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Textos com Etiquetas ‘Isso é história’

COLUNA OBSERVATÓRIO. E então a Montanha Russa é o local chique de Santa Maria

Isso é história!

1907, dezembro (data indeterminada) - Começa a funcionar a Montanha Russa, aprazível recanto na encosta da serra, que profundas recordações deixará na crônica social e boêmia da cidade e fará lembrar, também, o nome de seu derradeiro proprietário. Venceslau Sfoggia, o velho Cuque, como era apelidado. Com seus lagos, bosques e engenhosos aparelhos de distraimento, por muitos anos será o refúgio domingueiro obrigatório dos santa-marienes e o local predileto das festas sociais.

1908, 9 de janeiro – O Ginásio Santa Maria é equiparado ao Ginásio Nacional Pedro II.

4 de abril – Em um barracão, localizado na avenida do Progresso, hoje Rio Branco, é celebrado o primeiro culto da Igreja Adventista do Sétimo Dia em nossa cidade, dirigido pelos ministros John Lipke, que faz a primeira conferência. W. Spies e P. Kraemer.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A eleição de Carlos Barbosa e as 150 dúzias de foguetes

Isso é história!

 “1907, 25 de novembro – Depois de violenta campanha política, que empolga a cidade durante alguns meses, realiza-se a eleição para presidente do Estado. São candidatos o dr. Carlos Barbosa, pelo Partido Republicano, em Santa Maria sob a chefia de Ramiro de Oliveira, e o dr. Fernando Abbott, da dissidência republicana, chefiada aqui por Antero Correa de Barros. Carlos Barbosa vence na cidade e perde nos distritos, obtendo uma diferença de 150 votos sobre Fernando Abbott. Grande regozijo pela vitória. Das 5 da tarde à meia-noite são queimadas 150 dúzias de foguetes!

4 de dezembro – A cidade recebe a visita pastoral de D. João Antônio Pimenta, bispo de Pentacônia e coadjutor de D. Cláudio José Ponce de Leão, bispo do Rio Grande do Sul.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Um novo colégio na cidade. E o jornal dos republicanos

20, agosto, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Isso é história!

1907, fevereiro (data indeterminada) – Começa a funcionar o Colégio Ítalo-Brasileiro, dos professores Umberto e Iro Ancarani, em um prédio da rua do Acampamento, onde esteve a correaria de José Morisso. Mudar-se-á, logo depois, para o sobrado ainda hoje existente à esquina da Acampamento com a 1° de Março.

27 de março – Surge A Tribuna, órgão do Partido Republicano, dirigido por José Pena de Morais e redatado por João Belém, José Vieira do Amaral, Abelino Vieira, dr. Rodrigues Leitão e Josué Fontoura.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: a aludida rua 1° de Março o repórter não sabe identificar. Pode ser (quem souber, está convidado a esclarecer) a Pinheiro Machado ou a José Bonifácio, ou até a rua Gaspar Martins ou a atual avenida Medianeira. De todo modo, o sobrado citado não mais existe.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! E então começa a nascer a Vila Belga

Isso é história!

1906, setembro (data indeterminada) - A Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer, proprietária da rede ferroviária sul-riograndense, inicia a construção de uma vila residencial, que, em firtude da nacionalidade dos principais elementos da companhia, fica conhecida por Vila Belga, e ainda hoje ocupa os quarteirões delimitados pelas ruas Manoel Ribas, André Marques, 13 de Maio e avenida Rio Branco.

Final do ano – são lotados 1604 prédios no perímetro urbano.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! A Loja Luz e Trabalho. E o mercado público

Isso é história!

 “1906, 1° de maio - É fundada a Loja Maçônica Luz e Trabalho, com a fusão da Paz e Trabalho, fundada a 6 de agosto de 1894, em continuação à Loja Boca do Monte, e da Luz e Fraternidade, fundada a 14 de junho de 1898, tendo como primeiro venerável Henrique Ribeiro da Silva.

24 de setembro - O intendente Dutra Vila comunica ao Conselho Municipal que, à concorrência aberta para a construção de um mercado público, somente foi apresentada a proposta de Perfecto Leirós Rodriguez. O local fora doado por um grupo de santa-marienses e correspondia à atual praça Saturnino de Brito, que, por isso, era antes conhecida como do Mercado, recordando a iniciativa não realizada.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Imposto para municipários. E a morte do Doutor Pantaleão

Isso é história!

1905, 6 de novembro - O Conselho Municipal cria um imposto de cinco por cento, cobrável mensalmente, para todo o funcionário municipal que receber vencimentos superiores a um conto de réis anuais (mil cruzeiros).

1906, 14 de julho - O Colégio Distrital é transformado em Escola Complementar, com o seguinte corpo docente: Margarida Lopes (diretora), Cícero Jacinto Barreto, Alcina Ribeiro, Francisca Weinmann, Oto Muller, Nestor Oliveira e Catarina Acampis.

17 de julho - Morre o dr. Pantaleão José Pinto, médico ilustre e elemento de projeção na política e na sociedade santa-mariense.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Colégio Sant’Anna e a cumieira da Catedral. Isso é história!

Isso é história!

1905, 3 de março - Começa a funcionar o Colégio Sant’Anna, das Irmãs Franciscanas, num prédio da praça Ipiranga, no local em que se levanta hoje a residência de dª Ladí Oliveira, tendo como diretora a madre Cláudia.

14 de maio - É festivamente levantada a cumieira da nova matriz e atual catedral. Realiza-se uma festa campestre, em benefício, na chácara de Carlos Cassel, sendo rezada uma missa campal pelo superior dos palotinos, padre Maximiliano Kugelmann, aceitado pelos padres Caetano Pagliuca e Agostinho Rorato, e, à noite, no Teatro 13 de Maio, há um espetáculo de gala.

21 de outubro - É instalado o Primeiro Congresso da Igreja Episcopal Brasileira e lançada a pedra fundamental do templo evangélico, o mesmo que se levanta à avenida Rio Branco.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. É a história. O assalto ao trem. E a eleição de Dutra Vila

Isso é história!

 “1904, 30 de junho - Na estação de Taquarembó, o trem de passageiros procedente de Cruz Alta é assaltado por quatro indivíduos, de pistola em punho, que procuram o ex-juiz da comarca de Passo Fundo, dr. Cavalcanti, em viagem para seu novo posto em Camaquã, a fim de retirá-lo do trem. Reagem o pessoal do trem e alguns passageiros, há troca de tiros, estabelece-se confusão e os assaltantes são postos em fuga, deixando em paz o juiz procurado.

3 de agosto - Procedem-se as eleições municipais para intendente e conselheiros, sendo eleitos Manoel José Dutra Vila, vice-intendente em exercício, para o cargo de intendente; e Antero Correa de Barros, Otaviano Vieira de Araújo, Régulo de Morais, Antônio Appel F°, Augusto José de Seixas, Jerônimo da Costa Gomes e Josué Fontoura, para conselheiros municipais.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Leia a ata que instalou Colégio Santa Maria

Isso é história!

1905, 12 de fevereiro - É solenemente instalado o Ginásio Santa Maria, hoje Colégio do mesmo nome. Íntegra da ata de inauguração: ‘Aos doze dias do mês de fevereiro de mil novecentos e cinco, nesta cidade de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, no edifício pertencente à Congregação dos Irmãos Maristas, situado à Rua Marechal Floriano Peixoto n° 78, presentes as autoridades militares e civis, representantes de todas as classes sociais e da Imprensa Local, foi, sob a Presidência do Snr. Tenente-Coronel Manoel José Dutra Villa, em sessão solene inaugurado o Ginásio Santa Maria. Pelo respectivo Diretor do Ginário foi dada a palavra ao Dr. Andrade Neves Neto, que pronunciou o discurso oficial. Foi depois dada a palavra a quem dela quisesse fazer uso. Ninguém a querendo, o Sr. Diretor leu uma excusa do Snr. Major José Penna de Morais, Inspetor Escolar, desculpando-se de não poder comparecer á sessão. Nada mais havendo, foi declarada encerrada a sessão, de que eu, José Joaquim de Andrade Neves, lavrei a presente ata que é lida e assinada pelos presentes.

16 de fevereiro – Começa a funcionar o Ginásio Santa Maria”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Serviço telefônico é inutilizado. Terá sido sabotagem?

Isso é história!

 “1904, 7 de janeiro - É assinado o contrato para a exploração dos serviços de telefones entre a Intendência Municipal e Otaviano Vieira de Araújo, sob protesto de Emílio Guardiola, proprietário da Telefone Comercial. Iniciam-se as represálias da Companhia Santa-Mariense de Luz Elétrica, também interessada na concessão, contra os telefones de Guardiola. É advogado de Guardiola o conhecido chefe federalista de 93, Prestes Guimarães.

20 de janeiro - Um curto-circuito inutiliza totalmente as instalações da Telefone Comercial. Obra de seu concorrente?

Janeiro (fins) - Começam a funcionar os telefones de Otaviano Vieira de Araújo.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO.A morte de um povoador. E nasce a Colônia de Filipson

Isso é história!

 “1903, 29 de agosto - Em sua fazenda, no Pau Fincado, morre o ten.cel. Inácio Teixeira da Cerqueira César, nascido a 11 de julho de 1801, um dos primeiros povoadores de Santa Maria. Foi juiz de paz, vereador e sub-delegado de polícia ao tempo em que S. Maria era distrito de Cachoeira. Fez a Revolução de 35 como major dos “farrapos”.

Dezembro (data não determinada) - A companhia israelita Jewish Colonisation Association funda a Colônia de Filipson, em terras outrora integrantes da estância do coronel João Batista de Oliveira Melo, e, no momento, de propriedade de herdeiros de João Pereira dos Santos e de Camilo Barcelos. São instaladas oitenta famílias judias, mas a colônia não resiste mais de três anos, passando os lotes à posse de Leizer Steinbruch, Jerônimo Zelmanovitz e Jaime Brillmann, por compra feita aos outros colonos.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Se instala o Dr Turi. E o serviço telefônico vai à licitação

Isso é história!

1903, 13 de julho - Instala consultório na cidade o dr. Nicola Turi, que aqui clinicará, ininterruptamente, até sua morte, em 6 de janeiro de 1949. Natural de Calabrito, província de Avelino, Itália, nasceu a 13 de novembro de 1873. Formou-se em medicina pela Universidade de Nápolis, em 1899, e, após clinicar em Montevidéo, radicou-se em S. Maria, onde desempenhou vários cargos profissionais e conquistou vasta clientela, deixando seu nome ligado à história da medicina santa-mariense.

30 de dezembro - A Intendência Municipal aceita a proposta de Otaviano Vieira de Araújo para a exploração do serviço de telefones na cidade. Estando a esgotar-se o prazo concedido a Emílio Guardiola, que, desde 1° de fevereiro de 1901, mantém a Telefone Comercial, a primeira empresa de telefones que teve a cidade, o intendente municipal manda abrir concorrência pública, a que se apresentam Guardiola, a Companhia Santa-mariense de Luz Elétrica e Otaviano Vieira de Araújo, que a vence.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Fim de um regimento. E morte de um povoador de Santa Maria

Isso é história!

1903, 3 de março - O Governo do Estado extingue o 1° Regimento de Cavalaria, adido à Brigada Militar, comandado pelo tem.cel. João Rodrigues Menna Barreto.

Organizado durante a Revolução de 93, distinguiu-se em várias oportunidades e, finda a guerra civil, ficou sediado em S. Maria. Vem substituí-lo a ala esquerda do 1° Batalhão de Infantaria da Brigada Militar.

29 de agosto - Em sua fazenda, no Pau Fincado, morre o tem.cel. Inácio Teixeira de Cerqueira César, nascido a 11 de julho de 1801, um dos primeiros povoadores de S. Maria. Foi juiz de paz, vereador e sub-delegado de polícia ao tempo em que S. Maria era distrito de Cachoeira. Fez a Revolução de 35 como major dos “farrapos”.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A obra da futura catedral. E a morte do “resmungão”

Isso é história!

1902, 8 de dezembro - Às 10 horas da manhã, com grande assistência, é lançada a pedra fundamental da futura matriz e atual catedral, sendo oficiante o padre Caetano, que, após a bênção ritual, profere um discurso alusivo, seguido na palavra pelo dr. Pires de Oliveira e Ramiro de Oliveira. A ata, jornais, moedas e outros pequenos objetos são encerrados numa caixa de zinco, que é colocada no ângulo norte dos alicerces.

1903, 4 de janeiro - Morre, na cidade, o capitão Oto Brinckmann, nascido a 21 de maio de 1826, na Alemanha, donde veio integrando um dos corpos de mercenários dos “brummers”, isto é, resmungões, apelido com que passaram à história militar brasileira. Como oficial, tomou parte na Campanha de 1851, conquistando a medalha de ouro e, depois, radicou-se em S. Maria, dedicando-se à agrimensura.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Fé em ação: católicos, metodistas e episcopais

Isso é história!

1901, 10 de novembro - O reverendo John W. Price inicia o culto metodista em Santa Maria.

1902, fevereiro (sem data determinada) - Aparece o jornal Estrela do Oriente, órgão da comunidade episcopal brasileira.

1902, abril (sem data determinada) - É constituída a comissão construtora da nova matriz, composta assim: Antero Corrêa de Barros, presidente; padre Caetano Pagliuca, vice; Aníbal di Primio, tesoureiro; Amadeu Weinmann, mais tarde substituído por Pedro Weinmann, secretário; dr. Gustavo Wauthier, consultor técnico; dr. Augusto Álvares Cunha, depois substituído por Antônio Alves Ramos, Augusto José de Seixas e Daniel Fernandes, diretores.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. São Martinho da Serra deixa de ser município e vira distrito

Isso é história!

1901, 23 de setembro - O primeiro distrito do extinto município de S. Martinho é anexado ao de S. Maria, por Decreto n° 402… (assinado pelo então Presidente do Estado do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros).

1901, 6 de outubro - Por ato n° 125, do Intendente Henrique Pedro Scherer, é criado o 6° distrito do município, com o território anexado de São Martinho e tendo por sede a vila do mesmo nome.”

OBSERVAÇÃO: o autor do livro, Romeu Beltrão, narra, com detalhes e a documentação na íntegra, todos os movimentos que, em 1901, acabaram com o município de São Martinho, primeiro anexado a Vila Rica (depois, Júlio de Castilhos) e, depois, a Santa Maria. São textos, porém, justificadamente longos e, só por isso, não reproduzidos aqui.

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. São 13,7 mil almas. E o telefone chega a Santa Maria

Isso é história!

1900, 31 de dezembro - Acusa o recenseamento do 1° distrito: 1.323 casas e 6.443 habitantes para a cidade e 1.127 casas e 7.620 habitantes para os subúrbios, dando um total de 2.450 prédios e 13.703 habitantes.

1901, 1° de fevereiro - Começam a funcionar os telefones da empresa particular de Emílio Guardiola, denominada Telefone Comercial, o primeiro serviço telefônico instalado em Santa Maria. Fica o centro telefônico em um prédio da rua Coronel Niederauer, fronteiro à praça da República, o penúltimo antes da esquina com a Visconde de Pelotas.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Chega Padre Caetano. E a Praça do Mercado

Isso é história!

1900, 19 de dezembro - Chega à cidade o vigário padre Caetano Pagliuca, dos palotinos, ordenado em 1897.

25 de dezembro - Retira-se o vigário padre Pedro Wimmer, e é substituído pelo padre Caetano, que administrará a paróquia até 27 de fevereiro de 1937.

Dezembro (data indeterminada) - Um grupo de cidadãos doa à Intendência Municipal um terreno para nele ser construído o mercado público. É a área presentemente ocupada pela praça Saturnino de Brito, que, por isso, era conhecida outrora pelo nome de praça do Mercado, denominação mudada para 15 de novembro, em 1913, antes de receber a atual, em 1931.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O terceiro intendente e o quarto Conselho. Ah, e o retrato

Isso é história!

 “1900, 3 de agosto - Realizam-se eleições para intendente e conselheiros de S. Maria.

3 de outubro - Tomam posse o intendente municipal Henrique Pedro Scherer, segundo por eleição e terceiro por ordem cronológica, e o quarto Conselho Municipal, composto de Antero Correa de Barros, Régulo de Morais, Otaviano Vieira de Araújo, João da Fonseca Paim, João Guilherme Weinmann, José Pena de Morais e Manoel Augusto do Carmo. Após o ato de posse, o Conselho, a pedido dos funcionários municipais, dispõe-se a inaugurar na sala das sessões o retrato do intendente Francisco de Abreu Vale Machado, que termina o mandato. Este pede a palavra e alega que não deseja ter seu retrato ao lado de tantos vultos proeminentes e pede aos promotores da homenagem que lhe permitam fazer dele o uso que lhe aprouver.

Concordam, e ele oferece o retrato a Antero Corrêa de Barros, que, cercado de amigos, o conduz para sua residência. Tal retrato está hoje na galeria dos antigos administradores do município, na prefeitura municipal.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Um ciclone varre Santa Maria. E a morte da viscondessa

Isso é história!

 “1900, 7 de março - Às 7 horas da manhã, a cidade é varrida por violento ciclone, que derriba algumas casas, faz regular número de feridos e causa elevados danos materiais.

17 de junho - Morre, em S. Maria, a viscondessa Leopolda Appel de Ferreira Pinto, pertencente a tradicional família santa-mariense e viúva do visconde César de Ferreira Pinto.

24 de junho – Em terreno doado pelo casal Rafael e Catarina Stock Perez, no bairro Itararé, é lançada a pedra fundamental da capela de S. João, cuja construção somente será iniciada em 1916 e sob a nova invocação de Santa Catarina, em homenagem à doadora do terreno. É a mesma matriz da paróquia de igual nome.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! O pai de Mariano. E o 1° culto evangélico

Isso é história!

1900, 25 de janeiro - Inicia a clínica em S. Maria o dr. José Mariano da Rocha. Nasceu em Taquari, Rio Grande do sul, a 21 de dezembro de 1874, e formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 14 de dezembro de 1898. Teve grande clientela e salientou-se por seus aprimorados conhecimentos. Foi o primeiro catedrático de farmacognosia da Faculdade de Farmácia de Santa Maria. Faleceu nesta cidade, a 10 de outubro de 1948.

11 de fevereiro - Em um salão da rua do Comércio n° 24 (Dr. Bozano), mais ou menos onde está hoje a Elegância Feminina, o bispo Lucien Lee Kinsolving e o reverendo James Wattson Morris, da Igreja Episcopal Brasileira, instalam a Capela do Mediador e celebram o primeiro culto evangélico em nossa cidade.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Hospital de Caridade. E almanaque municipal

Isso é história!

 “1899, 2 de abril - É solenemente lançada a pedra fundamental do Hospital de Caridade. A data fixada havia sido o dia 1°, mas a chuva fez transferi-la.

15 de agosto – É fundado o clube de Caçadores,com a seguinte primeira diretoria: Augusto José de Seixas, presidente; Constant Mathlin, vice; dr. Tomás de Campos Velho, 1° secretário; João Câncio de Miranda, 2° dito; Francisco Becker Pinto, tesoureiro; João Maurer e Miguel Assunção, diretores; e João Carlos Kümmel, fiscal.

Dezembro (data não especificada) – Catão Vicente Coelho e Cândido Brinckmann publicam o primeiro número do Almanaque Municipal da Cidade de Santa Maria da Boca do Monte, que não irá além do correspondente ao ano seguinte.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! São Martinho definha. E morre o Padre Sório

Isso é história!

 “1899, 26 de julho - Em sessão do Conselho Municipal de S. Martinho, o conselheiro Gabriel José de Oliveira denuncia o movimento tendente a esfacelar o município. Começam aqui a desenrolar-se os acontecimentos que culminarão na extinção do mo município.

7 de dezembro – Chegam a S. Maria, a fim de fundar um núcleo da Igreja Episcopal Brasileira, o bispo Lucien Lee Konsolving e o reverendo James Wattson Morris.

29 de dezembro - Morre, em Silveira Martins, o vigário padre Antônio Sório, cuja morte violenta tem provocado discussão em torno de sua verdadeira causa.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! E estava nascendo o Hospital de Caridade

Isso é história!

 “1898, 14 de julho - Em reunião convocada pelointendente Francisco de Abreu Vale Machado, é fundada a Sociedade de Caridade Santamariense, com a finalidade de “criar e manter um hospital, onde serão recolhidos e tratados gratuitamente os doentes pobres”. Primeira diretoria: dr. Astrogildo César de Azevedo, presidente; Francisco de Abreu Vale Machado, vice; Ildefonso Brenner, 1° secretário; Catão Vicente Coelho, 2° secretário; Pedro Weinmann, tesoureiro; e João Tomás Ramos, procurador. Mais tarde será transformada em Sociedade Protetora do Hospital de Caridade.

Cumpre ser esclarecido que a fundação e administração do Hospital provocou, de início, acesos debates.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! A chegada dos belgas e o sonho de Silveira Martins

Isso é história!

 “1898, junho (data indeterminada) – O governo federal arrenda à Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer, organizada por Afonso Spee, a rede ferroviária sul-riograndense. Em consequência, convergirão para S. Maria, sede dos escritórios centrais da rede, um grupo de funcionários de nacionalidades francesa e belga e vários deles radicar-se-ão definitivamente entre nós.

20 de outubro – Uma comissão de moradores de Silveira Martins, composta de José Aita, João Lôndero e José Margutti, vai a P. Alegre, a fim de pleitear junto à presidência do estado a criação de um novo município, compreendendo os territórios de Silveira Martins, Arroio Grande, Vale Vêneto, Núcleo Norte, Ribeirão, Faxinal do Soturno e Dona Francisca.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. É a história! A primeira exibição de cinema em Santa Maria

Isso é história!

1898, 15 de fevereiro - A cidade assiste à primeira exibição de cinema, levada a efeito pela Companhia de Variedades do Teatro Lucinda, do Rio de Janeiro, dirigida por Germano Alves e contando com a grande atriz Apolônia Pinto no elenco. Duas partes compreende o espetáculo: a encenação de um drama e as projeções como Cinematógrafo Lumiere.”

14 de junho - É fundada a Loja Maçônica Luz e Fraternidade, tendo como venerável Henrique Ribeiro da Silva, eleito a 8 de agosto. Com a Paz e Trabalho formará a Luz e Trabalho, em 1906.

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. História. O jornal dos republicanos. E o Código de Posturas

Isso é história!

1898, 1° de janeiro - Surge O Estado, órgão do Partido Republicano, sob a direção de Ramiro de Oliveira e gerência de Josué Fontoura. Desaparecerá logo após a campanha política suscitada pela dissidência de Fernando Abbot, em 1907.

15 de março – O intendente Vale Machado promulga o Código de Posturas Rurais do município, estabelecido por lei de 25 de novembro de 1897.

16 de março – O mesmo promulga o Código de Posturas Municipais, estabelecido por lei de 20 de dezembro de 1897”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O fim da campanha de Canudos. E o imposto para o padre

26, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Isso é história!

1897, 1° de outubro - O 30° Batalhão de Infantaria, integrado por santa-marienses, sob o comando do capitão Altino Dias Ribeiro, toma parte destacada no assalto final ao arraial de Canudos, em que morre o bravo ten.cel. Tupi Caldas, que daqui partira à testa do batalhão e, no momento, comanda uma brigada.

8 de novembro - Havendo o Conselho Municipal criado um imposto especial para o exercício do sacerdócio religioso, o vigário padre Pedro Wimmer requer seja anulado, sendo indeferido o pedido. O vigário devia pagar cinqüenta mil réis por ano e o sacristão vinte e cinco.

1° de dezembro - Regressa o 30° Batalhão de Infantaria e é festivamente recebido pela população.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Há quase 114 anos, o embrião do que viria a ser a Cacism

19, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

 “1897, 29 de junho – É fundada a Praça de Comércio de Santa Maria, que será reorganizada em 31 de outubro de 1909 e transformada em Associação Comercial a 6 de julho de 1918. Fundadores: José Carlos Kruel, Rodolfo Schilling, Coriolano Camboim, João Monteiro, João Batista da Silva Barros, Luís Fontoura, Cândido Souza, Teodoro Ehlers, Marcos Ochoa, Pedro Weinmann e Joaquim Alegre de Lima..”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A criação do distrito de Arroio do Só. E um novo intendente

5, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1896, 4 de março - É criado o 5° Distrito de Santa Maria, com sede em Arroio do Só.

3 de agosto - São eleitos o intendente municipal Francisco de Abreu Vale Machado, que já ocupa o cargo como primeiro intendente nomeado no período republicano, e o terceiro Conselho Municipal, composto de Manoel José Dutra Vila, Cândido da Silva Fanfa Ribas, Marcelino Barrera, Ernesto Marques da Rocha, Manoel Augusto deo Carmo, Engrâcio Dias de Menezes e Jorge Maurer, tendo como suplentes Joaquim Neves, João Guilherme Weinmann e Júlio Laydner.

5 de outubro - Tomam posse o intendente e os conselheiros eleitos, menos Engrácio Dias de Menezes, que é empossado a 15.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história. O novo vigário e a inauguração do Prado

Isso é história!

1896, 3 de março - É levantada a interdição da paróquia e nomeado vigário o padre Pedro Wimmer, dos palotinos.

22 de março - É inaugurado o Prado Santamariense, onde está o atual Parque Imembuí, com a assistência de umas 3 mil pessoas e um movimento de quatro contos e seiscentos e quarenta mil réis. Primeira diretoria: Herculano dos Santos, diretor-gerente; Augusto Vinhas e João Rodrigues Velhinho, diretores; Henrique Ribeiro da Silva, José de Souza Vinhas e Estácio Lemos, comissão fiscal; Otávio Lemos, suplente do gerente; e Rodolfo Schilling e João Câncio de Miranda, suplentes dos diretores.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O vigário é mandado embora. Mas sai atirando contra os ‘inimigos da religião”

22, janeiro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Isso é história!

 “1895, 15 de novembro – Retira-se o vigário padre Becker (expulso da cidade, como você leu na semana passada), deixando a seguinte declaração: “Em quinze de novembro do ano supra (1895) tive que retirar-me dessa paróquia, tendo sido antes intimado pela força brutal de um grupo de cerca de oitenta homens inimigos da religião e por conseguinte de todo o sacerdote cumpridor de seus deveres. Que venham melhores tempos para este povo infeliz, cujos destinos imortais são dirigidos por homens sem lei”.

17 de novembro - Por motivo da expulsão do vigário, é interdita a paróquia de S. Maria pelo bispo Dom Cláudio José, e assim permanecerá até 3 de março de 1896.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! O baile da Intendência e a nova Matriz

Isso é história!

1895, 7 de setembro – É solenemente inaugurado o edifício da intendência municipal, o mesmo atualmente ocupado pela prefeitura. À noite, realiza-se um baile de gala em seu salão nobre.

10 de setembro – Uma comissão encarregada de promover a construção de uma nova matriz, para substituir a demolida em 1888, pede ao intendente o terreno em que estivera a antiga igreja (local onde está a herma Niederauer), ou um auxílio de 2 contos de réis (2 mil cruzeiros) pra a compra de outro. O intendente reúne o Conselho e é negada a devolução do terreno, por ser o local inconveniente, sendo concedido o auxílio.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Calçamento que chega e a bronca do vigário

Isso é história!

1895, julho (dia indeterminado) – Começa o calçamento da cidade com pedra irregular pela quadraprincipal da rua do Comércio, hoje Dr Bozano.

19 de agosto – O vigário padre Aquiles Parrela Catalano é destituído pelo bispo D. Cláudio José e substituído pelo padre Carlos Becker, que logo é hostilizado pelos amigos do antigo vigário.

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Bondes autorizados. E federalistas degolados

25, dezembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

 “1895, 1° de maio - O intendente Vale Machado dá privilégio a Henrique Pedro Scherer, Henrique Ribeiro da Silva e Luiz de Souza para instalarem um serviço de bondes a tração animal.

23 para 24 de junho – Junto ao passo do Tigre, na estrada de Boca do Monte à picada de S. Martinho, são degolados dois federalistas, pai e filho, por sobrenome Rosa.

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)