ELEIÇÕES 2010. Marina e Plínio, briga com toda a cara de campeonato do interior
Quem tem pelo menos 30 e poucos e gosta de futebol deve lembrar. Antes de Juventude (primeiro) e Caxias (em seguida) conquistarem o título máximo do futebol gaúcho (e isso já faz mais de uma década), o grande objetivo dos times do Rio Grande, exceto a dupla Gre-Nal, era ser “campeão do interior”. Nada além se podia pretender, diante do poderio acachapante dos dois times grandões da capital.
Hoje, o cenário é diferente, por certo. Mas à época, mais importante que ganhar “deles”, não se podia fazer feio diante dos parceiros do mesmo nível – com os quais se disputava o título maior possível. Assim, era fundamental vencer, por exemplo, os times de Caxias e Pelotas, se quisesse ser campeão do interior.
A analogia pode ser boba, mas não deixa de ser real. E é a que me ocorreu ao observar essa briga entre Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL). A primeira parecia a grandona (entre os pequenos), e o segundo era mero franco-atirador no campeonato que termina em 3 de outubro.
O jogo (debate) da última quinta-feira, na TV Bandeirantes, e suas repercussões posteriores mudaram a situação. E, de repente, a “verde” se deu conta que precisa lutar muito, mas é para se manter como “campeã do interior”. Um dos reflexos dessa nova situação pode ser encontrada por sua reação em relação à próxima partida (ops, debate). E isso está perfeitamente explicado na nota assinada por Tales Faria, publicada na coluna “Poder Online”, do portal IG. Confira:
“Verdes preparam Marina para encarar Plínio no próximo debate
O próximo debate na televisão entre os candidatos à Presidência será na Rede TV!, em 12 setembro. Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já confirmaram presença. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também.
O PV acredita que, desta vez, Marina Silva não será pega de surpresa por Plínio. A ideia é preparar a candidata para revidar os ataques do adversário sem, no entanto, parecer agressiva. E não tentar estabelecer com ele nenhum tipo de parceria no ar, como Marina tentou no último debate e foi rechaçada.”
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