruguaios em Porto Alegre em plena ditadura militar. Nem sempre concordo com ele (nem com Bones), mas tiro o chapéu.

Você quer saber exatamente do que se trata? E de como a mídia gaúcha esconde a situação, com a conivência, inclusive, das entidades empresariais e de trabalhadores? Leia o artigo dele, com um relato excepcional de toda a situação, e publicado esta semana no sítio especializado Observatório da Imprensa. A seguir:

Jornal Já - Como calar e intimidar a imprensa

Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.

É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o , que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.

Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois -– Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos vazios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.

Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano…”

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DE CACHORRO GRANDE. Disputa pelas duas vagas gaúchas ao Senado vai pegar fogo

Rigotto: na frente e um dos favoritos. Mas ainda há muita indefinição no eleitorado

A jornalista Rosane Oliveira, na Zero Hora desta segunda-feira, traz DETALHES bastante interessantes, acerca da preferência dos gaúchos (e da indefinição de mais de 60% do eleitorado) para as duas vagas disponíveis no Senado – apontada pelo Datafolha. Mas um fato é verdadeiro: a briga será bastante acirrada entre o trio Germano Rigotto (PMDB), que tem 41% da intenção de votos na pesquisa do Datafolha, Paulo Paim (PT), com 37%, e Ana Amélia Lemos (PP), COM 33%. É uma disputa quase tão emocionante quanto a que envolve o Governo do Estado.

De outra parte, há quase uma obviedade, e aí vale para qualquer pesquisa: a tendência é de siglas governistas saírem vitoriosas na disputa pela 54 vagas a ser renovadas no Senado. Um sintoma, mais um aliás, é a pesquisa do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira. Saiba mais, na reportagem publicada pela versão online da Folha de São Paulo. A reportagem é de Catia Seabra. Acompanhe:

Datafolha aponta perda de vagas da oposição no Senado

A oposição corre risco de redução do número de senadores nos oito principais colégios eleitorais do país, revela o Datafolha. Segundo pesquisa realizada em sete Estados (SP, MG, RJ, PE, BA, RS e PR) e no Distrito Federal, a bancada de PSDB e DEM cairia à metade (de seis para três) se a eleição fosse hoje.

Integrante da oposição, o PPS elegeria um senador: Itamar Franco, em Minas.

Segundo a pesquisa, realizada em parceria com a TV Globo, de 20 a 23 deste mês, a bancada do PT dobraria, de dois para quatro senadores.

Excluído o PMDB, que perderá dois governistas e elegeria ao menos dois independentes, a base governista subiria de oito para dez nesses colégios eleitorais. A oposição cairia de seis para quatro.

Entre essas 16 vagas em disputa (duas para cada colégio), haverá renovação de, no mínimo, 62% e a eleição de ao menos nove novatos.

Realizada a 71 dias da eleição, a pesquisa ainda não registra o esforço dos principais cabos eleitorais em apoio a seus candidatos…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Este sítio ou o PMDB. Sobre Rigotto, um dos dois derrapou

Confira a seguir trecho de nota que publiquei na madrugada de 25 de maio de 2009, uma segunda-feira:

PMDB gaúcho. Se consolida idéia de Rigotto candidato ao Piratini. E que partido segue com Yeda

As deduções são todas por conta e risco deste (nem sempre) humilde repórter. Mas fundadas, com certeza, no que disseram as maiores figuras políticas do PMDB gaúcho, reunido em congresso neste sábado, no auditório Dante Barone, na Assembléia Legislativa.

De um lado, Germano Rigotto se colocando à disposição para concorrer ao Palácio Piratini, em 2010. De outro, o potencial candidato, José Fogaça, dizendo que o ex-governador é mais capaz de se tornar o consenso no partido. Conclusão óbvia: Rigotto concorrerá. Só não se sabe, ainda, quem será aliado do peemedebismo e entrará com outros nomes para a chapa majoritária. Mas é a única dúvida.

Diante disso, afora as palavras do presidente da sigla, Pedro Simon, defendendo a continuidade do PMDB no governo de Yeda Crusius, o que retira do partido qualquer iniciativa individual para, por exemplo, assinar requerimento de CPI contra a governadora, o que resta é apenas um gesto simbólico: a…”

PARA LER A ÍNTEGRA, inclusive a reportagem que a originou, CLIQUE AQUI  

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, pensando bem, talvez tenha o sítio a ter derrapado. Afinal, bem feito para o repórter, que acreditou nos termos em que estavam colocadas as questões no PMDB gaúcho. O fato é que Fogaça é candidato ao Piratini e Rigotto, aparentemente, concorre ao Senado.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. De um tempo em que o PMDB ainda se decidia entre Rigotto e Fogaça

Confira a seguir trecho de nota que publiquei na madrugada de 15 de maio de 2008, uma sexta-feira:

PMDB/RS. Partido realiza congresso na próxima semana. Será que lançará o Fogaça ou o Rigotto?

Já escrevi aqui que o PMDB gaúcho é, das siglas protagonistas na política do Estado, a mais adiantada e preparada no que se refere à eleição de 2010. Inclusive pela realização de vários encontros regionais para a mobilização da militância. O cume da idéia dos dirigentes se dará no congresso marcado para a próxima semana, na Assembléia Legislativa.

A minha dúvida única é: será que a agremiação se antecipará e realizará, naquela data, o lançamento de seu candidato a governador? E, se isso ocorrer, quem será o ungido: o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, ou o ex-governador Germano Rigotto?….”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, e ao contrário do que se afirmava então, a lenga-lenga ainda durou seis meses, até que o PMDB se decidisse por José Fogaça. Que, aliás, já está em campanha. Ops, em pré-campanha.

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LUNETA ELETRÔNICA. Dia de Dunga, temor do PMDB com Rigotto, Dilma no RS, Código Tributário Municipal…

* Não há qualquer dúvida: o assunto desta terça-feira não tem nada a ver com Lula, Dilma, Serra, Marina ou qualquer outro, de natureza política.

* O que interessa, e a mídia está abrindo espetacular espaço, é a divulgação, pelo treinador Dunga, da relação dos 23 convocados para representar o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul.

* Aliás, cá entre nós, não é improvável (e a história nos mostra isso exemplarmente) que daqui até o final de junho, política, meeeesmo, tende a ficar em segundo plano.

* Tenho até o palpite que a participação de Dilma Rousseff, nesta terça, em seminário na cidade de Rio Grande, só terá sucesso (se tiver) porque acontece de manhã.

* Ah, está prevista uma entrevista coletiva para o meio dia. Mas se atrasar muito, Dilma concorrerá com o anúncio da seleção, à 1 da tarde. Adivinha quem vai perder ibope!

* É perceptível, entre os analistas políticos, o avanço de Ana Amélia Lemos (PP), como candidata ao Senado. “Ela simplesmente não pára, todo dia está num lugar. Isso é que se chama fazer campanha com possibilidde de sucesso”.

* O autor da frase acima é um líder peemedebista com trânsito direto no comando – e muito preocupado com o que consideram excessiva “moleza” (sim, isso mesmo) de Germano Rigotto, o principal nome peemedebista para o Senado.

* Desse jeito, resumiu o desassossegado peemedebista, “a Ana Amélia e o (Paulo) Paim não darão nem para o começo – a campanha do Rigotto, ao contrário das dos outros dois, é invisível”.

* Do saco para a mala: após expostos na Feira do Livro, os trabalhos de charge e cartum produzidos para a exposição “Educação Fiscal na Linha da Cidadania” ganham um novo espaço.

* Eles podem ser conferidos, a partir desta terça, e até 10 de junho, no saguão do térreo do Centro Administrativo Municipal.

* Os trabalhos produzidos por alunos e professores de Santa Maria, São Pedro do Sul e Silveira Martins retratam, obviamente, temas relacionados à Educação Fiscal e Cidadania.

Comissão se reúne para discutir Código Tributário (a foto é de Andressa Oliveira)

* A propósito de tributos e contribuintes, a Coordenadoria de Comunicação Social da, no SÍTIO da Prefeitura,  que o governo estará, nos próximos cinco meses, desenvolvendo o Novo Código Tributário Municipal.

* A tarefa, diz a notícia, “se fundamenta na necessidade de adequar a Legislação Municipal às novas demandas sociais, econômicas, legais e administrativas, as quais vêm ocorrendo nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal.

* Lembrando que o O Código Tributário é o conjunto de leis que fixa todos os tributos que envolvem o município: impostos, taxas e contribuição de melhoria, além de também estabelecer os processos fiscais e os recursos administrativos.

* O Código atual é de 2001 e, de lá para fá, sofreu várias adaptações para se adaptar ao momento. A rediscussão do instumento legal é uma iniciativa da secretaria de Finanças.

“O Código é a nossa Bíblia, não queremos que fique uma colcha de retalhos”, explica a superintendente de Receita, Marilene Cruz.

* Voltando à política, uma informação: no início do mês, Sérgio Renato Medina dos Santos assumiu a presidência da Comissão Provisória do PSC (Partido Social Cristão).

* Medeiros substitui Alexandre Elesbão, que deixou a cidade. O novo presidente foi nomeado pela presidente estadual Maria de Lourdes e pelo secretário geral, pastor Getúlio Vargas.

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VAI DAR BRIGA. Históricos do PMDB torcem o nariz, mas Eliseu Padilha reitera candidatura ao Senado

Históricos embrabecem. Mas se Padilha quiser meeeesmo, será candidato

Na frente de um microfone, negarão. De joelhos (metaforicamente falando), se for necessário. Mas a verdade é que os chamados “históricos” do PMDB não querem nem ouvir falar da hipótese de Eliseu Padilha (secretário geral da sigla, presidente da Fundação Ulisses Guimarães e muito influente na sigla, em nível nacional) ser candidato ao Senado, em outubro. Só há uma vaga, pois a outra deverá ser destinada a um partido coligado.

Se depender de Pedro Simon, para citar um nome grandão, e Cezar Schirmer (para ficar com uma referência de Santa Maria), o lugar será ocupado pelo ex-governador Germano Rigotto. Isso é o que eles pensam e pelo que trabalham. Mas a realidade impõe uma situação um pouquinho mais complicada.

A verdade é que, sem uma negociação, e com a direção no voto, quem será candidato é mesmo Eliseu Padilha – que controla a maior parte dos delegados à convenção decisiva. E mais: o atual deputado federal deixa pra lá de clara sua disposição de concorrer. Está formado, assim, o forrobodó.

Aliás, Padilha usou seu blogue na internet para manifestar, mais uma vez, sua vontade de partir para o jogo eleitoral. E não poupou críticas (veladas, talvez?) aos seus opositores internos. Em que termos? Confira você mesmo, a seguir:

Pré- Candidatura ao Senado Federal

Como fundador do PMDB e seu dirigente desde 1982, tive o cuidado de, em 2006, logo após minha eleição para Deputado Federal como o mais votado de nosso partido, anunciar e prevenir a todos que não mais disputaria as eleições proporcionais e que colocava meu nome a disposição para a composição da Chapa Majoritária. Não mudei uma só letra do que afirmei. Portanto estou reafirmando que meu nome estará a disposição dos convencionais do PMDB, nas convenções deste ano, que irão escolher nossos candidatos a Governador, Vice-Governador e Senador da República.

Sobre opiniões que tem sido externadas sobre quem deva ser o candidato, ou os candidatos, do PMDB ao Senado da República, por parte de quem não faz parte do Rol de Convencionais do PMDB, embora importantes sob o ponto de vista de seus autores e como tais respeitáveis, no que tange a definição da escolha do candidato a senador não significam absolutamente nada. A única voz que será por mim ouvida e obedecida, como militante histórico que sou, é a da Convenção. Quem queira manifestar-se validamente sobre este assunto interno no PMDB que se filie a ele e, uma vez filiado, conquiste o honroso cargo de seu convencional…”

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ELEIÇÕES 2010 (2). RBS põe sua candidata na disputa ao Senado. Há três concorrentes para duas vagas

Ana Amélia: alguém duvida que ela seja da simpatia da RBS, para o Senado?

Vamos combinar o seguinte: a RBS não disse: Ana Amélia, você é a nossa candidata. Mas, pergunto, precisa? Afinal, diferente de outros integrantes do “cast” do maior grupo de comunicação do Estado, a veterana jornalista não foi instada a se afastar imediatamente – como recomenda o “Código de Ética” da organização.

Ao contrário, só nesta segunda-feira, à beira de todas as definições partidárias, ela se retira do seus gordos minutos e centímetros em rádio, televisão e jornal – devidamente utilizados nos últimos meses. Sinal inequívoco de que se trata de alguém que a rede gostaria de ver eleita. Não necessariamente para defender os interesses da sociedade (se eventualmente obtiver uma vaga), mas certamente para garantir um espaço privilegiado da RBS no parlamento.

Atenção: embora possa não concordar, entendo que esse é um desejo legítimo da RBS, diante da legislação em vigor. Como são os casos dos sindicatos de trabalhadores, para ficar noutra ponta, que também têm seus representantes. Pena que o grupo midiático (exceto jornal, uma concessão pública) não conte ao seu imenso público. Ah, também é interessante anotar a forma como foi noticiada a saída de Ana Amélia para ingressar na disputa eleitoral. No local mais nobre das informações políticas de Zero Hora. Foi neste domingo, na coluna “Página 10”, que a jornalista Rosane de Oliveira ANUNCIOU que sua colega, Ana Amélia Lemos, será mesmo candidata ao Senado, pelo PP.

E AGORA? Bem, o fato objetivo é que, embora surjam outros nomes menos votados, a eleição para as duas vagas disponíveis ao Senado será pra lá de acirrada. São três concorrentes fortíssimos. Um sobrará. E o confronto só não é mais complicado ainda porque um dos titulares, Sérgio Zambiasi, não concorre.

Assim, Paulo Paim, do PT, e Germano Rigotto (ou, quem sabe, Eliseu Padilha), do PMDB, que ostentavam a condição de favoritos disparados à dupla de senadores a ser eleita, agora terão que disputar voto a voto com Ana Amélia. Um vai sobrar. Ou uma.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. “Palácio Piratini? Que nada! A brigona é pelo Senado”

Ex-governador Germano Rigotto pode estar entrando numa disputa com...

Você acha que os partidos terão dificuldade para fechar as chapas ao Palácio Piratini, em função das alianças que estão se concretizando? Se respondeu sim, acertou. Muitas dúvidas ainda permeiam as discussões, embora se tenha claro que o trio de protagonistas será composto do petista Tarso Genro, do peemedebista José Fogaça e da tucana Yeda Crusius. Mas, pode-se apostar, quando os partidos se acomodarem, os nomes para vice surgirão naturalmente.

...o deputado federal Eliseu Padilha, que pode dar bastante o que falar

Bode grande, mas grande meeeesmo, vai se dar é na definição dos concorrentes ao Senado. E aí ninguém supera o PMDB, no rolo que começa a se criar. Partindo do pressuposto óbvio que, para compor com partidos como o PDT e outros, talvez tenha que ceder uma das vagas disponíveis, dois graúdos disputam a restante. E, cada qual a seu modo e cacife, se não houver (e hoje, aparentemente, não há) algum tipo de acordo, a disputa pode ir para o voto dos militantes.

A coluna se refere aos pesos pesados Germano Rigotto, ex-governador e que desistiu de disputar a vaga principal, de candidato ao Piratini, e o deputado federal Eliseu Padilha, donatário de muito poder junto aos convencionais e que já se declarou interessado em concorrer ao Senado.

Nas convenções municipais do semestre passado, aliados de um e outro se digladiaram. Menos em torno das executivas, mais pelos delegados que votarão para decidir as candidaturas para 2010. Isso se deu inclusive em Santa Maria. É certo que Rigotto tem a maioria. Mas, ao contrário do que talvez suponha Cezar Schirmer, aliado do ex-governador, não tem todos. Estes vão de Padilha.

Uma briga e tanto, essa. Claro, se não houver intervenção do “espírito santo”.

PMDB GAÚCHO. Candidato ao Piratini não se sabe, mas Padilha vai tentar o Senado

4, dezembro, 2009 Claudemir Pereira 2 comentários
Reuniões animadas dos dirigentes do PMDB/RS com os líderes de segmentos

Reuniões animadas dos dirigentes do PMDB/RS com os líderes de segmentos

Olha só o resultado de uma série de reuniões realizadas nesta quinta-feira, em Porto Alegre, pela Executiva do PMDB gaúcho, com a coordenação do secretário geral Eliseu Padilha e do tesoureiro Rospide Neto. O material (texto e foto) é da assessoria de imprensa do partido. Depois, confira também o meu comentário. A seguir:

PMDB reforça estrutura para eleições 2010

O PMDB gaúcho começa a preparar a sua estrutura interna para as eleições de 2010. Parte das estratégias para a reconquista do Palácio Piratini e para o aumento das bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados passa pela mobilização da militância, hoje representada na executiva estadual pelos núcleos de apoio partidário. Com o objetivo de movimentar essa base, a direção peemedebista promoveu nesta quinta-feira, 3, uma intensa série de reuniões com representantes das mulheres, jovens, negros, ambientalistas e tradicionalistas.

Além de atualizar as informações referentes a organização e a representação de cada segmento no interior do Rio Grande do Sul, a executiva, representada pelo secretário-geral, deputado Eliseu Padilha, e pelo tesoureiro, Rospide Neto, também fez um planejamento de ações para os próximos meses.

Em cumprimento as orientações da Carta de Santa Maria, editada no dia 15 de novembro – que determina o uso dos bens naturais desde que garantido a sua preservação -, o núcleo Socioambioental se comprometeu em ampliar o debate sobre o meio ambiente e implantar entre os peemedebistas a consciência sobre o desenvolvimento sustentável. Para isso, o grupo realizará…”

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COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: exatamente aquele do título desta nota. O PMDB gaúcho pode não saber quem será seu candidato a governador, embora José Fogaça, prefeito de Porto Alegre, esteja despontando. Mas não há dúvida que Eliseu Padilha está se viabilizando como um dos nomes para concorrer ao Senado. E, daqui a pouco, Germano Rigotto pode até sobrar – dependendo da coligação que o partido fizer.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa do PMDB/RS.

PALÁCIO PIRATINI. Rigotto se afasta da briga. E se o Fogaça não concorrer? E se…

27, novembro, 2009 Claudemir Pereira 5 comentários
Então, é isso: Germano Rigotto não será candidato ao Piratini. Aí, tem. O quê?

Então, é isso: Germano Rigotto não será candidato ao Piratini. Aí, tem. O quê?

Ou me engano muito, ou algo de muito estranho está acontecendo no PMDB gaúcho. Primeiro, Germano Rigotto diz que, se o partido não decidir nada, ele, em dezembro, se lança candidato ao Senado. Depois, um zum-zum-zum danado, com a manifestação de apoio ao ex-governador, por parte de PREFEITOS do partido (Cezar Schirmer estava nessa?).

Ao mesmo tempo, surge na mídia grandona gaúcha a “sugestão” de que o PDT não toparia Rigotto, preferindo José Fogaça, porque ganharia (com José Fortunati) dois anos na prefeitura de Porto Alegre. Concomitantemente, aparece uma notinha dando conta de que o ex-titular do Piratini seria a carta na manga, pois o PDT, permanentemente em crise, “não era confiável”. Hein? E, por fim, de sopetão, Germano Rigotto convoca entrevista coletiva e comunica que se manda da disputa.

Aí, tem. Não sei exatamente o que, mas que tem, tem. Agora, só uma perguntinha: e se, lá por março (data preferida de Fogaça para se decidir), o prefeito de Porto Alegre resolve cumprir seu mandato. E daí, quem será o candidato do PMDB ao Governo do Estado? A menos, claro, que o ex-senador resolva voltar atrás e se diga pré-candidato agora.

Ai, ai, ai, ai, ai. No mínimo, a coisa não está mansa no peemedebismo gaúcho, no que toca ao pleito de 2010. A menos que alguém me dê uma boa explicação. A mim, não, mas ao eleitorado gaúcho, bem entendido.

Sobre as manifestações de Rigotto, ontem, acompanhe material distribuído pela assessoria de Imprensa do PMDB/RS. E tire tua própria conclusão. A seguir:

 “Rigotto diz que não é candidato, mas estará com o PMDB em 2010

O ex-governador Germano Rigotto anunciou em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira, 26, no Hotel Everest, em Porto Alegre, que não concorre ao Palácio Piratini em 2010. “Estou afastando definitiva e irrevogavelmente qualquer possibilidade de ser candidado ao governo do Estado”, comunicou.

O ex-governador justificou que a sua desistência irá fazer com que o PMDB decida objetivamente a indicação do seu pré-candidato ao cargo. “Quem tem dois candidatos, não tem nenhum. Essa é a lição da experiência política”, declarou. Para Rigotto, tal situação, além de dificultar a negociação com os potenciais aliados, fomenta uma desnecessária confusão na base partidária.

Sobre a possível indicação do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, para concorrer ao governo, Rigotto afirmou que é natural que Fogaça seja o candidato. “O nome de Fogaça facilita a construção de uma forte coligação”, explicou. Rigotto também admitiu que no momento a prioridade de Fogaça é a prefeitura da capital, mas completou que ninguém melhor que o próprio Fogaça para anunciar sua posição. Questionado sobre a possibilidade do prefeito não concorrer, Rigotto frisou que o PMDB gaúcho tem grandes e potenciais nomes para a disputa…”

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PARA CONFERIR A ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DE RIGOTTO, CLIQUE  AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa do PMDB/RS.

CURTO-CIRCUITO. Sugerido como ‘plano B’ do PMDB gaúcho ao Piratini, Ibsen diz que seu candidato é Rigotto

25, novembro, 2009 Claudemir Pereira 1 comentário

A jornalista Rosane de Oliveira, na coluna “Página 10”, da edição desta terça-feira de Zero Hora, citou o nome do deputado federal Ibsen Pinheiro (que não concorre à reeleição) como um nome que poderia ser (embora ela não tenha usado a expressão) uma espécie de “Plano B” do PMDB, no caso de Germano Rigotto e José Fogaça, por razões diversas, acabarem por não se candidatar ao Governo do Estado.

Ibsen: nem mesmo ao Senado, ele se disse candidato natural

Ibsen: nem mesmo ao Senado, ele se disse candidato natural

Imagino que tenha sido uma reação ao que foi PUBLICADO, mas o fato é que Ibsen, ainda nesta terça, na Rádio Gaúcha, refutou a hipótese, dizendo que seu candidato é Rigotto. Pooois é! A coisa não está mansa no PMDB, meeeesmo. E, se querem saber, este (nem sempre) humilde repórter já começa a achar que Fogaça não correrá o risco de deixar a prefeitura de Porto Alegre em meio ao mandato.

E aí, Germano Rigotto será, então, ele que quer uma definição agora em dezembro, o concorrente do PMDB ao lugar de Yeda Crusius? Se dependesse de Ibsen Pinheiro, aparentemente, sim. Confira nota divulgada pela assessoria de imprensa do partido, no Estado. A seguir:

Para Ibsen, Rigotto é o candidato natural ao Piratini

Questionado sobre a possível indicação de seu nome para concorrer ao Governo do Estado nas eleições de 2010, o deputado federal Ibsen Pinheiro declarou em entrevista à Rádio Gaúcha na tarde desta terça-feira, 24, que o seu candidato ao Palácio Piratini é Germano Rigotto.
O peemedebista sustentou que Rigotto é o candidato natural, tanto por suas características pessoais quanto pelo atual cenário político. Para Ibsen, o PMDB não deve deixar a Prefeitura de Porto Alegre, por qual lutou durante anos para conquistar. Argumentou ainda que o carisma de Rigotto aglutina forças políticas e a população gaúcha. O parlamentar afirmou ainda que não é candidato ao Governo e que…”

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PMDB EM CHAMAS. Racha no comando reflete, também, na escolha do candidato do partido ao Piratini

Rigotto quer definir tudo até o fim do ano. Já...

Rigotto quer definir tudo até o fim do ano. Já...

Escrevi a respeito da brigalhada no comando do PMDB, e inclusive a participação do santa-mariense Cezar Schirmer no episódio, na coluna Observatório, que publico no jornal A Razão e reproduzo AQUI. Mas me ative, reconheço, apenas à questão diretiva, e ao forrobodó que tem como protagonistas principais, de um lado, o veterano senador Pedro Simon (que tem o apoio de Schirmer), e de outro o deputado federal Eliseu Padilha. Não me referi a um fato subjacente, mas não menos importante: a escolha do candidato peemedebista ao Palácio Piratini.

De todo modo, a definição do nome, que está entre o ex-governador Germano Rigotto e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, também (ou principalmente?) está na roda neste momento. Quem tratou disso, com o texto brilhante de sempre, foi o repórter Moises Mendes, na edição deste domingo do jornal Zero Hora. Vale a pena ler. As fotos são de Antonio Cruz, do arquivo da Agência Brasil. A seguir:

... Fogaça gostaria de esperar até abril

... Fogaça gostaria de esperar até abril

 “Duelo silencioso no PMDB

 A antecipação da candidatura de Tarso Genro (PT) para o governo do Estado estimulou o grupo ligado ao ex-governador Germano Rigotto a pressionar a cúpula do PMDB pela definição do candidato do partido à corrida pelo Piratini ainda este ano, contrariando estratégia elaborada pelos aliados do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.É silencioso para o público externo, mas barulhento e tenso para os que estão dentro da disputa, o processo de escolha do candidato do PMDB ao governo do Estado em 2010.

O tempo conspira contra um dos pretendentes e favorece o outro.O ex-governador Germano Rigotto tenta acelerar a escolha e pôr em xeque a tática do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, de adiar a definição para abril, quando teria de renunciar ao cargo para concorrer. O relógio do partido, que o líder Pedro Simon tenta regular, é o personagem do confronto. Rigotto está sem mandato, pode se lançar como postulante ao Piratini a qualquer momento. Fogaça foi reeleito prefeito há apenas um ano..” 

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GUERRA FISCAL. Rigotto discursa pela reforma tributária e, na prática, faz sugestão a Yeda

O ex-governador gaúcho Germano Rigotto, do PMDB, tem seu sítio na internet, onde publica seu pensamento e oferece informações. Possível candidato a voltar ao cargo, é considerado um especialista em reforma tributária, tema inerente aos seus mandatos de deputado federal. E é exatamente essa a questão de uma série de textos em continuação, que foi publicada na página dele e reproduzida no “Forum” do sítio especializado Congresso em Foco.

É exatamente dali que retirei o que você lerá a seguir, sobre a “guerra fiscal”. Citando caso concreto (a redução de tributo de alguns produtos por São Paulo e Santa Catarina), Rigotto faz até uma sugestão à governadora Yeda Crusius, do PSDB, contra quem pode disputar o Palácio Piratini, na eleição do próximo ano. A foto é de Roosewelt Pinheiro, da Agência Brasil. Confira:

A economia, na visão de Germano Rigotto

E a guerra fiscal continua

Germano Rigotto e a guerra fiscal. Sugestão para sua futura antecessora? Mmmm...

Germano Rigotto e a guerra fiscal. Sugestão para sua futura antecessora? Mmmm...

Nos últimos dias, novas medidas tomadas por estados demonstram o acirramento a guerra fiscal no Brasil. Enquanto a proposta de reforma tributária está paralisada no Congresso Nacional, as mudanças pontuais tomadas pelas unidades da federação agravam os problemas do sistema tributário. Na semana que passou, vimos o estado de São Paulo reduzir de 7% para zero o ICMS de carnes bovina, suína e de aves, estabelecendo um regime especial de tributação que isenta do imposto a produção e comercialização de carnes e produtos resultantes de abate de animais realizado no estado.

 

Na verdade, São Paulo não possui uma indústria forte neste setor e a medida visa atrair investimentos para a região. Já Santa Catarina também decretou a isenção de ICMS sobre a carne suína in natura vendida no estado, reduzindo de 7% para zero o ICMS das carnes frescas, resfriadas ou congeladas, até 31 de outubro. O estado do Paraná acusou a medida como instrumento de guerra fiscal.

Minha opinião: o Rio Grande do Sul, grande produtor de carnes, terá que, com agilidade, analisar as medidas adotadas pelos dois estados e ver qual a melhor forma de manter a competitividade das nossas indústrias e proteger os nossos produtores. Mas, como tenho dito: o quadro de guerra fiscal entre estados está insuportável. A proposta de reforma tributária colocaria limitadores a esta briga entre os estados, fazendo com que se praticasse uma única legislação para o ICMS, com alíquotas mais uniformes entre os estados e a migração da cobrança da origem para o destino. Porém, repito: infelizmente, a reforma está parada e sem nenhuma perspectiva de aprovação por parte do Congresso Nacional…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outros textos publicados no sítio especializado Congresso em Foco.