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ESPERANDO KASSAB? De repente, ‘socialismo’ vira só uma palavra, na sigla PSB

Está certo. Conceda-se que os partidos, no Brasil, não são exatamente o que dizem seus estatutos. Os exemplos estão aí mesmo, dentro e fora do poder. Nem precisa ir longe. Num episódio ainda quente, um tucano se revelou contra a “privatização”, enquanto petistas a defendem. Me refiro, sem entrar no mérito, à MP 520, que para uns é privatizante, para outros, não. Mas um tucano indo contra a “privatização”… Hehehe (desculpa, mas é de bom tom rir, vez em quando).

Dito isto, ao que interessa: o PSB (Partido Socialista Brasileiro), depositário estratégico, é o que se afirma, da ficha de filiação do ex-DEM, atual PSD (?), Gilberto Kassab, está se transformando em… Bem, leia você mesmo o que escreve o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A seguir:

PSB flexibiliza ‘socialismo’ e adota tática empresarial

Em seu estatuto, o PSB defini-se como uma legenda “socialista”, que se contrapõe ao sistema “capitalista”. Na prática cotidiana, a agremiação achega-se a personagens tidos por “direitistas”. Na rotina administrativa dos Estados que governa, rende-se aos métodos do capital.

Eleito em 2010, o novo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, mimetiza o estilo do colega Eduardo Campos, reeleito em Pernambuco.

A exemplo do que fizera Campos em seu primeiro mandato, Casagrande estruturou sua gestão servindo-se da orientação do MBC. A sigla significa Movimento Brasil Competivo. Coisa criada pelo empresário Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau.

Assim como em Pernambuco, também no Espírito Santo o governo escorou-se em métodos desenvolvidos por outra entidade: o INDG…”

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UÉ!!! E POR QUÊ? De repente, o governo Dilma já não acha tão simpático o novo partido do Kassab

O tal Partido Democrático Brasileiro (PDB), a ser comandado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deverá estar instalado bem antes de setembro. E, portanto, em condições de disputar o pleito de 2012. Ah, e um punhado de graúdos, especialmente do DEM, se mandaria pra ele. Inclusive, acredite, o candidato a vice de José Serra, Índio da Costa, carioca hoje sem mandato.

No início, o governo via com bons olhos essa estratégia. Enfraqueceria a oposição. E fortaleceria uma sigla governista, no caso, o PSB. Mas agora a idéia aparentemente já é outra. E olha que a adesão ao socialismo (quem diria) só se daria, inclusive para evitar problemas legais, após o pleito do próximo ano.

Mas, que temor é esse? E quem mais estaria entrando no PDB? E as articulações, como estão? Tudo isso, e outras informações, estão em reportagem publicada neste sábado pela Folha de São Paulo. Quem a assina são as jornalistas Natuza Nery e Andreza Matais. Confira:

Planalto agora teme manobra de Gilberto Kassab

O governo começa a temer a operação que deve tirar do DEM o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e jogá-lo nos braços do PSB. Entusiasta da ideia de provocar uma baixa na oposição, o Planalto agora passou a ver alguns riscos nesse movimento.

O assunto entrou na pauta de reuniões da presidente Dilma Rousseff. A ideia agora é que seria melhor para o governo que o futuro PDB (Partido da Democracia Brasileira, segundo última versão de seu estatuto) seja o destino definitivo do prefeito e seu grupo, não o trampolim para burlar a lei eleitoral promovendo uma fusão com o PSB.

O maior receio é dar musculatura ao PSB que, apesar dos laços tradicionais com o petismo, trabalha para ter, no futuro, candidato próprio à Presidência. Já há até um virtual nome: o governador Eduardo Campos (PE), em seu segundo mandato e com altos índices de aprovação.

Há, ainda, outros efeitos colaterais: a adesão pode engordar a bancada do PSB em cerca de 30 deputados federais, ameaçando a hegemonia PT-PMDB no controle das cadeiras do Legislativo…”

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MISTÉÉRIOOO!! O que se sabe é que Kassab vai se mandar do DEM. Agora, o resto…

Até parece (os gremistas que perdoem) o Assis Moreira – aquele que leiloou o irmão jogador e deixou o tricolor na mão. Me refiro a Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo eleito pelo DEM e que agora quer e vai se mandar. Se sabe que, para driblar a legislação (está tão na cara que até taaaalvez nem dê certo), o cara vai fundar um novo partido. Um tal de Partido Democrático Brasileiro. Que terá vida curta. Será incorporado por alguém. Hoje dizem que é o PSB.

Poois é. Mas é isso mesmo? Há um quê de mistério em tudo isso. Está parecendo um leilão do quem dá mais. Ou quem recebe mais, não sei direito. Até o PT como aliado parece que Kassab não descarta. E mais: haveria petista interessado. Que coisa!!!

Ah, a situação é cada vez mais misteriosa e isso começa a dar muito na vista, como se pode perceber do texto de Ricardo Noblat, comentando reportagem de Flavio Freire, publicada originalmente no jornal O Globo. Vale a pena ler, a seguir:

O novo partido do prefeito Kassab ainda é um enigma

Enquanto preparava sua viagem para passar o carnaval em Paris, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não só reafirmou o interesse em deixar o DEM como abriu espaço na agenda para discutir com integrantes do governo federal um possível acordo político com vistas a 2014.

Ciente da falta de espaço para negociar com o PSDB aliança em que seria cabeça de chapa na disputa ao governo de São Paulo, o prefeito teria aceitado inflar a base da presidente Dilma Rousseff com o propósito de receber o apoio do governo federal e do PT na próxima eleição estadual.

Há, porém, forte resistência de petistas…”

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MAQUIAGEM. E, assim, de repente, o demo Kassab quer virar socialista. Que coisa!

Tenho amigos vinculados ao Partido Socialista Brasileira que já começaram a ter erisipela. Só de pensar que, não demora, terão como companheiro o atual prefeito de São Paulo, o demo Gilberto Kassab – de resto se sentindo sem condições de futuro político no partido que está hoje. Bom mesmo, pensa Kassab, é ser governo. E ele está dando um jeito de resolver isso.

Como? Ora, criando um partido novo (o que o livraria de perder o mandato, por infidelidade partidária) e, mais adiante, incorporando-o ao PSB. E já prepara até o estatudo do tal PDB (a sigla escolhida). Claro, com um verniz “socialista”. Quem conta isso é o jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de hoje. A reportagem é de Felipe Recondo. A seguir:

Maquiagem de esquerda ao PDB de Kassab

… O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pretende impor uma “maquiagem ideológica” no estatuto do Partido da Democracia Brasileira (PDB), legenda que pretende criar até agosto, para justificar, em seguida, uma fusão com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), à esquerda do espectro político. A ideia é preparar o terreno para uma aproximação das duas legendas sem evidenciar o contraste ideológico de Kassab com o PSB.

Se assumisse um perfil mais próximo do DEM, partido ao qual está hoje filiado, Kassab poderia enfrentar dificuldades para legitimar a fusão com o PSB. Ao mesmo tempo, se pincelar o novo partido com um discurso à esquerda, pode levar o PSB a modificar seu estatuto para a futura fusão e, com isso, atrair políticos de centro e centro-direita.

Já em elaboração, o estatuto prevê, por exemplo, “a humanização dos centros urbanos”. Essa foi uma das bandeiras de Kassab em programas como…”

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NOVO GOVERNO. Anote aí os 37 nomes do ministério de Dilma e quem é cada um

31, dezembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Como se sabe, o ministério que entra nunca é o que sai. E dá um trabalho danado saber quem é cada um deles. Então, vale a pena conferir a reportagem de Carmen Munari e Hugo Bachega, da Agência Reuters. Diz, tim-tim-por-tim-tim, quem é cada um dos escolhidos por Dilma Rousseff, além, claro, de identificar a pasta sob a chefia deles. O material foi originalmente publicado no jornal O Globo. Acompanhe:

Dos 37 auxiliares, 17 são filiados ao PT, seis ao PMDB e dois ao PSB. O PP, o PDT, o PR e o PCdoB ficaram com uma pasta cada um. Há nove mulheres na equipe.

* AGRICULTURA - Wagner Rossi (PMDB) – Fazendeiro de Ribeirão Preto (SP) com extensa carreira em cargos públicos, é formado em Direito pela USP com diversos cursos de pós-graduação, alguns no exterior. Foi deputado federal por três legislaturas e deputado estadual por duas em São Paulo, além de ter assumido diversas secretarias paulistas.

* BANCO CENTRAL - Alexandre Tombini – Funcionário do BC desde 1995, tem experiência no combate à inflação, mas terá que mostrar capacidade de resistir a pressões políticas. Aos 46 anos, trabalhou na formulação do regime de metas de inflação.

* CASA CIVIL - Antonio Palocci (PT) - Ex-ministro da Fazenda da gestão Lula (2003-2006), deixou a pasta sob escândalo e retorna como homem de bastidor que faz a ponte do governo com setores da economia. Na Fazenda, obteve a confiança do mercado financeiro pela austeridade com as contas públicas e na Casa Civil terá a função de coordenar as ações de governo. Tem 50 anos.

* CIDADES - Mário Negromonte (PP-BA) – Deputado e advogado de 60 anos, já pertenceu ao PMDB e PSDB. Vai substituir Marcio Fortes, também do PP. Muito cobiçada, a pasta de Cidades, criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, é responsável pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

* CIÊNCIA E TECNOLOGIA - Aloizio Mercadante (PT) – Economista e senador eleito com mais de 10 milhões de votos em 2002, saiu derrotado das eleições para o governo paulista em 2006 e 2010. Sem mandato a partir do ano que vem, foi contemplado com o ministério. Aos 56 anos, ensaiou deixar a liderança do PT no Senado para marcar sua insatisfação contra orientação da direção do partido pelo arquivamento de processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

* CULTURA - Ana de Hollanda - Irmã do compositor Chico Buarque de Hollanda, é atriz e cantora. Tem 62 anos e foi diretora do centro de música da Funarte. Ela estreou em 1964 em show musical no colégio Rio Branco, integrando o vocal Chico Buarque e As Quatro Mais, em SP. Após divulgação de seu nome para integrar ministério, postou no twitter que “o desafio é enorme, mas nada que seja impossível para quem respira cultura”.

* COMUNICAÇÕES - Paulo Bernardo (PT) – Sem ter concluído curso universitário, o ex-bancário de 58 anos, eleito três vezes deputado federal pelo Paraná, direcionou sua vida política a assuntos relacionados a finanças públicas, caminho que o levou a ser escolhido para assumir o Ministério do Planejamento de Lula em 2005. Terá como desafios assumir o novo marco regulatório das comunicações e introduzir o Plano Nacional da Banda Larga.

* DEFESA - Nelson Jobim (PMDB) – Chegou ao comando da Defesa em 2007 em meio ao caos aéreo, após o acidente com um avião da TAM em São Paulo. No seu currículo, possui a marca de ter ocupado cargos de primeiro escalão nas três esferas de poder. Gaúcho de 64 anos, foi indicado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1997 e presidiu a Corte entre 2004 e 2006. Já foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul e comandou o Ministério da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso.

* DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - Afonso Florence (PT) – Sua indicação mantém a Democracia Socialista (DS), tendência do PT, à frente da pasta que cuida da reforma agrária, repetindo medida do governo Lula. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia, era secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia até este ano. Tem 60 anos e elegeu-se deputado federal neste ano.

* DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - Fernando Pimentel (PT) – Ex-prefeito de Belo Horizonte e militante contra a ditadura militar, é um dos fundadores do PT. Formado em Economia e mestre em Ciências Políticas, é amigo pessoal de Dilma Rousseff. Deixou a coordenação da campanha da petista após citação em escândalo. Saiu derrotado da eleição ao Senado em Minas. Tem 59 anos.

* DESENVOLVIMENTO SOCIAL - Tereza Campello (PT) – É subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, onde se dedica ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atua desde agosto de 2004. É gaúcha, economista e foi secretária do governo do Rio Grande do Sul antes de atuar no governo de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

* EDUCAÇÃO - Fernando Haddad (PT) – Assumiu a pasta em 2005 e tem a confiança de Dilma. Foi mantido no posto mesmo após dois momentos críticos relacionados ao Enem. Paulistano, de 47 anos, liderou a expansão das universidades federais e o programa Prouni.

* ESPORTE - Orlando Silva (PCdoB) – Baiano de Salvador, chegou ao comando da pasta em 2006. Aos 39 anos, leva no currículo a realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, em 2007, e a conquista dos direitos para sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

* FAZENDA - Guido Mantega (PT) – Aos 61 anos, foi mantido no cargo que ocupa há cinco anos no governo Lula. Sob sua gestão, a economia brasileira cresceu de forma consistente em meio a críticas de pouco rigor com as contas públicas. O desempenho econômico favorável, que levou as taxas de desemprego a mínimas históricas, foi decisivo para garantir a eleição de Dilma Rousseff, mas não assegurou a Mantega a preferência de analistas do mercado financeiro.

* INTEGRAÇÃO NACIONAL - Fernando Bezerra Coelho (PSB) – Pernambucano de Petrolina, Bezerra, de 53 anos, atuava como secretário de Desenvolvimento de Pernambuco. Foi prefeito de sua cidade natal por três vezes. Elegeu-se também deputado estadual, em 1982, e deputado federal, quatro anos depois. Foi a principal indicação do PSB no governo Dilma.

* JUSTIÇA - José Eduardo Cardozo (PT) – Advogado paulistano de 51 anos, é secretário-geral do PT e foi coordenador da campanha eleitoral de Dilma. Atuou na primeira gestão da Prefeitura de São Paulo com a prefeita Luiza Erundina (1989-1992). Deputado federal por dois mandatos, desistiu de concorrer na última eleição.

* MEIO AMBIENTE - Izabella Teixeira – Brasiliense, é bióloga e funcionária de carreira do Ibama desde 1984. Tem mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental e se mantém à frente da pasta que assumiu em abril deste ano.

* MINAS E ENERGIA - Edison Lobão (PMDB) – Já ocupou a pasta no governo Lula. Reeleito para o Senado pelo Maranhão nas eleições de outubro, Lobão, de 74 anos, é ligado ao ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Antes sem experiência em energia, conquistou a confiança da presidente eleita.

* PLANEJAMENTO - Miriam Belchior (PT) – Coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula, de 52 anos, foi secretária da prefeitura petista de Santo André e é viúva do ex-prefeito da cidade Celso Daniel. Levará para o Planejamento a gestão do PAC.

* PREVIDÊNCIA SOCIAL - Garibaldi Alves (PMDB-RN) – Aos 63 anos, foi eleito este ano para um terceiro mandato de senador. Com intensa carreira política, foi duas vezes governador do Rio Grande do Norte, prefeito de Natal e três vezes deputado estadual. Presidiu o Senado entre 2007 e 2009. É formado em direito e jornalista de profissão.

* RELAÇÕES EXTERIORES - Antonio Patriota - Ex-embaixador do Brasil em Washington, tem boas relações com autoridades norte-americanas. Patriota, de 56 anos, defende a ampliação da relação do Brasil com a África e a busca por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

* RELAÇÕES INSTITUCIONAIS – Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (PT) – Deputado federal reeleito para um quarto mandato a partir de 2011, é presidente do PT-RJ e foi líder da bancada na Câmara entre 2007 e 2008. Ex-metalúrgico, trabalhou no estaleiro Verolme em Angra dos Reis e presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade em 1987. Em 1993, assumiu a prefeitura de Angra dos Reis (RJ). Tem 52 anos.

* SAÚDE - Alexandre Padilha (PT) – Médico infectologista graduado pela Unicamp com pós na USP, de 39 anos, é militante petista desde o movimento estudantil. Em 2009 assumiu a pasta das Relações Institucionais, responsável pela articulação política. Ainda quando ocupava a subchefia de Assuntos Federativos do Planalto acompanhava a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff em reuniões da base aliada. Foi diretor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

* TRABALHO - Carlos Lupi (PDT) – Representante do PDT no primeiro escalão, comandou a pasta no governo Lula a partir de 2007 e alavancou a geração de empregos. Usou os instrumentos que estavam ao seu alcance, como o conselho curador do FGTS e o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Condefat), para expandir o crédito durante a crise econômica mundial de 2008/2009.

* TRANSPORTES - Alfredo Nascimento (PR-AM) – Derrotado na disputa pelo governo do Amazonas neste ano, Nascimento já comandou a pasta nos dois mandatos do presidente Lula. Foi prefeito de Manaus e eleito senador em 2006.

* TURISMO - Pedro Novais (PMDB- MA) – Advogado, exerce seu sexto mandato como deputado federal. Tem 80 anos e elegeu-se pela primeira vez em 1983. Antes, foi deputado estadual, em 1979. Já integrou as comissões de Orçamento, Constituição e Justiça e Finanças e Tributação. Há duas denúncias contra ele publicadas na imprensa depois de sua indicação.

* SECRETARIA-GERAL - Gilberto Carvalho (PT) – Chefe de gabinete de Lula desde 2003, é amigo pessoal e homem de confiança do presidente. Paranaense nascido em 1951, é católico praticante ligado à Igreja Católica. Fará a ponte do governo com entidades da sociedade civil.

* SECRETARIAS: Moreira Franco (PMDB-RJ) (Assuntos Estratégicos); senadora Ideli Salvatti (PT-SC) (Pesca e Aquicultura); deputada Maria do Rosário (PT-RS) (Direitos Humanos); Luiza Helena Bairros (PT) (Igualdade Racial); Helena Chagas (Comunicação); Leônidas Cristino (PSB) (Portos), deputada Iriny Lopes (PT) (Políticas para as Mulheres)

* ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO (AGU) - Luís Inácio Lucena Adams, mantido; CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO (CGU) - Jorge Hage, mantido; GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL (GSI) - general José Elito Siqueira; CHEFE DE GABINETE - Giles Azevedo.

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NOVA ETAPA. Até fevereiro, sai 2° escalão do governo Dilma. Disputa é ‘sangrenta’

24, dezembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Fechado o ministério, com 37 postos distribuídos entre PT (principalmente), PMDB (secundariamente) e demais siglas aliadas da petista Dilma Rousseff, a presidente da República que assume em 1° de janeiro, os parceiros de poder brigam, agora, pelos principais postos de segundo escalão. Na primeira fila, a direção de empresas estatais.

Não há anjos nesse confronto, como se percebe em material publicado no jornal O Globo. Os partidos brigam de uma forma, digamos, “sangrenta”, pelo quinhão – representado especialmente por funções que têm maior orçamento ou poder político. Ou ambos.

Para ter mais detalhes, acompanhe reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, reproduzida por Ricardo Noblat. A seguir:

Aberta temporada de caça às estatais

… Com a conclusão da equipe ministerial da presidente eleita, Dilma Rousseff, começou a guerra pelo segundo escalão. O alvo principal agora inclui as presidências e diretorias de estatais, as “joias da coroa”.

Ontem (quarta) pela manhã, os dois últimos nomes do Ministério foram anunciados: Afonso Florence (PT-BA) para o Desenvolvimento Agrário (MDA), e a deputada Iriny Lopes (PT-ES), da tendência Articulação de Esquerda, que vai ocupar a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Em reunião que varou a noite, Dilma aceitou nomes levados pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, para duas pastas que faltavam. A Democracia Socialista emplacou Florence.

Partidos aliados, insatisfeitos com o espaço no 1 escalão, esperam compensação em cargos de empresas como Petrobras e Eletrobras, além de em bancos públicos. Essa movimentação de PMDB, PSC, PR, PTB e até PSB já…”

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NO FINAL. Até sexta, ministério de Dilma estará completo. Ainda faltam 21 nomes

13, dezembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Sexta-feira, 17 de dezembro. Data marcada pelo Supremo Tribunal Federal para a diplomação dos eleitos em 3 ou 31 de outubro. Inclusive a Presidente da República, Dilma Rousseff, e seu vice, Michel Temer.

Essa também é a data prevista para a divulgação da totalidade dos integrantes do primeiro escalão. Faltam, ainda 21 nomes – sem contar os que ocuparão as direções de importantes instituições federais.

A grande disputa se dá, hoje, e aparentemente, entre o PT e o PSB – para saber quais e de que partidos serão os escolhidos. A propósito da montagem do ministério, acompanhe o que conta o G1, o portal de notícias das Organizações Globo. A reportagem é de Nathalia Passarinho. Confira:

Dilma deve anunciar 21 ministros na próxima semana

… A presidente eleita Dilma Rousseff deve anunciar pelo menos 21 ministros na próxima semana – caso não seja criado nenhum novo ministério. O objetivo é fechar a equipe ministerial até sexta (17), quando ela será diplomada presidente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe atual tem 37 pastas, entre ministérios e secretarias nas quais o titular tem status de ministro,

Até agora, Dilma anunciou 16 nomes, a maioria com características de indicação política, não técnica. Na última quarta (6), ela fechou as nomeações dos ministros peemedebistas. Maior partido da base aliada, o PMDB reivindicou cinco ministérios.

Por meio de nota, a presidente anunciou que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) voltará a comandar o Ministério de Minas e Energia no futuro governo; Wagner Rossi permanecerá como ministro da Agricultura; o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) vai assumir o Ministério do Turismo; o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) ocupará o Ministério da Previdência; e o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco vai liderar a Secretaria de Assuntos Estratégicos…”

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ESTADO. Tarso se reúne com deputados da base aliada. E prega a confiança para coalizão ser exitosa

O governador eleito Tarso Genro (PT) comandou, nesta quarta-feira, um regabofe num restaurante da capital. A ele compareceram os parlamentares que, a partir de 31 de janeiro, comporão a base de apoio ao governo que assume 30 dias antes.

No encontro, com a presença de deputados eleitos por PT, PSB, PC do B – e também representantes das siglas que se incorporaram após o pleito (PR, PRB, PPL, PDT e PTB), explicou o que entende deva ser o comportamento de todos, para garantir o sucesso do governo de coalizão. Os detalhes vêm na reportagem de Rachel Duarte, originalmente publicada no jornal eletrônico Sul21. A seguir:

Tarso prega relação de confiança entre gestores, para coalizão ter êxito

A primeira reunião do futuro governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), com a sua futura base aliada na Assembleia Legislativa foi marcada por uma palavra: alinhamento. A mensagem do governador eleito foi de que os partidos aliados, as correntes do PT e o futuro secretariado devem ter uma relação prévia de confiança, que qualificou de “confiança subjetiva”, para tratar dos temas prioritários do futuro governo. “Nosso conceito de coalizão não é uma simples costura comum entre lideranças. Será um governo de partidos”, salientou Tarso. O recado foi dado aos futuros deputados estaduais dos partidos que compõem a coalizão durante um almoço no restaurante Copacabana, em Porto Alegre.

O aviso dado por Tarso foi dirigido também aos acadêmicos e quadros políticos que emitem opiniões na imprensa sobre o processo de coalizão construído por ele nesta eleição. O futuro governador defendeu a maneira como formou a frente política que o elegeu (PT, PSB, PCdoB). Segundo Tarso, ela aconteceu de forma inédita, estabelecendo outro patamar para uma coalizão política ampla no RS.“A nossa coalizão não é um toma lá, dá cá. Isto revela uma ignorância sobre o significado da coalizão e uma falta de acompanhamento que estes acadêmicos têm sobre a formação do nosso programa, da disputa política que fizemos na eleição e das relações políticas entre partidos que estão forjando a nossa coalizão”, argumentou…”

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GOVERNO TARSO. Na finaleira da formação do 1° escalão, ainda há broncas a acertar

A maior parte, na verdade quase todo, do primeiro escalão do governo de Tarso Genro, que assume a titularidade do Palácio Piratini em 1° de janeiro, já é conhecida do distinto público. Mais que isso: são raras as secretarias cujo titular ainda não foi oficializado. E até alguns deles só dependem disso mesmo: de um anúncio formal.

Mas isso nao significa que os conflitos entre os partidos componentes da base de apoio a Tarso, seja os de primeira hora ou os que se achegaram (a pedido) após o pleito, estejam todos sanados. Há questões (e cargos) ainda merecendo muita disputa.

Para saber mais a respeito disso, inclusive os postos que são alvo de intensa discussão, vale a pena conferir material produzido e publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A reportagem é de Rachel Duarte. A seguir:

Saúde e Detran podem causar divergências na segunda etapa de composição do governo Tarso

A equipe de transição do governador eleito Tarso Genro (PT-RS) e os partidos da coligação que o elegeu, Unidade Popular pelo Rio Grande, estão conversando para acertar o rumo do diálogo que formará o segundo escalão do próximo governo. Nesta terça-feira, 30, o vice-governador eleito Beto Grill (PSB) reuniu com a executiva do PCdoB e reiterou a mensagem dada ao PSB e ao PT nesta segunda-feira (29). O critério será o mesmo adotado até agora: espaços proporcionais para as siglas e secretarias sem porteiras fechadas.

O presidente comunista Adalberto Frasson confirmou que é este o recado dado na conversa feita com o núcleo da transição do governo Tarso. “Sabemos a combinação feita desde o começo da campanha. Um governo de coalizão e que quer dialogar com outros setores da sociedade precisar ter essa visão ampla do processo”, disse. Frasson argumenta que a primeira conversa foi importante. “Vamos equalizar as forças que estão compondo o primeiro escalão para poder formar o segundo”, explica.

O presidente do PT, o deputado estadual Raul Pont, informou que a sigla também está consciente do significado da ampla coalizão no governo. “O PT sabia que para ter o PDT, que foi uma conquista importante para ter a maioria na Assembleia Legislativa, teríamos que abrir mão de alguns espaços”, disse. Pont garantiu que isso é um consenso entre as correntes do PT, mas, que deverá haver algumas “compensações agora”. Ele disse que a divisão dos espaços nas estatais e agências do estado poderá vir a atender a reivindicações dos que não se sentiram contemplados no núcleo do governo na primeira etapa da composição…”

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NOVO MAPA. O “agrandamento” do PSB, por conta dos governos que conquistou

10, novembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

O Partido Socialista Brasileiro, no pleito de outubro, conquistou, ou manteve, meia dúzia de governos estaduais. Pelo menos dois são bastante importantes no mapa político: Ceará e Pernambuco, em que se reelegeram Cid Gomes e Eduardo Campos, respectivamente.

Pois é exatamente por conta dessas conquistas, que já se imagina a possibilidade de o PSB ganhar maior relevância no debate nacional. Ainda assim, há um porém. Na Câmara dos Deputados, embora o crescimento relativo, mais de 25%, o partido é apenas médio, com seus 34 parlamentares. A força, como se percebe, vem mesmo é dos governos estaduais, como mostra reportagem de Rodrigo Martins, publicada na versão online da revista Carta Capital. Acompanhe:

Uma nova força à esquerda

Com seis governadores eleitos, o PSB emerge nestas eleições como nova força. O partido sai da disputa com o segundo maior número de governos estaduais, ao lado do PMDB e atrás apenas do PSDB- (com sete). No Senado, elegeu três parlamentares, um a mais do que a composição atual. É a legenda que mais cresceu proporcionalmente na Câmara (26%), aumentou a sua bancada de 27 para 34 deputados. Em expansão, a sigla ameaça o poder de partidos como o DEM, que chegou a ter cem representantes em 1998 (com o nome PFL) e, agora, elegeu 43 deputados.

Ainda é, no Congresso, um partido médio, com a sétima maior bancada. Mas com o peso dos governos estaduais deve tornar-se cada vez mais relevante nas articulações políticas, um cenário bem diferente de oito anos atrás, quando lutava para sobreviver à extinta cláusula de barreira, que exigia das legendas ao menos 5% dos votos para garantir representação na Câmara. Para analistas, o ex-partido nanico tem chances, inclusive, de participar de um projeto de poder alternativo ao PT em 2014. Futurologia vazia? A proximidade entre os governadores Cid Gomes e Eduardo Campos, do PSB, com o senador tucano Aécio Neves parece indicar que não.

Na avaliação do senador Renato Casagrande, governador eleito pelo Espírito Santo com 82,3% dos votos, o êxito do partido deve-se a dois fatores. Primeiro, à aliança nacional em torno da candidatura de Dilma Rousseff, que permitiu ao PSB fechar pactos importantes nos estados. Segundo, à boa avaliação dos governos de Cid Gomes, reeleito no Ceará com 62,3% dos votos, e Eduardo Campos, que ficará mais quatro anos à frente de Pernambuco, após obter a votação recorde de 82,8%…”

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NOVO CONGRESSO. Na Câmara, reduz-se a influência dos partidos grandões. Mas…

Talvez seja interessante prestar atenção, a partir de fevereiro de 2011, nos seguintes partidos: PP, PR, PSB e PDT. E também no PPS – especialmente se o vencedor do pleito for o tucano José Serra, do qual é aliado incondicional. São os chamados “partidos médios”, que ganham influência na próxima legislatura, embora não tenham condições, nem mesmo juntos, de controlar politicamente a Câmara dos Deputados – o foco desta nota.

O fato é que as urnas de 3 de outubro levaram ao crescimento, entre os grandões, apenas do PT, e ainda assim apenas 6%. Os outros grã-finos da política partidária perderam votos e cadeiras. Incluem-se no rol o PMDB, o PSDB e, principalmente, o DEM. E quem ganhou?

Esse é o mote para elucidativa reportagem produzida e distribuída pela Agência Câmara de Notícias. Acompanhe:

 “Partidos de médio porte ganharão força na próxima legislatura

O resultado das eleições deste ano para a Câmara evidencia a tendência, já apontada por especialistas, de crescimento dos partidos médios e também do número de legendas.

Em 2006, os partidos grandes, que conquistaram pelo menos 10% das vagas na Câmara cada (PMDB, PT, PSDB e DEM), somaram 303 cadeiras, ou seja, 59% do total. Em 2011, esse grupo (PT, PMDB, PSDB) caiu para 220 vagas (42,9% do total).

Os partidos médios, por sua vez, ganharam força. As legendas intermediárias – com menos de 10% das vagas, mas com direito a terem líderes de bancadas (entre 6 e 51 deputados) –, elegeram 197 deputados em 2006 (38,4% do total). Neste ano, o grupo subiu para 275 eleitos, ou 53,6% da Câmara.

Já os partidos pequenos, com menos de 1% da Câmara, conquistaram 13 parlamentares em 2006 e 14 neste ano. Há quatro anos, 19 partidos tinham pelo menos um representante na Câmara. Em 2011, serão 22.

Esse quadro pode sofrer alterações até o fim do ano, já que a Justiça ainda deve julgar os casos de candidaturas indeferidas com base na Lei da Ficha Limpa. Após essa definição, contudo, a distribuição das vagas ficará estável ao longo do próximo mandato, em razão da regra da fidelidade partidária, que estabelece que o mandato do parlamentar pertence ao partido e que o deputado que mudar de legenda pode perder o cargo…”

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ESTADO. Beto Grill, vice-governador eleito, já projeta a “aproximação das esquerdas” em 2012

Ainda é hora de avaliação do pleito passado, no caso do Rio Grande do Sul. Mesmo que, e praticamente estão ainda envolvidos, se dispute o segundo turno presidencial e que poderá, obviamente, influenciar no futuro próximo da política gaúcha.
Mas não é tarde para conversar com alguém, segundo já declarou o governador eleito Tarso Genro,  do PT,terá participação ativa no governo e não será apenas uma peça de decoração utilizada para vencer a eleição. Trata-se, no caso, do vice-governador eleito Beto Grill, do PSB.

Também por essa circunstância, é importante o material publicado pelo jornal Sul21, contendo entrevista com Grill. Ele fala do passado e do presente. Mas, e isso é interessante, já projeta, no seu ponto de vista, o que poderá acontecer, por exemplo, no próximo confronto eleitoral, em 2012 – quando se renovarão mandatos de prefeitos e vereadores. Vale a pena ler a reportagem assinada por Rachel Duarte. A seguir:

Beto Grill afirma que aproximação das esquerdas é tendência para eleições municipais

Sul21 – Qual a sua avaliação desta eleição para o PSB e para a coligação Unidade Popular pelo Rio Grande?

Beto Grill (BG) – O PSB tanto no âmbito estadual quanto nacional teve resultados muito favoráveis nesta eleição. Aqui no RS, conseguimos triplicar nossa bancada federal e aumentamos mais uma cadeira na Assembleia Legislativa, junto com os dois que nós já tínhamos que conseguimos também manter. Atribuímos este feito a diversas questões. A primeira foi o protagonismo do deputado Beto Albuquerque durante um ano defendendo uma candidatura alternativa para o governo do estado, foi o primeiro fator a alavancar os bons resultados que tivemos. Outro fator, que também levou crescer a nossa nominata foi a aliança que fizemos com o PCdoB na proporcional, que nos possibilitou o nosso partido aumentar o número de deputados estaduais e federais. E a terceira questão é o contexto da aliança majoritária, Unidade Popular pelo Rio Grande, que sintonizou efetivamente com os anseios da população gaúcha. Tanto que pela primeira vez desde que foram instituídos os dois turnos, um candidato se elegeu no primeiro turno. Temos ai o governador eleito Tarso Genro que está pronto para começar um trabalho novo pelo Rio Grande. Então, todos estes fatores nos levaram a atingir este resultado positivo no estado e refletiu em todo o país. Fomos o partido que mais cresceu em percentual no número de deputados federais. Elegemos três governadores e temos a possibilidade de eleger mais três no segundo turno. Mesmo ficando com os números atuais já nos tormos o quinto maior partido no Brasil. E podemos nos tornar o terceiro caso mude o cenário no segundo turno. Então vamos aproveitar esse cenário favorável para nos fortalecer ainda mais para disputar as próximas eleições municipais.

Sul21 – O PSB se igualou ao PT no número de governadores por estado?

BG- O PT elegeu quatro e pode aumentar para sete, assim como o PSDB que também pode aumentar. Mas, dependendo do resultado do segundo turno, eles podem tirar o lugar um dos outros e nós ficarmos com a maioria dos governos estaduais no país. Mas de qualquer maneira, já estamos muito satisfeitos. E a história nos aponta com uma condição muito boa nas próximas disputas eleitorais…”

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ESTADO. Com a autoridade da vitória, Tarso diz que chamará o PDT (mas não apenas) para o governo

A grande questão, em relação ao futuro governo do petista Tarso Genro, o grande vitorioso da eleição estadual deste domingo, é que tipo de comportamento terá o petista para viabilizar administrativamente o resultado político. E, na verdade, as primeiras manifestações do eleito não surpreenderam.

Em alto e bom tom, Tarso informou o que todos já supunham: chamará o PDT para conversar e, mais que isso, o convidará para fazer parte do governo. É evidente que haverá resistências. Tanto no petismo quanto (embora talvez menos) no pedetismo. Mas a autoridade de uma inédita (para os padrões gaúchos) vitória em primeiro turno tendem a facilitar a consecução do objetivo de Tarso.

Ainda que, porém, tenha ampliado sua bancada também em termos inauditos – são 14 nomes do PT eleitos na domingueira -, isso será insuficiente para garantir tranqüilidade de governança. Com os pedetistas e a bancada dos partidos aliados, PSB e PC do B, se chega a 25. Quase a maioria, para a qual faltariam ainda três votos na Assembléia.

Talvez por aí se entenda porque o futuro governador tenha deixado no ar a possibilidade de conversar também com outras siglas, especialmente o PTB, ou a maior parte deste, que afinal de contas é aliado em nível federal. E continuará a ser, na hipótese de vitória de Dilma Rousseff no segundo turno. Assim como o próprio PP, ao repórter ficou claro também será possível imaginar um conversê.

Enfim, não é descurado dizer sequer que apenas PMDB (e olhe lá), PSDB e DEM sejam alijados do governo futuro. Bem, essa é a idéia de Tarso Genro. Agora, só falta “combinar com os russos”. Vai que eles aceitam!

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PELEIA. A nada fácil vida dos candidatos únicos. Pior situação é de Luciana Genro

15, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Muito se discute quantos deputados federais elegerão, no Rio Grande do Sul, os principais partidos. Afinal, o PMDB vai perder alguma vaga? E o PSDB? E o PP? O PT vai ampliar sua bancada? Tem chance o PDT de manter os deputados que ostenta hoje? São discussões relevantes, claro. Mas nenhuma delas supera as que envolvem os chamados “candidatos únicos” de siglas menores – no Rio Grande do Sul.

Os casos específicos são três, e apenas três. Deles, aparentemente, dois estão bem encaminhados. Seja porque melhor estruturados (especialmente o PSB) ou porque tiveram a ventura, afora o carisma pessoal da candidata, de colarem meeeesmo na aliança para a majoritária. Me refiro, respectivamente, a Beto Albuquerque (PSB) e Manuela D’Ávila (PC do B).

O problema, cada vez mais visível, é Luciana Genro. Ninguém duvida de que fará um caminhão de votos. Mas é, a rigor, a única meeeesmo a angariar apoio ao PSOL. E, afora a estrutura partidária bastante diminuta, não tem exatamente ajuda (eleitoral, esclareça-se) da candidatura majoritária.

A questão, ainda que não tenha o Rio Grande do Sul como foco, foi identificada com bastante clareza, em nota publicada na versão online da seção “Radar”, da ex-revista Veja. O texto é assinado por Lauro Jardim. Acompanhe:

O PSOL faz contas

O PSOL faz contas para eleger deputados. A matemática, por enquanto, está complicada: em 2006, Heloísa Helena puxou o voto na legenda ao alcançar 17% dos votos no Rio de Janeiro e 7% em São Paulo e Rio Grande do Sul. Assim, ajudou e muito a eleição de Chico Alencar, Luciana Genro e Ivan Valente.

Este ano o enredo é bem diferente. Plínio de Arruda Sampaio não consegue de jeito nenhum passar de 1% dos votos nas pesquisas. Logo, vai ficar difícil o PSOL atingir o coeficiente eleitoral nos estados, avaliam integrantes do partido.

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LARGADA. Surgem primeiros favoritos aos governos estaduais. E o PSB é a surpresa

É cedo. Muito cedo. Diz-se que apenas a partir do início da propaganda no rádio e na televisão o quadro fica mais nítido – pelo menos em relação aos pleitos majoritários, seja governos estaduais, Senado ou Palácio do Planalto. No entanto, incrivelmente, já despontam alguns favoritos.

É verdade que precisam confirmar, o que acontecerá ou não mais adiante. Mas, na largada, já se constatam algumas surpresas. E, aparentemente, a maior delas é o desempenho do PSB. Quem trata disso, e de outras decorrências, é o sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Sylvio Costa. Confira:

 “A radiografia da disputa pelos governos estaduais

…Registraram a candidatura para o cargo de governador, nestas eleições, um total de 168 pessoas. De acordo com as pesquisas eleitorais, apenas 61 delas (36%) apresentam índices de preferência que tornam crível a possibilidade de alcançarem a vitória.

PMDB e PSDB são os partidos com o maior número de candidatos a governador competitivos, 12 para cada um deles. O PT vem em terceiro lugar, com nove. Mas o quarto do ranking, o PSB, é o que emerge como uma das novidades mais interessantes do mapeamento feito pelo Congresso em Foco das preferências para a sucessão nos estados.

Se as tendências até agora detectadas nas pesquisas se confirmarem nas urnas, o PSB sairá das eleições maior do que vai entrar. Em 2006, após as duas rodadas da votação, elegeu três governadores. Em 2010, tem grandes chances de sair do primeiro turno com três governadores eleitos e até cinco candidatos qualificados para participar do segundo round eleitoral…”

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COISAS DO BRASIL? Na Paraíba, todos são Dilma. Até o candidato apoiado por PSDB e DEM

Faz coisa de 10 dias  escrevi AQUI sobre a mixórdia que é a eleição no Pará. Lá, inimigos históricos e, do ponto de vista ideológico, inconciliáveis, como PT e DEM podem partir juntos para a disputa eleitoral de outubro. Inimaginável uma repetição, pensei cá com meus escassos cabelos do bestunto.

Me enganei. Hoje tuuuudo é possível, meeeesmo. Outro exemplo de falta de sutileza ideológica, para não dizer pragmatismo expúrio (sem fazer juízo de mérito, que nem mais vale a pena), vem da Paraíba. Confira só o que está acontecendo nessa valorosa província nordestina, através da reportagem de Adriano Ceolin, publicada no portal IG. A seguir:

Candidato apoiado pelo PSDB vai pedir votos para Dilma na Paraíba

Principais partidos que apoiam o tucano José Serra na disputa pelo Palácio do Planalto, o PSDB e o DEM formam na Paraíba uma aliança com o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho. Candidato ao governo pelo PSB, ele comporá uma chapa com Cássio Cunha Lima (PSDB) e Efraim Morais (DEM), que pretendem disputar o Senado.

Apesar de contar com o apoio de democratas e tucanos, Coutinho disse ao iG que sua candidata a presidente é Dilma Rousseff (PT). “Meu partido está bastante unido na condução e no apoio ao presidente Lula durante esses anos. Muito mais do que o PMDB”, disse o ex-prefeito. “Minha candidata é Dilma Rousseff.”

Na Paraíba, seu principal adversário é o peemedebista e atual governador, José Maranhão. Atualmente, ele tem o apoio do PT e, por conta disso, Coutinho resolveu se aliar ao DEM e ao PSDB. Porém, o ex-prefeito diz manter apoios no grupo petista liderado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB). “O meu diálogo com o PT não precisa de tradutor. Não precisa de intérprete. Nós falamos a mesma linguagem”, disse…”

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CONVENÇÕES (3). Dois nomes de Santa Maria na relação de candidatos do PSB

No Congresso do PSB, a confirmação dos candidatos, inclusive dois santa-marienses

Conforme a assessoria de comunicação do PSB, em nota publicada no sítio partidário, cerca de 1.500 pessoas participaram da convenção da sigla, ontem à tarde, em Porto Alegre. E elas selaram a aliança com o PT, o PC do B e o PPL, para o governo do Estado.

No encontro, os socialistas, por aclamação, confirmaram o nome de Beto Grill para ser o candidato a vice-governador na chapa que terá o petista Tarso Genro como concorrente ao Palácio Piratini.

Também foram homologadas as chapas proporcionais de deputado estadual e federal, em coligação com o PC do B. Ficou previamente acertada a possibilidade de aliança, no pleito parlamentar, com o PTC e o PR.

No que toca especificamente a Santa Maria, há dois nomes na relação de concorrentes ao parlamento. Um, Ronaldo Pippi, para a Câmara dos Deputados; outro, Sérgio Carvalho, à Assembléia Legislativa. A seguir, você confere a listagem completa de candidatos do PSB, no pleito proporcional:

CÂMARA DOS DEPUTADOS:

1.    Beto Albuquerque  Porto Alegre -  4040
2.    José Luiz Stédile-  Cachoeirinha -  4080
3.    Claudete Machado -  Itaqui -  4023
4.    Vicente Selistre - Campo Bom- 4050
5.    Alexandre Roso -  São Leopoldo -  4020
6.    Luiz Noé Souza Soares -  Cruz Alta -  4004
7.    Luis Trombetta -  Igrejinha -  4088
8.    Ronaldo Pippi -  Santa Maria -  4010
9.    Julinha -  Vale do Sol -  4030  
10. Ricardo Núncio -  Porto Alegre -  4012   
11. Gustavo Éboli -  Porto Alegre -  4011   
12.  Savinho -  Eldorado do Sul -  4089
13. Professora Bicca -  Eldorado do Sul - 
14. Rejane Muller -  Palameira das Missões -   

15. Nelmo Gonçalves -  Santana do Livramento - 4014
16. Marcelo Parmeggiani –  Pelotas  – 4070
17. Maria Nely Ferranti - Caxias do Sul -      
18. Jane Silveira de Miranda - São Lourenço do Sul 
19. João Ramos Filho (Bagalu) – Rio Grande -  4013
20.  Sandra Mara Rey Branco -  Rio Grande 

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:
1.    José Adamoli -  Caxias do sul -  40888
2.    Adriano Araujo  -  Sapucaia do Sul -  40210
3.    Ailtair Madruga Mendes -  Portão -  40193
4.    Airto Ferronato -  Porto Alegre -  40540
5.    Balbo Teixeira -  Porto Alegre -  40150
6.    Batista Conceição -  Santana do Livramento -  40000
7.    Gildo Silva -  Camaquã -  40567
8.    José Paladini (Catarina) -  Pelotas -  40040
9.    Fernando Bernal  -  Cachoeira do Sul -  40140
10.  Heitor Schuch – Santa Cruz Do Sul -  40125
11. Jair Rizzo -  Rio Grande –  40101
12.  Juliana Zalamena -  Tuparendi -  40102
13. Juliano da Rocha -  Porto Alegre -  40111
14. Flávio Vigilante -  Rio Grande -  40123
15. Marta Souza -  Porto Alegre -  40999
16. Miki Breier -  Cachoeirinha -  40400
17.   Paulinho Gracioli -  Porto Alegre - 40959
18. Roberto Nachtigall -  Porto Alegre -  40222
19.  Silvio Johan -  Novo Hamburgo -  40622
20.  Adão Rambor -  São Leopoldo -  40653
21.  Vereadora Cigana -  São Leopoldo -  40234
22.   Valdomiro Fioravante- Erechim - 40640
23.   Vanderlan Vasconselos -  Esteio-  40022
24.  Irani Coelho Fernandes -  Uruguaiana -  40800
25.  Busnello - Ijuí-  40444 
26.  Sérgio Carvalho -  Santa Maria -  40333
27. Zé do Brique -  Flores da Cunha -  40456
28. Adão Reginei dos Santos Carmargo -  Barros Cassal   
29. João Pedro Grill -  Cristal -  40678
30.   Gislaine Brum  – Itaqui – 40771
31. Maria Loreci Caus -  Ronda Alta  -  40440
32.  Cloraci Ramos -  Carazinho   
33. Ercilia Silveira -   Joia -   40240

34.  Gabriele Machado -  Passo Fundo -  40500 
35.  Roberta Vasquez -  Porto Alegre  
36  Kamila Bento –  Porto Alegre

SUGESTÃO ADICIONAL - confira AQUI outras notícias do PSB do Rio Grande do Sul.

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CONVENÇÕES. PSOL define Ruas candidato ao Piratini; PSB confirma Grill vice de Tarso

Duas convenções importantes movimentaram a sabatina, em Porto Alegre. De manhã foi o PSOL, que confirmou a candidatura do vereador Pedro Ruas, da capital, ao Governo do Estado. A vice, também da sigla, é Marliane Ferreira dos Santos, dirigente do CPERS Sindicato.

À tarde foi a vez de o PSB confirmar a coligação com o PT e indicando o nome de Beto Grill como o candidato a vice-governador. E também a aliança, no pleito proporcional (deputados estaduais e federais), com o PC do B.

Em alguns minutos, trago mais informações, inclusive com os nomes dos santa-marienses inscritos tanto pelo PSOL quanto pelo PSB, para concorrer em outubro.

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PELO PIRATINI. Com dupla Tarso/Grill formada, só falta nome do vice de Yeda

Com este sítio ANTECIPOU na manhã desta segunda (e também não foi difícil, nem o único, ressalte-se) a semana seria de definições das candidaturas competitivas ao Palácio Piratini. Aliás, e já foi no primeiro dia da semana que o principal ficou decidido. Repito: entre os que concorrem pra valer ao Governo do Estado – o que desde já descarta o petebista Luiz Lara (que deverá ser apoiado pelo DEM e, talvez, só por esta sigla).

Beto Grill, candidato a vice com Tarso

De todo modo, como era esperado, o PSB e o PC do B formalizaram sua intenção de aliar-se na disputa proporcional (tanto para deputado federal quanto estadual) e, ao mesmo tempo, confirmaram apoio, no pleito majoritário, ao candidato petista Tarso Genro. Mais que isso, já definiram o socialista Beto Grill, ex-prefeito de São Lourenço do Sul e Crista, como o vice da coligação. Ficou em aberto, ainda, uma das vagas ao Senado, a ser ocupada, provavelmente, por alguém do PSB ou do PC do B.

No outro campo, o do governismo, não sem algum nervosismo, e com a certeza que a decisão “de cima” (leia-se José Serra e o PSDB nacional) prevaleceu, PP e PSDB se acertaram no apoio a Yeda Crusius para um novo mandato à frente do Palácio Piratini.

A coligação se estenderá, também, no pleito para a Câmara dos Deputados, o que desgostou muitos tucanos. E não para a Assembléia Legislativa, em que cada um vai para um lado. Ainda falta uma ou outra reunião, mas apenas para formalizar a aliança.

Otomar Vivian, um possível vice de Yeda

Ah, e falta ainda uma definição relevantíssima: quem será o vice de Yeda. Há dois nomes postos, sem que se saiba, ainda, o ungido. Tanto pode ser o ex-deputado estadual, ex-prefeito de Caçapava do Sul, ex-presidente do IPE e ex-Chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. Ou, então, o deputado federal de vários mandatos, Vilson Covatti, que já colocou abertamente sua pretensão. Por ora, não se sabe qual o escolhido.

Desta forma, está mais que definido quem vai disputar, com chances de vitória, o voto dos gaúchos. De um lado, representando o governo, Yeda Crusius – seja quem for o vice. De outro, a candidatura híbrida (afinal o PMDB ainda mantém importantes postos no Executivo estadual) de José Fogaça, com o pedetista Pompeo de Mattos a secundá-lo.. E o terceiro pólo, claramente oposicionista, com Tarso Genro – agora vitaminado pelo PSB (de Beto Grill) e pelo PC do B.

E que venha a campanha, agora com absoluta nitidez.

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FLASH. Beto desiste da candidatura a governador. Resta saber quem apoiará. Se apoiará

Beto Albuquerque acaba de conceder entrevista coletiva, informando de sua desistência de concorrer ao Governo do Estado. Falou na companhia de dirigentes do PC do B, que era parceiro na empreitada que se dispunha a liderar.

Objetivamente, o deputado federal do PSB não conseguiu formar, em torno do nome dele, uma aliança minimamente consistente, do ponto de vista eleitoral. A decisão do PP (que, de resto, cá entre nós, era óbvia) de aderir ao barco capitaneado pela tucana Yeda Crusius apenas precipitou o anúncio.

Resta, agora, apenas uma única dúvida: quem o PSB (que, noves fora o discurso, é só Beto Albuquerque mesmo) vai apoiar, na disputa ao Palácio Piratini. Quanto ao deputado, já informou que concorre à reeleição.

Em relação ao PC do B, o caminho mais evidente – mas não ainda garantido – é a aliança com o PT. A conferir.

ELEIÇÕES 2010. Beto Albuquerque usa ‘twitter’ para se queixar das dificuldades para fechar aliança

É sabido até das pedras que o deputado federal Beto Albuquerque, do PSB, tenta, agora já com algum sinal de desespero (na interpretação claudemiriana), viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado. Diz que concorre mesmo sozinho – o que é muito difícil de acreditar. Mas aposta, ainda, numa aliança que reuniria PC do B e, especialmente, o Partido Progressista (PP).

São evidentes as diferenças ideológicas entre PSB e PP. Mas há a possibilidade (é o que defende Beto) de uma aliança em torno dos interesses maiores da gestão do Rio Grande. A opinião do sítio é a do senso comum, e nem vale a pena ficar repetindo. Então, acompanhe os movimentos de Beto, neste momento.

O deputado expõe, em tom de queixa (é a interpretação claudemiriana) em notas seguidas publicadas na rede social Twitter, perto do meio dia desta quarta-feira. As reproduzo, sem as abreviaturas (necessárias na rede, pela limitação de 140 toques por texto). E aí você tira tua própria conclusão. Confira, pela ordem de publicação:

1 -Na política do RS fácil é ficar nos extremos.Difícil é conciliar, fazer entendimento. Na mídia também tem mais chimango e maragato do que gaúcho.

2 -Não me venham com conversa mole sobre ideologias.Unir partidos diferentes é fazer gestão inteligente com prioridade aos interesses de todos

3 – Em Pernambuco, aliança PSB/PP iniciou ciclo de entendimento. Lá a economia cresceu 11,1% no trimestre. Aqui desceu 5,4. Governador Eduardo com 85% aprovação.

4 - PP está no Governo Lula. Competencia no Ministério das Cidades. Aproximação PP/PSB no RS faz sair do armário gente de discurso ultrapassado. Ideolodia do conflito.

5 – Em Canoas toda mídia elogiou – PSB também – a aliança do PT com PP. Visão moderna, e ousada de governar. Agora os mesmos atacam aliança PSB/PP.”

PARA FECHAR: E daí, o que você acha? Faça seu comentário, se desejar.

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DESEMBARQUE. Candidatura de Ciro nas últimas. PSB deverá convencê-lo a largar

Ciro Gomes: saindo do jogo eleitoral

Não se trata de tarefa fácil, por certo. Mas a cúpula (e boa parte do partido como um todo) do PSB se deu conta (se é que já não havia sido convencido disso antes) que é inviável política e talvez economicamente (quem pagaria a conta) sustentar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República.

Agora, há um esforço no sentido de, primeiro, convencê-lo disso. E, segundo, fazer com que o partido, e o próprio Ciro, não saia mal da história. Ah, o PSB deve mesmo embarcar na nau dilmista, em outubro. Sobre isso, confira reportagem publicada n’O Estado de São Paulo. O texto é de Eugênia Lopes, com foto de Ivaldo Cavalcante, da Agência Câmara de Notícias. A seguir:

PSB começa a negociar retirada de Ciro

… A cúpula do PSB começa hoje (ontem) as negociações para a retirada da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes da corrida presidencial. A pretexto de participar de comemoração pelos 50 anos de Brasília, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, deve desembarcar na capital para um conversa com Ciro.

Daqui a uma semana, dia 27, a Executiva Nacional do PSB pretende bater o martelo sobre a candidatura de Ciro à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Na contabilidade do PSB, a renúncia de Ciro pode virar moeda de troca na negociação com o PT em alguns estados.

“Temos de atender o apelo do Ciro e resolver logo isso. Existem vários diretórios do partido nos Estados que estão parados à espera de uma solução”, afirmou o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. A candidatura de Ciro, que já dividia o partido, perdeu força nos últimos dias após nota do deputado pressionando o PSB a decidir seu futuro. A avaliação de parte da cúpula do partido é que a nota de Ciro foi “grosseira” e “deselegante”.

Amaral negou, porém, que o partido esteja “negociando” com o PT a retirada da candidatura de Ciro Gomes, em troca do apoio de petistas em alguns Estados. “Não existe isso. Até porque o PT tem muito pouco a oferecer hoje ao PSB”, disse…

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E O CIRO GOMES? Candidatura dele é desconstituída por seu próprio partido, PSB

A última pesquisa disponível aponta que até o eleitorado, aparentemente, já percebeu que a candidatura Ciro Gomes está naufragando, para dizer o mínimo. O percentual de intenção de votos, que beira os 10%, está caindo – e ele estaria em quarto lugar, atrás de Marina Silva, do PV.

Mas, é a pergunta, como sustentar uma pretensão, se o próprio PSB, partido do “candidato” não acredita nisso? A propósito, bastante elucidativo é o texto publicado pelo jornalista Cristian Klein, na coluna “Coisas da Política”, do Jornal do Brasil. Confira:

A desidratação de Ciro Gomes

Mais do que confirmar a recuperação de José Serra a seu patamar do fim do ano passado (38%) e a consolidação do crescimento de Dilma Rousseff (28%), o dado mais relevante da pesquisa do Datafolha, divulgada no fim de semana, foi a queda de Ciro Gomes para a quarta colocação na corrida presidencial. Ciro, com 9%, foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Marina Silva (10%), o que deve definitivamente sepultar seus planos de emplacar uma candidatura da base governista alternativa à da ex-ministra da Casa Civil. Uma eleição com ou sem Ciro, pelo seu comportamento imprevisível, faz diferença.

Os números que minam a candidatura de Ciro não são os revelados isoladamente por esta pesquisa, pois a diferença é pequena e está dentro da margem de erro. Ciro Gomes ainda pode estar na terceira posição. Mas o que importa é a queda consistente, a tendência à desidratação. A preferência por seu nome caiu progressivamente de 13%, para 12%, 11% e 10%, nos últimos quatro levantamentos. É verdade também que, estatisticamente, os 13% da primeira pesquisa, devido à margem de erro de dois pontos percentuais, poderiam ser, na verdade, 11%, enquanto o da última, 12%, num panorama de quase estabilidade. Mas a imagem que prevalece é a linha de queda. Ao mesmo tempo, a…”

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PSB COM DILMA? Se a resposta for sim, fica inviabilizada a candidatura de Beto Albuquerque

Decisão nacional complica (ou inviabiliza?) candidatura de Beto, no Rio Grande

Obviamente, o título desta nota é uma opinião do repórter. Quem quiser discordar, fique à vontade. Mas, pensa comigo: se Beto Albuquerque não conseguir o PP, que deve apoiar Yeda Crusius, nem o PC do B, que tende a fechar com Tarso Genro (inclusive por imposição da direção nacional da sigla, que está com Dilma Rousseff), qual o único trunfo do eventual candidato do PSB ao governo do Rio Grande? Este mesmo, a presença de Ciro Gomes e seus prováveis 10% de popularidade como concorrente ao Palácio do Planalto.

Agora, vamos à hipótese de o PSB apoiar Dilma e, portanto, retirar Ciro da disputa. O que sobrará a Beto? Só o próprio deputado poderá dizer, mas é certo que não será a candidatura isolada ao Palácio Piratini. E existe mesmo a hipótese de o PSB aderir à candidata da Lula? Confira, a propósito, a reportagem de Raquel Ulhôa, originalmente publicada no jornal Valor Econômico e reproduzida no portal de Luis Nassif. A seguir:

PSB tende a fechar aliança com Dilma

A direção do PSB deve marcar para a próxima semana reunião com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) com o objetivo de tomar uma decisão sobre sua pré-candidatura à Presidência. Embora setores do partido estejam irritados com o PT e com a ex-ministra Dilma Rousseff, a tendência dos socialistas é fazer uma aliança com a petista.

Dirigentes do PSB tiveram ontem (quarta) uma conversa informal sobre o assunto. O senador Renato Casagrande (ES), secretário-geral do partido, defende pressa na decisão sobre o lançamento ou não da candidatura própria. Casagrande é defensor da tese da candidatura própria, acreditando que fortaleceria o PSB.

A maior parte da direção da legenda, no entanto, avalia que a candidatura de Ciro não se viabilizou politicamente e que o partido não tem outro caminho senão a coligação nacional com o PT. Um pré-candidato do PSB a governador admite estar “angustiado”, porque a incerteza com relação à eleição nacional dificulta a costura da aliança local.

Ciro não tem ido a Brasília nem tem mantido contato com a direção do PSB. Tem ficado principalmente em Fortaleza, São Paulo ou no Rio de Janeiro, sem agenda política. A interlocutores, tem dito que vai acatar a decisão do seu partido. Não vai forçar sua aceitação como candidato…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens e artigos produzidos e/ou comentados pelo jornalista Luis Nassif.

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ELEIÇÕES 2010. Não demora, e o que sobrará a Ciro Gomes é voltar ao Ceará

Ciro: não obstante o discurso, futuro eleitoral ainda sem definição

O PSB, em nível nacional, a qualquer momento vai rifar a candidatura Ciro Gomes à Presidência da República. Por várias razões. A menor delas talvez seja o índice obtido nas pesquisas – embora estável desde sempre, 12% ou 13% sempre são 12% ou 13%. E a maior é a dificuldade de formar uma aliança que permita, or exemplo,maior tempo de propaganda eletrônica. Todos os potenciais aliados já estão com Dilma Rousseff.

Então, o que fará Ciro – que não será também candidato a governador de São Paulo, como alguns imaginavam ser a idéia de Lula? Ele diz que ainda é candidato a Presidente. Este (nem sempre) repórter palpita que lhe será dado um lugar na coordenação da campanha da petista (com a promessa de virar ministro em 2011). É isso. Ou o retorno ao Ceará.

De todo modo, do ponto de vista da mídia, o que vale é a palavra do deputado. E ela foi dita mais uma vez em entrevista à TV Brasil, e que virou reportagem distribuída pela Agência Brasil. O texto é de Pedro Peduzzi, com foto de Marcello Casal Jr. Confira:

“Sou candidato a presidente, não a vice”, diz Ciro Gomes

O deputado Ciro Gomes (PSB/CE) afirmou hoje (quarta, 24) que não abrirá mão da disputa pelo Palácio do Planalto neste ano mesmo na hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convidar para ser vice na chapa da petista Dilma Rousseff. “Sou candidato a presidente, não a vice”, disse, em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil

…Ciro afirmou também que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu continua atuando nos bastidores das próximas eleições e que, inclusive, tem ameaçado alguns governadores – entre eles, seu irmão Cid Gomes, do Ceará – caso não apóiem a candidatura de Dilma Rousseff. Ele ainda criticou a forma como o Partido dos Trabalhadores trata seus aliados. José Dirceu não quis comentar as afirmações de Ciro Gomes.  

Durante quase uma hora de entrevista à TV Brasil, Ciro criticou tucanos e petistas e apresentou as mudanças que faria, caso fosse eleito, principalmente na condução da economia.  “Sou um aliado do PT. Agora, sou um aliado que exige respeito. O PT está acostumado a…”

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NO RIO GRANDE. Não fossem Beto e o PP, quadro para o Piratini estaria completo

Vamos combinar uma coisa, para começar: o PSB, no Rio Grande do Sul, é Beto Albuquerque. Sem ele, o partido se demilingue. Certo? Então, se ele quiser ser candidato viável ao governo do Estado, terá que minimamente se arranjar numa aliança que tenha uma sigla forte na parceria. O PP parece ser o alvo. Parece. Se não der, vira apenas uma aventura do PSB, e do próprio Beto.

Yeda em SM, anunciando início de obras do Hospital Regional: ato de governo e, também, pré-campanha

E aí chegamos ao Partido Progressista. Com uma grande nominata de candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembléia Legislativa. Com potencial de votos fantástico. E sem nome para o governo do Estado. Louco (embora uma minoria gostaria de “casar” com Beto)  para aderir a Yeda Crusius e ao PSDB – que terá, porém, que ceder-lhe a coligação proporcional. É o problema. Único. Indivisível.

E estão aí as únicas indefinições do pleito para o Palácio Piratini. O resto é acessório – considerando-se as candidaturas postas de Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB), cada qual com seus parceiros mais ou menos acordados (o PDT com Fogaça, por exemplo) e o PTB de Luiz Lara, que corre por fora e se fortalece para… 2012, 2014.

Um dos imbróglios era a pouca receptividade interna em nível nacional de Yeda e seu PSDB. Mas isso, aparentemente, está resolvido e ela já entrou no jogo – como mostrou em visita recente a Santa Maria. Quem conta melhor sobre tudo isso, e especialmente a questão tucana, é o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Vale a pena conferir, com a foto de Paula Fiori, da assessoria de imprensa do Palácio Piratini. A seguir:

Sem Fogaça, PSDB endossa ‘recandidatura” de Yeda

A direção nacional do PSDB decidiu encampar a candidatura reeleitoral da governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. Ela dividirá o palanque gaúcho com o virtual presidenciável da oposição, o também tucano José Serra.

A decisão foi tomada há dois dias, numa reunião reservada ocorrida em Porto Alegre. Participaram, além de Yeda, três dirigentes do PSDB federal. São eles: Sérgio Guerra (PE) e Marisa Serrano (MS), respectivamente presidente e vice-presidente da legenda; e Rodrigo de Castro, secretário-geral. “A governadora está demonstrando que tem todas as condições de disputar a eleição”, disse ao blog o senador Sérgio Guerra. 

Na última pesquisa feita pelo Datafolha, em dezembro do ano passado, Yeda era a lanterninha da disputa, com 5% das intenções de voto. Às voltas com uma gestão tisnada por escândalos, a governadora estava atrás até mesmo do deputado Beto Albuquerque (PSB) – 5% no Datafolha…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo.

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NO ENTANTO. Gente do próprio PSB, e de uma penca de partidos, quer que Ciro desista

4, fevereiro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Márcio França, que também é do PSB, articula desistência do companheiro

O deputado federal Ciro Gomes, eleito pelo Ceará (com, hoje, domicílio eleitoral em São Paulo), como se sabe é do PSB. E também pretende, e assim se colocou de longa data, candidatar-se à Presidência da República. Pretendia, inclusive para dar maior viabilidade à sua postulação, contar com o apoio de outros partidos médios, especialmente PDT e PC do B.

Pois, agora, ainda que mantenha sua pretensão (leia nota imediatamente anterior a essa, abaixo), tem parceiros dele, no próprio PSB, e em várias outras siglas, se reunindo exatamente para tentar fazer com que ele mude de idéia. E agora? Quem conta mais sobre isso é o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo e do portal Universo Online. A foto é de Luiz Xavier, da Agência Câmara de Notícias. Confira:

9 partidos se unem para pressionar Ciro a desistir

Na próxima quinta-feira (11.jan.2010), representantes de 9 partidos, entre eles PT, PSB, PC do B e PDT, terão um encontro com Ciro Gomes para um café da manhã em Brasília. Objetivo: pedir a Ciro que desista de concorrer a presidente e aceite disputar o governo de São Paulo.

“Queremos que ele sinta o tamanho da articulação que se une em volta dele em São Paulo”, disse o deputado Marcio França (PSB-SP), que trabalha na articulação da reunião. “A vantagem deles [PSDB e coligados] é que sempre saem unidos e nós sempre saímos divididos. É difícil vencer assim [em São Paulo]”, explicou o deputado.

A candidatura de Ciro à Presidência tem incomodado o governo que insiste na tese de uma eleição polarizada, com disputa plebiscitária entre PT e PSDB. A pressão continuou mesmo depois das pesquisas que apontaram ser maior o crescimento da ministra Dilma Rousseff no cenário em que Ciro está na disputa (aqui). Para o PSB, partido de Ciro Gomes, sua candidatura embola o meio de campo das alianças nos Estados, isolando o partido, que se obriga a deixar o pacto com o PT de Dilma…”

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ELEIÇÕES 2010 (2). Pelo sim, pelo não, PT já trata deputado do PSB como adversário

18, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários
Dutra e os movimentos do deputado do PSB: “e no Ceará, é diferente?”

Dutra e os movimentos do deputado do PSB: “e no Ceará, é diferente?”

Como você leu na nota anterior, imediatamente abaixo, o PSB estaria disposto a, sim, patrocinar a candidatura do deputado federal Ciro Gomes, do Ceará, à Presidência da República – e assim desistindo de lançá-lo para tentar o governo de São Paulo, para onde transferiu seu título de eleitor.

Alguns sinais de que isso pode mesmo ocorrer estão sendo dados pelo próprio parlamentar, que tem criticado com alguma insistência o PT e o PMDB, as siglas que articulam uma aliança em torno da ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Esse movimento, porém, aparentemente é percebido pelos petistas. E a resposta vem, como você pode conferir em reportagem publicada na versão online da Folha de São Paulo. A foto é de Valter Campanato, da Agência Brasil. A seguir:

PT e PMDB tentam isolar ataques de Ciro Gomes

O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, ironizou o pré-candidato do PSB a presidente, Ciro Gomes, que atacou a aliança entre PT e PMDB e disse estar “em crescente desacordo com o governo”.

“O Ciro está tentando se diferenciar. Só não entendo por que o PMDB nacional é ruim, mas o do Ceará, que apoia o irmão de Ciro [o governador Cid Gomes], é bom”, disse.

No PMDB, os ataques de Ciro foram interpretados como uma demonstração de que o ex-ministro e deputado não desistiu de disputar a Presidência…”

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ELEIÇÕES 2010. Então, Ciro será mesmo candidato a presidente? Há quem diga que sim

18, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários
Ciro e a missão: vitaminar a representação do partido na Câmara

Ciro e a missão: vitaminar a representação do partido na Câmara

A fonte não é identificada, mas isso não quer dizer que não seja verdade. O fato é que o jornalista (dos melhores, aliás) Ilimar Franco, do jornal O Globo, está informando que a decisão do PSB é, mesmo, concorrer à Presidência da República. Seu candidato será esse mesmo que você está pensando e é citado à exaustão a um monte de tempo: o ex-governador cearense e atual deputado federal, Ciro Gomes.

Há, a se confirmar a notícia, um reflexo no Rio Grande do Sul. Aqui, ao mesmo tempo em que vitaminaria a possível candidatura ao Piratini do deputado Beto Albuquerque, também garantiria um palanque gaúcho a Ciro.

De todo modo, não é o Rio Grande, exatamente, o foco desta disposição anotada pelo repórter d’O Globo. E o que é, então? Confira você mesmo, no texto que reproduzo abaixo, com foto de José Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

Ciro candidato

Já não há mais divergência: o PSB fechou a favor da candidatura de Ciro Gomes à Presidência. A candidatura é considerada estratégica para ampliar a bancada socialista na Câmara dos Deputados. E vista como fundamental para sustentar seus candidatos aos governos estaduais. O PSB quer ser protagonista, não se conforma com o papel de satélite do PT. Alegam ainda que Ciro larga com 15% de intenções de voto.”

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos publicados e/ou comentados pelo jornalista Ricardo Noblat.

 

 

ELEIÇÕES 2010. Governistas articulam “cerco” ao PSDB em São Paulo. Ciro seria candidato contra tucanos

10, novembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários
Ciro Gomes, do PSB, é o nome escolhido para enfrentar os tucanos. PT concordaria. É?!

Ciro Gomes, do PSB, é o nome escolhido para enfrentar os tucanos. PT concordaria. É?!

Vontade, vontade é uma coisa. Realidade é outra coisa. Isso em qualquer situação do cotidiano. Agora, imagine na política. Trocando em miúdos: é muito complicado acreditar na possibilidade de uma candidatura única de todos os partidos vinculados ao governo federal, para enfrentar o nome a ser lançado pelo PSDB ao governo de São Paulo. Tudo para tentar atingir um alvo e, certamente, acertar noutro. A tentativa é vencer o tucanato; a certeza é a criação de um palanque forte para a candidata governista à Presidência da República.

O brabo é acreditar que seja possível, primeiro, unir um batalhão de siglas (PT, PC do B, PSB, PDT, PSL, PSC, PRB, PTN e PPL – que estariam em princípio acordados – e também PP, PR e PTB). E, segundo, na hora de escolher o candidato, que seria Ciro Gomes, do PSB, todos concordarem. Mas o pessoal está buscando isso, sem o PMDB que, em território bandeirante é controlado pelo “serrista” Orestes Quércia.

Mais detalhes sobre essa inusitada articulação você encontra em reportagem do jornal O Globo, com texto de Adauri Antunes Barbosa, parcialmente reproduzida por Ricardo Noblat, em sua página na internet. A foto é de José Cruz, da Agência Brasil. A seguir:

Partidos se unem contra PSDB em SP

Ciro é cogitado para representar frente; PT teria aberto mão da cabeça de chapa

Dirigentes de nove partidos, a maioria de oposição ao governo tucano de São Paulo, se reuniram ontem e definiram estratégias para a construção de uma candidatura única à sucessão do governador José Serra (PSDB). Embora o nome do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não tenha sido escolhido, essa frente caminha para o entendimento em torno de seu nome, conforme estratégia traçada pelo presidente Lula.

- Mais importante que fecharmos um nome é buscarmos a unidade entre as forças democráticas e populares de São Paulo – disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini. Da reunião, na sede do PDT, participaram dirigentes de…”

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