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ELEIÇÕES 2010. Marina e Plínio, briga com toda a cara de campeonato do interior

Quem tem pelo menos 30 e poucos e gosta de futebol deve lembrar. Antes de Juventude (primeiro) e Caxias (em seguida) conquistarem o título máximo do futebol gaúcho (e isso já faz mais de uma década), o grande objetivo dos times do Rio Grande, exceto a dupla Gre-Nal, era ser “campeão do interior”. Nada além se podia pretender, diante do poderio acachapante dos dois times grandões da capital.

Hoje, o cenário é diferente, por certo. Mas à época, mais importante que ganhar “deles”, não se podia fazer feio diante dos parceiros do mesmo nível – com os quais se disputava o título maior possível. Assim, era fundamental vencer, por exemplo, os times de Caxias e Pelotas, se quisesse ser campeão do interior.

A analogia pode ser boba, mas não deixa de ser real. E é a que me ocorreu ao observar essa briga entre Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL). A primeira parecia a grandona (entre os pequenos), e o segundo era mero franco-atirador no campeonato que termina em 3 de outubro.

O jogo (debate) da última quinta-feira, na TV Bandeirantes, e suas repercussões posteriores mudaram a situação. E, de repente, a “verde” se deu conta que precisa lutar muito, mas é para se manter como “campeã do interior”. Um dos reflexos dessa nova situação pode ser encontrada por sua reação em relação à próxima partida (ops, debate). E isso está perfeitamente explicado na nota assinada por Tales Faria, publicada na coluna “Poder Online”, do portal IG. Confira:

Verdes preparam Marina para encarar Plínio no próximo debate

O próximo debate na televisão entre os candidatos à Presidência será na Rede TV!, em 12 setembro. Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já confirmaram presença. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também.

O PV acredita que, desta vez, Marina Silva não será pega de surpresa por Plínio. A ideia é preparar a candidata para revidar os ataques do adversário sem, no entanto, parecer agressiva. E não tentar estabelecer com ele nenhum tipo de parceria no ar, como Marina tentou no último debate e foi rechaçada.”

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BAIXOU O NÍVEL. E não é entre Dilma e Serra. Os protagonistas são Plínio e Marina

Assim, meio que de repente, o candidato a presidente do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que já é o “campeão” de citações no Twitter, o portal dos microblogues, ganhou uma visibilidade menos virtual. Tudo por conta do debate da semana passada, na TV Bandeirantes. Mas, o “pior” não foi isso. Plínio, como Marina Silva fundador do PT e veterano socialista, começou a ameaçar o lugar da “verde” como possível terceira força – o que equivale dizer o campeão, depois dos protagonistas, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra.

O primeiro a atacar foi o PV, que sentiu o perigo e partiu para o embate, fazendo comparações entre Plínio e Enéas Carneiro (aquele, de extrema-direita, que fez sucesso no fim do século passado). Aí, é o PSOL que se MANIFESTA em defesa de seu candidato. O rolo é grande, entre os que disputam o primeiro lugar entre os segundos.

Vamos fazer o seguinte, com a licença do leitor. Primeiro, o material publicado pel’O Estado de São Paulo. Depois, você retorna ao link aí de cima, e confere a resposta. Ah, a reportagem é de Luciana Nunes Leal. A seguir:

Dirigente do PV sai em defesa de Marina e compara Plínio a Enéas

O PV decidiu reagir ao estilo “franco-atirador” do candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, adotado no debate da TV Bandeirantes, na quinta-feira passada. Ontem, o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis, comparou Plínio ao deputado Enéas Carneiro, terceiro colocado na disputa presidencial de 1994 e conhecido pelo bordão “meu nome é Enéas!” Anteontem, Sirkis chamou o candidato do PSOL de “burguês quatrocentão”.

“O Plínio quer o voto de protesto de qualquer natureza e disputa o voto de extrema esquerda com o PCO, o PSTU e o PCB. Tem uma atitude “sou contra vocês todos”. Está tentando ser o Enéas. Só que o Enéas era de direita”, disse o dirigente. Depois de concorrer à Presidência em 1989, 1994 e 1998, Enéas, fundador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), foi eleito deputado em 2002 e reeleito em 2006. Morreu em 2007.

No debate, Plínio chamou a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, de “ecocapitalista”. Foi o que mais irritou os verdes, além da tentativa de igualar a candidata do PV ao tucano José Serra e à petista Dilma Rousseff.  “Chamar a Marina de ecocapitalista foi deselegante. É brincadeira”, afirmou Sirkis ontem (domingo)…”

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LUNETA. Valdeci, Verdes em SM, Cultura e Câmara, Prefeitura e questão fundiária

Na quinta, Valdeci fez campanha em Camargo, no Planalto Médio

* Valdeci Oliveira (PT), informa sua assessoria, tem roteiro por oito municípios da região Centro-Fronteira Oeste, neste final de semana.

* O ex-prefeito de Santa Maria, concorre à Assembléia Legislativa, estará, entre o sábado e o domingo, em Alegrete, Manoel Viana, São Francisco de Assis, São Vicente do Sul,Cacequi, Itacorubi e Santiago – além da boca do monte.

* Nos casos específicos de Cacequi e Santiago, estão previstos lançamentos de campanha, com solenidade específica.

* Ainda sobre trololó eleitoral, quem estará na boca do monte neste sábado é o candidato ao governo do Estado pelo PV, Montserrat Martins, acompanhado dos concorrentes ao Senado, Câmara e Assembléia.

* Com, respectivamente Marcos Monteiro, Marcos Mikonga e Rogério Lavarda, Martins faz a indefectível caminhada pelo calçadão.

Na sexta, Denardin recebeu Iara, na Câmara (foto Gabriela Loureiro)

* O trololó ao ar livre acontece no fim da manhã. A tarde será dedicada a encontro com dirigentes locais do Partido Verde.

* Para divulgar as atividades desenvolvidas por sua pasta, esteve na Câmara de Vereadores nesta sexta-feira, a secretária municipal de Cultura, Iara Druzian.

* Do presidente do Parlamento, Paulo Denardin, a secretária ganhou um kit com os livros já publicados pela Câmara, além de um convite para conhecer a biblioteca do Instituto Espírita Leocádio Correia, na Vila Oliveira, que já recebeu prêmio nacional do Ministério da Cultura.

* A prefeitura considerou positivo o1° Ciclo de Estudos de Regularização Fundiária, realizado em conjunto com a Fadisma, nos dias 4 e 5, quarta e quinta.

Em dois dias, ciclo discutiu a questão fundiária (foto Maria Luiza Guerra)

* Destaques no evento, que teve a participação aproximada de 300 pessoas, foram a sanção da Lei de Regularização Fundiária e o lançamento do programa Morada Feliz.

* O êxito do evento é festejado pelo secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Sérgio Cechin, para quem foi possível mobilizar diversos órgãos de Santa Maria e “mostrar que o assunto é realmente importante”

* Para saber mais sobre o evento, a questão da regularização fundiária, a lei, o projeto Morada Feliz e tudo o que será feito a partir de agora, sugiro a leitura da REPORTAGEM de Maria Luiza Guerra, da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura.

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A PRIMEIRA. Convenção do PV acaba de oficializar Marina e Leal para o Planalto

Parte inicial de texto publicado agora há pouco pelo jornalista Ricardo Noblat. Obviamente, trarei mais detalhes adiante (durante o dia ou mesmo na madrugada). Confira:

PV formaliza candidatura de Marina à Presidência

Militantes do PV aprovaram por unanimidade nesta quinta-feira a candidatura da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República e a indicação do empresário Guilherme Leal para a vaga de vice.

A aclamação ocorreu na convenção nacional do partido, na qual os dois candidatos discursarão à tarde. Com a decisão, o PV oficialmente dá início à campanha para a eleição presidencial de outubro…”

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MARINA. Verdes oficializam hoje a primeira candidata a Presidente da República

Como informei na madrugada passada, inclusive com as datas dos eventos no Rio Grande do Sul (releia AQUI, se desejar), começa nesta quinta-feira a temporada de convenções. Serão elas – e o último dia de prazo é 30 de junho – que oficializarão os nomes dos candidatos ao pleito de outubro. Seja para Presidente e Vice da República ou para o Senado (há duas vagas por Estado e Distrito Federal), Câmara dos Deputados ou Assembléias Legislativas.

No caso da Presidência, os principais concorrentes serão formalizados já nos primeiros momentos. E nesta quinta sai o primeiro. No caso, a senadora Marina Silva, que vai representar o Partido Verde, na companhia do empresário Guilherme Leal. É, assim, dada a partida, oficialmente, para a campanha eleitoral.

Sobre as convenções nacionais, inclusive sobre a do PV, acompanhe reportagem especial publicada nesta quarta-feira, 9, no Último Segundo, a página de notícias do portal IG. A seguir:

Partidos abrem amanhã temporada de convenções

Os principais partidos políticos do País dão início esta semana à temporada de convenções nacionais, em que serão homologados os nomes de seus candidatos para as eleições deste ano. Com seus representantes mergulhados há meses num giro nacional em busca de popularidade, PV, PSDB e PT vão transformar os eventos em mais uma festa de lançamento de suas candidaturas presidenciais.

O PV abre a série nesta quinta-feira, em Brasília, ocupando o Centro de Convenções Brasil 21, a partir das 10 horas. A festa ocorre menos de um mês após um ato para anunciar a pré-candidatura da senadora MARINA SILVA (AC). Organizado em 16 de maio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o evento serviu de palco para a definição do empresário Guilherme Leal no posto de vice. Antes disso, o PV já havia encontrado um motivo para realizar mais uma festa para Marina. Foi em agosto de 2009, no ato que marcou sua filiação à legenda.

O PSDB, por sua vez, escolheu em abril passado a capital federal para lançar a pré-candidatura do ex-governador de São Paulo JOSÉ SERRA ao Palácio do Planalto. Com boa parte das atenções da campanha voltadas a um plano para ganhar o eleitorado no Nordeste, o destino escolhido pelos tucanos para a convenção nacional foi Salvador (BA). O ato ocorrerá no Clube Espanhol, a partir das 9 horas.

A ex-chefe da Casa Civil DILMA ROUSSEFF teve sua maior festa até agora no Congresso Nacional do PT, no início deste ano. Aclamada como pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista dividiu o palco com o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), escolhido para o posto de vice em sua chapa. A dobradinha deve ser repetida neste fim de semana, a começar pela convenção do PMDB, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 9 horas. No domingo, é a vez do PT, que fará sua convenção a partir das 10 horas, no Centro de Eventos Unique Palace, também em Brasília…”

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ELEIÇÕES 2010. Conheça mais do vice que Marina encontrou para chamar de seu

Marina encontrou no empresariado um vice para seu projeto eleitoral

O tucano José Serra ainda busca um vice para chamar de seu. E está encrencado, porque se a escolha certa não é garantia de nada, uma errada com certeza pode criar problemas de onde menos se espera. Mas, enfim, uma decisão se dará até meados de junho, de qualquer forma.

A petista Dilma Rousseff já “casou” seu nome ao de Michel Temer, do PMDB - partido que, acredita-se, deverá mesmo referendar a aliança. Assim, se não houver um tsunami hoje indetectável, será mesmo o paulista presidente da Câmara dos Deputados, o vice da chapa governista.

A terceira força da eleição também está formada. A outsider Marina Silva (PV) repete pelo menos num ponto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem a escoltá-lo no Planalto José Alencar: será um empresário grandão o segundo da chapa “verde”, na luta pelos votos dos brasileiros. Mas, quem será Guilherme Leal, o escolhido? Afinal, tanto quanto Alencar, fora dos círculos empresariais, ninguém o conhece.

A revista IstoÉ, na edição que circula desde o final de semana, publica uma reportagem acerca do dirigente da Natura, a gigante nacional da área de cosméticos. Tirando um certo vezo (afinal, qual o problema do cara ser rico?) preconceituoso, facilmente identificável, o texto assinado por Adriana Nicácio é bastante elucidativo. Confira você mesmo, a seguir:

O vice de US$ 2 bilhões

Guilherme Leal, dono da Natura, aceita compor a chapa de Marina para provar que a defesa do meio ambiente não se opõe ao crescimento econômico

Ao anunciar o nome de Guilherme Leal como seu companheiro de chapa, a précandidata à Presidência Marina Silva afirmou que o empresário é “o vice dos nossos sonhos”. Dos sonhos de Marina, certamente. Presidente da Natura, dono de um patrimônio de US$ 2,1 bilhões, Leal é o 13º homem mais rico do Brasil e o 463º no mundo, segundo a revista “Forbes”. Funcionará como uma espécie de contraponto ao perfil militante e esquerdista de Marina, que, ao tempo de ministra do Meio Ambiente, provocava ranger de dentes no setor produtivo.

Mas quem conhece o empresário paulista sabe que ele não é um peixe fora d’água no Partido Verde. “Guilherme quer desmontar o discurso de que quem defende o meio ambiente é contra o crescimento econômico. Isso é falso”, diz o empresário Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos e Responsabilidade Social, coordenador do movimento Nossa São Paulo. Segundo Oded, o amigo defende o desenvolvimento social e econômico, mas sustentável. Leal, já em tom de campanha, explica o que o levou a se engajar na política partidária: “Não podemos deixar de lutar pelo sonho de construir um Brasil mais justo, mais solidário, mais feliz”.

Mesmo que não queira, Guilherme Leal será para Marina Silva o que o vice José Alencar foi para o presidente Lula: a garantia de que num futuro governo do Partido Verde os empresários terão seu espaço. De acordo com o coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, a aliança com o dono da Natura representa a aproximação de um setor com o qual nunca houve incompatibilidade, mas que sempre gerou ruídos. Leal, porém, não foi…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens, artigos e colunas publicados na mais recente edição da revista IstoÉ.

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MINÚSCULOS (2). Juntos, eles têm um quarto do tempo da propaganda eletrônica. Será isso uma anomalia?

Não, não pense em José Serra, Dilma Rousseff ou Marina Silva. Eles, ainda que o partido da última seja pequeno, não entram nessa cota, graças ao apoio de importantes agremiações – no seu objetivo de alcançar a Presidência da República.

Marina Silva. Seu partido, o PV, embora pequeno, não é considerado “nanico”

Mas olha só o trunco dos minúsculos (nanicos é a expressão mais usada, mas prefiro não fazê-lo, pois há uma clara distinção, penso, entre um termo e outro) partidos em atividade no Brasil e que resolveram lançar candidato ao Palácio do Planalto. Eles, juntos, somam pouco mais de um quarto do tempo disponível para a propaganda eletrônica no rádio e na televisão. É, cá entre nós, um tempão.

Para saber mais sobre isso, que a alguns pode parecer até mesmo uma aberração legislativa, acompanhe a reportagem de Daniel Bramatti, com foto (de arquivo) de José Cruz, da Agência Brasil, publicada originalmente no jornal O Estado de São Paulo. A seguir:

Nanicos têm 27% do horário eleitoral e custam R$ 34 milhões para o País

Os 10 micropartidos que já lançaram pré-candidatos à Presidência vão ocupar 27% da propaganda eleitoral no rádio e na TV, apesar de sua escassa representatividade política ? somados, eles elegeram menos de 2% dos deputados federais em 2006.

Graças à profusão de “nanicos”, a eleição de 2010 deve ter 13 candidatos ? o maior número desde 1989. Seis deles integram partidos que não elegeram um único representante na Câmara dos Deputados: PCB, PRTB, PSDC, PCO, PSTU e PSL. O PV, apesar de ser pequeno, não se enquadra na categoria dos nanicos por conta da força eleitoral da candidata Marina Silva, terceira colocada nas pesquisas.

O fato de partidos inexpressivos ocuparem quase um terço do horário destinado à propaganda eleitoral evidencia falhas na legislação, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. Já os próprios candidatos dizem que deveriam ter o mesmo tempo na TV que os adversários das grandes legendas.

A exposição dos nanicos será financiada pelos cofres públicos, de maneira indireta, pois o horário eleitoral só é gratuito para os partidos. Os 10 microcandidatos terão um subsídio conjunto de R$ 34 milhões para se expor no palanque eletrônico de 17 de agosto a 30 de setembro. Cada minuto de propaganda custará R$ 128 mil para o governo…”

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PSOL EM CHAMAS. Maior líder do partido, Heloísa Helena, volta a defender apoio a Marina, a neo-PV

Heloísa, na verdade, não se conforma com decisão de seu partido

Diga-se o que disser, é fato: o PSOL está em chamas. Ainda que seja o maior e talvez mais sólido entre os minúsculos partidos, com nomes de peso, como Heloísa Helena (em nível nacional) e Luciana Genro (no Rio Grande), o fato é que o partido parido a partir de dissidência do PT, colocando-se à esquerda, se mostra absolutamente frágil internamente, a partir da disputa para a escolha do candidato a Presidente.

É verdade que boa parte (Luciana, inclusive) tem se esforçado para dizer que, embora não fosse o seu preferido, Plínio de Arruda Sampaio será apoiado por todos. É. Pode ser. Mas não é o que dá a entender aquela que é a verdadeira protagonista nacional da sigla, a ex-senadora (que é candidata a voltar a Brasília) e hoje vereadora em Maceió, Heloísa Helena.

Como propugnava lá atrás, agora de novo, depois do processo interno, a alagoana volta a defender que seu partido se alie ao PV (de, entre outros, Fernando Gabeira, que se aliou ao DEM e ao PSDB no Rio de Janeiro) e chancele o nome da ex-petista Marina Silva. Bem. É o que diz reportagem publicada na versão online d’O Estado de São Paulo. O texto é de Ricardo Rodrigues, com foto (de arquivo) de Roosewelt Pinheiro, da Agência Brasil. Confira:

Heloísa Helena volta defender apoio à candidatura de Marina

A ex-senadora e atual vereadora por Maceió, Heloísa Helena (PSOL), disse nesta quarta-feira, 14, pela manhã, em entrevista a uma emissora de rádio local, que vai convocar um congresso extraordinário do partido para revê a escolha de Plínio Arruda Sampaio, como pré-candidato à Presidência, nas eleições deste ano. “Aceito a decisão da base partidária e não da cúpula”, afirmou Heloísa. Para ela, o PSOL deveria apoiar a candidatura da ex-ministra Marina Silva (PV).

“O partido poderia dar uma contribuição enorme ao País se colocasse em pauta as propostas sobre o desenvolvimento sustentável, que a senadora Marina Silva quer colocar, com a sua candidatura à Presidência”, afirmou Heloísa, que é presidente nacional do PSOL, mas perdeu o controle do partido. “É triste. Você constrói a casa e chega alguém, que não fez nada pela construção, e quer tomar essa casa”, disse ela, em tom enigmático.

Heloísa defendia a pré-candidatura do goiano Martiniano Cavalcante, mas o partido escolheu Plínio Sampaio. A escolha foi sábado (10/4), na 3ª Conferência Nacional do PSOL, realizada na Casa do Estudante Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em protesto, Martiniano não compareceu e o ex-deputado federal…”

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DESFALQUE. Militantes do PV ligados ao governo desertam da campanha de Marina

E aí, expulsar ou não expulsar? Tucanar, no sentido de ficar no muro. Essa, que segundo alguns pode ser a opção de segundo turno de Marina Silva, a neo-PV candidata à Presidência da República, foi a solução encontrada pelo Partido Verde diante da saída (licença) de alguns de seus militantes, que optaram pela candidatura de Dilma Rousseff, do PT, na disputa para o Palácio do Planalto.

Juca Ferreira, agora licenciado: candidata do PV é “conservadora”

O mais ilustre desse grupo é exatamente o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. E o que os verdes decidiram você encontra em reportagem publicada n’O Estado de São Paulo. O texto é assinado por Gustavo Uribe. A foto é de Wilson Dias, da Agência Brasil. Confira:

PV evita confronto e desiste de expulsar dissidentes

Num esforço para abafar críticas internas à senadora Marina Silva (AC), o PV voltou atrás e decidiu não expulsar dissidentes contrários à candidatura da ex-petista ao Palácio do Planalto. Lideranças do partido que estudavam o afastamento do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do ex-presidente estadual do PV em Santa Catarina, Gerson Basso, desistiram da iniciativa. “Não vamos pedir a expulsão. O que está feito, está feito. Não iremos punir ninguém. Não há punição maior do que deixar a legenda”, assegurou o presidente nacional da legenda, vereador José Luiz de França Penna (SP).

Juca Ferreira oficializou quarta-feira o pedido de suspensão da filiação partidária pelo período de um ano. A decisão foi resultado de pressões da Executiva Nacional do PV, que deu um ultimato para que ele saísse da gestão federal e se dedicasse à campanha de Marina. Em entrevista ao jornal O Globo, Ferreira chamou Marina de “conservadora” e criticou a provável aliança entre o partido e o PSDB em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a governador do Rio de Janeiro. Além de Ferreira, outro político que anunciou que vai se licenciar da legenda foi Basso, integrante da equipe de governo do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB)…”

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NA MARRA. PV e Marina roncam grosso com militantes. Tem gente se mandando

Para ter palanque nos Estados, PV de Marina ronca grosso

Amigos do repórter não gostam (e é direito deles) quando este afirma que, no segundo turno, se houver, da eleição presidencial, a maior parte (ou uma parte significativa) do PV e dos apoiadores de Marina Silva ficará com o candidato tucano José Serra. Mas isso é apenas na segunda rodada, se acontecer.

No primeiro turno, embora a aliança tácita com o governador paulista – com o qual os “verdes” estão pegando leve – e as críticas centradas no governo Lula e sua candidata, Dilma Rousseff, o fato é que o PV está fazendo de tudo para garantir palanques estaduais a Marina. Mesmo que as custas de algumas (importantes) defecções, como a acontecida na Bahia.

Mais detalhes dessa estratégia, e de suas conseqüências imediatas, você pode encontrar em reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo. O texto é de Pedro Venceslau e Roldão Arruda, com foto (de arquivo) de José Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

Verdes resistem a candidatura própria

…A filiação de Marina Silva ao PV e o lançamento de sua candidatura à Presidência da República estão forçando a Executiva Nacional a medir forças com alguns caciques do partido em diferentes partes do País. O principal motivo das disputas tem sido a resistência desses caciques ao lançamento de candidaturas próprias em seus Estados – uma das exigências de Marina para pôr a campanha na rua. Na maior parte das vezes a Executiva tem levado a melhor.

Foi o que se viu ontem (quarta), quando o ministro da Cultura, Juca Ferreira, oficializou seu pedido de suspensão da filiação partidária pelo período de um ano. Ele foi pressionado pela cúpula do PV, que agora fica mais à vontade para lançar candidato próprio ao governo da Bahia.
Único representante do PV no primeiro escalão do governo Lula, o ministro, que era influente no diretório baiano, defendia a tese de que o partido não tivesse candidato e apoiasse o nome indicado pelo governador Jaques Wagner (PT). Na queda de braço, a Executiva venceu e já definiu o candidato verde – o deputado Luís Bassuma.

Ferreira, por sua vez, ficou livre para apoiar sem nenhum constrangimento a candidata de sua preferência à Presidência, a ministra petista Dilma Rousseff. Os verdes acham pouco provável que ele retorne ao partido em 2011…”

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ELEIÇÕES 2010. Marina Silva, do PV, é “de direita”, diz pré-candidato a Presidente pelo PSOL. Que coisa!!!

Sampaio, do PSOL, ajudou a fundar o PT - como Marina, que agora é “de direita”

Que coisa, meeeesmo! Os pratos quebraram de vez na dita “esquerda “. O PSOL deve ter seu próprio candidato a Presidente, assim como o PSTU vai sozinho à luta. E olha que os dois, principalmente o primeiro, chegaram a namorar a possibilidade de apoiar Marina Silva, hoje no PV e, como a maioria deles, oriunda do PT.

Com o andar da carruagem, porém, acabam se distanciando um do outro e, hoje, as três candidaturas parecem inevitáveis. Um pré-concorrente, inclusive, Plínio de Arruda Sampaio, chega a chamar a ex-companheira Marina como integrante da “direita”. Pooois é. Devem ser as “más companhias”, acrescentaria este (nem sempre) humilde repórter, se referindo especificamente a alguns ilustres representantes do Partido Verde no Congresso Nacional.

Sobre o qüiproquó na “esquerda”, a disputa interna (sim, tem isso também) no PSOL e as afirmações de Sampaio, acompanhe material publicado na versão online d’O Estado de São Paulo. O texto é de Bruno Siffredi. A seguir:

‘A Marina é de direita’, afirma pré-candidado do PSOL

…Militantes do PSOL se reuniram na segunda-feira, dia 1º, em São Paulo, para lançar um manifesto de apoio à pré-candidatura à Presidência da república do economista e ex-deputado federal pelo Plínio de Arruda Sampaio (SP), que disputa a indicação com o presidente do diretório de Goiás, Martiniano Cavalcanti, e o também ex-deputado João Batista Araújo Babá (PA).

Um dos fundadores do PT, Plínio deixou a sigla em 2005, “para ir mais para a esquerda”, e foi um dos líderes do PSOL que mais resistiram às tentativas de aliança com o PV da senadora Marina Silva – que também abandonou o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao estadao.com.br nesta terça-feira, 2, Plínio explicou sua oposição como decorrente do fato de o PSOL ser um partido em formação. “Não convém a um partido como esse, na segunda eleição que disputa, já fazer uma grande aliança com todo mundo.”

E atacou Marina, que, em sua opinião, é “de direita”. “Ela pode ser uma direita moderada, uma direita que vai mais para o centro, isso tudo você pode admitir, mas ela não está no campo popular, ela não está no campo da classe trabalhadora, ela está no campo…”

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ELEIÇÕES 2010. Sem o PSOL, Marina corre o risco de ser candidata “não de esquerda”

Sei, sei. Os puristas não precisam embrabecer. Aliás, alguns até podem chamar de medroso o autor do texto. Que é “não de esquerda”? Ora, no caso específico de Marina Silva, recém-chegada ao PV, é, penso, impossível dizer simplesmente que “de direita”. Ela não é. Alguns de seus mais ferrenhos apoiadores, inclusive em Santa Maria, também não. Mas a maior parte de sua parceria com certeza é. Portanto…

Babá candidato a presidente? Talvez. Mas Marina perde com isso

Ah, o verniz de esquerdismo seria dado pelo PSOL. Que, porém, não gosta meeesmo das companhias da ex-petista. E, ao que tudo indica, não obstante a vontade de Heloísa Helena, a única grande expressão nacional do Partido Socialismo e Liberdade, o partido deve mesmo ir para uma carreira-solo, nem que seja (e que mais poderia ser?) para marcar posição.

Aliás, surgem candidatos de tudo quanto é corrente (sim, tem isso também no PSOL). Um deles é Babá, o paraense, como mostra texto assinado pelo jornalista Rudolfo Lago e publicado pelo sítio especializado Congresso em Foco. Acompanhe:

Babá se lança pré-candidato à Presidência

Aos poucos, vai se consolidando a impressão de que a senadora Marina Silva não contará mesmo com o apoio do Psol à sua candidatura à Presidência da República. Em que pese a disposição da ex-senadora e presidente do partido, Heloisa Helena, em apoiá-la, no Psol já começam a surgir alternativas próprias para a sucessão do presidente Lula em outubro deste ano.

Primeiro, foi o ex-deputado constituinte Plínio de Arruda Sampaio, um dos fundadores do PT. Agora, é a vez do ex-deputado federal João Batista Babá. Junto com Heloisa Helena, Babá foi um dos primeiros dissidentes do PT, no início do governo Lula, que começaram a criticar os rumos da administração federal. Babá foi expulso do PT com Heloisa Helena, e fundou com ela o PSol…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas pelo sítio especializado Congresso em Foco.

ELEIÇÕES 2010 (2). Marina Silva, sonho de consumo dos tucanos para vice de Serra

30, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

Marina Silva, sonho de consumo de Serra. Mas, e ela, o que acha disso?

Essa é difícil, cá entre nós, de se concretizar. Ouso afirmar, inclusive, que mais complicada até do que convencer o governo Aécio Neves a ser o vice. Sim, há quem trabalhe, em absoluto (ou nem tanto) silêncio, tentando viabilizar o nome de Marina Silva, egressa do PT e atualmente no Partido Verde, para secundar José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República.

Estarei delirando? É justo que se pense assim. Eu próprio considero um delírio. Mas há quem pense a sério na possibilidade, conforme o relato do sempre bem informado Paulo Moreira Leite, da revista Época. A foto é de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Acompanhe:

Serra quer Marina mas…

O blogue apurou junto a assessores de confiança de José Serra que o PSDB  tem sim interesse em contar com Marina Silva como vice numa chapa presidencial. O blogue também apurou que a discussão é real mas não é para agora.  Bem José Serra.

A dúvida entre assessores do governador é se a oferta seria politicamente viável. Explico: depois de romper com o governo Lula e lançar-se em faixa própria para disputar a presidência da República, Marina estaria colocando sua biografia de liderança popular – em muitos aspectos muito mais à esquerda de Lula – para sentar-se no banco de reservas da candidatura do PSDB.

Será que isso faria bem a uma candidatura que se construiu como adversário do agro-negócio e dos grandes capitalistas de olho na Amazonia, combateu a soja transgênica e tantas novidades que muito sucesso fazem na bancada do PSDB e do DEM?…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e informações publicadas e/ou comentadas por Paulo Moreira Leite, da revista Época.

OBAMA. O esforço de Marina e do PV para ser mais que uma curiosidade em 2010

24, novembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

Com um cenário claramente polarizado entre a candidata do governo, Dilma Rousseff (PT), e o da oposição, muito provavelmente José Serra (PSDB), o que resta aos demais contendores? Tentar se diferenciar de alguma maneira, pois o simples discurso (por melhor que seja) dificilmente terá apelo eleitoral.

Marina Silva se esforça para ser mais que apenas uma curiosidade, em 2010

Marina Silva se esforça para ser mais que apenas uma curiosidade, em 2010

Marina Silva, não obstante a, digamos, complexidade do Partido Verde que a abrigou, está em busca desse fato novo. A pergunta é: será que imitar a campanha do presidente norte-americano Barach Obama será suficiente? E o que é isso, mesmo? Saiba mais lendo a reportagem publicada no sítio especializado Congresso em Foco. O texto é de Renata Camargo, com foto de Antonio Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

PV usará internet para alavancar Marina

…O PV se prepara para lançar nesta semana uma ferramenta cibernética que pretende dar um boom na campanha da senadora Marina Silva à Presidência da República. O partido deve colocar no ar no sábado dia 28 um canal de doações de campanha pela internet, no qual os eleitores poderão contribuir financeiramente com a campanha da ex-ministra do Meio Ambiente. Essa foi a principal ferramenta usada pelo presidente Barak Obama na eleição nos Estados Unidos. Pela internet, Obama recolheu nada menos que cerca de US$ 500 milhões, sendo que a média de cada doação individual não passou de US$ 100.

Será a primeira vez que uma campanha para presidente no Brasil utilizará tal artifício. Antes do texto da reforma eleitoral ser aprovado no Congresso em setembro deste ano, o uso dessa ferramenta não era permitido (veja o que muda). Agora, com a estratégia, o PV pretende tirar do patamar ‘plebiscitário’ - como adversários e membros do próprio partido têm rotulado - a pré-campanha de Marina Silva à sucessão de Lula

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens publicadas pelo sítio especializado Congresso em Foco.

”ESQUERDA” BRIGA. E não é que, de repente, HH e Marina jogarão sem o eterno aliado

12, novembro, 2009 Claudemir Pereira 1 comentário
PSTU, aliado fiel de Heloísa Helena e do PSOL não quer saber de união com o PV. Por isso, tendência é cair fora

PSTU, aliado fiel de Heloísa Helena e do PSOL não quer saber de união com o PV. Por isso, tendência é cair fora

A idéia expressa por Heloísa Helena, estrela do PSOL, de buscar algum tipo de acordo com Marina Silva, recém-saída do PT e recém-chegada ao PV, para apoiar a neo-verde à Presidência da República, não está pegando muito bem junto a um parceiro de sempre, o PSTU. A alegação, aliás, não poderia ser mais óbvia: desde quando o PV é “esquerda”, expressão tão cara ao PSTU e, antigamente, também ao PSOL?

Quer saber mais desse dissenso esquerdista? Confira reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo. O texto é de Fábio Amato, com foto de Roosewelt Pinheiro, da Agência Brasil. A seguir:

Aliança PV-PSOL inviabilizará “frente de esquerda”, diz PSTU

O possível apoio do PSOL à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República pode inviabilizar a reedição, nas eleições do ano que vem, daquela que ficou conhecida como “frente de esquerda” – aliança entre PSOL, PSTU e PCB que, em 2006, deu sustentação à candidatura da ex-senadora Heloísa Helena.

Principal parceiro eleitoral do PSOL, o PSTU anunciou que um acerto com Marina Silva está fora de cogitação. De acordo com o presidente nacional e pré-candidato do partido à Presidência, José Maria de Almeida, o PSTU vai ter candidato próprio caso o PSOL decida pela composição com o PV.

“Não tem nenhuma possibilidade de o PSTU avançar em um acordo dessa natureza. Nós estamos lançando neste mês uma pré-candidatura à Presidência da República, ainda para defender a possibilidade de uma frente de esquerda. Mas, caso não aja essa possibilidade, o PSTU terá uma candidatura própria no ano que vem.”

De acordo com Almeida, a candidatura de Marina Silva representaria a continuidade do projeto político do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao qual o PSTU se opõe…”

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CIZÂNIA. Chegada de Marina embolou o jogo pela esquerda. E a crise atinge o PSOL

Marina, a neo-PV, chegou para a disputa. E está rachando um aliado importante

Marina, a neo-PV, chegou para a disputa. E está rachando um aliado importante

Tudo parecia bastante pacífico. Afinal, a estrela nacional do PSOL, Heloísa Helena, vereadora em Maceió, tem boas chances de voltar ao Senado e nenhuma de ser minimamente competitiva como candidata a Presidente da República. Isso sem entrar na questão pessoal, da vontade de HH.

Por conta de tudo isso, era considerado natural que, com a chegada de Marina Silva ao PV, embora seu discurso único, em defesa do meio ambiente, havia um nome capaz de juntar a dita “esquerda” – apesar do notório (por seus mais ilustres integrantes) reacionarismo dos “verdes” no Congresso.

Pooois é. E não é que a coisa não é mais tão simples? E a coisa está pegando, especialmente nas hostes do Partido Socialismo e Liberdade, que tem um grupo importante não muito interessado em casar com Marina e o PV. Quem vai ganhar essa briga? O que vai restar dela, depois? Quem pode saber, não? Acompanhe, a propósito, reportagem na versão online da Folha de São Paulo. O texto é assinado por Regiane Soares, com foto de José Cruz, da Agência Brasil. Confira:

Aproximação de Marina Silva racha comando nacional do PSOL

A aproximação da senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, com líderes do PSOL rachou o comando nacional do partido. Enquanto parte da legenda defende o lançamento de uma candidatura própria a presidente, outro grupo é favorável à uma aliança com o PV.

Integrante da Executiva Nacional do PSOL, Edilson Silva disse que uma reunião marcada para o próximo sábado (7), em São Paulo, vai formalizar a discussão que já acontece informalmente entre parlamentares da legenda e líderes do PV.

“Vamos discutir os pontos programáticos de uma possível aliança, porque não queremos apenas debater cálculos eleitorais”, afirmou Edilson, que defende a aproximação com o PV, principalmente porque a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, já declarou que pretende disputar o Senado por Alagoas…”

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LARGOU. Heloísa Helena fora da disputa presidencial. Vai de Marina. Ou de Plínio

21, outubro, 2009 Claudemir Pereira 1 comentário
Heloísa Helena: com Marina. Ou até Arruda Sampaio, que está hoje em Santa Maria

Heloísa Helena: com Marina. Ou até Arruda Sampaio, que está hoje em Santa Maria

Pode ser até Plínio de Arruda Sampaio, que estará nesta quarta-feira em Santa Maria (leia mais AQUI). Ou mesmo Milton Temer, do Rio de Janeiro. O que parece certo é que Heloísa Helena está fora da disputa presidencial do próximo ano. Por decisão, aliás, dela própria – que fez 6% dos votos em 2006. Agora, como muitos imaginavam (este nem sempre sítio incluído) a idéia é compor com Marina Silva, como a alagoana, hoje vereadora de Maceió, oriunda do Partido dos Trabalhadores.

O que vai acontecer não se sabe. Mas virá aí, muito provavelmente, uma união PSOL/PV – de Fernando Gabeira, Zequinha Sarney (sim, ele, filho daquele) – todos num consórcio de esquerda visando, no mínimo, chamar a atenção do País. Sobre a idéia de Heloísa e as possibilidades dessa união, acompanhe material publicado pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A foto (de arquivo) é de José Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

HH pede ao PSOL que abra negociações com Marina

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, sugeriu ao partido a abertura de negociação formal com a presidenciável Marina Silva, do PV. A proposta foi feita à comissão Executiva do PSOL, que ainda não deliberou.

HH praticamente descartou a hipótese de disputar o Planalto em 2010.  Disse aos demais dirigentes do partido que, inviabilizando-se o acerto com Marina, prefere que o PSOL seja representado na sucessão por outra pessoa. Citou o nome de sua preferência: o ex-deputado Milton Temer, do Rio. A outra opção da legenda é Plínio de Arruda Sampaio, ex-deputado por São Paulo.

 Ouvida pelo blog, HH disse que tende a comparecer às urnas como candidata ao Senado: “Quero que Alagoas tenha uma alternativa…”“…Se o meu Estado quiser ser representado por pessoas como Collor e Renan, é um direito que ele tem. Mas quero oferecer uma alternativa…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos publicados e/ou comentados por Josias de Souza, da Folha de São Paulo.

ELEIÇÕES 2010. Marina nem é candidata e já tem graúdo do PV pensando em traição

24, setembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

A candidatura de Marina Silva ainda não foi formalizada. O que não quer dizer que ela não seja concorrente à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Será. E foi para o Partido Verde com esse objetivo principal – encantada com a proposta que lhe foi feita para virar a casaca em tempo de se habilitar à disputa.

O “puro” Gabeira está pensando em Marina? Claro. Mas sobretudo nele próprio

O “puro” Gabeira está pensando em Marina? Claro. Mas sobretudo nele próprio

Mas, aos poucos, ela vai descobrir que os “verdes” não são assim, como direi, tããão puros. E que têm, talvez, até mais defeitos de sua antiga sigla, o PT que ajudou a fundar, há 30 anos. E olha que não é qualquer um que pode estar lhe aprontando. Não é um Zequinha Sarney (deputado líder da bancada na Câmara dos Deputados e filho daquele) qualquer que, de repente, pode apoiá-la mas deixando um portão aberto para a traição.

Quem dá conta dessa hipótese não é um petista rancoroso – sim, que eles existem – ou decepcionado com a atitude dela. Quem trata do assunto é o jornalista Lauro Jardim, da ex-revista Veja, na versão online da seção “Radar”. A foto é de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Confira:

 “A onda de Gabeira

Do alto do posto de único nome forte da oposição no Rio de Janeiro, Fernando Gabeira tem se dado ao luxo de postergar à vontade a escolha do cargo que disputará em 2010. Já disse que tentaria o governo do estado, mas agora, o quadro mudou. Na semana passada, deixou claro a interlocutores que está mirando mesmo o Senado, onde teria uma eleição muito mais fácil e para a qual não seria obrigado a fazer um contorcionismo eleitoral de apoiar ao mesmo tempo Marina Silva e o candidato tucano à presidência – seja José Serra ou Aécio Neves.”

SUGESTÃO ADICIONAL – confira AQUI, se desejar, também outras notas publicadas na versão online da seção “Radar”, editada por Lauro Jardim,  da ex-revista Veja.

PARTIDOS. Bruno Lima Rocha e Marina – que vai catapultar o PV, e não o contrário

14, setembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Embora tenha uma aura correta, o Partido Verde termina por optar pelas alianças táticas de conveniência. Pode até alegar que seu maior interesse como agrupação política são as temáticas ambientais. Isto, em tese, justifica o PV ser co-governo com PSDB, DEM, Lula (PT) e mais quem vier. Em todos os níveis de governo, o padrão é não ter padrão. Assim, podemos afirmar de maneira ponderada que a nova legenda de Marina é mais uma legenda brasileira, com algumas virtudes e abundância de mazelas…

… Pelo visto, é Marina quem vai catapultar o PV e não ao contrário. Ainda que a senadora acreana seja autêntica e reconhecida entre estes sujeitos sociais, sua nova legenda política não tem legitimidade para incidir nestes setores. Quando as identidades são baseadas em um modo de vida, as estruturas de intermediação política importam pouco ou nada.”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Marina Silva e as identidades representadas”,  escrito pelo jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, onde faz reflexões sobre a mídia, entre outros temas. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Marina Silva e as identidades representadas – por Bruno Lima Rocha

14, setembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora pelo Acre, Marina Silva, deixou o PT para se filiar ao PV. Tanto o caso de sua saída como o fato de haver optado seguir por dentro do bloco que compõe o governo Lula são de amplo domínio. Particularmente, entendo que esse arroubo de desencanto chegou tarde por dois motivos. É tardia sua crítica paulatina e moderada aos anos de Luiz Inácio. E, no que diz respeito à lida política cotidiana, sua entrada na legenda dos Verdes não irá transformar a cultura interna desse partido.

Embora tenha uma aura correta, o Partido Verde termina por optar pelas alianças táticas de conveniência. Pode até alegar que seu maior interesse como agrupação política são as temáticas ambientais. Isto, em tese, justifica o PV ser co-governo com PSDB, DEM, Lula (PT) e mais quem vier. Em todos os níveis de governo, o padrão é não ter padrão. Assim, podemos afirmar de maneira ponderada que a nova legenda de Marina é mais uma legenda brasileira, com algumas virtudes e abundância de mazelas.

Entendo que a maior mazela do PV como proposta não é a convivência com as legendas tradicionais, verdadeiras escolas de patrimonialismo. O grande problema é a ausência de sujeitos organizáveis com um mínimo de coerência interna. Explico. Ao contrário dos seus referentes europeus, o movimento brasileiro em defesa do meio ambiente tem raízes que ultrapassam qualquer conservacionismo. Quando uma visão de desenvolvimento sustentável, baseada na defesa dos recursos naturais não renováveis vem à tona na sua expressão social, conservar significa literalmente manter o estilo de vida de populações inteiras.

Como a companheira de lutas de Chico Mendes bem o sabe, geralmente estas lógicas sociais implicam em não deixar de existir como tal. Nestes processos, a identidade e o modus vivendi tornam-se sujeitos sociais passíveis de ser organizados e ansiosos por protagonismo. Este é um dos fatores que permitem a existências de redes e movimentos populares garantindo a defesa específica, mas também unificando ribeirinhos, seringueiros, pescadores, remanescentes de quilombos, posseiros e os povos originais (erroneamente chamados de indígenas). É na fronteira viva da Amazônia Legal onde se encontra o caldo de cultura para esta possível unidade e ao mesmo tempo se sente o duplo discurso do Estado brasileiro. Fala-se em desenvolvimento sustentável e pratica-se a exploração desenfreada, sem planejamento e em larga escala.

Pelo visto, é Marina quem vai catapultar o PV e não ao contrário. Ainda que a senadora acreana seja autêntica e reconhecida entre estes sujeitos sociais, sua nova legenda política não tem legitimidade para incidir nestes setores. Quando as identidades são baseadas em um modo de vida, as estruturas de intermediação política importam pouco ou nada.

TIME ERRADO?! Olha só onde a Marina Silva está se metendo? Afinal, o PV é ‘verde’ meeeesmo?

Como era de supor, com alguma chance de acerto, aos poucos a mídia (grandona ou não) começa a dar uma olhada no Partido Verde. De sigla inexpressiva em todos os níveis, e apenas com um ou outro notável no seu interior (e uns até bem encrencadinhos), de repente o PV começou a chamar a atenção. Claro, a grande responsável por isso é sua virtual nova filiada, a ex-ministra Marina Silva, que deve ser inclusive candidata a Presidente da República.

Só que, observando mais de perto o PV se nota que Marina pode muito bem estar entrando em algo para o qual não imaginava. Há, já, até levantamentos sobre que tipo de projetos seus parlamentares apresentam. E se descobre, veja só, que o “meio ambiente” é o mote de apenas um quarto das idéias apresentadas.

Quem tratou disso, especificamente, foi o sítio especializado Congresso em Foco. Confira a reportagem produzida por Edson Sardinha e Mário Coelho. A seguir:  

Um Partido Verde, mas nem tanto

Apenas um quarto das propostas dos deputados do PV tem relação com o meio ambiente. Bancada heterogênea e falta de afinidade de parlamentares com a questão ambiental são desafios que Marina Silva terá de enfrentar

O verde do partido que abriu as portas para a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva é mais forte na bandeira da legenda do que nas proposições apresentadas no Congresso. Das 305 propostas em tramitação na Câmara formuladas pelo PV na Câmara, 81 (26%) estão relacionadas ao meio ambiente. Três dos 14 parlamentares que compõem a bancada não propuseram sequer um projeto de lei envolvendo questões ambientais, principal diretriz do programa da legenda. Cinco deputados são autores de, nada menos, do que 65 (80%) dessas iniciativas.

Depois do meio ambiente, as áreas do trabalho e da defesa do consumidor são as mais visadas pelos parlamentares do PV. Uma é objeto de 26 projetos; a outra, de 25. Mudanças na legislação penal e nas regras da radiodifusão vêm logo a seguir na lista de preocupações dos representantes do partido, com 21 e 17 proposições respectivamente…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

PARA CONHECER AS PROPOSTAS DOS VERDES, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e publicadas pelo sítio especializado Congresso em Foco.

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PV ENCRENCADINHO. Cuida só o que espera Marina Silva na sua nova sigla. E não é pouca coisa

Sarney Filho é encrenca. E pode cair no colo da candidata em 2010

Sarney Filho é encrenca. E pode cair no colo da candidata em 2010

O fato de José Sarney Filho (sim, júnior daquele) liderar a bancada na Câmara dos Deputados é o menor dos “problemas” de Marina Silva, a neo-verde e virtual candidata a Presidente da República. O partido ao qual pretende aderir até meados do próximo mês é bem complicadinho – a par de suas posições (incrivelmente) conservadoras. E logo logo começará a ficar sob os holofotes, o que nem sempre é bom (exceto, claro, se ela virar, como pode acontecer, amiga da mídia grandona).

Mas, para além das questões simplesmente político-ideológicas, falcatruas podem estar também vinculadas ao PV, um partido bem encrencadinho. E não são pouca coisa, como você pode verificar em nota publicada na versão online (e também na impressa) da seção “Radar” da ex-revista Veja, em texto editado por Lauro Jardim. A foto é de Antonio Cruz, do arquivo da Agência Brasil. Acompanhe:

Contas muito enroladas

No dia em que deu adeus ao PT, Marina Silva afirmou que não acredita mais em partidos perfeitos. É bom que não tenha ilusões. Na seara verde, há uma série de encrencas com a direção nacional. Para se ter ideia, o PV até hoje não conseguiu aprovar as contas referentes ao fundo partidário de 2005. No início do mês, o ministro Arnaldo Versiani, do TSE, voltou a pedir explicações ao PV. Motivo: os técnicos mantiveram a orientação pela desaprovação das contas. As suspeitas giram em torno de José Luiz Penna, há dez anos presidente do partido. O TSE constatou que houve desde a doação de passagens aéreas para a mulher e o irmão até o fretamento de um jato e o uso de notas fiscais de empresas-fantasma.”

PARA LER A VERSÃO ONLINE DA SEÇÃO “RADAR”, CLIQUE AQUI.

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui (o acesso completo só é permitido aos assinantes), se desejar, também outras reportagens produzidas e publicadas pela ex-revista Veja.

Vale a pena ler, igualmente, a reportagem “O trator Marina”, de Alan Rodrigues e Hugo Marques, na revista IstoÉ.

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