Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Mídia’

JORNALISMO. Este sítio e TV SM são garantia de cobertura diferenciada da Feisma

A modéstia vai às favas. Mas o fato é que apenas dois veículos de comunicação estão, meeeesmo, fazendo uma cobertura diferenciada da Feisma, a Multifeira de Santa Maria. Este sítio, que mantém um repórter (Maiquel Rosauro) produzindo várias notas diárias e diferentes sobre o evento. E a TV Santa Maria, a emissora comunitária que está transmitindo ao vivo, diariamente, do Centro Desportivo Municipal.

Aliás, o trabalho da TV SM (canal 19, Net e www.santamaria.tv.br) é um dos temas abordados pelo sítio. E que, juntamente com outras notas, algumas delas absolutamente exclusivas (como o Polo de Inovações Tecnológicas da UFSM), você pode acessar clicando no banner que abre a “capa”. Ou, no alto à direita, clicar no ícone “Feisma” – e você terá esta e outras 30 e tantas notas acerca da multifeira que se desenvolve desde sábado no Centro Desportivo Municipal.

Abaixo, as que serão publicadas ao longo desta madrugada:

- TV Santa Maria reliza cobertura especial na multifeira;

- Polo de Inovações Tecnológicas irá incentivar novos negócios na UFSM;

- Adesm apresenta ações e lança revista;

- Nova motocicleta é lançada no Salão do Automóvel;

- Aapecan mostra suas atividades na multifeira;

- Orquestra atrai sócios com música; e a

- Programação cultural desta sexta-feira.

Boa leitura!

PARA CONFERIR AS REPORTAGENS, VOCÊ TAMBÉM PODE CLICAR AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA E JUSTIÇA. Monopólios e oligopólios são ameaça à liberdade de imprensa. Não, quem diz não é o editor, mas…

…mas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, João Ricardo dos Santos Costa. Que foi mais longe, na excelente (ainda que não se precise concordar com tudo o que ele diz) entrevista publicada no jornal eletrônico Sul21.

Sobre o que mais ele falou e que tende a suscitar, muito provavelmente, a ira dos oligopolistas e monopolistas, vale a pena ler a reportagem assinada por Rachel Duarte. A seguir:

Para presidente da Ajuris, modelo conservador dos meios de comunicação está falido

Na última semana, durante a realização do seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa foi enfático ao criticar o sistema de comunicação brasileiro e a grande imprensa. O Sul21 entrevistou-o sobre o tema e também sobre outras polêmicas que envolvem o poder judiciário no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Segundo João Ricardo, os monopólios e oligopólios mantêm na mão de poucos o acesso à informação, direito constitucional que deveria ser assegurado a todos os cidadãos. Ele reconhece que o poder judiciário tem responsabilidade neste processo e poderia fazer mais pela democratização da comunicação. Neste debate, a Ajuris coloca-se ao lado do governo estadual, que também fez a mesma crítica à imprensa. Porém, João Ricardo afirma que as falas públicas não tiveram relação e que a entidade segue divergindo de Tarso Genro nos temas da previdência social, do teto salarial e quanto aos magistrados serem a categoria mais privilegiada.

Na avaliação do presidente da Ajuris, a justiça brasileira tem muitos entraves por conta de um sistema moroso que permite, por exemplo, que um processo civil por desvio de dinheiro prescreva devido aos inúmeros recursos permitidos à defesa. “Com toda essa quantidade de recursos qualquer processo chega à prescrição, inclusive os de crime hediondo”, afirma…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA E CENSURA (2). A audiência dos deputados sobre o conflito Folha x Falha, na versão da Folha de São Paulo

27, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

No final da manhã, foi publicada, aqui, a versão da assessoria de imprensa do deputado federal Paulo Pimenta (vai mais abaixo e a encontrará), sobre a audiência acontecida ontem e que discutiu o conflito entre a Folha de São Paulo e sua paródia, a Falha de São Paulo.

Agora, para que você possa ter uma visão total do que ocorreu na Câmara dos Deputados, acompanhe também a versão da Folha de São Paulo, publicada na página 14 do jornalão paulista, em sua edição de hoje. Confira a íntegra:

Comissão da Câmara discute a regulamentação da mídia

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discutiu ontem a regulamentação dos meios de comunicação durante uma audiência pública para debater o tema “O silêncio da mídia no caso de censura imposta pelo jornal Folha de S.Paulo ao sitewww.falhadesaopaulo.com.br“.

Participaram da audiência cerca de 50 pessoas, entre elas os irmãos Lino e Mario Bocchini, que são responsáveis pelo site, um representante da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e deputados federais.

A regulamentação dos meios de comunicação foi citada pelo primeiro secretário da Fenaj, Antônio Paulo Santos, pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e por Mariana Martins, uma representante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, uma associação civil de direito privado.

“Precisamos, sim, de regulamentação dos meios de comunicação, que a toda hora está sendo chamada de censura e nada mais é que formas de garantir essas liberdades de tantos outros cidadãos”, afirmou Mariana.

Já Santos disse que “gostaria de reiterar o papel do Congresso nesse olhar comprometido com o processo de desregulamentação do setor”.

A comissão aprovou, em agosto, convite para que participassem da audiência representantes da Folha, ANJ (Associação Nacional de Jornais), CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Em carta enviada à comissão, a Folha contestou o tema e o enfoque dado à audiência proposta pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e recusou o convite. A ausência do jornal e o processo movido pela Folha foram criticados, e deputados falaram em “censura”.
Lino Bocchini afirmou que o site tinha a intenção de questionar, com humor, a atitude da Folha de se dizer apartidária e imparcial. Ex-assessor da administração petista na cidade de São Paulo, ele informou que não é filiado a nenhum partido.

No ano passado a Folha ingressou na Justiça contra o uso do logotipo e endereço eletrônico semelhantes aos do jornal pelo site dos irmãos Bocchini.

Em setembro de 2010, a Justiça concedeu liminar determinando a suspensão do registro do domínio falhadespaulo.com.

Em setembro deste ano, a Justiça julgou parcialmente procedente o pedido da Folha e decidiu pela suspensão definitiva do domínio. Lino Bocchini afirmou ontem que vai recorrer da decisão.”

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA E CENSURA. Saiba tudo que foi dito na audiência que avaliou o conflito Folha x Falha (de São Paulo)

Ausência da Folha foi lamentada por parlamentares de todos os partidos presentes à audiência

Foi ontem, sem a presença de representantes da Folha de São Paulo, que se recusaram a comparecer. Os detalhes chegam através da assessoria de imprensa do deputado federal Paulo Pimenta (PT), autor do requerimento que provocou o debate.  A reportagem é de Fabrício Carbonel, com foto da Agência Câmara de Notícias. A seguir:

 “Decisão da justiça no caso Folha x Falha pode criar jurisprudência perigosa sobre liberdade de expressão, avaliam parlamentares

Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promoveu audiência para debater o silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de São Paulo ao blog Falha de S. Paulo. Parlamentares de diversos partidos políticos compareceram à sessão, em uma demonstração de que essa não é uma discussão partidária, conforme tentou induzir o diário paulista nos últimos dias. Os deputados alertaram para um precedente perigoso que pode ser criado no país, dependendo da compreensão da justiça sobre o episódio.

Autor do requerimento para o debate, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) enfatizou que a linha adotada pela Folha põe em risco um direito constitucional. “Estão corretos os que entendem que esse episódio não é algo menor. Como essa é uma ação inédita no Brasil, a decisão da justiça em favor da Folha de S. Paulo criará uma jurisprudência de restrição à liberdade de expressão. Qualquer blog ou veículo alternativo que utilizar da sátira para criticar poderá ser processado e tirado do ar. No futuro, os próprios meios de comunicação serão julgados com base nesse entendimento”, frisou o parlamentar.

“É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro”
Criador do blog Falha, Lino Bochini criticou, por um lado, a ausência da Folha, mas por outro, afirmou que o jornal paulista “mostrou sua verdadeira face”. Ele, que classificou a ação da Folha com “absurda” e “truculenta”, rebateu as alegações do proprietário e diretor de redação, Otávio Frias Filho, de que o blog Falha não seria sátira nem independente. “É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro. A Folha mente, o nosso blog era sátira e era independente! A Folha é um jornal que cobra transparência, responsabilidade dos órgãos públicos – o que está correto – mas que foge do debate por meio de uma carta autoritária”, contestou Lino, desafiando que não há na blogosfera nenhum site defendendo a Folha, além do portal do próprio jornal.

“Folha tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão. Isso explica a ausência de seus representantes”
O 1º Secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, Antônio Paulo Santos, que também compôs a mesa de trabalho, afirmou que o que os grandes grupos de comunicação querem é a “liberdade de empresa”. O dirigente da Fenaj criticou, e não isentou o Congresso, pelo fato de no Brasil o setor de comunicação não ter regulação nenhuma. “As tradicionais famílias que dominam a mídia em nosso país trabalham unidas pela desregulamentação do setor. Conseguiram, a partir de muita pressão, que o Congresso arquivasse o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, e, por fim, há dois anos, derrubaram o diploma de jornalismo”, resumiu.

A Folha, por meio de nota, já havia antecipado que “declinaria” do convite por “discordar da temática da audiência”. Sobre ausência do jornal paulista, o deputado Pimenta disse que a “Folha de S. Paulo tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão”, o que, segundo ele, explica a ausência de seus representantes. Ivan Valente (PSOL-SP) considerou que a Folha desrespeitou o Legislativo ao contestar na carta a temática da audiência. “O jornal pode fazer o juízo de valor que quiser sobre o fato, mas não pode deslegitimar a atuação da Comissão de Legislação Participativa e do Poder Legislativo”, criticou.

Parlamentares condenam Folha e apóiam blog Falha
Ao todo, 16 deputados registraram presença no debate. Todos dividiram da mesma preocupação, levantada no início do debate, sobre uma jurisprudência perigosa a ser criada pela justiça no caso de uma decisão favorável ao jornal Folha de São Paulo.

“Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade”
“A estrutura das empresas de comunicação no Brasil é familiar e secular, isso é ruim para a democracia brasileira. A propriedade cruzada, essa concentração da informação que em outros países não existe, aqui no Brasil pode! A Folha erra ao fazer a defesa da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que não consegue suportar as críticas de um blog. Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade, e não com o leitor (referindo-se ao antigo slogan da Folha ‘de rabo preso com o leitor’). Lamento que a justiça brasileira, às vezes, tenha definições impróprias sobre alguns temas, daí a necessidade da regulamentação dos meios de comunicação, para não termos um vazio legislativo, que possa, de alguma forma, ameaçar a liberdade de expressão no país”. Ivan Valente (PSOL-SP)

“É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”
“Esse tema não se esgotará, pois não há, aqui, a outra parte. Se não pudermos usar a marca para satirizar, como defende a Folha, o Zorra Total deveria sair do ar, pois faz uma sátira a Presidente Dilma. Se, por acaso, a Presidente pedisse para tirar o quadro do ar, certamente, a Rede Globo reagiria, e a Folha e os grandes jornais do país dariam capa para o assunto. O PCdoB, meu partido, poderia processar a revista Época que trouxe em sua edição desta semana uma montagem com nossa bandeira. Esse episódio criará um parâmetro para as decisões judiciais. Não podemos tratar o caso como se fosse algo isolado, um processo da Folha contra um blog. É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”. Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)

“Chama a atenção que a Folha diz que a decisão da justiça de primeira instância é soberana e que o assunto está superado. Não está e o parlamento tem o dever de acompanhar os próximos desdobramentos”. Luiz Couto (PT-BA)

Universitários de Brasília, representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social também acompanharam a audiência.
“Está claro que, quando o espaço para os dois lados estão garantidos, a Folha prefere silenciar. Liberdade de expressão e liberdade de imprensa têm que conviver com as demais liberdades. Assistimos a grandes grupos fazendo mau uso da liberdade de expressão, o que não se configura no caso do blog Falha de S. Paulo. São os blogs, hoje, que nos garantem a pluralidade da informação, e mesmo assim os gigantes se insurgem contra os pequenos que exercem o direito à crítica”. Mariana Martins – Grupo Intervozes

Convidadas, Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não compareceu e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que havia confirmado o nome de Claudismar Zupirolli, Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (OAB-DF), não enviou representante, pois hoje no Supremo Tribunal Federal estava em julgamento a constitucionalidade do exame da ordem dos advogados.

Deputados presentes à audiência:
Dr. Grillo (PSL-MG)
Paulo Magalhães (DEM-BA)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Roberto Britto (PP-BA)
José Stédile (PSB-RS)
Miriquinho Batista (PT-PA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Vitor Paulo (PRB-RJ)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Luiz Fernando (PSDB-SP)
Vaz de Lima (PSDB-SP)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Luiz Couto (PT-PB)
Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)
Nelson Marchezzan Jr (PSDB-RS)”

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA E LIBERDADE. “Folha” se recusa a participar de audiência da qual é protagonista

Curioso, isso. Por qualquer toma-lá-dá-cá a mídia vem com a conversa mole de que se está “podando” a liberdade de imprensa. Como se entrar na Justiça, que é quem decide, seja um atentado. No entanto, quando ocorre o oposto…

Bem, a história está bem contada pela assessoria de imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT), autor do requerimento aprovado pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara, para audiência pública destinada a tratar do chamado caso “Folha x Falha”. Leia o texto, assinado pelo jornalista Fabrício Carbonel. A seguir:

Folha de S. Paulo recusa ir à audiência na Câmara dos Deputados debater caso de censura imposto ao blog Falha

A Folha de S. Paulo se negou a participar da audiência pública que será realizada na próxima quarta-feira (26) pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados para debater o caso de censura imposto pelo jornal paulista ao blog Falha de S. Paulo.

Por meio de nota, assinada pelo diretor de redação, Otávio Frias Filho, pelo editor-executivo, Sérgio Dávila, e pelo secretário de redação, Vinicius Mota, a Folha de S. Paulo informa “declinar” do convite por “discordar de seus pressupostos”. Também convocada para representar a Folha, a advogada que assina a ação contra o blog Falha, Tais Gasparin, alegou viagem ao exterior.

Autor do requerimento, o deputado federal Paulo Pimenta afirma que mesmo com a ausência da Folha aos debates a audiência será realizada. “Cada vez que um veículo jornalístico tem sua atuação limitada pela ação do Poder Judiciário, fala-se em censura, e a grande mídia e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) bradam em favor da liberdade de expressão no país. É curioso, nesse caso, que a Folha, ao se sentir atingida, tenha buscado o caminho da justiça para calar a os irmãos Lino e Mário Bochini e, além disso, não se tenha visto qualquer tipo de movimento na imprensa contestando a ação da Folha”, critica o parlamentar.

O deputado Pimenta disse ainda “lamentar” que a Folha tenha se manifestado apenas por meio de uma nota, perdendo a oportunidade de prestar esclarecimentos à sociedade brasileira e promover um debate “qualificado” sobre liberdade de expressão. “Em mais esse episódio, fica revelada a postura contraditória do jornal paulista, ao se negar a dar informações de suas ações, justo a Folha que existe e sobrevive do ato de informar. Um jornal que diz estar a serviço do Brasil, não deveria agir como se estivesse acima dos brasileiros”, avalia o deputado Pimenta.

Para um dos criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Bochini, a atitude da Folha de S. Paulo já era esperada. “A Folha foge desse debate, eles dizem que defendem liberdade de expressão mas não suportaram ser criticados por um blog, como o Falha de S. Paulo. Parece que o autoritarismo ainda faz parte da marca deste jornal, que apoiou a ditadura no Brasil e se sente intimidada quando provocada publicamente”, diz Lino.

Folha x Falha

Em setembro de 2010, os irmãos Mário e Lino Ito Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, uma paródia ao jornal paulista. Após um mês no ar, o jornal entrou na Justiça para tirar o blog do ar. Além de cassar o endereço na web, a Folha abriu um processo contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais. 

A audiência será realizada nesta quarta-feira (26), às 14h30, no plenário 3 da Comissão de Legislação Participativa. Foram convidados os criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Boccchini e Mario Ito Bocchini; o proprietário do jornal Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho; o diretor de redação da Folha de São Paulo; Sérgio Dávila; a advogada do jornal paulista, Taís Gasparian; o secretário de redação da Folha de São Paulo, Vinicius Mota; e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ).”

SIGA O SITÍO NO TWITTER

QUE DIABO… Então, não há provas contra o ministro? Mas o rolo já está formado

Para quem viu a capa da ex-revista Veja, há dois sábados, parecia que o Orlando Silva é um criminoso já julgado e condenado. O dinheiro de propina entregue na garagem. Era a afirmação do periódico que, como já afirmou o jornalista Marcos Rolim, é um “partido político de extrema direita”. Que decide a vida do país e dos seus habitantes.

Pois bem, passados dez dias, pode-se até afirmar um monte de coisa sobre o comunista do B. Inclusive que, taaalvez, seja leniente com a corrupção. Mas, definitivamente, até prova em contrário, é inocente. Tanto que seu acusador, o notório vigarista que, ainda assim, recebeu todo o espaço da ex-revista, simplesmente não apresentou as tais PROVAS que jurava ter. E agora? Quem vai resolver o problema da reputação do cidadão? Bueno, não é a ex-revista, por certo.

Em todo caso, o enrosco está formado e, mais que isso, pode ser decisivo na hora da remontagem da equipe ministerial. Isso levou, inclusive, à produção e publicação de material bastante interessante, na edição de hoje d’O Estado de São Paulo. Antes, portanto, do depoimento da “testemunha” da Veja à Polícia Federal, a qual disse não ter nada contra o ministro, pessoalmente. A reportagem é de Vera Rosa. Acompanhe:

Crise na pasta complica xadrez da reforma ministerial

… A crise política envolvendo o Ministério do Esporte, hoje comandado pelo PC do B, assanhou a base de apoio do governo, de olho na dança das cadeiras, e escancarou insatisfações de antigos aliados do PT. À espera da reforma ministerial, prevista para janeiro de 2012, partidos já produzem listas com nomes que gostariam de emplacar na Esplanada e tradicionais parceiros do time petista, como o PC do B e o PDT, avisam que não aceitarão o rebaixamento para a segunda divisão.

“O PT casou com o PMDB e arrumou amantes da direita. Será que agora vai querer dar outra guinada e se livrar da esquerda?”, provoca o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. Com as barbas de molho, os trabalhistas sabem que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é um dos cotados para cair na reforma que a presidente Dilma Rousseff fará na equipe e não escondem a revolta.

A exemplo de Orlando Silva (PC do B), mantido por Dilma no Esporte, Luppi também enfrentou denúncias de uso indevido do dinheiro público, em convênios firmados no Trabalho, para abastecer o caixa de seu partido. Os dois ganharam sobrevida porque a presidente tenta segurar as demissões a conta-gotas, mas estão na corda bamba…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

RÁDIOS COMUNITÁRIAS. Novas regras desburocratizam criação das emissoras. Mas ainda sobram controvérsias

24, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Vamos combinar: se as emissoras comerciais (ainda que esqueçam eventualmente que sejam concessões PÚBLICAS) pudessem, as emissoras comunitárias simplesmente inexistiriam. Não creia em discurso no sentido contrário. Dito isto, também os que buscam essas possibilidades de comunicação com os meios mais populares têm as suas queixas.

De todo modo, algumas coisas estão acontecendo, não obstante as controvérsias. E, inclusive, há novidades na área, como mostra material produzido pela Agência Brasil. A reportagem é de Sabrina Craide. Acompanhe:

Novas regras pretendem agilizar as habilitações de rádios comunitárias

Uma portaria publicada nessa semana pelo Ministério das Comunicações estabelece novas regras e novos critérios para a seleção das entidades interessadas em prestar o serviço de rádios comunitárias do país. As mudanças procuram atender a uma das principais reclamações das rádios comunitárias, que é a burocracia no processo de novas outorgas.

Além de aumentar o prazo para a inscrição das entidades interessadas em operar o serviço de 45 para 60 dias, a norma prevê a elaboração periódica de planos nacionais de outorgas, que devem estabelecer um calendário antecipando os avisos de habilitação que serão lançados. Isso permite que as entidades interessadas possam se preparar para participar do processo. Os avisos de habilitação deverão priorizar a universalização do serviço e o atendimento da demanda reprimida.

A portaria também deixa mais claros os critérios para renovação das outorgas e define o que pode ou não ser veiculado como apoio cultural, que é o único tipo de publicidade que as rádios comunitárias podem ter. “O objetivo é tornar o processo de outorga mais célere e mais qualificado, no sentido de tentar valorizar alguns aspectos das entidades que de fato contribuem para a execução do serviço de radiodifusão comunitária”, explica o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Octavio Pieranti…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

ESSA, SÓ AQUI! Confira a “carta desabafo” enviada (e não divulgada) por uma bancária à direção de jornalismo da Globo

18, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Não há dúvida. Ninguém, na mídia tradicional, dará curso a essa carta. Ela foi enviada na sexta-feira ao diretor da Central Globo de Jornalismo. Tratava da cobertura da emissora e retransmitida por suas afiliadas (no Rio Grande do Sul, a RBS) acerca do movimento paredista dos bancários.

Sua autora, por sinal formada em jornalismo, é Teresa Roberta Soares. Confira a íntegra – publicada originalmente no blogue do jornalista Luis Nassif. É uma boa forma de entender como se tratam alguns movimentos neste país. A seguir:

 “Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo

Carta à Direção Globo de Jornalismo

Sr. Carlos Henrique Schroder,

É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil. 

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve. 

Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro. 

Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo. 

Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado. 

Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade. 

Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível. 

Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

LUNETA ELETRÔNICA. Sessão na Câmara, Tarso e a Medianeira, Comunicação e Inclusão Digital, votações na AL, CRS fechada

* A menos que incluídos à última hora, por força de acordo entre os partidos, nenhum projeto consta para votação nesta terça, na sessão da Câmara de Vereadores.

* Há, claro, e você pode conferi-los no Boletim Legislativo 060/2011, os indefectíveis requerimentos solicitando os indefectíveis serviços da Prefeitura. São 30, para ser exato.

* Na Assembleia Legislativa, há 24 proposições que podem ser votadas esta semana, pelos deputados. Inclusive projetos em regime de urgência enviados pelo Piratini.

* Nessa condição estão oito propostas que precisam ser votadas antes, pois trancam a pauta. A decisão sobre quantos e quais serão apreciados na semana sai na reunião dos líderes com a Mesa Diretora, no final da manhã.

* Na Câmara dos Deputados também há trancamento de pauta. Antes de tudo, nas sessões ordinárias, precisam ser votadas 4 Medidas Provisórias.

* Entre as que podem ser votadas nesta semana está a 540/2011, parte do programa “Brasil Maior”, que concede incentivos à indústria nacional.

Tarso, com padre Sílvio (D), recebeu o convite (foto Caroline Bicocchi/Palácio Piratini)

* O governador Tarso Genro deve vir à Romaria da Medianeira, em 13 de novembro. Foi o que disse na tarde passada ao padre Sílvio Weber, que lhe entregou o convite no Palácio Piratini.

* O pároco, que representou o arcebispo Hélio Rubert (que se recupera de cirurgia cardíaca), esteve acompanhado do secretário de Justiça, Fabiano Pereira, e do diretor da Rede Viva de Televisão, Jorge Cunha.

* A secretaria estadual de Comunicação e Inclusão Digital lança oficialmente, nesta terça, o Fórum Mundial de Comunicação e Inclusão Digital.

* O evento – está programado para 30 e 31 de janeiro e 1° de fevereiro, na sede da Fiergs, em Porto Alegre, e são aguardados cerca de 5 mil pessoas.

* O Fórum deve mobilizar pesquisadores, universidades, profissionais das áreas de comunicação e cultura, entidades e representantes dos movimentos sociais.

* O tema central a ser debatido com cerca de 40 palestrantes internacionais é “Liberdade de expressão e cultura digital” – e sua relação com a cidadania.

* Para fechar, uma local: nesta terça-feira, a Coordenadoria Regional de Saúde estará fechada. O motivo, segundo a assessoria de imprensa do órgão: “balanço e capacitação de seus trabalhadores”.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

COMUNICAÇÃO. Evento “Diálogos CDES” debate a criação do Conselho Estadual

O Conselho Estadual de Comunicação está na ordem do dia das discussões do Governo do Estado. Tanto que acontece, e isso é importante, um debate público via Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), na sexta-feira, no programa “Diálogos CDES”. Mais detalhes chegam através da assessoria de imprensa do Palácio Piratini, em texto de Stela Pastore. Acompanhe:

Criação do Conselho Estadual de Comunicação é tema de debate nesta semana

Nesta sexta-feira (21), às 8h30, ocorre um Diálogos CDES para debater com a sociedade a criação do Conselho Estadual de Comunicação. Este assunto está em pauta na Câmara Temática Cultura e Comunicação no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS).

O colegiado está convidando um grande número de entidades da área, empresas de comunicação e sociedade interessada em aprofundar o assunto. Uma proposta de composição, finalidade e funcionamento será apresentada pelos conselheiros.

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, os conselhos são importantes instrumentos para a democratização da mídia. A Constituição de vários estados brasileiros prevê a implementação de Conselhos de Comunicação, sendo tema de elaboração em diferentes partes do país…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

Categories: Cidadania, Estado, Mídia Tags: , ,

ALÉM DAS 4 LINHAS. Afinal, noticiário esportivo é jornalismo ou entretenimento?

“…Tratar o esporte apenas com dados das partidas, quem fez tal jogada em qual tempo, como se faz nos textos de jornal impresso e de sites de internet “profissionais” passa ao largo de demonstrar o melhor que um jogo tem para passar, o que mais atrai o torcedor: a emoção.

Enquanto isso, a proposta de encarar só como entretenimento, acaba por esquecer que há informação a ser transmitida. O esporte é um fato sociocultural e como tal deve ser transmitido. Para além das piadas excessivas e da falta de emoção característica….e convenhamos, as piadas realizadas passam longe de tocar no dedo mínimo das estruturas de poder do futebol profissional e do próprio Comitê Olímpico Brasileiro e as confederações filiadas.

A Rede Globo de Televisão que não possui em sua grande de programação nenhum programa jornalístico com humor, resolveu optar por fazer isso nos programas esportivos. Nota-se que no atual momento, no estilo “CQC”, o jornalista está tentando aparecer mais e mais, sobressaindo-se ataques a notícia, omitindo o contraditório, ignorando a investigação jornalística e pasteurizando o que já foi papo de esquina…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Noticiário esportivo, jornalismo ou entretenimento? – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 13 de outubro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

JORNALISMO ESPORTIVO OU ENTRETENIMENTO ESPORTIVO?

A acentuada ampliação da oferta de produtos midiáticos que misturam estratégias do jornalismo e do entretenimento está cada vez mais evidente nos últimos anos. Entre os que amam ou odeiam, o “modelo Tiago Leifert” de se apresentar programa esportivo tomou conta dos “noticiários” esportivos. Num padrão em que o mais importante é ser descontraído.

Depois de passar anos sob a “objetividade” do jornalismo, agora o questionamento é saber onde foi parar a notícia quando se fala de esporte? Bem…

Em 2008, o repórter Tino Marcos, há 20 anos acompanhando os jogos da Seleção, deixava o cargo para assumir a edição executiva e a apresentação do Globo Esporte nacional. O intuito era que seguisse um modelo de telejornal, com dois apresentadores, uma bancada, telão do lado… Não durou muito tempo.

Já no ano seguinte, Tino voltou aos jogos do Brasil. 2009 foi ano da divisão em mais centrais da Central Globo de Jornalismo, que passou a ter uma Diretoria Geral de Jornalismo e Esporte e uma Central Globo de Esportes. A ordem era mudar o noticiário esportivo da emissora, muito sério (ah, se fosse mesmo sério, o Imperador Teixeira não duraria tanto….).

São Paulo ganhou então o seu Globo Esporte, para atender ao público local. O apresentador da nova empreitada, e editor, seria Tiago Leifert, que seguiu no programa uma direção oposta à iniciada no ano anterior. Informalidade virou palavra-chave para que o esporte fosse tratado de forma descontraída.

Desde então, o modelo cresceu muito dentro da emissora e ganha alguns reflexos nas demais “concorrentes”. O Esporte Espetacular é prova disso, com o ex-jogador de vôlei Tande dividindo a apresentação do programa com Glenda Koslovski. Além da “polêmica” promoção com o joão-bobo João Sorrisão.

MODELO VEM DO SEMANAL FANTÁSTICO

Em 2007, Tadeu Schmidt recebeu a tarefa de fazer os gols do Fantástico virarem um atrativo para toda a família. Algumas novidades foram implantadas, como o jogador que fizer três gols poder escolher uma música; mostrar alguns erros e algumas curiosidades dos jogos; além da “interatividade” do programa com o púbico nos quadros Bola Cheia e Bola Murcha, onde o apresentador recebe vídeos enviados pelos próprios telespectadores. Interatividade controlada na web e alguns minutos a menos de produção de externas e pós-edição….

Neste caso, o Fantástico se propõe a ser uma revista eletrônica, mesmo que nas últimas décadas venha tentando se achar entre jornalismo e entretenimento. O não mais só irmão do “mão santa” Oscar Schmidt (agora funcionário da Record e com passagens consagradas pelo malufismo) conseguiu encontrar um meio-termo que parece faltar ao programa de forma geral.

UM NOVO PÚBLICO E O SUCESSO NACIONAL

Voltando ao Globo Esporte, o teste final da adesão ao modelo foi o programa “Central da Copa”, que ocorria após os jogos do Brasil na Copa do Mundo FIFA 2010 ou durante o Jornal da Globo, quase todos os dias. Se mais de um ano após o evento, o programa continuou com o mesmo nome e indo ao ar, não precisava dizer que o formato deu certo.

Durante a Central da Copa, Leifert, e seu fiel escudeiro o atual comentarista e ex-centroavante Caio Ribeiro, criaram um programa de auditório para comentar as partidas, com a presença de alguns dos nomes da cobertura esportiva da emissora como convidados. Uma das suas campanhas favoritas foi contra a Argentina, quando apostou com uma brasileira torcedora dos hermanos quem cairia primeiro no torneio.

Muitos passaram a assistir os programas esportivos da Globo devido ao novo formato, isto é inegável. Basta Tiago Leifert aparecer na telinha que comentários como “não gostava de ver esportes na TV, mas com ele….” aparecerem nas redes sociais.

Mesmo quando ele não está apresentando o Globo Esporte SP, há substitutos nas brincadeiras do programa. Sempre alguém jovem, pronto para fazer piadas sobre as notícias do cotidiano futebolístico, com reportagens que tentam ser engraçadas ao tratar o futebol, em particular, de um jeito menos formal.

AS POLÊMICAS

Antes de qualquer coisa, Leifert tem e terá que conviver com o fato de ser filho de um importante diretor da Globo, Gilberto Leifert – diretor de relações com o mercado, mas também, presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Na dúvida para ataques, volta-se para o lado familiar como “facilitador” de sua entrada. Informação passada, independente de como ele entrou, o seu jeito de fazer jornalismo esportivo, se é que ainda podemos chamá-lo disso, ganhou força por méritos próprios. E, sejamos francos, se não desse audiência ele não estaria à frente de um monitor da famiglia Marinho. Já o custo para o bem imaterial mais apreciado do povo brasileiro….

Ao menos o febeapá entra em “divertidas confusões”, como numa versão mais mondo cane da Sessão da Tarde. Na ainda curta carreira como apresentador do Globo Esporte SP envolveu-se em algumas polêmicas. Primeiro foi com o ex- jogador Neto, atual comentarista e apresentador da Band.

Em uma palestra na Uninove, o apresentador do Globo Esporte desmentiu o ex-craque corintiano sobre a possível vinda do holandês Seedorf para o Corinthians, em abril deste ano, e a troca de farpas continuou via Twitter.. No microblog, questionado sobre o porquê de não falar contra Ricardo Teixeira, Tiago Leifert ameaçou deixar o Twitter e mandou o telespectador aproveitar o sábado e procurar uma mulher. Que beleza, diante do contraditório o “jornalista” abandona a arena….

EM MAIS UM CASO DE SINCERIDADE À LÁ ANDRÉS SANCHEZ:

Em maio, foi a vez de se desentender com o portal UOL (Grupo Folha). O setor esportivo do site comentou entrevista do apresentador à revista GQ, em que disse achar estranho quando lhe perguntaram por que não falava sobre outros assuntos.

Leifert ao menos é sincero, como se nota nas palavras abaixo:

“Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Pan-americano na Globo, não vai ter Olimpíada na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio.. Quem paga mais leva e quem leva exibe”.

Depois, também via Twitter, disse que ao contrário do que diz a matéria do UOL, não iriam “esconder” as Olimpíadas. Viram porque o contraditório é importante?

Outro desafeto público é o jornalista Jorge Kajuru, que após vários comentários contra o jovem apresentador, chegou a “ameaçar” Leifert; vindo após a considerar que talvez tenha exagerado em muitas críticas. Kajuru não esconde de ninguém que esse modelo de descontração é usado por ele desde sua passagem pela Band e que a Rede Globo teria tentado o contratar na época para fazê-lo….viram, não adianta negar, a indústria cultural existe, é horrenda e tem fome, muita fome.

EDIÇÃO GAÚCHA TAMBÉM ADERIU AO NOVO FORMATO

Com a regionalização nas outras praças do Globo Esporte, que não necessariamente têm agora que seguir a rede, o formato foi repassado. No Rio Grande do Sul não foi diferente, o Globo Esporte RS – que até poderia se chamar por “Só Gre-Nal” – ganhou uma edição completa, não mais apenas o primeiro bloco.

Os telespectadores acreditavam que o esporte local ganharia mais espaço para passar informações sobre o futebol do interior e outras modalidades esportivas, num Estado com importantes clubes, como é o caso do Grêmio Náutico União e da Sogipa. Mas isso não ocorreu, apenas a dupla Gre-Nal teve seu espaço ampliado….o raciocínio da famiglia Sirotsky deve ser guiado pelo gênio de Tiago Leifert. Para que falar de potências olímpicas do Rio Grande do Sul se quem vai transmitir são os compradores da massa quase falida deixada por Renato Ribeiro?!

Ainda assim, parece que meia hora é muito tempo para falar só dos dois clubes da capital. Então, o programa ganhou quadros totalmente humorísticos, não contendo nada de informações relevantes, detalhando, por exemplo, os cuidados com o cabelo de um recém-contratado do Grêmio….

BANDEIRANTES AINDA USA O “MEIO TERMO”

Na Rede Bandeirantes, ainda podemos dizer que usam o chamado “meio termo” entre o humor e o jornalismo esportivo, com a polêmica continuando a ser a pauta – imitando o programa de José Luiz Datena.

A edição paulista do Jogo Aberto, cuja primeira parte é nacional, optou por colocar ex-jogadores (Neto, Denílson, Edmundo) ao lado da jornalista Renata Fan (ex-Miss Brasil) e de algum outro convidado, casos do narrador Oscar Ulysses e de Osmar de Oliveira. A ordem parece ser a de demonstrar atrito entre eles.

A âncora do programa já teve seu dia de humorista, quando, após uma campanha reverberada entre jogadores, dançou em meio ao programa uma música da cantora pop Shakira.

Um modelo parecido, com mulher mediando o debate entre homens, ocorre também na Rede TV!, que ainda conta com o “Mulheres na Rede” no domingo, incluindo “personalidades” como a ex-jogadora Milene Rodrigues, para discutir com comentaristas, a exemplo do ex-goleiro do Corinthians Ronaldo (Soares Giovanelli, não confundir com o ex-de Milene).

“JORNALISMO ESPORTIVO”

De um lado o jornalismo, com seus formatos definidos, que enquadram os fatos – apesar de a ordem de agora seja apostar na informalidade, ao menos na exclusão do Teleprompter nos telejornais de praças. Do outro, o esporte, que traz um entretenimento, com suas paixões e emoções de todo o torcedor.

Será que arranjar uma união entre estes dois elementos é esquecer dos fundamentos de um dos dois?

Tratar o esporte apenas com dados das partidas, quem fez tal jogada em qual tempo, como se faz nos textos de jornal impresso e de sites de internet “profissionais” passa ao largo de demonstrar o melhor que um jogo tem para passar, o que mais atrai o torcedor: a emoção.

Enquanto isso, a proposta de encarar só como entretenimento, acaba por esquecer que há informação a ser transmitida. O esporte é um fato sociocultural e como tal deve ser transmitido. Para além das piadas excessivas e da falta de emoção característica….e convenhamos, as piadas realizadas passam longe de tocar no dedo mínimo das estruturas de poder do futebol profissional e do próprio Comitê Olímpico Brasileiro e as confederações filiadas.

A Rede Globo de Televisão que não possui em sua grande de programação nenhum programa jornalístico com humor, resolveu optar por fazer isso nos programas esportivos. Nota-se que no atual momento, no estilo “CQC”, o jornalista está tentando aparecer mais e mais, sobressaindo-se ataques a notícia, omitindo o contraditório, ignorando a investigação jornalística e pasteurizando o que já foi papo de esquina…

HOSANA DOS GRAMADOS….

João Sem Medo Saldanha, em sua figura, nós homenageamos a todos os que construíram o gênero da crônica esportiva (futeboleira na verdade) neste país então deitado em berço esplêndido. Como ironia nada sutil (deveras macabra, reconhecemos), nenhum dos bonequinhos de ventríloquos das direções de emissoras líderes no oligopólio tupiniquim mereceriam ser tema de um conto de Edilberto Coutinho.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

O PREÇO. Sabe a piada do tal de Rafinha Bastos? Casal Wanessa Camargo quer indenização de R$ 100 mil

14, outubro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

Foi um escarcéu nas redes sociais. Este editor, burrinho que é, teve que pedir explicações. Afinal, nada sabia do tal Rafinha Bastos. Agora, sabe. Ele é gaúcho, ator e humorista. E diz bobagens como aquela que envolveu a cantora Wanessa Camargo.

Ah, e agora, depois de suspenso da emissora em que trabalhava, a Bandeirantes, pediu demissão. E anunciou, claro, pelas redes sociais. Só que… bem, a tal piada pode ter um preço relativamente amargo. Quem conta mais sobre isso é a revista eletrônica especializada Consultor Jurídico. Acompanhe:

Wanessa Camargo e marido processam humorista por danos

A cantora Wanessa Camargo e o empresário Marcus Buaiz ajuizaram, nesta quinta-feira (13/10), ação por danos morais contra o comediante Rafinha Bastos, por comentários feitos no programa CQC, da Band. O casal pede R$ 100 mil de indenização.

Em edição do programa televisivo, quando o colega Marcelo Tas comentou sobre como Wanessa estava “bonitinha” durante a gravidez, ele proclamou: “comeria ela e o bebê, não tô nem aí! Tô nem aí! (sic)”. A frase gerou repercussão na imprensa e nas redes sociais, a maioria delas criticando o comediante. Marco Luque, também comediante e integrante do CQC, e amigo de Buaiz, foi um dos que desaprovou o comentário do colega.

O casal, representado pelos advogados Manuel Alceu Affonso Ferreira e Fernanda Nogueira Camargo Parodi, alega que Rafinha Bastos é conhecido por suas frases ofensivas. Cita os exemplos de quando ele falou que as feias deveriam agradecer por serem estupradas, ou que a Nextel, que tem o ator Fabio Assunção como garoto-propaganda, é uma operadora de traficantes e drogados…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

NÃO CUSTA LEMBRAR. Pesquisa mostra tratamento da mídia a Dilma e Serra. Quem é capaz de adivinhar o resultado?

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 13 de outubro de 2010, uma quarta-feira:

MÍDIA. Na disputa Dilma x Serra, como se comportaram, até aqui, os grandes jornais do País

Em tempos de internet, fica difícil tergiversar (sim, foi uma ironia, que quem assistiu ao debate na Bandeirantes entendeu). Afinal, está tudo exposto, à disposição. Pelo menos dos que costumam analisar sem brigar com os fatos.

Olha só, por exemplo, como trataram os mais influentes (ainda que muito menos que imaginam) jornais brasileiros, no seu espaço nobre, a capa, a candidata governista à Presidência da República. O trabalho, inicialmente restrito ao periódico Brasil de Fato, foi...”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI  

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, e olhando em retrospectiva, talvez nem fosse necessária a pesquisa para constatar as preferências. Mas este nem é o problema. O principal é que a mídia deveria assumir, sim, seus candidatos de preferência e garantir espaço igualitário aos concorrentes de igual peso. No primeiro caso, em editoriais, no segundo, nas notícias. Mas, pelo menos por enquanto, talvez seja pedir demais.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

QUE BARBARIDADE! Emissora de TV exibe imagens do estupro de uma menor. MPF quer (e faz bem) cassar a concessão

10, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Gente! Vamos deixar claro: emissoras de rádio e televisão, embora sejam, na maioria, empreendimentos privados, são, antes de tudo, concessão pública. Repito: pública. Tripito: púúúúública. Então, vamos parar com essa história de ficar defendendo empresários que, em vez de defender o público, só pensam no deles. Mesmo às custas da ignomínia.

Com o perdão pelo discurso, vamos ao fato. Ele aconteceu na Paraíba. E precisa ter conseqüências para a emissora. Como pede, aliás, o Ministério Público Federal. Confira os detalhes, no material publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A seguir:

MPF pede cassação de concessão de emissora de TV que exibiu imagens de estupro

O Ministério Público Federal da Paraíba propôs ação na última quinta-feira (6) contra a TV Correio, repetidora da TV Record no estado nordestino, e contra o apresentador do programa Correio Verdade, Samuka Duarte. O motivo: a exibição de cenas reais de um suposto estupro, de uma menor. As imagens foram gravadas por celular, por um comparsa do autor do crime e veiculadas pela emissora no dia 30 de setembro.

A jovem de 13 anos teria sido estuprada pelo inspetor da escola pública onde estuda, de 20 anos, no município paraibano de Bayeux. Um adolescente de 15 anos filmou o ato sexual e afirma que foi consentido pela jovem, que diz ter sido dopada.

De qualquer forma, eram cenas de sexo envolvendo uma menor, de 13 anos. Pela veiculação das imagens, o MPF pede a União a cassação da concessão da emissora. A ação também quer da emissora R$ 5 milhões por danos morais coletivos sofridos pela sociedade com a exibição da cena, que serão revertidos ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente das cidades de João Pessoa e Bayeux. E cobra da emissora e do apresentador o pagamento de R$ 500 mil para a jovem. “A infelicidade de um crime não torna o corpo da vítima objeto do domínio público para que os réus dele possam servir-se com fins lucrativos”, defende o…” 

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA E JUSTIÇA. RBS-TV usa imagem indevidamente. Tribunal condena a indenizar

Essa é daquelas notícias que se encontra em categoria “não publicar”, pela mídia tradicional. E eis um dos grandes benefícios da internet. Consegue, e aqui não se faz juízo de mérito, trazer a público informações que, de outra forma, ficariam completamente desconhecidas – exceto para os próprios envolvidos.

Me refiro às condenações (que nem são assim tão raras) de veículos de comunicação. Um caso é este, que reproduzo a seguir, objeto de reportagem exclusiva publicada originalmente no Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. Confira:

Condenação da RBS TVpor uso indevido de imagem

Decisão da 1ª Turma Recursal Cível dos JECs do Rio Grande do Sul manteve a condenação da RBS Participações S.A. a pagar reparação por dano moral no valor de R$ 5.300,00 (correspondente a dez salários mínimos). As duas partes haviam recorrido. O caso judicial decorre de exibição, pela RBS TV, da matéria denominada “Teste do preconceito nas ruas da Capital”, durante o programa Teledomingo, levado ao ar no dia 1º de março de 2010. O tema jornalístico era registrar a reação dos portoalegrenses ao avistarem um casal homossexual. As  filmagens foram realizadas em diversos pontos de Porto Alegre.

Na gravação questionada, em que aparece a imagem do autor da ação por dano moral, Rodrigo Silva Medeiros, o locutor faz comentário de que aquele bairro (Cidade Baixa) foi um dos locais em que “o público demonstrou mais repúdio às atitudes dos atores” – os quais foram contratados para representar um casal homossexual…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

SIGA O SITÍO NO TWITTER

Categories: Judiciário, Mídia Tags: , ,

RÁDIO UNIVERSIDADE. Entidades vão manter espaços, mesmo com parecer da AGU

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

O título desta nota é, claro, uma interpretação claudemiriana. Afinal, aparentemente, o parecer da Advocacia-Geral da União, contrário à manutenção de programas de rádio e televisão das entidades representativas de estudantes, docentes e técnico-administrativos da UFSM, embora considerado, não será seguido pela reitoria.

Bueno, você pode entender diferente, mas, antes de fazer um juízo, confira material produzido e distribuído pela assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, em texto assinado por Mathias Rodrigues e Fritz R. Nunes – e que contém, inclusive, nota da Coordenadoria de Comunicação Social da instituição. Acompanhe:

 “Reitoria recua na censura a entidades

Depois de 24h de intensa pressão, que culminaria em um ato público contra a censura na Rádio Universidade nesta sexta, antes da reunião do Conselho Universitário, a reitoria da UFSM recuou. Depois de dois encontros na tarde desta quinta, entre coordenadores do sindicato dos servidores (Assufsm), primeiramente com a coordenadoria de Comunicação Social, e depois com o vice-reitor, professor Dalvan Reinert, a notícia é de que, apesar do parecer da Advocacia geral da União (AGU) contrariamente à presença de programas de sindicatos e associações na rádio e na tevê universitárias, eles serão mantidos e sem qualquer alteração em seus formatos.

Eloiz Cristino, da coordenação geral da Assufsm, considera que foi uma vitória diante da postura arbitrária que estava sendo tomada pela reitoria. A alegação da Administração foi de que o parecer da AGU era apenas de consumo interno. No entanto, não foi explicado o fato de que, se era para consumo interno, por que os coordenadores da Assufsm foram chamados pela direção da rádio, receberam cópia do parecer e foram informados de que o formato do programa, que vai ao ar de segunda à sexta, das 12h30 às 13h e tem duração de 30 min, teria de ser alterado, se tornando apenas informativo, e não opinativo. Diante dos novos fatos, Cristino disse que o protesto desta sexta foi cancelado. (Veja nota oficial da reitoria logo abaixo)

Finalidade

Por solicitação da SEDUFSM, o professor do departamento de direito da UFSM, Luiz Ernani Araújo, avaliou o parecer da AGU. Segundo ele, a análise jurídica confunde as atividades-fins da Rádio Universidade. Para o professor, a rádio deve informar a comunidade acadêmica sobre assuntos relacionados à universidade, e é isso que os sindicatos e as entidades representativas fazem…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

SIGA O SITÍO NO TWITTER

SABUJOS. Essa nossa mídia preconceituosa. Na visão de um francês e de um argentino

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu seu sétimo (ou seria oitavo?) título de Doutor Honoris Causa. Desta vez foi de um prestigiado instituto francês, que, em mais de um século, concedeu a distinção a muuuuito pouca gente. Aliás, outros 50 estão na fila do Cara, para marcar a data, tudo em local importante do planeta.

O diabo é que o episódio, que aconteceu na terça (a entrega foi ontem), proporcionou um incrível ato de vassalagem explícita da mídia pra lá de elitista no Brasil. Claro que a repercussão foi imediata. Na internet. Nas redes sociais. Mas não na própria mídia.

Só que, nesses tempos de globalização, o ato acabou repercutindo no mundo inteiro. E os exemplos maiores são a Argentina (aqui do ladinho) e a França. Quem conta isso (e opina, claro) é o ótimo Ricardo Kotcho. Confira:

Lula em Paris; imprensa sabuja dá vexame

Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de “O Globo” em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.

Resposta de Descoings:”O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade”.

A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de “O Globo” às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.

Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.

Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.

“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

Categories: Lula, Mundo, Mídia Tags: , ,

MÍDIA E EDUCAÇÃO. Programas de entidades na Rádio e na TV da UFSM seriam “irregulares”. Sindicatos e DCE indignados

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

PUBLIQUEI, na “Luneta Eletrônica” desta madrugada, uma notinha enviada pela assessoria de comunicação da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos (ASSUFSM). Antes mesmo de uma definição, resolveram tirar seu programa do ar – embora ele exista há duas décadas.

Mas não é só isso. Representantes docentes e estudantis também se indignaram, e pretendem levar o caso aos Conselhos Superiores da UFSM. O início de tudo foi um parecer da Advocacia-Geral da União. Mas, do que se trata, afinal? Confira mais detalhes no material produzido pela assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes. O texto é do jornalista Fritz R. Nunes. A seguir:

Reitoria pode tirar do ar programas de entidades

Caiu como uma bomba na UFSM. Um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) elaborado pelo procurador Paulo Brum, por solicitação da Coordenadoria de Comunicação Social, avalia que os programas de rádio de entidades como ASSUFSM, DCE e o da Apusm, na TV Campus, entre outros, estariam irregulares por “não atenderem aos objetivos da instituição”. E, ainda, configuraria “cessão irregular de espaço público”, o que poderia até causar alguma penalidade ao administrador.

No entendimento do procurador, “a programação das rádios e TVs universitárias objetivam ser laboratórios para complementar a formação dos estudantes de comunicação e de cursos afins da instituição”. Destaca ainda o parecer que tendo em vista essa finalidade desses veículos, “não se vislumbra como possam eventuais programas patrocinados por associações de classe, que muitas vezes possuem interesses antagônicos com os da instituição mantenedora dos mesmos, possam vir aceitos em sua grade de programação”.

Uma das entidades que mais se sentiu atingida por esse parecer foi o Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (ASSUFSM), que desenvolve há cerca de 20 anos, o “Espaço Sindical Assufsm”, de veiculação de segunda à sexta, com duração de 30 minutos (12h30min às 13h).

A integrante da coordenação geral da entidade, Loiva Chansis, afirma que em reunião de diretoria foi avaliado que a decisão da reitoria de solicitar um parecer jurídico, sem antes dialogar com o sindicato, foi “arbitrária”. Segundo ela, a postura da Administração coincide com o momento em que as entidades sindicais têm feito inúmeras críticas à reitoria, o que a leva a pensar em…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

LUNETA ELETRÔNICA. Valdeci com Tarso, Burtet e PMDB, Assufsm e Rádio Universidade, Chicão e Nova Esperança, PSOL na mídia

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

* O deputado petista Valdeci Oliveira representa a Assembleia Legislativa e participa, nesta quinta, da abertura oficial da Expo São Luiz, em São Luiz Gonzaga.

* Valdeci acompanha o governador Tarso Genro. E o outro acento do avião que levará o pequeno grupo será ocupado pelo ex-governador (e missioneiro) Olívio Dutra. O evento vai até 2 de outubro, no Parque do Sindicato Rural.

* Foi confirmada a eleição da chapa única liderada por Ênio Burtet, veterano peemededebista de Tupanciretã, o novo coordenador regional do PMDB no Centro do RS.

Toda a chapa eleita para a Coordenação Regional Centro do PMDB (foto Divulgação)

* Burtet, que terá como vice-coordenador o cachoeirense Marcelo Figueiró, é também presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil na sua cidade.

* Proposta por Jorge Pozzobom (PSDB), na Comissão de Serviços Públicos da AL, ocorre nesta sexta Audiência Pública para discutir o Hospital Regional da Fronteira Oeste.

* O encontro acontece em Alegrete, centro de uma região que, diz Pozzobom, abrange população superior a 580 mil pessoas e sem unidade de saúde que atenda alta complexidade.

* Associação dos Servidores da UFSM, inconformada com a solicitação feita pela reitoria à Advocacia-Geral da União sobre legalidade do “Espaço Sindical” da entidade na Rádio Universidade, tirou o programa do ar.

* Conforme nota da assessoria de imprensa, a direção da entidade considera tal atitude “uma forma de cerceamento e tomará as medidas necessárias para garantir que o programa seja restabelecido”. O sítio voltará ao assunto, durante a manhã.

* Chicão Gorski (PP) está parabenizando Nova Esperança do Sul. Desde terça-feira, quando o governador Tarso Genro sancionou a lei, a cidade passa a ser a “Capital da Bota”.

* O deputado apresentou parecer favorável ao projeto de Edson Brum (PMDB), na Comissão de Assuntos Municipais.

* E esta quinta-feira é o dia em que o PSOL ocupa espaço nacional na mídia eletrônica, para disseminação de suas ideias.

* Para quem desejar escutar e/ou ver, os psolistas estarão no rádio das 8 às 8 e 5 e na televisão das 8 e meia às 8 e 35. Nos dois casos, no horário noturno.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

(E)LEITOR. Vitor Hugo do Amaral Ferreira e a influência do texto. Inclusive da mídia

27, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Amor e ódio; conquista e renúncia; partidas e chegadas; gostos e desgostos; risos contidos, gargalhadas largadas; indignação… Sentimentos possíveis no que se desvela em frases e parágrafos. Relação, poder temido, entre quem, a quem, e de quem se escreve.

Contextualizando nosso sujeito, o (e)leitor é objeto da imprensa e da política. Os sujeitos desta, por sua vez, temem as letras da imprensa. Não querem, tais como livros amontoados em estantes, caírem no abandono do (e)leitores.

Infelizmente, muitas vezes, há quem agradeça que o (e)leitor esqueça o dito em texto. Lamento que o (e)leitor tenha memória curta, por outro sim, quando não abandona o texto, esquece o lido. Mas, confesso, acredito que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “(E)leitor”, de Vitor Hugo do Amaral Ferreira, colaborador semanal deste sítio. Advogado formado em Direito pela Unifra, com especialização (na área de Violência Doméstica contra Criança e Adolescente)  na USP e  mestrado em Integração Latino-Americana, Amaral Ferreira é também, entre outras atividades, coordenador do Procon/Santa Maria.

(E)leitor – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira

27, setembro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

A Coluna Pesqueiro, Zero Hora de sábado, trouxe o artigo O leitor, esse desconhecido, de autoria de Luís Augusto Fischer. Intrigante o texto, que me conduziu a escrever sobre o tal leitor (aquele que se ocupa, que tem o hábito, gosto de ler – você aí, neste instante).

Em que pese declarações e manifestações externadas, ainda sobre o aumento do número de assentos na Câmara de Vereadores de Santa Maria, contornou opiniões diversas sobre a postura da imprensa ao tratar o assunto. Há quem tenha dito que a imprensa manipulou e conduziu o debate em oposição ao acréscimo de vereadores.

Neste contexto, arrisco-me à tênue temática que aproxima aquele que lê, daquele que vota, aqui denomino (e)leitor. Não é genialidade alguma concluirmos que textos refletem a ideia de quem escreve, repassam fatos, expõem opiniões a quem os lêem. Já em tempos remotos, os então manifestos eram textos escritos que reforçavam ideologias, que vendiam ideias. Os textos destinam-se, sob pena de perder seu objeto, em sua essencialidade ao leitor.

Por certo, não sejamos ingênuos, os textos ensejam (por que escreveríamos?) a conquistar os leitores, instigá-los a opinar. Concordando ou não aos escritos, que sejam os leitores amantes das letras, reveladores dos sentidos das escritas. Agora, eu não quero leitores emburrecidos pelas linhas que escrevo.

No artigo em comento, Fischer destaca que escrever criativamente é se dirigir a esse ser inefável. O mesmo repito nestas frases, o senhor leitor de agora, que corre os olhos por estas palavras que estou escrevendo – que escrevi, pois enquanto lê, estou no passado, quando estava apertando teclas para compor estas frases aqui – é o mesmo eleitor, que julga, que forma convicções sobre aquilo que lê, sobre quem se escreve, e também sobre quem escreve.

Amor e ódio; conquista e renúncia; partidas e chegadas; gostos e desgostos; risos contidos, gargalhadas largadas; indignação… Sentimentos possíveis no que se desvela em frases e parágrafos. Relação, poder temido, entre quem, a quem, e de quem se escreve.

Contextualizando nosso sujeito, o (e)leitor é objeto da imprensa e da política. Os sujeitos desta, por sua vez, temem as letras da imprensa. Não querem, tais como livros amontoados em estantes, caírem no abandono do (e)leitores.

Infelizmente, muitas vezes, há quem agradeça que o (e)leitor esqueça o dito em texto. Lamento que o (e)leitor tenha memória curta, por outro sim, quando não abandona o texto, esquece o lido. Mas, confesso, acredito que há textos obscuros, creio também que o leitor tenha senso crítico e saiba separar o joio do trigo, o texto que tenta amarrá-lo daquele que possa libertá-lo.

Eternizou Rui Barbosa, a imprensa é a vista da nação, por ela se acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe mal fazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça. Aqui eu digo: a solução perpassa pelas atitudes dos sujeitos (e)leitores. Precisamos saber o que lemos e quem elegemos. (E)leitor, esse inefável sujeito, é quem define a vida de um texto, a sobrevivência de um discurso.

NÃO CUSTA LEMBRAR. Incrível esforço da oposição, mídia incluída, ainda emperrava

19, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 19 de setembro de 2010, um domingo:

’TRACKING’. É dura a vida da oposição – Veja, FSP e Globo incluídas. Dilma volta a crescer: 53%. Serra tem 24%, Marina 9%

Nada parece dar certo para a oposição, incluídos (além do PSDB, do DEM e do PPS) também a mídiona, representada por Veja, Folha de São Paulo e Globo. Olha só o resultado do ‘tracking’ (pesquisa diária por telefone) feita hoje pelo Vox Populi, sob encomenda da TV Bandeirantes e do portal iG, e que acaba de ser divulgado. O texto é de Alessandra Oggioni. A seguir:

Tracking Vox Populi/Band/iG: Após cinco dias, Dilma volta a subir

Após cinco dias de queda e estabilidade, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu dois pontos no tracking Vox Populi/Band/iG deste domingo (19) e alcançou 53% das intenções de voto. Seu principal adversário, José Serra (PSDB), manteve os 24% registrados na medição de ontem. A candidata do …”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, já se sabe que o esforço acabou dando certo – ainda que não resultasse em nada, no segundo turno. Mas isso já é outra história. Naquele momento, o esforço era hercúleo. Mas as pesquisas teimavam em desmentir. Pelo menos até aquele instante.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

NÃO CUSTA LEMBRAR. Você sabia que nos EUA, o paraíso do livre mercado e da liberdade de imprensa, a mídia é regulada?

9, setembro, 2011 Claudemir Pereira 5 comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 9 de setembro de 2010, uma quinta-feira:

DEMORA, MAS… Chegará o dia em que se debaterá o oligopólio da mídia no Brasil

Levantamentos confiáveis (inclusive tendo por base documentos oficiais) dão conta que a mídia brasileira é controlada por cinco famílias. Não, você não leu mal; são cinco meeeesmo. Obviamente que não tem, em seu nome, todos os veículos que estão sob seu comando. Mas há alianças, coligações, contubérnios, tudo isso junto, para garantir que são elas que mandam. E ponto.

Ponto, nada. A sociedade começa a reagir. Lentamente, muuito lentamente. Inclusive porque, por conta de seu peso, as controladoras do pedaço têm muito poder. Mas já tiveram mais. E chegará o dia em que, nem precisa ser como na Argentina, pode ser como nos Estados Unidos – em que os oligopólios existem, mas têm um limite bastante aceitáve...”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, a mídia nativa teve um chilique (com repercussões inclusive em Santa Maria) com a ideia (que não será proposta tão cedo, é bom realçar) exposta pelo Congresso Nacional do PT, a propósito da necessidade de regulação da mídia. Atentado à liberdade de expressão foi o mínimo que se ouviu.

Interessante é que no paraíso, no modelo, de liberdade de expressão, a mídia é regulada. Você sabia, por exemplo, que nos Estados Unidos, o sujeito (ou organização) dono de concessão pública de TV não pode ter jornal? Pooois é. A RBS, por exemplo, não existiria no território ianque. E, ao que se sabe, ninguém diz, por lá, que a liberdade de imprensa está ameaçada. Ao contrário, beeem ao contrário. Chilique? Pffff…

SIGA O SITÍO NO TWITTER

NÃO CUSTA LEMBRAR. De repente, uma novidade é apresentada ao público, o “tracking”

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 7 de setembro de 2010, uma terça-feira:

’TRACKING’. Aumenta ainda mais a diferença de Dilma sobre Serra: 56% a 21%

A pesquisa diária (“tracking”) feita pelo instituto Vox Populi, sob encomenda do portal iG e da rede Bandeirantes, aponta, sete dias depois de iniciado, uma diferença em favor de Dilma Rousseff (PT) que, se confirmada nas urnas, indicará uma verdadeira sova eleitoral dela sobre o tucano José Serra. Confira mais detalhes dos últimos números, desta terça-feira:

Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 56%, Serra 21%

…No sétimo dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff obteve 56% e o tucano José Serra 21% das intenções de voto. Em relação ao primeiro dia da medição, no dia 1 º de setembro, a petista oscilou positivamente cinco pontos percentuais. O candidato tucano teve oscilação negativa de quatro pontos percentuais. A margem de erro é de 2,2 pontos. No dia 1º de setembro, Dilma tinha 51% e Serra 25%…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, é possível afirmar, sem medo: pela primeira vez, num processo eleitoral, veículos de comunicação (no caso a rede Bandeirantes e o portal iG) contratam e passam a divulgar diariamente aquele tipo de pesquisa que era comum apenas aos partidos: o tracking. Feito por telefone e com uma metodologia toda especial, ele aponta a tendência continuada acerca da preferência do eleitorado. Na opinião deste editor, é uma das grandes novidades midiáticas de 2010.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

ALÔ, ALÔ, MÍDIA! TV não garantiu sigilo. E fonte será indenizada em R$ 100 mil

As emissoras de rádio e televisão mantêm espaço para ouvinte e telespectador oferecerem informações. Um bom serviço, em princípio, mas que pode redundar em prejuízos. Olha só o caso que aconteceu em Minas Gerais, em que o Judiciário simplesmente detestou a ideia de ver uma fonte ter seu nome divulgado e, por conta disso…

Bem, melhor conferir a história inteira. Ela foi originalmente publicada na revista eletrônica especializada Consultor Jurídico, com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça mineiro. A seguir:

Rádio deve indenizar ouvinte por não garantir sigilo

O juiz da 25ª Vara Cível de Belo Horizonte, Eduardo Veloso Lago condenou a Sociedade Rádio e Televisão Alterosa a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais e materiais a uma família que foi vítima de roubo e agressão após ter denunciado no programa “Alô Alterosa” violência e tráfico de drogas em sua comunidade. A rádio divulgou o nome e bairro da denunciante. 

A espectadora, que mora em Ibirité, afirmou ter ligado para o programa, em 7 de abril de 2008, para fazer a denúncia e, embora a Alterosa tivesse lhe assegurado sigilo, a gravação foi levada ao ar identificando denunciante pelo nome e o bairro. Disse que menos de uma semana após sua participação no “Alô Alterosa”, teve sua casa invadida, danificada e foi assaltada por homem encapuzados que agrediram e juraram sua família de morte. Diante disso, pediu pensão mensal de cinco salários mínimos, R$ 200 mil de indenização por danos morais e R$ 50 mil por danos materiais. 

A emissora alegou que oferece o “Alô Alterosa” para que qualquer cidadão, identificando-se ou não, possa fazer denúncias, reclamações e críticas. Afirmou não haver garantia de sigilo, resposta ou solução e nem impedimento à participação anônima. Argumentou que no programa, a identificação do local foi necessária para que a finalidade…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

IMPERDÍVEL ENTREVISTA. José Paulo Bisol fala de Lula, Dilma, RBS, Olívio, Mídia, Polícia, Justiça e muuuito mais

5, setembro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

 

O trabalho é tão extraordinário, que seria uma estupidez querer simplesmente comentá-lo. Só posso dizer que se trata de uma graaaande entrevista. Feita por Núbia Silveira e publicada no ótimo jornal eletrônico Sul21. Creia: você jamais leria isso em um veículo da mídia tradicional.

Posso garantir que é muito mais do que você lerá a seguir. Então, reproduzo apenas três das inúmeras perguntas. E você poderá ter uma pálida ideia do que disse João Paulo Bisol, ex-senador e secretário de Justiça no Governo Olívio Dutra, entre outras funções públicas. Hoje vive, aos 83 anos, em Osório. Confira. É uma aula – não, não precisa acreditar em tudo. Mas garanto: vale a pena. A seguir:

Sul21 – O senhor chegou a fundar o PSDB com o ex-governador paulista Mário Covas?

Bisol – Eu ia participar da fundação do PSDB com Mário Covas. Eu admirava o Mário Covas. Mas aí o pessoal me chamou para um canto e disse assim: “olha, a única possibilidade que nós temos de um vice para o Lula és tu. E tu não podes entrar nem pro PT e nem pro PSDB”. Aí, a pedido do próprio Lula, eu me inscrevi no partido socialista (PSB)…

Sul21 – Como o senhor está vendo o governo de Dilma Rousseff?
Bisol -
Conheço bem a Dilma como uma mulher poderosa, forte. Bem estruturada. Mas tenho medo da doença dela. A doença dela não é brincadeira. Meu irmão teve também. E eu não sei até onde ela pode enfrentar isso aí. Ela tem uma vantagem: o Lula se desgastava emocionalmente, porque se doava a todos, e buscava o êxtase máximo em cada oportunidade. Ela não. Ela é bem sóbria. Talvez ela possa governar melhor que o Lula até…

Sul21 – Voltando à pergunta sobre a RBS. Por que, afinal, a RBS liderou essa campanha contra o senhor?
Bisol -
Bom, isso é fácil de responder. Eu tinha sofrido uma perseguição da RBS antes, não só da RBS mas de outras mídias, que inventaram uma história de uma emenda (ao Orçamento), que eu fiz e que seria corrupta, que seria no meu interesse. É claro que eu fui ingênuo nisso aí. Mas, a verdade é que eu, por escrito, pedi à Justiça que abrisse um inquérito, logo que eles começaram a falar. Abrisse um inquérito e dissesse se havia algum problema. E o inquérito foi feito, com acompanhamento do Ministério Publico. O delegado chegou à conclusão de que não havia nada. O MP deu o seu parecer, dirigindo-se ao magistrado, de que não havia nada e o magistrado arquivou o inquérito, dizendo que “não há nada que possa incriminar José Paulo Bisol”. Esse inquérito foi feito logo no início para acabar com aquele negócio. Vocês sabiam?…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

200 MIL ELEITORES. Se chegar lá, Santa Maria será a quinta cidade gaúcha em que um segundo turno pode acontecer

5, setembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Juiz Bertolini: realce à formação demográfica peculiar de Santa Maria

A campanha, em Santa Maria, é liderada pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Cacism) e pelo jornal A Razão, com apoio de partidos políticos e outras organizações – inclusive, modestamente, por este sítio. E tem, também, a simpatia da própria Justiça Eleitoral.

Tanto isso é verdade que mereceu reportagem publicada no sítio do Tribunal Regional Eleitoral, em que se constata, por exemplo, a possibilidade de a boca do monte ser, desde que o objetivo seja alcançado, a quinta comuna gaúcha a poder escolher, se assim for a vontade popular, o seu prefeito em dois turnos. O que não deslegitima, claro, os eleitos até hoje, como faz questão de salientar o juiz eleitoral Régis Bertolini. A propósito, acompanhe o texto original da Assessoria de Comunicação do TRE. Confira:

Santa Maria pode ser a quinta cidade do RS a ter segundo turno

O Estado do Rio Grande do Sul possui quase 11 milhões de habitantes e mais de oito milhões de eleitores,  mas apenas quatro municípios com eleitorado superior a 200 mil cidadãos, número necessário para a existência de segundo turno em pleitos municipais. Santa Maria, localizada na Região Central do Estado, pode, em 2012, vir a aumentar a lista, que já conta com Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Canoas. Com três Zonas Eleitorais (41ª, 135ª e 147ª), a cidade está a pouco mais de seis mil inscrições eleitorais para entrar na lista dos pleitos com segundo turno.

Segundo o juiz eleitoral da 41ª ZE (que, atualmente, coordena a Justiça Eleitoral no município), Régis Adil Bertolini, “Santa Maria tem uma formação demográfica peculiar. Muitos moradores, por serem estudantes universitários ou militares, preferem manter, até por uma questão afetiva, o domicílio eleitoral em suas cidades de origem”. A existência do segundo turno, segundo o magistrado, seria importante pois aumentaria o percentual dos votos de quem fosse eleito, salientando que “isto não tira a legitimidade dos atuais mandatários, que foram eleitos seguindo todas as formalidades impostas pela lei vigente”. A chefe de cartório da 41ª ZE, Raquel Curto de Souza, lembra as iniciativas empreendidas pela Justiça Eleitoral, com o auxílio da imprensa local e entidades da sociedade, para aumentar as inscrições eleitorais. Segundo Raquel,…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

NÃO CUSTA LEMBRAR. E o Jornal do Brasil acabou na “Ucrânia”. E voltará?

JB só digital. Por enquanto, na Ucrânia

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 2 de setembro de 2010, uma quinta-feira:

INTERNET. Jornal do Brasil digital. É só o fim de uma era? Ou começo de outra?

Em nota de 50 pontos, o Jornal do Brasil, em sua primeira versão inteiramente digital, explica como e por que esse que é (era?) um pioneiro da nova fase do jornalismo brasileiro, se mandou com exclusividade para a internet.

Pessoalmente, ainda não digeri muito bem isso aí. Mas também, problemas de gestão da empresa que o edita a parte, prefiro esperar pra ver. Afinal, na pior das hipóteses, teremos uma experiência ainda não experimentada, até onde sei. Enfim, afora o saudosismo (que não é necessariamente ruim), o fato objetivo é que o JB acabou. E um novo jornal está surgindo. Para o bem. Ou para o mal…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, a menção à Ucrânia, com todo o respeito, é uma analogia com o futebol. Diz-se que um jogador vendido para este país do Leste europeu, literalmente, desaparece. Isto é, perde visibilidade e chance de ir para a seleção. E o JB, com toda a sua tradição, conseguirá voltar? Por enquanto, isso não aconteceu. Mas…

SIGA O SITÍO NO TWITTER

MÍDIA. Comissão aprova proposta de Pimenta e Folha de São Paulo terá que se explicar na Câmara sobre censura a site

É verdade que se trata de um convite. Mas não ficará nada bem se a Folha de São Paulo, sempre tão moralista (quando os acusados são outros), certamente não se negará. Afinal, a posição dela é que não houve censura, muito menos cerceamento da atividade dos editores de um blogue satírico.

Ah, do que se trata? Confira no material produzido e distribuído pela assessoria de imprensa do deputado federal Paulo Pimenta. A seguir:

Folha de São Paulo será convidada a explicar censura a site na Câmara

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (31), o requerimento do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que pede a realização de audiência pública para debater o silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo Jornal Folha de São Paulo ao blog Falha de São Paulo. Segundo o parlamentar, a ideia é discutir, junto a outras entidades, a liberdade de expressão no Brasil. A reunião ainda não tem data marcada.

“Vamos debater a liberdade de expressão e a necessidade ou não de haver limites para as críticas realizadas por meio do humor, da charge e de outras expressões. Também vamos discutir o papel do poder judiciário na moderação destes interesses, principalmente em um momento onde se discute no Brasil o marco civil para o funcionamento da internet”, afirmou Paulo Pimenta. Na semana passada o governo federal enviou à Câmara o projeto de lei 2.126/11, que trata do tema.

Também presente à reunião, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) elogiou a iniciativa do parlamentar gaúcho ao afirmar que, em uma democracia, a imprensa precisa saber conviver com as críticas e com os elogios. “A imprensa fala muito em liberdade de expressão quando quer criticar, mas também precisa aceitar as críticas dirigidas a ela. O humor é a melhor forma de crítica e não pode sofrer censura”, defendeu.

Arapongagem - Fernando Ferro também destacou que irá convidar representantes da Revista Veja para explicar os métodos jornalísticos usados recentemente pela publicação. “A Veja precisa esclarecer os métodos de arapongagem usados para atacar a honra do ex-ministro José Dirceu. Violar a intimidade de uma pessoa, tentar invadir um espaço privado, são práticas inaceitáveis em uma democracia, e ultrapassam todos os limites éticos do jornalismo”, acusou.

Serão convidados para a audiência sobre o site, Octávio Frias Filho (dono do jornal Folha de São Paulo), Sérgio D’Ávila (chefe de redação), Taís Gasparian (advogada da Folha), Vinícius Mota (secretário de redação) e os irmãos Lino e Mário Bocchini (responsáveis pelo site). Também serão convidados representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Por conta da decisão judicial, provocada pela Folha, que proibiu a veiculação do antigo endereço, o Falha de São Paulo utiliza atualmente o seguinte endereço: www.desculpeanossafalha.com.br.”

SIGA O SITÍO NO TWITTER

INTERNET. Mídia tradicional vai cobrar pelo conteúdo digital. E não demora muito

Na verdade, já há jornais brasileiros (Zero Hora, no Rio Grande do Sul, é o exemplo mais próximo) que restringem a leitura do conteúdo impresso pela internet. Outros, como o Jornal do Brasil, viraram (por outras razões, mas enfim…) totalmente digitais, e pagos. E os próximos estão estudando um jeito de cobrar.

O fato é este: a mídia tradicional, impressa especialmente, já trata do assunto de forma bastante clara. Vão cobrar, é a dedução óbvia. Só não se sabe como, quanto ou quando. Mas não demora, como se pode verificar ao ler a reportagem de Marcelle Ribeiro, publicada na versão online d’O Globo. Confira:

Jornais discutem a cobrança de conteúdo digital

Executivos de grandes jornais brasileiros estão analisando uma forma para cobrar pelo acesso à informação nos seus portais na internet. Em congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que se encerra nesta terça-feira, em São Paulo, diretores dos grupos que controlam os jornais O GLOBO, “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” e “Lance!” afirmaram que é preciso pensar a maneira de fazer essa cobrança no curto prazo e decidir se é o caso de seguir o exemplo de jornais americanos como o “The New York Times”, que já cobram pelo acesso a seus conteúdos na internet.

Para o diretor-presidente do Grupo Estado, Silvio Genesini, os veículos devem parar de oferecer conteúdo grátis na web. – Ainda podemos aumentar a circulação no papel (dos jornais), há mais gente entrando na classe C, mas precisamos ser mais decididos e definitivos na cobrança na internet. Não temos mais alternativa – afirmou.

Segundo Genesini, os jornais têm que investir na cobrança de conteúdo dos usuários na rede, pois, nos próximos cinco anos, os veículos de comunicação não conseguirão sobreviver só com as receitas da publicidade…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

GRANDE ENTREVISTA. O futebol é uma máfia, diz Roberto Siegmann. E a imprensa esportiva “é a mais desqualificada de todas”

Ninguém precisa concordar. O editor, mesmo, tem lá suas diferenças. Mas elas são muuuuito pequenas. Trata-se, de todo modo, aceitando ou não como corretas a opinião, de uma graaande entrevista. E que, definitivamente, você não lerá na mídia tradicional. De jeito nenhum.

Só mesmo o jornal eletrônico Sul21, a grande novidade na imprensa gaúcha dos últimos anos, poderia produzir a entrevista com Roberto Siegmann, ex-diretor de futebol do Internacional de Porto Alegre, e que foi demitido (ou se demitiu) com estardalhaço faz dois meses.

As ideias do cara são claríssimas. E vale a pena ler, meeeesmo. Não precisa ser colorado ou gremista, basta gostar do esporte. Repito: do esporte. Ou, como ele diz, à certa altura, “sei do que é feita a salsicha, mas ainda assim como”.

O homem bate, e bate bem, na estrutura do futebol (“uma máfia”) e na imprensa esportiva (“a mais desqualificada de todas”). Mas vai fundo noutras questões, também. Talvez fosse o caso, no mínimo, de pensar. Numa coisa. E na outra. Inclusive porque Siegmann longe está de depender do futebol para viver. Segue, a seguir, um trecho. E o “link”, se você quiser (vale a pena, garanto), ler a íntegra. Os autores são os jornalistas Felipe Prestes e Milton Ribeiro. Acompanhe:

Roberto Siegmann: “Inter peca em democracia e transparência”

Sul21 – Por que os grandes clubes e as federações reelegem sistematicamente o Ricardo Teixeira? Qual é a vantagem? De que forma ele aglutina os dirigentes?

Roberto Siegmann – O futebol é uma máfia. Não tem nada mais parecido com a máfia do que o futebol. O futebol funciona, aqui e em nível internacional, em cima da troca de favores. Como a máfia funciona pela troca de favores. Então como é que as pessoas se elegem? Os presidentes das federações se elegem como? Ora, botando um gramado num campo do interior, abrigando as delegações em um hotel quando vão jogar fora de casa. Então, mediante pequenos favores, eles obtêm os votos tornando-se figuras absolutamente imbatíveis dentro de uma estrutura que não é nada democrática. A estrutura do futebol é tão antidemocrática que o presidente da Confederação Sul-Americana (Conmebol), Nicolás Leoz – que será mumificado na liderança do futebol sul-americano – tem uma declaração muito antiga de cada federação obrigando-se por si e por seus sucessores a votarem nele. É o restabelecimento da monarquia. E é assim na FIFA e nos países. Para quem gosta de Direito, há uma coisa fantástica. Sabemos que todas as nações são soberanas, com seu próprio Direito, sua Constituição, etc. Porém, o futebol tem uma estrutura própria que se sobrepõem às leis de cada país. Se a FIFA decidir punir um clube no Brasil, não adianta recorrer a ninguém.

Sul21 – Tudo amarrado entre si.

Roberto Siegmann – Claro. Todas as federações têm um Tribunal de Justiça Desportiva e quem indica seus membros? O presidente da Federação. Eu, quando bati de frente com o Noveletto (Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol), quase levei seis meses de gancho. E junto com isso vêm as ameaças ao clube que poderia ficar sem disputar competições. Foi o que ocorreu em 2005. Fomos roubados e a estrutura do futebol não permitia que o Inter questionasse o ocorrido porque ficaria fora das principais competições. É uma estrutura mafiosa que pisa na democracia e no direito individual e ainda implica em malversação de verbas. O futebol move muito dinheiro e é algo sem controle nenhum.

Sul21 – E o papel da imprensa nisso tudo?

Roberto Siegmann – Querem saber? Vocês não vão bater em mim? Eu acho a imprensa esportiva a mais desqualificada de todas. Para ser jornalista econômico, o cara deve saber algo de economia; para ser jornalista político, o cara tem que ter um conhecimento mínimo de como as coisas funcionam e as competências de cada setor e órgãos. Para ser jornalista esportivo é só o cara falar bem e saber que são onze contra onze. Porque de resto é só inventar ou embelezar os fatos. Veja o rádio: temos três ou quatro emissoras que dedicam 60% de seus espaços com esporte. Não há tanto assunto. E em Porto Alegre só há dois clubes grandes. O que ocorre é a valorização da banalidade absoluta. Eu enfrentei o caso Índio no ano passado. Foi um massacre da imprensa para cima dele por causa daquele corte na mão. E eu bati de frente com a imprensa, blindei o Índio. Por quê? Ora, ele estava de folga. Não interessa se ele caiu em casa ou noutro lugar, temos que resguardar a individualidade, mas aquilo precisava virar notícia e escândalo. Os caras enlouqueceram, foram ao hospital, à polícia, etc. Então, quando do episódio, eu, mal comparando, falei com um editor de esportes de um grande jornal. Referi o acontecido com o neto de um grande empresário de comunicação e lhe disse que saíra uma notinha mínima. Quando, às seis da manhã, um artista da Globo cai no Arroio Dilúvio com seu carro e dá entrevista num estado que parece ser o de um alcoolizado dizendo que ia buscar a filha, sai outra notinha. Mas o Índio, que é do futebol, corta a mão e todo tipo de suposição é discutida. Eu só respeito o Ruy Carlos Ostermann, recém aposentado, que tinha uma visão de mundo que extrapolava os limites do futebol. Ele não se metia em fofocas…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

EXCLUSIVO. Vem aí licitação da Prefeitura que vai mexer com o mercado publicitário de Santa Maria. Até o MP está no processo

Não chega a ser exaaaatamente uma novidade. Para o leitor deste sítio, bem entendido - pois o tema é explosivo o suficiente para não agradar muito à mídia tradicional da cidade. O fato é que pode mexer com interesses muito bem localizados nos meios de comunicação locais, mais acostumados ao contato direto com o poder público.

Aqui se publicou, no dia 20 de maio (três meses e pouco atrás, portanto), a nota “ANOTE: Vem aí licitação para agência de propaganda que atenderá conta da Prefeitura “. Pois, aparentemente, a coisa anda rápido. O que mudará, talvez, é o prazo de validade do contrato a ser assinado, concluído o processo licitatório. Não mais ano e meio, mas um ano e pouco – tempo de mandato que resta ao prefeito Cezar Schirmer.

O que tem de novo? É o, digamos, espírito colaborativo que envolve inclusive o Ministério Público. A propósito desse processo, o editor contatou o secretário de Relações e Governo do município, Giovani Manica. E, na sexta-feira, mesmo dia em que o Diário de Santa Maria dava uma NOTINHA acerca de processo semelhante que vai ocorrer no Banrisul (hoje com agências que o atendem emergencialmente), o sítio recebeu a seguinte correspondência eletrônica. Ela é autoexplicativa. Confira:

“Saiu no Diário de hoje (pág. 6), e nos principais jornais do Estado e do centro do país, a denúncia de que o Governo Tarso, contratou sem licitação a agência Escala, de seu marqueteiro de campanha para gerenciar R$ 99 milhões da verba do Banrisul.

Por outro lado, nós (prefeitura) estamos concluindo o termo de referencia/edital para contratação de Agência de Publicidade para Prefeitura, como prevê a lei para todos os órgãos da administração pública direta ou indireta. Hoje isto é imposição de lei federal nº 12.232/2010, sem exceção.

Estamos utilizando como referência o edital da Prefeitura de Porto Alegre e do Ministério Público do RS, as quais são as únicas instituições totalmente adequadas à nova legislação.

Destaco que os editais que estamos utilizando como modelo, foram desenvolvidos pelos técnicos do MP do RS conjuntamente com a Prefeitura de Porto Alegre, e com os quais já tivemos diversas reuniões.

Além disso, e no intuito de que esta concorrência respeite todos os requisitos legais e proteja ao máximo o interesse público desta Prefeitura, estamos recebendo a colaboração do próprio Ministério Público de Santa Maria na pessoa do Dr. Joao Marcos Adede y Castro, com o qual já  me reuni pessoalmente e encaminhei documentação para análise e sugestão.

Tudo isso, dá mais trabalho, é claro, mas atende os requisitos legais e respeita o dinheiro do contribuinte santa-mariense. 
Abraços,

Giovani Carter Manica

PARA RELER A NOTAANOTE: Vem aí licitação para agência de propaganda que atenderá conta da Prefeitura”, PUBLICADA EM 20 DE MAIO, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

ALGO NOVO NO AR? A bisca do Ricardo Teixeira estaria começando a sentir a terra leve. Será?

Primeiro, o cara diz que está “cagando” para a mídia – exceção feita ao “Jornal Nacional”. E deixa claro que pode fazer “todas as maldades” para a Copa 2014, inclusive, por exemplo, impedir o credenciamento de profissionais dos quais não gosta.

Depois, bem, depois a coisa já não andou tão bem. Dilma Rousseff deu sinais inequívocos de que ele, no caso, a bisca, Ricardo Teixeira, não é exatamente o dirigente de seus sonhos. E, mostra, por sinais, que jogará duro. Afinal, não é eeeele que manda.

Em seguida, o tal “Jornal Nacional” mostra uma reportagem que não chega a ser simpática a Teixeira – ao que ele retalia mudando datas e horários de jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. Mais recentemente, a Folha de São Paulo (uma daquelas para as quais a bisca c.) conta que Teixeira resolveu tentar se aproximar de Lula.

Ai, ai, ai, ai, ai. Algo há no ar, e não são apenas aviões de carreira. Estaria a bisca sentindo a terra leve sob seus pés. Talvez. Talvez. Mas só taaaalvez, meeeesmo.

Ah, quem faz um bom relato de tudo isso é Luciano Martins Costa, num material publicado no Observatório da Imprensa, especializado em mídia e comunicação. Acompanhe:

A mídia e o ditador (da CBF)

Nos jornais de sexta-feira (26/8), a política faz uma incursão no futebol: segundo o caderno “Esporte” da Folha de S.Paulo, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, usou o técnico da seleção, Mano Menezes, para se aproximar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi num jantar em São Paulo, na quarta-feira (24/8), quando Lula foi convidado a visitar os jogadores na concentração antes da primeira partida amistosa contra a Argentina, marcada para o dia 14 de setembro.

A notícia seria mais um desses registros de relações-públicas, não fosse o contexto em que se dá o encontro.

Segundo notícias esparsas publicadas principalmente por blogs de jornalismo esportivo, o governo federal vem pressionando a CBF, e especificamente seu eterno presidente, Ricardo Teixeira, por causa de suspeitas em relação a obras para a Copa do Mundo de 2014. Como se sabe, Teixeira nomeou a própria filha, Joana, para um cargo de comando no Comitê Organizador da Copa. O Estado de S.Paulo já chegou a publicar que ele estaria preparando a filha para sucedê-lo na presidência da CBF após 2014.

Longo reinado

Também correm notícias, segundo lembra a edição de sexta-feira (26) da Folha, de que têm havido desentendimentos entre o todopoderoso comandante do futebol brasileiro e o governo federal – o jornal paulista cita dificuldades no relacionamento dele com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro do Esporte, Orlando Silva…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SIGA O SITÍO NO TWITTER

EVENTO. Vem aí a Conferência Livre de Juventude: Comunicação e Inclusão Digital

Entre os promotores e organizadores estão a Associação Software Livre, o Gabinete Digital do Governo do Estado e a Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital. O evento acontece no dia 1° de setembro, no plenarinho da Assembleia Legislativa, a partir das 6 e meia da tarde.

Para saber mais do que se pretende e o que vai se discutir, além dos painelistas que participarão, acompanhe uma espécie de, na interpretação claudemiriana, texto-base para a “Conferência Livre de Juventude: Comunicação e Inclusão Digital”. O material foi distribuído pelos organizadores. Confira:

“Comunicação, Juventude e Democracia

Para avançar na construção de um estado democrático, é fundamental garantir a diversidade de vozes. Uma sociedade organizada com base em um pequeno número de opiniões caminha na direção do autoritarismo. Neste aspecto, os meios de comunicação têm uma grande influência nas decisões públicas, porque são eles que divulgam as opiniões para o contexto da sociedade. Por isso, a atividade de comunicação é um bem público e deve ser prestada na forma de um serviço público, atendendo ao interesse de todos os cidadãos.

Considerando que, na organização atual do Estado brasileiro, a atividade de comunicação é realizada mediante a concessão deste serviço público ao sistema privado, é fundamental que a atividade esteja regulada pela legislação e que ocorra a fiscalização da sociedade. Estas são medidas que pretendem garantir o direito humano à comunicação, à democracia  e demais garantias constitucionais. Da mesma forma, é de suma importância o fortalecimento dos sistemas público, estatal e comunitário de comunicação, de forma a ampliar a diversidade de opiniões e de visões de mundo e de construir uma sociedade mais justa e plural.

A complementariedade dos sistemas de comunicação comercial e pública, inclusive, está prevista na Constituição Federal de 1988. Também é importante o grande potencial democratizador da internet, que, por meio dos blogues, sites e redes sociai, promove uma grande transformação nas formas de comunicar, o que requer uma política de expansão do acesso e um marco civil que garanta os direitos do cidadão na rede.
Com a perspectiva de se constituir em mais um espaço de debate dos temas relevantes para a sociedade, a Conferência Livre de Juventude – Comunicação e Inclusão Digital permitirá a participação da juventude na discussão das ações e ideias que devem ser tomadas como prioridade na implementação das políticas públicas da área, com o objetivo de fomentar o direito humano à comunicação. O marco regulatório vigente para as comunicações está completamente desatualizado frente à realidade atual de convergência tecnológica e a falta de regulamentação de importantes artigos da Constituição Federal.

Este é um dos temas recorrentes que merecerá a atenção dos participantes na conferência, e que contará com a presença dos debatedores para iniciar o debate. Ainda devem ganhar espaço nas discussões assuntos como o fortalecimento do sistema público de comunicação; a implementação de um marco legal para a internet; a defesa da diversidade étnica, racial, de gênero e de orientação sexual nos meios de comunicação; as políticas de inclusão digital; e a construção coletiva de uma programação cultural, educativa e de entretenimento voltada aos interesses e necessidades da juventude.
Precisamos construir uma comunicação livre com objetivo de promover a participação direta, a  cultura democrática e o fortalecimento da cidadania com eficiência e controle social através de canais permanentes de diálogo estruturado e colaboração entre estado e sociedade a partir do uso das ferramentas das redes digitais
Painelistas:

Marcelo Branco- Ativista do Movimento Software Livre
Josué Lopes-  Assessor Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital
Andréia de Freitas- Jornalista e Secretária Ajunta Secretaria de Comunicação de Canoas. 
Organização: Coletivo Gaúcho Pela Democratização da Comunicação, Associação Software Livre, CUT/RS, Blog Aldeia Gaulesa, Gabinete Digital, Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital Governo do Estado do Rio Grande do Sul e SEDUC.”

SIGA O SITÍO NO TWITTER