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COLUNA OBSERVATÓRIO. As novas funções de Valdeci Oliveira e suas consequências

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Deputado (alguém ainda tem duvida?) está fora da disputa de outubro

O que era uma especulação insistente, a partir da saída de Estilac Xavier para o Tribunal de Contas do Estado e o anúncio da substituta, a deputada Miriam Marroni, virou realidade no início desta semana: deputado estadual em primeiro mandato, o ex-prefeito de Santa Maria, Valdeci Oliveira, foi o escolhido de Tarso Genro para representar oficialmente o governo, na Assembleia Legislativa.

Afora a questão da honraria, de resto municiadora do currículo do ex-metalúrgico e líder sindical transformado em militante político-partidário de sucesso eleitoral, há pelo menos duas consequências objetivas, para o futuro imediato. Uma, de interesse direto da comunidade; outra, no campo interno do petismo.

Parece óbvio que, como interlocutor direto (podendo entrar no gabinete sem bater, como se diz) do governador, Valdeci torna-se, de pronto, o ponta de lança privilegiado dos interesses locais e regionais, junto ao Palácio Piratini. E será usado nesse sentido – seria uma estupidez pensar e agir diferente.

Do ponto de vista do petismo da boca do monte, morre de vez a ideia de muitos militantes do partido. Havia os que mantinham acesa a esperança de que Valdeci ainda pudesse ceder aos apelos e concorrer à sucessão de Cezar Schirmer. Com os novos encargos, cai por terra qualquer possibilidade de uma candidatura.

Desta forma, o problema (que é sério, ninguém mais duvida) do PT segue do mesmo tamanho. Assim como a dúvida sobre quem vai representar o partido do Cara, na disputa de 7 de outubro, em Santa Maria.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O mercado de automóveis, o trânsito e a coragem necessária

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Nesta semana, foram divulgados os dados acerca dos veículos comercializados pelas concessionárias locais, e emplacados em Santa Maria, em janeiro. São nada menos que 473 carros (entre automóveis e comerciais leves) a circular nas ruas da boca do monte. Isso está a indicar, muito possivelmente, que em 2012 novamente se atingirá número superior a 5 mil “zero quilômetro”.

E aqui não se incluem as motocicletas e, eventualmente, os seminovos – que podem acrescer em até um terço essa estimativa. Seria, mal comparando, se todos os veículos fossem posicionados um na frente ao outro, a distância entre a boca do monte e São Pedro do Sul. Que tal?

Como, obviamente, esse é um sinal de vitalidade econômica, com emprego e renda garantidos, o que é ótimo para a cidade, já passa da hora de pensar em soluções objetivas e estratégicas para evitar o estrangulamento do sistema viário. É evidente (e a prefeitura está tratando do assunto) que medidas paliativas, e as únicas possíveis para o momento, são pra lá de insuficientes.

Então, é o momento, também, de tratar do assunto sem medo de cara feia – que elas existirão, no plano individual. E pensar, objetivamente, na coletividade. É preciso coragem ao gestor público. Inclusive para contrariar interesses particulares. Não há outro jeito. Ponto.

COLUNA OBSERVATÓRIO. As reuniões do PT, o blogue tucano e as estrelas do governo

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira 1 comentário

Luneta

Petistas demonstram entusiasmo, após as primeiras reuniões regionais que desembocam, no final de março, na escolha do candidato a prefeito.

Contaram-se mais de 200 militantes, no encontro que abriu os trabalhos, em Camobi. Resumo de uma liderança: o que falta é um candidato para “levar esse povo à rua”.

O PSDB é o segundo (o pioneiro foi o PT) partido com atuação importante em Santa Maria a ter um blogue na internet.

Inaugurado esta semana, o site do tucanato é instrumento importante para a doutrinação da militância. E traz, ao menos nas primeiras mensagens, mais textos nacionais que locais.

Aliás, os dirigentes do PSDB deverão, e não demora, criar a coragem política para dizer a Jorge Pozzobom que eles não querem a candidatura do deputado a prefeito.

É difícil, mesmo, abrir mãos de cargos mantidos na Prefeitura por quatro anos. E que pretendem ver mantidos por mais quatro, se possível.

Não fossem as reuniões petistas, que se prolongam até o próximo março, e fevereiro seria um mês praticamente nulo em atividade política. Pelo menos publicamente.

As agremiações estão esquentando os tamborins (com o perdão do termo carnavalesco) para a hora do “vamos ver” – exatamente o período de definição de candidaturas à vereança.

Aposte: findo o carnaval, a administração municipal anuncia uma série de atos, seja para inaugurações ou, mesmo, abertura de licitações.

UPA e Avenida Rio Branco são candidatas a maiores estrelas da exposição na mídia, nos próximos dois meses. Mas não serão as únicas.

Em tempo: também fica para depois do carnaval a finalização do processo de troca de secretários-candidatos. Já está dando briga. Ah, está!

Para quem estava com saudade de Eder R. Flores, que ocupou em parte de janeiro um aviso: ele volta nas próximas duas semanas – sim, o colunista parte para a segunda perna de suas (curtas) férias.

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br. Ah, igualmente pode ouvi-lo, às 7h30 e ao meio dia, na Antena 1. 

COLUNA OBSERVATÓRIO. A viagem de Schirmer e a paciência, sem promessa de paraíso

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Com representação empresarial na primeira parte, e apenas agentes públicos (e da Agência de Desenvolvimento) na segunda, encerrou neste final de semana mais uma missão santa-mariense em território europeu. Esta liderada pelo próprio prefeito, Cezar Schirmer.

Resultados? Ora, que ninguém espere nada no curto prazo. Qualquer comentário que se fizer a respeito, sem levar em conta que há o sempre necessário período de maturação, e de constante repetição desse tipo de atividade, será sempre, ou quase, fruto da disposição política de quem o faz.

É do jogo. É legítimo. E precisa ser respeitado. No entanto, tão errado está quem busca vender o paraíso em minutos, e esse tipo de comportamento existe na Prefeitura; quanto quem o cobra para já, que mostra mais disposição para a crítica fácil e também rápida.

Então, o melhor mesmo é aguardar. O tempo que for necessário e adequado a esse tipo de atitude do gestor. Vale para Schirmer, agora – como foi para Valdeci Oliveira, quando esteve na Europa, no limiar do seu segundo mandato. Simples assim. 

COLUNA OBSERVATÓRIO. Do tempo em que R$ 250 mil era, acredite, muito dinheiro

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Não custa lembrar

Em 4 de fevereiro de 2006:

 “Luneta - * Cotado para assumir a coordenação financeira de um candidato a deputado estadual estimou, para Observatório, o custo de uma campanha séria. Isto é, em condições de “competir”..

Seriam necessários, diz este militante, algo como R$ 250 mil reais para custear a campanha. Ele próprio, porém, duvida que montante sequer parecido com esse seja arrecadado.

Gente!!! É muuuuuuito dinheiro. E tudo para conseguir penetração eleitoral em pelo menos 30 municípios, além de Santa Maria.”

Hoje:

Se passaram seis anos, desde a publicação das notas, na seção Luneta. De lá para cá, já se sabe, um candidato a deputado, em média, custa bem mais que R$ 250 mil. E isso que os controles se ampliaram bastante.

A questão, aqui, é outra: quanto custa uma candidatura competitiva, isto é, para disputar com chance mínima de vitória, para a prefeitura municipal? Consulta rápida do colunista com gente dos bastidores de campanha duvidam que alguém saia do chão com menos de R$ 500 mil. Pooois é!

COLUNA OBSERVATÓRIO. Pedreiros e sua primeiragreve. E o nascimento do Riograndense

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

 “1912, 9 a 11 de abril – Violentos conflitos entre soldados do exército e praças da guarda municipal, com mortos e feridos, põem a cidade em sobressaltos.

2 de maio – Declaram-se em greve os pedreiros da cidade, reclamando oito horas de trabalho. Consigno aqui este movimento porque coincide com as primeiras manifestações operárias socialistas observadas em nossa terra, batizadas pela imprensa da época como “idéias maximalistas”.

7 de maio - É fundado o Riograndense F.C., em reunião realizada na “república” de Antônio Izaguirre e João Avancini, na Vila Familiar, sita à rua Garibaldi, hoje Dr. Wauthier, e escolhida a primeira diretoria, assim constituída: Álvaro Silva, presidente; João Batista Bolli, vice; Aristeu Midão (Midon), secretário; Armando T. Barra, tesoureiro; Antônio Silva, orador e Jorge Kuhn Filho, porta estandarte. São escolhidas como cores do clube o branco e o vermelho, mais tarde mudadas para verde e vermelho.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Saiba da novidade no carnaval de Santa Maria em 2012

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

NOVIDADE - Uma coisa é certa: neste ano, ao contrário dos anteriores, a participação da prefeitura na folia de momo não é alvo de controvérsia alguma. A paz foi instalada e não há questionamento algum. Aparentemente.

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 4 de fevereiro

3, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 4/5 de fevereiro.

Confira:

1. NOVIDADE. O que tem de diferente no carnaval santa-mariense em 2012. E não é, claro, o desfile de escolas de samba depois do período oficial da folia.

2. CONSEQUÊNCIAS. Há pelo menos duas, bem objetivas e importantes, da escolha de Valdeci Oliveira para ser o líder do Governo Tarso na Assembleia. A coluna explica.

3. O RESULTADO. A volta do prefeito Cezar Schirmer depois de duas semanas pela península ibérica – e os significados da missão europeia.

4. PASSOU DA HORA. Os números do mercado de automóveis novos em Santa Maria e o que virou uma necessidade óbvia – mas não realizada.

5. ESQUENTANDO.  Não tem nada a ver com a proximidade do carnaval, mas, na seção “Luneta”,  com mais de uma dúzia de notas, na quase totalidade exclusivas, boa parte delas trata da movimentação dos partidos, com ênfase no PT e suas reuniões regionais. Será que sai, daí, um candidato a prefeito?

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 4 de fevereiro.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Saiba qual a grande encrenca à espera do tucano Pozzobom

28, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 8 comentários

O deputado estadual Jorge Pozzobom será candidato a prefeito em 2012? É possível que ele próprio não saiba. No entanto, ainda que publicamente não se perceba manifestação alguma, boa parte dos militantes médios (graúdo mesmo, só ele) do PSDB preferiria esperar. Por razões políticas, acreditando que dentro de quatro anos a conjuntura será mais favorável, inclusive pela ausência de Cezar Schirmer na disputa. Ou pragmatismo, mesmo: como concorrer pela oposição (e teria que ser assim) se os tucanos estão no governo desde o início, inclusive com vários cargos?

Resumo da ópera: Pozzobom pode concorrer e teria viabilidade eleitoral. No entanto, antes precisará, antes, encontrar um discurso. Afinal, como explicar seu oposicionismo (concorrerá contra Schirmer, e não só contra o PT), tendo na administração CCs em número dito razoável e pelo menos um secretário identificado com o PSDB?

O diabo, para o líder tucano, é que suas manifestações à mídia são invariavelmente contraditórias, e ao colunista passa pela cabeça algo que não combina muito com o jeito, digamos, ostensivo de fazer política de Jorge Pozzobom. E que seria uma espécie de terceira via. Qual? Ignorar a campanha majoritária e buscar votos apenas para os candidatos tucanos à vereança. Sim, isso não combina muito com ele, mas…

COLUNA OBSERVATÓRIO. Acredite: discurso de campanha de PT e PMDB já está pronto

Schirmer e o indefinido nome do PT já sabem o que dirão na campanha eleitoral

Se alguém tinha dúvida, muito provavelmente uma notícia dada a conhecer nesta semana elucidou. Na terça-feira, o governo da comuna, “por determinação do prefeito Cezar Schirmer”, deu conta da abertura do processo licitatório para os parques municipais Palotino e do Jockey Club.

Duas grandes obras, que certamente iniciarão ainda este ano. Custo total: R$ 16,1 milhões. Desses, apenas R$ 500 mil são contrapartida da prefeitura. Os restantes R$ 15,6 milhões vêm do financiamento do Banco Mundial, acertado no governo Valdeci Oliveira e aprovado pela Câmara de Vereadores.

Observatório não sabe qual o comportamento do eleitor, ao receber a carga publicitária. Aliás, é provável que ninguém saiba. No entanto, já é possível afirmar, com boa dose de convicção, qual o discurso de campanha de Schirmer, que concorre à reeleição, e do principal candidato de oposição, a ser apresentado (mas que ninguém sabe quem é) pelo PT do hoje deputado Valdeci.

Os petistas dirão (e os marqueteiros estão aí mesmo para definir o slogan e o tema a ser utilizados) que todas as grandes, médias e pequenas obras do atual governo só se tornaram possíveis a partir do trabalho anterior, de Valdeci Oliveira e sua equipe e acrescentarão, inclusive, a compra do prédio do Cine Independência.

Os schirmistas afirmarão que o prefeito tem grande visão estratégica da cidade e conseguiu dar forma final (e fazer as obras) às propostas que o PT não teve competência para levar adiante – e incluirão uma penca de realizações, como por exemplo a transferência dos trabalhadores informais para o shopping popular.

Qual o discurso que vai colar? Bueno, lá pelas 7 da noite do primeiro domingo de outubro já se saberá.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Se Marion Mortari perder o mandato, quem leva não será o PP

Luneta

Começa na noite de segunda, em Camobi, a série de 13 encontros que o PT realiza em Santa Maria. Objetivo: chegar ao fim de março com candidato(a) a prefeito(a).

Se nada mudar, a rigor são só dois nomes colocados como postulantes: a vereadora Helen Cabral e o líder comunitário Cristiano Schumacher.

Ao lado da reticência de Paulo Pimenta e da afirmação de Fabiano Pereira, outros dois nomes foram oficialmente retirados da disputa ainda em dezembro.

O deputado estadual Valdeci Oliveira e o presidente municipal do PT, Valdir Oliveira também estão fora. Portanto…

Como apenas A Razão noticiou, Marion Mortari prestará depoimento à Justiça Eleitoral no início de fevereiro. É o processo pelo qual o PP pretende reaver a vaga perdida ao PSD, na Câmara.

O curioso dessa história toda é que não será o Partido Progressista o beneficiado por uma eventual (e que não será tão rápida assim) derrota de Mortari, na Justiça.

Sim, a vaga será ocupada pelo primeiro suplente da coligação PP/PMDB, que concorreu em 2008. Portanto, se o agora pessedista perder, quem vira titular é o peemedebista Cláudio Rosa. Que tal?

O colunista, antes da viagem do prefeito, papeou com Cezar Schirmer. Havia pelo menos cinco testemunhas, inclusive dois secretários da comuna.

No trololó, Observatório reafirmou uma sugestão e fez outra, ao comandante municipal: o veto aos caminhões no perímetro urbano e a colocação de placas sinalizando os locais dos treilers de lanches rápidos.

Com relação à primeira, o prefeito garantiu já ter determinado a edição de decreto. E foi ainda no final do ano passado. Pena que os secretários não tenham obedecido. Pooois é.

Para quem tem saudade (ai, ai, ai, ai, ai, olha só um colunista preocupado) de Eder R. Flores, que ocupou esse espaço nas duas semanas, um aviso: ele volta em meados de fevereiro.

Por enquanto, Observatório agradece, de coração, pelo empréstimo do talento do repórter que fez com que o titular não fosse lembrado.

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br. Ah, igualmente pode ouvi-lo, às 7h30 e ao meio dia, na Antena 1. 

COLUNA OBSERVATÓRIO. Santa Maria terá, sim, 21 vereadores a partir de 2013

Se havia alguma dúvida (e não era o caso deste colunista) acerca do número de vereadores de Santa Maria a partir de 2013, ela desapareceu nesta semana. Em resposta a consulta ao juiz da 135ª Zona Eleitoral, o advogado Gustavo Moreira, justificadamente preocupado com a “insegurança jurídica” teve como resposta, em termos simples, que não cabe ao Judiciário se meter em assuntos de outro poder. No caso, o Legislativo.

Agora, o que acontecerá? Em algum momento, provavelmente antes das convenções de junho, o Legislativo enviará correspondência ao Judiciário dando conta que a Lei Orgânica do Município, e atentando para preceitos da legislação federal, inclusive a Constituição, prevê 21 cadeiras no parlamento da comuna.

A tentativa de redução para 14 cadeiras foi, lembre-se, frustrada no segundo semestre de 2011. Pelas razões já conhecidas. Virou história. Ponto.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Campanha com som na rua. Que tal um acordo que a evite?

28, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 1 comentário

Não custa lembrar

Em 29 de julho de 2000:

Luneta - * É absolutamente insuportável – e,  para alguns ouvidos, intolerável – o barulho dos carros de som que andam pela cidade fazendo a campanha dos candidatos. Mesmo que eles possam dizer o contrário, a insistência acaba se transformando em gol contra. Basta perguntar aos transeuntes.

* Tem música pra todo gosto entre os jingles que circulam pela cidade. Sons de samba, sertanejo, gauchesco, pagode e até ritmos mistos têm-se ouvido por aí.”

Hoje:

Se completam uma década e seis meses. De lá para cá, a legislação evoluiu. Tanto que é (ou deveria, se fosse fiscalizado) proibido carro de som no perímetro urbano. A exceção é a campanha eleitoral, em que esse tipo de propaganda é possível.

Há algo, porém, que não muda: a aversão do eleitor a esse tipo de proselitismo eletrônico. Então, ainda é tempo de rogar para que se faça algum tipo de acordo. Do contrário, todos perderão. Inclusive os candidatos.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O incêndio, o primeiro Mariano e o monumento a Rio Branco

Isso é história!

1912, 24 de janeiro – Violento incêndio destroi três prédios importantes na principal quadra da rua do Comércio, hoje Dr Bozano, inclusive a casa comercial denominada Economia Doméstica, de propriedade de Anacleto Corrêa.

Fevereiro (data indeterminada) - Inicia a clínica o dr. Francisco Mariano da Rocha. Natural de Pelotas, nasceu a 8 de agosto de 1887 e formou-se em janeiro de 1911. Aqui clinicou até à morte, ocorrida a 5 de julho de 1945, deixando um apreciável lastro de serviços prestados à cidade, salientando-se a fundação da Faculdade de Farmácia, em 1931, da qual foi primeiro diretor, e a merecida fama de haver sido um dos mais abalizados clínicos que tivemos. Foi o pioneiro do ensino superior em Santa Maria, ao qual se dedicou de corpo e alma.

12 de março - Cogita-se de erguer um monumento ao barão do Rio Branco, falecido a 12 de fevereiro do mesmo ano, no início da avenida de seu nome e para tal fim é constituída uma comissão. E o monumento?”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O temor de moradores do Itaimbé com projeto de revitalização

NATUREZA - Muitos moradores do Parque Itaimbé temem a revitalização da área. Clamam para que o prefeito, antes de aprovar o projeto, verifique se alguma árvore será cortada. O antecedente da Rio Branco segue vivo na memória.

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 28 de janeiro

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 28/29 de janeiro.

Confira:

1. ITAIMBÉ. Saiba qual a principal preocupação de muitos moradores do entorno do Parque, com o projeto de revitalização.

2. O QUE DIRÃO. Já é possível afirmar, com boa dose de convicção, qual o discurso de campanha eleitoral dos peemedebistas de Cezar Schirmer e dos petistas. Confira quais serão.

3. ENCRENCA. A coluna aponta qual o principal problema a ser enfrentado pelo tucano Jorge Pozzobom – se for, meeeeesmo, candidato a prefeito.

4. DEFINIDO. Tirando setores bem específicos da mídia, que se esforçam para manter o discurso “imparcial” da época em que o tema era debatido, já se sabe que será mesmo 21 o número de cadeiras em disputa na Câmara de Vereadores. Confira por quê.

5. O VENCEDOR.  Na seção “Luneta”,  mais de uma dúzia de notas, na quase totalidade exclusivas. Duas delas tratam da ação judicial do PP, que pretende retomar o mandato de Marion Mortari, que se bandeou ao PSD. E o curioso é que não será o Partido Progressista beneficiário direto de uma eventual decisão favorável. É?

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 28 de janeiro.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. “Olho gordo” dos partidos por vaga no secretariado de Schirmer

21, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 2 comentários

 Por EDER R. FLORES (interino)

A divulgação dos possíveis secretários municipais que deverão se retirar do cargo para concorrer em outubro acende a chama da ganância partidária. Pelo menos seis secretarias ficarão vagas quando da debandada no Paço Municipal. Desta maneira, os aliados ao prefeito Schirmer crescem as garras para angariar cargos e pastas.

O PDT já teria manifestado a intenção de manter a Mobilidade Urbana, atualmente com Marcelo Bisogno, e ainda quer outra. O “olho gordo” vai mais longe. Os partidos que ainda não possuem secretários, aqueles que se englobaram no projeto peemedebista a pouco, almejam uma vaguinha.

O PSDB não estaria satisfeito com a atual situação e quer mais espaço, por isso ameaça voar com Jorge Pozzobom. Ou seja, o estopim da discórdia na Prefa está próximo de ser aceso. Para que não aconteça, Schirmer terá que ter jogo de cintura e agradar o amontoado de siglas ao seu redor. É o custo do frentão…

COLUNA OBSERVATÓRIO. Ok, ok, ok. Os coreanos da Hyundai não vêm. No entanto…

21, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 2 comentários

PorEDER R. FLORES (interino)

A gigante sul-coreana Hyundai, empresa que irá se instalar em território gaúcho para fabricar elevadores, não vem para Santa Maria. A informação partiu na quinta-feira através da imprensa da Capital. A poderosa São Leopoldo, região metropolitana, receberá os cerca de R$ 30 milhões de investimento.

A perda é dolorosa, ainda mais para o povo santa-mariense que contava com a elevação dos índices de emprego na cidade. Maaassss, nesta história infeliz existe algo que pode ser tirado como proveitoso, e como pode. Explico: até pouco tempo atrás, o município era visto como local puramente universitário e de comércio forte. A cidade do “Pão e Leite”, como ficou conhecida fora das cancelas de fronteira territorial, iniciou um processo de industrialização e que poderá render bons frutos. Não esperem que isso aconteça a partir de 2012 ou 2013, porém o embrião está lançado. O fato deve ser considerado, pois o santa-mariense brigou até as últimas instâncias com polos geograficamente melhores condicionados.

Bem que o governador Tarso Genro tentou estender a mão, mas a visão empreendedora dos coreanos falou mais alto e a necessidade de empresas subsidiárias de peças também foi fator determinante. Estamos longe, e muito longe, de ser uma industrial Caxias do Sul, mas quem sabe com trabalho e inteligência galgamos alguma coisa do gênero. Segue o jogo.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Trololós em torno de alianças para outubro e outras questões

 Por EDER R. FLORES (interino)

Luneta

O pré-candidato do DEM ao Executivo, Moacir Alves, envia e-mail ao colunista explicando os motivos de sua intenção em concorrer, balanceando o tópico “Barganha do DEM” da última semana. Resumo da ópera: coloca a decisão nas mãos do partido. 

Porém, o democrata, que se diz satisfeito com a parceria feita pelo DEM com o governo, dá umas estocadas em setores da Prefa. “Mas nem tudo são flores, a saúde (a pasta da saúde ou a SMS) não conseguiu em três anos de governo dar o trato pronto e objetivo aos lamentos da população!”. Ele que disse.

Tudo leva a crer que a coligação do PT para a eleição estará restringida ao PSB e outros menores. O PR quer apoiar o governo; o PTB já está encravado no Paço Municipal; e o PCdoB depende da Manuela D’ávila. O que fazer nesta situação?

Engana-se quem pensa que este amontoado de partidos no governo foi feito por afinidade ao PMDB e PP. No final das contas, todas as negociações, inclusive com os nanicos, são para aumentar o tempo de rádio e TV para a campanha eleitoral.

Pessoa muito bem informada do trâmite petista em Santa Maria afirma: o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira, pode ser a surpresa da eleição. Como assim?!!! A angústia do PT em encontrar um nome de porte para concorrer chegou ao governador Tarso Genro.

Para não deixar a “cumpanherada” a ver navios, poderia liberar Fabiano, que não tem mandato político, para disputar o pleito e no seu lugar surge Valdeci Oliveria. Nesta situação, o deputado seguraria o posto para o secretário, caso haja uma derrota nas urnas a vaga estaria garantida.

Na possibilidade do deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) anunciar que será candidato a prefeito em outubro, quem será o vice? Que partidos estariam livres para a composição?  

Reza a lenda que o PDT estaria aberto ao diálogo com o tucano Pozzobom. Neste caso, o que não é novidade, o secretário de Mobilidade Urbana Marcelo Bisogno (PDT) seria o vice. Fora os brizolistas, quem poderá compor a majoritária? O DEM… pouco provável.

A eleição municipal poderá ser decidida pelas juventudes partidárias. PT, PMDB, PDT e PSDB largam na frente neste quesito. Será o momento de mostrar quem tem mais vigor para buscar o voto dos jovens.  

Relatos das famílias que moram nos containers da Prefeitura: “No inverno, isso aqui vira uma geladeira. O gelo prolifera nas paredes”. “Não dá para aguentar o calor nesses vagões. Nem o capeta ficaria aqui”. Vem cá, imagina a situação dessas pessoas. É comovente…

Bom, agradeço ao amigo Claudemir Pereira que me concedeu a honra de escrever neste requisitado espaço. Espero que “estas mal traçadas linhas” possam ser bem interpretadas. Dúvidas e reclamações, neste período, para ederrrflores@gmail.com ou @ederrflores. Na próxima, o doutor retorna das férias.

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br. Ah, igualmente pode ouvi-lo às 7h30, e ao meio dia, na rádio Antena 1.

COLUNA OBSERVATÓRIO. O “fator Manuela” nas eleições 2012 em Santa Maria

21, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 8 comentários

 Por EDER R. FLORES (interino)

A deputada federal Manuela D’ávila (PCdoB) poderá ter papel importante nas eleições municipais santa-marienses. Embora concorra à Prefeitura de Porto Alegre, o apoio dos comunistas ao PT local estaria condicionado à troca de favores na Capital. Como isso não deve acontecer, o PCdoB estaria a um convite de ser mais um no governo Schirmer.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Livro de estréia de Felipe. E o centenário da Diocese

Isso é história!

1911, 29 de outubro – É sagrado o primeiro bispo, D. Miguel de Lima Valverde.

Final do ano (data indeterminada) - Felipe de Oliveira publica, no Rio de Janeiro, seu livro de poemas de estreia: Vida Extinta.

- No antigo Teatro 13 de Maio, já abandonado, funciona outro cinema, o Recreio Ideal, de Afonso Farias do Nascimento, o popular Toquinho.

1912, 5 de janeiro - Chega D. Miguel de Lima Valverde, em companhia de D. Cláudio José Ponce de Leão, arcebispo de Porto Alegre.

7 de janeiro - É solenemente instalada por D. Claudio a diocese de Santa Maria e dada posse ao seu primeiro bispo, D. Miguel.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O barulho que pode. E um parque com esperança renovada

Não custa lembrar

Em 21 de janeiro de 2006:

Luneta – Cidadezinha barulhenta essa Santa Maria. Pode tudo no centro da cidade. A impressão é de que trata-se de terra de ninguém. Talvez seja, mesmo.

- Está certo, demorou dois anos além do prazo anunciado, mas pelo menos a comunidade do Itaimbé pode comemorar a recuperação do parque.

- Tomara que os vândalos (os de sempre) não leiam esta coluna. Sim, porque se eles souberem, logo logo as quadras estarão danificadas. Eles agem (vide Praça Saldanha Marinho) nas barbas dos fiscais. Fiscais???”

Hoje:

As notas – publicadas há exatos seis anos – continuam a fazer sentido. No caso da barulheira, que persiste, já não se pode alegar inexistir regramento. Mas a prefeitura faz ouvidos de mercador – quando não ela própria é patrocinadora (vide eventos e quetais).

E quanto ao Parque… Bem, as quadras foram arrumadas. E, estragadas (uma, recentemente, pela própria Prefeitura) de novo. A novidade é que há promessa de revitalização. O que renova a esperança da população do entorno e dos freqüentadores.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Fabiano Pereira e os nomes de Santa Maria no parlamento

 Por EDER R. FLORES (interino)

Aqui no Coração do Rio Grande vários expoentes nasceram e foram determinantes para o crescimento municipal, estadual e nacional. Vejamos: nossos deputados estão cotados para assumirem papéis fundamentais na Assembleia. Valdeci Oliveira deverá ser líder de situação, enquanto Jorge Pozzobom carrega a oposição nas costas. No Congresso, Paulo Pimenta se destaca.

Mas aqui vem o nome e a bola da vez: Fabiano Pereira. Sim, ele mesmo! O secretário de Justiça e Direitos Humanos tem mostrado eficiência à frente da pasta e a coloca entre as mais importantes do governo do Estado. Não seria uma tarefa difícil se estivéssemos falando da Saúde, Obras ou Segurança Pública, ou tantas outras que possuem apelo popular. Programas importantes para a formação do cidadão e combate a drogadição partem da caneta do santa-mariense.

Não é a toa que Fabiano é o secretário que mais aparece nos meios de comunicação do Rio Grande do Sul, onde está sempre envolto a propostas e conquistas. Não é por acaso que aqui será feito um projeto piloto no Brasil para combate ao crack. Ele ainda tem em mãos cerca de R$ 300 milhões para investir, dinheiro que foi conseguido através de esforços múltiplos.

O próprio governador do Estado, Tarso Genro, tem no santa-mariense um pupilo a ser trabalhado, e a vinda de Fabiano para concorrer à Prefeitura parece que esbarra no bom serviço desenvolvido à frente da Justiça e Direitos Humanos. O homem é ou não a cara e o coração do governo?

COLUNA OBSERVATÓRIO. Definida função de Farret na pré-campanha. Será o “batedor”

Vice deixará o governo dois meses antes. E entra direto na campanha

Noves fora o Escritório da Cidade (inclusive porque o ex-presidente não concorre), que terá novo comandante até o início de fevereiro, a primeira mudança no secretariado municipal, tendo em vista especificamente o pleito de outubro, será na Saúde.

José Farret (também vice-prefeito) deixa o comando da pasta tão logo seja entregue a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que a prefeitura pretende inaugurar ainda antes de março. Os outros secretários se desincompatibilizam só no final do prazo, nos primeiros dias de abril.

Mas, por quê? Duas são as razões principais para a antecipação da saída de Farret. E ambas têm ligação com o pleito. Uma é que há a ideia de prestigiar o vice, tão criticado em alguns setores, que sairia por cima, a partir da abertura do que será um dos “cartões-postais” do proselitismo eleitoral. Outra é que, saindo antes, o ex-prefeito e atual vice, e candidato à reeleição, na dobradinha com Schirmer, passará a fazer o que tem de melhor, na avaliação dos governistas.

O quê? Isso mesmo, será uma espécie de “batedor”. Irá antes do titular, impossibilitado pelas responsabilidades de governo, à casa do eleitor. Na prática, ainda na condição de pré-candidato”, entrará de cabeça na campanha.

Há, no entendimento dos estrategistas do PMDB e do PP (ou de Schirmer, para ser mais preciso) que, liberado antes das tarefas de secretário, Farret poderá se constituir exatamente naquilo que foi em 2008: o grande parceiro na busca do voto dos santa-marienses. Faz sentido. Faz?

COLUNA OBSERVATÓRIO. O que fazem, hoje, os médios e minúsculos PDT, PTB, PSB…

Luneta

As desventuras petistas, ainda incapazes de resolver o seu imbróglio em torno do nome do candidato a prefeito, fazem a delícia dos governistas.

Lideranças (sim, lideranças) do PT e também do PT se esforçam para disfarçar o óbvio: consideram favoritaça a dobradinha Schirmer/Farret para outubro.

E mais: embora temam a divisão, com uma possível candidatura de Jorge Pozzobom, não acreditam que o tucano alce vôo e vire concorrente. Faz sentido! Mas…

De todos os médios e pequenos partidos os que, ao menos aparentemente, mais se mexem são PSB e PTB.

Há até quem aposte numa aliança de socialistas e petebistas, para a Câmara. Crêem ter nomes capazes de formar uma sólida bancada no parlamento.

No caso do PTB, Ovídio Mayer, Pastor Oseas e Jair Binotto seriam as maiores apostas. No PSB, a preocupação primeira não é exatamente com nomes.

Sim, a sigla pretende, antes, reforçar as finanças partidárias – seguindo plano em organização, montado por Sérgio Pollo, o homem da tesouraria do PSB.

PDT já conversou com o PSDB – que já papeou com meio mundo. Há quem, no ninho tucano, imagine um pedetista como vice de Pozzobom, se este concorrer.

O principal charme da oferta (se for) feita pelos tucanos aos pedetistas seria a aliança entre ambos também para a Câmara. Hipóteses, hipóteses. Por ora, só isso.

É bom o eleitor se preparar: todas as chapas majoritárias (com exceção da que será montada pela esquerda-esquerda) terão no mínimo meia dúzia de siglas.

Por quê? Ora, cada sigla minúscula que aderir garantirá pelo menos 30 segundos no rádio e na TV. O que, diz-se, pode fazer a diferença.

Claro que as adesões não serão gratuitas. Muitas sequer terão a ver com ideologia. Mas poderão significar uma vaguinha numa aliança proporcional.

Pit-stop. O titular de Observatório se afasta por duas semanas (o que deverá ocorrer também em fevereiro). As próximas colunas serão assinadas pelo competente Eder R. Flores.

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br (925 mil acessos em novembro). Ah, igualmente pode ouvi-lo, às 7h30 e ao meio dia, na Antena 1.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Hoje é beeeem mais difícil fazer beicinho para um partido

Não custa lembrar

Em 7 de julho de 2001:

“Luneta – * Cláudio Rosa estaria descontente com o PMDB e até pensando em sair. Foi assediado pelo PPS, mas tudo continua em banho-maria.

* Único membro do PFL com cargo público na cidade, Manoel Badke é, hoje, a maior liderança pefelista na cidade. Essa talvez seja a causa da cobiça, por exemplo, do PMDB, que adoraria vê-lo virando a casaca.

* Segue a briga, nos bastidores, entre PPB e PMDB por algumas lideranças. De outros e até sem partido.”

Hoje:

Nem faz tanto tempo. De todo modo, já se passou uma década (mais meio ano) da publicação das notas na seção “Luneta”, e, entre tantas mudanças importantes no modo de fazer política, é preciso que se saúde ao menos uma: hoje é beeeem mais difícil fazer beicinho com um partido, ameaçando sair.

Ou mesmo “plantar informações” na mídia (o que não era exatamente o caso dos protagonistas, mas dos apoiadores) dando conta de uma possibilidade de movimentação.

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. Feira da Economia Solidária, Tarso, Schirmer e Irmã Lourdes

O prefeito Cezar Schirmer prometeu publicamente R$ 300 mil para ajudar o Banco da Esperança a organizar, no meio deste ano, mais uma edição da Feira de Economia Solidária do Mercosul e toda a programação correlata – que traz um punhado grandão de visitantes à cidade. Condicionou a entrega dos recursos à existência de ajuda oficial também do Governo do Rio Grande.

A irmã Lourdes Dill, grande mentora e comandante da organização da economia solidária, informou ao colunista, e ninguém refutou, que teve uma conversa com o governador Tarso Genro e o prefeito, juntos, no último evento realizado em Santa Maria. Na ocasião, Tarso prometeu, então, dar “o dobro” do que a prefeitura da comuna oferecesse à Feira.

A coordenadora do Banco da Esperança disse a Observatório que, o mais rapidamente possível, entregará ao prefeito os projetos contendo a participação do Palácio Piratini. E então… se terá mais um grande evento da economia solidária, em Santa Maria.

Resumo da ópera: diante de tudo isso, quem duvida?!

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. Em dois dias, uma opereta e o novo jornal dos republicanos

Isso é história!

1911, 13 de julho – No Teatro 13 de Maio estreia a grande Companhia Italiana de Operetas do maestro Ernesto Lahoz, contando com a insigne soprano Lina Lahoz, o tenor A. Acconci e o cômico Piraccini.

15de julho - Aparece o 14 de Julho, órgão do Partido Republicano Riograndense, de propriedade de Adolfo Oto Brinckmann e tendo João Belém como chefe de redação. É o segundo deste nome a surgir na cidade, sendo que o primeiro, de propriedade e redação de Abelardo de Almeida Campos, foi empastelado pelos federalistas de Marcelino Pina, por ocasião da tomada da cidade, a 8 de março de 1894. Durará pouco mais de ano, para desaparecer em consequência de dissentimentos surgidos entre os republicanos locais.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. O drama petista em Santa Maria parece não ter fim

Há coisa de 10 dias, a corrente Unidade na Luta Democrática (ULD), que tem em Valdeci Oliveira e Valdir Oliveira os principais nomes em Santa Maria, anunciou, numa nota curta, que o segundo retirava a pré-candidatura a prefeito e o primeiro reafirmava sua intenção de não concorrer, optando por permanecer na Assembleia Legislativa.

Mas trazia o que pode ser uma novidade: deixava de apoiar o secretário estadual de Justiça Fabiano Pereira (que passou a ser o preferido há coisa de mês e meio) para repor-se como patrocinadora da ideia de que o candidato a prefeito de Santa Maria, pelo PT, deve ser Paulo Pimenta.

Aparentemente, os articuladores da ULD, esqueceram de “combinar com os russos”. Ouvido pela mídia, no meio da semana, o deputado federal novamente tergiversou, jogando uma definição para março, após o conjunto de reuniões regionais que o PT pretende promover a partir do final deste janeiro.

Mas o papo de Pimenta foi para o público externo, com o qual não quer nem pode se incompatibilizar. “Nas internas”, o deputado federal mais votado do PT gaúcho, coordenador da bancada do Rio Grande no Congresso e integrante do Parlamento do Mercosul, reafirmou sua intenção de… não concorrer.

Como Fabiano Pereira também já tirou o time de campo (não obstante as declarações do secretário, e também de Pimenta e Valdeci, no encontro municipal de 9 de dezembro, colocando-se todos como alternativa) o drama petista torna a ficar gigantesco.

Solução? Tai algo que, muito provavelmente, nem Ele sabe. Quanto mais este colunista.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Os partidos e a cota feminina nas nominatas para a Câmara

A COTA - os partidos batem cabeça para montar chapas competitivas à vereança. E a maior dificuldade, dizem os líderes, é o preenchimento das vagas femininas (30% do total). Há nomes. Mas em quantidade insuficiente.

COLUNA. O que reserva pra você o Observatório deste sábado, 7 de janeiro

Logo após à meia noite, no início da madrugada deste sábado, você começará a ter disponível aqui a versão original (sem as eventuais modificações feitas na redação) da página Observatório, que publico semanalmente, no jornal A Razão.

E, agora, antecipo os principais destaques da coluna deste final de semana, 7/8 de janeiro.

Confira:

1. PELA PALAVRA. A verba para a economia solidária, e os detalhes do que papearam Tarso Genro, Cezar Schirmer e Irmã Lourdes Dill – coordenadora da Feira do Mercosul..

2. O PROBLEMA. Na montagem das nominatas de candidatos à Câmara de Vereadores, uma grande dificuldade se coloca para os partidos. Todos eles. Saiba qual.

3. A FUNÇÃO. Além da necessidade legal, há um motivo político/eleitoral que levará à saída antecipada de José Farret da secretaria de Saúde. A coluna vai explicar.

4. O DRAMA. A impressão (e talvez até mais que isso) que passa o PT é de que não tem ideia do que poderá acontecer com a sigla, na disputa eleitoral. Observatório dá detalhes.

5. COADJUVANTES.  Na seção “Luneta”,  mais de uma dúzia de notas, na quase totalidade exclusivas. Várias trazem informações dos partidos médios e minúsculos de Santa Maria e suas atividades neste momento pré-eleitoral.

É isso, mas, pode acreditar: tem muito mais. A coluna está quentíssima e cheia das informações (e análises) que lhe são bastante peculiares. Se fosse você, não deixaria de, além de ler no jornal o texto final, acessar este sítio para conferir o conteúdo original da coluna Observatório, no início da madrugada deste sábado, 7 de janeiro.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. Schirmer acredita, mesmo, no que diz. Mas ele também pisca

31, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Prefeito só piscou em uma das 50 questões: reforma administrativa

Foram duas horas e pouco de conversa, no início de uma noite pré-natalina, no Palacete da SUCV. Meia centena de questões apresentadas. Algumas beeem cabeludas, como a relação com a mídia e, claro, a eleição próxima – afora desempenho do governo em áreas vitais, como saúde e educação, por exemplo.

Não faltaram enroscos, nos questionamentos – o que você pode conferir no conjunto de textos publicados, ao longo desta semana, no site www.claudemirpereira.com.br. No entanto, ao final do papo, o colunista extraiu ao menos uma certeza e uma interpretação.

A primeira é a impressionante convicção de Cezar Schirmer acerca do desempenho de seu governo. Para ele, são inúmeros os feitos até aqui. Ressalvados os dois primeiros anos, “para ajeitar a casa”, neste último se deu nota 8 – o que seria, na linguagem escolar, aprovação com louvor. Se certo ou não a história vai dizer. E até nem demora.

A segunda, obviamente subjetiva, pois se trata do bestunto do colunista, a partir da forma como o prefeito respondeu, é que em apenas uma pergunta o prefeito piscou. Tartamudeou. Tratava-se, foi a impressão, de tema inesperado. No caso, a reforma administrativa, aprovada no alvorecer do mandato. E especialmente um ponto do projeto, aliás  dos mais exaltados à época: a criação das fundações de Ação Social e Meio Ambiente. Ambas jamais foram implantadas. Nem serão.

Aparentemente, embora Schirmer tenha respondido, talvez essa questão ele preferisse ver deixada de lado. Explicações foram dadas. Mas, que diabo, a Observatório ficou a impressão de que o próprio prefeito não estava assim tão convicto delas. De todo modo, foi uma entre 50. Então… Então sobra o que está no título deste texto: o prefeito acredita, meeeesmo, no que diz. Resta ver a população.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Se Schirmer vencer de novo, Escritório da Cidade vai mudar

31, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

Luneta

Só se fizer, no mínimo, uma assembleia regional por semana, excluído o carnaval, o PT santa-mariense conseguirá cumprir o roteiro estabelecido no início de dezembro.

A ideia é definir, depois dos encontros, quem será o candidato da sigla à Prefeitura. Isso se dará num amplo encontro municipal. Mas o calendário está curto.

Curiosamente, aquele que estava mais atrasado, “corre o risco” de ser o primeiro a oficializar um nome para o pleito majoritário de outubro.

Sim, Jorge Pozzobom só assumirá a candidatura depooois do PT. E Schirmer, se pudesse, só confirmaria o óbvio lá por agosto.

O PP até pode ter alguma ideia acerca do substituto de Júlio Rasquin, no Escritório da Cidade. Mas também pretende usar janeiro para resolver, com Schirmer, o enrosco.

Atenção: numa eventual reeleição de Cezar Schirmer, o Escritório da Cidade vai mudar de status. Deixará de ser autarquia, formato que não agrada ao atual prefeito.

Mas, e daí? Daí que, e isso é um palpite claudemiriano, um novo mandato do atual prefeito significará o retorno da antiga secretaria de Planejamento.

O verão será aproveitado pelas siglas menores, e até as munúsculas, para, digamos, reuniões internas. Isso se acontecerem.

O fato é que se encaminha um pleito em que haverá, taaaalvez, meia dúzia de candidatos a prefeito. Competitivos, no entanto, serão três. No máximo.

Ao que tudo indica, o esforço concentrado da penúltima sessão ordinária do ano, na terça-feira, garantiu recesso tranqüilo aos vereadores.

A chance de convocação extraordinária é, hoje, nula. Até mesmo a solicitação (preventiva) de autorização para Schirmer viajar já foi votada.

A todos (e não foram poucos) que enviaram, à coluna, mensagens de boas festas e, especialmente, um excelente 2012, a retribuição é sincera e na mesma medida.

Você pode seguir o colunista no Twitter (@claudemirpe), ser amigo no Facebook e também acompanhá-lo no www.claudemirpereira.com.br (925 mil acessos em novembro). Ah, igualmente pode ouvi-lo, às 7h30 e ao meio dia, na Antena 1.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Enfim, acordos cumpridos na Câmara de Vereadores de SM

31, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Não custa lembrar

Em 24 de junho de 2000:

“Oposição esperneia, Anita vence – Que não se diga que os oposicionistas não tentaram. Fizeram até mais. Chegaram a obter documentação para reduzir o número de bancadas da situação…

…De repente, Júlio Brenner deixou de ser tucano – por força da expulsão decretada pela direção do PSDB/SM. Como também Anita Costa Beber (que, aliás, garante que deixará o partido) foi suspensa por cinco meses…

…Ainda assim, Anita, numa bem articulada operação – especialmente do governo e sua bancada, o PT – manteve sua posição, como também Brenner, e se elegeu a primeira mulher presidente da Câmara da história santa-mariense…”

Hoje:

Manoel Badke foi eleito e será o presidente da Câmara no último ano desta legislatura. Com isso, se completa período bem razoável de tempo em que, ao menos nesse quesito, partidos que se unem para dirigir o parlamento cumprem os acordos prévios.

E a nota de exatos seis anos atrás dá conta ter sido talvez aquele momento emblemático. Afinal, Anita virou presidente, algo inédito e que Sandra Rebelato deu sequência em 2011. Boas notícias, enfim, surgem da Câmara.

Ainda que o ideal seja a divisão correta das forças políticas (como fazem, por exemplo a Assembleia e a Câmara da capital), um bom início é referendar o que se acordou.

COLUNA OBSERVATÓRIO. E o “Grande Prêmio Observatório” relativo a 2011 vai para…

31, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Como já é tradicional a coluna anuncia, na última edição do ano, o “Grande Prêmio Observatório”. Em 2011, deu empate. Dois assuntos, compriiiiiidos, se destacaram.

Um a discussão intestina do PT, que conseguiu se embaralhar todo e, diferente do que anunciou, não lançou (ainda) candidato a prefeito. Outro foi o, digamos, debate em torno do número de vereadores. Que, afinal, serão 21 – como prevê a Lei Orgânica.

Razões para as escolhas? Bueno, que cada um tire a própria conclusão. Mas ao colunista vêm a mente uma palavra, apenas, para ambas: fiasco. O que não quer dizer que seja, se me entendem.