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Textos com Etiquetas ‘Isso é história’

COLUNA OBSERVATÓRIO. Pedreiros e sua primeiragreve. E o nascimento do Riograndense

4, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

 “1912, 9 a 11 de abril – Violentos conflitos entre soldados do exército e praças da guarda municipal, com mortos e feridos, põem a cidade em sobressaltos.

2 de maio – Declaram-se em greve os pedreiros da cidade, reclamando oito horas de trabalho. Consigno aqui este movimento porque coincide com as primeiras manifestações operárias socialistas observadas em nossa terra, batizadas pela imprensa da época como “idéias maximalistas”.

7 de maio - É fundado o Riograndense F.C., em reunião realizada na “república” de Antônio Izaguirre e João Avancini, na Vila Familiar, sita à rua Garibaldi, hoje Dr. Wauthier, e escolhida a primeira diretoria, assim constituída: Álvaro Silva, presidente; João Batista Bolli, vice; Aristeu Midão (Midon), secretário; Armando T. Barra, tesoureiro; Antônio Silva, orador e Jorge Kuhn Filho, porta estandarte. São escolhidas como cores do clube o branco e o vermelho, mais tarde mudadas para verde e vermelho.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O incêndio, o primeiro Mariano e o monumento a Rio Branco

Isso é história!

1912, 24 de janeiro – Violento incêndio destroi três prédios importantes na principal quadra da rua do Comércio, hoje Dr Bozano, inclusive a casa comercial denominada Economia Doméstica, de propriedade de Anacleto Corrêa.

Fevereiro (data indeterminada) - Inicia a clínica o dr. Francisco Mariano da Rocha. Natural de Pelotas, nasceu a 8 de agosto de 1887 e formou-se em janeiro de 1911. Aqui clinicou até à morte, ocorrida a 5 de julho de 1945, deixando um apreciável lastro de serviços prestados à cidade, salientando-se a fundação da Faculdade de Farmácia, em 1931, da qual foi primeiro diretor, e a merecida fama de haver sido um dos mais abalizados clínicos que tivemos. Foi o pioneiro do ensino superior em Santa Maria, ao qual se dedicou de corpo e alma.

12 de março - Cogita-se de erguer um monumento ao barão do Rio Branco, falecido a 12 de fevereiro do mesmo ano, no início da avenida de seu nome e para tal fim é constituída uma comissão. E o monumento?”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Livro de estréia de Felipe. E o centenário da Diocese

Isso é história!

1911, 29 de outubro – É sagrado o primeiro bispo, D. Miguel de Lima Valverde.

Final do ano (data indeterminada) - Felipe de Oliveira publica, no Rio de Janeiro, seu livro de poemas de estreia: Vida Extinta.

- No antigo Teatro 13 de Maio, já abandonado, funciona outro cinema, o Recreio Ideal, de Afonso Farias do Nascimento, o popular Toquinho.

1912, 5 de janeiro - Chega D. Miguel de Lima Valverde, em companhia de D. Cláudio José Ponce de Leão, arcebispo de Porto Alegre.

7 de janeiro - É solenemente instalada por D. Claudio a diocese de Santa Maria e dada posse ao seu primeiro bispo, D. Miguel.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Em dois dias, uma opereta e o novo jornal dos republicanos

Isso é história!

1911, 13 de julho – No Teatro 13 de Maio estreia a grande Companhia Italiana de Operetas do maestro Ernesto Lahoz, contando com a insigne soprano Lina Lahoz, o tenor A. Acconci e o cômico Piraccini.

15de julho - Aparece o 14 de Julho, órgão do Partido Republicano Riograndense, de propriedade de Adolfo Oto Brinckmann e tendo João Belém como chefe de redação. É o segundo deste nome a surgir na cidade, sendo que o primeiro, de propriedade e redação de Abelardo de Almeida Campos, foi empastelado pelos federalistas de Marcelino Pina, por ocasião da tomada da cidade, a 8 de março de 1894. Durará pouco mais de ano, para desaparecer em consequência de dissentimentos surgidos entre os republicanos locais.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. O fim d’O Combatente. E o grande agito na zona ferroviária

31, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1911, junho (data indeterminada) – Desaparece O Combatente, depois de vinte e quatro anos de proveitosa existência, dentão de propriedade e direção de Manoel do Carmo, inspirado poeta, que deixou vários livros, alguns publicados sob o pseudônimo de M. Ferreira Fortes, e falecido a 7 de novembro de 1951, em São Paulo.

2 de julho - Na antiga chácara da baronesa de Nonoai, hoje de propriedade das Irmãs Franciscanas, e localizada à rua Gaspar Martins, é instalado o Convento da visitação, que abriga seis freiras da Ordem de São Francisco de Salles. Terá vida efêmera.

7 de julho - Sangrento conflito entre a polícia e ferroviários, com mortes e ferimentos, põe em agitação a zona ferroviária.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Surge o Diário do Interior. E a morte do primeiro intendente

24, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1911, 15 de maio – Circula o último número de A Tribuna.

16 de maio - Surge o Diário do Interior, substituindo A Tribuna, de propriedade e direção de Alfredo Rodrigues da Costa, e que subsistirá até 30 de setembro de 1939.

26 de junho – Morre Francisco de Abreu Vale Machado, que foi o primeiro intendente municipal do município e reeleito para o período imediato, fato até hoje não repetido.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTA DO COLUNISTA: como o livro foi publicado no final dos anos 50, parece óbvio que o feito atribuído a Vale Machado somente seria repetido no início deste milênio, quando Valdeci Oliveira foi eleito e reeleito para um segundo mandato.

De lá para cá, porém, também é preciso registrar que o instituto da reeleição somente foi viabilizado na metade dos anos 90.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Em estudo, a hidráulica. E a nomeação do primeiro bispo

17, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1911, 10 de janeiro – Acompanhado pelo intendente Ramiro de Oliveira, o engenheiro Oscar Ewald vai ao Ibicuí, a fim de estudar a possibilidade de captar suas águas para a projetada hidráulica municipal.

6 de fevereiro - é nomeado o primeiro bispo de Santa Maria, D. Miguel de Lima Valverde.

Fevereiro (data indeterminada) - Na praça Tiradentes, que ficava defronte à atual prefeitura, é instalado o primeiro posto meteorológico.

30 de abril – É inaugurada a Sociedade Turf Santamariense, em substituição ao Prado Santamariense, que foi a primeira sociedade turfística organizada na cidade”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O primeiro oculista, a festa, o teatro, a conferência…

Isso é história!

1910, 2 de setembro - Abre consultório o Dr. Guilherme Rau, o primeiro oculista que teve Santa Maria. Exercerá a clínica até sua morte, a 11 de maio de 1953.

20 de setembro - Em Silveira Martins é inaugurado o monumento a José Garibaldi.

2 de outubro - Na Montanha Russa, realiza uma festa o Grêmio Gaúcho, presidido por Constantino Fernandes.

15 de outubro - Estreia a companhia dramática do notável trágico Gustavo Salvini, encenando Hamlet, de Shakespeare.

14 de dezembro - A escritora espanhola Bélem de Sárraga pronuncia uma conferência subordinada ao título O Livre Pensamento, sendo saudada por Lindolfo Collor, entre outros oradores.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Espiritismo, metodismo e o incrível ano da graça de 1910

26, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1910, 31 de março - Na residência de Otacílio Carlos Aguiar é fundada a primeira sociedade espírita de S. Maria, denominada SociedadeEspírita Frei Francisco de Mont’Alverne.

26 de agosto - Realiza-se a primeira Conferência Anual Sul-Brasileira da Igreja Metodista, presidida pelo bispo Lambuth, no templo localizado na parte térrea do sobrado sito à praça do Mercado, hoje Saturnino de Brito, onde se levanta atualmente o edifício Dalcol.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTA DO COLUNISTA: é possível que o atento leitor já tenha percebido. Anote-se, porém, com destaque que 1910, desde que esse registro cronológico começou, é daqueles anos antológicos. Um punhado de importantes acontecimentos aconteceu na boca do monte. Ao ponto de a seção estar tratando dele há, já, quatro semanas. E ainda “sobrou” muita coisa importante. Que fica para o próximo sábado.

COLUNA OBSERVATÓRIO. E então é criado o Bispado. E surge a ideia de um orfanato

19, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1910, 15 de agosto - É criado o bispado de S. Maria, por bula papal de Pio X. Em seguida, é constituída a seguinte comissão para tratar de sua instalação: dr José Mariano da Rocha, presidente; dr Nicolau Becker Pinto, secretário; Custódio Morais Chaves, tesoureiro; padre Caetano Pagliuca e João Gayger, consultores.

Dezembro (data indeterminada) – Um grupo de senhoras católicas, sob a inspiração do padre Caetano Pagliuca, organiza a Sociedade São Vicente de Paulo, para fundar um orfanato.

Dezembro (data indeterminada) – É fundada uma Sociedade Protetora dos Animais.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Essa é antiga. O trocão para o teatro que não saiu da pedra

12, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1910, 5 de agosto – O Conselho Municipal aprova o pedido de cento e oitenta contos de réis, formulado pelo intendente Ramiro de Oliveira, para  a construção de um teatro municipal, e o autoriza a emitir apólices para o respectivo empréstimo. Como veremos adiante, nem empréstimo nem teatro, apesar de comprado o terreno e lançada a pedra fundamental, de que existe fotografia com muita gente de cartola… O sucessor de Ramiro preferiu adquirir o velho Teatro 13 de Maio, com o fim de reformá-lo, o que também não se verificará.

6 de agosto – Estréia, no Teatro 13 de Maio, a Companhia dramática da grande atriz Clara Della Guardiã.

15 de novembro – É lançada a pedra fundamental do Teatro Municipal, em um terreno adquirido a Dona Joaquina Pavão e localizado onde hoje se levanta a Escola de Artes e Ofícios. Como veremos, a construção não foi levada avante.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

NOTA DO COLUNISTA: Quando o autor se refere aos tempos “de hoje”, ao falar da Escola de Artes e Ofícios, é bom realçar que se trata do fim dos anos 50.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Santa Maria recebe as suas primeiras agências bancárias

Isso é história!

1910, 5 de março - Santa Maria recebe seu primeiro estabelecimento bancário, através da instalação da agência do Banco Nacional do Comércio, feita pelo diretor Pedro Benjamim de Oliveira e pelo contador da matriz, Higino Leitão. É nomeado primeiro gerente José de Oliveira.

28 de março - Instala sua primeira agência, à rua do Comércio n° 43, atual Dr. Bozano, o Banco da Província do Rio Grande do Sul, representado pelo diretor Emílio Guillain e pelo chefe da contabilidade, Antônio Ribeiro de Vasconcelos, sendo escolhidos Vicente Correa para superintendente e Santos Pardelhas como gerente.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história. A primeira turma do Ginásio Santa Maria

Isso é história!

1909, 9 de dezembro – O Ginásio SaAnta Maria forma sua primeira turma de diplomados em ciências e letras, composta de Alvarino Prates de Araújo, Mário da Silva Brasil, Alfredo Issler Vieira, Antônio da Fontour Ilha, Mário Vieira Pires e Salúcio Brener de Morais, tendo como paranifo o dr. Borges de Medeiros, que se faz representar por José Pena de Morais.

1910, janeiro (data indeterminada) - Começa a funcionar o Tiro de Guerra 36, que substitui outra sociedade patriótica análoga e de duração de poucos meses, sendo verdadeiramente o primeiro tiro de guerra organizado em S. Maria. Subsistirá até à supressão dos tiros de guerra, em data recente.

5 de março - A Escola Complementar, que substituiu o Colégio Distrital, é transformada em Colégio Elementar, com o mesmo corpo docente, a exceção do professor Nestor Oliveira, substituído por Aurélio Porto.”

 (Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A sagração da nova matriz de Santa Maria, atual catedral

Isso é história!

1909, 3 de dezembro – A fim de sagrar a nova matriz, chega o bispo D. Cláudio José Ponce de Leão, que é alvo de calorosa recepção.

5 de dezembro - É sagrada a nova matriz e atual catedral católica romana. Amanhece chovendo, mas não impede a reunião de grande massa de povo, inclusive caravanas de P. Alegre, S. Cruz, Cachoeira, Rio Grande, Rio Pardo, Bagé e Uruguaiana. Começa D. Cláudio a sagração às 8 horas e conclui às 11, quando o padre Caetano Pagliuca celebra a primeira missa no novo templo, em intenção dos benfeitores vivos e defuntos. Grandes festejos populares completam o programa do dia. Dados referentes à construção: planta de Francisco Dupras; projeto e construção das cúpulas do dr. Oscar Ewald (refiro-me às cúpulas anteriores às atuais); construtores dos alicerces: Manoel e Ascendino Caramez; construtores das paredes: Luís Grassi, Isidoro Grassi e Nicolau Pedicini, sendo que este só acompanhou os trabalhos até à altura de quatro metros; pintura: Martin Liz; e piso: Vitório Cortese.

8 de dezembro - D. Cláudio celebra a primeira missa pontifical na nova matriz, proferindo o sermão o padre Hipólito Costábili, vigário de Bagé.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O primeiro balonista de Santa Maria voa 20 minutos. E cai

Isso é história!

1909, 24 de outubro - Assiste Santa Maria à primeira ascensão de balão (aeróstato), pilotado pelo capitão português Magalhães Costa, que anda pelo Estado a fazer exibições. O local escolhido para a partida é a Montanha Russa, então arrendada a Perfecto Leirós. Quase cheio o balão e já no posto o aeronauta, descuidam-se os encarregados de segurá-lo e ele parte inesperadamente, sob grande emoção da assistência e, talvez, algum susto do tripulante. Mesmo assim, eleva-se a uns seiscentos metros e, após vinte minutos no ar, vai cair no cerro do Baú, na subida do Pinhal, sem qualquer dano ao arrojado capitão Magalhães Costa.

31 de outubro - É reorganizada a Praça de Comércio de Santa Maria, que será transformada em Associação Comercial a 6 de junho de 1918.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O primeiro QG do Exército. E o 7° Regimento de Infantaria

Isso é história!

 “1909, 5 de março – Numa casa fronteira ao Hotel Leon, que ficava onde está o edifício dos Correios e Telégrafos, é instalado o primeiro quartel general do exército em Santa Maria, Denominado Quartel da 3ª Brigada Estratégica, comandada pelo gen. Salustiano Ferreira dos Reis. No mesmo ano, será mudado para o sobrado da esquina da Floriano Peixoto com Coronel Niederauer, demolido para dar lugar ao edifício da Faculdade de Ciências Econômicas.

6 de março - É criado o 7° Regimento de Infantaria, com os efetivos dos 17° e 29° batalhões de infantaria, que são extintos, em virtude da lei n° 1860, de 4 de janeiro de 1908, que reorganiza os quadros do exército. Compreende o 7° RI três batalhões, o 19°, o 20° e o 21°, comandados pelos majores Cristiano Frederico Buys, João Nabuco e Ladislau Teles Ferreira, respectivamente. É nomeado comandante o Coronel Joaquim Baltazar da Silveira, que não chega a assumir, e morre, no Rio de Janeiro, a 27 de maio de 1910. Assume o comando o major Buys, que, a 13 de março, passa-o ao major João Nabuco, por ser mais antigo.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. O quinto intendente. E o primeiro cinema de Santa Maria

Isso é história!

1908, 3 de outubro – Toma posse o quinto intendente municipal, Ramiro de Oliveira, que governará o município até 1912.

Dezembro (data indeterminada) - No Salão Seiffarth, à avenida Rio Branco, onde se acha atualmente o Depósito Continental, à esquina da rua dos Andradas, o primeiro cinema de Santa Maria, denominado Sala do Cinematógrafo.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

OBSERVAÇÃO: Os historiadores, ou estudiosos da história de Santa Maria, estão convidados a esclarecer onde, afinal, foi instalada a Sala do Cinematógrafo. Este colunista ousa dizer que não é o mesmo local onde se encontra o Carrefour (ali seria a Escola Hugo Taylor). Mas se recusa a afirmar. Em todo caso, os demais prédios de esquina (antigo Hotel Glória – hoje Unifra, o que tem a sede da Rádio Medianeira e o do HSBC, nos três outros três cantos da via) são candidatos.

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Teatro no Treze e a avenida Rio Branco

24, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1908, 19/20/21 de setembro – No Teatro 13 de Maio, onde está hoje o Centro Cultural, Artur Pinto da Rocha encena seu célebre drama em versos Talita, que ‘marca o ponto culminante da literatura dramática no Rio Grande do Sul’. A representação suscita vários comentários de imprensa, pró e contra, salientando-se os ataques dos adversários políticos do grande orador, jornalista e dramaturgo.

7 de outubro - A avenida do Progresso, que já se chamara rua do general Rafael Pinto (Bandeira) e rua do Coronel Valença, passa a denominar-se avenida Rio Branco”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

OBSERVAÇÃO DO COLUNISTA: o Teatro voltou a ser Teatro já faz um tempão, depois de longo período como Centro Cultural.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Leia beem devagar: renúncia coletiva na Câmara de Vereadores

17, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

 “1908, 16 de junho – Sentindo-se desautorizado pelo governo do Estado, reunincia à presidência do Conselho Municipal e ao mandato, o dr. Nicolau Becker Pinto, sendo acompanhado pelos conselheiros Antero Correa de Barros, Antônio Appel F° e João Maurer. As vagas são preenchidas pelos suplentes Manoel Carneiro de Almeida, Henrique Pedro Scherer e João Lenz.

3 de agosto – São eleitos intendente municipal, para o período 1908-1912, Ramiro de Oliveira, e conselheiros Otaviano Vieira de Araújo, Ernesto Marques da Rocha, Josué Fontoura, Vicente de Paulo Corrêa, João Lenz, Jerônimo da Costa Gomes e Aquiles Cezimbra.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

OBSERVAÇÕES DO COLUNISTA: (1) Conselho Municipal era a denominação, à época, da atual Câmara de Vereadores; e 2) Alguém consegue imaginar um edil renunciando, nos dias de hoje, especialmente pela alegação dos então parlamentares?

COLUNA OBSERVATÓRIO. O primeiro movimento paredista dos ferroviários de SM

10, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Isso é história!

1908, 13 de janeiro – Declaram-se em greve geral os operários da estrada de ferro, pela primeira vez na crônica santa-mariense e, mui provavelmente, do Estado também.

7 de junho - Morre em Roma, onde se achava em tratamento de saúde, o engenheiro João Alberti, chefe do tráfego da Auxiliaire, hoje Viação Férrea do Rio Grande do Sul, e em homenagem de quem se deu o nome à parada entre Camobi e Arroio do Só..”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

OBSERVAÇÃO DO COLUNISTA: a Auxiliaire, referida por Beltrão, seria sucedida pela Viação Férrea, que ainda existia à época do lançamento do livro. Mais tarde, se transformaria na Rede Ferroviária Federal SA, sob o controle da União. Isso duraria até os anos 90 do século passado, quando foi privatizada e comprada pela atual América Latina Logística (ALL). Ah, e não se tem notícia de greve ferroviária desde os anos 60.

COLUNA OBSERVATÓRIO. E então a Montanha Russa é o local chique de Santa Maria

Isso é história!

1907, dezembro (data indeterminada) - Começa a funcionar a Montanha Russa, aprazível recanto na encosta da serra, que profundas recordações deixará na crônica social e boêmia da cidade e fará lembrar, também, o nome de seu derradeiro proprietário. Venceslau Sfoggia, o velho Cuque, como era apelidado. Com seus lagos, bosques e engenhosos aparelhos de distraimento, por muitos anos será o refúgio domingueiro obrigatório dos santa-marienes e o local predileto das festas sociais.

1908, 9 de janeiro – O Ginásio Santa Maria é equiparado ao Ginásio Nacional Pedro II.

4 de abril – Em um barracão, localizado na avenida do Progresso, hoje Rio Branco, é celebrado o primeiro culto da Igreja Adventista do Sétimo Dia em nossa cidade, dirigido pelos ministros John Lipke, que faz a primeira conferência. W. Spies e P. Kraemer.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A eleição de Carlos Barbosa e as 150 dúzias de foguetes

Isso é história!

 “1907, 25 de novembro – Depois de violenta campanha política, que empolga a cidade durante alguns meses, realiza-se a eleição para presidente do Estado. São candidatos o dr. Carlos Barbosa, pelo Partido Republicano, em Santa Maria sob a chefia de Ramiro de Oliveira, e o dr. Fernando Abbott, da dissidência republicana, chefiada aqui por Antero Correa de Barros. Carlos Barbosa vence na cidade e perde nos distritos, obtendo uma diferença de 150 votos sobre Fernando Abbott. Grande regozijo pela vitória. Das 5 da tarde à meia-noite são queimadas 150 dúzias de foguetes!

4 de dezembro – A cidade recebe a visita pastoral de D. João Antônio Pimenta, bispo de Pentacônia e coadjutor de D. Cláudio José Ponce de Leão, bispo do Rio Grande do Sul.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Um novo colégio na cidade. E o jornal dos republicanos

20, agosto, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Isso é história!

1907, fevereiro (data indeterminada) – Começa a funcionar o Colégio Ítalo-Brasileiro, dos professores Umberto e Iro Ancarani, em um prédio da rua do Acampamento, onde esteve a correaria de José Morisso. Mudar-se-á, logo depois, para o sobrado ainda hoje existente à esquina da Acampamento com a 1° de Março.

27 de março – Surge A Tribuna, órgão do Partido Republicano, dirigido por José Pena de Morais e redatado por João Belém, José Vieira do Amaral, Abelino Vieira, dr. Rodrigues Leitão e Josué Fontoura.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: a aludida rua 1° de Março o repórter não sabe identificar. Pode ser (quem souber, está convidado a esclarecer) a Pinheiro Machado ou a José Bonifácio, ou até a rua Gaspar Martins ou a atual avenida Medianeira. De todo modo, o sobrado citado não mais existe.

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! E então começa a nascer a Vila Belga

Isso é história!

1906, setembro (data indeterminada) - A Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer, proprietária da rede ferroviária sul-riograndense, inicia a construção de uma vila residencial, que, em firtude da nacionalidade dos principais elementos da companhia, fica conhecida por Vila Belga, e ainda hoje ocupa os quarteirões delimitados pelas ruas Manoel Ribas, André Marques, 13 de Maio e avenida Rio Branco.

Final do ano – são lotados 1604 prédios no perímetro urbano.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! A Loja Luz e Trabalho. E o mercado público

Isso é história!

 “1906, 1° de maio - É fundada a Loja Maçônica Luz e Trabalho, com a fusão da Paz e Trabalho, fundada a 6 de agosto de 1894, em continuação à Loja Boca do Monte, e da Luz e Fraternidade, fundada a 14 de junho de 1898, tendo como primeiro venerável Henrique Ribeiro da Silva.

24 de setembro - O intendente Dutra Vila comunica ao Conselho Municipal que, à concorrência aberta para a construção de um mercado público, somente foi apresentada a proposta de Perfecto Leirós Rodriguez. O local fora doado por um grupo de santa-marienses e correspondia à atual praça Saturnino de Brito, que, por isso, era antes conhecida como do Mercado, recordando a iniciativa não realizada.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Imposto para municipários. E a morte do Doutor Pantaleão

Isso é história!

1905, 6 de novembro - O Conselho Municipal cria um imposto de cinco por cento, cobrável mensalmente, para todo o funcionário municipal que receber vencimentos superiores a um conto de réis anuais (mil cruzeiros).

1906, 14 de julho - O Colégio Distrital é transformado em Escola Complementar, com o seguinte corpo docente: Margarida Lopes (diretora), Cícero Jacinto Barreto, Alcina Ribeiro, Francisca Weinmann, Oto Muller, Nestor Oliveira e Catarina Acampis.

17 de julho - Morre o dr. Pantaleão José Pinto, médico ilustre e elemento de projeção na política e na sociedade santa-mariense.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Colégio Sant’Anna e a cumieira da Catedral. Isso é história!

Isso é história!

1905, 3 de março - Começa a funcionar o Colégio Sant’Anna, das Irmãs Franciscanas, num prédio da praça Ipiranga, no local em que se levanta hoje a residência de dª Ladí Oliveira, tendo como diretora a madre Cláudia.

14 de maio - É festivamente levantada a cumieira da nova matriz e atual catedral. Realiza-se uma festa campestre, em benefício, na chácara de Carlos Cassel, sendo rezada uma missa campal pelo superior dos palotinos, padre Maximiliano Kugelmann, aceitado pelos padres Caetano Pagliuca e Agostinho Rorato, e, à noite, no Teatro 13 de Maio, há um espetáculo de gala.

21 de outubro - É instalado o Primeiro Congresso da Igreja Episcopal Brasileira e lançada a pedra fundamental do templo evangélico, o mesmo que se levanta à avenida Rio Branco.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. É a história. O assalto ao trem. E a eleição de Dutra Vila

Isso é história!

 “1904, 30 de junho - Na estação de Taquarembó, o trem de passageiros procedente de Cruz Alta é assaltado por quatro indivíduos, de pistola em punho, que procuram o ex-juiz da comarca de Passo Fundo, dr. Cavalcanti, em viagem para seu novo posto em Camaquã, a fim de retirá-lo do trem. Reagem o pessoal do trem e alguns passageiros, há troca de tiros, estabelece-se confusão e os assaltantes são postos em fuga, deixando em paz o juiz procurado.

3 de agosto - Procedem-se as eleições municipais para intendente e conselheiros, sendo eleitos Manoel José Dutra Vila, vice-intendente em exercício, para o cargo de intendente; e Antero Correa de Barros, Otaviano Vieira de Araújo, Régulo de Morais, Antônio Appel F°, Augusto José de Seixas, Jerônimo da Costa Gomes e Josué Fontoura, para conselheiros municipais.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Leia a ata que instalou Colégio Santa Maria

Isso é história!

1905, 12 de fevereiro - É solenemente instalado o Ginásio Santa Maria, hoje Colégio do mesmo nome. Íntegra da ata de inauguração: ‘Aos doze dias do mês de fevereiro de mil novecentos e cinco, nesta cidade de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, no edifício pertencente à Congregação dos Irmãos Maristas, situado à Rua Marechal Floriano Peixoto n° 78, presentes as autoridades militares e civis, representantes de todas as classes sociais e da Imprensa Local, foi, sob a Presidência do Snr. Tenente-Coronel Manoel José Dutra Villa, em sessão solene inaugurado o Ginásio Santa Maria. Pelo respectivo Diretor do Ginário foi dada a palavra ao Dr. Andrade Neves Neto, que pronunciou o discurso oficial. Foi depois dada a palavra a quem dela quisesse fazer uso. Ninguém a querendo, o Sr. Diretor leu uma excusa do Snr. Major José Penna de Morais, Inspetor Escolar, desculpando-se de não poder comparecer á sessão. Nada mais havendo, foi declarada encerrada a sessão, de que eu, José Joaquim de Andrade Neves, lavrei a presente ata que é lida e assinada pelos presentes.

16 de fevereiro – Começa a funcionar o Ginásio Santa Maria”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Serviço telefônico é inutilizado. Terá sido sabotagem?

Isso é história!

 “1904, 7 de janeiro - É assinado o contrato para a exploração dos serviços de telefones entre a Intendência Municipal e Otaviano Vieira de Araújo, sob protesto de Emílio Guardiola, proprietário da Telefone Comercial. Iniciam-se as represálias da Companhia Santa-Mariense de Luz Elétrica, também interessada na concessão, contra os telefones de Guardiola. É advogado de Guardiola o conhecido chefe federalista de 93, Prestes Guimarães.

20 de janeiro - Um curto-circuito inutiliza totalmente as instalações da Telefone Comercial. Obra de seu concorrente?

Janeiro (fins) - Começam a funcionar os telefones de Otaviano Vieira de Araújo.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO.A morte de um povoador. E nasce a Colônia de Filipson

Isso é história!

 “1903, 29 de agosto - Em sua fazenda, no Pau Fincado, morre o ten.cel. Inácio Teixeira da Cerqueira César, nascido a 11 de julho de 1801, um dos primeiros povoadores de Santa Maria. Foi juiz de paz, vereador e sub-delegado de polícia ao tempo em que S. Maria era distrito de Cachoeira. Fez a Revolução de 35 como major dos “farrapos”.

Dezembro (data não determinada) - A companhia israelita Jewish Colonisation Association funda a Colônia de Filipson, em terras outrora integrantes da estância do coronel João Batista de Oliveira Melo, e, no momento, de propriedade de herdeiros de João Pereira dos Santos e de Camilo Barcelos. São instaladas oitenta famílias judias, mas a colônia não resiste mais de três anos, passando os lotes à posse de Leizer Steinbruch, Jerônimo Zelmanovitz e Jaime Brillmann, por compra feita aos outros colonos.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Se instala o Dr Turi. E o serviço telefônico vai à licitação

Isso é história!

1903, 13 de julho - Instala consultório na cidade o dr. Nicola Turi, que aqui clinicará, ininterruptamente, até sua morte, em 6 de janeiro de 1949. Natural de Calabrito, província de Avelino, Itália, nasceu a 13 de novembro de 1873. Formou-se em medicina pela Universidade de Nápolis, em 1899, e, após clinicar em Montevidéo, radicou-se em S. Maria, onde desempenhou vários cargos profissionais e conquistou vasta clientela, deixando seu nome ligado à história da medicina santa-mariense.

30 de dezembro - A Intendência Municipal aceita a proposta de Otaviano Vieira de Araújo para a exploração do serviço de telefones na cidade. Estando a esgotar-se o prazo concedido a Emílio Guardiola, que, desde 1° de fevereiro de 1901, mantém a Telefone Comercial, a primeira empresa de telefones que teve a cidade, o intendente municipal manda abrir concorrência pública, a que se apresentam Guardiola, a Companhia Santa-mariense de Luz Elétrica e Otaviano Vieira de Araújo, que a vence.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Fim de um regimento. E morte de um povoador de Santa Maria

Isso é história!

1903, 3 de março - O Governo do Estado extingue o 1° Regimento de Cavalaria, adido à Brigada Militar, comandado pelo tem.cel. João Rodrigues Menna Barreto.

Organizado durante a Revolução de 93, distinguiu-se em várias oportunidades e, finda a guerra civil, ficou sediado em S. Maria. Vem substituí-lo a ala esquerda do 1° Batalhão de Infantaria da Brigada Militar.

29 de agosto - Em sua fazenda, no Pau Fincado, morre o tem.cel. Inácio Teixeira de Cerqueira César, nascido a 11 de julho de 1801, um dos primeiros povoadores de S. Maria. Foi juiz de paz, vereador e sub-delegado de polícia ao tempo em que S. Maria era distrito de Cachoeira. Fez a Revolução de 35 como major dos “farrapos”.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. A obra da futura catedral. E a morte do “resmungão”

Isso é história!

1902, 8 de dezembro - Às 10 horas da manhã, com grande assistência, é lançada a pedra fundamental da futura matriz e atual catedral, sendo oficiante o padre Caetano, que, após a bênção ritual, profere um discurso alusivo, seguido na palavra pelo dr. Pires de Oliveira e Ramiro de Oliveira. A ata, jornais, moedas e outros pequenos objetos são encerrados numa caixa de zinco, que é colocada no ângulo norte dos alicerces.

1903, 4 de janeiro - Morre, na cidade, o capitão Oto Brinckmann, nascido a 21 de maio de 1826, na Alemanha, donde veio integrando um dos corpos de mercenários dos “brummers”, isto é, resmungões, apelido com que passaram à história militar brasileira. Como oficial, tomou parte na Campanha de 1851, conquistando a medalha de ouro e, depois, radicou-se em S. Maria, dedicando-se à agrimensura.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)

COLUNA OBSERVATÓRIO. Isso é história! Fé em ação: católicos, metodistas e episcopais

Isso é história!

1901, 10 de novembro - O reverendo John W. Price inicia o culto metodista em Santa Maria.

1902, fevereiro (sem data determinada) - Aparece o jornal Estrela do Oriente, órgão da comunidade episcopal brasileira.

1902, abril (sem data determinada) - É constituída a comissão construtora da nova matriz, composta assim: Antero Corrêa de Barros, presidente; padre Caetano Pagliuca, vice; Aníbal di Primio, tesoureiro; Amadeu Weinmann, mais tarde substituído por Pedro Weinmann, secretário; dr. Gustavo Wauthier, consultor técnico; dr. Augusto Álvares Cunha, depois substituído por Antônio Alves Ramos, Augusto José de Seixas e Daniel Fernandes, diretores.”

(Do volume 1 – 1877-1930 do livro “Cronologia Histórica de Santa Maria…”, de Romeu Beltrão, editado em 1958)