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E EM SANTA MARIA? Brasileiro lê apenas um livro por ano. Menos que a Colômbia

23, novembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários
Leitura, um hábito pouco disseminado no Brasil. E em Santa Maria, alguém sabe?

Leitura, um hábito pouco disseminado no Brasil. E em Santa Maria, alguém sabe?

Gostaria muuuito de saber sobre os hábitos de leitura do santa-mariense. Desconheço (embora possa existir) pesquisa a respeito. Assim, só me resta desconfiar. Aliás, uma boa desconfiança: aqui, inclusive pelo perfil da população, pode-se afirmar que o hábito de leitura é muito mais disseminado do que a média nacional. O quanto, não sei.

De todo modo, cá entre nós, que vivemos na boca do monte, aqui se lê, mais de um livro por ano, que é a média apurada em pesquisa patrocinada pelo Ministério da Educação. Muuuuito menos que nos países mais desenvolvidos. E beeem menos que, só para exemplificar, a Colômbia. E, repito, em Santa Maria?

Ah, sobre o trabalho realizado pelo Instituto Pró-Livro, que constam de pesquisa divulgada pelo MEC, acompanhe material produzido pela Agência Brasil. O texto é assinado pela repórter Lísia Gusmão. A seguir:

Brasileiro lê um livro por ano, revela pesquisa

Um levantamento do Instituto Pró-Livro confirma que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de  não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livro por ano. Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 – ainda assim baixo. Os dados estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios de todos os estados em 2007.
“O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro”, explica o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a população lê, em média, 11 livros por ano. Já os franceses leem sete livros por ano, enquanto na Colômbia, a média é de 2,4 livros por ano. Os dados, de 2005, são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.
Detalhes dos hábitos do brasileiro relacionados ao livro, revelados na pesquisa, atestam esta afirmação. O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenha lido ocasionalmente ou em outros meses do ano…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela Agência Brasil.

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VOCÊ PARTICIPA. Saiba como colaborar para a edição do Dicionário de Santa-Mariês

dicionárioA idéia foi lançada pelo Máucio, aqui mesmo. Foi em artigo publicado (CONFIRA) no dia 6 de outubro. Imediatamente encampada por este (nem sempre) humilde editor, e com o apoio sempre presente da Inox, parceira do www.claudemirpereira.com.br, e alguns leitores que já se manifestaram em comentários apostos àquele texto, a idéia começa a ganhar substância. E você, mais que convidado, está intimado a participar.

Sabe aquela expressão que você só ouviu (ou disse, ou até pensou) em Santa Maria? Ou palavra que ninguém mais reconhece, exceto os que vivem ou viveram aqui na boca do monte? Ou mais o que você desejar? Faça a sugestão. Ela poderá constar do DICIONÁRIO DE SANTA-MARIÊS. É disso, aliás, que estamos falando aqui.

Você quer participar? Basta ir lá embaixo, do lado direito desta página e encontrará um ícone. Clique ali, e manda bala. Será, com certeza, muito bem-vindo. Colabore: o dicionário é uma obra coletiva e terá a tua presença.

VAMOS PARTICIPAR. Máucio pede ajuda para elaborar o “Dicionário de Santa-mariês”

“Fui fazendo um levantamento memorial e cheguei a algumas palavras e expressões: Primeira Quadra, Taperinha, Buraco do Behr. Isso me deu ânimo para continuar, mas logo compreendi: vou precisar da ajuda de amigos. Vou democratizar a pesquisa, tal como fez o mestre Fischer. Falei a dois ou três amigos, que contribuíram com uma ou outra coisa. A lista aumentou um pouco, mas não ao ponto de formar um inventário.

Bãi!!! foi uma descoberta bem significativa. Conforme testemunho de várias pessoas, é um termo típico de Santa Maria, seria uma variante de Bah, que por sua vez, é uma ¨contração¨ de Barbaridade.

Boi Morto, Farrezão, Bom-Bril, nome popular do Centro de Atividades Múltiplas, são outros exemplos de vocabulário próprio do Coração do Rio Grande.

Tem outras expressões que são ainda mais curiosas:…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Dicionário de Santa-mariês”, de Máucio, colaborador semanal deste sítio. O texto foi publicado há instantes, na seção “Artigos”. Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM.  É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS.

Dicionário de Santa-mariês – por Máucio

Estava, em 1999, numa linda tarde de sol, passeando pela Feira do Livro de Porto Alegre quando me deparei numa banca com o Dicionário de Porto-Alegrês, do professor e escritor Luís Augusto Fischer. A aquisição da obra foi automática. Quase um terço da leitura foi feita ali mesmo na Praça da Alfândega, tal a empatia que a publicação me provocou. Ao final da tarde tomei o ônibus de volta à cidade e li mais um terço durante a viagem.

No dia seguinte acordei lá pelas 8 horas, tomei um café ligeiro, porque as 9 tinha aula, o semestre se encaminhava pro seu final e o pique de trabalho era acelerado. Algo, porém, estava subjacente depois da ida a capital. Não me saía da cabeça uma questão: seria possível um Dicionário de Santa-Mariês?

Essa ideia me acompanhou por alguns dias. Fiquei mais entusiasmado ainda quando tive a notícia que de um dos verbetes incluídos no trabalho do Fischer eu havia co-participado: ¨chinelo-de-dedo¨ foi uma sugestão dada por uma colega também gaúcha. Eu estava na aula quando ela utilizou a expressão e todos os paulistas presentes a acharam muito estranha. Assim como piá, cusco, mate… Sabe né, fora do Rio Grande é que aflora nosso dialeto.

Precisaria de um jeito de me sentir mais longe de Santa Maria para perceber nosso vocabulário específico, ou usar outras estratégias.

Fui fazendo um levantamento memorial e cheguei a algumas palavras e expressões: Primeira Quadra, Taperinha, Buraco do Behr. Isso me deu ânimo para continuar, mas logo compreendi: vou precisar da ajuda de amigos. Vou democratizar a pesquisa, tal como fez o mestre Fischer. Falei a dois ou três amigos, que contribuíram com uma ou outra coisa. A lista aumentou um pouco, mas não ao ponto de formar um inventário.

Bãi!!! foi uma descoberta bem significativa. Conforme testemunho de várias pessoas, é um termo típico de Santa Maria, seria uma variante de Bah, que por sua vez, é uma ¨contração¨ de Barbaridade.

Boi Morto, Farrezão, Bom-Bril, nome popular do Centro de Atividades Múltiplas, são outros exemplos de vocabulário próprio do Coração do Rio Grande.

Tem outras expressões que são ainda mais curiosas:

- ter aula ¨lá fora¨: significa ¨aula no campus da UFSM¨.

- ¨Ir pro Verde¨: quer dizer dirigir-se ao balneário do rio Vacacaí.

- Vou ¨subir¨: o mesmo que ¨vou ao centro da cidade¨, localizado mais ao alto.

E uma expressão mais particular ainda, mas não menos curiosa:

- Vou ¨comer no Redondo¨: significava almoçar no restaurante localizado no campus da UFSM.

Apesar de um bom início, que pareceu promissor, a ideia do Dicionário de Santa-Mariês, no entanto, foi colocada na gaveta.

Agora, algum tempo depois, aproveito esse espaço para tentar ressuscitar o projeto. Gostaria de convidar os leitores e amigos desse sítio a ajudar na procura e descobertas de palavras e expressões típicas de Santa Maria e região.

Entre nessa cruzada enviando sugestões e iremos montando de forma ampla e irrestrita, um dicionário típico da nossa Cidade Cultura, o Dicionário de Santa-Mariês. Me ajudem!