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Textos com Etiquetas ‘Globo’

ESCANCAROU. Campanha institucional da Rede Globo usava número e slogan de Serra

Que coisa!!! O comentarista habitual do sítio, Rogério Ferraz, se REFERIU ao assunto, na seção “Esquina Democrática”, inclusive citando nota publicada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim.  E é verdade que o descaramento era tanto, que a antiga “vênus platinada” voltou atrás. Mas, ainda assim, o episódio fica marcado como algumas questões são “resolvidas” por aqui.

Ah, para que tenhamos um claro entendimento sobre como funciona um veículo de comunicação quando assume (mas não diz, que é onde mora o crime) uma postura de deslavado apoio a uma candidatura, acompanhe o texto de Stanley Burburinho, publicado no portal de Luis Nassif. Aí, você fica conhecendo a história – agora interrompida. A seguir:

Globo: como afrontar o TSE e se tornar uma ameaça real

A TV Globo lançou hoje, domingo 18/04/2010, depois do Fantástico um jingle comemorativo dos 45 anos da empresa. Colocou vários artistas cantando: “Nós podemos mais.”

Coincidências:

1 – o slogan da campanha do Serra é: “O Brasil pode mais.”

2 – o jingle é comemorativo dos 45 anos da Globo. O número 45, por coincidência, é o número do PSDB.

Por que no ano passado não fizeram um jingle para comemorar os 44 anos da Globo? Não me lembro da Globo ter comemorado os 35 anos de idade com um jingle…”

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MÍDIA E ELEIÇÃO. Trio de (ex?)grandes veículos entra na guerra. E vale até virar panfleto

Antes era apenas a Veja, que havia se transformado em ex-revista e continua sendo o “case” a ser estudado. Afinal, como pode um importante veículo de comunicação do País ter se transformado, em tão pouco tempo, em apenas um panfleto? Que fere as regras mais comezinhas da prática do jornalismo.

Veja: a ex-revista virou panfleto. E faz tempo. Como? Sem contraditório. Mas não apenas

Pooois é. Outros integrantes da mídia grandona faziam o mesmo, mas mais discretamente, e passando um verniz no que noticiavam. Agora, porém, parece ter-se formado um verdadeiro trio. À publicação da Editora Abril (que, como alguns sabem, virou oposição por um “nobre” motivo: o fato de o presidente Lula decidiu democratizar o acesso às verbas para livros e revistas didáticas, fazendo os Civita perder mais de R$ 100 milhões/ano) seguem-se, neste momento, outros dois ícones da mídia pátria. Um, que teve importante papel na redemocratização do País (ainda que tivesse colaborado diretamente com o regime militar, na sua primeira década), é a Folha de São Paulo. Outro, a Rede Globo – se bem que esta já é conhecida, historicamente, pela arte da manipulação.

Mas, e isso é que talvez seja o novo, aparentemente estão agindo juntos, nessa que virou uma verdadeira guerra. Em que vale tudo. Ou quase. Ou tudo mesmo.Ok, ok, ok. Este repórter tem dito isso seguidamente, então não vale. Fiquemos, assim, com outra avaliação. Esta feita por Maurício Caleiro, jornalista e doutorando em comunicação pela Universidade Federal Fluminense. O artigo foi publicado no insuspeito e muito acatado sítio especializado Observatório da Imprensa. Acompanhe:

A revista na guerra eleitoral

No decorrer das duas útimas semanas, evidências sucessivas sugerem que, após o convescote do Instituto Millenium, o comportamento do triunvirato midiático Globo-Veja-Folha de S.Paulo se tornou ainda mais agressivo e distante do que se espera de um setor encarregado da nobre missão de informar a sociedade. A hipótese de ações coordenadas, com vistas a interferir, de maneira pesada, no jogo eleitoral, parece se confirmar.

Senão, vejamos: o Jornal Nacional claramente subiu o tom, incluindo uma despropositada insinuação quanto ao triplex do presidente; O Globo vem oferecendo factóides em sequência – culminando com a “notícia” de que Lula pediria licença por dois meses, deixando ninguém menos que José Sarney como presidente interino; e a Folha de S.Paulo brinda seu cada vez mais reduzido leitorado com uma vendetta disfarçada de reportagem contra um jornalista que fora uma de suas estrelas por mais de uma década.

Porém, no quesito jornalismo tendencioso, Veja continua imbatível. A chamativa capa de semana passada, afirmando, em gíria da marginália, que a casa do partido X caiu, seria por si só – pela linguagem empregada, pelo escândalo buscado e, sobretudo, pela precariedade das acusações face às provas – evidência da, sejamos indulgentes, exaltação exacerbada de ânimos que se seguiu ao tal convescote.

No entanto, desmentida em questão de dias por decisão judicial que não apenas recusou as denúncias, mas criticou o promotor pelo parco embasamento das mesmas, a matéria – e o destaque a ela dado – suscita urgente discussão sobre quais os limites da…”

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MÍDIA. Globo erra e culpa assessor de imprensa. Agora, terá que pagar indenização de 200 salários mínimos

“Babada” do Jornal Nacional. Culparam o assessor de imprensa. Agora, terão que pagar

Não deixa de ser um bálsamo para quem atua como assessor de imprensa – uma das 27 atividades deste (nem sempre) humilde repórter (que tem também, para contrabalançar, algo como 73 credores). Afinal, a gente sofre. Se sai algo errado na mídia, a culpa seeeeempre é nossa. Difícil explicar que somos apenas facilitadores, e não donos do espaço. Isso sem falar nos equívocos que (no caso de Santa Maria muito eventualmente ocorrem) cometem com palavras que supostamente tenhamos dito.

Nesse contexto, é legal saber que a superpoderosa dançou. A vítima inicial, e agora vitoriosa na Justiça, é um assessor de imprensa. Que (embora ainda existe recurso possível) deverá embolsar uma boa grana. Afinal, o principal órgão do corpo humano (e das empresas) é mesmo o bolso. Confira a reportagem publicada no sítio eletrônico especializado Consultor Jurídico. O texto é assinado por Gláucia Milício. A seguir:

Globo é condenada por atribuir culpa indevidamente

É intolerável que uma emissora do porte da Rede Globo, em condições de averiguar corretamente o erro, se isente de falha e culpe um terceiro sem o menor receio da ofensa à reputação. A fundamentação foi usada pela 6ª Câmara de Direito Privado, do Tribunal de Justiça de São Paulo, para negar recurso da Globo contra decisão que a condenou em primeira instância.

A emissora foi condenada a pagar 200 salários mínimos ao então assessor de imprensa da Justiça Federal em São Paulo, Márcio Silva Novaes, que hoje trabalha na Rede Record. O caso começou no ano 2000, quando o assessor distribuiu informe à imprensa sobre o recebimento de denúncia criminal contra o ex-juiz Nicolau do Santos Neto, condenado por desvio de verbas públicas destinadas à construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Além dele, mais dois foram denunciados: Monteiro de Barros e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz.

A emissora, contudo, noticiou no Jornal Nacional que a denúncia também fora recebida contra Maria da Glória Beirão dos Santos, mulher de Nicolau, e que teria sido até decretada a sua prisão. Quando a emissora percebeu o erro, mesmo informada do equívoco, noticiou no dia seguinte – em rede nacional – que a informação incorreta havia sido transmitida por culpa do assessor de imprensa.

Na ação, o assessor demonstrou que não teve relação com o erro, já que os outros veículos como a Record, Folha de S.Paulo e Estadão receberam a mesma informação e divulgaram de maneira correta. Por isso,…”

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MÍDIA. Lula estaria se descolando da Globo, em busca de um novo jeito de se relacionar com ela. Será?

23, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

Antecipadamente, vamos combinar uma coisa: o tema é pra lá de interessante. Este das relações entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a Globo, a maior (e quase monopolista) corporação de mídia do País. Mas isso vale apenas para uma pequena parcela da sociedade. Sejam os midiatas em geral (incluído este repórter) ou gente da academia. Não, não é uma crítica velada ou aberta a quem quer que seja. Apenas colocando cada um no seu quadrado. Não sejamos ingênuos ou bobos. A população não percebe nada disso, tanto que vê o Lula na TV (Globo especialmente) todo o dia, desconhecendo o que poderia estar acontecendo por trás da telinha.

Lula e a Globo. A relação mudou - principalmente na comparação com governos anteriores. Mas, e daí?

Lula e a Globo. A relação mudou - principalmente na comparação com governos anteriores. Mas, e daí?

Dito isso, é evidente também que em algum momento o debate se espraiará. Daí a importância dele ter começado, não interessa onde, neste momento. É nesse sentido que me parece importante reproduzir aqui um artigo escrito por Dario Pignotti, publicado originalmente no jornal francês Le Monde Diplomatique e reproduzido no sítio Carta Maior. A foto é da Agência Brasil. Tenho a impressão que ele permite que se elucidem algumas questões que, mais adiante, poderá facilitar o entendimento do que estiver acontecendo. Acompanhe:

O embate entre o governo Lula e a rede Globo

No início da década de 1980, centenas de milhares de brasileiros cantaram em coro “O povo não é bobo, abaixo a rede Globo!”, quando a corporação na qual se apoiou a ditadura militar censurou as mobilizações populares contra o regime militar, utilizando fotonovelas e futebol para tentar anestesiar a opinião pública. Hoje, um segmento crescente do público brasileiro expressa seu descontentamento frente o grupo midiático hegemônico. Medições de audiência e investigações acadêmicas detectaram um dado, em certa medida inédito, sobre as relações de produção e consumo de informação: a credibilidade da rede Globo, inquestionável durante décadas, começa a dar sinais de erosão.

Contudo, é possível perceber uma diferença substantiva entre a indignação atual e o descontentamento daqueles que repudiavam a Globo durante as mobilizações de três décadas atrás em defesa das eleições diretas (1). Em 1985, José Sarney, primeiro presidente civil desde o golpe de Estado de 1964, obstruiu qualquer pretensão de iniciativa reformista relativa à estrutura de propriedade midiática e ao direito à informação, em cumplicidade com a família Marinho – proprietária da Globo, da qual, aliás, era sócio. O atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, parece disposto a iniciar a ainda pendente transição em direção à democracia na área da comunicação.

No início de 2009, no Fórum Social Mundial realizado na cidade de Belém, Lula convocou uma Conferência Nacional de Comunicação. A partir daí, mais de 10 mil pessoas discutiram em assembléias realizadas em todo o país os rumos da comunicação e definiram propostas para levar para a Conferência, realizada de 14 a 17 de dezembro, em Brasília. “É a primeira vez que o governo, a sociedade civil e os empresários discutem a comunicação; isso, por si só, já é uma derrota para a Globo e sua política de manter esse tema na penumbra (…) O presidente Lula demonstrou estar determinado a instalar na sociedade um debate sobre a democratização das comunicações; creio que isso terá um efeito pedagógico e poderá converter-se em um…”

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MÍDIA. Conheça mais uma boa razão para não levar muito a sério a briga entre Globo e Record

globo x recordDevo ter escrito uma ou duas notas, se tanto, acerca do forrobodó entre Globo e Record. Numa delas, inclusive, chamei a atenção para a chatice – decorridos quatra ou cinco dias do bafafá nos principais programas jornalísticos das duas redes grandonas. A verdade é que nada tem a ver com briga judicial ou religião. Não, naaaada disso. É puro “business”.

Tanto isso é verdade que, em alguns momentos bem específicos, o que conta, meeeesmo, é o bolso. E a ilustração dessa nota (extraída de vooz.com) perde todo o sentido. Confira, por exemplo, a nota publicada por Lauro Jardim, na versão online da seção “Radar”, da ex-revista Veja. E perceberá, com nitidez, porque não estou nem aí para eles. A seguir:

Globo(sat) negocia com a Record

A Globosat vai começar a negociar em breve com a Record a compra dos direitos do Pan de 2011 (Guadalajara) e de 2015 (em cidade ainda não escolhida) para transmissão em canais fechados.

A tendência é que a transação seja fechada – interessa à Record, detentora desses direitos, faturar com essa venda.

E não seria uma negociação inédita: a Globosat no final de 2008 comprou da Record os direitos de transmissão das Olimpíadas de Londres de 2012. Pagou 22 milhões de dólares pelo evento.”

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CACHORROS GRANDES. Briga entre Globo e Record, embora importante, já se tornou uma chatice

Eu sei que é importante. Afinal, trazer à luz os problemas que podem envolver a maior rede de televisão do País e aquela que, aparentemente, tem mais fôlego para persegui-la na audiência, permite à sociedade verificar como as duas se comportam. Sim, Globo e Record (esta ainda bem atrás) são responsávaveis por algo como 70% da audiência da televisão aberta brasileira. Então, vamos combinar, o bafafá entre ambas é de interesse público.

O problema é que, mais do que fé ou polícia, o que está se tratando nas telinhas desse cachorros grandes da comunicação brasileira, o que importa meeesmo é o “business”. Mais até do que a informação. E, como fatos novos são raros, duas semanas depois de iniciada a refrega, a impressão é apenas de que acabou o jornalismo. E começou apenas a guerra.

Com outras palavras, mais talento e, sobretudo, maior quantidade de informações, quem escreve sobre isso, num dos tópicos da seção “Circo da Notícia” desta semana, é o experiente profissional Carlos Brickmann. O trecho a seguir é reproduzido do original, publicado no sítio especializado Observatório da Imprensa. Confira:

 Um contra o outro, ambos contra o espectador

A briga de veículos de comunicação é saudável: é a oportunidade de mostrar aqueles fatos que normalmente ficam escondidos por debaixo dos panos. Mas há um equilíbrio que precisa ser mantido: a briga, por si só, pode ser interessantíssima para as empresas envolvidas, pode ser vital para elas, mas o consumidor de notícias e de entretenimento não tem nada com isso. Aqueles cidadãos e cidadãs que o sábio Octavio Frias de Oliveira chamava de “Sua Excelência, o leitor” são esquecidos, enquanto os protagonistas da briga se esmeram em chateá-los.

E o duelo Globo vs. Record está chatíssimo. Não se trata de discutir quem tem razão, mas a incessante insistência em notícias que já foram inúmeras vezes ao ar. Informações novas, sem dúvida; acompanhar o caso, claro. Mas não abusar da disponibilidade de tempo e de paciência do telespectador; pois repetir histórias apenas para manter o episódio em evidência é um desrespeito ao cliente.

E há novidades, tantos dias depois das primeiras notícias? Há – embora, às vezes, as novidades só sejam novas para nós, brasileiros. A Record acaba de dar uma bela tacada na disputa com a Globo: comprou os direitos do documentário Muito além do Cidadão Kane (Beyond Citizen Kane), cujo título remete ao clássico Cidadão Kane, filme de Orson Welles que retrata um barão das comunicações muito semelhante a William Randolph Hearst, lendário por seu poder, que…”

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