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“FISSURA”. Um celular no qual dá pra desenhar? Pronto, Máucio não larga o dele

“Nunca fui um aficionado pelas novas tecnologias, sou daqueles que sabem que elas surgem, mas não saem correndo atrás para provar os últimos lançamentos. No meu trabalho, por exemplo, devo ter sido um dos últimos a adquirir um PC. A era da informática para mim, acho que começou uns três anos depois da parceria.

Lembro de ouvir meus colegas entusiasmados nos corredores falando em hardware, software, programas e eu passando ao lado. Um dia um deles, me vendo parado só ouvindo, quis me colocar na conversa e perguntou se eu já possuía um micro e que tipo ele era. Respondi de pronto: tenho sim, é um Brastemp. Uns silenciaram, outros esboçaram um sorriso. Claro que depois, mais tarde, entrei na era digital…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Sedução tecnológica”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Sedução tecnológica – por Máucio

Nunca fui um aficionado pelas novas tecnologias, sou daqueles que sabem que elas surgem, mas não saem correndo atrás para provar os últimos lançamentos. No meu trabalho, por exemplo, devo ter sido um dos últimos a adquirir um PC. A era da informática para mim, acho que começou uns três anos depois da parceria.

Lembro de ouvir meus colegas entusiasmados nos corredores falando em hardware, software, programas e eu passando ao lado. Um dia um deles, me vendo parado só ouvindo, quis me colocar na conversa e perguntou se eu já possuía um micro e que tipo ele era. Respondi de pronto: tenho sim, é um Brastemp. Uns silenciaram, outros esboçaram um sorriso. Claro que depois, mais tarde, entrei na era digital.

O celular também entrou na minha vida lentamente. Não percebia muito a necessidade de tê-lo. Até que um dia chegou a antevéspera de um Encontro Estadual do qual eu era o coordenador. Imaginei que as pessoas começariam a chegar de várias cidades em dias e horários diferentes, muito provavelmente precisariam obter informações comigo, sobre a programação, hotéis, etc. Imediatamente providenciei um aparelho. Mais preocupado com os visitantes do que comigo propriamente dito. Na verdade o que estou dizendo é óbvio, afinal de contas ninguém compra um telefone para falar consigo mesmo, não é?

Pensando bem, nem sei como as pessoas eram capazes de organizar eventos antigamente, sem Internet e sem celular. Mas organizavam!

O certo é que eu e quase todos nós, aos poucos, vamos rendendo-nos às novidades. Não vejo nenhum sentido, todavia, ficar trocando toda hora de tecnologia pelo simples fato dela estar desatualizada e muito menos apenas para dar sinais de poder aquisitivo. Arg! No entanto uma armadilha me pegou distraído esta semana. Eu havia trocado de celular, não fazia cinco meses, por absoluta necessidade, o teclado do aparelho começou a perder os números e isso já começara a causar transtornos. Troquei por um novinho em folha, o mais barato que encontrei. Com essa atitude estava preparado para tê-lo por uns quatro ou cindo anos. Ledo engano. Dias atrás minha amiga Carla, artista plástica, me mostrou seu celular novo, ele vinha acompanhado de uma canetinha digital que dava pra desenhar na tela.

Bem, é isso mesmo que vocês estão pensando. Fiquei fissurado! Um modelo que poderia usar para desenhar! Credo! Eu posso desenhar agora o que eu quiser, na hora que quiser, onde eu estiver, basta estar com meu celular – que já faz parte do meu corpo. Não precisarei mais ficar procurando um papelzinho, nem uma caneta que escreva. O fato de poder falar no aparelho passou a ser até secundário.

A sedução tecnológica acabara de tocar-me em algo sagrado e absolutamente essencial para mim, o desenho. É assim que o marketing consumista age. Ataca nossa emocionalidade. O que varia é onde as pessoas colocam suas emoções.

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CRÔNICA. Máucio faz a pergunta: onde anda você, música brasileira?

Cresci em uma época em que se ouvia através do rádio e da televisão músicas populares de ótima qualidade, tanto no que se refere às letras como no sentido musical propriamente dito.  Rodava Chico Buarque, Caetano e Gil, além de compositores também de peso como: Gonzaguinha, Edu Lobo, Tom, Vinícius, Moraes Moreira, Alceu Valença, Zé Ramalho, Belchior e tantos outros.

Esses dias ouvi uma entrevista com João Bosco relatando como surgiu O Bêbado e o Equilibrista. Conta que ficou sensibilizado com a notícia da morte de Charles Chaplin, em 25 de dezembro de 1977, e acabou criando a melodia. Dias depois a entregou para o genial letrista Aldir Blanc que, passados uns dias, volta à casa de Bosco e diz: cara! Acho que fizemos uma coisa boa. A composição acabou virando um dos ícones da luta contra a ditadura. Esse é só mais  um exemplo de como a música popular participava das questões sociais do país…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Música brasileira, onde anda você?”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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Música brasileira, onde anda você? – por Máucio

Cresci em uma época em que se ouvia através do rádio e da televisão músicas populares de ótima qualidade, tanto no que se refere às letras como no sentido musical propriamente dito.  Rodava Chico Buarque, Caetano e Gil, além de compositores também de peso como: Gonzaguinha, Edu Lobo, Tom, Vinícius, Moraes Moreira, Alceu Valença, Zé Ramalho, Belchior e tantos outros.

Esses dias ouvi uma entrevista com João Bosco relatando como surgiu O Bêbado e o Equilibrista. Conta que ficou sensibilizado com a notícia da morte de Charles Chaplin, em 25 de dezembro de 1977, e acabou criando a melodia. Dias depois a entregou para o genial letrista Aldir Blanc que, passados uns dias, volta à casa de Bosco e diz: cara! Acho que fizemos uma coisa boa. A composição acabou virando um dos ícones da luta contra a ditadura. Esse é só mais  um exemplo de como a música popular participava das questões sociais do país.

Os anos 80 também foi promissor na MPB, aparecem as bandas de Rock Nacional: Blitz, Ultrage a Rigor, Kid Abelha, Camisa de Vênus, Titãs, Radio Taxi, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho entre outras. Sem esquecer indivíduos como Eduardo Dusek, Leo Jaime, Lulu Santos, Pepeu Gomes, Guilherme Arantes, Marina Lima, Baby Consuelo… a lista é quase interminável. Refrões como nós vamos invadir sua praia e inúteis, nós somos inúteis embalavam e refletiam uma época de abertura política.

Na década de 1990 alcançam sucesso e espaço na mídia outros grupos como Skank, Pato Fu, Planet Hemp, Jota Quest, com propostas musicais ainda razoáveis. Todavia os grandes nomes da MPB, que continuam produzindo e gravando, passam a não chegar mais às emissoras – agora predominantemente FMs – nem às televisões.  O mesmo que acontece com os novos talentos surgidos nos anos 2000, como: Lenini, Chico Cesar e Zeca Baleiro. Este último com um pouquinho mais de divulgação.

A MPB de qualidade acabou? Claro que não, o que acontece é que o espaço na mídia popular foi ocupado por canções tolas – pra dizer o mínimo – que vão desde a Dança da Garrafa até Um tapinha não dói.  Dói sim! É só ficar ouvindo essas coisas.

Na década atual, conforme dados fornecidos pelas próprias gravadoras, sabem quais são três dos maiores nomes em divulgação e, por consequência, em vendas de cds? Banda Calypso, Ivete Sangalo e Padre Marcelo. O que você acha disso tudo?

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CRÔNICA. Máucio, Direito e Nutrição. Ah, e as áreas “duras” e “moles”

“Encontrei sexta à tarde em frente ao supermercado do bairro a Fernanda, a ex-namorada de um amigo. Quando nos vimos o parar para conversar quase foi automático. Beijinhos e abraços para cá e para lá e veio a pergunta inevitável: é aí, onde andas? O que estás fazendo?  Para minha surpresa ela disse-me que estava morando em Porto Alegre, havia deixado – acho que quase no fim do curso – a faculdade de Direito e que agora atuava na área gastronômica. Ano passado tinha até trabalhado em um restaurante.

Estava na cidade justamente para tratar da transferência de seu ex-curso para o de Nutricionismo, na capital.  Fiquei contente com a notícia e fui entendendo porque quase não a reconheci ao vê-la. Parecia mais leve, mais madura, mais alegre. Muito provavelmente, porque encontrara um rumo na vida. Uma atividade, um assunto pelo qual estava apaixonada…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Nutrição x Direito”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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Nutrição x Direito – por Máucio

Encontrei sexta à tarde em frente ao supermercado do bairro a Fernanda, a ex-namorada de um amigo. Quando nos vimos o parar para conversar quase foi automático. Beijinhos e abraços para cá e para lá e veio a pergunta inevitável: é aí, onde andas? O que estás fazendo?  Para minha surpresa ela disse-me que estava morando em Porto Alegre, havia deixado – acho que quase no fim do curso – a faculdade de Direito e que agora atuava na área gastronômica. Ano passado tinha até trabalhado em um restaurante.

Estava na cidade justamente para tratar da transferência de seu ex-curso para o de Nutricionismo, na capital.  Fiquei contente com a notícia e fui entendendo porque quase não a reconheci ao vê-la. Parecia mais leve, mais madura, mais alegre. Muito provavelmente, porque encontrara um rumo na vida. Uma atividade, um assunto pelo qual estava apaixonada.

Lembrei de outra amiga, também da área jurídica que recentemente, ao escrever as derradeiras páginas da sua tese me disse que, naqueles dias, o sonho dela era fazer literatura, porque deveria ser bem mais legal do que escrever sobre o Direto que pertence às chamadas áreas duras. Achei curiosa a esquecida expressão e fiquei pensando cá com meus botões: será que eu atuo nas áreas moles? Será que a Fernanda trocou para a arte culinária também por esse motivo? Seria essa a causa de seu sorriso atual? Ou cada um nasceu para um tipo de área?

O certo é que a Fernanda, conforme me confessou, vai estudar nutrição com foco na saúde – alimentos integrais, orgânicos, ingredientes saudáveis, etc. Quer entender a relação entre o que comemos e o que somos, ou o que viramos. Creio que esse é um tema e, por conseqüência, uma profissão importantíssima nos dias atuais. É só bater os olhos no número crescente de obesidade – notadamente em crianças e adolescentes – e de outros sinais de descuido e desinformação sobre o que se consome.

Por outro lado, por ironia das horas, leio nesta mesma semana que diversas entidades dos setores alimentícios e publicitário estão se manifestando contra a recente decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de alertar os consumidores sobre substâncias prejudiciais  presentes nos alimentos. É uma medida corajosa e louvável, que determina o aviso nas embalagens dos alimentos industrializados – os grandes vilões da boa saúde – que o excesso de ingredientes como açúcar, sódio, gorduras trans e saturadas trazem diversos malefícios.

Pelo jeito a luta pela implantação da determinação da Anvisa pode incomodar interesses econômicos dos fabricantes e é provável que o imbróglio encaminhe-se para o campo jurídico. Como podes ver Fernanda, tua nova profissão também toca em questões que não são nada moles!

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RESCALDO. Em crônica, Máucio expõe sua convicção: a “Era Dunga” não acabou

“Depois da derrota para a Holanda e a consequente desclassificação da seleção brasileira na copa da África a imprensa de oposição ao treinador canarinho, principalmente do ¨centro do país¨, discursa em coro dizendo que chegou ao fim a Era Dunga. No entanto creio que isto não é bem assim.

Não sou muito entendido de futebol, mas o bastante para detectar umas características diferenciadoras, por exemplo, entre o ex-técnico (demitido neste domingo) e outro gaúcho, o Felipão. A mais gritante e fresquinha evidência é a de que, quando estiveram à frente do nosso escrete (fundo do baú), o Scolari foi Campeão do Mundo e o Dunga um fracasso.

Num raciocínio básico é preciso lembrar que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A Era Dunga não acabou”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

A Era Dunga não acabou – por Máucio

Depois da derrota para a Holanda e a consequente desclassificação da seleção brasileira na copa da África a imprensa de oposição ao treinador canarinho, principalmente do ¨centro do país¨, discursa em coro dizendo que chegou ao fim a Era Dunga. No entanto creio que isto não é bem assim.

Não sou muito entendido de futebol, mas o bastante para detectar umas características diferenciadoras, por exemplo, entre o ex-técnico (demitido neste domingo) e outro gaúcho, o Felipão. A mais gritante e fresquinha evidência é a de que, quando estiveram à frente do nosso escrete (fundo do baú), o Scolari foi Campeão do Mundo e o Dunga um fracasso.

Num raciocínio básico é preciso lembrar que um bom jogador não será, necessariamente, um grande comandante de equipe, assim comum um aplicado aluno poderá vir a ser um professor incompetente. Do mesmo modo que um excelente médico talvez não exerça satisfatoriamente as funções de administrador hospitalar. São funções variadas que exigem habilidades e talentos distintos.

Colocado em um cargo de coordenação, em alguns aspectos o Dunga, por temperamento ou birra, agiu de modo oposto ao colega.  Luiz Felipe, por exemplo, teve a lucidez e sabedoria de, na copa de 2002, cooptar e recuperar Ronaldo Nazario e esta ação perspicaz mostrou-se muito eficiente. Dunga parece ter tomado posição contrária em relação ao Ronaldinho Gaúcho. Não teve jogo de cintura, fechou-se em um juízo inicial e raquitizou o diálogo. E é evidente que esta não foi uma atitude isolada, indica um perfil.

Através da imprensa Dunga mostrou uma mentalidade severa, de raciocínio simplista e dominantemente técnica o que, geralmente, sugere insegurança. Esses traços parecem que foram transferidos para o time.  Mas o que me preocupa mesmo é que esse modo ver as coisas e o mundo não está limitado, atualmente, à seara futebolística. Há uma tendência generalizada.

Apresenta-se cada vez mais em evidência indivíduos com pensamento restrito ao universo lógico, previsível, burocrático. Utilizam planilhas e formulários com pretensões definidoras. Essas criaturas, sem senso do inusitado criativo, tentam elaborar, cotidianamente, discursos aparentemente complexos, mas sem conexão com a vitalidade concreta. Esquecem que ¨Futebol é dinâmico¨ e que ¨A imaginação é mais importante que o conhecimento¨ (Salve Einstein!).

O perigo maior é que alguns deles, em seus setores específicos, são capazes de seduzir e treinar pessoas desatentas ou subjugadas por um tempo muito maior que o de uma simples quartas-de-final.

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LUNETA ELETRÔNICA. Yeda e Schirmer, Regularização fundiária, Máucio, Sandra Rebelato, Câmara, amadorismo demo-tucano…

* Muito interesssante a entrevista concedida a Airton Amaral, e que foi ao ar na noite desta terça, na TV Santa Maria (canal 19, Net).

* Sobre a Corsan, só para ficar num exemplo, Yeda disse que “Schirmer não tem do que se queixar. Ele sabe como era e como é a Corsan – saneamos a empresa”. Mmmm…

* Uma dica cultural: abre nesta quarta (e vai ficar um mês) a exposição “Subjetos”, com trabalhos do múltiplo Máucio. Tudo começa às 7 da noite, na sala Iberê Camargo, na Presidente, esquina Appel.

Denardin entrega agasalhos recolhidos pela Câmara de Vereadores

* Na manhã desta terça, o presidente da Câmara, Paulo Airton Denardin (PP), entregou à Prefeitura os artigos de inverno arrecadados na campanha feita pelo Legislativo, em Maio.

* Quem recebeu o material (como mostra a foto de Pedro Pavan) foi a chefe do gabinete da Primeira Dama, Angela Maria Abelin Ribeiro.

* Será no Clube Esportivo, a partir das 7 e 45 da noite, mais uma rodada do projeto “Cacism por Santa Maria”, no qual a mais longeva das entidades da cidade ouve os empresários e líderes das comunidades.

* Desta vez, entre outros, o evento procura congregar vários bairros da zona nordeste, entre os quais Itararé, Perpétuo Socorro, Schirmer, Campestre e Chácara das Flores.

* Nas edições anteriores, realizadas mensalmente, o Cacism por SM foi a Camobi (março), Tancredo Neves (abril) e região Norte (maio).

* Confirmada candidata à Assembléia Legislativa, pelo PP, na convenção de segunda-feira, Sandra Rebelato (11.123 é o seu número – “da sorte”, diz ela) festeja apoios.

Sandra Rebelato (com Ana Amélia): 11.123 é um número que dá sorte

* O principal deles, em Santa Maria, e que ela considera estímulo “para aceitar o desafio”, é o apóio de um dos “principais ícones progressistas de Santa Maria”, o vice-prefeito e secretário de Saúde, José Farret.

* A Coordenação Executiva da União das Associações Comunitárias (UAC) foi ao presidente da Câmara, nesta terça.

* Objetivo: o pedido para a realização de audiências públicas nas diversas regiões do município, e não só no plenário do Legislativo.

* Entre os temas a ser debatidos está um fundamental: a regularização fundiária, e não apenas na periferia, mas também no centro, que tem lá seus (não poucos) terrenos baldios.

UAC, na Câmara, reivindica descentralizar audiências sobre regularização fundiária

* No encontro (na foto de Murilo Matias), os líderes receberam do presidente do parlamento, Paulo Denardin, a informação de que trará do assunto com os integrantes da Comissão Especial que analisa o projeto de Regularização enviado pela Prefeitura.

* Foram ao Legislativo, para conversar com Denardin, os dirigentes da UAC Alexandre Pahim, Elton Chaves, Adelar Vargas, Paulo Santos, Rodrigo Santos, Fábio Costa, Lenir Kirchoff e Joana Lopes.

* Cá entre nós, e mudando de assunto: é incrível que dinossauros da política nacional, concentrados em alta dose no PSDB e no DEM, consigam ser tão amadores na condução de uma questão tão importante quanto a escolha do vice de uma chapa para o Planalto.

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CULTURA. Depois de “a coisa”, o múltiplo Máucio abre a exposição “Subjetos”

Produção e qualidade: após lançar livro, instigante exposição

O Máucio pediu uma licença (concedida) do sítio. Objetivo: as altíssimas produções em que ele estava (está) envolvido. O resultado você pode conhecer a partir de amanhã. Depois do lançamento, na Feira do Livro, da obra “a coisa & outras coisas”, com crônicas aqui publicadas, o múltiplo (professor, cronista, cartunista, artista – tudo de primeira grandeza) Máucio abre a exposição “Subjetos – Montagens II”.

O que será isso? Mais detalhes você encontra no material publicado no sítio da UFSM, pela Coordenadoria de Comunicação Social da instituição. A seguir:

Dos livros para os Subjetos

No final do mês de abril, o artista plástico e professor Mário Lúcio Bonotto Rodrigues estava na praça, na Feira do Livro, lançando mais uma de suas obras marcadas pelo humor. Nesta quarta-feira, 30 de junho, Máucio, como é conhecido, professor do curso de Desenho Industrial da UFSM, estará na Sala Iberê Camargo, em Santa Maria, abrindo mais uma de suas exposições. Desta vez, Subjetos – Montagens II.

“Onde está o designer, onde está o artista?”, pergunta a artista plástica Sandra Knsckfuss, que reflete sobre a obra de Máucio no catálogo da exposição. “Mesmo sem a interferência de materiais convencionais do universo artístico, como tintas, pincéis, penas, crayons… Há uma intencionalidade provocativa ao escolher o banal, o descartável, para construir um discurso…”.

Entre os trabalhos que poderão ser apreciados pelo público, incluem-se: artigo indefinido, futuro do pretérito, infinitivo, plurais, sobrecomum, particípio, oxítona tônica, entre outros, numa clara brincadeira com a nomenclatura gramatical.

O resultado pode ser visto a partir das 19 horas de quarta-feira, na Sala Iberê Camargo, na avenida presidente Vargas, esquina Appel.”

PARA LER MAIS INFORMAÇÕES DA  CCS/UFSM, CLIQUE AQUI.

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DRAMA DOMÉSTICO. Máucio fica sem suas chaleiras. E daí, o que comprar agora?

“…A da churrasqueira havia furado. Era daquelas chaleiras de ágata, ou aloucada, como se dizia.  É até compreensível a causa, como se usava lá de vez em quando, de tanto ficar com um resto de água, acabou enferrujando e furou. Pronto, essa não tem conserto mesmo, foi pro lixo.

Até aí tudo bem. O problema é que dali a três dias a chaleira de uso diário também deu rolo.  A alça de plástico que ficava presa ao bico, derreteu e desprendeu-se. Ou seja, passou a ser uma chaleira sem alça.  Isso é muito pior que mala sem alça. Tente movimentar, só empurrando, uma mala a cem graus de temperatura!…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Enquanto a chaleira não chia”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Enquanto a chaleira não chia – por Máucio

Esta semana estragaram as duas chaleiras disponíveis aqui em casa. Uma delas usada na cozinha principal e a outra que se utiliza lá no fogão da churrasqueira. Pois não é que deu das duas pifarem em sequência!  Resultado: ficamos sem esse utensílio de uma hora para a outra.  Tudo bem, eu sei que existe a obsolescência programada, mas não precisava ser tão sincronizada assim. Não é mesmo?

A da churrasqueira havia furado. Era daquelas chaleiras de ágata, ou aloucada, como se dizia.  É até compreensível a causa, como se usava lá de vez em quando, de tanto ficar com um resto de água, acabou enferrujando e furou. Pronto, essa não tem conserto mesmo, foi pro lixo.

Até aí tudo bem. O problema é que dali a três dias a chaleira de uso diário também deu rolo.  A alça de plástico que ficava presa ao bico, derreteu e desprendeu-se. Ou seja, passou a ser uma chaleira sem alça.  Isso é muito pior que mala sem alça. Tente movimentar, só empurrando, uma mala a cem graus de temperatura!

Bueno, aquela linda chaleira de inox foi adquirida numa promoção imperdível – um negócio da china. Não saiu mais do que vinte reais. Quando a gente vê uma coisa dessas  perde completamente o juízo: Inox? 20 pilas? Vou levar. Eta simbolismo idiota!

Só que um tempo depois aparecem os problemas. São objetos descartáveis, criteriosamente concebidos para serem assim. E que fazer agora?  Uma residência totalmente desprovida de chaleira! Muito simples, vá e compre outra. Mas como não cometer o mesmo erro? De louça, nem pensar! Baratilho importado também não. Alumínio faz mal à saúde. De ferro? Não tem mais cabimento numa cozinha raitec. Vou comprar uma nacional de grife, pronto! Essas são quase eternas. E aí, quando se vai ver, elas custam até dez vezes mais que as inoxidáveis do oriente!

A decisão passa a ser ideológica. De visão de mundo. A pergunta passa ser: para quanto tempo você quer a chaleira? Para um fim de semana? Para um amor de verão (ou de inverno)? Ou é algo mais duradouro, tipo: uns quatro ou cinco anos? Ou é para até quando começar a chiadeira?

O certo é que o ato de comprar uma nova chaleira exige certa reflexão pessoal, e algum credo também. Um acompanhamento psicanalítico também ajuda. Podemos pensar também que, cada um tem a chaleira que deseja ou merece, mas isso já é assunto para outra prosa…

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TUDO MARMELADA. Máucio e o gosto da goiaba. E da banana. E do moranguinho

Desde criança a gente cresce ouvindo que gosto não se discute; no entanto nós passamos a vida inteira discutindo-o. Uma parte das pessoas, na verdade, adere a essa máxima e, mais do que isso, ao longo da vida passa a não dar muita importância para essa questão. Gosto tem a ver com gostar e, ao contrário que muitos pensam, se pode discuti-lo e até entendê-lo.

De uns anos pra cá começou a reaparecer no mercado, com mais freqüência, a oferta de goiabas nas fruteiras e nos supermercados. De início até que resisti à compra, porque achei falta da árvore que na minha infância acompanhava sempre o ato de comer essa fruta. Achei-as ali estranhas, fora de contexto…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Gosto se discute”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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Gosto se discute – por Máucio

Desde criança a gente cresce ouvindo que gosto não se discute; no entanto nós passamos a vida inteira discutindo-o. Uma parte das pessoas, na verdade, adere a essa máxima e, mais do que isso, ao longo da vida passa a não dar muita importância para essa questão. Gosto tem a ver com gostar e, ao contrário que muitos pensam, se pode discuti-lo e até entendê-lo.

De uns anos pra cá começou a reaparecer no mercado, com mais freqüência, a oferta de goiabas nas fruteiras e nos supermercados. De início até que resisti à compra, porque achei falta da árvore que na minha infância acompanhava sempre o ato de comer essa fruta. Achei-as ali estranhas, fora de contexto.

Dali a um tempo mudei de ideia e comprei algumas… duas ou três. Ao chegar em casa fiquei bem frustrado quando mordi a primeira, percebi que não eram vermelhas por dentro. Ora, isso não combina com meu preconceito infantil, goiaba tem que ser vermelha!

Um tempo depois encontrei as goiabas de verdade. Notei porque alguém, antes de mim, havia feito o teste da unha – politicamente incorreto – que deixou claro sua cor interior. Comprei então meia dúzia de goiabas vermelhas e levei-as, alegremente, para degustá-las.  Outra frustração terrível, as frutas não eram doces e não possuíam gosto algum. Sim, isso mesmo, totalmente insossas.

Na verdade verdadeira, muitas frutas e legumes comumente encontrados nas fruteiras e quitandas quase não possuem gosto algum. Cenouras não possuem mais gosto de cenoura. Tomates não possuem mais gosto de tomate. Batata não tem mais sabor da batata. E assim por diante.

Os adubos químicos, fertilizantes, hormônios e transgenias em geral retiram quase que totalmente as características organolépticas (fui nessa aula) das frutas e legumes. Sobram só as aparências: o formato, a cor, o tamanho. O gosto da coisa? Tomou doril.

Tente provar um moranguinho de mercado de olho fechado. Perceberás que não fede e nem cheira.  Nem as bananas são mais as mesmas. Para chegarem em condições visuais nos pontos de venda são colhidas verdes e depois são amadurecidas a força.

Como a maioria das pessoas, no entanto, não discute gosto, seguem-se vendendo essas falsas goiabas por todo o lado.  Isso é uma grande marmelada.

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CRÔNICA. Máucio e o fechamento do “Fumacinha”, um restaurante histórico de SM

“Passando pela Rua Floriano Peixoto deu-me a sensação de que o restaurante Vera Cruz havia fechado. Liguei para um amigo e ele confirmou a notícia. A casa que abriu em meados da década de 1950 realmente encerrou suas atividades e vai deixar na memória muitas e muitas histórias da vida desta cidade. Incrível como um lugar tão tradicional como esse feche assim sem nenhuma solenidade…

Conheci o Fumacinha na época da faculdade – década de 1980. Era ali que ia com a turma de amigos ou com a namorada para comer um galeto e tomar uma cervejinha – para mim, aquele lugar fez parte de uma espécie de rito de passagem para o mundo adulto.

O apelido do restaurante, que ficava na Venâncio Aires, era de fácil entendimento devido…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “O Fumacinha fechou…”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

O Fumacinha fechou… – por Máucio

Passando pela Rua Floriano Peixoto deu-me a sensação de que o restaurante Vera Cruz havia fechado. Liguei para um amigo e ele confirmou a notícia. A casa que abriu em meados da década de 1950 realmente encerrou suas atividades e vai deixar na memória muitas e muitas histórias da vida desta cidade. Incrível como um lugar tão tradicional como esse feche assim sem nenhuma solenidade…

Conheci o Fumacinha na época da faculdade – década de 1980. Era ali que ia com a turma de amigos ou com a namorada para comer um galeto e tomar uma cervejinha – para mim, aquele lugar fez parte de uma espécie de rito de passagem para o mundo adulto.

O apelido do restaurante, que ficava na Venâncio Aires, era de fácil entendimento devido à nuvem que, oriunda da cozinha, espalhava-se por todo o espaço. Era curioso ver os garçons surgirem do meio daquela névoa carregando a bandeja.  Pelo volumoso fumacê, de aroma nem sempre agradável, podia-se saber toda a evolução dos pedidos da clientela. Dizem as más línguas que o fenômeno da fumaça emanando por todo o ambiente se dava porque o Joaquim havia instalado o exaustor virado na cozinha. Pura maldade dessa gente.

A dupla de garçons constituía-se em outra atração a parte. Dirceu era o mais saliente, por seu método e modo de atender, mas tinha também o Lorde. Chamávamos assim por conta da sobriedade de seu atendimento. Não que tivesse alguma finessi, longe disso, mas porque perto do colega parecia um descendente da nobreza britânica.

Com Dirceu, no entanto, o serviço não tinha cerimônia alguma. Mal se entrava no Vera Cruz e lá vinha ele com sua franja lisa penteada para o lado e caída na testa. Ao chegar à mesa largava o cardápio e dava um tapa nas costas do cliente, seja lá ele quem fosse. E nem se importava com que companhia o sujeito estava. A intimidade era sempre a mesma. Isso quando já não vinha direto com uma cerveja e os copos na mão. Se a gente ficava em dúvida sobre o que pedir para comer, invariavelmente indicava o Filé Vera Cruz que era realmente um prato cheio para qualquer fome estudantil.

Para acabar com as discussões de fim de noite sobre o valor da conta, Dirceu desenvolveu uma prática muito curiosa, capaz de acabar com argumento de qualquer turma de bebum tentando dizer que não havia bebido 34 e sim somente 33 ampolas. O esperto garçom, para evitar a polêmica ia enfileirando as garrafas vazias no chão, junto à mesa, perto da parede. Era muito engraçado de ver aqueles vasilhames lado a lado. Parecia cena de uma festa caseira, mas, no entanto tinha uma eficiência contábil indiscutível.

Havia outro detalhe característico. Como se tratava de um restaurante e não de um bar noturno, lá pela uma da madrugada o Dirceu e o Lorde começavam a dar sinais que já era hora de todos irem embora. O local precisava fechar. Começavam então a servir cerveja quente e se punham a virar as cadeiras e a colocá-las em cima das mesas. Só que essas estratégias eram ignoradas às vezes e o vão embora tinha que ser mais contundente. A galera, no entanto, era até bem compreensiva. Havia uma espécie de entendimento existencial, digamos assim.

Fumacinha fechado, lá íamos nós em direção aos botecos da Avenida Rio Branco, abaixo da Vale Machado. Dali uns vinte ou trinta minutos adentravam ao recinto o Dirceu e o Lorde. Era o segundo sinal de que já havíamos bebido demais e estava de hora mesmo de irmos embora. Para eles dois, no entanto, a noite apenas estava começando.

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INFRAESTRUTURA. Na crônica do Máucio, trânsito, transporte e o caos urbano

“O trânsito caótico deixou de ser um fenômeno exclusivo das capitais brasileiras. Atualmente qualquer cidade de porte médio vive situação semelhante. E não levará muito tempo para que se atinja um grau de paridade, caso o tranco continue o mesmo.

Estamos carecas de saber que o modelo de desenvolvimento que privilegia o automóvel em detrimento ao transporte coletivo é a principal causa desta realidade. Este padrão adotado acaba colocando os governos numa sinuca de bico. Para que não haja onda de desemprego na…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Transporte: caos urbano”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Transporte: caos urbano – por Máucio

O trânsito caótico deixou de ser um fenômeno exclusivo das capitais brasileiras. Atualmente qualquer cidade de porte médio vive situação semelhante. E não levará muito tempo para que se atinja um grau de paridade, caso o tranco continue o mesmo.

Estamos carecas de saber que o modelo de desenvolvimento que privilegia o automóvel em detrimento ao transporte coletivo é a principal causa desta realidade. Este padrão adotado acaba colocando os governos numa sinuca de bico. Para que não haja onda de desemprego na indústria automobilística, baixam-se os impostos e, por conseqüência a oferta de novos carros continua de vento em popa colocando, semanalmente, centenas de novas unidades a circular por todo o país. O setor solta foguetes – inconsequentes – porque as vendas continuam aquecidas e batem sucessivos recordes.

As melhorias na infraestrutura das cidades superlotadas de carros, no entanto, andam a pé. Com investimentos lentíssimos e projetos insuficientes os municípios não conseguem acompanhar nem de longe o ritmo desenfreado do comércio de automotores, incluindo aí, não esqueçamos, as motocicletas.

É óbvio que por trás de tudo isso está o poderoso lobby e os lucros vultosos das montadoras, todas elas estrangeiras, diga-se de passagem. Só que é uma lógica suicida, porque este estado de coisas tem data marcada para o colapso final. Qualquer adolescente minimamente consciente pode chegar a essa conclusão. Enquanto isto, para variar, grande parte da mídia coloca-se alheia ao problema, sem tomar posição a respeito. Mostra os engarrafamentos, mas não reflete sobre a causa.

Alguns paliativos já foram tentados e outros estão ainda estão em uso: alternância de liberação de veículos com placas pares ou impares; adoção de zonas com estacionamentos pagos e até mesmo implantação de pedágio urbano para rodar nas áreas centrais. Nenhuma dessas opções, no entanto, altera a questão central do problema, a matriz do transporte urbano nacional. Ela é calcada no modo individual, por algumas razões acima expostas.

Que governo terá coragem e cacife para tocar neste assunto? Será que a campanha presidencial desse ano incluirá esta pauta? Veremos, mas creio que se algum candidato falar nisso será apenas por demagogia. No entanto, como sou um pouco otimista, espero que eu morda a língua.

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E O AMBIENTE?! A crônica do Máucio, o toco de árvore em frente à Câmara e muito mais do que isso

“Em frente a Câmara de Vereadores da cidade tem o toco de uma árvore que foi cortada, não sei quando, nem por que, nem por quem. O vestígio do ato, no entanto está lá, como um cartão postal – um totem para quem quiser orar. Cada vez que passo por ali penso que a cena é uma amostra do padrão da consciência ecológica de nossa comunidade.

Sabemos que nossos antepassados não possuíam o menor pudor em derrubar matos, tinham a sensação de que as florestas eram intermináveis e muitas atrocidades foram cometidas até chegarmos aonde chegamos. Hoje as cidades possuem vegetação escassa, e a nossa não foge desse quadro preocupante e o pior, os projetos de arborização são inexistentes, apenas teóricos ou pontuais, realizados por iniciativas isoladas. Enquanto isso a população continua derrubando as poucas árvores que ainda restam, sob os mais variados pretextos…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Em frente à Casa do Povo”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Em frente à Casa do Povo – por Máucio

Em frente a Câmara de Vereadores da cidade tem o toco de uma árvore que foi cortada, não sei quando, nem por que, nem por quem. O vestígio do ato, no entanto está lá, como um cartão postal – um totem para quem quiser orar. Cada vez que passo por ali penso que a cena é uma amostra do padrão da consciência ecológica de nossa comunidade.

Sabemos que nossos antepassados não possuíam o menor pudor em derrubar matos, tinham a sensação de que as florestas eram intermináveis e muitas atrocidades foram cometidas até chegarmos aonde chegamos. Hoje as cidades possuem vegetação escassa, e a nossa não foge desse quadro preocupante e o pior, os projetos de arborização são inexistentes, apenas teóricos ou pontuais, realizados por iniciativas isoladas. Enquanto isso a população continua derrubando as poucas árvores que ainda restam, sob os mais variados pretextos.

A falta de fiscalização e uma legislação, inicialmente bem intencionada, mas que é hoje muito obsoleta e de duvidosa eficácia legitimam e estimulam ações depredadoras de conseqüências irreparáveis.

De onde eu moro dá para se avistar, por exemplo, o avanço de casinhas e casarões construídos morro acima, na cordilheira que abraça a zona norte da cidade. Este fenômeno também é presente na subida da serra, às margens da BR 158. Nesses lugares o desmatamento é percebido em larga escala, porque se avista a barbárie panoramicamente. O genocídio, porém, não é só ali; ocorre a todo o momento, silenciosamente, em toda a parte da cidade.

A exploração imobiliária é outra das grandes responsáveis por isso e neste caso é protegida até por lei, ou seja, cometem o ¨crime¨ legalmente, pois basta justificar e plantar um número x de mudas para poder arrancar árvores centenárias, estejam onde estiverem. Pergunto: quem garante que os novos arbustos crescerão? Quem irá acompanhar o crescimento? Que penalidades terão se as novas plantas não vingarem? Não estão nem aí, porque para eles, muitas vezes, só o que interessa mesmo são as plantas do seu lucrativo empreendimento.

As atitudes individuais ou de pequenos grupos também chamam a atenção, pois as pessoas têm muito pouca consciência do que essas práticas significam. Raros são os que lutam contra este estado de coisas e frequentemente são até ridicularizados ou ignorados ao levantarem o tema. Estabeleceu-se no senso comum que árvores exóticas podem ser cortadas por qualquer motivo. Só as nativas possuem – uma frágil – proteção. A situação é, pois, uma decorrência legislativa.

Criou-se a mentalidade de que a vegetação estrangeira não tem valor emocional, simbólico, paisagístico, climático, em resumo, valor ambiental. Se não é nativa derruba-se por uma razão qualquer, tenha a idade que tiver. Isso inclui dezenas e dezenas de espécies, muitas delas adaptadas há mais de século ao nosso território. Isto seria o mesmo que dizer que só os indivíduos nativos merecem viver e que os imigrantes e seus descendentes podem ser eliminados normalmente, afinal não fazem parte da fauna original. Original de quando?

Seria de rir, não fosse trágico. Enquanto isso aquele necrotério arbóreo continua ali na calçada da Casa do Povo, como testemunho do descaso geral reinante. Acho que poucos se incomodam com isso…

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FEIRA DO LIVRO. Crônicas de Máucio viram “a coisa & outras coisas”, obra que será lançada nesta quarta

Desenho? Aqui, não!

Como diriam políticos e advogados, antes uma preliminar: estou pra lá de faceiro. Não só pelo livro do Máucio, que nem é o primeiro (mas já é o melhor, não tenho dúvida.. hehehehehe). Mas muito porque o convidei, e ele aceitou, depois de alguma relutância, escrever para o sítio lá pelo ano passado. E não é que o opúsculo de 80 páginas é composto exatamente do material que o Mário Lúcio (ops, Máucio) publicou aqui?

Feita esta preliminar, pouco mais falarei, exceto exigir que todos compareçam à Praça Saldanha Marinho, a partir das 5 e meia da tarde desta quarta-feira. O autor (e eu, de metido) estará lá, lançando “a coisa & outras coisas”, que é o resultado desse grande trabalho do Máucio (que, como eu já sabia, não é só bom de traço, como também de letras). Aliás, como você já pode ver pela capa que reproduzo aqui, não tem um só desenho em todo o livro. Que legal!

Para você ter uma idéia, mesmo que resumida, do que vai encontrar, reproduzo a seguir a “segunda orelha” do trabalho, um texto de Luciano Ribas, também colaborador do sítio. Confira:

“Esse livro é tão especial quanto tomates que nascem em árvores ou cachorros que tem nome de gente. Ou como descobrir que chuchu tem, sim, gosto, e que mortadela é muito mais saborosa que presunto. Ou, ainda, entender para onde vão os percevejos e as canetas bic que somem de nossas casas.

Na verdade, é especial mesmo porque fala de coisas quotidianas – as ditas coisas pequenas – que são reveladas pelo Máucio com bom humor e poesia, numa leitura que nos envolve (ora com sutileza, ora com gargalhadas) simplesmente por ser algo tão próximo das nossas vidas e que antes poderia estar tão “escondido”. Uma leitura prazerosa, cheia de surpresas, nuances e graça.

Enfim, uma leitura tão inesquecível quanto o primeiro pastel. Quando você ler, entenderá o porquê.” 

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EDUCAÇÃO. Crônica de Máucio propõe uma pergunta: e se a UFSM não existisse?

“Em nosso país o número de pessoas com diploma de curso superior é muito pequeno – perto de 5% estima-se, enquanto que a quantidade de indivíduos que não possuem o ensino fundamental completo é volumosa, na casa dos 40%. Estes dados mostram o Brasil numa situação muito incômoda.

No entanto, neste sentido, Santa Maria é um caso a parte. Não precisamos nem contar muito amiúde para afirmarmos isso, basta compararmos a população e a quantidade de alunos que residem aqui. Fala-se que, de cada três habitantes um é estudante. Os índices são muito significativos também no que se refere ao ensino superior. É bem comum estarmos em lugares – bares, restaurantes, cafés, cinemas, repartições – em que a maioria presente é graduada ou universitária. Isso não é a normalidade das cidades brasileiras. Nem das pequenas, nem das médias, nem das metrópoles…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “E se a UFSM não existisse?”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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E se a UFSM não existisse? – por Máucio

Em nosso país o número de pessoas com diploma de curso superior é muito pequeno – perto de 5% estima-se, enquanto que a quantidade de indivíduos que não possuem o ensino fundamental completo é volumosa, na casa dos 40%. Estes dados mostram o Brasil numa situação muito incômoda.

No entanto, neste sentido, Santa Maria é um caso a parte. Não precisamos nem contar muito amiúde para afirmarmos isso, basta compararmos a população e a quantidade de alunos que residem aqui. Fala-se que, de cada três habitantes um é estudante. Os índices são muito significativos também no que se refere ao ensino superior. É bem comum estarmos em lugares – bares, restaurantes, cafés, cinemas, repartições – em que a maioria presente é graduada ou universitária. Isso não é a normalidade das cidades brasileiras. Nem das pequenas, nem das médias, nem das metrópoles.

Essa realidade local é resultado de um conjunto de fatos, mas sem dúvida, o principal deles teve início há 50 anos, quando um grupo de professores, liderado pelo Prof. Dr. José Mariano da Rocha Filho, cismou em fundar a primeira universidade do interior do país.

Hoje se pode dizer que não existe nenhuma pessoa ou família do centro do estado do Rio Grande do Sul que não receba, direta ou indiretamente, os benefícios dessa jubilosa instituição. Seja no aspecto educacional propriamente dito, como na área da saúde, tecnologia, cultura, etc., através de suas ações de ensino, pesquisa e extensão.

Nem é bom imaginar a situação desta região se esse empreendimento iluminado não tivesse vingado. Certamente estaríamos fadados a um deserto semelhante ao de grande parte dos municípios onde o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, IDH-M, é puxado ainda mais para baixo devido aos fracos números relativos à educação.

No corre-corre cotidiano, entretanto, nem sempre é dada a devida atenção à importância regional dessa entidade de ensino ao longo dessas (apenas) cinco décadas. Seria bom nos perguntarmos mais frequentemente: o que seria de Santa Maria sem a UFSM? Façamos um exercício de imaginação. Onde cada um de nós estaria? Eu, por exemplo, muito provavelmente, não estaria escrevendo este texto neste momento e também, talvez, nem este sítio existisse. Que achas, Claudemir? E tu, amigo leitor, o que estarias fazendo? E os teus filhos?

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ALIMENTAÇÃO/NEGÓCIO. Confira a pergunta do Máucio: “Buffet: o que é aquilo?”

“Minha avó costumava dizer: futuramente as casas não terão mais cozinha, as pessoas todas farão as refeições fora e essa peça das residências será coisa do passado. Não sei se ela tinha razão, mas que o número de pessoas que comem na rua vem crescendo é evidente. Sem dúvida, o aumento do tamanho das cidades, a quantidade de tarefas diárias, a velocidade cotidiana, a distância ente a casa e o trabalho, o preço dos transportes, tudo isso empurra, cada vez mais, as pessoas a se alimentarem em restaurantes ou lanchonetes.

A partir da década de 1990, a grande tendência do almoço passou a ser os restaurantes por quilo. Na verdade foi um grande achado tanto para os fregueses, que imaginam que estão pagando o preço justo/exato pela quantidade de alimento que consomem, como para os donos dos estabelecimentos que tem facilitados, inclusive, seus cálculos de custos. Como costuma dizer um amigo gourmet: – claro, eles compram um quilo de feijão por Y, adicionam água e sal e vendem por seis Y. É um bom negócio…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Buffet: que é aquilo?”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Buffet: que é aquilo? – por Máucio

Minha avó costumava dizer: futuramente as casas não terão mais cozinha, as pessoas todas farão as refeições fora e essa peça das residências será coisa do passado. Não sei se ela tinha razão, mas que o número de pessoas que comem na rua vem crescendo é evidente. Sem dúvida, o aumento do tamanho das cidades, a quantidade de tarefas diárias, a velocidade cotidiana, a distância ente a casa e o trabalho, o preço dos transportes, tudo isso empurra, cada vez mais, as pessoas a se alimentarem em restaurantes ou lanchonetes.

A partir da década de 1990, a grande tendência do almoço passou a ser os restaurantes por quilo. Na verdade foi um grande achado tanto para os fregueses, que imaginam que estão pagando o preço justo/exato pela quantidade de alimento que consomem, como para os donos dos estabelecimentos que tem facilitados, inclusive, seus cálculos de custos. Como costuma dizer um amigo gourmet: – claro, eles compram um quilo de feijão por Y, adicionam água e sal e vendem por seis Y. É um bom negócio.

No entanto, quando um ramo empresarial começa a dar muito certo, logo se multiplicam o número de empreendimentos e esse tipo de buffet proliferou às pencas. Este fato passou a ser um prato cheio para o surgimento de serviços de baixa qualidade, que vendem gato por lebre. Neste caso a ordem do dia passou a ser, muitas vezes, a de inventar cardápios que fossem mais rentáveis. Afinal, percebeu-se que não era tão difícil ludibriar famintos distraídos.

Os buffets por quilo normalmente apresentam o básico – arroz, feijão – feitos diariamente, mas muitos deles entremeiam pratos lavoisierianos espertos. Um pastel recheado com o resto da carne de ontem; um arroz de anteontem enfeitado com pedacinhos de cenoura e algum enlatado; uma beterraba murcha com flocos de coco; um resto de torta salgada de outrora… Até aí, nada de grave. O problema maior são os falsos pratos tradicionais.

Canso de ver, por exemplo, lasanha que só tem a aparência de uma lasanha, quando se vai comer, arg! São feitas com queijo de qualidade duvidosa, com molhos enlatados e até mesmo sem massa. Isso mesmo, acredite: lasanha sem massa! Já vi, em mais de uma ocasião, este prato feito só com camadas de molho de frango e fatias de presunto e queijo. As lâminas de massa, que definem esta clássica e saborosa iguaria, foram subtraídas. Não me perguntem por quê!

As sobremesas grátis também são muito estranhas. De sagu só tem o nome e raramente está acompanhado do creme de baunilha que é a melhor parte dessa guloseima. São muito freqüentes, porém, uns creminhos indecifráveis que vêm misturado com umas gororobas de difícil identificação. Se perguntar para o garçom nem ele sabe responder do que se trata. E as pessoas comem sem reclamar porque, afinal, é oferta da casa. É claro que estamos pagando também esses grudes.

Tem outra receita famosa que quase todos os restaurantes por quilo assassinam – vocês hão de concordar: é o tal do estrogonofe. Invariavelmente ele se apresenta com uns cubos de carnes boiando num molho aguado, vermelho-leitoso. Não se consegue ter a menor noção de sua composição alimentar. E o gosto, arg 2!

E ainda por cima, nestas ocasiões, alguns lugares têm o cuidado de colocar uma plaqueta escrita: lasanha, estrogonofe, etc. Não sei se fazem isso por ironia ou para tentar nos convencer que se trata mesmo daquilo. A maioria das pessoas, no entanto, não se importa. Isso também é sinal dos tempos, as coisas hoje não precisam mais ser, bastam parecer. Neste caso é como no Jogo do Bicho: vale o escrito.

Não sei o que minha querida avozinha diria desse hoje em dia, mas creio que ela riria muito. E ficaria com saudade dos tempos das cozinhas domésticas, onde as balanças só existiam para a preparação das receitas e não interferiam nas receitas e nos balanços dos negócios.

CRÔNICA. Máucio, a chegada do outono e o clima que pinta

“Seguidamente ouço alguém dizer: odeio inverno, odeio verão. As frases saem quase como um desabafo. Não sei se as mesmas pessoas dizem isso no início de cada temporada, o fato é que se escuta muito essas ladainhas. Sempre gostei de todas as estações, principalmente dos começos. As preliminares são especiais, contém esperança, sugerem mudanças, retomadas.

Essa época do ano – maio e abril – é muito particular, pelo frescor que está no ar e pelo cheiro de renovação que propõe. Uma espécie de Novo Tempo, lembrando Ivan Lins. Felizmente nós gaúchos somos privilegiados, temos quatro períodos de transformação bem delineados…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Pintou um clima”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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Pintou um clima – por Máucio

Seguidamente ouço alguém dizer: odeio inverno, odeio verão. As frases saem quase como um desabafo. Não sei se as mesmas pessoas dizem isso no início de cada temporada, o fato é que se escuta muito essas ladainhas. Sempre gostei de todas as estações, principalmente dos começos. As preliminares são especiais, contém esperança, sugerem mudanças, retomadas.

Essa época do ano – maio e abril – é muito particular, pelo frescor que está no ar e pelo cheiro de renovação que propõe. Uma espécie de Novo Tempo, lembrando Ivan Lins. Felizmente nós gaúchos somos privilegiados, temos quatro períodos de transformação bem delineados.

O outono é especial, embora às vezes meio esquecido. É um rito de passagem para o frio, além do mais quando ele chega já estamos exaustos do calor intenso do verão. Vem com temperaturas tão agradáveis que, por vezes, passam despercebidas. A luz outonal é magnífica se soubermos olhar, por exemplo, os múltiplos amarelos e dourados das folhas das árvores nas praças e nos campos. Olhem!

Sem o outono como intermediário passaríamos do verão para o inverno de supetão, o que poderia ser insuportável para as nossas rinites, sinusites e outras ites. É uma estação singela, silenciosa, que demarca alteração, sugere introspecção e faz nos lembrar, deliciosamente, que o inverno vem aí. Propõe uma reflexão acerca dos ciclos da vida. Impõe também, naturalmente, mudanças de hábitos.

Ninguém é igual em todas as estações, uns ficam mais assim no inverno e mais assados no verão. Nosso corpo e nossa psique são influenciados pelo clima, pelo calor, pela umidade do ar, pela biosfera, por mais que o homem busque se desvencilhar disso.

Do inverno para o verão modificamos muitas coisas: a duração do banho, o que comemos e o que bebemos, como cumprimentamos os amigos, o modo de nos comunicar, o número de palavras que usamos, o tempo na cama, o jeito como ouvimos os motores dos automóveis. Tudo, tudo fica muito diferente.

É recomendável enfrentarmos as estações como pudermos e tentar curti-las da maneira que se apresentam, caso contrário corre-se o perigo de se reclamar de cada nova atmosfera, o que é muito chato pra quem ouve. Elas possuem seus encantos e dificuldades, tentemos observar o lado bom das diferentes épocas, assim poderemos viver mais felizes. 

Um amigo muito sábio, que não apreciava muito o frio da terrinha, achou um modo de amenizar o problema e hoje confessa que aguarda o inverno com expectativas. Resolveu tirar seus 30 dias de férias em julho, no pico da geada. Ele se prepara e hiberna em casa com a patroa. Para tal precisa só de três telefonemas. Um para o rapaz que traz lenha para a lareira, outro para dona Gema, que lhe entrega massas congeladas e um terceiro para Seu Miolo, que leva o vinho. Isso lhe garante, segundo ele, uma autonomia de vôo de até dois meses ininterruptos. Que clima!

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PUBLICIDADE/MÍDIA. Máucio reflete acerca da influência sobre a criança

“…Entre ouvir os mais velhos com suas frases chatas tais como, coma frutas, coma legumes, faça isso, não faça aquilo e um belo comercial de uma porcaria alimentícia qualquer, a criança fica com mídia. O pior é que é justamente nesta fase da vida que os pequeninos seres edificam seus gostos, hábitos alimentares e de consumo em geral.

O uso de refrigerantes durante as refeições. A mania de comer frituras ensacadas vendo TV ou fazendo qualquer outra coisa. O costume de alimentos ricos em carboidratos e sal.  O gosto por sabores artificiais picantes com baixos teores de nutrientes de verdade.

O hábito pelo consumo desnecessário de supérfluos só pra satisfazer o vazio existencial.  Todos esses comportamentos estão se…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Criança e mídia, uma nova ordem”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Criança e mídia, uma nova ordem – por Máucio

Sempre achei estranha a utilização de crianças nas campanhas eleitorais, tanto nos programas de televisão como de rádio. Considero um tanto apelativo e creio que esse assunto deveria ser controlado por uma legislação mais específica, não só no horário político, como em toda publicidade comercial. Há dois anos, por ocasião do último pleito municipal, levantei esse tema num grupo de debate e não houve muito eco, o tema não rendeu. Felizmente passado algum tempo, percebo movimentos novos a respeito.

O problema pode ser visto de dois ângulos, o primeiro é o uso de crianças como atores.

O que faz os pais deixarem seres inocentes se submeter a uma exposição midiática com fins de venda de produtos ou de ideias alheias? Será vaidade? Esperança de tornar o filho modelo? Ingenuidade?

O segundo aspecto é a veiculação de comerciais dirigidos a esse público. Certas marcas produzem campanhas que têm a criança como público alvo e isso é, no mínimo, perigoso. E olha que essa expressão ultrapassada neste caso até que é oportuna, pois o objetivo é atingir a criança mesmo. Segundo especialistas, até os oito anos a criançada sequer tem o discernimento entre o discurso publicitário – elaborado com requintes – e as instruções caseiras dos pais. Ou seja, passa a ser uma concorrência desigual.

Entre ouvir os mais velhos com suas frases chatas tais como, coma frutas, coma legumes, faça isso, não faça aquilo e um belo comercial de uma porcaria alimentícia qualquer, a criança fica com mídia. O pior é que é justamente nesta fase da vida que os pequeninos seres edificam seus gostos, hábitos alimentares e de consumo em geral.

O uso de refrigerantes durante as refeições. A mania de comer frituras ensacadas vendo TV ou fazendo qualquer outra coisa. O costume de alimentos ricos em carboidratos e sal.  O gosto por sabores artificiais picantes com baixos teores de nutrientes de verdade.

O hábito pelo consumo desnecessário de supérfluos só pra satisfazer o vazio existencial.  Todos esses comportamentos estão se delineando neste período do desenvolvimento humano e podem deixar marcas indeléveis. E é o que normalmente acontece. É como se nessa fase da primeira e segunda infância estivessem sendo montadas bombas-relógios que se acionarão ao longo da vida do indivíduo adulto. Tanto sob o ponto de vista físico como psíquico.

Felizmente tenho lido sobre algumas ações que estão acontecendo pelo mundo afora e que começam a chegar ao Brasil. Neste mês aconteceu em São Paulo, por exemplo, o 3º Fórum Internacional Criança e Consumo (http://www.forumcec.org.br/), em que uma das linhas de debate é justamente esse sério problema com que convivemos há tempo sem darmos a devida atenção. Por outro lado, uma série de grandes empresas internacionais resolveu se antecipar e está mudando fortemente sua linha de comunicação, colocando várias restrições na sua publicidade, inclusive excluindo todas as peças direcionadas ao público infantil. Menos mal. Resta agora as pessoas se conscientizarem amplamente dessa nova ordem, para se tornarem uma espécie de fiscais dessa ética que, há tempos, pede passagem. Inclusive nas campanhas eleitorais.

SANTA MARIA. Máucio revela: faltam fruteiras, mas sobram (muitas) farmácias

“…O número de pontos de vendas de remédio em Santa Maria é em torno de 200, que corresponde a uma farmácia para cada 1.500 habitantes. A Organização Mundial de Saúde recomenda uma para cada 9.000 pessoas, ou seja, temos seis vezes mais que o aconselhado; 33 seriam suficientes. Enquanto isso, o número de fruteiras é ínfimo, não passa de seis ou sete. Pode-se contar nos dedos os locais que são especializados exclusivamente em frutas e verduras, e todos os existentes são tradicionais. Acho que nos últimos vinte anos não abriu nenhum novo local de venda de hortifrutigranjeiros. O número de padarias, por sua vez é mediano, perto de 100 pontos comerciais.

Cruzando-se os dados acima se chega a uma conclusão no mínimo curiosa: as pessoas que vivem na cidade Coração do Rio Grande, Cidade Cultura e Universitária, onde um terço da população é estudante, quase não…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A cidade das farmácias”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

A cidade das farmácias – por Máucio

Podemos conhecer o perfil de uma cidade e de seus moradores a partir dos estabelecimentos comerciais que possui. Se você, por exemplo, chegar num lugar e enxergar muitas peixarias, provavelmente tratar-se-á de um município litorâneo. Se forem várias adegas e cantinas, certamente você está numa região produtora de vinho. No entanto, se houver muitas farmácias onde será que você se encontra? Talvez em Santa Maria.

Em nossa cidade o número de farmácias é quase incontável, chega a ter uma ao lado ou em frente da outra. Na região central, de uma mesma esquina se avista várias. Dentre os motivos principais desse grande número de lojas, muito provavelmente, está o alto lucro. A conseqüência é uma concorrência desenfreada que provoca a empurroterapia, o sujeito chega para comprar um laxante e sai com três ou quatro produtos. É uma estratégia de vendas estúpida, agressiva e antiética – não estamos tratando de bijuterias e sim de medicamentos – e o pior, é exercida contra pessoas humildes e ingênuas.

O número de pontos de vendas de remédio em Santa Maria é em torno de 200, que corresponde a uma farmácia para cada 1.500 habitantes. A Organização Mundial de Saúde recomenda uma para cada 9.000 pessoas, ou seja, temos seis vezes mais que o aconselhado; 33 seriam suficientes. Enquanto isso, o número de fruteiras é ínfimo, não passa de seis ou sete. Pode-se contar nos dedos os locais que são especializados exclusivamente em frutas e verduras, e todos os existentes são tradicionais. Acho que nos últimos vinte anos não abriu nenhum novo local de venda de hortifrutigranjeiros. O número de padarias, por sua vez é mediano, perto de 100 pontos comerciais.

Cruzando-se os dados acima se chega a uma conclusão no mínimo curiosa: as pessoas que vivem na cidade Coração do Rio Grande, Cidade Cultura e Universitária, onde um terço da população é estudante, quase não consomem frutas e verduras. Alimentam-se de pão, bolachas e outras rações ricas em carboidratos. Em compensação, compram muitos remédios e para adquiri-los basta apenas dar um volta no próprio bairro que encontrarão, inclusive, mais de um fornecedor.

O pior de tudo nesse quadro é que não se vê nenhuma perspectiva de mudança. Os hábitos alimentares são uma das coisas mais difíceis do indivíduo modificar. Só ações governamentais, em todos os níveis, poderiam melhorar a situação. As feiras livres estão cada vez se reduzindo mais e em toda minha vida não vi nenhum prefeito dar atenção a isso. Sequer temos um mercado público em funcionamento. Creio que seria uma responsabilidade até mesmo de uma Secretaria de Saúde. Mas não, também nesse caso a preferência é por remediar. Custe o que custar.

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SEM RISCO. Máucio e o cara que enxerga a vida por (no mínimo) dois lados

“…- Você acha que esta situação poderá se acentuar nos próximos meses?

- Por um lado penso que não tem como piorar, mas por outro algo me diz que estamos só no começo deste processo.

- E qual a origem desse problema?

- Olha, por um lado suponho que seja uma disfunção conjuntural, sistêmica, por outro vejo que há aspectos pontuais que ocasionam este estado de coisas.

- Qual é a questão sistêmica?

- Por um lado verifica-se que é um…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Por um lado”, de Máucio, colaborador habitual deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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Por um lado – por Máucio

- O que você acha da situação?

- Por um lado acho que está bem, mas por outro creio que deveria ser muito diferente.

- Sim, mas o que vamos fazer?

- Por um lado acredito que deveríamos interferir de imediato por outro acho melhor não mexermos em nada neste momento.

- E quando saberemos a hora certa de tomarmos uma posição a respeito?

- É que, por um lado julgo que deveríamos agir de modo paulatino, gradativamente, mas por outro talvez seja melhor atacarmos em bloco e com precisão cirúrgica.

- Você acha que esta situação poderá se acentuar nos próximos meses?

- Por um lado penso que não tem como piorar, mas por outro algo me diz que estamos só no começo deste processo.

- E qual a origem desse problema?

- Olha, por um lado suponho que seja uma disfunção conjuntural, sistêmica, por outro vejo que há aspectos pontuais que ocasionam este estado de coisas.

- Qual é a questão sistêmica?

- Por um lado verifica-se que é um fundamento histórico que se enraizou aqui, por outro se observa que há variáveis muito recentes deflagradoras dessas circunstâncias.

- Que causas pontuais e novas seriam estas?

- Por um lado me parece ser de motivação passional, mas por outro se constata falta de capacidade e habilidade dos agentes.

- Como passional?

- Há situações que se explicam, por um lado, pela falta de entusiasmo recorrente, falta de paixão dos envolvidos, por outro vejo que alguns têm boa vontade, mas isso não é suficiente.

- Você acha que substituindo algumas pessoas o negócio engrena?

- Por um lado sim, por outro não.

- Por que lado sim?

- Ora, to dizendo que pode melhorar por um lado, mas por outro não.

- Que lado sim e não?

- Eu explico. Por um lado a mudança pode dar bons frutos, mas por outro toda a modificação tem risco.

- Com as transformações o negócio pode continuar na mesma?

- Por um lado sim, por outro não.

- Você sempre responde a tudo por dois lados?

- É que, por um lado todas as coisas têm dois lados e pelo outro também. Sendo assim, cada um dos lados possui também outros dois lados, então só ai já temos quatro lados. Como cada novo lado sempre vai gerar mais dois lados logo teremos oito lados e assim sucessivamente. Entendeu?

- Por um lado sim, por outro não…

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CRÔNICA. NÃO É INCRÍVEL!? Máucio adoooooraaaaa chuchu. E ainda faz propaganda disso

9, fevereiro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…É bem verdade que possui um sabor sutil, mas isso é outra de suas qualidades. Por bondade, ele acolhe o traço de tudo com que se mistura. Podemos comer chuchu com gosto de limão, camarão, lingüiça, siri, bacalhau e muitas outras coisas. Outro senso comum é dizer que ele não tem nutrientes. Puro engano, tem vitaminas A, B e C, além de ser fonte de potássio, cálcio, fósforo e ferro. A quantidade de fibras é outra de suas propriedades.

Desconfio que o descaso com essa cucurbitácea vem das gerações mais novas. Por um lado é desinformação, por outro porque são incapazes de dar atenção aos sabores mais discretos, estão acostumados com os acentuados alimentos industrializados. É o caso aquele da criança chupar laranja e dizer que tem gostinho de Fanta…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Confraria do Chuchu”, de Máucio, colaborador semanal deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM. É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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CRÔNICA. Máucio pergunta (e responde): o que é isso, afinal de contas?

2, fevereiro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…- Olha que isso pode abalar a nossa relação.

- Isso é muito improvável.

- Não é a primeira vez que você tenta isso.

- Eu sei, mas isso foi há muito tempo.

- Nada disso, você passa fazendo isso.

- Não me venha com isso de novo!

- Isso não é aceitável.

- Fique fora disso eu já lhe disse.

- Mas isso me pertence também!

- Se der certo você irá…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Isso não vai ficar assim”, de Máucio, colaborador semanal deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

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