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Textos com Etiquetas ‘Observatório’

COLUNA OBSERVATÓRIO. Assessores e subsídios dos vereadores, uma antiga discussão

Não custa lembrar

Em 20 de outubro de 2002:

“* Tem vereador reclamando do valor dos subsídios, que estariam muito baixos. A pedido de um deles, há duas semanas, o assunto foi discutido, em reunião a portas fechadas, pelos 21 parlamentares.

* Já se sabe que, no encontro, pelo menos um vereador defendeu o retorno das Coordenadorias de Bancada e um assessor a mais por gabinete contratado através de estágio.

* Os recursos gastos com os dois assessores da estrutura atual seriam realocados para permitir a presença do terceiro. E as coordenadorias extintas  garantiram pelo menos um cargo a mais por partido.”

Hoje:

As notas da seção Luneta foram publicadas há exata uma década. De lá para cá, muita coisa mudou. Inclusive as coordenadorias continuaram extintas. Mas o número de assessores se ampliou. Ah, e o de vereadores se reduziu para 14 no meio do caminho. E volta a se ampliar agora.

O subsídio era, acredite, R$ 2,4 mil. E, claro, se pretendia ganhar mais. E até, naquele momento, não havia algumas vantagens de hoje. Mas até se fazia (bem ao contrário do nada atual) debate político. Se bem que os indefectíveis requerimentos para serviços da prefeitura também eram comuns.

COLUNA OBSERVATÓRIO. E os soldados do 7° RI vão à Guerra do Contestado

Isso é história!

1914, 13 de março – O 7º Regimento de Infantaria marcha para Santa Catarina, a fim de participar das operações militares chamadas do Contestado.

16 de maio - O 7° RI toma parte destacada no assalto ao reduto de Santao Antônio, custando-lhe 4 mortos e 2 feridos.

18 de maio - O 7° RI sofre um forte ataque dos “fanáticos”, tendo 4 mortos e 8 feridos, entre estes o 1° tem. Antônio Mena Gonçalves e o 2° dito Zopiro Ourique.

7 de junho - Regressa o 7° Regimento de Infantaria da campanha contra os “fanáticos” do Contestado.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTA DO EDITOR:

1) A “Guerra do Contestado”, da qual os militares baseados em Santa Maria participaram por quatro meses, é um dos grandes episódios históricos catarinenses;

2) O 7° Regimento de Infantaria se transformaria, mais tarde, em 7° Batalhão de Infantaria Blindada (BIB). Transferido para Santa Cruz do Sul, o quartel santa-mariense (no final da rua Dr Bozano) abriga hoje a 6ª Brigada de Infantaria Blindada.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Secretariado e o significado das soluções caseiras de Schirmer

É verdade que o prefeito tentou. Mas não levou. E, assim, sem a irmã Lourdes Dill, que preferiu continuar no mesmo lugar (no Projeto Esperança), Cezar Schirmer nomeou Ione Pinheiro de Lemos para a pasta de Assistência Social.

Assim, está fechado (ao menos até que o PSDB se decida em relação à candidatura de Pozzobom) o primeiro escalão para terminar o mandato, que o peemedebista pretende renovar em outubro.

Não se percebe, exatamente, frustração – com a negativa da líder da economia solidária. Havia até quem, no governo, olhava de través para a possibilidade de conviver com ela. Então, fica o dito pelo não dito e, pelo menos até o final do ano, a aposta do comando político da comuna foi mesmo em gente da casa.

De todo o episódio, o que se pode extrair? Que o prefeito será conservador. E nem poderá ser diferente, na medida em que a legislação está a espreita, e não pode ser desconsiderada nesses próximos cinco meses e meio, até a eleição. É momento de manutenção. E bons serviços prestados. Afinal, a memória do cidadão/eleitor e, ensina a história, é muito boa para fatos recentes.

O time que vai controlar isso foi escalado. Sem invenções. A única coisa que Schirmer espera, nos próximos meses, é que ninguém faça besteira. Já estará de bom tamanho, na avaliação dos gabinetes principais do Palacete da SUCV.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Saiba a data em que PP e PMDB registrarão em cartório o seu apoio futuro ao PDT

ESQUEÇA - É mais fácil galinha criar dente ou fevereiro ter 30 dias, do que os presidentes do PP (Erony Paniz) e PMDB (Robson Zinn) registrarem em cartório, como o PDT teria pedido, comprometimento com pleitos futuros.

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 21 de abril

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 21/22 de abril.

Confira:

1. O NÃO DITO. A coluna avalia as decorrências imediatas da perda da montadora chinesa para Camaquã. E, sobretudo, as consequências havidas. E as necessárias.

2. A ESPERANÇA… O PMDB e Schirmer ainda não desistiram de contar, ao seu lado, com o PSDB e Jorge Pozzobom. E têm, até, uma estratégia. Saiba qual.

3. SOLUÇÕES CASEIRAS. O significado das mudanças no secretariado, agora que ficou completo, depois que a Irmã Lourdes recusou o convite para participar dele.

4. QUE TAL?! Observatório anuncia a data em que Erony Paniz (PP) e Robson Zinn (PMDB) assinarão documento e registrarão em cartório, através do qual confirmam apoio a pretensões futuras do PDT.

5. EM DEZEMBRO.  Na seção“Luneta”, com exatas 13 notas, na quase totalidade exclusivas, há três que tratam do pleito das entidades empresariais, que não querem saber de vestibular da UFSM em dezembro.

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 21 de abril.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. PSDB e Jorge Pozzobom esticam a corda. Que vai arrebentar

O deputado só assume a candidatura em maio. Enquanto isso, o PSDB…

Em condições, digamos, normais não chamaria a atenção. Em países em que a democracia vigora há mais tempo, especialmente as parlamentaristas, o fato seria considerado aceitável. Se foram todos eleitos por quatro anos, por que não permanecer assim, mesmo que, a seis meses de uma nova eleição, parte do grupo parte para uma nova aliança?

É. Mas aqui é Brasil. E Santa Maria é Brasil. Portanto, não funciona desse jeito. Quem, no fim do caminho, muda de ideia, é sacado. Bem, pelo menos não funcionava. O PSDB está subvertendo essa ordem das coisas. É isso ou está dando um passo maior que suas próprias pernas, politicamente falando.

Explica-se. O deputado estadual Jorge Pozzobom, de um lado, dá toda a pinta que vai concorrer a prefeito. Aliás, se não fizer isso, ficará sem discurso para apoiar o prefeito Cezar Schirmer (seria a única alternativa adicional) e se afastará da campanha, cuidando, no máximo, dos concorrentes tucanos à vereança.

De outro lado, a Executiva do partido pleiteia, e consegue, a ampliação de espaços no governo ao qual, inevitavelmente (na hipótese da candidatura de Pozzobom), se oporá dentro de no máximo três meses.

Quer dizer, então, que Schirmer manterá o povo tucano todo ao seu lado até o final do governo, com ou sem a candidatura do PSDB à Prefeitura? Difícil acreditar. O certo, ou pelo menos é o que parece ao colunista, é que o tucanato em geral e Pozzobom em particular estão esticando a corda. Isto é, testa a paciência do PMDB e de Schirmer. Para ver no que vai dar.

Certeza claudemiriana: a corda vai arrebentar. Dúvida claudemiriana: para que lado?

COLUNA OBSERVATÓRIO. Schirmer tentou o que parecia impossível. E era, mesmo

O convite do prefeito Cezar Schirmer à Irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança, para que assumisse a secretaria de Assistência Social, surpreendeu meio mundo. Mais surpreendente seria se ela aceitasse. Houve gente muito boa, no entanto, que já entendeu extraordinário o fato de a religiosa não dar uma resposta negativa imediatamente.

Mas o fato é que o que parecia impossível foi mesmo impossível. Identificada claramente com parcela bem definida na comunidade, a da economia solidária, e que, corretamente ou não, sempre foi refratária a Schirmer, ideologicamente, não havia como Irmã Lourdes aceitar. Ainda que, eventualmente, quisesse. O que nem foi o caso, segundo consta.

De todo modo, ninguém pode dizer que o prefeito deixou de tentar. Ele foi atrás. E não levou. Como, percebe-se agora, era o óbvio. Ficou no ar, porém, a sensação de que Schirmer agiu orientado pela convicção de que, certo ou errado, não é exatamente identificado com os mais pobres da comuna. Muito pelo contrário. Ele precisa resolver isso, de preferência antes de outubro. Nesse sentido, a Irmã Lourdes seria o melhor dos escudos. Se aceitasse.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Os partidos minúsculos e o leilão do espaço de rádio e TV

Luneta

A falta de um não imediato da Irmã Lourdes Dill, ao convite feito pelo prefeito Cezar Schirmer, para que integrasse o secretariado deixou muita gente boa pra lá de nervosa.

Mais: houve quem estimulasse a ideia, por enquanto estapafúrdia, de uma união PT/PMDB em algum momento próximo.

Só esqueceram do óbvio: embora identificada com setores mais à esquerda, a religiosa não tem filiação partidária. E já recusou convite semelhante feito pelo então prefeito Valdeci Oliveira.

Pessoal do PSD anda meio brabo com o colunista. Ora, dados sobre número de filiados são da Justiça Eleitoral. E não há filiações retroativas – ao menos não para concorrer em outubro. Ponto.

Aguarde: nos próximos dois meses acontece o leilão de espaço no rádio e na televisão. Partidos minúsculos (em Santa Maria) sendo procurados pelos grandões. Tudo por 30 segundos.

Mas o que vão pedir essas agremiações raquíticas em filiados ou mesmo simples militantes? No máximo uma vaga na chapa proporcional. E um CC em caso de vitória.

Humildade (falsa ou não) do deputado Tiririca, que desistiu de concorrer a prefeito de São Paulo, bem que poderia fazer escola.

Sim, é bom estar preparado. Ao lado de ótimos candidatos à vereança, já há algumas nulidades pedindo voto por aqui. Pensa um pouquinho, e recusa o teu. Reclamar depois não adianta.

É muito difícil encontrar um professor na UFSM que acredite na viabilidade de uma greve da categoria, em maio. Por mais que motivos existam.

Dois ministros numa única semana. Sim, aconteceu, e mostra prestígio da cidade. Um, Marco Antonio Raupp (Turismo), por conta da UFSM. Outro, Gastão Vieira (Turismo), mérito da Prefeitura.

Regra pré-eleitoral: não tomar decisões que possam contrariar interesses. Por mínimos que sejam, eles significam votos. Creia, essa norma será seguida a risca. É melhor ir se acostumando.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Briga entre prefeito e seu vice, uma tradição quebrada. Será?

Não custa lembrar

Seria má idéia? Outro dia, com pelo menos quatro testemunhas, um político afirmou, a propósito da “maldição dos vices”, muito característica de Santa Maria: “vou propor uma mudança na legislação eleitoral que vai resolver a questão. Quem sabe faz-se duas eleições, uma a prefeito, outra a vice”. Observatório ressalta que o tom usado oscilava entre o sério e o brincando.”

Hoje:

Publicada há 11 anos e meio, a nota é do tempo em que se contava sucessão de vices que incomodavam ou não se acertavam com os prefeitos. Aparentemente, a tradição se quebrou com Valdeci Oliveira. Não há notícia de desinteligências entre ele e Paulo Pimenta e Werner Rempel, nos dois mandatos. Como também não se nota no governo de Cezar Schirmer, em relação ao vice, José Farret.

COLUNA OBSERVATÓRIO. A crise da charqueada e a renúncia do intendente municipal

Isso é história!

1914, 1° de abril – Juvenal Dias da Costa, proprietário do Saladero da Serra, consegue licença do governo do Estado para continuar o funcionamento de sua charqueada, determinando grave crise administrativa em Santa Maria. Por julgar incômoda à população, o intendente Viterbo havia conseguido impedir o funcionamento da referida charqueada, que ficava junto à hoje denominada Vila da Lata, atrás do quartel do 7° RI, mediante laudo condenatório de médicos locais e da Higiene do Estado. O proprietário recorre da decisão do intendente ao presidente do Estado, dr. Borges de Medeiros, que lhe dá ganho de causa, graças à intervenção da velha e insidiosa politicalha santa-mariense, sempre a postos para prejudicar a ação dos bem intencionados, como era o dr. Viterbo.

4 de abril - Sendindo-se incompatibilizado para continuar no exercício do cargo, o intendente cap. Dr. Manoel Viterbo de Carvalho e Silva convoca extraordinariamente o Conselho Municipal e resigna, privando Santa Maria de uma de suas mais brilhantes administrações, que, entre outros empreendimentos, já levava avançada a solução do grave problema da falta de serviços de água e esgotos.

No mesmo momento, é nomeado vice-intendente Jerônimo da Costa Gomes, que assume o cargo imediatamente.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O jogo eleitoral do PDT e as reuniões feitas pelo partido

Estava prevista para a noite desta sexta-feira, na Câmara, reunião de militantes do PDT. E com a presença do presidente estadual da sigla, Romildo Bolzan Jr. O tema? Eleições, claro, e seus variados aspectos.

Há curiosidade para saber dos movimentos pedetistas em Santa Maria. Isso, apesar de toda a aparência (há quem diga, inclusive, que não haveria outra opção melhor, nas circunstâncias) de que a agremiação já fechou com o PMDB de Cezar Schirmer, a quem serviu durante quatro anos, inclusive com secretaria, no último ano. Já teria, mesmo, desistido (se é que pensou nisso, seriamente) de pleitear a candidatura a vice.

No entanto, um dirigente do partido informou ao colunista haver conversas com outras siglas, tendo sido citadas, especificamente, três: PSDB, DEM e PSB. Até evidências em contrário, todas, exceto a última, do mesmo bloco governista eleito há quatro anos. Bueno, o que isso pode significar? Nada, num primeiro momento. No entanto…

COLUNA OBSERVATÓRIO. Praga da inconstitucionalidade não é privilégio de Santa Maria

É NACIONAL - STF dá conta: nos últimos 20 anos, oito em 10 leis questionadas são inconstitucionais. Nota-se, portanto, que a Câmara de Santa Maria não está sozinha, ao propor leis que mais adiante serão anuladas.

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 14 de abril

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 14/15 de abril.

Confira:

1. CORDA ESTICADA. A coluna analisa as relações do PSDB e Jorge Pozzobom com a prefeitura e Cezar Schirmer. E o que disso decorre.

2. JOGO DO PDT. As reuniões do partido do Dr Leonel com outros partidos, nem todos da base do governo Schirmer. E as possíveis intenções. E consequências.

3. O QUE PARECIA, É. A recusa da Irmã Lourdes Dill ao convite do prefeito, para compor no secretariado.

4. INCONSTITUCIONAIS. A quantidade de leis, aprovadas pelos mais diversos parlamentos brasileiros, e a opinião (em decisões de última instância) do Supremo Tribunal Federal.

5. EXEMPLO.  Na seção“Luneta”,  com exata uma dúzia de notas, pelo menos duas tratam da decisão de Tiririca, que não concorre mais a prefeito de São Paulo, e as consequências possíveis (ou queridas) em Santa Maria.

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 14 de abril.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Conheça os (grandes) prejuízos para a campanha de Schirmer

Pozzobom e Helen em parceria na campanha? Schirmistas desconfiam

A coluna já tratou do assunto, mas é apropriado e atualizado. Cezar Schirmer e seus aliados mais próximos fazem o possível e o impossível para fazer de Jorge Pozzobom um aliado, e não adversário. A principal (e óbvia) razão alegada é a minimização dos riscos. Ora, embora favorito, quanto menos trabalho e recursos forem dispendidos, melhor, acreditam os estrategistas da recandidatura Schirmer/Farret.

Apesar desses esforços, porém, a cada dia que passa mais cresce a convicção de que o tucano vai mesmo para o confronto. Porque quer vencer, claro, mas também porque percebeu o óbvio: mesmo perdendo, ganha. Em tempo de campanha para deputado (estadual ou federal, a decisão será mais adiante) e acúmulo de intenções de voto.

Não há notícia de concorrente a prefeito que tenha reduzido sua votação, em pleito posterior para deputado. Os exemplos mais recentes vão no sentido oposto. São exatamente Cezar Schirmer e Paulo Pimenta, que ampliaram sensivelmente suas votações em Santa Maria para a Câmara dos Deputados, logo após terem disputado (e perdido) a prefeitura em 2004 e 2008.

Mas, e os grandes prejuízos, além do genérico aumento de trabalho e recursos? São dois. Um é a redução do tempo de rádio e televisão (que não é pequeno, no PSDB) e a perda de preciosos minutos exatamente para o tucano. Outro é meio surrealista. O que não quer dizer inexistente. Seria uma união “invisível” e, em outras circunstâncias, improvável entre PSDB e PT. Sim, tanto Pozzobom quanto a petista Helen Cabral teriam Schirmer como o maior adversário. E, portanto, se “poupariam” um ao outro, centrando “fogo” no atual prefeito. Desprezível? Não para PMDB, PP e outros partidos governistas, que lutam, e muito, para evitar esse quadro.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Por enquanto, o cacife de Mortari, para coligações, é baixo

Luneta

A Agência de Desenvolvimento está fechando o primeiro ano de existência. É hora de balanço. E não há queixas, segundo todos que acompanham o trabalho mais de perto.

Ainda estão para ser contados os detalhes da looonga reunião dos vereadores, antes da votação do aumento dos subsídios deles, do prefeito, do vice e dos secretários, na última terça-feira.

Honraria recebida por Cezar Schirmer, numa das categorias do prêmio “Prefeito Empreendedor”, do Sebrae/RS, já está na lista dos feitos a ser lembrados na campanha eleitoral.

Na mesma relação estarão os reajustes aprovados esta semana pelos vereadores, para o funcionalismo da comuna.

Docentes federais anunciam paralisação no dia 19, por conta de desavenças com o governo no que toca a questões salariais.

E há expectativa para saber da efetiva mobilização da categoria. Na UFSM inclusive – onde acontece assembleia geral nesta terça-feira, dia 10.

Cacife de Marion Mortari, nas negociações por aliança no pleito proporcional será pouco mais que nulo, se o Tribunal Superior Eleitoral não mudar orientação de hoje.

O TSE, até aqui, tem se negado a conceder ao partido espaço no rádio e na televisão, pelo fato de o PSD não ter disputado o último pleito – base para a divisão do tempo midiático.

E é exatamente o tempo de rádio e TV a grande moeda de troca política dos pessedistas, Sem ele, o que Mortari, cujo partido tem duas dezenas de filiados e três candidatos à Câmara, teria a oferecer?

Não demora e o Legislativo terá que tomar uma atitude em relação à TV Câmara. Antes que os edis comecem a correr o risco de acusações de campanha antecipada.

Se bem que isso longe está de ser novidade. Tem sido a praxe, na melhor das hipóteses, cortar, do vídeo, as manifestações na tribuna. Que, inclusive por isso, tornam-se escassas.

Dúvidas, dúvidas: quem serão os vices de Helen Cabral (PT) e, se concorrer, Jorge Pozzobom (PSDB)? Tchan-tchan-tchan-tchan!

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br. Ah, igualmente pode ouvi-lo, às 7h30 e ao meio dia, na Antena 1.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O reajuste dos subsídios e o inegável desgaste dos vereadores

Os edis optaram pelo desgaste imediato, e não no futuro. É a dedução para a votação, já nesta semana, do novo subsídio a ser recebido apenas pelos próximos vereadores. O fato é que a população – aliás, a mesma que, aposta Observatório, reelegerá a maioria deles – não gostou do reajuste.

Curioso é que não há o mesmo sentimento de recusa popular em relação ao reajuste, aliás mais polpudo, a ser recebido pelos prefeito e vice do próximo período. Alguma razão haverá de ter. Ou não? Afinal, todos são eleitos pelo povo.

PS: o colunista não está entre aqueles que acham o subsídio dos edis elevado demais. Nem o do prefeito e do vice.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Goste-se ou não, a “farretdependência” ainda é uma lei no PP

Não custa lembrar

Em 7 de abril de 2007:

 “PP é “Farret dependente”. E ele sabe disso – O Partido Progressista, que tem grande força em Santa Maria e em vários municípios do interior do Rio Grande do Sul, é integrante do governo de coalizão de Lula. Gostem ou não os pepistas gaúchos…

E em Santa Maria? Aqui o partido se coloca na oposição ao PT (que é de Lula, para quem não notou). No entanto, tudo dependerá, mesmo, é de José Farret. Gostando ou não, a direção local sabe (e não tem ainda alternativa, embora tente) não existir ninguém nem parecido com o ex-prefeito e ex-deputado, em prestígio e apelo eleitoral…”

Hoje:

Faz cinco anos exatos da publicação da nota (aqui reproduzida parcialmente, por questões de espaço). De lá para cá, o PP virou governo, com, claro, Farret – o atual vice-prefeito. Mas a dependência segue exatamente igual. Ninguém acredita, nem o prefeito Cezar Schirmer (que faz questão de manter a dobradinha), que outro nome do Partido Progressista pudesse ter tantos votos quanto o veterano político.

Então, está-se diante de um problema, para o PP. Sim, é bastante provável que, por aposentadoria, essa seja a última eleição a ser disputada por Farret. E depois? É… Pooois é…

COLUNA OBSERVATÓRIO. Os jornais engajados e o 7° RI, que foi para o Contestado

Isso é história!

1913, datas indeterminadas – Publica-se na cidade o jornal monarquista “D. Pedro II”, de José Augusto de Barros.

Surge “O Federalista” que, em 1917, será transformado no Correio da Serra, de Arnaldo Melo.

População da cidade: 16 mil habitantes.

13 de março – O 7° Regimento de Infantaria marcha para Santa Catarina, a fim de participar das operações militares chamadas do Contestado.

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTAS DO COLUNISTA:

1) Chama a atenção a população da cidade, há 99 anos. Nesse praticamente um século, o número de habitantes 17 vezes, conforme dados do último censo do IBGE. Isto é, para simplificar: em um século a população aumentou em 250 mil pessoas.

2) O 7° Regimento de Infantaria viria a se transformar, mais tarde, em 7° Batalhão de Infantaria Blindada, com quartel no fim da Dr Bozano. Desde 1987 o 7° BIB (Batalhão Gomes Carneiro) está sediado em Santa Cruz do Sul. Nas suas instalações, hoje, se encontra a 6ª Brigada de Infantaria Blindada, nascida na capital do Estado em 1949.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O secretariado de Schirmer e a espera pela Irmã Lourdes

Como estava tudo definido, Cezar Schirmer, disse um interlocutor privilegiado do prefeito ao colunista, preferiu tornar público antes do prazo que ele próprio havia se dado. Assim, na tarde desta sexta anunciou-se o nome do quinteto de substitutos dos secretários que concorrem em outubro.

Flávio Brum (Saúde), Luiz Flores (Desenvolvimento), Luiz Fernando Nunes (Esporte), Ony Lacerda (Habitação) e Miguel Passini (Mobilidade Urbana) já freqüentavam as listas de cotados que circulavam na mídia. Mas, e a Assistência Social?

É isso que ainda falta, objetivamente: saber quem substituirá Marta Zanella. E, como A Razão antecipou faz mais de duas semanas, a irmã Lourdes Dill, coordenadora do projeto Esperança/Cooesperança é quem Schirmer quer.

Mas há problemas. Um deles funcional, outro político. O primeiro é a liberação do arcebispo Dom Helio Rubert. Outro é a reiterada ligação da freira com setores hoje oposicionistas. E ainda há, claro, um terceiro: ela quer? Talvez sim. Talvez não.

De todo modo, pelo peso político/social específico de Irmã Lourdes, o prefeito prefere esperar. E apostar no Sim do grande nome da economia solidária – e não só de Santa Maria. Schirmer, se conquistar a adesão pela qual resolveu esperar mais alguns dias, não terá só a secretária, mas uma grife.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Coração do Rio Grande, mais um título (legal) de Santa Maria

SOBRAM TÍTULOS – Cidade Cultura, Cidade do Xis, Capital dos Blindados. Não basta. Agora, será também Cidade Coração do Rio Grande, por força de lei estadual em vias de aprovação. Autor: Jorge Pozzobom (PSDB).

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 7 de abril

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 7/8 de abril.

Confira:

1. TÍTULOS. São o que não falta, para Santa Maria. Confira o mais recente, a ser aprovado pela Assembleia Legislativa.

2. OS PERIGOS. Estrategistas eleitorais de Cezar Schirmer identificaram dois graves riscos para a campanha de reeleição do atual prefeito. Ambos têm relação com os oponentes. Saiba quais são.

3. SÓ FALTA ELA. O prefeito não desistiu de fazer da Irmã Lourdes Dill sua secretária de Assistência. Apenas por isso divulgou uma lista parcial de novos secretários.

4. O DESGASTE. As consequências para os atuais vereadores serão menores do que se imagina. Bem, é do que trata a coluna, a propósito do reajuste dos agentes políticos, prefeito incluído, a partir do próximo ano.

5. CADÊ O CACIFE?  Na seção“Luneta”,  com mais de uma dúzia de notas, na quase totalidade exclusivas, duas tratam, especificamente, do que têm Marion Mortari e seu PSD, na busca de uma aliança para o pleito proporcional. Quanto? Só lendo para saber.

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 7 de abril.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Pozzobom ganha tempo, mas não muito, para articular alianças

Restam poucas dúvidas, por seus atos e palavras, acerca do que fará o tucano Jorge Pozzobom. Sim, ele é candidato a prefeito. O que não se sabe (e nessa também está o PT) é com quem. Aliados considerados estratégicos em nível nacional são dois, o DEM e o PPS. Mas, e em Santa Maria?

Fala-se, muito mais de ouvir dizer do que por informação objetiva, que o PDT poderia ser cooptado, com o oferecimento do segundo nome da chapa – quem sabe o secretário Marcelo Bisogno. Mas ninguém assina embaixo disso.

Com a decisão do PT, que ungiu Helen Cabral candidata, Pozzobom ganha tempo para articular as alianças. O que não significa tarefa fácil. E nem há tanto tempo assim. É hora de afunilar o debate, inclusive no interior de um nervoso PSDB. É o que fará o tucano agora. Se for, meeeesmo, o candidato.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Helen, os petistas de Santa Maria e seu imenso trabalho

Conquistar a militância, a primeira tarefa para Helen e dirigentes do PT

Ninguém discute os méritos da professora, diretora de escola e vereadora Helen Cabral. Militante de pelo menos duas décadas no petismo, por certo tem história interna no partido. No entanto, também é inegável, ao olho do observador, que não era ela a candidata preferida de 99 entre 100 petistas. Estes, alheios a questões estratégicas das lideranças maiores da sigla, não imaginavam, até dias atrás, ter um candidato que não fosse Valdeci Oliveira ou Paulo Pimenta ou Fabiano Pereira.

Mas o PT tem uma tradição: mais até que os comandantes, os militantes cruzam fileiras em torno do nome partidário. Bem, era assim, ao menos, até o último pleito. Um ou outro líder pode até fazer corpo mole, mas os aficionados, não. E é exatamente esse grupo o que garante, ao longo dos anos, um piso de votos petistas, facilmente perceptível, inclusive, na quantidade deles (sempre a maior, entre todos os concorrentes) oferecida à legenda, nos pleitos proporcionais.

Então, o que acontecerá agora? Ninguém tem dúvida acerca do favoritismo do prefeito Cezar Schirmer, do PMDB, que vai tentar a reeleição – e só anunciará isso publicamente no último momento possível. E que, como toooodos os políticos, está em campanha desde que assumiu a cadeira principal do Executivo da comuna. Mas, e o PT, ainda a maior força de oposição, o que fará para competir, efetivamente, contra o canhão que lhe está sendo apontado?

Bueno, como disse um militante ao colunista, antes de tudo é “juntar os trapos, depois desse desgaste todo”. Em seguida, “unificar as tropas” (entenda-se, militância). Para, depois, ir à luta. E “buscar a vitória”. Pooois é. Cá entre nós, e para justificar o título desta nota, um trabalho e tanto.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O superávit de R$ 46 milhões suscita ao menos uma dúvida

31, março, 2012 Claudemir Pereira 1 comentário

Luneta

Não há dúvida: o aumento robusto (e inesperado pela maioria) no contracheque do funcionalismo da comuna traz ao menos um ganho importante para Cezar Schirmer.

O prefeito, que em dois meses estará envolvido até o pescoço na campanha eleitoral, ao menos neutralizou uma possível fonte de atrito.

Há, claro, a reivindicação dos docentes, de receber o reajuste retroativamente, a partir de janeiro. Nada comparável ao que seria, porém, se o piso não fosse implantado.

Passou batido para a maioria, mas o fato mais importante, na fala do prefeito na última terça, não foi o reajuste dos servidores. Ao menos não na opinião deste colunista.

Na verdade, o fundamental foi a informação (aliás disponível nos balancetes sempre publicados) sobre o superávit alcançado pela prefeitura.

Foram R$ 46 milhões ao longo de três anos. Aliás, faz bem um superávit tão graúdo à administração de um município carente de serviços e infraestrutura? É a questão.

Os partidos, sobretudo os de menor envergadura (o que não os torna, necessariamente, desimportantes) estão levando bastante a sério o pleito para a Câmara.

O PSB, por exemplo, reúne todos os pré-candidatos neste sábado, às 14 h. E eles serão obrigados a fazer curso de formação política, antes do pré-lançamento formal, em maio.

Já na chamada, por Observatório, esquerda-esquerda, não há dúvida: quem mais se mexe, inclusive com suas correntes internas, é o PSOL.

O diretório da sigla anuncia encontro para este sábado. O tema principal, claro, é a eleição, que será debatida, adiante, em Congresso Municipal e Conferência Eleitoral.

Mas já há candidato posto por antecipação. Tiago Aires, estudante da Unifra, é o indicado pela corrente interna Movimento de Esquerda Socialista.

O tucano Jorge Pozzobom e o petista Valdeci Oliveira compuseram dobradinha: são patrocinadores de audiências públicas, em Santa Maria, sobre SAMU e Hospital Regional.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. O exemplo do PMDB de 2006. Afinal, ninguém ganha de véspera

Não custa lembrar

Em 30 de setembro de 2006:

 “Considerando que, pelas pesquisas, Germano Rigotto, do PMDB, tem lugar garantido no segundo turno, duas perguntas se impõem, dado o tiroteio verbal dos últimos dias.

A primeira: se o oponente do peemedebista for Olívio Dutra, como se comportará Yeda Crusius, do PSDB, que não poupou críticas ácidas ao atual governador, mesmo tendo seu partido participado do governo?

A segunda: e se a adversário de Rigotto for Yeda, os petistas vão apoiar o atual ocupante do Piratini, contra um “mal maior”?”

Hoje:

As notas, publicadas na “Luneta”, há cinco anos e meio, davam conta do sentimento do Rio Grande, naquele instante. Porém, foram desmentidas dois dias após, quando (diz-se) eleitores de Rigotto, o imaginando no segundo turno, votaram em Yeda, para evitar o supostamente “mal maior”.

Moral da história: ninguém ganha de véspera. Tanto que a tucana, virou governadora, e o peemedebista, na prática, se aposentou. Há gente, por aqui, contando essa história para conter o oba-oba da militância. Faz sentido.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história. Nascimento da SUCV. E também da Coopfer

Isso é história!

1913, 20 de setembro – É fundada a União dos Caixeiros Viajantes, com aseguinte primeira diretoria: Cândido Souza, presidente; Luís Fontoura, vice; Domingos Dias, 1° tesoureiro; Francisco Pereira Caldas; 2° tesoureiro, Ovídio de Almeida, 1° secretário; e Pedro Nessi Jr, 2° secretário. A Sociedade foi fundada em reunião realizada na residência do viajante Horácio Pedroso, sita à rua do Comércio (Dr Bozano), no edifício em que estão hoje as Casas Pernambucanas.

26 de outubro - É fundada a Cooperativa de Consumo dos Empregados da Viação Férrea, cuja ideia foi lançada em reunião havida no dia 23.

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTAS DO COLUNISTA:

1 – As Casas Pernambucanas deixaram de existir há vários anos. O prédio referido por Beltrão, salvo engano claudemiriano, é o mesmo onde funcionam, hoje, um restaurante (Chopperia Alemanha) e duas lojas (Brandt e Multissom).

2 – A Cooperativa (Coopfer), nascida em 1913, seria uma verdadeira potência econômica e social de Santa Maria. Ainda existe, mas apenas cartorialmente. Seu único grande empreendimento conhecido é exatamente a Casa de Saúde, tornada Hospital Municipal no governo Valdeci Oliveira, que desapropriou o terreno e o prédio, na zona norte da cidade.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O fator Werner e o que ele significa para o pleito de outubro

O vereador Werner Rempel é forjado no tempo do centralismo democrático. O que pode ser resumido numa frase: disciplina partidária e cerrar fileiras em torno das decisões tomadas. Sejam quais forem.

Trocando em miúdos e exemplificando: quando a direção do grupo de militantes que estavam espalhados por várias siglas, mas especialmente PMDB e PT, acordou que o Partido Pátria Livre seria criado, prontamente Rempel, que sempre participou das discussões, aliás, deixou (pacificamente) o petismo e tratou de organizar a legenda, na comuna.

Agora, o PPL está entre duas alternativas, para Santa Maria. Concorre apenas ao parlamento (com Werner capitaneando a lista), em aliança com outra agremiação e apoiando alguém para prefeito.

Ou, para propagandear o número 54, apresenta um nome para concorrer à prefeitura. No caso, o do próprio vereador. Nesse caso, porém, há (quase) a certeza de não ter bancada no parlamento, a partir de 2013.

Bem, são as alternativas postas ao PPL e seu líder maior na comuna. Ou haverá outras? E qual será a decisão? Seja qual for, será seguida. Pode apostar.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Em tempos pascais, a ressurreição do outrora glorioso SCBC

NO TERCEIRO DIA - Passe no calçadão e proximidades, em qualquer dia da semana. Recomeça-se a vender de tudo, até a sorte. Não demora e ressuscitará o (supunha-se) falecido Shopping Center Boca do Calçadão (SBPC).

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 31 de março

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 31de março/1° de abril.

Confira:

1. O PERIGO. Já há indícios consistentes da volta de um empreendimento que se supunha falido, o Shopping Center Boca do Calçadão.

2. O FATOR WERNER. Os caminhos possíveis ao vereador do recém-criado Partido Pátria Lívre, ex-vice-prefeito no segundo mandato do petista Valdeci Oliveira.

3. O TRABALHO. O que está esperando, ali na esquina, militantes e dirigentes do PT, com a indicação de Helen Cabral para concorrer à prefeitura.

4. E AGORA? As ações a ser tomadas (ou não) pelo tucano Jorge Pozzobom. Isso se ele for, meeeesmo, candidato a prefeito.

5. O PRINCIPAL.  Na seção“Luneta”,  com mais de uma dúzia de notas, na quase totalidade exclusivas, duas tratam, especificamente, da fala do prefeito Cezar Schirmer, na Câmara de Vereadores. E flagram o que o colunista considera ter sido mais importante – ainda que tenha passado batido à maioria.

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 31 de março.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Tufões que vieram para sacudir, e como, o Palacete da SUCV

PTB e PR não brincam em serviço. Já ocupam lugar em janelas doPalacete. E chegaram agora

O Palacete da SUCV está em polvorosa. Não é muito diferente a situação em alguns gabinetes no Centro Administrativo Municipal. Há quem diga, taaalvez com certo exagero, que um furacão passou pelos dois prédios mais importantes do poder na comuna. Na verdade, pelo que a coluna apurou, com fontes diferentes, foram dois tufões – que, porém, continuam a gerar efeitos.

São dois casos, pelo menos, de, digamos, apetite glutão. Um protagonizado pelo PTB. Recebido com honras por Cezar Schirmer (após ter apoiado a candidatura petista de Paulo Pimenta, a quem cedeu o nome do vice, Ovidio Mayer), o partido exigiu, e está levando, postos chaves na secretaria de Desenvolvimento Econômico. E tentando desalojar desafetos internos que, no entanto, estão com o prefeito há três anos.

O outro tem como ator principal o PR, também ex-apoiador do PT na eleição passada, e recebido agora com tapete vermelho, na Prefeitura. Resultado: já nomeou, o Partido da República, um punhado de CCs. Queria impor inclusive um adjunto numa das pastas que compõe exatamente o núcleo estratégico do governo, com acento a reuniões de longo alcance político. Diante da revolta do titular do cargo, que ameaçou demissão imediata, houve o recuo. E a nomeada foi deslocada para o Gabinete do Prefeito.

É… Poooois é…. E dizer que as duas sigla sequer têm representação no parlamento. Mais: as convenções definidoras de candidaturas e apoio só acontecem em junho. Isso é que se chama pagar adiantado. Se bem que, pela cobiça demonstrada, talvez seja só a entrada. O principal virá mais adiante. Já tem gente (e não é pouca) dizendo: “que Deus nos guarde!”

COLUNA OBSERVATÓRIO. O incrível dia em que Pozzobom virou herói de PSTU e PSOL

Luneta

Paulo Pimenta assume, terça-feira, a poderosa Comissão Mista do Orçamento – responsável pela elaboração do próprio, para 2013.

São nada menos que 80 integrantes, entre senadores e deputados. E o trabalho começa imediatamente, para terminar apenas em dezembro. Santa Maria e região de olho.

Na semana anterior, Catarina Paladini, nesta Miki Breier. Os integrantes do PSB estão usando bastante os deputados estaduais, para preparar os pré-candidatos à Câmara.

Breier, em segundo mandato, se notabilizou pela lei que proíbe a bebida alcoólicas em estádios e ginásios e papeou com dirigentes, pré-candidatos e filiados do PSB/SM.

Quem diz é o PMDB, então não há por que duvidar: mas, cá entre nós, será que haverá quorum no lançamento das pré-candidaturas à vereança?

Afinal, a data pré-definida é nada menos que o sábado de aleluia, 6 de abril. Tudo por conta da agenda de quem conta, para o partido. No caso, o prefeito Cezar Schirmer.

Os outros partidos, claro, também estão se mexendo. O que não falta é reunião – tudo para chegar a junho com as nominatas completas, tanto quanto possível.

Mais que isso, no que toca aos partidos menores, é tentar se colocar numa aliança capaz de garantir vaga na Câmara de Vereadores.

Há os que têm mais cacife (leia-se, tempo de rádio e televisão ou um mínimo de militância), como PDT, DEM, PSDB, PT, PMDB, PP, PTB, PSB. E há os que não têm. Simples assim.

Poucos duvidam: Valdeci Oliveira (PT), por mais que tenha tido uma postura adequada, como líder do governo, sai chamuscado junto às lideranças do magistério estadual.

Na contrafação, Jorge Pozzobom, do PSDB, virou heroi, veja só, do PSTU e do PSOL, que, junto com um pedaço petista, controlam o CPERS-Sindicato.

Alguém poderia pensar que Pozzobom “esquerdizou”. Ou que PSTU/PSOL “endireitaram”. O colunista prefere acreditar que os dois lados foram simplesmente pragmáticos. Mas que é engraçado, é.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. O incêndio petista e a questão: alguém se salvará?

O colunista está convencido: o PT de Santa Maria jogará para o mais longe possível (se der, na própria convenção municipal, a ser realizada no último dia, 30 de junho) a definição acerca da candidatura a prefeito.

E não é por falta de candidato – que há meia dúzia deles. Mas porque os mais viáveis eleitoralmente não querem. E os que podem e desejam estão longe de ser consenso. Mais: interesses individuais (todos legítimos, não custa dizer) próximos ou remotos se sobrepõem a tal ponto que vetos viraram coisa corriqueira.

Daí que a grande dúvida, agora, talvez nem seja quem representará o PT em outubro, mas se haverá sobreviventes no incêndio – cada vez com labaredas mais fortes.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Não havia troco. Aí veio o PAC. E gera efeitos até agora

Não custa lembrar

Em 24 de março de 2007:

“A falta de troco – A situação das finanças municipais, exposta pelo prefeito Valdeci Oliveira, no início da semana, impõe medidas radicais – sempre tendo em mente que os números são reais. E o problema, pensa a coluna, é que as propostas anunciadas para resolver a situação, e ainda garantir um troco razoável para investimento, aparentaram, antes de tudo, ser uma declaração de intenções. E pouco além disso.

Melhor, mesmo, é esperar por recursos federais, para realizar obras. O que não é impossível. Ou, pelo menos, é mais fácil para Valdeci do que, por exemplo, para Yeda Crusius. Ou não?”

Hoje:

Passados exatos cinco anos, como se sabe, a prefeitura vive momento, para dizer o mínimo, confortável em termos de troco. Há, claro, qualidade de gestão financeira – ainda que se possa, e sempre se pode, discutir politicamente. Mas há, sobretudo, uma situação histórica inarredável.

Qual? Sem recursos locais, foi nas portas de Brasília que bateu Valdeci. Além de verbas específicas, veio o Plano de Aceleração do Crescimento. Que, com todos os eventuais problemas, garante, até hoje, dinheiro considerável, e que banca inúmeras obras, como as que receberam ordem de serviço há 10 dias. É fato.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Os anos 10 e a opção, então, pelos poços artesianos em SM

Isso é história!

1913, 15 de junho – O intendente Viterbo de Carvalho decreta importantes reformas no Código de Posturas Municipais

24 de junho - O intendente Viterbo dá denominação às ruas Borges do Canto, Pinto Bandeira e Bento Gonçalves.

23 de julho - É dada denominação à rua Aristides Lobo.

15 de agosto - Chega o material destinado à perfuração de poços artesianos pra a Hidráulica Santamariense. Na administração Ramiro de Oliveira haviam sido feitos estudos para a captação de água do Ibicuí, mas houve preferência pelo sistema de poços artesianos, que seriam abertos na zona do Itararé, vizinhanças das oficinas da Viação Férrea. Com a saída do intendente Viterbo, irá tudo águas abaixo.

7 de setembro - Grande incêndio na quadra comercial da atual rua dr. Bozano, sendo destruído o sobrado de Carlos Kroeff.

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Torniquete econômico, ameaça que paira sobre Pozzobom

Se depender de um grupo de empresários santa-marienses que, habitualmente, são procurados em busca de troco para financiar campanhas, o tucano Jorge Pozzobom não será candidato a prefeito. Ou, por outra, estão mandando o recado: para ele, os cofres estarão fechados.

Bueno, ninguém pode obrigar ninguém a doar. Como também, respeitada a lei eleitoral, todos podem ajudar algum candidato monetariamente. Isso enquanto não vier (se vier) o financiamento público das campanhas.

O que chama a atenção, no caso (e o colunista conversou a respeito com dois empresários graúdos, habituais doadores de campanha e sempre procurados), é a disposição de não fechar com um candidato especificamente. E que, até as pedras sabem, é ideologicamente afinado com o empresariado. Então, cá entre nós, a razão para o, digamos, veto financeiro tem diferente motivação.

De outra parte, também é interessante perceber que, embora os que falaram à coluna não tenham afirmado, se o candidato petista fosse um da tríade (Valdeci Oliveira, Paulo Pimenta ou Fabiano Pereira), por exemplo, talvez essa restrição não houvesse. Atenção:  taaalvez. E aqui, convenhamos, haveria uma boa dose de pragmatismo.

Resumo da ópera: ao menos esse grupo, cujo tamanho Observatório ainda não consegue dimensionar, mas não é pequeno, já se decidiu. Sim, diante das opções, quer mesmo é a reeleição de Cezar Schirmer. Ponto.