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Textos com Etiquetas ‘Judiciário’

REFLEXÃO. Vitor Hugo do Amaral Ferreira, as decisões dos juízes e a (in)justiça

7, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Armada em quatro rodas, a moça que não tinha habilitação para dirigir, matou duas pessoas e feriu gravemente uma terceira. Prisão?! Não! Eis a decisão, baseando-se em jurisprudência do STF em que “a gravidade do crime não é motivo para decretar a prisão”. Ocorre que o douto juiz não inclui a redação por completo da jurisprudência da corte suprema, pois lá, completa-se o texto anterior, está dito “a gravidade do crime, por si só, não é motivo para prisão ”.

Por si só perdeu-se no texto; por si só deixou de se fazer justiça; por si só ludibriaram a jurisprudência, quem nem disse (por si só) aquilo que passou a fundamentar. Ora, injustiça qualificada, metida à justa, aqui confio mais no justo (apertado), do que no justo (o que faz justiça). Talvez o justo da justiça, tenha se tornado suas decisões justas, estreitas à justiça. Só um juízo de valor. Só?…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Por si só, a (in)justiça”, de Vitor Hugo do Amaral Ferreira, colaborador semanal deste sítio. Advogado formado em Direito pela Unifra, com especialização (na área de Violência Doméstica contra Criança e Adolescente)  na USP e  mestrado em Integração Latino-Americana, Amaral Ferreira é também, entre outras atividades, coordenador do Procon/Santa Maria.

Por si só, a (in)justiça – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira

7, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

A justiça tarda, mas não falha (quem já não ouviu?), em contrapartida Rui Barbosa registrou que justiça tardia é injustiça qualificada (a decidir?!). A partir de recente texto do professor Lênio Streck, eu pergunto: a que(m) a justiça serve?

Não passo aqui a questionar nenhum dos Poderes, tampouco, o quase intocável, que em dias passados tentou limitar a competência do Conselho Nacional de Justiça (perdeu o jogo!). O texto tem sim o intuito de discutir, talvez o melhor termo seja apresentar, os nuances da justiça (ou daquilo que convencionamos assim chamar).

O texto de Streck (A lei, a interdição e os limites) comenta a ‘chacina’ promovida no litoral por uma modelo no primeiro dia do ano. Armada em quatro rodas, a moça que não tinha habilitação para dirigir, matou duas pessoas e feriu gravemente uma terceira. Prisão?! Não! Eis a decisão, baseando-se em jurisprudência do STF em que “a gravidade do crime não é motivo para decretar a prisão”. Ocorre que o douto juiz não inclui a redação por completo da jurisprudência da corte suprema, pois lá, completa-se o texto anterior, está dito “a gravidade do crime, por si só, não é motivo para prisão ”.

Por si só perdeu-se no texto; por si só deixou de se fazer justiça; por si só ludibriaram a jurisprudência, quem nem disse (por si só) aquilo que passou a fundamentar. Ora, injustiça qualificada, metida à justa, aqui confio mais no justo (apertado), do que no justo (o que faz justiça). Talvez o justo da justiça, tenha se tornado suas decisões justas, estreitas à justiça. Só um juízo de valor. Só? Por si só.

Eis que outrora, o nosso professor já tenha refletido que é justamente neste contexto que estas reflexões se inserem, buscando a construção de um discurso que aborde a crítica ao papel do direito, ao discurso jurídico. Em obra mais recente, expõe trecho de acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em que o magistrado deixa descrita a sua percepção sobre a sua função, na qual o juiz é o interprete da consciência social, pois contrapõe a livre valoração moral à norma. Livre valoração? (no mínimo inquietante) Valoração moral à norma (piada!). E pode ficar pior (e fica!). Em publicação do STJ, proferiu um excelentíssimo ministro, decido de acordo com minha consciência de julgador e o meu entendimento pessoal (Opa! Rasguem os Códigos, guardemos as Leis).

Aqui, em coro ao professor Lênio: o direito não é (e não pode ser) aquilo que o intérprete quer que ele seja. Tenho receio que o espírito das leis tenham dado espaço aos homens que em togas, iluminadas em sua  consciência, por si só, façam suas as vontades dos homens. Em que pese, um direito digno é oriundo de homens dignos…por si só!

Vitor Hugo do Amaral Ferreira

vitorhugodir@hotmail.com

@vitorhugoaf

JUDICIÁRIO. A bronca que tem Arno Werlang como pivô, e o título de campeões dos gaúchos em ações no STJ

6, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Ninguém sabe, nesse preciso momento, a quantas anda a CRISE  na principal corte do Judiciário gaúcho, o Tribunal de Justiça. Que tem um presidente eleito e até empossado, que, no entanto, juridicamente estaria impedido para tanto. É uma crise arrasa-quarteirão. E que tem como um dos protagonistas, aliás no seu mais legítimo DIREITO (a ser ou não confirmado em instância superior) um desembargador que fez grande parte de sua vida profissional em Santa Maria. No caso, Arno Werlang.

Mas o fato é que, para ser simplório, a coisa está, no mínimo, bastante confusa. E tem desfecho imprevisível, tanto no mérito quanto no prazo. No entanto, e apesar disso, o Rio Grande do Sul, a cada estatística divulgada, comprova, com sobras, ser uma província em que os cidadãos mais se preocupam em ver suas questões resolvidas, inclusive pela Justiça.

Quer um exemplo? Juntos, Rio Grande do Sul costumam somar cerca da metade dos processos em tramitação no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O que supõe, obviamente, recurso de descontentes com decisões em primeira e segunda instâncias. Olha só os números de 2011, recentemente divulgados e que são objeto de reportagem no principal sítio de informações jurídicas do sul do País, o Espaço Vital. Acompanhe:

RS volta a liderar o ranking dos processos no STJ

O Rio Grande do Sul foi líder no número de processos enviados ao Superior Tribunal de Justiça em 2011, com o total de 70.642 casos – o número corresponde a 24,48% de todo o volume registrado ao longo do ano. O segundo colocado foi São Paulo, com 60.326 processos – 20,90% do total. Os dois Estados somam, assim, pouco mais de 45%.

A última vez que o RS esteve na ponta foi em 2008, quando quase 27% dos processos recebidos no STJ tiveram origem no Estado gaúcho. Nos anos de 2009 e 2010, o RS foi desbancado por São Paulo, mas manteve a segunda colocação no biênio…”
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EM PRIMEIRA MÃO. Juiz eleitoral diz que quem decide número de edis é a própria Câmara

25, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 5 comentários

Ontem, o advogado Gustavo Moreira, como você leu AQUI em primeira mão, fez uma consulta oficial ao juiz da 135ª zona eleitoral: em função do que considera “insgurança jurídica”, pretendia saber quantos vereadores Santa Maria terá em 2013.

Agora há pouco, como apurou o sítio, o magistrado Regis Bertolini deu o seu despacho. Que diz, basicamente, o seguinte: não cabe à Justiça Eleitoral definir o número de edis. Quem decide isso é a Câmara de Vereadores. Ponto.

Resumo da ópera: de acordo com o entendimento do parlamento, e no qual o Judiciário não tem ingerência, vale o que determina a Lei Orgânica do município. Isto é, 21 vereadores. É o que vigorará a partir da próxima legislatura, que inicia em 1° de janeiro de 2013.

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ENTÃO, POR QUE… Lista tem 27 mil interessados em adotar e 5 mil para ser adotados. Atenção, aqui se trata de humanos

A recomendação expressa no título desta nota se deve ao fato de ser mais corriqueira campanha para adotar animais do que seres humanos. Feito isso, persiste a dúvida: por que existe tanta dificuldade para o processo de adoção, se lista nacional aponta, em números redondos, 27 mil interessados e 5 mil potenciais adotados?

Ah, nessa lista de pais/mães o Rio Grande do Sul só perde para São Paulo. Há, aqui, 4,2 mil querendo adotar. Mais detalhes você encontra na reportagem da revista eletrônica Consultor Jurídico, com informações da assessoria de imprensa da Corregedoria Nacional de Justiça. Acompanhe:

Cadastro Nacional de Adoção tem 27 mil pretendentes

O Cadastro Nacional de Adoção tem 27.298 pessoas dispostas a adotar, de acordo com dados apurados em 10 de janeiro. O número de crianças e adolescentes disponíveis para adoção se mantém menor dos que os interessados, 4.985 no país. O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça e coordenador do cadastro, Nicolau Lupianhes Neto, disse que o objetivo do banco de dados é acelerar o processo de adoção. 

“A possibilidade de adoção passou ser nacional com o CNA. Antes os pretendentes tinham que comparecer a diversos juízos a fim de se habilitar. Com a criação do cadastro nacional, essa habilitação passou a ser nacional”, afirmou Lupianhes.

A maior parte dos interessados em adoção possui entre 41 e 50 anos (10.741); seguidos por pessoas de 31 a 40 anos (8.533); e, os pretendentes com mais de 61 anos somam…”

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EM PRIMEIRA MÃO. Advogado consulta oficialmente a Justiça Eleitoral para saber quantos vereadores terá Santa Maria

24, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 3 comentários

‘Insegurança jurídica’, alega o advogado

O advogado Gustavo Moreira protocolou agora há pouco, mais exatamente às 6 e 27, uma consulta na 135ª Zona Eleitoral em Santa Maria. Objetivamente, ele quer uma manifestação da Justiça acerca do número de vereadores da boca do monte a partir do próximo ano.

Moreira, no documento, dá conta que “até o presente momento, os eleitores… não sabem o número de cadeiras do Poder Legislativo que será ofertado”. Mais: o advogado constata que “a incerteza jurídica em relação a esse número toma conta dos meios de comunicação e é objeto de especulações…”.

Para Moreira, cabe à Justiça Eleitoral “informar a seus jurisdicionados o número de vagas… para que o processo eleitoral transcorra em ambiente de segurança jurídica e para que os partidos políticos possam discutir e realizar suas convenções sobre uma realidade concreta”.

E daí? Daí que o jeito é aguardar a manifestação da Justiça Eleitoral. O advogado imagina que o caso possa ser tratado até pelo Tribunal Regional Eleitoral. Então, aguardemos.

CLIQUE AQUI E CONFÍRA A ÍNTEGRA DA CONSULTA

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CONGRESSO. Projeto da Novo Código de Processo Civil prevê limitação dos recursos. Mas não é questão pacífica

Tem um ouvinte do programa “Sala de Debate”, que o editor ancora na rádio Antena 1 (de segunda a sexta, ao meio dia, também disponível, ao vivo, no sítio www.antena1sm.com.br), que prega soluções, digamos, chinesas para a criminalidade no Brasil. É provável, no entanto, que mesmo o que está em gestação no Congresso o desagrade. Ainda que, conforme a proposta em discussão, exista a limitação da possibilidade de recursos aos condenados em primeira e/ou segunda instância.

Aliás, esta possibilidade é, provavelmente, a maior de todas as polêmicas em torno do projeto. Mas, como e em que circunstâncias essa modificação se dará (se aprovada)? É, entre outras coisas, do que trata elucidativo material produzido pela Agência Câmara de Notícias. A reportagem é de Carol Siqueira. Acompanhe:

Limitação de recursos é o ponto mais polêmico do novo Código de Processo Civil

A limitação e até extinção de alguns recursos judiciais utilizados atualmente são os pontos mais polêmicos da discussão do novo Código de Processo Civil (PL 8046/10) na comissão especial que analisa o tema. Enquanto alguns deputados e juristas defendem a limitação de recursos para simplificar procedimentos e acelerar o cumprimento das decisões, outros temem que a mudança possa sacrificar direitos das pessoas.

O projeto do novo CPC prevê duas mudanças polêmicas na parte de recursos: derruba a regra que impede o cumprimento da sentença judicial de primeira instância enquanto não for decidido o recurso da parte perdedora (efeito suspensivo da apelação); e acaba com uma modalidade de contestação baseada no voto não unânime das turmas (embargos infringentes).

Efeito suspensivo

O maior crítico do fim do efeito suspensivo da apelação é o deputado Vicente Arruda (PR-CE). Pelo projeto em análise, o recurso só vai impedir a execução da sentença se assim decidir o relator da apelação, a pedido específico da parte que perdeu. Caso contrário, vale a sentença do juiz.

Para Vicente Arruda, o cumprimento imediato da sentença pode trazer danos ao patrimônio de uma das partes do processo, no caso de…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Schirmer e Irmã Lourdes, Mobilidade Urbana, educação e o reforço federal, Pozzobom e o júri de Alagoas

20, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 2 comentários

* Antes de embarcar para a Espanha, sobram compromissos para o prefeito Cezar Schirmer. Um deles agendado para daqui a pouco, às 9 da manhã.

* No palacete da SUCV, o comandante do Executivo recebe a coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, Lourdes Dill.

* Entre os temas, alguns bastante importantes. A começar pela entrega do projeto da Feira de Economia Solidária do Mercosul, que em sua 8ª edição acontece em abril.

* Também a idéia é oficializar a data do 2° Forum Social Mundial e 1ª Feira Mundial da Economia Solidária, em julho de 2013.

* Quer mais? Ainda tem a cobrança do apoio (prometido por Schirmer) para a obra do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheister.  Seriam R$ 300 mil municipais, com a participação do Estado com R$ 600 mil.

* Também devem vir R$ 100 mil do governo federal, via Ministério do Desenvolvimento Agrário, para a cobertura da frente do Centro de Referência.

* Resumindo: não faltará assunto aos dois comandantes, um da comuna, outra da economia solidária. Aliás, o Projeto Esperança está comemorando 25 anos em 2012.

* Também se festejam neste ano as duas décadas do Feirão Colonial e da Associação de Selecionadores de Material Reciclável (ASMAR), dois dos principais filhotes do projeto Esperança/Cooesperança.

* Ao mesmo tempo em que Schirmer e Irmã Lourdes estiverem papeando, acontece, no Centro Administrativo Municipal, a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em elaborar o Plano Diretor de Mobilidade Urbana.

* São seis as organizações interessadas. Os recursos para a viabilização do PDMU vêm do empréstimo contraído junto ao Banco Mundial, com contrapartida de 10% da prefeitura.

* O vencedor da concorrência terá 10 meses para analisar o sistema viário e realizar estudo específico sobre transporte público e projeção do crescimento da cidade nos próximos 10 anos.

* Ah, e será apresentada uma proposta de investimentos em obras e gestão desse que é um Plano Diretor estratégico para Santa Maria.

* Na manhã passada, no palacete da SUCV, o prefeito Cezar Schirmer assinou o convênio que permitirá melhorias para 12 escolas municipais.

Mais de R$ 3 milhões para SM. Schirmer ressaltou intermediação de Pimenta (foto CCS/PM)

* O trocão, coisa de R$ 2,9 milhões, vêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e beneficiará as escolas do programa “Mais Educação”.

* Receberão recursos os estabelecimentos que oferecem atividades no turno inverso, também chamadas escolas de turno integral. Elas receberão, entre outras melhorias, a construção de coberturas de quadras de esportes, refeitório e salas de aula.

* A obtenção da verba foi intermediada pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT) e liberados pelo Coordenador Geral de Infraestrutura Educacional do FNDE, o também santa-mariense Tiago Lippold Radünz.

* Aliás, essa participação foi exaltada por Cezar Schirmer (PMDB), e registrada no material da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura, que traz também a RELAÇÃO das escolas beneficiadas.

* Como esta “Luneta” já registrou, o deputado estadual Jorge Pozzobom assistiu ao júri do caso Ceci Cunha, a deputada federal do PSDB alagoan assassinada em 1998, em Maceió.

* Pois bem, o júri terminou nesta quinta. E os cinco acusados foram condenados a penas que variaram dos 87 aos 107 anos de prisão (obviamente com combinação de crimes – foram mortos também o marido, um cunhado e a mãe da vítima principal).

* Considerado mandante dos assassinatos, o suplente da então deputada, Talvane Albuquerque foi condenado a 103 anos de cadeia.

* Pozzobom, que representou a direção nacional do PSDB e também é advogado criminalista, destacou o trabalho da Polícia Federal no caso e exaltou o fato de, mesmo passados 13 anos, tenha se feito justiça.

* A demora no julgamento se deveu aos inúmeros recursos e dúvidas em relação à competência – se seria da Justiça Federal ou da Federal.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. O predomínio do eleitorado feminino vem de muito tempo

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 16 de janeiro de 2008, uma quarta-feira:

“Eleições 2008. Até dia 12, Santa Maria tinha 185.297 eleitores. Deles, 99.914 são mulheres

Está lá, na página do Tribunal Regional Eleitoral, com dados atualizados até 12 de janeiro. Santa Maria tinha exatos 185.297 eleitores. E se amplia, cada vez mais, a diferença entre homens e mulheres – a favor delas, acrescente-se.

Há, na boca do monte, exatos 99.914 eleitores do sexo feminino – 14,5 mil além (em números redondos) ao eleitorado masculino: 85.383. Do contingente total, computam-se 4.606 eleitores analfabetos e apenas 1.537 menores de 18 e maiores de 16 anos. O prazo para inscrição eleitoral, visando ao pleito de outubro, se encerra nos primeiros dias de maio.

Aliás, as mulheres avançam também no total do eleitorado da província. O Rio Grande do Sul, em 12 de janeiro, contava com 7.817.337 eleitores alistados. Deles, 4.051.009 são mulheres. Os homens somam 3.766.328. O grupo de analfabetos que votam soma 263.690, no Estado, com um total de 107.739 menores…”

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PASSADOS EXATAMENTE QUATRO ANOS da publicação do texto, e a 10 meses de mais um confronto eleitoral, talvez fosse o caso de os candidatos prestarem atenção às mulheres. Elas não apenas seguem, como ampliaram, seu predomínio numérico no total do eleitorado. Só um porém: não existe correspondência, ainda, entre a quantidade de eleitoras e de candidatas.

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JUDICIÁRIO. Presidente do CPERS e vereadora do PSOl obtêm vitória (ainda parcial) em disputa com Yeda Crusius

A ex-governadora Yeda Crusius (que estaria vivendo um período sabático em São Paulo) e sua filha Tarsila perderam o primeiro ‘round’ de uma disputa judicial que mantêm com a presidente do CPERS Sindicato, Rejane de Oliveira e a vereadora do PSOL na capital, Fernanda Melchionna.

Ambas são processadas pelas tucanas por conta dos protestos realizados na frente da casa delas, há dois anos. Alegam cárcere privado. Isso não foi reconhecido pelo magistrado em primeira instância, que absolveu Rejane e Fernanda. Mas viu um outro crime, mais leve, de “perturbação da tranquilidade”.

E agora? Bem, para saber da sentença inicial (da qual cabe recurso) e de outras informações sobre o caso, além da reação de Yeda e Tarsila, confira elucidativo material produzido e publicado pelo jornal eletrônico Sul21. A reportagem é de Rachel Duarte. A seguir:

Defesa de Yeda analisa se recorre de absolvição de vereadora e presidente do Cpers

A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) decide até quinta-feira (5) se irá recorrer da decisão do juiz Luis Felipe Paim Fernandes que absolveu a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira e a vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL) de terem praticado crime de cárcere privado contra a ex-governadora e sua filha, Tarsila Crusius. Yeda está consultando os advogados para decidir se recorre ou aguarda nova decisão judicial sobre o caso. “Vou conversar com a ex-governadora hoje. O prazo para prescrição do processo é curto, temos que ficar atentos e escolher o que é melhor para a nossa tese”, disse o advogado de Yeda, Mário Rocha Lopes Filho.

A sentença do juiz Luis Felipe Paim Fernandes inocentou Melchionna e Rejane de Oliveira da acusação de cárcere privado, mas atribuiu às rés uma nova infração penal, por perturbação da tranquilidade. Como não se trata de absolvição total no processo, pode ser mais conveniente para a defesa da ex-governadora não recorrer e aguardar o novo julgamento.  O processo está agora ao cargo da magistratura do Juizado Especial Criminal do Foro Central de Porto Alegre e a punição pode chegar a dois meses de reclusão ou pagamento de multa.

A vereadora Fernanda Melchionna e a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, afirmam que não há nenhuma preocupação com o desdobramento do processo. “Eu estou tranquila. Fui apoiar um movimento organizado e civilizado. Nossa causa era a luta pela qualidade da educação, que ainda é uma luta necessária”, diz a vereadora…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A torcida, a segurança e o espetáculo nos jogos de futebol

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A autoria do texto é de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

E um marginal dos estádios virou ‘pop star’ – por Anderson Santos e Dijair Brilhantes

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 27 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor) e Dijair Brilhantes

POLÍCIA X FUTEBOL

Na teoria, o Brasil é um país democrático, onde todos têm o direito à liberdade de expressão. Nos estádios de futebol tudo é diferente, nem mesmo o Estatuto do Torcedor, aprovado em 2003, que entende o torcedor como consumidor, só assim um possuidor de direitos, é respeitado.

A segurança pública prefere tomar suas próprias decisões, tendo total respaldo do Estado. Assim, a vida do cidadão fica na mão de policiais despreparados – e mal remunerados. Estamos às vésperas de sediar o maior evento esportivo do mundo e queremos saber como serão tratados os torcedores turistas: privilegiados ou como marginais, semelhante ao que ocorre com os brasileiros?

POLÍCIA OPRESSORA     

Os articulistas da Além das Quatro Linhas já frequentaram diversos estádios do Brasil, e em (quase) todos as cenas se repetem: a polícia tenta oprimir o que entende ser desrespeitoso, ou contra a lei. O problema é para nós, simples torcedores, sabermos o que os policiais entendem por isso.

No início deste ano, a PM carioca impediu a torcida do Fluminense de entrar no estádio com uma faixa que dizia “Muricy amarelão” – o técnico abandonou o clube alegando falta de estrutura em meio a Libertadores.

Em agosto, as torcidas de todo o Brasil organizaram um protesto contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A rodada foi batizada como o dia do “Fora Teixeira”. Em alguns Estados a Polícia Militar proibiu a entrada de faixas e cartazes alegando que atrapalharia a visibilidade do jogo, ou que o material das faixas era tóxico, o que poderia causar um incêndio.

Em outubro, a torcida do Grêmio preparava uma grande manifestação contra Ronaldinho (Ex-)Gaúcho no jogo Grêmio X Flamengo. A Brigada Militar proibiu a entrada de faixas contra o R-10, alegando ser um ato hostil e que em nada contribuiria para o espetáculo (?).

Torcedores do Grêmio foram diversas vezes agredidos pela Brigada Militar quando faziam protestos pacíficos contra o presidente do clube, Paulo Odone. Detalhe: o agora mecenas Odone – afinal, pagar R$ 500 mil só a um jogador… – é deputado estadual pelo PPS do Rio Grande do Sul.

A “segurança pública” parece ser contra qualquer tipo de manifestação popular.

ACUSADO TEM DIA DE POP STAR

No início do mês de dezembro o estádio Beira-Rio foi o palco de um jogo beneficente. A partida marcava a despedida do ex-jogador Fabiano, ídolo do Internacional no final da década de 90. Uma briga entre torcidas organizadas do próprio clube (!!!) deixou quatro pessoas feridas.

A briga foi fruto de uma confusão com um dos líderes de uma das facções no clássico Gre-Nal, pela última rodada do Brasileirão 2011, semanas antes. As ofensas continuaram via redes sociais e acabou terminando no jogo festivo.

A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?

TRISTE REALIDADE

Vivemos uma triste realidade sobre o que diz respeito à segurança pública, por vezes chegamos a duvidar se ela existe ou, no mínimo, para quem ela existe.

Todas as vezes que vimos brigas entre torcidas, dentro ou fora dos estádios – cada vez mais fora, refletindo a falta de segurança geral –, quando a polícia chegou a violência aumentou ainda mais. Parece-nos que ao invés de tentar manter a ordem, opta-se por esperar a desordem ocorrer e combatê-la, primeiro batendo e só depois querer saber quem eram os culpados.

Não é raro ver no meio da torcida a polícia batendo em senhores de idade, em pais que tentam proteger seus filhos ou espalhando spray de pimenta para tudo o que é lado. Na prática, isso pouco serve para punir quem merecia.

O Estatuto do Torcedor, renovado ano passado, propunha que o torcedor preso não entrasse mais nos estádios, mas pouco é visto ou ouvido de algo de prático, para além das punições a entrar no estádio com símbolos das organizadas ou extinção das mesmas. Como se a faixa saísse batendo em todo mundo… Dificilmente alguém é preso ou punido mesmo nos casos mais graves – como a da Supercopa de juniores de 1995, entre São Paulo e Palmeiras.

Quando as empresas de mídia fazem campanhas para as famílias irem aos estádios, a nós fica a dúvida de quem lhes dará segurança, principalmente fora das arenas, em que mal temos isto no cotidiano.

NADA DE “TORCIDAS” E DE “POLÍCIAS”

Na Inglaterra, os tão famosos hooligans foram responsáveis pela “limpeza” dos estádios do Reino Unido, por mais que continuem existindo para os clássicos mais ferrenhos. O mundo não os vê mais, porém não vê também torcidas de futebol e sim receptores de espetáculos teatrais, que só gritam e aplaudem quando “autorizados”.

Para o bem do futebol, a exclusão dos “torcedores” que iam aos campos não para ver as partidas e apoiar os seus times, mas para xingar a “torcida” do rival – por mais que o jogo não envolva os dois clubes – e para praticar atos de vandalismo, poderia ser uma boa alternativa. Mas será que o problema é só esse?

Será que a Polícia, no caso brasileiro, contentaria-se a ter que trabalhar em pleno domingo, sem receber nada a mais para isso – a não ser, de vez em quando, um lanche, para ficar só olhando a torcida vibrar, gritar e xingar, quando necessário? Há preparação dos funcionários desta instituição, em qualquer parte do país, para saber tratar os torcedores, identificar quem começou uma confusão e que efetivamente merece punição?

Querer “público teatral” é tirar, mais uma vez, o futebol do povo, aumentar o valor dos ingressos, “elitizar” os receptores das partidas e acabar com o incentivo dos torcedores. O que é outra questão ainda mais problemática.

Nada, nada mesmo, vale a pena se modifica o que o futebol tem de melhor: que é a possibilidade da paixão ser aflorada naqueles 90 minutos, sem que você tenha que receber um sermão do patrão ou de qualquer entidade repressiva. Nem violência entre torcidas, nem violência da polícia, mas também muito menos um comportamento teatral.

Se futebol é um espetáculo também é graças a nós torcedores, que estamos ali para aplaudir, apoiar, criticar, xingar, construir a sonoridade e a visualidade da partida. Mas também que pagamos ingressos, impostos – inclusive para as polícias nos darem segurança e não medo –, geramos todo um mercado através do marketing e da transmissão pela Indústria Cultural.

Enfim, já passou da hora de as entidades que organizam o futebol, o Estado e os clubes entenderem que as estrelas são os torcedores.

PAUSA

Continuando com esta premissa de atuação no escrever sobre o esporte que já foi bretão, brasileiro e agora parece ser catalão, que esta coluna se despede d@s noss@s leitor@s em 2011. Desejando um 2012 muito melhor para o futebol aqui no Brasil, especialmente “Além das Quatro Linhas”. Paramos por algumas semanas. Até o início dos Estaduais!

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

NÃO CUSTA LEMBRAR. Há um ano, o fiasco da Câmara de Vereadores, que o Judiciário reparou, meses depois

24, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 24 de dezembro de 2010, uma sexta-feira:

CÂMARA. Barulheira liberada nos cultos. A qualquer hora do dia ou da noite

A menos que o prefeito vete, e ainda mais improvavelmente os vereadores aceitem o veto, a partir da sanção do projeto aprovado ontem pela Câmara, não haverá mais limite de som durante o dia nos templos religiosos de Santa Maria, independente de sua localização. E à noite (quando todos estiverem em silêncio, é o que se presume) o barulho ficará limitado a 60 decibéis.

Bueno. É assim que quiseram os edis da boca do monte, exceto Sandra Rebelato, do PP. Será interessante, em virando lei, verificar a opinião da comunidade eventualmente atingida, com os que aprovaram, legitimamente, o projeto. Ah, claro, sempre é possível, desde que 51% dos moradores próximos façam um abaixo-assinado em contrário...”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, é bom que se registre não ter sido esta a única lei aprovada pelo parlamento santa-mariense que, por demagoga mais que tudo, acabou sendo revogada mais tarde por ato do Judiciário. Deveria ser uma vergonha para os legisladores. Deveria, mas…

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EM PRIMEIRA MÃO. Tribunal aceita recurso de moradores da “invasão da gare” e eles mantêm-se no local. Confira a íntegra da decisão

23, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 7 comentários

Desembargadores gaúchos decidiram pelos dos moradores. Ainda cabe recurso ao STJ. Mas...

Decisão foi tomada no dia 6 de dezembro, mas só no início desta semana o acórdão foi publicado, com o que passa a valer a decisão. A que me refiro? Ao recurso interposto no Tribunal de Justiça do Estado por seis famílias que ocupam a chamada “invasão da Gare”, e que, na decisão inicial, em Santa Maria, teriam que ser despejadas pela Prefeitura.

No entanto, por decisão unânime, em julgamento dos desembargadores integrantes da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (Guinter Spode, presidente; Mylene Maria Michel, revisora; e Eugênio Facchini Neto), o recurso foi aceito. E, assim, embora ainda possa haver nova tentativa da Prefeitura, no âmbito, quem sabe, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os moradores podem dormir tranqüilos por um longo período.

Mais que isso, a concessionária de energia não terá mais como deixar de instalar a iluminação, algo que o município não autorizava. A decisão do Tribunal de Justiça gaúcho, segundo o advogado que representava os moradores, Ricardo Jobim, vira também um paradigma jurídico para todos os ocupantes de terrenos na chamada “invasão da Gare”, no que toca ao “direito à moradia”. É provável, embora isso seja uma especulação claudemiriana (mesmo que factível), que se vencesse agora no TJ, o município teria argumentos para desalojar tooodos os outros moradores daquela área.

Pooois é. Assim, o que se trata agora é de dar as melhores condições possíveis de urbanidade. Concordar pode ser discutível. Mas cumprir a decisão judicial é uma obrigação. Ponto.

PARA LER A ÍNTEGRA DO ACÓRDÃO, CLIQUE AQUI

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LUNETA ELETRÔNICA. Dia do ferroviário, os indefectíveis, Assembleia, previdência complementar, projetos da LIC municipal…

13, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

* Depois do dia disso e do dia daquilo, vem aí o Dia Municipal do Ferroviário. E já está na Ordem do Dia do parlamento comunal, como dá conta o Boletim Legislativo 074/2011.

* Aliás, se houver acordo de líderes, pode ser votado nesta terça, também, o projeto que permite, ao município, conceder área para estacionamento subterrâneo.

* Claro que os indefectíveis requerimentos com os não menos indefectíveis serviços solicitados estão na Ordem do Dia da Câmara. No total, 42, para ser preciso.

* Na Assembleia Legislativa, nesta que é a penúltima semana de votação antes do recesso, 46 propostas estão em condições de ser apreciadas pelos deputados.

* Entre elas estão 14, todas encaminhadas pelo Executivo em regime de urgência e que já trancam a pauta de votação.

* Mas, quais e quantas matérias serão votadas? A definição acontece antes do meio dia desta terça, na tradicional reunião de líderes partidários com a Mesa Diretora da Assembleia.

* Em Brasília, dois destaques para a terça. Um, no Senado, onde deve acontecer a votação (e aprovação) da indicação de Rosa Maria Weber para o Supremo Tribunal Federal.

* Outro na Câmara dos Deputados. Lá, a pauta, por sinal trancada por seis Medidas Provisórias, o que pega, meeesmo, é o projeto de lei 1992/07, que cria o fundo de previdência complementar para os servidores civis federais.

* Há grande oposição de sindicato dos barnabés federais, que prometem mobilização junto aos parlamentares, pela rejeição da proposta.

* Dilma Rousseff festeja seu aniversário, quarta-feira, em Porto Alegre, com a filha Paula e o ex-marido Carlos Araújo. Mas é provável que algum outro ato seja protagonizado pela Presidente, na capital gaúcha.

* A 4ª Coordenadoria Regional de Saúde informa que fecha as portas nesta terça, “para balanço e capacitação sobre os novos processos”. Ah, também fecha a farmácia.

* Muito aguardada, foi divulgada pela Prefeitura Municipal a relação dos projetos aprovados para captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura Municipal.

* Dos 55 projetos apresentados, 45 projetos foram aprovados pela Comissão Normativa, com integrantes indicados pelo Conselho Municipal de Cultura.

* O valor total aprovado (nenhum projeto levou tudo o que pediu, e em média ficou na beira dos 50%) foi R$ 1,454 milhão. Os pedidos somavam R$ 3,39 milhões.

* Ah, para saber quais os projetos e quanto cada um pode captar, basta clicar CLIQUE AQUI.

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MAIS IGUAIS. Cinco deputados condenados pelo STF. Mas cadeia, meeeesmo, nada feito

12, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

São por essas razões, entre outras, que não é raro a sociedade desconfiar da eficácia do cumprimento da Justiça. Como é possível, ao comum dos mortais (e eles são, acredite, a suprema maioria) crer que, ao contrário dele, alguns brasileiros conseguem ser “mais iguais” que outros e, embora condenados, permaneçam em liberdade?

Para saber quem são esses que acabam se tornando privilegiados, acompanhe material produzido e publicado no final de semana pelo jornal O Estado de São Paulo. A reportagem é de Felipe Recondo. A seguir:

STF condena, mas deputados não são presos

… O Supremo Tribunal Federal (STF) não consegue superar uma estatística incômoda. Apesar de já ter condenado cinco deputados desde o ano passado – um deles o crime prescreveu -, até agora nenhum parlamentar acusado da prática de crime foi preso ou começou a cumprir pena por ordem do Supremo.

O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) e os ex-deputados José Tatico (PTB-GO) e Zé Gerardo (PMDB-CE) recorreram das condenações. Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) ainda espera a publicação do acórdão para decidir de vai recorrer. Somente depois do julgamento dos recursos, as penas começarão a ser cumpridas. O ex-deputado Cássio Taniguchi (DEM-PR) também foi condenado, mas o STF considerou que o crime estava prescrito.

O caso mais atrasado é o do primeiro parlamentar condenado desde que o deputado Chico Pinto foi sentenciado a seis meses de detenção, em 1974, acusado de violar a Lei de Segurança Nacional durante o governo militar. Zé Gerardo foi condenado em maio de 2010 por crime de responsabilidade a pagar 50 salários mínimos a uma instituição social ou cumprir pena de dois anos e dois meses de detenção. Ele recorreu, mas o ministro Celso de Mello ainda não liberou o processo para ser julgado…”

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JUDICIÁRIO. Tribunal de Justiça do RS elege seu presidente. Há dois candidatos. Mas…

11, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Mas, além de José Aquino Flores de Camargo (que representa o situacionismo) e Marcelo Bandeira Pereira (nome de oposição), nada impede que um terceiro candidato seja apresentado até à hora da votação, que acontece no início da tarde desta segunda-feira.

Sobre isso, e vários outros detalhes deste pleito que interessa ao Judiciário e aos operadores do Direito, mas que, afinal de contas, define o comandante de um dos três poderes constitucionais gaúchos, acompanhe material produzido pelo Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. A seguir:

Eleições no TJRS serão na segunda-feira

Serão realizadas na segunda-feira (12), a partir das 13h30 as eleições para a escolha da nova direção do TJRS, para o biênio 2012/2013. Dois candidatos à presidência tiveram seus nomes confirmados há vários meses: José Aquino Flores de Camargo (situação) e Marcelo Bandeira Pereira (oposição).

Mas poderão ocorrer surpresas de última hora. Não existe registro prévio de chapas, havendo a possibilidade, na hora, de que outros desembargadores lancem seus nomes.

O Órgão Especial do TJRS aprovou, durante a sessão administrativa realizada na última segunda-feira (5), modificações nos textos dos artigos 5º e 62 do Regimento Interno…”

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R$ 15 MIL. Neymar disse que juiz de futebol era “ladrão”. Foi condenado a indenizar

Digamos que a pena não vai causar exatamente graaaandes danos à carteira do jovem e já multimilionário futebolista. Talvez por isso, inclusive, resolveu sequer recorrer da sentença em primeira instância e vai pagar a indenização. Da mesma forma, o árbitro talvez não precise tanto assim do troco – tanto que vai doá-lo a instituição de caridade.

No entanto, o caso é exemplar noutro aspecto: ofender alguém, injuriar ou difamar é, sim, ato passível de punição. Mesmo (ou quem sabe principalmente) que seja pelas redes sociais.

A história toda tem como protagonistas o craque Neymar e o árbitro Sandro Meira Ricci. E quem a conta, em detalhes, é o ótimo Espaço Vital, especializado em questões jurídicas. Acompanhe:

“Juiz ladrão, vai sair de camburão”

O futebolista Neymar da Silva Santos Júnior foi condenado a indenizar com R$ 15 mil o árbitro Sandro Meira Ricci por ofensas publicadas no Twitter.  A sentença foi proferida em audiência, pelo juiz Afonso de Barros Faro Júnior, em audiência de conciliação (inexitosa) no Fôro de Santos (SP).

O episódio que motivou a ação ocorreu durante o jogo Santos x Vitória pelo Brasileirão de 2010. Ricci anotou um pênalti a favor do time baiano e em seguida apareceram os seguintes dizeres no Twitter oficial de Neymar: “juiz ladrão, vai sair de camburão”. Minutos depois, a mensagem foi apagada. Em seguida, outras duas foram inseridas: “eeeeeeeeeeee juizãooooo” e “meu Santos sempre prejudicado pela arbitragem!”.

A defesa de Neymar – que naquele dia não foi escalado por causa de uma lesão – alegou que a frase foi escrita por “um amigo” do jogador. O juiz flagrou aí o agir culposo do atleta. “Não tendo o seu titular tomado as cautelas necessárias para que não usassem sua assinatura para fins ilícitos, deve responder por esta omissão”, decidiu o magistrado…”

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A PERGUNTA É… Terá Dom Dadeus, arcebispo da capital, isenção para fazer cartilha sobre Judiciário e corrupção?

4, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Dom Dadeus Grings: quanto tem de pessoal essa cruzada do arcebispo? Há quem diga: tudo

Não, não, não. O editor não está acusando o preclaro comandante da arquidiocese de Porto Alegre de coisa alguma. Apenas alertando, antes de disponibilizar artigo dele em que fala de sua disposição de fazer uma “cartilha do Judiciário”, para evitar a “corrupção”.

Afinal, Dom Dadeus Grings foi CONDENADO pela mesma Justiça que considera, digamos, inadequada. E para a qual quer preparar uma “cartilha”. Que tal? O que você acha? Ah, mas para saber mais e entender, é conveniente ler artigo publicado pelo arcebispo, originalmente no Jornal do Comércio, e reproduzido também no Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. A seguir:

A questão do Judiciário

Por isso interroguei-me seriamente sobre o que Deus queria de mim com o processo que me foi movido em Mogi Guaçu (SP), por ter defendido o bem comum do município diante de uma indenização milionária, totalmente arbitrária…

…Percebi então um desígnio divino especial, por se terem passado 16 anos para ao julgamento final, quando há 11 Não estou interferindo, mas advertindo. Não se trata de discutir algum caso particular ou denunciar atitudes isoladas. A questão é estrutural. Por isso proponho-me, agora, lançar nova cartilha sobre o Judiciário.

Não o faço, porém, como reflexão pessoal. Além dos copiosos dados da imprensa, abro o espaço para contribuições dos cidadãos, em três etapas, com artigos semanais no saite da Arquidiocese de Porto Alegre: www.arquidiocesepoa.org.br . Sirvo-me do método já consagrado do ver-julgar e agir.

Não se trata, evidentemente, de atacar pessoas ou instituições, mas de lançar um olhar objetivo sobre a situação. Na primeira etapa – do ver – levantam-se alguns problemas do Judiciário brasileiro, em evidência na opinião pública. Todos são convidados a dar sua contribuição…”

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ENQUANTO ISSO… Ninguém, nem o STF, sabe se a lei da ‘ficha limpa’ é constitucional

Digam o que quiserem, mas o que há, até o presente momento, é uma grande confusão jurídica. Afinal, a lei da “ficha limpa” vale ou não? É constitucional e vale desde o pleito passado? É constitucional e, então, vale também para a próxima eleição? Ou é inconstitucional e, portanto, deve ser refeita ou esquecida?

O diabo é que nem mesmo a corte que trata exatamente de temas constitucionais ainda tem uma posição sobre isso. Há pelo menos três ações provocando o Supremo Tribunal Federal, para que decida de vez a questão. No entanto, só há dois dos 10 (ou 11, quando a nova ministra for nomeada) votos disponíveis. Um terceiro poderia ser dado nesta quinta. Mas não foi. O ministro pediu “vista” e, portanto, nada feito.

Ah, sobre tudo isso, vale a pena ler o material bem didático publicado pelo sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Mário Coelho. Acompanhe:

Julgamento da Lei da Ficha Limpa é adiado novamente

O julgamento de três ações pedindo a análise da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) foi adiado novamente nesta quinta-feira (1) pelo Supremo Tribunal Federal. Primeiro a se manifestar após o voto-vista de Joaquim Barbosa, o ministro José Dias Toffoli pediu mais tempo para analisar os processos. Por enquanto, os dois integrantes da corte que já votaram consideram as regras de inelegibilidade de acordo com a Constituição Federal.

O julgamento foi retomado hoje (quinta) com o voto-vista de Joaquim Barbosa. O ministro disse que é preciso analisar a Lei da Ficha Limpa sob a “ótica do interesse público”. Na visão de Barbosa, que fez um relato histórico das inelegibilidades desde o século passado, a lei é compatível com a Constituição. “O objetivo é avançar rumo à efetiva moralidade no manejo da coisa pública”, disse Barbosa.

“É chegada a hora de a sociedade ter o direito de escolher e de orgulhar-se de escolher candidatos probos”, afirmou. Durante o voto, ele comparou a situação política brasileira com a de outros países, como a Inglaterra. Em especial na questão da alínea K, que estabelece a inelegibilidade de oito anos para quem renunciar por ameaça de cassação, Barbosa considera que “a lei não retroage, apenas concede efeitos futuros a um evento ocorrido no passado…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. A dúvida: afinal, a lei da Ficha Limpa vale? E quando?

30, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 30 de novembro de 2010, uma terça-feira:

“ACREDITE! Resultado da eleição de outubro pode mudar mesmo durante a legislatura

Há pelo menos (pode haver outros, ainda inidentificados) nove candidatos ao Senado ou à Câmara que ainda esperam por julgamento, seja no Tribunal Superior Eleitoral, ou no Supremo Tribunal Federal. A maior parte é por conta da lei “Ficha Limpa”. Mas há outras circunstâncias, também em avaliação no plano judicial.

O nome mais famoso, taaalvez, envolvido nessa situação, é o deputado federal do PP, Paulo Maluf, de São Paulo. O que une todos é a possibilidade de, sendo reconhecidos ou não seus votos (conforme o caso), haver mudança na nominata de eleitos de 3 de outubro.

Não é improvável, inclusive, que uma definição ocorra somente quando a legislatura já estiver em andamento – isto é, depois de 1° de fevereiro de 2011…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, já se sabe que a lei não valia para o pleito passado. Mas os beneficiados estão brigando para assumir. O pior: ainda não se sabe se valerá para o próximo. Assunto para o Supremo, que nada decidiu, até agora.

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EXCLUSIVO. Confira o discurso que será lido daqui a pouco, no Fórum de Entidades. Fundae, o tema. Operação “Rodin”, o pano de fundo

28, novembro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

A “Operação Rodin”, que entra em fase final de julgamento na Justiça Federal, inclusive com o depoimento dos réus, é o pano de fundo da crise por que passa a Fundae, uma das fundações (a outra é a Fatec) que viveu o furacão de novembro de 2007.

Daqui a pouco, um relato completo da situação da Fundae será feito, por seu presidente, Mário Gaiger, aos líderes que participam do Fórum das Entidades Empresariais de Santa Maria. Na tradicional reunião das segundas-feiras, Gaiger terá espaço para falar da Fundação e tudo o que aconteceu com ela e, especialmente, as conseqüências para o presente e o que pode ocorrer no futuro.

O sítio teve acesso ao discurso. Que traz, obviamente, muitas informações históricas. Mas que, e isso é o que chama mais a atenção, traz a Operação Rodin como, na prática, a grande responsável pela atual situação por que passa a Fundae. Vale a pena conferir o documento, que publico a seguir, inclusive contendo os grifos do autor, com exclusividade:

“Estimados, iniciamos agradecendo ao Presidente do Fórum das Entidades Empresariais de Santa Maria, Souvenir Machado, pelo convite para que pudéssemos trazer um pouco da FUNDAE para conhecimento de nossas lideranças.

Esse é um desafio e tanto, uma vez que para conhecer a FUNDAE é importante ver in loco os cursos em funcionamento e constatar a transformação que as capacitações gratuitas promovem na vida de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade e no impacto que têm no desenvolvimento das empresas locais.

A FUNDAE não é estática. Está sempre em movimento. Seus dirigentes, colaboradores, parceiros e beneficiários estão em constante renovação.

Hoje ESTOU Presidente desta instituição, assim como já se dedicaram voluntariamente a esse cargo  José Mariano da Rocha Filho, Cirilo Costa Beber, Luiz Gonzaga Isaia e muitos outros.

Aceitei o desafio de conduzir a fundação a pedido de uma figura ímpar de nosso país – o Bispo Dom Ivo Lorscheiter– e posso assegurar que, apesar das preocupações vivenciadas, as dificuldades são apagadas e surge uma sensação de dever cumprido em cada formatura, na conversa com um empresário contente com nosso ex-aluno, em cada beneficiado que consegue seu lugar no mercado de trabalho.

Estamos aqui para dizer que a FUNDAE precisa da defesa de lideranças e organizações santa-marienses para que não aconteça o que já sucedeu com instituições que ofereciam capacitações gratuitas e de qualidade,    como os cursos da Cidade do Meninos e dos pallotinos, que SANTA MARIA  perdeu.

Gostaria de olhar para trás daqui a alguns anos e ver que a FUNDAE conseguiu, com os esforços da comunidade empresarial e política, superar os desafios, assim como aconteceu com a antiga Escola da Viação Férrea, que estava para fechar, mas que reverteu o quadro mantendo os principais cursos na atual Escola Municipal de Aprendizagem Industrial – EMAI.

É certo que cada vez que FECHA uma instituição ou curso que capacita pessoas para o mercado de trabalho, SANTA MARIA FICA MAIS POBRE.

Fica pobre em mão-de-obra capacitada. Empobrece na capacidade competitiva de nossas empresas. Fica mais pobre na possibilidade de ATRAIR outras empresas.

Antes de falar sobre a FUNDAE de HOJE   e  os DESAFIOS para o futuro, gostaria de ressaltar um pouco de nossa história, que a maioria não conhece.

A FUNDAE surgiu em 1978, mas sua história começou bem antes, em 1948, quando um grupo que acreditava na FORÇA MOTRIZ DA EDUCAÇÃO criou a ASPES -   Associação Santa-mariense Pró Ensino Superior – para viabilizar a instalação da primeira universidade pública no interior do país.

A fundação da UFSM, todos sabemos, foi um dos mais importantes senão o mais importante MARCO na história de Santa Maria.  Nem é possível imaginar o que seria do município sem ela, e a UFSM foi conseguida através de uma ação de várias forças coesas, capitaneadas pelo fundador e primeiro Reitor José Mariano da Rocha Filho.

- antes da ASPES, aconteceu a instalação do primeiro curso superior – a Faculdade de Farmácia – em 1932, pelo tio do fundador da UFSM;

- em 1948 houve a incorporação das faculdades de Farmácia, de Santa Maria,   e de Odontologia e Direito, de Pelotas, à Universidade de Porto Alegre – criando a URGS;

- em 1950, aconteceu a instalação do primeiro Científico Público, dando origem, quatro anos depois, ao Colégio Manoel Ribas. Em função dele, o contingente de alunos que terminava o Curso Científico e Clássico aumentou, mas só os que tinham condições financeiras podiam cursar uma faculdade nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba;

- A criação do Curso de Medicina  em Santa Maria logo a seguir, motivado pelos 51 excedentes classificados para a faculdade de Porto Alegre,  foi o estopim que faltava para a ampliação do movimento pró ensino superior em Santa Maria, com o surgimento da então FIC, e criação dos cursos de Economia,  Direito e Enfermagem;

- A partir daí,  a ASPES foi reforçando a mobilização, recebendo a doação de 36,68ha de terra em Camobi, das famílias Behr e Tonetto, para iniciar a futura universidade;

- Foi a ASSOCIAÇÃO também que, através de emenda do Senador Tarso Dutra, conseguiu recursos de 50 milhões de cruzeiros para construir o Centro de Tecnologia, em Camobi. Para isso, na década de 60, a ASPES criou duas olarias e adquiriu uma pedreira em área de 5 ha, situada quase em frente à Polícia Rodoviária Federal – BR 158 – área esta que a FUNDAE possui até hoje.

A olaria de 2 mil m2 construída pela ASPES – e que permanece nos dias atuais na parte leste do Parque de Exposições – chegou a trabalhar em três turnos.

Quando as primeiras obras da futura Cidade Universitária necessitavam esquadrias, móveis e outras peças, a ASPES construiu dois pavilhões de 600m² e adquiriu máquinas para a instalação de marcenaria e serralheria.

Vale ressaltar que a marcenaria e serralheria acolheram dezenas de recrutas da 3ª Divisão de Infantaria da Guarnição Federal, na chamada Ação Cívico Social (Aciso). Muitos desses depois começaram empresas em nosso município ou região.

A concretização da universidade que envolveu tanta gente e mobilização aconteceu em 18 de dezembro de 1960, com a Lei 3834-C, que criou a Universidade de Santa Maria.

A ASPES continuou seu trabalho, buscando cursos, construindo prédios e mobilizando esforços para que o sonho idealizado não parasse. Em 1963 cortes de verbas do Governo Federal atingiram a UFSM. O Presidente da ASPES e seu Diretor, respectivamente o Reitor Mariano da Rocha Filho e o professor Isaia, buscaram recursos em três bancos, no valor de 30 milhões de cruzeiros, assinando como avalistas, para não interromper as obras da UFSM.

Em 1978, após cumprir sua missão e por sugestão de seu Presidente, a ASPES criou a FUNDAE, com o apoio de 22 empresas e duas pessoas físicas, sendo adquirido imóvel na Rua Coronel Niederauer, 1538.

Os bens da ASPES, como a olaria, a pedreira e parte da área do Campus, foram transferidos para a Fundação.

Através de contato com centros de ensino e extensão da Alemanha a FUNDAE obteve doações para a compra de um trator, um caminhão e uma Kombi.

Com o Governo do Estado conseguiu a doação, em comodato, de área na antiga Fazenda Santa Marta, no Distrito Industrial.

Com isso, a FUNDAE começou a atuar com cursos da Horticultura, Marcenaria, Caprinucultura e ainda, no centro, com a Padaria, que muitos daqui chegaram a conhecer, produzindo pães, cucas, panetones, etc.

Na presidência de Cirilo Costa Beber, a casa da Niederauer foi negociada para a construção de um prédio, sendo que a FUNDAE recebeu em troca a parte térrea e o primeiro piso, onde hoje funciona.

Nesse tempo, a FUNDAE buscava projetos para administrar, todos de pequenas dimensões, sobrevivendo e MANTENDO SEUS CURSOS GRATUITOS daquilo que produzia e de doações, principalmente do professor Isaia.

- Junto ao Colégio Industrial, a FUNDAE criou o 1° Curso de Informática em convênio com a UFSM.

- Quando assumi, em abril de 2006,  COMO FUNDAÇÃO DE APOIO À UFSM,  a FUNDAE executava dois contratos: um, da Petrobras Ambiental junto a UFSM, em duas vertentes – a Bacia do Rio Ibicuí e o Desenvolvimento do Palmiteiro. Este projeto foi todo realizado, tendo a FUNDAE construído um prédio de 840m² na Universidade, que foi repassado para a UFSM com mais duas camionetes utilizadas no projeto. No valor total de R$ 2.417,173, o projeto foi administrado gratuitamente pela FUNDAE, sendo que as contas foram aprovadas em sua totalidade.

- O outro projeto então desenvolvido pela FUNDAE com o Governo Federal e Prefeitura de Porto Alegre era o Pro-jovem que atendia pessoas em vulnerabilidade social. Da parte da FUNDAE esse projeto foi todo executado, tendo recebido parecer favorável do Tribunal de Contas da União.

- COM ESSE HISTÓRICO DE SERVIÇOS, em 2006 a FUNDAE foi consultada para saber se tinha condições de substituir a FATEC no PROJETO DETRAN “TRABALHANDO PELA VIDA” para reduzir o custo na execução das provas para habilitação da carteira de motorista, uma vez que sendo entidade filantrópica e sem fins lucrativos teria menos despesas. Apresentada a proposta pelo poder competente, mesmo sendo algo inédito para nós, foi assinado o contrato com o parecer da Procuradoria Geral do Estado. Foi aceito que parte do serviço seria terceirizado devido à complexidade do mesmo. O contrato era por 30 meses e iniciou em 15 de abril de 2006. Em julho do mesmo ano, a FUNDAE suspendeu o pagamento de alguns contratos até que fossem melhor especificados, mostrando todo o serviço a ser realizado.

- Cinco meses após a FUNDAE ter assumido estourou a “Operação Rodin”, apontando supostas fraudes e o governo suspendeu o contrato. Com a certeza de que sua atuação era correta, a FUNDAE ingressou na justiça, levando a execução do mesmo até o final, realizando 2.007.333 exames em todo o Rio Grande do Sul, com competência e responsabilidade e SEM NENHUM PROBLEMA, DEMORAS OU FALHAS. Em função deste serviço, a Fundação recebia um valor que lhe permitiu ampliar suas atividades de cunho filantrópico buscando a criação de NOVOS cursos gratuitos sócio-profissionalizantes e de geração de renda.  Ressalto que, como entidade filantrópica e sem fins lucrativos, TODOS OS RECURSOS SÃO E FORAM OBRIGATORIAMENTE aplicados em ações sociais.

- RESUMINDO, com esses recursos, que eram MENORES do que os contratos  ANTERIORES do DETRAN com a Fundação Carlos Chagas, de SÃO PAULO, e com a FATEC,    a FUNDAE realizou, entre outros:

            * construção de prédio para o CURSO DE PADARIA;

            * instalação de um moderno CURSO DE MECÂNICA DE USINAGEM, que virou referência na formação de mão-de-obra qualificada, como atestam diversos empresários do setor metal-mecânica, com tornos e fresadoras de última geração;

            * instalação de 5 laboratórios de informática com capacidade de beneficiar mais de 700 pessoas por ano;

            * construção do Centro São Francisco de Assis, em convênio com a Associação Pró Dignidade da Vida;

            * aquisição de 5 equipos odontológicos para atender pessoas em situação de vulnerabilidade na Vila Maringá e região, em convênio com o Curso de Odontologia da Unifra e a Associação Pró Dignidade da Vida;

            * Manutenção da ação “Dançando com o Lúdico” que estava por fechar e que leva ballet clássico para crianças em situação de vulnerabilidade, além de apoio às famílias dos pequenos;

            * Promoção de dezenas de cursos nas vilas locais em parceria com a OBRA SOCIAL NOSSA SENHORA DO TRABALHO, da Mitra Diocesana;

            * Instalação de equipamentos para uma pequena indústria de geléias para ajudar no custeio do atendimento a toxicômanos pela PACTO – Pastoral de Auxílio Comunitário ao Toxicômano;

            * Aquisição de equipamentos para cozinha profissional no Centro Social São Francisco de Assis, na Maringá.

Importante destacar que, depois que assinamos o contrato com o DETRAN, ficamos sabendo que já haviam sido identificado problemas com as outras fundações. A denúncia ao Ministério Público aconteceu antes da FUNDAE assinar este contrato.

A pergunta que faço é: por que os órgãos competentes, que tem obrigação de defender as instituições e que sabiam de supostas irregularidades, deixaram uma Fundação, cuja origem foi o pilar que criou a UFSM, assinar este contrato?

 

Estamos trazendo estes fatos para que a comunidade tome conhecimento da real situação da FUNDAE. Desde que terminou o contrato com o DETRAN, ficamos impossibilitados de buscar novos convênios, pois perdemos a condição filantrópica e de entidade sem fins lucrativos.

Entretanto, antes de assumir esse contrato, consultamos o INSS, que também deu parecer favorável.

Nossas prestações de contas ao Ministério de Ação Social só puderam ser entregues com atraso, porque a contabilidade foi apreendida. O exercício de 2009 foi aprovado pela Promotoria das Fundações, mas as de 2006, 2007 e 2008 – JÁ ENTREGUES – estão ainda à espera de aprovação. Foi solicitado ao Ministério de Ação Social a renovação do certificado de entidade filantrópica, que também aguarda parecer. O Secretário Estadual Fabiano Pereira e o Prefeito Schirmer em suas audiências em Brasília já buscaram agilizar os processos, mas precisamos de mais apoio.

Senhoras e senhores, em 2009, a FUNDAE atendeu gratuitamente 2.518 beneficiários.

Em 2010 foram 3.460 beneficiários nos cursos socioprofissionalizantes, de geração de renda, de arte e esporte, todos gratuitos, com transporte e lanche para os beneficiários.

Esses números não englobam muitos dos atendimentos feitos através de diversas parcerias.

Nossa prestação de contas está à disposição da comunidade.

Lamentavelmente, apesar das economias que fizemos, os recursos que acumulamos, ESPECIALMENTE COM O PROJETO DETRAN, estão terminando, sendo que o maior volume desses recursos está sendo utilizado para o pagamento das ações dos ex-examinadores na Justiça do Trabalho.

Como estamos trabalhando sem as isenções sociais, nossos custos também aumentaram e muitos convênios ficam impossibilitados de serem firmados. Assim, estamos pagando para o governo para trabalhar naquilo que é de sua responsabilidade.

Como Presidente da FUNDAE, os benefícios aplicados para beneficiar uma significativa parte da população, me realizaram como cristão.

Entretanto, como CIDADÃO me revolta esta situação, pois tenho certeza de a FUNDAE não merece, por tudo que fez e faz por Santa Maria,  ser punida com seu FECHAMENTO.

A Ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello, na visita ao Rio Grande do Sul, junto com a Presidente Dilma Roussef – no Plano contra a Miséria – falou sobre um pacto para que os beneficiários do bolsa família consigam ingressar no mercado de trabalho através de cursos profissionalizantes.

POIS BEM, senhoras e senhores, é isso que a FUNDAE vem fazendo há 33 anos em Santa Maria    mesmo sem  receber recursos como muitas ONGs aventureiras que aparecem por aí. 

Chegou a hora de SANTA MARIA defender a FUNDAE.

Não pedimos nada de mais. Apenas que DEFENDAM que nossas  prestações de contas e relatórios sejam analisados o quanto antes – com a isenção que cabe aos setores competentes – para que possamos continuar essa jornada.

Está na hora de SANTA MARIA também defender junto a nossos representantes nos poderes MUNICIPAL, ESTADUAL e FEDERAL   para que  as capacitações da FUNDAE participem  dos projetos públicos, garantindo, assim, recursos para a MANUTENÇÃO desses cursos, cuja qualidade é reconhecida pelo empresariado e  população.

Há 6 anos vivo a FUNDAE e não poderia deixar de mostrá-la a todos que lutam pelo desenvolvimento da Santa Maria.

Empreendedores são testemunhas do trabalho da FUNDAE. Nossos beneficiários fazem estágio e são contratados em dezenas de indústrias das áreas metal-mecânica, da confecção e moveleira. Nossos egressos atuam, fazendo a diferença, em restaurantes, padarias, salões de beleza, entre outras empresas.  Centenas de idosos e crianças vivem sob os cuidados de ex-alunos da FUNDAE.

Por isso deixo aqui um apelo aos políticos e forças vivas para que façam o possível para que esta instituição que, na sua origem, mudou Santa Maria, proporcionando o acesso ao Ensino Superior, não deixe de oportunizar aos menos favorecidos o acesso ao mercado de trabalho e à geração de renda através de capacitações técnicas gratuitas sempre aliadas à formação humana e cidadã.

Muito obrigado pela oportunidade.  Contamos com vocês.

Mario Franco Gaiger – PRESIDENTE FUNDAE”

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MAGISTRADOS. Nova “Ronda da Cidadania” acontece sábado, no Presídio Regional

24, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Vem aí mais uma edição da Ronda da Cidadania, uma promoção do Judiciário gaúcho. Os detalhes chegam através da assessoria de imprensa da Coordenadoria Regional da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). O texto é de Eloísa Uliana. A seguir:

Ações do Ronda da Cidadania acontecem nesse sábado

O Presídio Regional de Santa Maria receberá nesse sábado, dia 26, a edição 2011 do Ronda da Cidadania. O projeto, que está sob a organização do Foro de Santa Maria, coordenado pela Juíza de Direito Karla Aveline de Oliveira, consiste na realização de uma série de atividades  e serviços que buscam possibilitar o exercício da cidadania pela população. Entre as atividades estão: registro de nascimento e 2ª via, reconhecimento de paternidade, registro de perda de documentos, confecção de CTPS, orientações jurídicas por advogados, promotores de justiça, defensores públicos e magistrados, homologação de acordos de família, encaminhamentos de benefícios do INSS, inclusive auxílio-reclusão, cadastramento de bolsa família, regularização de imóveis, serviços na área da saúde, inclusive odontológicos, entre diversos outros.

A realização das atividades será possibilitada pela parceria com diversas entidades públicas e privadas. Desta vez, as ações destinam-se aos familiares de apenados do Presídio Regional, Albergue Municipal e da Penitenciária Estadual de Santa Maria.

A coordenação do evento destaca que o público deverá levar consigo todos os documentos que possuir – do interessado, do casal, dos filhos e da casa onde mora, inclusive um comprovante de residência (conta de água ou de luz, por exemplo) – a fim de que as orientações e os encaminhamentos possam ser realizados com sucesso.

O Ronda da Cidadania 2011 tem início previsto para as 9h e término às 17h.

No próximo ano a organização realizará vários eventos, com ações abrangendo cinco regiões diferentes da cidade de Santa Maria.”

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LUNETA ELETRÔNICA. Missa por Chicão, repintura da Vila Belga, pH do planeta, pré-vestibular popular, STF e as drogas…

23, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

* Em Porto Alegre, será nesta quarta a missa em memória do deputado Chicão Gorski, morto há 10 dias, vítima de acidente de trânsito nas proximidades de Santiago.

* A celebração começa às 6 e meia da tarde, na Catedral Metropolitana, e terá, além de amigos e familiares, a presença de muitos deputados que já confirmaram participação.

* Entre os que irão está Valdeci Oliveira: “mesmo passando algum tempo, ainda é difícil acreditar que essa tragédia ocorreu. O Chicão faz muita falta no parlamento e para as lutas da região”, declarou o deputado petista.

* Reinicia, nesta quarta, às 9 da manhã, a pintura das casas da Vila Belga, patrocinada por empresa do ramo, doadora do material, e em conformidade com o projeto arquitetônico.

* Estão juntos no mutirão, informa a Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura, os moradores da comunidade, soldados do Exército (que receberam qualificação para o trabalho) e funcionários da comuna.

* As primeiras casas a serem repintadas, por esse programa, serão as localizadas nas ruas Manoel Ribas e Dr Wauthier.

* A 7ª edição do Bairro em Ação, que aconteceria neste sábado, no Itararé, foi adiada. A causa: a Ronda da Cidadania, promovida pelo Judiciário, e que tem o apoio da prefeitura, via secretarias de município.

* Uma nova data será marcada. Mas ela ainda é indefinida. Na ocasião, os secretários e o prefeito vão ao bairro para prestar atendimento direto à população.

* Uma programação diferente, proposta pelo Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM, vem aí para festejar o Ano Internacional da Química.

* Um dos eventos, do programa Ciência Viva do CCNE, em parceria com a prefeitura, é a medição do pH do Planeta. Será nesta quinta, dia 24.

* Antes, às 9 e meia da manhã, haverá uma palestra do professor Hugo Tubal Schmitz Braibante, na escola Edy Maia Bertóia.

* Uma hora depois, todos se deslocarão para as margens do Arroio Cadena, onde acontece o ato de medição do pH das águas, através de amostras coletadas.

* O Práxis Pré-Vestibular Popular estará apresentando no sábado, dia 26, o seu projeto aos interessados em dar aula no ano de 2012.

* A apresentação, aos interessados, começa às 2 da tarde, no 4° andar do antigo HUSM (rua Floriano Peixoto. O Práxis é um cursinho popular e gratuito que, hoje, atende 120 pessoas.

* Um tema pra lá de polêmico está na PAUTA desta quarta-feira, para decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

* Trata-se do julgamento de ação que pede liberação de manifestações a favor das drogas em geral. Neste ano, o STF já liberou manifestações pela legalização da maconha.

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JUDICIÁRIO. Boa parte de processos contra juízes acaba sem julgamento. Saiba por quê

22, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Pra lá de interessante a reportagem publicada hoje, n’O Estado de São Paulo. Assinada pelo jornalista Felipe Recondo, trata, na superfície, do número e “qualidade” dos processos que têm como alvo os magistrados. Mas, no fundo, o que se percebe é a intensa disputa em torno de outra questão: quem pode investigar os juízes.

Cita-se, no excelente material, a história de um processo adminstrativo aberto contra um magistrado do Maranhão, por trabalho escravo, e que está parado desde 2007. E também da representação contra um juiz mineiro, que se arrasta há seis anos. Bem, quem também traz um material, exatamente baseado no texto de Recondo, é o ótimo Espaço Vital, sítio gaúcho especializado em questões jurídicas. Acompanhe:

Sem julgamento, ações contra juízes prescrevem

Esses casos podem estar prescritos e mostram como funcionam as corregedorias de alguns tribunais. Órgãos que deveriam processar e punir juízes acusados de irregularidades retardam as investigações e contribuem para a impunidade. Matéria a respeito está sendo publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, hoje (22). O texto é do jornalista Felipe Recondo.

Quando decidiu divulgar que as corregedorias locais têm 1.085 investigações contra magistrados em andamento, o presidente do CNJ, Cezar Peluso, queria mostrar que os Tribunais de Justiça fazem seu papel e que a Corregedoria Nacional de Justiça, comandada pela ministra Eliana Calmon, não precisaria intervir com frequência para coibir irregularidades.

Mas uma radiografia nos números mostrou que a intervenção da Corregedoria Nacional nos tribunais, em muitos casos, tem razão de ser. Como são leves as punições administrativas para magistrados, o prazo de prescrição é curto – de seis meses a cinco anos…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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ENERGIA. Operadora pode cobrar, mas não negar, serviço em loteamentos irregulares

21, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Não é improvável (o editor reconhece não ter informação precisa) que Santa Maria tenha loteamentos irregulares sem energia elétrica. E com moradores pra lá de interessados nela. Pois bem, um precedente foi criado com decisão judicial que beneficia uma comunidade de Porto Alegre.

Os detalhes, inclusive com direito a “link” para a íntegra da sentença, estão em reportagem publicada na revista eletrônica especializada Consultor Jurídico. Acompanhe:

Justiça do RS garante energia a loteamento irregular

A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), do Rio Grande do Sul, foi condenada a fornecer energia aos moradores do Loteamento Jardim Vila Verde, localizado em Porto Alegre, independentemente da regularização ou não dos imóveis. A decisão foi tomada no dia 15 de agosto pelo juiz de Direito Juliano da Costa Stumpf, da 1ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, em julgamento de ação cominatória.

Os quatro autores afirmaram que o local – onde residem 76 famílias – carece de diversos serviços básicos, como saneamento básico, calçamento e eletricidade. No período de 2001 a 2006, os moradores requereram, por três vezes, a legalização da área junto ao Núcleo de Regularização de Loteamentos da Prefeitura Municipal. Em vão. A companhia de energia, de sua parte, justificou o não-atendimento pela inexistência de registro imobiliário.

Na ação ajuizada na 1ª Vara Cível, os autores invocaram os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Assim, pediram antecipação de tutela, para que Companhia fosse compelida a fornecer energia elétrica mediante extensão da rede…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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ELEIÇÕES 2012. A partir de janeiro, já vale regra rígida para divulgação de pesquisa

21, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Outro dia, um leitor, num comentário a nota do sítio, perguntou a data em que se definem as candidaturas. Oficialmente, em junho de 2012. Mas, respondeu o editor, quem esperar até lá, está frito. Na verdade, com o nome que se quiser dar (pré-campanha, por exemplo), o fato é que o jogo já começou.

Tanto isso é verdade que a própria Justiça Eleitoral fixa regras claras para a disputa. E já em janeiro, pelo menos uma norma começa a vigorar. No caso, a que trata das pesquisas eleitorais. Há uma série de normas a ser seguida, no que toca à divulgação.

Para saber dessa e de outras decisões do Tribunal Superior Eleitoral, é conveniente a leitura da reportagem originalmente publicada no sítio especializado Consultor Jurídico, com informações da assessoria de imprensa do TSE. A seguir:

TSE aprova novas resoluções para Eleições 2012

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral aprovou, por unanimidade, mais três resoluções que servirão para orientar o processo eleitoral das eleições municipais de 2012. Agora já são sete resoluções aprovadas, de um total de 11.

Responsável pela elaboração dos textos, o ministro Arnaldo Versiani levou ao Plenário as instruções sobre pesquisas eleitorais, crimes eleitorais e cerimônia de assinatura digital e fiscalização de sistema eletrônico de votação.

A aprovação das resoluções das Eleições 2012 ainda neste ano permite que o Tribunal Superior Eleitoral antecipe o seu cronograma de aquisições, por meio de licitação, dos serviços e materiais indispensáveis à realização do pleito. A realização das licitações com tal antecedência resulta na redução dos valores dos contratos e, em consequência, no custo da eleição.

As outras quatro resoluções já aprovadas pelo TSE tratam do calendário eleitoral de 2012, lacres das urnas eletrônicas, formulários e cédulas de contingência, utilizadas caso seja necessária a votação manual…”

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JUDICIÁRIO. Quem diz que Juiz não leva processo? Há pelo menos 1.150 em tramitação – quatro no território gaúcho

20, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Os números podem mudar a qualquer momento. Inclusive, isso já ocorreu, de uma semana para outra, depois da determinação do Conselho Nacional de Justiça. Mas o fato é que, conforme as comunicações feitas pelos Tribunais de Justiça estaduais, são 1.150 processos administrativos em andamento tendo como alvo magistrados.

No ranking divulgado nos últimos dias, os estados campeões nesse tipo de circunstância são Pernambuco e Piauí. E é um monte de processo. Ah, e o Rio Grande do Sul? Aqui são apenas quatro procedimentos. Só foram registrados menos na Paraíba e no Mato Grosso do Sul (três) e em Santa Catarina (dois).

Para saber mais, e inclusive ter acesso ao levantamento completo, vale a pena conferir o material produzido e divulgado pelo ótimo Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. A seguir:

“Processômetro” do CNJ já revela 1.150 processos administrativos contra juízes

No último fim de semana, quando o presidente do Conselho Nacional de Justiça determinou a publicação do sistema de acompanhamento online que permite o acesso às iniciais dos magistrados (estaduais( que respondem a procedimentos administrativos nos tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal, soube-se estarem em curso pouco mais de 700 processos (incluídos pedidos de providência e reclamações disciplinares).

E que a corregedoria do TJ do Piauí é a que tinha aberto o maior número (211) desses processos, superando o TJ de São Paulo, onde tramitavam 134 procedimentos.

Com as novas informações enviadas por tribunais que não tinham ainda fechado o levantamento, o número de processos propriamente ditos e de procedimentos disciplinares subiu para 1.150.

A Justiça estadual de Pernambuco assumiu a nada honrosa dianteira da lista, com 292 procedimentos; o TJ de Piauí exibe o mesmo número da primeira lista (211), e o TJ de São Paulo tem agora 159…”

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CUIDADO, PREFEITOS! Município gaúcho é considerado responsável por omissão, nos prejuízos causados pela chuva

17, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Até onde vai o conhecimento deste editor (que, por certo, é limitado) trata-se de decisão, senão inédita, bastante rara. A responsabilização de uma prefeitura por prejuízos decorrentes de enchentes é dada juridicamente. E, ainda que caiba recurso, não é demais ficar alerta.

O caso específico se deu com Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, e a decisão é do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Quem conta a história é a revista eletrônica especializada Consultor Jurídico. A reportagem é de Jomar Martins. A seguir:

Município deve indenizar moradores após enchente

O município de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deve indenizar quatro moradores que tiveram a residência alagada pelo transbordamento do Arroio José Joaquim, em outubro de 2000. Cada morador deve receber R$ 10 mil, por danos morais, além do ressarcimento material. O valor é para compensar os prejuízos provocados pelas águas. A decisão é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em julgamento que aconteceu no dia 19 de outubro. Cabe recurso.

Os autores e a municipalidade recorreram da decisão do juiz Rogério Delatorre, que reconheceu os danos materiais e arbitrou o valor dos danos morais em R$ 7 mil para cada morador.

Ao Tribunal de Justiça, o município sustentou que não poderia ser responsabilizado pelos prejuízos, que foram causados pelas fortes chuvaradas ocorridas naquele ano. E garantiu não ter sido comprovada sua culpa no evento, nem os danos materiais sofridos. Os autores, por sua vez, apelaram pelo aumento do dano moral e da…”

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TRABALHO. Universidade se mexe para cumprir decisão judicial e implantar o ponto eletrônico

Em 10 de agosto, este sítio publicou, em primeira mão, a NOTÍCIAEXTRA. Justiça manda UFSM implantar ponto eletrônico e cortar salário de servidor faltoso. Prazo, no HUSM, é seis meses.  Nela, com exclusividade, também trouxe a íntegra da sentença (nº 5003946-91.2011.404.7102/RS)- que você pode reler, no link disponível ao fim desta nota.

Pois bem, a reitoria da instituição está se mexendo para cumprir a sentença – e também outros dispositivos legais que obrigam à fiscalização do horário de trabalho e, obviamente, o corte de salário no caso de descumprimento.

O tema é alvo de uma resolução sobre a qual se debruçarão os servidores técnico-administrativos (os professores estão fora dessa medida) em assembleia marcada para daqui a pouco, às 10 da manhã. Mais detalhes chegam através da assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes. O texto é do estagiário de jornalismo Mathias Rodrigues. A seguir:

 “Ponto eletrônico em discussão na UFSM

…A Reitoria da UFSM divulgou um esboço de resolução que visa instituir o ponto eletrônico para os servidores técnico-administrativos em educação. A comunidade acadêmica tomou conhecimento do texto na última terça (25/10). A resolução seria discutida na reunião do Conselho Universitário de quinta-feira, mas a pauta acabou não sendo apreciada.

O projeto seria instituir, 180 dias após a aprovação da medida, um sistema de ponto eletrônico por meio da internet para os funcionários do Hospital Universitário (HUSM) e do prédio da Reitoria. Os docentes, porém, não seriam obrigados a “bater ponto”, apenas os técnicos. 360 dias depois da aprovação da medida, todos os técnicos da universidade teriam que se submeter ao ponto eletrônico…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

PARA CONFERIR A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO, CLIQUE AQUI.

PARA CONFERIR A SENTENÇA DA JUSTIÇA FEDERAL, CLIQUE AQUI.

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ADVOGADOS. Vitor Hugo do Amaral Ferreira e a unanimidade do Exame da OAB. Será?

“…Pois bem, antes de organizar minha ideia neste texto, e jogar palavras ao meio de linhas e parágrafos, quero deixar claro que sou favorável ao Exame de Ordem. Porém, em que pese, é pertinente também que se faça a avaliação do método, do formato da prova, e no que de fato ela se presta a avaliar. Aqui tenho ressalvas!

O Ministro Marco Aurélio, relator do processo que julgou a constitucionalidade do Exame, afirmou em seu voto que “o mau advogado traz embaraços para toda a sociedade” e sucessivamente, os demais Ministros, ao se manifestarem sempre fizeram menção à proteção da sociedade. Eis então, a lógica da necessidade do Exame.

Pergunto: onde fica a preocupação com a sociedade em tantas outras decisões, ou mesmo diante do ativismo exarcebado exercido ultimamente pelo Poder Judiciário? A pensar!

Voltemos ao Exame de Ordem. Fala-se em unanimidade. Pergunto: e a democracia? O Poder Judiciário é o menos democrático entre os Poderes do Estado. Os representantes dos Poderes Executivo e Legislativo são escolhidos pelo voto, o que lhes concede representatividade. Já o Poder Judiciário, se…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “A unanimidade do Exame de Ordem (?)”, de Vitor Hugo do Amaral Ferreira, colaborador semanal deste sítio. Advogado formado em Direito pela Unifra, com especialização (na área de Violência Doméstica contra Criança e Adolescente)  na USP e  mestrado em Integração Latino-Americana, Amaral Ferreira é também, entre outras atividades, coordenador do Procon/Santa Maria.

A unanimidade do Exame de Ordem (?) – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira

O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade sobre a constitucionalidade do Exame de Ordem. Em suma, restou a posição que o Exame é um instrumento adequado para avaliar a qualificação profissional e proteger(?) a sociedade.

Pois bem, antes de organizar minha ideia neste texto, e jogar palavras ao meio de linhas e parágrafos, quero deixar claro que sou favorável ao Exame de Ordem. Porém, em que pese, é pertinente também que se faça a avaliação do método, do formato da prova, e no que de fato ela se presta a avaliar. Aqui tenho ressalvas!

O Ministro Marco Aurélio, relator do processo que julgou a constitucionalidade do Exame, afirmou em seu voto que “o mau advogado traz embaraços para toda a sociedade” e sucessivamente, os demais Ministros, ao se manifestarem sempre fizeram menção à proteção da sociedade. Eis então, a lógica da necessidade do Exame.

Pergunto: onde fica a preocupação com a sociedade em tantas outras decisões, ou mesmo diante do ativismo exarcebado exercido ultimamente pelo Poder Judiciário? A pensar!

Voltemos ao Exame de Ordem. Fala-se em unanimidade. Pergunto: e a democracia? O Poder Judiciário é o menos democrático entre os Poderes do Estado. Os representantes dos Poderes Executivo e Legislativo são escolhidos pelo voto, o que lhes concede representatividade. Já o Poder Judiciário, se for para ser democrático, deve obediência ao posto em Lei, ao normatizado. Ainda que contestável, não vejo outra forma mais adequada para atender a sociedade do que observar a vontade da Lei – não esqueçamos que a vontade da lei, por vezes, depende da vontade de quem a interpreta, eis o nosso risco.

E volto a questionar: é vontade da sociedade que o Brasil tenha 1.240 cursos superiores de Direito (dados MEC, 2010)? Isso é unanimidade? Ainda que eu seja um defensor das conquistas brasileiras, é inadmissível que sejamos o país que encerra em si a missão de ser a eterna terra do nunca, o país das maravilhas, das exceções.

Tamanha é a contradição, somos o país que mais cursos de direito tem no mundo, e certamente isto não representa o alcance e a tutela de direitos à sociedade. Somos próximos a 800 mil advogados, poderíamos ser três milhões, a contar com os bacharéis, ainda assim duvido que teríamos o encontro à justiça mais facilmente.

Das manifestações dos Ministros na decisão em comento, não faltaram críticas à proliferação dos Cursos de Direito. Oportuna a colaboração ao tema em que Eliane Botelho de Junqueira, na obra Faculdades de Direito ou Fábricas de Ilusões?, registra que boa parte dos alunos que se formam sentem-se frustrados ao descobrirem que seus diplomas nada significam. Situação que reforça a ideia de que as faculdades de direito devem deixar de ser locais genéricos de formação de bacharéis.

Eis uma passagem de extrema pertinência: “as faculdades de direito não produzem advogados competentes, não produzem operadores do direito competentes. E, quando a faculdade de direito não prepara um operador do direito competente, é ela também responsável pela crise de legitimidade que afeta as instituições jurídicas, percebidas pela sociedade como ineficientes e não confiáveis.”

A decisão do STF repontou a questão mencionando que o crescimento exponencial dos bacharéis revela patologia denominada bacharelismo, assentada na crença de que o diploma de Direito dá atestado de pedigree social.

Em defesa ao Exame, o Ministro relator questionou: “o perigo de dano decorrente da prática da advocacia sem conhecimento serve para justificar a restrição ao direito de exercício da profissão?”; e também respondeu: “a resposta é positiva.”

Em defesa da sociedade, questiono: qual o destino de uma Faculdade de Direito?; arrisco-me a responder, que é o destino do próprio Direito, a que ela serve. Pois, a partir de um certo momento na caminhada de um homem, não é suficiente ser bom. Ele tem que ser útil ao seu semelhante.

Encerro, com a colaboração de Horlando Halergia. O que eu espero das pessoas? Unanimidade, mas é óbvio! E a meu favor… Mesmo que seja por favor! Eis Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra, quem pensa com a unanimidade não precisa pensar. Eu retorno aqui e digo: precisamos pensar!

Vitor Hugo do Amaral Ferreira

vitorhugodir@hotmail.com

@vitorhugoaf

Referências:

JUNQUEIRA, Eliane Botelho. Faculdades de Direito ou fábricas de ilusões. Rio de Janeiro: Letra Capital, 1999.

FERREIRA, Vitor Hugo do Amaral. Ensino jurídico: as dimensões entre as perspectivas e possibilidades de um modelo em transição e a trajetória para a (re)construção de um novo cenário. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 685, 21 maio 2005. Disponível em: http://jus.com.br/revista/texto/6752.

MÍDIA E JUSTIÇA. Monopólios e oligopólios são ameaça à liberdade de imprensa. Não, quem diz não é o editor, mas…

…mas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, João Ricardo dos Santos Costa. Que foi mais longe, na excelente (ainda que não se precise concordar com tudo o que ele diz) entrevista publicada no jornal eletrônico Sul21.

Sobre o que mais ele falou e que tende a suscitar, muito provavelmente, a ira dos oligopolistas e monopolistas, vale a pena ler a reportagem assinada por Rachel Duarte. A seguir:

Para presidente da Ajuris, modelo conservador dos meios de comunicação está falido

Na última semana, durante a realização do seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa foi enfático ao criticar o sistema de comunicação brasileiro e a grande imprensa. O Sul21 entrevistou-o sobre o tema e também sobre outras polêmicas que envolvem o poder judiciário no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Segundo João Ricardo, os monopólios e oligopólios mantêm na mão de poucos o acesso à informação, direito constitucional que deveria ser assegurado a todos os cidadãos. Ele reconhece que o poder judiciário tem responsabilidade neste processo e poderia fazer mais pela democratização da comunicação. Neste debate, a Ajuris coloca-se ao lado do governo estadual, que também fez a mesma crítica à imprensa. Porém, João Ricardo afirma que as falas públicas não tiveram relação e que a entidade segue divergindo de Tarso Genro nos temas da previdência social, do teto salarial e quanto aos magistrados serem a categoria mais privilegiada.

Na avaliação do presidente da Ajuris, a justiça brasileira tem muitos entraves por conta de um sistema moroso que permite, por exemplo, que um processo civil por desvio de dinheiro prescreva devido aos inúmeros recursos permitidos à defesa. “Com toda essa quantidade de recursos qualquer processo chega à prescrição, inclusive os de crime hediondo”, afirma…”

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NO TRIBUNAL. Dos 27 governadores eleitos em 2010, havia pedido de cassação para 12. Um já escapou

30, outubro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

O direito é inalienável. E foi exercido, com ou sem razão, em 12 Estados. Cabe o julgamento ao Tribunal Superior Eleitoral. Um, a potiguar Rosalba Carlini, já escapou: a ação não foi acatada pelos ministros e segue normalmente no cargo.

Mas há outros 11 ainda com processos pendentes. E que, claro, se mantém na função. Quem são eles e por que os pedidos e quando poderão ser julgados você fica sabendo em reportagem produzida pela Agência de Notícias do TSE. Ah, antecipo: o do Rio Grande do Sul não é alvo. A seguir:

TSE julgará 11 governadores eleitos em 2010

Desde a diplomação dos 27 governadores eleitos em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu pedidos de cassação contra 12. Nesta semana, o Plenário da Corte julgou o primeiro processo, contra a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), restando ações contra outros 11 chefes de Executivo estadual.

Por maioria de votos, os ministros decidiram manter a governadora no cargo por entender que não havia provas suficientes para determinar a cassação do mandato. O recurso contra Rosalba foi interposto pela coligação do candidato derrotado nas eleições, Iberê Ferreira de Souza. A coligação alegava que Rosalba teria praticado abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação social, além de gastos ilícitos de campanha nas eleições de 2010.

Os outros 11 processos de cassação são contra Tião Viana (PT-AC); Teotonio Vilela (PSDB-AL); Omar Aziz (PMN-AM); Cid Gomes (PSB-CE); Siqueira Campos (PSDB-TO); Wilson Martins (PSB-PI); Anchieta Junior (PSDB-RR); Antonio Anastasia (PSDB-MG); Roseana Sarney (PMDB-MA); André Puccinelli (PMDB-MS); e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Em sua maioria, os processos contra governadores se baseiam em acusações de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Esses crimes e suas respectivas punições estão previstos na Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90), podendo levar à cassação do diploma caso fique comprovada a prática…”

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RONDA DA CIDADANIA. Autoridades da comuna se reúnem amanhã para debater projeto de magistrados gaúchos

Acontece, no final de novembro, mais uma edição da Ronda da Cidadania, na sua versão 2011. Reunião amanhã trata do projeto em Santa Maria. A propósito, recebi agora à tarde o material da assessoria de imprensa da 3ª Coordenadoria da Ajuris, que reúne os magistrados gaúchos. O texto é de Eloisa Uliana. Confira:

Reunião tratará do Projeto Ronda da Cidadania nessa terça

Autoridades executivas, legislativas, militares e judiciais, além de representantes de ONG’s e de outros setores da sociedade estarão reunidas nessa terça-feira, dia 25, para tratar da realização do Projeto Ronda da Cidadania 2011. O Projeto foi idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e já contou com diversas edições em Santa Maria, em outros anos.

O Ronda da Cidadania tem abrangência em todo o Estado e objetiva, em síntese, congregar grupos de apoio para o fim especial de desenvolver ações de conscientização da população de seus direitos e deveres através de noções de civismo e cidadania, oportunizando condições que possibilitem o exercício efetivo dos direitos fundamentais. Nessas oportunidades, oferecem-se, geralmente, os seguintes serviços: confecção de documentos pessoais (carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF, título eleitoral, registro de nascimento e casamento), regularização de separações e divórcios, reconhecimento de paternidade, transferência de domicílio eleitoral, atendimentos médicos e odontológicos, exames preventivos, palestras diversas, etc.

O Ronda da Cidadania 2011 acontecerá no dia 27 de novembro, no estacionamento do Presídio Regional de Santa Maria, e atenderá as famílias dos presidiários dos dois estabelecimentos prisionais desta comarca.

A reunião dessa terça tem por objetivo organizar a edição 2011 do Projeto, além de iniciar o planejamento da edição 2012, que será realizada em cinco regiões da cidade de Santa Maria.”

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