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NÃO CUSTA LEMBRAR. Avança a ideia, péssima, de acabar com a Voz do Brasil

23, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 1 comentário

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 23 de janeiro de 2011, um domingo:

MÍDIA. Melhor prestar atenção: grandões querem mesmo acabar com a Voz do Brasil

Diferente do que imaginam (ou não) e divulgam (o que fazem sempre que podem) os representantes da mídia tradicional, “ Voz do Brasil” é um programa de qualidade indiscutível, bastante ouvido e, o principal, em alguns lugares é a única chance de obter informações do que acontece no País. Muitíssimo bem-feito. Melhor do que a maioria dos programas de “jornalismo” que se ouve por aqui, ali e acolá.

Então, vamos combinar o seguinte: o interesse em acabar com a “Voz” tem tudo a ver com negócios, não com comunicação, menos ainda com o interesse da sociedade. É o que este editor pensa e não cansa de dizer. Mas não é menos verdade que o esforço para acabar com o programa, aos poucos, começa a dar certo. Por isso, especialmente, é preciso prestar atenção nos movimentos, inclusive para contrapor, se for o caso…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, avança no Congresso a proposta de flexibilização do horário de veiculação da Voz do Brasil. Daqui a pouco, os grandões da mídia conseguem o que querem, meeeeesmo: acabar com o programa. Será um retrocesso. Ainda mais que, outra vez, os concessionários de rádio esquecem que são isso mesmo, concessionários de um serviço público.

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A torcida, a segurança e o espetáculo nos jogos de futebol

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A autoria do texto é de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

E um marginal dos estádios virou ‘pop star’ – por Anderson Santos e Dijair Brilhantes

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 27 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor) e Dijair Brilhantes

POLÍCIA X FUTEBOL

Na teoria, o Brasil é um país democrático, onde todos têm o direito à liberdade de expressão. Nos estádios de futebol tudo é diferente, nem mesmo o Estatuto do Torcedor, aprovado em 2003, que entende o torcedor como consumidor, só assim um possuidor de direitos, é respeitado.

A segurança pública prefere tomar suas próprias decisões, tendo total respaldo do Estado. Assim, a vida do cidadão fica na mão de policiais despreparados – e mal remunerados. Estamos às vésperas de sediar o maior evento esportivo do mundo e queremos saber como serão tratados os torcedores turistas: privilegiados ou como marginais, semelhante ao que ocorre com os brasileiros?

POLÍCIA OPRESSORA     

Os articulistas da Além das Quatro Linhas já frequentaram diversos estádios do Brasil, e em (quase) todos as cenas se repetem: a polícia tenta oprimir o que entende ser desrespeitoso, ou contra a lei. O problema é para nós, simples torcedores, sabermos o que os policiais entendem por isso.

No início deste ano, a PM carioca impediu a torcida do Fluminense de entrar no estádio com uma faixa que dizia “Muricy amarelão” – o técnico abandonou o clube alegando falta de estrutura em meio a Libertadores.

Em agosto, as torcidas de todo o Brasil organizaram um protesto contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A rodada foi batizada como o dia do “Fora Teixeira”. Em alguns Estados a Polícia Militar proibiu a entrada de faixas e cartazes alegando que atrapalharia a visibilidade do jogo, ou que o material das faixas era tóxico, o que poderia causar um incêndio.

Em outubro, a torcida do Grêmio preparava uma grande manifestação contra Ronaldinho (Ex-)Gaúcho no jogo Grêmio X Flamengo. A Brigada Militar proibiu a entrada de faixas contra o R-10, alegando ser um ato hostil e que em nada contribuiria para o espetáculo (?).

Torcedores do Grêmio foram diversas vezes agredidos pela Brigada Militar quando faziam protestos pacíficos contra o presidente do clube, Paulo Odone. Detalhe: o agora mecenas Odone – afinal, pagar R$ 500 mil só a um jogador… – é deputado estadual pelo PPS do Rio Grande do Sul.

A “segurança pública” parece ser contra qualquer tipo de manifestação popular.

ACUSADO TEM DIA DE POP STAR

No início do mês de dezembro o estádio Beira-Rio foi o palco de um jogo beneficente. A partida marcava a despedida do ex-jogador Fabiano, ídolo do Internacional no final da década de 90. Uma briga entre torcidas organizadas do próprio clube (!!!) deixou quatro pessoas feridas.

A briga foi fruto de uma confusão com um dos líderes de uma das facções no clássico Gre-Nal, pela última rodada do Brasileirão 2011, semanas antes. As ofensas continuaram via redes sociais e acabou terminando no jogo festivo.

A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?

TRISTE REALIDADE

Vivemos uma triste realidade sobre o que diz respeito à segurança pública, por vezes chegamos a duvidar se ela existe ou, no mínimo, para quem ela existe.

Todas as vezes que vimos brigas entre torcidas, dentro ou fora dos estádios – cada vez mais fora, refletindo a falta de segurança geral –, quando a polícia chegou a violência aumentou ainda mais. Parece-nos que ao invés de tentar manter a ordem, opta-se por esperar a desordem ocorrer e combatê-la, primeiro batendo e só depois querer saber quem eram os culpados.

Não é raro ver no meio da torcida a polícia batendo em senhores de idade, em pais que tentam proteger seus filhos ou espalhando spray de pimenta para tudo o que é lado. Na prática, isso pouco serve para punir quem merecia.

O Estatuto do Torcedor, renovado ano passado, propunha que o torcedor preso não entrasse mais nos estádios, mas pouco é visto ou ouvido de algo de prático, para além das punições a entrar no estádio com símbolos das organizadas ou extinção das mesmas. Como se a faixa saísse batendo em todo mundo… Dificilmente alguém é preso ou punido mesmo nos casos mais graves – como a da Supercopa de juniores de 1995, entre São Paulo e Palmeiras.

Quando as empresas de mídia fazem campanhas para as famílias irem aos estádios, a nós fica a dúvida de quem lhes dará segurança, principalmente fora das arenas, em que mal temos isto no cotidiano.

NADA DE “TORCIDAS” E DE “POLÍCIAS”

Na Inglaterra, os tão famosos hooligans foram responsáveis pela “limpeza” dos estádios do Reino Unido, por mais que continuem existindo para os clássicos mais ferrenhos. O mundo não os vê mais, porém não vê também torcidas de futebol e sim receptores de espetáculos teatrais, que só gritam e aplaudem quando “autorizados”.

Para o bem do futebol, a exclusão dos “torcedores” que iam aos campos não para ver as partidas e apoiar os seus times, mas para xingar a “torcida” do rival – por mais que o jogo não envolva os dois clubes – e para praticar atos de vandalismo, poderia ser uma boa alternativa. Mas será que o problema é só esse?

Será que a Polícia, no caso brasileiro, contentaria-se a ter que trabalhar em pleno domingo, sem receber nada a mais para isso – a não ser, de vez em quando, um lanche, para ficar só olhando a torcida vibrar, gritar e xingar, quando necessário? Há preparação dos funcionários desta instituição, em qualquer parte do país, para saber tratar os torcedores, identificar quem começou uma confusão e que efetivamente merece punição?

Querer “público teatral” é tirar, mais uma vez, o futebol do povo, aumentar o valor dos ingressos, “elitizar” os receptores das partidas e acabar com o incentivo dos torcedores. O que é outra questão ainda mais problemática.

Nada, nada mesmo, vale a pena se modifica o que o futebol tem de melhor: que é a possibilidade da paixão ser aflorada naqueles 90 minutos, sem que você tenha que receber um sermão do patrão ou de qualquer entidade repressiva. Nem violência entre torcidas, nem violência da polícia, mas também muito menos um comportamento teatral.

Se futebol é um espetáculo também é graças a nós torcedores, que estamos ali para aplaudir, apoiar, criticar, xingar, construir a sonoridade e a visualidade da partida. Mas também que pagamos ingressos, impostos – inclusive para as polícias nos darem segurança e não medo –, geramos todo um mercado através do marketing e da transmissão pela Indústria Cultural.

Enfim, já passou da hora de as entidades que organizam o futebol, o Estado e os clubes entenderem que as estrelas são os torcedores.

PAUSA

Continuando com esta premissa de atuação no escrever sobre o esporte que já foi bretão, brasileiro e agora parece ser catalão, que esta coluna se despede d@s noss@s leitor@s em 2011. Desejando um 2012 muito melhor para o futebol aqui no Brasil, especialmente “Além das Quatro Linhas”. Paramos por algumas semanas. Até o início dos Estaduais!

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

PARA OS QUE SE ACHAM. Quem tem poder é o dono do jornal, jamais o jornalista

29, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Os que têm alguma (nem precisa ser muita) intimidade com o editor já conhecem a história. Sem nomes, por favor, porque estão todos (ainda bem) vivos. Costumo dizer que, ao longo de um punhado de anos em que fui editor-chefe ou chefe de reportagem do jornal A Razão, havia um escritor pra lá de famoso que, a cada livro que lançava, enviava um ao jornalista, com dedicatória cheia de elogios pra lá de desbragados. E o cara lança(va) até dois por ano. Uma coleção que Dona Ziza (que admira o cara) guarda com devoção.

Bueno. Na segunda vez que “demiti” o jornal, bem no início dos 90’s, fiquei quatro anos afastado do veículo e da cidade. E foi coisa de meia dúzia de livros lançados no período. Sem que este escriba recebesse um sequer, quanto mais com o devido autógrafo. Ao retornar, a convite de Dona Zaira (que é minha amiga, bem antes de ser minha ex-chefe ou ex-patroa), não demorou dois meses para voltar a receber os mesmíssimos livros com as idênticas loas. Nem vermelho o cara ficava.

Resumo da ópera: este editor aprendeu muito cedo a jamaaaais juntar a pessoa com o cargo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não é fácil. Ao contrário, é difícil, estejamos todos certos. Por isso, aqui não vai nenhuma crítica ao comportamento de A ou B. Apenas relatando o que ocorre com este jornalista. Que também não serve de modelo (deus-me-livre) para ninguém.

Mas é interessante saber que o poder dos jornais (e dos demais veículos midiáticos, inclusive na internet) é do dono. E só do dono. De ninguém mais. Por conta disso, entendo exemplar, também, o que escreve Ricardo Noblat, provavelmente o blogueiro mais prestigiado do País e que, não faz tanto tempo assim, também assinou a mais importante (era, hoje não mais) coluna política brasileira. Para os que “se acham”, o texto é, digamos, pedagógico. Acompanhe:

A tentação de sentir-se poderoso

Poucos escapam dessa armadilha. Por circularem na companhia de figuras públicas, freqüentarem ambientes onde são tomadas decisões e publicarem o que viram ou ouviram falar de importante, jornalistas imaginam que têm poder ou que fazem parte do poder.

Têm poder até o momento em que são despedidos. Fazem parte do poder se concordam em servir aos que de fato o detêm. Os donos de jornal e dos demais meios de comunicação, estes sim, são poderosos. Porque não podem ser despedidos – no máximo, quebram. E porque a mídia é cada vez mais poderosa no mundo. Sem ela não se governa. Sem ela não se ganham guerras. Sem ela não se fazem negócios.

O poder do jornalista é relativo, ocasional e temporário. Nunca me encantei com o poder. Mas pensei que tivesse adquirido algum quando me tornei titular em 1989 da coluna diária “Coisas da Política”, no Jornal do Brasil. Nos dois anos anteriores, havia sido o interino da “Coluna do Castelo”, escrita pelo jornalista Carlos Castelo Branco, o Castelinho…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. As reais razões por que os grandões da mídia odiavam o Cara

29, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 29 de dezembro de 2010, uma quarta-feira:

MUDANÇA. Grandões da mídia perderam dinheeeiro com Lula. Isso explica muita coisa

Até 2003, a publicidade oficial do governo federal era distribuída para 499 veículos de comunicação no país inteiro – e sediados em apenas 182 municípios. E agora? São mais de 8 mil veículos em quase 3 mil comunas brasileiras.

O que isso significa? É óbvio: democratizou-se a distribuição de recursos publicitários, antes concentrados na meia dúzia de famílias que domina a mídia nacional. Se não é esta, creia, não sei qual seria a razão pela qual a midiona se colocou na oposição. É troco. Muuuito troco, que deixaram de ganhar como acontecia antes de Lula.

Resumo da ópera: como a tendência é essa ampliação continuar, cada vez menos influência terá a dita mídia tradicional. E olha que nem se está falando nas assinaturas de revistas, que eram monopolizadas adivinha por qual editora? É, ela mesma, a Abril, da…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, a situação não se modificou, no governo de Dilma Rousseff. O fato é que os grandões (e os nem tanto) da mídia até podem, subsidiariamente, defender os interesses da sociedade. Mas beeeem subsidiariamente. Na verdade, na verdade, o que eles, sejam donos de jornais ou concessionários públicos (do que se esquecem) de rádio e televisão, querem meeeesmo é dinheiro. De preferência, muito e fácil. Como era, antes de Lula. Nem é preciso desenhar, não?

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Adivinha o tema político do segundo semestre. Sim, 14 ou 21

27, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 27 de dezembro de 2010, uma segunda-feira:

PARLAMENTO. Santa Maria com 21 edis. E o resto do Brasil com quase 8 mil a mais

O Brasil ganhará mais perto de 8 mil vereadores a partir de janeiro de 2013. As razões são duas. Uma é jurídica, a partir de decisão tomada pelo Congresso Nacional, mudando os critérios para os números de edis. Por conta dela, Santa Maria, por exemplo, voltará às 21 vagas anteriores a 2004.

Outra é o censo de 2010, por conta do qual alguns municípios se viram com população maior e, portanto, passaram a outra faixa, com mais vagas para os parlamentos comunais. Ah, e a boca do monte poderia ter até 23 vereadores – mas, para tanto, sua população teria que ser superior a 300 mil habitantes…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, com a possível concorrência do enrosco petista e sua dificuldade de fixar um candidato a prefeito, o tema que dominou as discussões – inclusive com a participação animada, e engajada, da mídia tradicional – foi mesmo a discussão em torno do número de vereadores. Que será, mesmo 21, como já se sabe.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Horário “gratuito”, na verdade, custou mais de R$ 200 milhões

21, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 21 de dezembro de 2010, uma terça-feira:

MÍDIA E POLÍTICA. Horário “gratuito” dos partidos custará R$ 201 milhões em 2011

As emissoras de rádio e televisão já reduziram um pouco a ladainha. Mas mantém o essencial. Isto é, em regra, continuam chamando a participação dos partidos políticos (antes e durante as campanhas eleitorais) na mídia eletrônica como o “horário gratuito”.

Aqui já se escreveu um punhado de vezes. Nãããão é verdade. As emissoras ganham (e muito, no meu ponto de vista) com a tal “gratuidade”. Como? Na forma de renúncia fiscal. E mais, como hábito, contam o tempo como preço normal de tabela publicitária – algo que, na negociação direta com os clientes, sempre tem uma redução.

Dito isto, e maaaais uma vez esclarecido, veja agora o que está vindo por aí. E nada a ver com eleição, mas com troco gasto (e no meu ponto de vista…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, nunca é demais acabar com esse mito que os partidos têm “horário gratuito”, no rádio e na televisão. As emissoras são regiamente ressarcidas (inclusive porque pelo preço de tabela – aqui o desconto inexiste) via renúncia fiscal. Ponto.

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ANÁLISE. “Cobertura” do livro sobre privataria expõe denuncismo seletivo da Mídia

19, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Bueno. Quem lê o que este editor escreve, especialmente quando ele opinia, já sabe o que pensa o sítio acerca da mídia nativa – e em toooodos os níveis. As denúncias são sempre seletivas. Há as divulgáveis, ampliáveis e até defensáveis à exaustão. Já outras são simplesmente ignoradas. E ainda clamam pela “imparcialidade”.

Agora, temos exemplo nacional. A mídia conseguiu ignorar (ou, em casos raros, mistificar) um livro que se encontra na lista dos mais vendidos até mesmo numa das publicações maiores dela própria – no caso, a ex-revista Veja. Então, vamos fazer o seguinte: para não ficar com o que este escriba pensa, acompanhemos texto de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa, sítio mais prestigiado do País no seu ramo. A seguir:

O livro e a imprensa, um ponto de ruptura

Esta semana marca um ponto de ruptura da imprensa brasileira tradicional, aquela chamada de circulação nacional. O fato de os principais jornais do país haverem ignorado o tópico mais divulgado na internet – o livro que denuncia atividades criminosas atribuídas a familiares e pessoas próximas do ex-governador José Serra – representa uma declaração pública de que a imprensa tradicional não considera relevante o ambiente midiático representado por blogs, sites independentes de empresas de mídia e grupos de discussões nas redes sociais.

A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos. Na medida em que essa fidelidade chega ao ponto de levar as bravas redações – sempre animadas para publicizar toda espécie de malfeitoria envolvendo protagonistas do poder – a fingir que não tem qualquer relevância o fenômeno editorial intitulado A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., cria-se um precedente cujas consequências não se pode ainda avaliar.

Por iniciativa da imprensa tradicional, aprofunda-se o fosso que a separa da mídia alternativa.

Debate aberto

Não que tenha arrefecido o ímpeto dos jornais por dar repercussão a todo tipo de denúncia: estão nas primeiras páginas, nas edições de quinta-feira (15/12), o ministro Fernando Pimentel, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e o publicitário Marcos Valério.

Cada um desses personagens tem uma história a explicar para a sociedade, mas a imprensa, ao proceder com tão escancarado desequilíbrio nos critérios de edição, se desqualifica como meio legítimo para mediar a questão com a sociedade…”

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MÍDIA E POLÍTICA. Partido quer que Supremo diga se, afinal, é constitucional político ter concessão de TV

16, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

A Constituição Federal é bem clara: eleito pelo povo não pode ser concessionário de rádio e televisão. Simples. Bem, nem tanto. Afinal, se fosse, não haveria tantos parlamentares dirigindo emissoras de TV, por exemplo. Seriam nada menos que 41 deputados e sete senadores nessa condição. Aliás, se incluídos os parentes dos ditos cujos, o número sobe para 52 e 21, respectivamente.

Então, é constitucional ou não ter concessão, como político? Agora, se saberá. Afinal, o PSOL resolveu entrar com um questionamento a respeito no foro adequado, o Supremo Tribunal Federal, a corte que julga exatamente ações que tenham a ver com a Constituição. Os detalhes estão em material publicado na versão online d’O Estado de São Paulo. A reportagem é de Denise Madueño. A seguir:

PSOL vai ao STF contra concessão de TV a políticos

O PSOL está questionando no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade do político, com mandato eletivo, poder ser dono de rádio ou TV, concessões do Estado. O partido entrou com uma ação, denominada de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), para que o Supremo declare se a propriedade pelos políticos é constitucional ou não. Levantamento feito pela Intervozes, uma entidade civil voltada para a liberdade de expressão, identificou 41 deputados e sete senadores sócios ou associados de pessoas jurídicas outorgadas de radiodifusão.

O cruzamento foi feito com base em pesquisa no sistema de registro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a declaração de bens dos candidatos entregue nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral. Esse número é maior se forem considerados parentes em primeiro grau e participações indiretas. Nesse caso são 52 deputados e 21 senadores, segundo estudo feito pela Transparência Brasil.

“É um coronelismo eletrônico”, afirmou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ). O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) disse que o político que tem a concessão faz uso dela para se reeleger. “Existe um grande privilégio de quem detém e se beneficia de uma concessão de serviço público. Há uma deturpação do processo eleitoral…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. O que há por trás das mudanças no calendário do futebol

15, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Vamos mais a fundo e tentar fazer o que poucos têm coragem: falar sobre os “donos” do futebol. Ainda mais com a Confederação Brasileira de Futebol seguindo o critério “o que está funcionando bem ’a gente’ muda”.

Quem é jovem deve lembrar. Na década de 1990, os times “expressinhos” eram bastante utilizados para cumprir uma agenda cruel, com até dois jogos num mesmo dia (!).

Por mais críticas que possamos fazer a ele, Ricardo Teixeira soube melhorar o calendário aos poucos. Mesmo que o fosso para os times pequenos só cresça, a organização do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, primeiro através da Série A em 2003 e dois anos depois na Série B, permitiu uma regularidade de datas jamais vista. Isto é inegável, assim como o fim das viradas de mesa. Agora grande cai, e isso é bom.

Quanto à competitividade, o ano estava bem definido. Os Estaduais – torneios que os grandes tratam com desdém, mas os que não o ganham sabem sua importância – dão a emoção dos clássicos regionais com caráter decisivo; a Libertadores é a cereja do bolo, difícil, mas prazerosa; o Brasileirão é a regularidade à prova, com decisões cada vez mais emocionantes tanto quanto na época dos mata-matas; a Sul-Americana ainda sofre por um respeito maior, mesmo com a vaga ao campeão para a Libertadores…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

ALÉM DAS 4 LINHAS. As causas por que o futebol do interior gaúcho está ferrado

30, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…A ilusão seria seguir falando dos vários títulos do Internacional, justificando o seu nome a partir da última década, ou da “imortalidade” do Grêmio, provada nos rincões da Série B e da final da Libertadores logo a seguir. É algo que de tão visível acaba escondendo problemas maiores no futebol local.

O Rio Grande do Sul que já teve o título da Copa do Brasil de 1998 com o Juventude, em pleno Maracanã, contra o Botafogo e que viu em 1986 o Brasil de Pelotas eliminar o Flamengo de Zico e cia nas quartas de final do Brasileiro, vê o interior do estado em amplo processo de decadência.

Para se ter um parâmetro, enquanto o futebol alagoano terá dois times na Série B, o Rio Grande do Sul não terá nenhum. Vale lembrar que a economia alagoana é bem pior que a do interior gaúcho, não tendo, por exemplo, um banco estatal para patrocinar os clubes.

O Brasil de Pelotas foi rebaixado da Série C porque um lateral não cumpriu uma punição acumulada do ano passado. Ainda assim, só…

… Times do interior gaúcho vivem sob condições precárias. Ao contrário dos grandes porto-alegrenses, a dificuldade de manter um clube em atividade por doze meses no ano é o maior desafio encontrado pelos dirigentes. A subida ou descida de divisão depende do maior apoio de um grupo político e/ou empresarial. Este drama é comum a todo futebol profissional do interior brasileiro…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A derrocada do futebol do interior gaúcho. E suas causas – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

30, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 28 de novembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Refletindo a decadência do futebol gaúcho

Para quem olha para o futebol gaúcho como uma possibilidade de fuga do domínio – reflexo socioeconômico – do eixo Rio-São Paulo, a tendência é tomar um susto com o regresso apresentado nos últimos anos.

A ilusão seria seguir falando dos vários títulos do Internacional, justificando o seu nome a partir da última década, ou da “imortalidade” do Grêmio, provada nos rincões da Série B e da final da Libertadores logo a seguir. É algo que de tão visível acaba escondendo problemas maiores no futebol local.

O Rio Grande do Sul que já teve o título da Copa do Brasil de 1998 com o Juventude, em pleno Maracanã, contra o Botafogo e que viu em 1986 o Brasil de Pelotas eliminar o Flamengo de Zico e cia nas quartas de final do Brasileiro, vê o interior do estado em amplo processo de decadência.

Para se ter um parâmetro, enquanto o futebol alagoano terá dois times na Série B, o Rio Grande do Sul não terá nenhum. Vale lembrar que a economia alagoana é bem pior que a do interior gaúcho, não tendo, por exemplo, um banco estatal para patrocinar os clubes.

O Brasil de Pelotas foi rebaixado da Série C porque um lateral não cumpriu uma punição acumulada do ano passado. Ainda assim, só escaparia nos critérios de desempate contra o paulista Santo André e o também gaúcho Caxias, que foi o último campeão gaúcho (e isso em 2000) fora a dupla Gre-Nal,  quando apareceu o atual técnico corintiano Tite.

O time da Serra Gaúcha será o único representante do estado na Terceira Divisão (!). O Pará contará com o outrora forte Paysandu e o Águia de Marabá.

O citado Juventude, também de Caxias do Sul, foi eliminado nas oitavas de final da Quarta Divisão e só garantiu vaga para o ano que vem porque venceu a Copa Laci Ughini, a “Copinha” do segundo semestre promovida pela Federação Gaúcha.

O Cruzeiro de Porto Alegre, terceiro colocado do Gauchão 2011, não passou da primeira fase da Série D. O outro representante do Estado só será definido no estadual do ano que vem. A coisa tá feia.

OS ESTADUAIS RESISTIRAM, MAS COM PERDA DA FORÇA DOS PEQUENOS

O Brasil é o único país do mundo onde existem os campeonatos estaduais de futebol profissional. Alguns comentaristas fazem longas teses para pedir o fim destes torneios, que deveriam ser apenas para clubes pequenos (gostaríamos de descobrir o que estes comentaristas entendem por pequenos).

Há quem defenda que o Campeonato Gaúcho evoluiu, que hoje é um campeonato moderno. Mas os anos acabam mostrando que nada mudou, quer dizer, só piorou. A dupla Gre-Nal continua soberana. Onze anos sem surpresas, com Grêmio e Internacional alternando os títulos estaduais, com um time de médio ou pequeno porte aparecendo em alguma final de turno, como foi o caso do Caxias, no primeiro deste ano.

Times do interior gaúcho vivem sob condições precárias. Ao contrário dos grandes porto-alegrenses, a dificuldade de manter um clube em atividade por doze meses no ano é o maior desafio encontrado pelos dirigentes. A subida ou descida de divisão depende do maior apoio de um grupo político e/ou empresarial. Este drama é comum a todo futebol profissional do interior brasileiro.

15 DE CAMPO BOM MOSTROU MANO MENEZES AO MUNDO

Alguém lembra do 15 de Novembro, de Campo Bom (Vale dos Sinos), que em 2004 chegou às semifinais da Copa do Brasil, deixando no caminho o Vasco, com vitória por 3 a 0 em pleno São Januário?

O time havia se qualificado para participar da sua segunda edição do torneio por ter sido vice-campeão do Gauchão em 2003 – e também no ano anterior, ambos após derrotas para o Internacional.

Aquele time de 2004 fora treinado por Mano Menezes, que após passagens ruins por clubes do interior gaúcho e paranaense pode mostrar o seu trabalho e alçar voos maiores, que o levaram hoje a treinar a Seleção brasileira de futebol – ou o que o Ricardo Teixeira quer que isso seja.

Nos seus rápidos tempos áureos, o 15 voltaria a ser vice-campeão gaúcho em 2005 e a aparecer no cenário nacional após tirar o conterrâneo Grêmio na segunda fase da Copa do Brasil, sendo eliminado em seguida para o Volta Redonda.

A pedra no meio do caminho foi a crise do setor coureiro-calçadista – que migrou para o Nordeste em busca de maiores isenções fiscais. O clube hoje está licenciado da Federação Gaúcha por falta de condições de se manter.

COTAS DE TRANSMISSÃO

Apesar do já citado apoio do Banrisul, a diferença paga para Grêmio e Internacional em relação aos demais ainda é grande em vários níveis, não só no caso da publicidade para quem “tem tudo”, como diz o slogan da instituição financeira.

No caso estadual, a Federação Gaúcha paga cotas maiores à dupla Gre-Nal, daí a disparidade dentro de campo, seguindo um modelo espanhol – algo já comentado em outras colunas – em que o torneio fica restrito a quem tem maior aporte financeiro na competição.

Fica a dúvida (?): os clubes não arranjam mais patrocinadores porque não ganham torneios ou não ganham torneios porque não têm jogos transmitidos pela TV, o que prejudica a quantidade de possíveis apoios financeiros às campanhas?

Para resgatar a importância da TV também para os clubes do interior se manterem, trazemos o caso do Brasil de Pelotas de 2009. O ônibus com a delegação do time sofreu um grave acidente quando voltava de um amistoso, com a morte de três pessoas, dentre elas o ídolo xavante Cláudio Milar.

Na época, o clube não tinha as mínimas condições para ter jogadores em campo, tanto por motivos físicos, quanto psicológicos e financeiros, já que faltava uma semana para o início do torneio.

Após muita discussão, o problema principal era que os clubes já haviam recebido as cotas de transmissão da Rede Brasil Sul (RBS), com determinação de jogos a serem transmitidos e tudo o mais. Não se poderia atrasar o campeonato.

Esta informação não vem de fontes ocultas, mas de dois funcionários do Grupo, ao menos naquele período, o repórter fotográfico Nauro Júnior e o jornalista Eduardo Cecconi, autores do livro A noite que não acabou (Livraria Mundial, 2009). Eis um dos trechos:

“A urgência pelo respeito ao contrato que proporciona aproximadamente trezentos e cinquenta mil reais para cada clube pela cessão dos direitos de televisionamento afligia de tal maneira Novelletto [presidente da FGF], que reiterava a iminência de ter o fígado devorado se a tabela não fosse religiosamente cumprida” (p. 193).

É óbvio que não se coloca aqui a culpa de um acidente automobilístico nos Sirotsky, mas é inegável que ter de fazer um jogo a cada dois dias do primeiro turno daquele ano em muito contribuiu para que o time fosse rebaixado. E, pior do que isso, para que o clube de maior torcida no interior do RS entrasse numa rota de decadência.

CONGRESSO VIRA FARRA

Enquanto os seus clubes vão sendo tornados pequenos, a Federação local viaja a América do Sul para realizar congressos técnicos.

Em anos anteriores, a FGF os realizou em Montevidéu e Buenos Aires. Desta vez o Chile foi o destino, mais precisamente o luxuoso Regal Pacific, próximo dos centros comerciais.

A visita à ANPF (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile) parece que não estava no roteiro, ou não deu tempo. Os cartolas passaram longe. Já Viña Del Mar e Valparaíso, pontos turísticos litorâneos, foram locais propícios para se debater sobre futebol?

Cerca de 60 pessoas, entre dirigentes e suas esposas (afinal elas também vivem de futebol), ganharam um natal antecipado do senhor Francisco Noveletto.

O presidente da Federação Gaúcha argumenta que o dinheiro gasto não é da federação. Quem teria bancado a “festa”, segundo ele, são os patrocinadores (não se trata da rede de lojas do presidente). Enquanto eles desperdiçam o dinheiro em farras, seus clubes vivem com a corda amarrada no pescoço.

PARECE PIADA

Mas não é só congresso técnico que sai do seu local de origem. Único grande atrativo de torcedores – ao menos no que aparenta ser a visão dos dirigentes, já que Ca-Ju também é clássico – o clássico Gre-Nal na fase classificatória percorre outras cidades e até outros países.

Nos últimos campeonatos gaúchos, tivemos clássico em Erechim, interior gaúcho, e Rivera (Uruguai), com um grande contingente de gremistas e colorados que residem naquela região. Os clubes receberam um bom dinheiro e os estádios tiveram bom público, apesar do superfaturamento dos ingressos.

Há um suposto convite para jogar um clássico em Boston ou Miami (EUA). Parece mais uma piada de mau gosto. Que os dois grandes clubes vão ganhar dinheiro disso não duvidamos, mas e o torcedor? Como vai se deslocar até os Estados Unidos no único clássico garantido pela “moderna” tabela?

Enquanto isso, os clubes do interior caem num ostracismo que é altamente prejudicial ao futebol local. Se no Rio de Janeiro só sobraram os quatro grandes, o Rio Grande do Sul só possui dois, o que diminui o potencial de barganha e de enfrentamento inclusive em áreas como a definição dos direitos de transmissão e da publicidade.

Torcedor apaixonado existe em qualquer lugar e deveria ser o foco de um clube, mas ninguém pensa nele mesmo. Esta figura só é lembrada pelos homens da cartola quando o nó da gravata aperta e os clubes estão no sufoco, beirando o rebaixamento ou no “fundo de um poço sem fundo”, como é o caso dos outrora famosos times do interior gaúcho.

É HORA DA ADAGA!

Esta coluna editorialmente entende que é chegada a hora de se valer das melhores tradições rio-grandenses e partir para a peleia direta contra a cartolagem e todas as forças sinistras que fazem da capital uma sanguessuga das mais de 24 microrregiões do estado. Se o futebol é parcela importante da identidade de um povo, é hora de defendê-la a ferro e fogo.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

LUNETA ELETRÔNICA. Schirmer é a estrela, agricultura familiar, projeto de Pozzobom, rega-bofe do PSB, encrenca com filho de FHC…

15, novembro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

* Semana que vem o PMDB terá direito a um punhado de inserções na mídia eletrônica. Uma das estrelas é exatamente o prefeito santa-mariense Cezar Schirmer.

* A sua participação, enfatizando a administração municipal peemedebista foi gravada há coisa de 20 dias, em estúdios da RBS-TV da boca do monte. Aguardemos!

* O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, deu conta, nesta segunda, do interesse do MA em aplicar R$ 1 milhão na agricultura familiar gaúcha.

* O troco será aplicado na capacitação de técnicos da Emater para acompanhamento de projetos e também no pavilhão de comercialização de flores da CEASA.

* Tramita na Assembleia projeto (348/2011), de Jorge Pozzobom (PSDB), acerca da utilização de mensagens de texto por via de celulares, para serviços de emergência do RS.

* A proposta, conforme material da Agência de Notícias do Legislativo, tem como foco principal a inclusão dos surdos, mudos e surdo-mudos gaúchos em um serviço essencial em casos de risco.

* “Trata-se de cidadãos que não têm como usar telefone em condições normais que, com facilidade, navegam na internet e enviam e recebem mensagens”, justifica o tucano.

* A direção local do PSB realiza, quinta-feira, um rega-bofe (por adesão) com o deputado federal Luiz Noé, no Restaurante Augusto, ao meio dia.

* Noé, na verdade, é suplente -tendo assumido a vaga de Beto Albuquerque, a partir do momento em que este virou secretário estadual de infra-estrutura.

* Conforme nota do presidente municipal, Paulo Ritta, o objetivo do encontro “cumpre uma das metas da atual direção, que é o de aproximar filiados e lideranças”.

* Diz reportagem da Folha de São Paulo (o que recomenda cuidados) que o ministério das Comunicações investiga a participação do grupo iDisney-ABC na Itapema FM, da capital paulista.

* Embora cumprindo a legislação – oficialmente a emissora pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho de Fernando Henrique, em sociedade com a Disney, com ele detendo 71% e os ianques 29%) – existiria a suspeita de PH ser apenas “laranja” dos parceiros do norte.

* De acordo com a FSP (o que, repita-se, sugere cuidados), há fortes indícios de que, mesmo sendo da parte minoritária, dois executivos da Disney no Brasil teriam procuração para autorizar empréstimos, emitir cheques e vender bens da emissora. Pooois é.

* O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, começou a montar seu time, duas semanas após ter assumido o cargo, aliás vital para a organização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

* Detalhe: Rebelo tem buscado fora do PC do B, seu partido, nomes para postos na pasta. Nesta segunda, por exemplo, anunciou três – para dirigir as mais importantes secretarias do ME.

* Foram divulgados os titulares da secretaria Executiva (a economista Paula Pini), da assessoria internacional (o diplomata Carlos Henrique Cardim) e da secretaria nacional do Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (o vice-almirante Afonso Barbosa).

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Sim, jornalismo é negócio. No território ianque. E aqui também

15, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 15 de novembro de 2010, uma segunda-feira:

MÍDIA. Jornalismo é, antes de tudo, negócio. Vale para os EUA. E para o Brasil

Eliakim Araújo tornou-se famoso na Globo. Depois foi para outras emissoras e, por fim, baseou-se nos Estados Unidos. Lá, com a mulher, também jornalista e ex-apresentadora de TV, Leila Cordeiro, edita o bom sítio “Direto da Redação”. Tenho reproduzido por aqui alguns dos textos nele publicados.

Agora, vem um do próprio Araújo. Trata do posicionamento político ostensivo de duas grandes emissoras jornalísticas de TV a cabo ianques. Vale a pena ler. São, antes de qualquer coisa, um negócio – como acontece no Brasil também, embora todos procurem disfarçar sob o mito da imparcialidade e outras bobagens semelhantes...”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, é interessante que atualizemos a discussão. Ainda que, cá entre nós, nada mudou de lá para cá. Talvez até tenha piorado. Inclusive porque uns e outros seguem com a mania de dizer-se “representantes” da comunidade, quando querem mesmo é tirar o troco dela. Ok, ok, ok. É o capitalismo. E este sítio mesmo se insere nele. O problema é o engodo. E ela está aí, tooodos os dias.

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JORNALISMO. Este sítio e TV SM são garantia de cobertura diferenciada da Feisma

A modéstia vai às favas. Mas o fato é que apenas dois veículos de comunicação estão, meeeesmo, fazendo uma cobertura diferenciada da Feisma, a Multifeira de Santa Maria. Este sítio, que mantém um repórter (Maiquel Rosauro) produzindo várias notas diárias e diferentes sobre o evento. E a TV Santa Maria, a emissora comunitária que está transmitindo ao vivo, diariamente, do Centro Desportivo Municipal.

Aliás, o trabalho da TV SM (canal 19, Net e www.santamaria.tv.br) é um dos temas abordados pelo sítio. E que, juntamente com outras notas, algumas delas absolutamente exclusivas (como o Polo de Inovações Tecnológicas da UFSM), você pode acessar clicando no banner que abre a “capa”. Ou, no alto à direita, clicar no ícone “Feisma” – e você terá esta e outras 30 e tantas notas acerca da multifeira que se desenvolve desde sábado no Centro Desportivo Municipal.

Abaixo, as que serão publicadas ao longo desta madrugada:

- TV Santa Maria reliza cobertura especial na multifeira;

- Polo de Inovações Tecnológicas irá incentivar novos negócios na UFSM;

- Adesm apresenta ações e lança revista;

- Nova motocicleta é lançada no Salão do Automóvel;

- Aapecan mostra suas atividades na multifeira;

- Orquestra atrai sócios com música; e a

- Programação cultural desta sexta-feira.

Boa leitura!

PARA CONFERIR AS REPORTAGENS, VOCÊ TAMBÉM PODE CLICAR AQUI.

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MÍDIA E JUSTIÇA. Monopólios e oligopólios são ameaça à liberdade de imprensa. Não, quem diz não é o editor, mas…

…mas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, João Ricardo dos Santos Costa. Que foi mais longe, na excelente (ainda que não se precise concordar com tudo o que ele diz) entrevista publicada no jornal eletrônico Sul21.

Sobre o que mais ele falou e que tende a suscitar, muito provavelmente, a ira dos oligopolistas e monopolistas, vale a pena ler a reportagem assinada por Rachel Duarte. A seguir:

Para presidente da Ajuris, modelo conservador dos meios de comunicação está falido

Na última semana, durante a realização do seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa foi enfático ao criticar o sistema de comunicação brasileiro e a grande imprensa. O Sul21 entrevistou-o sobre o tema e também sobre outras polêmicas que envolvem o poder judiciário no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Segundo João Ricardo, os monopólios e oligopólios mantêm na mão de poucos o acesso à informação, direito constitucional que deveria ser assegurado a todos os cidadãos. Ele reconhece que o poder judiciário tem responsabilidade neste processo e poderia fazer mais pela democratização da comunicação. Neste debate, a Ajuris coloca-se ao lado do governo estadual, que também fez a mesma crítica à imprensa. Porém, João Ricardo afirma que as falas públicas não tiveram relação e que a entidade segue divergindo de Tarso Genro nos temas da previdência social, do teto salarial e quanto aos magistrados serem a categoria mais privilegiada.

Na avaliação do presidente da Ajuris, a justiça brasileira tem muitos entraves por conta de um sistema moroso que permite, por exemplo, que um processo civil por desvio de dinheiro prescreva devido aos inúmeros recursos permitidos à defesa. “Com toda essa quantidade de recursos qualquer processo chega à prescrição, inclusive os de crime hediondo”, afirma…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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MÍDIA E CENSURA (2). A audiência dos deputados sobre o conflito Folha x Falha, na versão da Folha de São Paulo

27, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

No final da manhã, foi publicada, aqui, a versão da assessoria de imprensa do deputado federal Paulo Pimenta (vai mais abaixo e a encontrará), sobre a audiência acontecida ontem e que discutiu o conflito entre a Folha de São Paulo e sua paródia, a Falha de São Paulo.

Agora, para que você possa ter uma visão total do que ocorreu na Câmara dos Deputados, acompanhe também a versão da Folha de São Paulo, publicada na página 14 do jornalão paulista, em sua edição de hoje. Confira a íntegra:

Comissão da Câmara discute a regulamentação da mídia

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discutiu ontem a regulamentação dos meios de comunicação durante uma audiência pública para debater o tema “O silêncio da mídia no caso de censura imposta pelo jornal Folha de S.Paulo ao sitewww.falhadesaopaulo.com.br“.

Participaram da audiência cerca de 50 pessoas, entre elas os irmãos Lino e Mario Bocchini, que são responsáveis pelo site, um representante da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e deputados federais.

A regulamentação dos meios de comunicação foi citada pelo primeiro secretário da Fenaj, Antônio Paulo Santos, pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e por Mariana Martins, uma representante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, uma associação civil de direito privado.

“Precisamos, sim, de regulamentação dos meios de comunicação, que a toda hora está sendo chamada de censura e nada mais é que formas de garantir essas liberdades de tantos outros cidadãos”, afirmou Mariana.

Já Santos disse que “gostaria de reiterar o papel do Congresso nesse olhar comprometido com o processo de desregulamentação do setor”.

A comissão aprovou, em agosto, convite para que participassem da audiência representantes da Folha, ANJ (Associação Nacional de Jornais), CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Em carta enviada à comissão, a Folha contestou o tema e o enfoque dado à audiência proposta pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e recusou o convite. A ausência do jornal e o processo movido pela Folha foram criticados, e deputados falaram em “censura”.
Lino Bocchini afirmou que o site tinha a intenção de questionar, com humor, a atitude da Folha de se dizer apartidária e imparcial. Ex-assessor da administração petista na cidade de São Paulo, ele informou que não é filiado a nenhum partido.

No ano passado a Folha ingressou na Justiça contra o uso do logotipo e endereço eletrônico semelhantes aos do jornal pelo site dos irmãos Bocchini.

Em setembro de 2010, a Justiça concedeu liminar determinando a suspensão do registro do domínio falhadespaulo.com.

Em setembro deste ano, a Justiça julgou parcialmente procedente o pedido da Folha e decidiu pela suspensão definitiva do domínio. Lino Bocchini afirmou ontem que vai recorrer da decisão.”

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MÍDIA E CENSURA. Saiba tudo que foi dito na audiência que avaliou o conflito Folha x Falha (de São Paulo)

Ausência da Folha foi lamentada por parlamentares de todos os partidos presentes à audiência

Foi ontem, sem a presença de representantes da Folha de São Paulo, que se recusaram a comparecer. Os detalhes chegam através da assessoria de imprensa do deputado federal Paulo Pimenta (PT), autor do requerimento que provocou o debate.  A reportagem é de Fabrício Carbonel, com foto da Agência Câmara de Notícias. A seguir:

 “Decisão da justiça no caso Folha x Falha pode criar jurisprudência perigosa sobre liberdade de expressão, avaliam parlamentares

Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promoveu audiência para debater o silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de São Paulo ao blog Falha de S. Paulo. Parlamentares de diversos partidos políticos compareceram à sessão, em uma demonstração de que essa não é uma discussão partidária, conforme tentou induzir o diário paulista nos últimos dias. Os deputados alertaram para um precedente perigoso que pode ser criado no país, dependendo da compreensão da justiça sobre o episódio.

Autor do requerimento para o debate, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) enfatizou que a linha adotada pela Folha põe em risco um direito constitucional. “Estão corretos os que entendem que esse episódio não é algo menor. Como essa é uma ação inédita no Brasil, a decisão da justiça em favor da Folha de S. Paulo criará uma jurisprudência de restrição à liberdade de expressão. Qualquer blog ou veículo alternativo que utilizar da sátira para criticar poderá ser processado e tirado do ar. No futuro, os próprios meios de comunicação serão julgados com base nesse entendimento”, frisou o parlamentar.

“É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro”
Criador do blog Falha, Lino Bochini criticou, por um lado, a ausência da Folha, mas por outro, afirmou que o jornal paulista “mostrou sua verdadeira face”. Ele, que classificou a ação da Folha com “absurda” e “truculenta”, rebateu as alegações do proprietário e diretor de redação, Otávio Frias Filho, de que o blog Falha não seria sátira nem independente. “É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro. A Folha mente, o nosso blog era sátira e era independente! A Folha é um jornal que cobra transparência, responsabilidade dos órgãos públicos – o que está correto – mas que foge do debate por meio de uma carta autoritária”, contestou Lino, desafiando que não há na blogosfera nenhum site defendendo a Folha, além do portal do próprio jornal.

“Folha tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão. Isso explica a ausência de seus representantes”
O 1º Secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, Antônio Paulo Santos, que também compôs a mesa de trabalho, afirmou que o que os grandes grupos de comunicação querem é a “liberdade de empresa”. O dirigente da Fenaj criticou, e não isentou o Congresso, pelo fato de no Brasil o setor de comunicação não ter regulação nenhuma. “As tradicionais famílias que dominam a mídia em nosso país trabalham unidas pela desregulamentação do setor. Conseguiram, a partir de muita pressão, que o Congresso arquivasse o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, e, por fim, há dois anos, derrubaram o diploma de jornalismo”, resumiu.

A Folha, por meio de nota, já havia antecipado que “declinaria” do convite por “discordar da temática da audiência”. Sobre ausência do jornal paulista, o deputado Pimenta disse que a “Folha de S. Paulo tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão”, o que, segundo ele, explica a ausência de seus representantes. Ivan Valente (PSOL-SP) considerou que a Folha desrespeitou o Legislativo ao contestar na carta a temática da audiência. “O jornal pode fazer o juízo de valor que quiser sobre o fato, mas não pode deslegitimar a atuação da Comissão de Legislação Participativa e do Poder Legislativo”, criticou.

Parlamentares condenam Folha e apóiam blog Falha
Ao todo, 16 deputados registraram presença no debate. Todos dividiram da mesma preocupação, levantada no início do debate, sobre uma jurisprudência perigosa a ser criada pela justiça no caso de uma decisão favorável ao jornal Folha de São Paulo.

“Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade”
“A estrutura das empresas de comunicação no Brasil é familiar e secular, isso é ruim para a democracia brasileira. A propriedade cruzada, essa concentração da informação que em outros países não existe, aqui no Brasil pode! A Folha erra ao fazer a defesa da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que não consegue suportar as críticas de um blog. Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade, e não com o leitor (referindo-se ao antigo slogan da Folha ‘de rabo preso com o leitor’). Lamento que a justiça brasileira, às vezes, tenha definições impróprias sobre alguns temas, daí a necessidade da regulamentação dos meios de comunicação, para não termos um vazio legislativo, que possa, de alguma forma, ameaçar a liberdade de expressão no país”. Ivan Valente (PSOL-SP)

“É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”
“Esse tema não se esgotará, pois não há, aqui, a outra parte. Se não pudermos usar a marca para satirizar, como defende a Folha, o Zorra Total deveria sair do ar, pois faz uma sátira a Presidente Dilma. Se, por acaso, a Presidente pedisse para tirar o quadro do ar, certamente, a Rede Globo reagiria, e a Folha e os grandes jornais do país dariam capa para o assunto. O PCdoB, meu partido, poderia processar a revista Época que trouxe em sua edição desta semana uma montagem com nossa bandeira. Esse episódio criará um parâmetro para as decisões judiciais. Não podemos tratar o caso como se fosse algo isolado, um processo da Folha contra um blog. É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”. Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)

“Chama a atenção que a Folha diz que a decisão da justiça de primeira instância é soberana e que o assunto está superado. Não está e o parlamento tem o dever de acompanhar os próximos desdobramentos”. Luiz Couto (PT-BA)

Universitários de Brasília, representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social também acompanharam a audiência.
“Está claro que, quando o espaço para os dois lados estão garantidos, a Folha prefere silenciar. Liberdade de expressão e liberdade de imprensa têm que conviver com as demais liberdades. Assistimos a grandes grupos fazendo mau uso da liberdade de expressão, o que não se configura no caso do blog Falha de S. Paulo. São os blogs, hoje, que nos garantem a pluralidade da informação, e mesmo assim os gigantes se insurgem contra os pequenos que exercem o direito à crítica”. Mariana Martins – Grupo Intervozes

Convidadas, Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não compareceu e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que havia confirmado o nome de Claudismar Zupirolli, Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (OAB-DF), não enviou representante, pois hoje no Supremo Tribunal Federal estava em julgamento a constitucionalidade do exame da ordem dos advogados.

Deputados presentes à audiência:
Dr. Grillo (PSL-MG)
Paulo Magalhães (DEM-BA)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Roberto Britto (PP-BA)
José Stédile (PSB-RS)
Miriquinho Batista (PT-PA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Vitor Paulo (PRB-RJ)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Luiz Fernando (PSDB-SP)
Vaz de Lima (PSDB-SP)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Luiz Couto (PT-PB)
Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)
Nelson Marchezzan Jr (PSDB-RS)”

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MÍDIA E LIBERDADE. “Folha” se recusa a participar de audiência da qual é protagonista

Curioso, isso. Por qualquer toma-lá-dá-cá a mídia vem com a conversa mole de que se está “podando” a liberdade de imprensa. Como se entrar na Justiça, que é quem decide, seja um atentado. No entanto, quando ocorre o oposto…

Bem, a história está bem contada pela assessoria de imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT), autor do requerimento aprovado pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara, para audiência pública destinada a tratar do chamado caso “Folha x Falha”. Leia o texto, assinado pelo jornalista Fabrício Carbonel. A seguir:

Folha de S. Paulo recusa ir à audiência na Câmara dos Deputados debater caso de censura imposto ao blog Falha

A Folha de S. Paulo se negou a participar da audiência pública que será realizada na próxima quarta-feira (26) pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados para debater o caso de censura imposto pelo jornal paulista ao blog Falha de S. Paulo.

Por meio de nota, assinada pelo diretor de redação, Otávio Frias Filho, pelo editor-executivo, Sérgio Dávila, e pelo secretário de redação, Vinicius Mota, a Folha de S. Paulo informa “declinar” do convite por “discordar de seus pressupostos”. Também convocada para representar a Folha, a advogada que assina a ação contra o blog Falha, Tais Gasparin, alegou viagem ao exterior.

Autor do requerimento, o deputado federal Paulo Pimenta afirma que mesmo com a ausência da Folha aos debates a audiência será realizada. “Cada vez que um veículo jornalístico tem sua atuação limitada pela ação do Poder Judiciário, fala-se em censura, e a grande mídia e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) bradam em favor da liberdade de expressão no país. É curioso, nesse caso, que a Folha, ao se sentir atingida, tenha buscado o caminho da justiça para calar a os irmãos Lino e Mário Bochini e, além disso, não se tenha visto qualquer tipo de movimento na imprensa contestando a ação da Folha”, critica o parlamentar.

O deputado Pimenta disse ainda “lamentar” que a Folha tenha se manifestado apenas por meio de uma nota, perdendo a oportunidade de prestar esclarecimentos à sociedade brasileira e promover um debate “qualificado” sobre liberdade de expressão. “Em mais esse episódio, fica revelada a postura contraditória do jornal paulista, ao se negar a dar informações de suas ações, justo a Folha que existe e sobrevive do ato de informar. Um jornal que diz estar a serviço do Brasil, não deveria agir como se estivesse acima dos brasileiros”, avalia o deputado Pimenta.

Para um dos criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Bochini, a atitude da Folha de S. Paulo já era esperada. “A Folha foge desse debate, eles dizem que defendem liberdade de expressão mas não suportaram ser criticados por um blog, como o Falha de S. Paulo. Parece que o autoritarismo ainda faz parte da marca deste jornal, que apoiou a ditadura no Brasil e se sente intimidada quando provocada publicamente”, diz Lino.

Folha x Falha

Em setembro de 2010, os irmãos Mário e Lino Ito Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, uma paródia ao jornal paulista. Após um mês no ar, o jornal entrou na Justiça para tirar o blog do ar. Além de cassar o endereço na web, a Folha abriu um processo contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais. 

A audiência será realizada nesta quarta-feira (26), às 14h30, no plenário 3 da Comissão de Legislação Participativa. Foram convidados os criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Boccchini e Mario Ito Bocchini; o proprietário do jornal Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho; o diretor de redação da Folha de São Paulo; Sérgio Dávila; a advogada do jornal paulista, Taís Gasparian; o secretário de redação da Folha de São Paulo, Vinicius Mota; e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ).”

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QUE DIABO… Então, não há provas contra o ministro? Mas o rolo já está formado

Para quem viu a capa da ex-revista Veja, há dois sábados, parecia que o Orlando Silva é um criminoso já julgado e condenado. O dinheiro de propina entregue na garagem. Era a afirmação do periódico que, como já afirmou o jornalista Marcos Rolim, é um “partido político de extrema direita”. Que decide a vida do país e dos seus habitantes.

Pois bem, passados dez dias, pode-se até afirmar um monte de coisa sobre o comunista do B. Inclusive que, taaalvez, seja leniente com a corrupção. Mas, definitivamente, até prova em contrário, é inocente. Tanto que seu acusador, o notório vigarista que, ainda assim, recebeu todo o espaço da ex-revista, simplesmente não apresentou as tais PROVAS que jurava ter. E agora? Quem vai resolver o problema da reputação do cidadão? Bueno, não é a ex-revista, por certo.

Em todo caso, o enrosco está formado e, mais que isso, pode ser decisivo na hora da remontagem da equipe ministerial. Isso levou, inclusive, à produção e publicação de material bastante interessante, na edição de hoje d’O Estado de São Paulo. Antes, portanto, do depoimento da “testemunha” da Veja à Polícia Federal, a qual disse não ter nada contra o ministro, pessoalmente. A reportagem é de Vera Rosa. Acompanhe:

Crise na pasta complica xadrez da reforma ministerial

… A crise política envolvendo o Ministério do Esporte, hoje comandado pelo PC do B, assanhou a base de apoio do governo, de olho na dança das cadeiras, e escancarou insatisfações de antigos aliados do PT. À espera da reforma ministerial, prevista para janeiro de 2012, partidos já produzem listas com nomes que gostariam de emplacar na Esplanada e tradicionais parceiros do time petista, como o PC do B e o PDT, avisam que não aceitarão o rebaixamento para a segunda divisão.

“O PT casou com o PMDB e arrumou amantes da direita. Será que agora vai querer dar outra guinada e se livrar da esquerda?”, provoca o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. Com as barbas de molho, os trabalhistas sabem que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é um dos cotados para cair na reforma que a presidente Dilma Rousseff fará na equipe e não escondem a revolta.

A exemplo de Orlando Silva (PC do B), mantido por Dilma no Esporte, Luppi também enfrentou denúncias de uso indevido do dinheiro público, em convênios firmados no Trabalho, para abastecer o caixa de seu partido. Os dois ganharam sobrevida porque a presidente tenta segurar as demissões a conta-gotas, mas estão na corda bamba…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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RÁDIOS COMUNITÁRIAS. Novas regras desburocratizam criação das emissoras. Mas ainda sobram controvérsias

24, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Vamos combinar: se as emissoras comerciais (ainda que esqueçam eventualmente que sejam concessões PÚBLICAS) pudessem, as emissoras comunitárias simplesmente inexistiriam. Não creia em discurso no sentido contrário. Dito isto, também os que buscam essas possibilidades de comunicação com os meios mais populares têm as suas queixas.

De todo modo, algumas coisas estão acontecendo, não obstante as controvérsias. E, inclusive, há novidades na área, como mostra material produzido pela Agência Brasil. A reportagem é de Sabrina Craide. Acompanhe:

Novas regras pretendem agilizar as habilitações de rádios comunitárias

Uma portaria publicada nessa semana pelo Ministério das Comunicações estabelece novas regras e novos critérios para a seleção das entidades interessadas em prestar o serviço de rádios comunitárias do país. As mudanças procuram atender a uma das principais reclamações das rádios comunitárias, que é a burocracia no processo de novas outorgas.

Além de aumentar o prazo para a inscrição das entidades interessadas em operar o serviço de 45 para 60 dias, a norma prevê a elaboração periódica de planos nacionais de outorgas, que devem estabelecer um calendário antecipando os avisos de habilitação que serão lançados. Isso permite que as entidades interessadas possam se preparar para participar do processo. Os avisos de habilitação deverão priorizar a universalização do serviço e o atendimento da demanda reprimida.

A portaria também deixa mais claros os critérios para renovação das outorgas e define o que pode ou não ser veiculado como apoio cultural, que é o único tipo de publicidade que as rádios comunitárias podem ter. “O objetivo é tornar o processo de outorga mais célere e mais qualificado, no sentido de tentar valorizar alguns aspectos das entidades que de fato contribuem para a execução do serviço de radiodifusão comunitária”, explica o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Octavio Pieranti…”

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ESSA, SÓ AQUI! Confira a “carta desabafo” enviada (e não divulgada) por uma bancária à direção de jornalismo da Globo

18, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Não há dúvida. Ninguém, na mídia tradicional, dará curso a essa carta. Ela foi enviada na sexta-feira ao diretor da Central Globo de Jornalismo. Tratava da cobertura da emissora e retransmitida por suas afiliadas (no Rio Grande do Sul, a RBS) acerca do movimento paredista dos bancários.

Sua autora, por sinal formada em jornalismo, é Teresa Roberta Soares. Confira a íntegra – publicada originalmente no blogue do jornalista Luis Nassif. É uma boa forma de entender como se tratam alguns movimentos neste país. A seguir:

 “Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo

Carta à Direção Globo de Jornalismo

Sr. Carlos Henrique Schroder,

É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil. 

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve. 

Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro. 

Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo. 

Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado. 

Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade. 

Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível. 

Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Sessão na Câmara, Tarso e a Medianeira, Comunicação e Inclusão Digital, votações na AL, CRS fechada

* A menos que incluídos à última hora, por força de acordo entre os partidos, nenhum projeto consta para votação nesta terça, na sessão da Câmara de Vereadores.

* Há, claro, e você pode conferi-los no Boletim Legislativo 060/2011, os indefectíveis requerimentos solicitando os indefectíveis serviços da Prefeitura. São 30, para ser exato.

* Na Assembleia Legislativa, há 24 proposições que podem ser votadas esta semana, pelos deputados. Inclusive projetos em regime de urgência enviados pelo Piratini.

* Nessa condição estão oito propostas que precisam ser votadas antes, pois trancam a pauta. A decisão sobre quantos e quais serão apreciados na semana sai na reunião dos líderes com a Mesa Diretora, no final da manhã.

* Na Câmara dos Deputados também há trancamento de pauta. Antes de tudo, nas sessões ordinárias, precisam ser votadas 4 Medidas Provisórias.

* Entre as que podem ser votadas nesta semana está a 540/2011, parte do programa “Brasil Maior”, que concede incentivos à indústria nacional.

Tarso, com padre Sílvio (D), recebeu o convite (foto Caroline Bicocchi/Palácio Piratini)

* O governador Tarso Genro deve vir à Romaria da Medianeira, em 13 de novembro. Foi o que disse na tarde passada ao padre Sílvio Weber, que lhe entregou o convite no Palácio Piratini.

* O pároco, que representou o arcebispo Hélio Rubert (que se recupera de cirurgia cardíaca), esteve acompanhado do secretário de Justiça, Fabiano Pereira, e do diretor da Rede Viva de Televisão, Jorge Cunha.

* A secretaria estadual de Comunicação e Inclusão Digital lança oficialmente, nesta terça, o Fórum Mundial de Comunicação e Inclusão Digital.

* O evento – está programado para 30 e 31 de janeiro e 1° de fevereiro, na sede da Fiergs, em Porto Alegre, e são aguardados cerca de 5 mil pessoas.

* O Fórum deve mobilizar pesquisadores, universidades, profissionais das áreas de comunicação e cultura, entidades e representantes dos movimentos sociais.

* O tema central a ser debatido com cerca de 40 palestrantes internacionais é “Liberdade de expressão e cultura digital” – e sua relação com a cidadania.

* Para fechar, uma local: nesta terça-feira, a Coordenadoria Regional de Saúde estará fechada. O motivo, segundo a assessoria de imprensa do órgão: “balanço e capacitação de seus trabalhadores”.

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COMUNICAÇÃO. Evento “Diálogos CDES” debate a criação do Conselho Estadual

O Conselho Estadual de Comunicação está na ordem do dia das discussões do Governo do Estado. Tanto que acontece, e isso é importante, um debate público via Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), na sexta-feira, no programa “Diálogos CDES”. Mais detalhes chegam através da assessoria de imprensa do Palácio Piratini, em texto de Stela Pastore. Acompanhe:

Criação do Conselho Estadual de Comunicação é tema de debate nesta semana

Nesta sexta-feira (21), às 8h30, ocorre um Diálogos CDES para debater com a sociedade a criação do Conselho Estadual de Comunicação. Este assunto está em pauta na Câmara Temática Cultura e Comunicação no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS).

O colegiado está convidando um grande número de entidades da área, empresas de comunicação e sociedade interessada em aprofundar o assunto. Uma proposta de composição, finalidade e funcionamento será apresentada pelos conselheiros.

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, os conselhos são importantes instrumentos para a democratização da mídia. A Constituição de vários estados brasileiros prevê a implementação de Conselhos de Comunicação, sendo tema de elaboração em diferentes partes do país…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. Afinal, noticiário esportivo é jornalismo ou entretenimento?

“…Tratar o esporte apenas com dados das partidas, quem fez tal jogada em qual tempo, como se faz nos textos de jornal impresso e de sites de internet “profissionais” passa ao largo de demonstrar o melhor que um jogo tem para passar, o que mais atrai o torcedor: a emoção.

Enquanto isso, a proposta de encarar só como entretenimento, acaba por esquecer que há informação a ser transmitida. O esporte é um fato sociocultural e como tal deve ser transmitido. Para além das piadas excessivas e da falta de emoção característica….e convenhamos, as piadas realizadas passam longe de tocar no dedo mínimo das estruturas de poder do futebol profissional e do próprio Comitê Olímpico Brasileiro e as confederações filiadas.

A Rede Globo de Televisão que não possui em sua grande de programação nenhum programa jornalístico com humor, resolveu optar por fazer isso nos programas esportivos. Nota-se que no atual momento, no estilo “CQC”, o jornalista está tentando aparecer mais e mais, sobressaindo-se ataques a notícia, omitindo o contraditório, ignorando a investigação jornalística e pasteurizando o que já foi papo de esquina…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Noticiário esportivo, jornalismo ou entretenimento? – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 13 de outubro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

JORNALISMO ESPORTIVO OU ENTRETENIMENTO ESPORTIVO?

A acentuada ampliação da oferta de produtos midiáticos que misturam estratégias do jornalismo e do entretenimento está cada vez mais evidente nos últimos anos. Entre os que amam ou odeiam, o “modelo Tiago Leifert” de se apresentar programa esportivo tomou conta dos “noticiários” esportivos. Num padrão em que o mais importante é ser descontraído.

Depois de passar anos sob a “objetividade” do jornalismo, agora o questionamento é saber onde foi parar a notícia quando se fala de esporte? Bem…

Em 2008, o repórter Tino Marcos, há 20 anos acompanhando os jogos da Seleção, deixava o cargo para assumir a edição executiva e a apresentação do Globo Esporte nacional. O intuito era que seguisse um modelo de telejornal, com dois apresentadores, uma bancada, telão do lado… Não durou muito tempo.

Já no ano seguinte, Tino voltou aos jogos do Brasil. 2009 foi ano da divisão em mais centrais da Central Globo de Jornalismo, que passou a ter uma Diretoria Geral de Jornalismo e Esporte e uma Central Globo de Esportes. A ordem era mudar o noticiário esportivo da emissora, muito sério (ah, se fosse mesmo sério, o Imperador Teixeira não duraria tanto….).

São Paulo ganhou então o seu Globo Esporte, para atender ao público local. O apresentador da nova empreitada, e editor, seria Tiago Leifert, que seguiu no programa uma direção oposta à iniciada no ano anterior. Informalidade virou palavra-chave para que o esporte fosse tratado de forma descontraída.

Desde então, o modelo cresceu muito dentro da emissora e ganha alguns reflexos nas demais “concorrentes”. O Esporte Espetacular é prova disso, com o ex-jogador de vôlei Tande dividindo a apresentação do programa com Glenda Koslovski. Além da “polêmica” promoção com o joão-bobo João Sorrisão.

MODELO VEM DO SEMANAL FANTÁSTICO

Em 2007, Tadeu Schmidt recebeu a tarefa de fazer os gols do Fantástico virarem um atrativo para toda a família. Algumas novidades foram implantadas, como o jogador que fizer três gols poder escolher uma música; mostrar alguns erros e algumas curiosidades dos jogos; além da “interatividade” do programa com o púbico nos quadros Bola Cheia e Bola Murcha, onde o apresentador recebe vídeos enviados pelos próprios telespectadores. Interatividade controlada na web e alguns minutos a menos de produção de externas e pós-edição….

Neste caso, o Fantástico se propõe a ser uma revista eletrônica, mesmo que nas últimas décadas venha tentando se achar entre jornalismo e entretenimento. O não mais só irmão do “mão santa” Oscar Schmidt (agora funcionário da Record e com passagens consagradas pelo malufismo) conseguiu encontrar um meio-termo que parece faltar ao programa de forma geral.

UM NOVO PÚBLICO E O SUCESSO NACIONAL

Voltando ao Globo Esporte, o teste final da adesão ao modelo foi o programa “Central da Copa”, que ocorria após os jogos do Brasil na Copa do Mundo FIFA 2010 ou durante o Jornal da Globo, quase todos os dias. Se mais de um ano após o evento, o programa continuou com o mesmo nome e indo ao ar, não precisava dizer que o formato deu certo.

Durante a Central da Copa, Leifert, e seu fiel escudeiro o atual comentarista e ex-centroavante Caio Ribeiro, criaram um programa de auditório para comentar as partidas, com a presença de alguns dos nomes da cobertura esportiva da emissora como convidados. Uma das suas campanhas favoritas foi contra a Argentina, quando apostou com uma brasileira torcedora dos hermanos quem cairia primeiro no torneio.

Muitos passaram a assistir os programas esportivos da Globo devido ao novo formato, isto é inegável. Basta Tiago Leifert aparecer na telinha que comentários como “não gostava de ver esportes na TV, mas com ele….” aparecerem nas redes sociais.

Mesmo quando ele não está apresentando o Globo Esporte SP, há substitutos nas brincadeiras do programa. Sempre alguém jovem, pronto para fazer piadas sobre as notícias do cotidiano futebolístico, com reportagens que tentam ser engraçadas ao tratar o futebol, em particular, de um jeito menos formal.

AS POLÊMICAS

Antes de qualquer coisa, Leifert tem e terá que conviver com o fato de ser filho de um importante diretor da Globo, Gilberto Leifert – diretor de relações com o mercado, mas também, presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Na dúvida para ataques, volta-se para o lado familiar como “facilitador” de sua entrada. Informação passada, independente de como ele entrou, o seu jeito de fazer jornalismo esportivo, se é que ainda podemos chamá-lo disso, ganhou força por méritos próprios. E, sejamos francos, se não desse audiência ele não estaria à frente de um monitor da famiglia Marinho. Já o custo para o bem imaterial mais apreciado do povo brasileiro….

Ao menos o febeapá entra em “divertidas confusões”, como numa versão mais mondo cane da Sessão da Tarde. Na ainda curta carreira como apresentador do Globo Esporte SP envolveu-se em algumas polêmicas. Primeiro foi com o ex- jogador Neto, atual comentarista e apresentador da Band.

Em uma palestra na Uninove, o apresentador do Globo Esporte desmentiu o ex-craque corintiano sobre a possível vinda do holandês Seedorf para o Corinthians, em abril deste ano, e a troca de farpas continuou via Twitter.. No microblog, questionado sobre o porquê de não falar contra Ricardo Teixeira, Tiago Leifert ameaçou deixar o Twitter e mandou o telespectador aproveitar o sábado e procurar uma mulher. Que beleza, diante do contraditório o “jornalista” abandona a arena….

EM MAIS UM CASO DE SINCERIDADE À LÁ ANDRÉS SANCHEZ:

Em maio, foi a vez de se desentender com o portal UOL (Grupo Folha). O setor esportivo do site comentou entrevista do apresentador à revista GQ, em que disse achar estranho quando lhe perguntaram por que não falava sobre outros assuntos.

Leifert ao menos é sincero, como se nota nas palavras abaixo:

“Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Pan-americano na Globo, não vai ter Olimpíada na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio.. Quem paga mais leva e quem leva exibe”.

Depois, também via Twitter, disse que ao contrário do que diz a matéria do UOL, não iriam “esconder” as Olimpíadas. Viram porque o contraditório é importante?

Outro desafeto público é o jornalista Jorge Kajuru, que após vários comentários contra o jovem apresentador, chegou a “ameaçar” Leifert; vindo após a considerar que talvez tenha exagerado em muitas críticas. Kajuru não esconde de ninguém que esse modelo de descontração é usado por ele desde sua passagem pela Band e que a Rede Globo teria tentado o contratar na época para fazê-lo….viram, não adianta negar, a indústria cultural existe, é horrenda e tem fome, muita fome.

EDIÇÃO GAÚCHA TAMBÉM ADERIU AO NOVO FORMATO

Com a regionalização nas outras praças do Globo Esporte, que não necessariamente têm agora que seguir a rede, o formato foi repassado. No Rio Grande do Sul não foi diferente, o Globo Esporte RS – que até poderia se chamar por “Só Gre-Nal” – ganhou uma edição completa, não mais apenas o primeiro bloco.

Os telespectadores acreditavam que o esporte local ganharia mais espaço para passar informações sobre o futebol do interior e outras modalidades esportivas, num Estado com importantes clubes, como é o caso do Grêmio Náutico União e da Sogipa. Mas isso não ocorreu, apenas a dupla Gre-Nal teve seu espaço ampliado….o raciocínio da famiglia Sirotsky deve ser guiado pelo gênio de Tiago Leifert. Para que falar de potências olímpicas do Rio Grande do Sul se quem vai transmitir são os compradores da massa quase falida deixada por Renato Ribeiro?!

Ainda assim, parece que meia hora é muito tempo para falar só dos dois clubes da capital. Então, o programa ganhou quadros totalmente humorísticos, não contendo nada de informações relevantes, detalhando, por exemplo, os cuidados com o cabelo de um recém-contratado do Grêmio….

BANDEIRANTES AINDA USA O “MEIO TERMO”

Na Rede Bandeirantes, ainda podemos dizer que usam o chamado “meio termo” entre o humor e o jornalismo esportivo, com a polêmica continuando a ser a pauta – imitando o programa de José Luiz Datena.

A edição paulista do Jogo Aberto, cuja primeira parte é nacional, optou por colocar ex-jogadores (Neto, Denílson, Edmundo) ao lado da jornalista Renata Fan (ex-Miss Brasil) e de algum outro convidado, casos do narrador Oscar Ulysses e de Osmar de Oliveira. A ordem parece ser a de demonstrar atrito entre eles.

A âncora do programa já teve seu dia de humorista, quando, após uma campanha reverberada entre jogadores, dançou em meio ao programa uma música da cantora pop Shakira.

Um modelo parecido, com mulher mediando o debate entre homens, ocorre também na Rede TV!, que ainda conta com o “Mulheres na Rede” no domingo, incluindo “personalidades” como a ex-jogadora Milene Rodrigues, para discutir com comentaristas, a exemplo do ex-goleiro do Corinthians Ronaldo (Soares Giovanelli, não confundir com o ex-de Milene).

“JORNALISMO ESPORTIVO”

De um lado o jornalismo, com seus formatos definidos, que enquadram os fatos – apesar de a ordem de agora seja apostar na informalidade, ao menos na exclusão do Teleprompter nos telejornais de praças. Do outro, o esporte, que traz um entretenimento, com suas paixões e emoções de todo o torcedor.

Será que arranjar uma união entre estes dois elementos é esquecer dos fundamentos de um dos dois?

Tratar o esporte apenas com dados das partidas, quem fez tal jogada em qual tempo, como se faz nos textos de jornal impresso e de sites de internet “profissionais” passa ao largo de demonstrar o melhor que um jogo tem para passar, o que mais atrai o torcedor: a emoção.

Enquanto isso, a proposta de encarar só como entretenimento, acaba por esquecer que há informação a ser transmitida. O esporte é um fato sociocultural e como tal deve ser transmitido. Para além das piadas excessivas e da falta de emoção característica….e convenhamos, as piadas realizadas passam longe de tocar no dedo mínimo das estruturas de poder do futebol profissional e do próprio Comitê Olímpico Brasileiro e as confederações filiadas.

A Rede Globo de Televisão que não possui em sua grande de programação nenhum programa jornalístico com humor, resolveu optar por fazer isso nos programas esportivos. Nota-se que no atual momento, no estilo “CQC”, o jornalista está tentando aparecer mais e mais, sobressaindo-se ataques a notícia, omitindo o contraditório, ignorando a investigação jornalística e pasteurizando o que já foi papo de esquina…

HOSANA DOS GRAMADOS….

João Sem Medo Saldanha, em sua figura, nós homenageamos a todos os que construíram o gênero da crônica esportiva (futeboleira na verdade) neste país então deitado em berço esplêndido. Como ironia nada sutil (deveras macabra, reconhecemos), nenhum dos bonequinhos de ventríloquos das direções de emissoras líderes no oligopólio tupiniquim mereceriam ser tema de um conto de Edilberto Coutinho.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

O PREÇO. Sabe a piada do tal de Rafinha Bastos? Casal Wanessa Camargo quer indenização de R$ 100 mil

14, outubro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

Foi um escarcéu nas redes sociais. Este editor, burrinho que é, teve que pedir explicações. Afinal, nada sabia do tal Rafinha Bastos. Agora, sabe. Ele é gaúcho, ator e humorista. E diz bobagens como aquela que envolveu a cantora Wanessa Camargo.

Ah, e agora, depois de suspenso da emissora em que trabalhava, a Bandeirantes, pediu demissão. E anunciou, claro, pelas redes sociais. Só que… bem, a tal piada pode ter um preço relativamente amargo. Quem conta mais sobre isso é a revista eletrônica especializada Consultor Jurídico. Acompanhe:

Wanessa Camargo e marido processam humorista por danos

A cantora Wanessa Camargo e o empresário Marcus Buaiz ajuizaram, nesta quinta-feira (13/10), ação por danos morais contra o comediante Rafinha Bastos, por comentários feitos no programa CQC, da Band. O casal pede R$ 100 mil de indenização.

Em edição do programa televisivo, quando o colega Marcelo Tas comentou sobre como Wanessa estava “bonitinha” durante a gravidez, ele proclamou: “comeria ela e o bebê, não tô nem aí! Tô nem aí! (sic)”. A frase gerou repercussão na imprensa e nas redes sociais, a maioria delas criticando o comediante. Marco Luque, também comediante e integrante do CQC, e amigo de Buaiz, foi um dos que desaprovou o comentário do colega.

O casal, representado pelos advogados Manuel Alceu Affonso Ferreira e Fernanda Nogueira Camargo Parodi, alega que Rafinha Bastos é conhecido por suas frases ofensivas. Cita os exemplos de quando ele falou que as feias deveriam agradecer por serem estupradas, ou que a Nextel, que tem o ator Fabio Assunção como garoto-propaganda, é uma operadora de traficantes e drogados…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Pesquisa mostra tratamento da mídia a Dilma e Serra. Quem é capaz de adivinhar o resultado?

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 13 de outubro de 2010, uma quarta-feira:

MÍDIA. Na disputa Dilma x Serra, como se comportaram, até aqui, os grandes jornais do País

Em tempos de internet, fica difícil tergiversar (sim, foi uma ironia, que quem assistiu ao debate na Bandeirantes entendeu). Afinal, está tudo exposto, à disposição. Pelo menos dos que costumam analisar sem brigar com os fatos.

Olha só, por exemplo, como trataram os mais influentes (ainda que muito menos que imaginam) jornais brasileiros, no seu espaço nobre, a capa, a candidata governista à Presidência da República. O trabalho, inicialmente restrito ao periódico Brasil de Fato, foi...”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, e olhando em retrospectiva, talvez nem fosse necessária a pesquisa para constatar as preferências. Mas este nem é o problema. O principal é que a mídia deveria assumir, sim, seus candidatos de preferência e garantir espaço igualitário aos concorrentes de igual peso. No primeiro caso, em editoriais, no segundo, nas notícias. Mas, pelo menos por enquanto, talvez seja pedir demais.

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QUE BARBARIDADE! Emissora de TV exibe imagens do estupro de uma menor. MPF quer (e faz bem) cassar a concessão

10, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Gente! Vamos deixar claro: emissoras de rádio e televisão, embora sejam, na maioria, empreendimentos privados, são, antes de tudo, concessão pública. Repito: pública. Tripito: púúúúública. Então, vamos parar com essa história de ficar defendendo empresários que, em vez de defender o público, só pensam no deles. Mesmo às custas da ignomínia.

Com o perdão pelo discurso, vamos ao fato. Ele aconteceu na Paraíba. E precisa ter conseqüências para a emissora. Como pede, aliás, o Ministério Público Federal. Confira os detalhes, no material publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A seguir:

MPF pede cassação de concessão de emissora de TV que exibiu imagens de estupro

O Ministério Público Federal da Paraíba propôs ação na última quinta-feira (6) contra a TV Correio, repetidora da TV Record no estado nordestino, e contra o apresentador do programa Correio Verdade, Samuka Duarte. O motivo: a exibição de cenas reais de um suposto estupro, de uma menor. As imagens foram gravadas por celular, por um comparsa do autor do crime e veiculadas pela emissora no dia 30 de setembro.

A jovem de 13 anos teria sido estuprada pelo inspetor da escola pública onde estuda, de 20 anos, no município paraibano de Bayeux. Um adolescente de 15 anos filmou o ato sexual e afirma que foi consentido pela jovem, que diz ter sido dopada.

De qualquer forma, eram cenas de sexo envolvendo uma menor, de 13 anos. Pela veiculação das imagens, o MPF pede a União a cassação da concessão da emissora. A ação também quer da emissora R$ 5 milhões por danos morais coletivos sofridos pela sociedade com a exibição da cena, que serão revertidos ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente das cidades de João Pessoa e Bayeux. E cobra da emissora e do apresentador o pagamento de R$ 500 mil para a jovem. “A infelicidade de um crime não torna o corpo da vítima objeto do domínio público para que os réus dele possam servir-se com fins lucrativos”, defende o…” 

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MÍDIA E JUSTIÇA. RBS-TV usa imagem indevidamente. Tribunal condena a indenizar

Essa é daquelas notícias que se encontra em categoria “não publicar”, pela mídia tradicional. E eis um dos grandes benefícios da internet. Consegue, e aqui não se faz juízo de mérito, trazer a público informações que, de outra forma, ficariam completamente desconhecidas – exceto para os próprios envolvidos.

Me refiro às condenações (que nem são assim tão raras) de veículos de comunicação. Um caso é este, que reproduzo a seguir, objeto de reportagem exclusiva publicada originalmente no Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. Confira:

Condenação da RBS TVpor uso indevido de imagem

Decisão da 1ª Turma Recursal Cível dos JECs do Rio Grande do Sul manteve a condenação da RBS Participações S.A. a pagar reparação por dano moral no valor de R$ 5.300,00 (correspondente a dez salários mínimos). As duas partes haviam recorrido. O caso judicial decorre de exibição, pela RBS TV, da matéria denominada “Teste do preconceito nas ruas da Capital”, durante o programa Teledomingo, levado ao ar no dia 1º de março de 2010. O tema jornalístico era registrar a reação dos portoalegrenses ao avistarem um casal homossexual. As  filmagens foram realizadas em diversos pontos de Porto Alegre.

Na gravação questionada, em que aparece a imagem do autor da ação por dano moral, Rodrigo Silva Medeiros, o locutor faz comentário de que aquele bairro (Cidade Baixa) foi um dos locais em que “o público demonstrou mais repúdio às atitudes dos atores” – os quais foram contratados para representar um casal homossexual…”

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RÁDIO UNIVERSIDADE. Entidades vão manter espaços, mesmo com parecer da AGU

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

O título desta nota é, claro, uma interpretação claudemiriana. Afinal, aparentemente, o parecer da Advocacia-Geral da União, contrário à manutenção de programas de rádio e televisão das entidades representativas de estudantes, docentes e técnico-administrativos da UFSM, embora considerado, não será seguido pela reitoria.

Bueno, você pode entender diferente, mas, antes de fazer um juízo, confira material produzido e distribuído pela assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, em texto assinado por Mathias Rodrigues e Fritz R. Nunes – e que contém, inclusive, nota da Coordenadoria de Comunicação Social da instituição. Acompanhe:

 “Reitoria recua na censura a entidades

Depois de 24h de intensa pressão, que culminaria em um ato público contra a censura na Rádio Universidade nesta sexta, antes da reunião do Conselho Universitário, a reitoria da UFSM recuou. Depois de dois encontros na tarde desta quinta, entre coordenadores do sindicato dos servidores (Assufsm), primeiramente com a coordenadoria de Comunicação Social, e depois com o vice-reitor, professor Dalvan Reinert, a notícia é de que, apesar do parecer da Advocacia geral da União (AGU) contrariamente à presença de programas de sindicatos e associações na rádio e na tevê universitárias, eles serão mantidos e sem qualquer alteração em seus formatos.

Eloiz Cristino, da coordenação geral da Assufsm, considera que foi uma vitória diante da postura arbitrária que estava sendo tomada pela reitoria. A alegação da Administração foi de que o parecer da AGU era apenas de consumo interno. No entanto, não foi explicado o fato de que, se era para consumo interno, por que os coordenadores da Assufsm foram chamados pela direção da rádio, receberam cópia do parecer e foram informados de que o formato do programa, que vai ao ar de segunda à sexta, das 12h30 às 13h e tem duração de 30 min, teria de ser alterado, se tornando apenas informativo, e não opinativo. Diante dos novos fatos, Cristino disse que o protesto desta sexta foi cancelado. (Veja nota oficial da reitoria logo abaixo)

Finalidade

Por solicitação da SEDUFSM, o professor do departamento de direito da UFSM, Luiz Ernani Araújo, avaliou o parecer da AGU. Segundo ele, a análise jurídica confunde as atividades-fins da Rádio Universidade. Para o professor, a rádio deve informar a comunidade acadêmica sobre assuntos relacionados à universidade, e é isso que os sindicatos e as entidades representativas fazem…”

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SABUJOS. Essa nossa mídia preconceituosa. Na visão de um francês e de um argentino

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu seu sétimo (ou seria oitavo?) título de Doutor Honoris Causa. Desta vez foi de um prestigiado instituto francês, que, em mais de um século, concedeu a distinção a muuuuito pouca gente. Aliás, outros 50 estão na fila do Cara, para marcar a data, tudo em local importante do planeta.

O diabo é que o episódio, que aconteceu na terça (a entrega foi ontem), proporcionou um incrível ato de vassalagem explícita da mídia pra lá de elitista no Brasil. Claro que a repercussão foi imediata. Na internet. Nas redes sociais. Mas não na própria mídia.

Só que, nesses tempos de globalização, o ato acabou repercutindo no mundo inteiro. E os exemplos maiores são a Argentina (aqui do ladinho) e a França. Quem conta isso (e opina, claro) é o ótimo Ricardo Kotcho. Confira:

Lula em Paris; imprensa sabuja dá vexame

Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de “O Globo” em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.

Resposta de Descoings:”O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade”.

A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de “O Globo” às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.

Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.

Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.

“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).”

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MÍDIA E EDUCAÇÃO. Programas de entidades na Rádio e na TV da UFSM seriam “irregulares”. Sindicatos e DCE indignados

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

PUBLIQUEI, na “Luneta Eletrônica” desta madrugada, uma notinha enviada pela assessoria de comunicação da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos (ASSUFSM). Antes mesmo de uma definição, resolveram tirar seu programa do ar – embora ele exista há duas décadas.

Mas não é só isso. Representantes docentes e estudantis também se indignaram, e pretendem levar o caso aos Conselhos Superiores da UFSM. O início de tudo foi um parecer da Advocacia-Geral da União. Mas, do que se trata, afinal? Confira mais detalhes no material produzido pela assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes. O texto é do jornalista Fritz R. Nunes. A seguir:

Reitoria pode tirar do ar programas de entidades

Caiu como uma bomba na UFSM. Um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) elaborado pelo procurador Paulo Brum, por solicitação da Coordenadoria de Comunicação Social, avalia que os programas de rádio de entidades como ASSUFSM, DCE e o da Apusm, na TV Campus, entre outros, estariam irregulares por “não atenderem aos objetivos da instituição”. E, ainda, configuraria “cessão irregular de espaço público”, o que poderia até causar alguma penalidade ao administrador.

No entendimento do procurador, “a programação das rádios e TVs universitárias objetivam ser laboratórios para complementar a formação dos estudantes de comunicação e de cursos afins da instituição”. Destaca ainda o parecer que tendo em vista essa finalidade desses veículos, “não se vislumbra como possam eventuais programas patrocinados por associações de classe, que muitas vezes possuem interesses antagônicos com os da instituição mantenedora dos mesmos, possam vir aceitos em sua grade de programação”.

Uma das entidades que mais se sentiu atingida por esse parecer foi o Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (ASSUFSM), que desenvolve há cerca de 20 anos, o “Espaço Sindical Assufsm”, de veiculação de segunda à sexta, com duração de 30 minutos (12h30min às 13h).

A integrante da coordenação geral da entidade, Loiva Chansis, afirma que em reunião de diretoria foi avaliado que a decisão da reitoria de solicitar um parecer jurídico, sem antes dialogar com o sindicato, foi “arbitrária”. Segundo ela, a postura da Administração coincide com o momento em que as entidades sindicais têm feito inúmeras críticas à reitoria, o que a leva a pensar em…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Valdeci com Tarso, Burtet e PMDB, Assufsm e Rádio Universidade, Chicão e Nova Esperança, PSOL na mídia

29, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

* O deputado petista Valdeci Oliveira representa a Assembleia Legislativa e participa, nesta quinta, da abertura oficial da Expo São Luiz, em São Luiz Gonzaga.

* Valdeci acompanha o governador Tarso Genro. E o outro acento do avião que levará o pequeno grupo será ocupado pelo ex-governador (e missioneiro) Olívio Dutra. O evento vai até 2 de outubro, no Parque do Sindicato Rural.

* Foi confirmada a eleição da chapa única liderada por Ênio Burtet, veterano peemededebista de Tupanciretã, o novo coordenador regional do PMDB no Centro do RS.

Toda a chapa eleita para a Coordenação Regional Centro do PMDB (foto Divulgação)

* Burtet, que terá como vice-coordenador o cachoeirense Marcelo Figueiró, é também presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil na sua cidade.

* Proposta por Jorge Pozzobom (PSDB), na Comissão de Serviços Públicos da AL, ocorre nesta sexta Audiência Pública para discutir o Hospital Regional da Fronteira Oeste.

* O encontro acontece em Alegrete, centro de uma região que, diz Pozzobom, abrange população superior a 580 mil pessoas e sem unidade de saúde que atenda alta complexidade.

* Associação dos Servidores da UFSM, inconformada com a solicitação feita pela reitoria à Advocacia-Geral da União sobre legalidade do “Espaço Sindical” da entidade na Rádio Universidade, tirou o programa do ar.

* Conforme nota da assessoria de imprensa, a direção da entidade considera tal atitude “uma forma de cerceamento e tomará as medidas necessárias para garantir que o programa seja restabelecido”. O sítio voltará ao assunto, durante a manhã.

* Chicão Gorski (PP) está parabenizando Nova Esperança do Sul. Desde terça-feira, quando o governador Tarso Genro sancionou a lei, a cidade passa a ser a “Capital da Bota”.

* O deputado apresentou parecer favorável ao projeto de Edson Brum (PMDB), na Comissão de Assuntos Municipais.

* E esta quinta-feira é o dia em que o PSOL ocupa espaço nacional na mídia eletrônica, para disseminação de suas ideias.

* Para quem desejar escutar e/ou ver, os psolistas estarão no rádio das 8 às 8 e 5 e na televisão das 8 e meia às 8 e 35. Nos dois casos, no horário noturno.

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(E)LEITOR. Vitor Hugo do Amaral Ferreira e a influência do texto. Inclusive da mídia

27, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Amor e ódio; conquista e renúncia; partidas e chegadas; gostos e desgostos; risos contidos, gargalhadas largadas; indignação… Sentimentos possíveis no que se desvela em frases e parágrafos. Relação, poder temido, entre quem, a quem, e de quem se escreve.

Contextualizando nosso sujeito, o (e)leitor é objeto da imprensa e da política. Os sujeitos desta, por sua vez, temem as letras da imprensa. Não querem, tais como livros amontoados em estantes, caírem no abandono do (e)leitores.

Infelizmente, muitas vezes, há quem agradeça que o (e)leitor esqueça o dito em texto. Lamento que o (e)leitor tenha memória curta, por outro sim, quando não abandona o texto, esquece o lido. Mas, confesso, acredito que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “(E)leitor”, de Vitor Hugo do Amaral Ferreira, colaborador semanal deste sítio. Advogado formado em Direito pela Unifra, com especialização (na área de Violência Doméstica contra Criança e Adolescente)  na USP e  mestrado em Integração Latino-Americana, Amaral Ferreira é também, entre outras atividades, coordenador do Procon/Santa Maria.