COLUNA OBSERVATÓRIO. As novas funções de Valdeci Oliveira e suas consequências
Deputado (alguém ainda tem duvida?) está fora da disputa de outubro
O que era uma especulação insistente, a partir da saída de Estilac Xavier para o Tribunal de Contas do Estado e o anúncio da substituta, a deputada Miriam Marroni, virou realidade no início desta semana: deputado estadual em primeiro mandato, o ex-prefeito de Santa Maria, Valdeci Oliveira, foi o escolhido de Tarso Genro para representar oficialmente o governo, na Assembleia Legislativa.
Afora a questão da honraria, de resto municiadora do currículo do ex-metalúrgico e líder sindical transformado em militante político-partidário de sucesso eleitoral, há pelo menos duas consequências objetivas, para o futuro imediato. Uma, de interesse direto da comunidade; outra, no campo interno do petismo.
Parece óbvio que, como interlocutor direto (podendo entrar no gabinete sem bater, como se diz) do governador, Valdeci torna-se, de pronto, o ponta de lança privilegiado dos interesses locais e regionais, junto ao Palácio Piratini. E será usado nesse sentido – seria uma estupidez pensar e agir diferente.
Do ponto de vista do petismo da boca do monte, morre de vez a ideia de muitos militantes do partido. Havia os que mantinham acesa a esperança de que Valdeci ainda pudesse ceder aos apelos e concorrer à sucessão de Cezar Schirmer. Com os novos encargos, cai por terra qualquer possibilidade de uma candidatura.
Desta forma, o problema (que é sério, ninguém mais duvida) do PT segue do mesmo tamanho. Assim como a dúvida sobre quem vai representar o partido do Cara, na disputa de 7 de outubro, em Santa Maria.










