RÁDIOS COMUNITÁRIAS. Novas regras desburocratizam criação das emissoras. Mas ainda sobram controvérsias
Vamos combinar: se as emissoras comerciais (ainda que esqueçam eventualmente que sejam concessões PÚBLICAS) pudessem, as emissoras comunitárias simplesmente inexistiriam. Não creia em discurso no sentido contrário. Dito isto, também os que buscam essas possibilidades de comunicação com os meios mais populares têm as suas queixas.
De todo modo, algumas coisas estão acontecendo, não obstante as controvérsias. E, inclusive, há novidades na área, como mostra material produzido pela Agência Brasil. A reportagem é de Sabrina Craide. Acompanhe:
“Novas regras pretendem agilizar as habilitações de rádios comunitárias
Uma portaria publicada nessa semana pelo Ministério das Comunicações estabelece novas regras e novos critérios para a seleção das entidades interessadas em prestar o serviço de rádios comunitárias do país. As mudanças procuram atender a uma das principais reclamações das rádios comunitárias, que é a burocracia no processo de novas outorgas.
Além de aumentar o prazo para a inscrição das entidades interessadas em operar o serviço de 45 para 60 dias, a norma prevê a elaboração periódica de planos nacionais de outorgas, que devem estabelecer um calendário antecipando os avisos de habilitação que serão lançados. Isso permite que as entidades interessadas possam se preparar para participar do processo. Os avisos de habilitação deverão priorizar a universalização do serviço e o atendimento da demanda reprimida.
A portaria também deixa mais claros os critérios para renovação das outorgas e define o que pode ou não ser veiculado como apoio cultural, que é o único tipo de publicidade que as rádios comunitárias podem ter. “O objetivo é tornar o processo de outorga mais célere e mais qualificado, no sentido de tentar valorizar alguns aspectos das entidades que de fato contribuem para a execução do serviço de radiodifusão comunitária”, explica o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Octavio Pieranti…”
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