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ALÉM DAS 4 LINHAS. O que há por trás das mudanças no calendário do futebol

15, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Vamos mais a fundo e tentar fazer o que poucos têm coragem: falar sobre os “donos” do futebol. Ainda mais com a Confederação Brasileira de Futebol seguindo o critério “o que está funcionando bem ’a gente’ muda”.

Quem é jovem deve lembrar. Na década de 1990, os times “expressinhos” eram bastante utilizados para cumprir uma agenda cruel, com até dois jogos num mesmo dia (!).

Por mais críticas que possamos fazer a ele, Ricardo Teixeira soube melhorar o calendário aos poucos. Mesmo que o fosso para os times pequenos só cresça, a organização do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, primeiro através da Série A em 2003 e dois anos depois na Série B, permitiu uma regularidade de datas jamais vista. Isto é inegável, assim como o fim das viradas de mesa. Agora grande cai, e isso é bom.

Quanto à competitividade, o ano estava bem definido. Os Estaduais – torneios que os grandes tratam com desdém, mas os que não o ganham sabem sua importância – dão a emoção dos clássicos regionais com caráter decisivo; a Libertadores é a cereja do bolo, difícil, mas prazerosa; o Brasileirão é a regularidade à prova, com decisões cada vez mais emocionantes tanto quanto na época dos mata-matas; a Sul-Americana ainda sofre por um respeito maior, mesmo com a vaga ao campeão para a Libertadores…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Muda o calendário do futebol brasileiro. Mas, a quem isso interessa? – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

15, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 13 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

A Confederação Brasileira de Futebol resolveu chamar a atenção para si no final de ano. Primeiro, Ricardo Teixeira (finalmente) resolveu largar o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA 2014, repassando-o para Ronaldo Nazário (o neófito cartola do curíntia). Depois, veio o anúncio de que ele se afastará por 45 dias do comando, deixando a entidade sob presidência de José Maria Marin – ex-jogador do São Paulo na década de 50, vice-governador de Maluf na década de 1980 (este homem já teve sua relevância na política paulista, operando com Paulo Salim na repressão contra as greves do ABC, por exemplo) e atual vice-presidente da CBF pela região Sudeste.

Mas “só” isso não bastava. Ricardo Teixeira e seu diretor de competições, Virgínio Elísio, resolveram mudar o calendário das competições nacionais a partir de 2013, mesmo quando tudo parecia estar caminhando bem. Os motivos? Nós contamos a partir daqui.

Tudo caminhava bem…

Com o fim do Campeonato Brasileiro, os bastidores do esporte bretão costumam ser sempre muito agitados. Os clubes fazem algumas contratações, há trocas no comando técnico,… Enfim, fatos corriqueiros do mundo da bola.

Mas, como de costume, esta coluna deixa isso para os grandes veículos de mídia abordarem. Vamos mais a fundo e tentar fazer o que poucos têm coragem: falar sobre os “donos” do futebol. Ainda mais com a Confederação Brasileira de Futebol seguindo o critério “o que está funcionando bem ’a gente’ muda”.

Quem é jovem deve lembrar. Na década de 1990, os times “expressinhos” eram bastante utilizados para cumprir uma agenda cruel, com até dois jogos num mesmo dia (!).

Por mais críticas que possamos fazer a ele, Ricardo Teixeira soube melhorar o calendário aos poucos. Mesmo que o fosso para os times pequenos só cresça, a organização do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, primeiro através da Série A em 2003 e dois anos depois na Série B, permitiu uma regularidade de datas jamais vista. Isto é inegável, assim como o fim das viradas de mesa. Agora grande cai, e isso é bom.

Quanto à competitividade, o ano estava bem definido. Os Estaduais – torneios que os grandes tratam com desdém, mas os que não o ganham sabem sua importância – dão a emoção dos clássicos regionais com caráter decisivo; a Libertadores é a cereja do bolo, difícil, mas prazerosa; o Brasileirão é a regularidade à prova, com decisões cada vez mais emocionantes tanto quanto na época dos mata-matas; a Sul-Americana ainda sofre por um respeito maior, mesmo com a vaga ao campeão para a Libertadores.

A Copa Kia do Brasil (ai, ai, não cansam de vender os símbolos para as transnacionais!) – não o Joorabchian, mas a marca de carros sul-coreana – dá a emoção dos mata-matas e a possibilidade de um pequeno surpreender (Criciúma, Juventude, Paulista e Santo André que o digam). Quer dizer, a Copa do Brasil dava esta expectativa, ou dará até 2012.

O torneio teve anunciada a mudança de sua fórmula a partir de 2013. Só não começa a partir do ano que vem porque o Estatuto do Torcedor exige prazo de dois anos para mudança de forma de disputa – e exige tantas outras coisas que deveriam ser respeitadas, já que o torcedor agradeceria.

O novo formato

O novo formato terá a participação de 86 clubes, no lugar dos atuais 64 (uau, quem não se lembra: onde a Arena vai mal, mais um no Nacional, onde vai bem, mais um também!). 80 virão segundo critérios da CBF ainda não definidos e disputarão mata-matas até que sobrem 10 clubes, ou seja, teremos quatro fases, no lugar das duas atuais, até se chegar às oitavas-de-final.

E os outros seis? Por mais que os dois primeiros anos de Série D, dentre outros problemas (financeiros, especialmente) tenha chegado a ter 5 classificados para as quartas-de-final, com três desclassificados sendo classificados depois, eles já corrigiram o erro a partir deste ano.

Para a Copa Kia do Brasil, os seis virão da Copa Santander Libertadores – haja marcas! Caso só cinco times brasileiros participem da competição sul-americana, o líder do ranking da CBF chegaria direto para as oitavas – hoje seria o Santos, não mais o Grêmio, que perdeu o posto no RNC no início da semana.

Este é um desejo antigo. Desde 2001 que os times que participam da Libertadores não atuam no torneio local por falta de datas, problema ainda sem solução. A ideia é que o torneio nacional vá de março a novembro, numa clara imitação das copas e taças dos países europeus. Estica o calendário, estica até que arrebenta os clubes médios, só restando os abençoados pelo pool de empresários-investidores!

Dos oito perdedores desse mata-mata, os quatro com melhores campanhas no Brasileiro do ano anterior serão remanejados para a Copa Bridgestone Sul-Americana (mais um torneio vendido!, Ay Caramba, Bolívar dá coices na tumba e Artigas esperneia também!) do mesmo ano. Quer dizer, se o torneio continental já não era levado a sério, agora a CBF assume que não precisa, afinal, virou um consolo.

Eles entrarão já na etapa internacional, eliminando os confrontos entre brasileiros na primeira fase e diminuindo pela metade a participação nacional no torneio. 

Mas o problema não é só “imitação”

Esta decisão acaba com uma das fontes de disputa do Brasileirão. Com exceção de 2011, quando as vagas foram rapidamente definidas, a disputa por entrar na “zona da Sul-Americana” permitia que os times no meio da tabela pudessem dar trabalho e entrar em campo com vontade de vencer.

Além disso, se um torneio assim parece não ser importante para São Paulo ou Palmeiras – se bem que ambos estão com necessidade de títulos… – para clubes como Atlético-GO e Bahia, classificados para 2012, vale muito. É a chance de aparecer em nível internacional.

Além disso, com a ampliação de datas para o torneio, com Estaduais e Brasileirão mantendo os formatos atuais, o número máximo de partidas oficiais de um clube brasileiro em um ano saltará de 83 para 89! E em 2014, com a parada para a Copa do Mundo, como fica? Nem a CBF sabe.

Explicando 1 – O fator Corinthians

Pode se tratar de uma mera coincidência (o que estes colunistas duvidam muito), mas bastou o Corinthians ser eliminado na pré-Libertadores para a CBF incluir os times que disputam a maior competição da América do Sul na Copa do Brasil. Teixeira deve ter tomado esta decisão na companhia de seus novos aliados Andrés Sánchez e Ronaldo – o mesmo que disse em 2009 que o presidente da CBF tem duplo caráter.

O time corintiano passou os primeiros meses do ano disputando “apenas” o Campeonato Paulista. Eles só não vêem que isso acabou sendo uma vantagem. O clube paulista pôde reformular a equipe e entrar descansado para o Brasileiro, onde venceu oito dos dez primeiros jogos disputados (mais dois empates). Quando caiu o rendimento, a gordura serviu para mantê-lo entre os primeiros. Porém, o dinheiro a entrar nos cofres foi menor.

Parece-nos claro que a CBF quer privilegiar os clubes grandes. O caminho para o título de um time dos chamados pequenos é bem maior. Quatro divisões nacionais – que não aumentaram a quantidade de participantes de forma geral – e mais uma Copa Kia do Brasil com duas fases a mais e nas oitavas de final com o enfrentamento com elencos montados para a Libertadores.

Além disso, se for eliminado precocemente da Copa do Brasil não parece haver problema. Mesmo que estes clubes não disputem mais nada ao longo do ano e tenham que encerrar suas atividades por falta de renda – algo mais que comum.

É a lei da CBF: fortalecer os grandes e os pequenos que se virem. E as federações, o que acham disso? Acatam, afinal todos são aliados do império da CBF. Que vergonha, hein, cartolagem estadual!

Explicação 2 – Fator Organizações Globo

Mas não podia ficar só nisso. Para quem trabalha com a Economia Política da Comunicação, ficar só no campo, esquecendo da “amiga gângster” Globo…

A informação vem da (sócia no Valor Econômico) Folha, em texto dos jornalistas Nelson Barros Neto e Sergio Neto: “A ampliação do período de disputa agrada ao Sportv, canal pago da Globo, que no próximo ano não terá mais o direito de transmitir a Libertadores e a Sul-Americana”. Elementar Watson, elementar!

O grupo de Rupert Murdoch passará a atuar de forma firme no Brasil. O canal Fox Sports chegará à TV fechada brasileira em 2012 – a partir de fevereiro, com sede no Rio de Janeiro – tirando as duas competições sul-americanas do Sportv. Quem mandou aprovarem o PLC 116, agora chora e guenta!

A nova fórmula da Copa Kia do Brasil é a aposta para se ter jogos a transmitir durante o ano inteiro e, ainda mais, contando com a presença dos melhores elencos do país a partir da segunda metade do ano, com a entrada dos que disputavam a Libertadores.

Não é à toa que o principal executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto compareceu ao anúncio. Vale lembrar que a perda dos torneios olímpicos para a Record pesa muito contra ele dentro das Organizações Globo.

Finalmente o retorno?

Quem é nordestino deve se lembrar. Em 2001 e 2002 o futebol local viveu um dos seus melhores momentos. A criação da Liga do Nordeste, com dezesseis clubes de maior torcida de oito Estados da região (exceção do Maranhão e do Piauí), patrocínio master da Coca-Cola e transmissão das afiliadas e filiadas Globo (como a Copa União, 1987) foi sucesso.

Não é a toa que em 2002, a CBF resolveu apostar nos torneios ampliados por região, que davam vaga à Copa dos Campeões, torneio curto no meio do ano que garantia lugar na Libertadores. O problema é que, com exceção do torneio nordestino, os outros foram um desastre em termos competitivos e de lucratividade. Então, que os outros acabem?

A CBF acabou com todos eles, quebrando contratos importantes para os times nordestinos e diminuindo a visibilidade deles. Após anos de disputa judicial – que poderia gerar um prejuízo de R$ 38 milhões aos cofres da CBF! – finalmente parece que se chegou  a um acordo.

A tendência é que o torneio volte em 2013 – houve tentativas menores em 2003 e 2010, mas sem nenhuma benesse, com direito a pedido do Sport para não jogar a competição e times reservas atuando. Para o torneio serão separadas 12 datas. A fórmula de disputa será a mesma de 2000, com quatro grupos de quatro times em jogos de ida e volta, com os dois melhores classificando para os mata-matas. 

Qualificam-se para o torneio os dois melhores de cada Estadual no ano anterior. Estas competições também apresentarão mudanças, já que os seus representantes só poderão entrar na reta final. 

A reunião que definiu o retorno do torneio foi realizada há um mês, com a presença de Ricardo Teixeira, Campos Pinto (Globo) e representantes da empresa de marketing esportivo, a pioneira, Klefer (do ex-presidente do Flamengo e ex-radialista Kleber Leite). Os cartolas locais não confirmam ter aceitado, apesar de a fórmula já ter sido publicada.

A cereja do bolo seria a vaga à Copa Bridgestone Sul-Americana ao campeão do torneio. Mas isto ainda depende do aval da Conmebol, das entranhas do Imperador Nicolás Leoz.

Efetivas mudanças

Mudanças em fórmulas de torneios nacionais e do calendário brasileiro já vimos aos montes. Nós ainda esperamos – sentados ou até deitados, para não nos cansar – o dia em que a gestão do futebol brasileiro mude para valer, passando a atender aos interesses dos torcedores e não apenas de certos cartolas, patrocinadores ou emissoras de televisão.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

ESSA, SÓ AQUI! Confira a “carta desabafo” enviada (e não divulgada) por uma bancária à direção de jornalismo da Globo

18, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Não há dúvida. Ninguém, na mídia tradicional, dará curso a essa carta. Ela foi enviada na sexta-feira ao diretor da Central Globo de Jornalismo. Tratava da cobertura da emissora e retransmitida por suas afiliadas (no Rio Grande do Sul, a RBS) acerca do movimento paredista dos bancários.

Sua autora, por sinal formada em jornalismo, é Teresa Roberta Soares. Confira a íntegra – publicada originalmente no blogue do jornalista Luis Nassif. É uma boa forma de entender como se tratam alguns movimentos neste país. A seguir:

 “Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo

Carta à Direção Globo de Jornalismo

Sr. Carlos Henrique Schroder,

É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil. 

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve. 

Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro. 

Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo. 

Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado. 

Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade. 

Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível. 

Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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LUNETA ELETRÔNICA. Contra a corrupção, Cartucho, Dilma no Fantástico, PSB na TV…

* Em Brasília e em outros locais do País ocorreram nesta quarta-feira, Feriado da Independência, manifestações contra a corrupção.

* Na capital federal, cerca de 25 mil pessoas – segundo a Polícia Militar – participaram das manifestações, que, de resto, foram pacíficas, conforme o NOTICIÁRIO.

* Está confirmada sessão ordinária da Câmara de Vereadores, nesta quinta. O que vão ou não votar? Impossível saber, porque não foi disponibilizada a Ordem do Dia.

* Certo, porém, é que não haverá votação (se é que será dado quorum para a realização de sessões) na Assembleia Legislativa – e também no Senado e na Câmara dos Deputados.

* Cá entre nós, esta é semana atípica. A rigor, tivemos (obrigado, Sérgio Blattes, que cunhou a expressão) um domingo no meio. E também “duas” segundas e “duas” sextas. Logo…
* Enquanto isso, a quinta será marcada pela presença de uma repórter, Patrícia Poeta, e uma equipe inteira da Globo acompanhando o dia de Dilma Rousseff em Brasília.

* A reportagem, consta, será mostrada domingo, em rede nacional (aqui, na RBS-TV), no programa Fantástico. Mmmmm…

* Termina também nesta quinta o prazo para os réus no processo que apura o “mensalão” entregarem suas defesas no Supremo Tribunal Federal.

* O dia, para quem gosta, pode ser encerrado com o programa do PSB, no rádio e na televisão. Será à noite, das 8 às 8 e 10 (rádio) e das 8 e meia às 8 e 40 (TV).

* Para fechar, cultura. E, mais especificamente o 8° Encontro dos Cartunistas Gaúchos (Cartucho), que acontece entre os dias 23 e 25.

* Aqui mesmo ANTECIPAMOS, na noite de segunda, o nome do homenageado: Byrata, um dos mais antigos nomes do ramo visual em Santa Maria.

* Agora foi divulgado o material gráfico do evento (confira ao lado). Que dá conta, também, que a abertura acontecerá no auditório da Cesma na noite do dia 23, sexta.

* Mais adiante, com certeza, virá o restante da programação -que inclui inclusive o já tradicional encontro dos cartunistas com a população, na manhã sabatina.

* O Cartucho tem como promotores oficiais o curso de Desenho Industrial da UFSM, a própria instituição cinquentenária e a Prefeitura Municipal.

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A ligação umbilical da Globo com a bisca do Ricardo Teixeira

11, agosto, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

“…É visível a proteção da emissora para com Ricardo Teixeira, o próprio já admitiu publicamente que a sua única preocupação é não “aparecer no Jornal Nacional”. Ambos parecem terem ganhado um adversário que aos poucos tende a despertar do berço esplêndido. Alguns movimentos sociais, e uma crescente parcela da população nacional, começam a protestar contra a cartolagem e o futebol como negócio (e do tipo escuso), como a criação de uma Frente Nacional de Torcedores.

Que a Globo e o presidente da CBF são aliados há anos não chega a ser novidade, mas com a aproximação do maior evento esportivo do mundo ocorrendo no Brasil, a afinidade aumentou, ou pelo menos ficou mais exposta. A Rede Record nunca falou tão mal da CBF e com tantas pautas em seqüência como agora. A TV do “bispo” Macedo se soma aos já “tradicionais” críticos, como Lance!, Estadão, Juca Kfouri e Jorge Kajuru…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A Globo e a bisca do Ricardo Teixeira, unidos para sempre – por Dijair Brilhantes, Anderson Santos & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 8 de agosto  de 2011 - por Dijair Brilhantes, Anderson Santos & Bruno Lima Rocha

Eles fazem a festa com o seu dinheiro

O pequeno hiato nesta coluna não fez com que esquecêssemos de comentar sobre a farra dos R$ 30 milhões de reais gastos no dia 30 de julho deste ano. A Marina da Glória, no Rio de Janeiro, foi sede do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, o primeiro evento oficial da competição, e que já traz as perspectivas de futuro.

Cerca de duas mil pessoas estiverem presentes, entre atletas, ex- jogadores, técnicos e dirigentes. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, tiraram cerca de R$ 30 milhões de reais dos cofres públicos para a realização do evento. Em detrimento aos US$ 2 milhões gastos pela África do Sul há 4 anos. Que inflação! Ou, diante do espelho, algum ladino pode se perguntar num arroubo de sinceridade: quantas bocas para morderem o mesmo sanduíche!

A Rede Globo transmitiu toda a cerimônia, com direito a dois nomes de seu elenco apresentando – e, com Tadeu Schmidt, cometendo a garfe de trocar o nome de Ronaldo por Romário, novo desafeto de Ricardo Teixeira. Deve ser a norma do “baixinho”, porque sua excelência eleito pelos distritos simbólicos da Barra e da Penha, quando foi assinar ficha de filiação no PSB fluminense, confundiu a sigla com o PSDB, do ex-tucano Sérgio Cabral Filho!

Voltando à cerimônia, ou ao papelão inflacionado, a Band, parceira da nave mãe na transmissão televisiva de futebol parou para mostrar um jogo da Série B. Afinal, alguém poderia nos dizer quando se transmitiu sorteio de eliminatórias, ainda mais quando a da Conmebol é por pontos corridos e, além disso, o Brasil já está garantido enquanto sede da Copa?

Enfim, a Geo Eventos, empresa de eventos das Organizações Globo em sociedade com o Grupo RBS – com suas afiliadas do Plim-Plim em Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, foi contratada em regime de exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) para captar patrocinadores para a organização do evento. E, como se sabe, a mordida da cota das agências e captadoras de patrocínio gira na ordem de 20%. Legal essa equação. Mas, se a Globo e a Band compram direitos de transmissão, cabe a elas vender o “produto” (argh! Como dói dizer esse jargão neoliberal) e não ser contratadas pelo Comitê Organizador Local para vender o pacote do evento…..Depois os caras se enroscam e dizem não saberem porque!

Para provar nossa tese resumida acima, estranhamente, ou não quando se trata de Brasil, os dois únicos patrocinadores que a empresa de eventos fechou contrato foram a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do Estado. Cada contrato, segundo os diários oficiais respectivos, custou R$ 15 milhões. Em troca… O que mesmo teve de resultados para a população do Rio?

Os absurdos não param por aí. O que vocês (leitores e leitoras aguerridos, do tipo corneteiro de cartola e crítico dos críticos jabazeiros) pensam de quatro horas de interrupção nas chegadas e partidas no Aeroporto Santos Dumont para não “atrapalhar” a transmissão midiática internacional? Afinal, o que é mais importante: atender às exigências de Blatter, Teixeira e cia. ou manter o, já problemático, sistema aéreo nacional na normalidade em pleno final de semana? Entidades privadas, “mister Teixeira”, consumindo dinheiro público e atrapalhando as pessoas.

Ah não, car@ leitor (a), isso não é ponto positivo. Quem sabe esse dinheiro todo tenha sido gasto para surpreender Joseph Blatter com um “Rio de Janeiro; a capital da Copa”, em meio às assinaturas para a construção do centro de imprensa na cidade, algo que não existiu em lugar algum. Velha “malandragem” brasileira, que tenta surpreender aos especialistas sênior neste quesito…
Precisa dizer que a promessa de nossos governantes de não usar dinheiro público vem descendo morros e ladeiras abaixo, com o primeiro evento oficial do Mundial de 2014 trazendo um exemplo primordial?

Socorro! Chamem o Andrew Jennings!!!

Rede Globo censura protesto

A Vênus Platinada evita ao máximo falar de Ricardo Teixeira – mas não no sentido da presidenta Dilma Rousseff, que até lugar separado pediu para não ter imagem ligada ao dono presidente da CBF. Tratado por funcionários da empresa como Doutor, ele foi alvo de inúmeros protestos via redes sociais. No dia do evento, houve protestos do lado de fora da Marina da Glória – após uma grande repercussão via Twitter e noticiosos da Campanha #foraricardoteixeira e derivadas.

Porém, os jornais televisivos da emissora fizeram breves comentários sobre o assunto. No seu site de notícias esportivas, as primeiras informações eram de que “apenas” 50 pessoas. Depois, acrescentou bem mais aos números, entretanto, “justificando” que houve acréscimo de manifestantes de outras áreas – que protestam contra o governador Sérgio Cabral Filho. Como se as lutas pudessem ser separadas…

É visível a proteção da emissora para com Ricardo Teixeira, o próprio já admitiu publicamente que a sua única preocupação é não “aparecer no Jornal Nacional”. Ambos parecem terem ganhado um adversário que aos poucos tende a despertar do berço esplêndido. Alguns movimentos sociais, e uma crescente parcela da população nacional, começam a protestar contra a cartolagem e o futebol como negócio (e do tipo escuso), como a criação de uma Frente Nacional de Torcedores.

Que a Globo e o presidente da CBF são aliados há anos não chega a ser novidade, mas com a aproximação do maior evento esportivo do mundo ocorrendo no Brasil, a afinidade aumentou, ou pelo menos ficou mais exposta. A Rede Record nunca falou tão mal da CBF e com tantas pautas em seqüência como agora. A TV do “bispo” Macedo se soma aos já “tradicionais” críticos, como Lance!, Estadão, Juca Kfouri e Jorge Kajuru.

“A experiência da Euro foi desastrosa”

Aproveitando de um contato com um comunicólogo com proximidade à política portuguesa, que trabalhou numa campanha de promoção da imagem da cidade do Porto, questionamos sobre o “saldo” da Euro 2004 – o campeonato europeu de seleções – para Portugal, anfitriã do evento. A resposta foi: “A experiência da Euro foi desastrosa”.

Segundo ele, foram desnecessariamente construídos dez estádios, em que só o de Lisboa, por conta do Benfica e do Sporting, e o da cidade do Porto, por conta do Porto, estão sendo bem utilizados. Cogita-se a hipótese de até implodir alguns estádios por conta do alto custo de manutenção. Obs: na África do Sul ocorre o mesmo.

Aproveitamos para lembrar que Portugal vive uma crise econômica (derivada de uma fraude financeira) de tanta proporção que o ex-primeiro-ministro antecipou as eleições para o seu substituto. Além disso, a Grécia também sente “falta” do dinheiro gasto com as Olimpíadas de 2004. Isso porque estamos falando de lugares em que, imagina-se, há um planejamento melhor que o nosso – por mais que tenham entrado na “onda” do mercado de derivativos, conduzida esta última pelo ex-braço direito financeiro do dono do Milan (Mario Draghi, ex-presidente da Banca d’Italia no governo de Silvio Bunga Bunga Berlusconi), que gerou a atual tsunami nos mercados capitalistas mundiais.

O que fazer com estádios em Brasília, Mato Grosso e Amazonas, cujas médias de público dos regionais representam cerca de 10% da capacidade desses monumentos? E em Recife, com cada clube tendo seu estádio – por mais gritante que seja a diferença entre o Arruda e os demais –, quem utilizará a Arena Recife?

Esta fonte de Portugal muito bem definiu tal situação: “a paixão do futebol faz com que os políticos cedam facilmente, mas na prática não há resultados já que o público que vai a uma Copa do Mundo é o que já consome os produtos daí derivados”. Apesar que, assim como quando discutimos e comparamos os mercados comunicacionais dos dois países, percebemos que a ex-colônia ainda tem mais justificativas que a simples “cessão à paixão pelo futebol”.

Uma dívida celeste

Esta coluna ainda deve uma análise e homenagem para a conquista da Copa América pela seleção da República Oriental do Uruguai e o ressuscitar de um futebol apesar de Paco Casal, Eugenio Figueredo, Juan Figger, Pablo Betancourt e companhia. Devemos essa homenagem e vai sair en buen castilla, criollo y villero.

 QUEM ESCREVE:

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo, Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com) & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

A “JUIZA”. 72 horas após anunciar “código de ética”, Globo acusa, julga e condena uma inocente. E não acontece nada?

Clarice Coppetti: quem vai reparar o crime?

A história bombou na internet. Claro que a mídia tradicional ignorou. Foi uma bandalheira. Um crime contra a honra. Ou qualquer outra coisa. Quem o cometeu? A impoluta, a madona da moral, a Rede Globo de Televisão (retransmitida aqui pela RBS-TV). A vítima: uma mulher honesta. Ponto.

O que vai acontecer? Daqui alguns anos, se a vítima entrar na Justiça, será reparada. É? E quem só ouviu a acusação, o julgamento e a punição, e não a retratação? Como fica? A indignação é total. Afinal, que moral tem uma emissora (concessão pública, é bom não esquecer) para colocar na lama quem quer que seja, sem apuração alguma?

Bem, chega de discurso. Ao fato. Ele está muito bem colocado no jornal (eletrônico, claro) Sul21. A reportagem é de Felipe Prestes, com foto de Elza Fiúza, da Agência Brasil. A seguir:

Foi mais que um erro”, diz ex-diretora da Caixa que teve falsa prisão anunciada na Globo

Às 18h10min desta terça-feira (9), Clarice Coppetti estava chegando em casa, após passar a tarde preparando uma palestra, quando recebeu a ligação de um parente desesperado. Ficou sem entender nada quando o familiar quis saber sobre sua prisão, uma vez que se encontrava em plena liberdade.  Minutos mais tarde se inteirou de tudo. Por volta das 17h, uma chamada para o Jornal Nacional, da Rede Globo, anunciara a prisão da ex-vice-presidente de TI da Caixa pela Polícia Federal, que investigava irregularidades no Ministério do Turismo. A esta altura, jornalistas já telefonavam freneticamente, querendo saber sobre seu suposto envolvimento no caso de corrupção.

“Um veículo de comunicação me colocou como ré, me julgou, fazendo o papel do Judiciário, e me prendeu, fazendo o papel do Executivo. Ou seja, assumiu as funções do Estado brasileiro sem sequer procurar se informar sobre quem eu era, se eu tinha algo a ver com o Ministério do Turismo”, desabafa Coppetti, gaúcha de Ijuí, em entrevista ao Sul21.

Após assistir uma gravação da chamada, a ex-diretora da Caixa – que ainda está de quarentena e que não trabalha para o governo federal desde março – ligou para diversas instituições do governo e para a Rede Globo, tentando saber de onde partia a informação. Conversou com…”

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ANÁLISE. Incrível e inusitada alegria com nanicas vitórias da Record. Culpa da Globo

Já disse, escrevi e repito: a Rede Record não é a panaceia da comunicação eletrônica brasileira. Não, muuuito longe disso. Os interesses da rede do bispo em nada, ou quase, diferem de quaisquer outros dos barões da mídia nativa, todos esquecidos de que são concessão p-ú-b-l-i-c-a.

No entanto, veja só, por culpa exclusiva da Rede Globo, que resolveu virar partido político (acho que foi Marcos Rolim o autor da frase, acho) – e de extrema direita, a torcida pela Record é cada vez mais escancarada. E de gente que tem pensamento crítico em relação ao bispo Edir.

Como isso pode ser explicado? Pela própria Globo, claro. Quem pega bem isso tudo, num texto bastante elucidativo, é o jornalista Luis Nassif. Vale a pena (nem que seja para discordar) ler o que ele escreve. A seguir:

Amor de perdição: Globo e Kamel

Ainda não caiu a ficha dos Marinhos sobre o mal que o estilo Ali Kamel causou aos interesses das Organizações Globo – quando foi incumbido de definir a linha política da cobertura da TV.

O grande adversário da Globo é a Record, da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus). É uma congregação agressiva, de pouco jogo de cintura, com uma objetividade dura, sem verniz, descolada de todos os grupos de opinião mais influentes – poder Judiciário, universidades, outros veículos de mídia, partidos políticos. E, no entanto, tem “torcedores” cada vez mais influentes.

Cada vitória da Rede Record, por pequena que seja, provoca regozijo, torcida ardente em muitos e muitos segmentos sem nenhuma simpatia por Edir Macedo. A maioria absoluta desses “torcedores” teria calafrios na hora se pensasse na possibilidade da Record ser a líder absoluta de audiência. E, no entanto, torcem entusiasticamente pela Record.

O inacreditável é como a Record – que avança na religião, na mídia e no Congresso – conseguiu se tornar um mal menor que a Globo…”

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MÍDIA E POLÍTICA. Diretor da Globo se retrata por acusações a ex-ministro de Lula

Talma pagou para se retratar

Não morro de amores por Hélio Costa. Não acredito que seja exatamente um interessado em resolver os problemas das comunicações no Brasil – inclusive porque representa setores que não exatamente os da sociedade. Dito isto, ele precisa ser respeitado. E não foi.

Resultado: “espontaneamente”, um diretor da Rede Globo, que lhe fez acusações pesadas, bem no início da campanha eleitoral passada, resolveu se retratar publicamente. E até pagou por isso, como mostra reportagem de Marília Scriboni, na revista eletrônica especializada Consultor Jurídico. Confira:

Diretor da Globo se retrata por jornal com Hélio Costa

O jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (8/8) vem com uma boa notícia para o ex-senador Hélio Costa. A página 7 do primeiro caderno da publicação traz uma retratação pública assinada por Roberto Talma Vieira, diretor da TV Globo, por determinação da 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Tudo em virtude de declarações dadas à revista IstoÉ, veiculadas pelo site em 30 de julho de 2010 e, na versão impressa, em 1º de agosto do agosto do mesmo ano.

A referência ao ex-ministro das Comunicações no governo Lula vem apenas no pé da reportagem “Acordo Espinhoso”, de pouco mais de 4,5 mil caracteres, e que falava sobre a abertura das investigações pelo Ministério Público sobre os R$ 254 milhões pagos pela Telebrás à empresa do empresário Uadji Menezes Moreira, amigo do político. Na época, Roberto Talma afirmou que sua parte da venda da estatal poderia ter ido parar nos cofres da campanha de Costa, que concorria ao governo de Minas Gerais…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. O quê?!?! Presidente do Corinthians diz ser um “gângster”? Mas é uma baaarbaridade!!!

“…Vale lembrar. No dia 03 de maio do corrente ano da graça, o presidente da segunda maior nação futebolística brasileira disse em alto e bom som: “Sou amigo do Ricardo Texeira, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster!”. Perfeito, simples e direto, apesar do erro de concordância perfeitamente tolerável fora da norma culta da língua.

Parabéns Andrés Sánchez, este portal espera que daqui para frente, todos os cartolas do país falem realmente o que pensam e explicitem em suas intervenções públicas as reais relações de força a manipular o desgoverno sobre a maior paixão esportiva dos 200 milhões de brasileiros.”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana – que traz também avaliação de nova denúncia contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

NEGÓCIOS. Esqueça de clubes e CBF. Quem mandará no futebol brasileiro é a Globo

Os clubes se renderam. Não tem dinheiro pra nada. Foram procurar quem tem pra tudo. Resultado: mais do que hoje, muuuuito mais, quem mandará no futebol brasileiro a partir de 2012 não é Fábio Koff (até ontem o manda-chuva do “Clube dos 13”, que juntava no mesmo balaio as principais forças futebolísticas brasileiras). Nem a Confederação Brasileira de Futebol, em tese a organizadora dos campeonatos em todos os níveis, exceto os regionais.

Não, definitivamente, não. Quem mandará no futebol brasileiro, pelo menos nas divisões principais em caráter nacional é a Rede Globo de Televisão. A última etapa desse processo, que começou faz algum tempo, se deu ontem, em território bandeirante. Quer saber mais? Basta ler a Folha de São Paulo de hoje. A reportagem é de Rodrigo Mattos. Confira:

Nacional da Globo cria nova ordem no futebol brasileiro

Determinado em reunião ontem, o rompimento do Clube dos 13 com a Rede TV! acabou, em definitivo, com a negociação coletiva de direitos de TV pelos times nacionais, vigente nos últimos 24 anos.

Valem os acordos individuais já feitos por 16 clubes com a Globo. Serão 18, pois Atlético-MG e Internacional confirmaram que devem assinar com a emissora. É o fim da união dos clubes em torno de sua principal fonte de renda. É o início de uma era em que aumenta o desequilíbrio entre os times.

Um reflexo disso é o cenário que desenha a nova liderança do presidente do Corinthians, Andres Sanchez. Antes da reunião, ele articulou com o presidente do C13, Fábio Koff, uma saída para a disputa das emissoras pelos direitos de TV do Brasileiro entre 2012-2015…”

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É SÓ NEGÓCIO. Globo mandará ainda mais no futebol brasileiro. Está no contrato

Não se trata, necessariamente, de uma crítica. É pura constatação. Afinal, é o que diz o contrato que a grande maioria dos clubes da primeira divisão do futebol brasileiro estão assinando com a Rede Globo de Televisão. Mais do que agora, em que já influencia fortemente, ela literalmente mandará, por exemplo, nas tabelas do campeonato brasileiro, entre 2012 e 2015. Está escrito.

Se isso é bom ou não, pode-se até discutir. Mas o fato inequívoco é que não se trata mais de esporte, em que regras muito especiais devem e precisam ser seguidas, a maior parte delas não escrita. Agora é, definitivamente, e apenas, um negócio.

Quem conta mais detalhes dessa particularidade nos contratos é o jornal Folha de São Paulo, em sua edição de hoje. A reportagem é assinada por Bernardo Itri e Paulo Vinícius Coelho. Confira:

Globo toma poder sobre tabela do Campeonato Brasileiro

Os clubes que assinaram e os que assinarem com a Globo não poderão opinar na elaboração das tabelas dos Brasileiros de 2012 a 2015.  Segundo os contratos firmados aos quais a Folha teve acesso, serão CBF e Globo as únicas entidades responsáveis por produzir e alterar as tabelas das competições.

As duas aliadas disputam ferozmente com o Clube dos 13 os contratos mais caros da história do futebol brasileiro. Embora isso já acontecesse na prática em edições anteriores do torneio nacional, é a primeira vez que a Globo coloca em contrato o poder de modificar a tabela sem precisar do aval dos clubes.

“A CBF se compromete a elaborar a tabela do campeonato em cada uma das temporadas, de comum acordo com a cessionária [Globo], buscando viabilizar o pleno exercício dos direitos neste instrumento adquiridos…”, versa a cláusula 4ª do novo contrato de TV aberta…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A estranha demissão de Muricy e os milhões da Globo para 11 clubes

“…Muricy Ramalho alegou que o motivo de sua saída seria pela falta de estrutura do clube “do pó de arroz”. Só para lembrar os leitores, quando o Fluminense foi campeão brasileiro há cerca de 4 meses, não houve nenhuma referência a esta mesma suposta falta de estrutura. A ilação possível para que o treinador deixe o cargo é outra. Supostamente ocorre o seguinte. Correm nos bastidores que Muricy estaria sendo pressionado a escalar jogadores que pertencem à patrocinadora do clube (Unimed). Se este fato é verdadeiro o treinador tem motivos de sobra para deixar o clube. Caso seja verdade, mais uma vez prova que é um sujeito correto embora turrão. Afinal, ninguém deixa de assumir a seleção para cumprir um contrato e menos ainda deixa este mesmo contrato – e ganhando invejáveis R$700 mil reais por mês – por convicções. È um erro alegar que falta estrutura no clube  quando o motivo – se é existente e real – é outro…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A estranha demissão de Muricy e os milhões da Globo – por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 14 de março de 2011 - por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Muricy Ramalho pulou do barco – pelas ilações circulantes, ah se a moda pega!

Após ter demonstrado uma atitude rara no futebol brasileiro, quando negou o convite para ser o técnico da seleção em função de um contrato a ser cumprido junto ao clube das Larajeiras, Muricy Ramalho decepcionou ao deixar o comando do Fluminense. Após o empate sem gols no clássico contra o Flamengo, o treinador super-campeão pelo São Paulo anunciou que não era mais o técnico do tricolor carioca.

A decepção não esta na sua saída do clube, e sim a maneira como se deu o acontecimento. Muricy nem sequer foi para a coletiva após a partida. Ninguém tem a obrigação de trabalhar onde não se sente bem, mas deixar o atual campeão brasileiro na difícil situação que se encontra na Copa “Santander” Libertadores (3jogos e 2 pontos) parece um claro abandono de barco.

Muricy Ramalho alegou que o motivo de sua saída seria pela falta de estrutura do clube “do pó de arroz”. Só para lembrar os leitores, quando o Fluminense foi campeão brasileiro há cerca de 4 meses, não houve nenhuma referência a esta mesma suposta falta de estrutura. A ilação possível para que o treinador deixe o cargo é outra. Supostamente ocorre o seguinte. Correm nos bastidores que Muricy estaria sendo pressionado a escalar jogadores que pertencem à patrocinadora do clube (Unimed). Se este fato é verdadeiro o treinador tem motivos de sobra para deixar o clube. Caso seja verdade, mais uma vez prova que é um sujeito correto embora turrão. Afinal, ninguém deixa de assumir a seleção para cumprir um contrato e menos ainda deixa este mesmo contrato – e ganhando invejáveis R$700 mil reais por mês – por convicções. È um erro alegar que falta estrutura no clube  quando o motivo – se é existente e real – é outro. Afinal, se a moda pega, teria de haver uma debandada de treinadores de bancos e titulares escalados por patrocinadores, investidores, pelos próprios técnicos e outras “parcerias” de indecente trajetória.

Para o Muricy sempre fala o que pensa, culpar a estrutura do clube parece estar cuspindo no prato em que comeu.

Quanta pilantragem

Onze clubes teriam acertado o valor das cotas de transmissão das próximas edições do Campeonato Brasileiro (2011,2012,2013) com a TV Globo. Embora somente o Grêmio admita o fato (o clube irá ganhar cerca de R$ 60 milhões por ano), Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Goiás e Internacional já teriam um acerto verbal com a emissora da famiglia Marinho. Na ponta de cima das remunerações, um projeto de editar Real Madri e Barcelona tupiniquim, onde Flamengo e Corinthians ganhariam em torno de R$100 milhões por ano. Quando os clubes com maior torcida ganham mais, e por tanto com capacidade de retorno de investimento, está aberta a porteira para que nunca mais tenhamos um campeonato nivelado. A cartolagem poderia tentar indicar como os clubes pequenos e médios em escala nacional – mesmo que grandes em seus estados – sobreviverão na primeira divisão com cotas absurdamente menores? A idéia parece mesmo ser acabar com as chances reais de vitória dos clubes de menor expressão, concentrando riquezas e acumulando poder no eixo Rio São Paulo, e com ênfase nacional para o Parque São Jorge e a Gávea.

O futebol brasileiro cada vez mais esta indo para um caminho sem volta, o do quem paga mais leva. E ainda tem gente que acredita que a CPI da CBF vai resolver alguma coisa!

Mas… há bola também a rolar

No verdadeiro futebol, na essência do esporte bretão tudo vai bem obrigado, com a semana foi repleta de jogos com envergadura nacional ou latino-americana. Na Libertadores de América, o Cruzeiro segue goleando, fazendo 6 x 1 no Tolima da Colômbia. E ainda teve jornalista dizendo que o Tolima era um grande time, isto quando a equipe colombiana eliminou a turma do parque São Jorge. Jogando fora o  Internacional não tomou conhecimento e também goleou o fraquíssimo boliviano Jorge Wilstermann  por 4×1. Já o Grêmio ficou no 1×1 com a fraca equipe do León de Huánuco do Peru. O Peixe segue decepcionando, de técnico interino e com Paulo H. Ganso na linha, perdeu para o duríssimo Colo-Colo do Chile por 3×2 e complicou sua classificação as oitavas de final.

Na Copa do Brasil o Flamengo fez 3×0 no Fortaleza em pleno Castelão com bom público; e o Palmeiras 4 x0 Uberaba, com ambos eliminando o jogo da volta. Ipatinga e Avaí ficaram no 1×1, Brasiliense 0×0 Ceará, Sampaio Corrêa 3×2 Santo André e Paulista 0×1 Atlético – Pr.  

QUEM ESCREVE:

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise.

 

DO JEITO QUE VAI… Globo (com suas coligadas) tende a manter o monopólio de transmissões no futebol brasileiro

Ao que consta, a Rede Globo de Televisão já fechou acordo com 11 clubes, entre os maiores, dos 20 que participam do campeonato Brasileiro. Entre eles estão o GRÊMIO, por exemplo. Assim, manterá o monopólio de transmissões do futebol pelo menos até 2015. Mas há uma dúvida importante – e que talvez seja sanada em algum momento.

Qual? A empresa (e suas coligadas) está assinando contrato também em outras mídias e, igualmente, na TV fechada. Isso não estaria contrariando a lei, na medida em que tudo ficará com ela, bem diferente do entendimento (até aqui, ao menos) do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o xerife da livre concorrência?

Bueno, é uma questão. Ah, para saber mais, confira nota publicada na Folha de São Paulo, assinada pelos jornalistas Ricardo Itri e Eduardo Ohata. A seguir:

No futebol, Globo manterá seu monopólio sobre mídias

Ao assinar com a Globo, os clubes descartam a possibilidade de negociar os direitos do Brasileiro por mídias separadas. Nos contratos firmados com os 11 times, a Globo comprou os direitos de transmissão de todas as mídias: TV aberta, TV fechada, pay-per-view, internet e telefonia. A emissora também será responsável por realizar a venda das placas de publicidade.

Dessa maneira, a Globo manterá seu monopólio sobre a transmissão do Campeonato Brasileiro, pelo menos, até 2015.

Isso vai frontalmente contra a orientação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que informou ontem não ter recebido denúncia. A dúvida deve-se à condição do Clube dos 13 como representante de seus 20 associados.”

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MÍDIA. Globo, RBS e Estado de SC terão que indenizar jardineiro acusado de ‘maníaco da bicicleta’

25, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Atenção: antes que alguém faça juízo errado (ou precipitado, no mínimo), a RBS foi condenada como sucessora do jornal A Notícia, de Joinvile – que publicou o material antes de o grupo gaúcho adquiri-la. Feita a ressalva, e afirmando que ainda há recurso à sentença, o caso demorou longos 10 anos. Tempo suficiente para a vítima ter sua vida acabada.

Ah, os detalhes vêm em reportagem que foi publicada com exclusividade pelo ótimo Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. Acompanhe:

 “Globo, RBS e Estado de SC condenados a indenizar inocente exibido como “maníaco sexual”

O  Estado de Santa Catarina, a TV Globo e a RBS Zero Hora Editora Jornalística S.A. foram condenadas ao pagamento de uma indenização de R$ 270 mil, por danos morais a A. P. Ele é jardineiro autônomo, casado, e  por longos anos foi funcionário de uma empresa catarinense. Na época dos fatos tinha 30 anos de idade.

Um retrato falado baseado em suas feições foi apresentado nesses meios de comunicação, com base em informações fornecidas pela polícia civil, como o do principal suspeito de ser o criminoso apelidado “maníaco da bicicleta”, que aterrorizou e estuprou mulheres  em Joinville (SC). A ação tramita desde 27 de dezembro de 2000 – portanto há mais de dez anos – uma demora espantosa.

Durante muito tempo, o homem teve dificuldades de trabalhar e se manter.

O Estado foi condenado a pagar R$ 60 mil; a TV Globo, R$ 180 mil;  e a RBS, R$ 30 mil. Segundo os autos, no dia 30 de outubro de 2000, A.P. foi intimado a comparecer na delegacia de polícia para ser confrontado às vítimas do “maníaco da bicicleta…”

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CACHORRO GRANDE. Globo e Record brigam por direito de transmitir campeonato brasileiro. E vale (quase) tudo

23, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Esporte? Não, negócio. Puuuro (?) negócio. É o que se debate neste momento, com direito a pontapés, jogadas não muito limpas e uma disputa que pode significar milhões de Reais. Para os clubes maiores da Nação. E, especialmente, para as grandes redes de televisão.

O que está em jogo é o mais disputado (pelo potencial número de candidatos a vencê-lo) campeonato de futebol do planeta. E que ainda rende menos do que poderia, dizem todos os envolvidos. E não é pouca coisa. Já se sabe, por exemplo, que para transmiti-lo em sinal aberto, a Globo e a Record, que brigam pelos direitos sobre os certames de 2012/13/14, investirão no mínimo meio bilhão.

Difícil entrar nesses meandros da contenda. Principalmente porque praticamente todos os veículos da mídia tradicional têm seus próprios interesses, não raro transcendendo ao gosto pelo esporte. Assim, para um bom resumo, sugiro a leitura de material publicado pelo ótimo jornal eletrônico Sul21. A reportagem é de Jorge Seadi. A seguir:

Emissoras de TV entram em guerra pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro

A negociação dos direitos de transmissão por televisão do Campeonato Brasileiro para o triênio 2012, 13 e 14 está aumentando a “guerra” entre Globo e Record e, mais uma vez, divide os clubes brasileiros. Os direitos de transmissão são negociados pelo Clube dos Treze, presidido pelo gaúcho e ex-presidente do Grêmio Fábio Koff. A cada nova renovação, Koff tem conseguido aumentar a receita dos clubes. No entanto, sempre que há negociação, alguns clubes se revoltam e querem aumentar sua participação no bolo. E as TVs que brigam entre si fomentam essa divisão dos clubes na tentativa de pagar menos pelos direitos.

O Clube dos 13, associação que reúne os 20 maiores clubes do país, tem negociado os direitos, ao longo dos anos, em TV aberta, TV fechada, pay-per-wiew e, agora, também internet. Para cada uma destas mídias o Clube dos Treze quer receber proposta separada. Isto significa que a rede que comprar os direitos para TV aberta, por exemplo, terá de negociar à parte a transmissão em TV fechada.

Hoje (22), a comissão dos clubes responsável por negociar os direitos de transmissão tem reunião em São Paulo para definir e formatar o edital de convocação que definirá as regras da concorrência. As propostas deverão ser apresentadas em envelope fechado. A grande diferença desta negociação para as anteriores é que a Rede Globo, atual dona dos direitos em TV aberta, TV fechada e payper wiew, não tem mais o direito de preferência que lhe dava uma grande vantagem, que era a de, no mínimo, igualar a proposta da concorrência e continuar com a exclusividade. No final do ano passado, depois de longo processo, o Conselho Admnistrativo de Defesa Econômica (Cade) proibiu que o Clube dos 13 desse essa preferência à  Rede Globo. Agora, outras emissoras, e principalmente a Rede Record, se mostraram interessadas na concorrência…”

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O DEBATE (2). Coordenações de campanha e a estratégia para a hora do confronto

Enquanto Dilma Rousseff e José Serra estiverem se digladiando diante das câmeras e se mostrando para um público estimado em pelo menos 50 milhões de brasileiros (um terço do total, mais que isso de eleitores), os coordenadores da campanha estarão, por certo, monitorando e sugerindo perguntas e/ou respostas.

Mas, como isso acontecerá? Uma boa idéia de pelo menos um trabalho específico a ser realizado você encontra na nota publicada por Lauro Jardim, o editor da coluna “Painel”, da ex-revista Veja e que tem sua correspondente online. Confira:

 “Quem ‘manda’ nos debates

Para o debate de amanhã (sexta) na Globo, a campanha de Dilma Rousseff contará com pesquisas instantâneas em sete estados. Serão dez grupo de indecisos no total (um por estado, com exceção de São Paulo, onde ficarão quatro grupos).

Naturalmente, o PSDB contará com pesquisas semelhantes, que guiarão online os passos de José Serra no confronto.

Em todos os debates, repete-se a mesma coisa: a avaliação desses grupos define boa parte das ênfases dos candidatos durante o embate.  A partir de como esses grupos avaliam os desempenhos de Serra ou Dilma, os marqueteiros de cada um instruem seus clientes nos intervalos: “fale isso, fale aquilo”, “insista naquele tema” etc,”

PARA LER OUTRAS NOTAS DA VERSÃO ONLINE DA COLUNA “RADAR”, CLIQUE AQUI.

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O DEBATE. Como será o frente-a-frente de Dilma e Serra, na antevéspera do pleito

Dizem os especialistas que, diante do que se vê no cenário eleitoral, somente um tombo feio, ou um desempenho brilhante (algo ainda não visto até aqui), poderá ter alguma influência objetiva no pleito que acontece dentro de 72 horas. Mas isso é possível, claro.

No entanto, pelo que se pode verificar das regras do debate que opõem, diante das câmeras da Rede Globo (aqui, na RBS-TV), na noite desta sexta-feira, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, será muito difícil que algum tipo problema não possa ser devidamente previsto pelos contendores e sua assessoria.

Para começar, não haverá perguntas diretas de um para o outro. Quem “fala” são os “indecisos”, que farão 12 questionamentos – extraídos de um grupo inicial de 19. E quem define será a organização do debate. Mas, como isso se dará, mesmo? O jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, explica, a seguir:

 “No último debate, eleitores indecisos farão perguntas

Os comitês de Dilma Rousseff e José Serra trabalham com a perspectiva de que o último debate da campanha de 2010 terá mais ideias do que farpas.

 O evento vai ao ar a poucas horas da eleição, na noite desta sexta (28). Será exibido pela TV Globo, nas pegadas da novela Passione.

As regras do evento inibem o confronto direto. Diferentemente do que ocorreu nos nove debates anteriores, os candidatos não farão perguntas um ao outro.

As questões serão formuladas por um grupo de oito dezenas de eleitores indecisos. Gente de diferentes regiões do país. Segundo o Datafolha, os indecisos somam 8% do eleitorado…”

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MÍDIA E FUTEBOL. Se foi o monopólio da Globo em futuros campeonatos brasileiros

22, outubro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Dificilmente você lerá (e ainda assim, se for o caso, será uma notinha de meia dúzia de linhas) na mídia tradicional essa informação. Ela se protege, afinal de contas. Mas o fato é que um acordo firmado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica impede futuros monopólios da TV Globo, atual detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol.

O contrato atual, pra lá de contestado, assinado com o Clube dos Treze (que gere o interesse das agremiações), é a fina flor da preferência indevida e a impossibilidade de concorrência. Não perderei muito tempo com trololó. Você fica sabendo dos detalhes, plim-plim-por-plim-pim (ops, tintim por tintim) na reportagem publicada pelo sítio especializado Consultor Jurídico. A seguir:

TV Globo perde direitos do Campeonato Brasileiro

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou o Termo de Cessação de Conduta (TCC) apresentado pela Rede Globo, em que a emissora abre mão do direito de preferência na próxima negociação de compra dos jogos do Campeonato Brasileiro, prevista para 2011. No documento, o Clube dos Treze se compromete a não incluir a cláusula de preferência nos contratos posteriores, permitindo que as empresas interessadas concorram em situação de igualdade.

O acordo foi aceito em sessão que julgaria o suposto cartel entre Globo e Band para a transmissão do campeonato. Segundo o Portal Imprensa, o Clube dos 13 costurou um acordo para dar direitos a Globo de cobrir a proposta de qualquer concorrente para a veiculação dos campeonatos de 2012 e 2014.

Com a medida, o conselheiro relator do caso, César Mattos, informou que será solucionado o problema concorrencial sem reduzir uma das principais fontes de renda dos clubes: a venda dos direitos de transmissão do campeonato. Caso a emissora reincida na suposta infração, o Cade reabrirá o processo e multará os envolvidos…”

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JUDICIÁRIO. Ex-apresentador da Globo leva R$ 2 milhões e garante “aposentadoria”

Fernando Vanucci está hoje na Rede TV!. Mas já foi um dos grandões na Globo, seja como apresentador de programas esportivos ou narrador de carnaval. E, de repente, comeu um biscoito no ar e, inadvertidamente, foi ao ar. É o começo do processo que o levou à demissão.

Bem, pra resumir, tudo acabou mesmo é na Justiça do Trabalho. E, agora, depois de um tempão (mais de década), aparentemente chegou ao fim o processo. Ressultado: Vanucci está levando um troco pra lá de esperto. E ele próprio, embora não confirme os valores, garante ser a sua “aposentadoria”.

Quem conta a história, com base em informações já publicadas pela Folha de São Paulo, é o sítio especializado Consultor Jurídico. Acompanhe:

Fernando Vanucci receberá indenização da TV Globo

O famigerado episódio em que o jornalista esportivo Fernando Vanucci aparece ao vivo comendo um biscoito rendeu indenização em processo trabalhista movido contra a TV Globo assim que ele saiu da emissora, em 1999. A Folha de S.Paulo noticia que o apresentador receberá R$ 2 milhões. Ao jornal, a assessoria da Globo disse que não se manifesta sobre ações sob judice, no entanto, afirmou que o valor da indenização é inferior ao informado pelo jornalista.

Segundo Vanucci, que hoje está na Rede TV!, a Globo decidiu tirá-lo da grade de programação. “Foram meses de punição. Quando me chamaram para fazer o Carnaval, achei que já estava tudo bem”, disse…”

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IBOPE. Dilma, com 9% mais que os outros candidatos, e se elegeria em 1° turno

24, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Com 50% – 9% mais que a soma da intenção de voto de todos os demais candidatos, inclusive os minúsculos, Dilma Rousseff (PT), se a eleição fosse hoje, seria a vencedora sem a necessidade de segundo turno. É o que aponta pesquisa Ibope divulgada agora há pouco pela TV Globo.

Os detalhes você encontra no material publicado pelo G1, o portal de notícias das Organizações Globo. A seguir:

 “Dilma tem 50%, e Serra, 28%, aponta pesquisa Ibope

A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera a disputa pela Presidência da República com 50% pontos percentuais. José Serra (PSDB) tem 28% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada nesta sexta-feira (24) pela TV Globo. De acordo com a pesquisa, Marina Silva (PV) tem 12%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 202 municípios de 21 setembro a 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 48% e 52%; José Serra, entre 26% e 30%; e Marina Silva, entre 10% e 14%.

Segundo o Ibope, considerando apenas os votos válidos, Dilma seria eleita no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. A vantagem de Dilma sobre os demais candidatos caiu de 14 para 9 pontos percentuais. No levantamento anterior do Ibope, divulgado no dia 17 de setembro, Dilma tinha 51%, e Serra, 25%…”

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DATAFOLHA. Dilma seria eleita em primeiro turno. Mas a diferença diminuiu

22, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Acaba de ser divulgada mais uma pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de São Paulo. Feita ontem e hoje, foram entrevistados mais de 12 mil eleitores em todo o país. Para saber mais detalhes, acompanhe reportagem de Alec Duarte, na versão online da FSP. A seguir:

Dilma segue na frente, mas vantagem sobre adversários cai 5 pontos, diz Datafolha

Nova pesquisa presidencial Datafolha divulgada nesta quarta mostra que a diferença entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, para os demais adversários somados caiu cinco pontos percentuais (de 12 para 7 pontos) com relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 13, 14 e 15.

A petista agora aparece com 49% (tinha 51% há uma semana), contra 42% de todos os outros postulantes (que apareciam com 39%). José Serra (PSDB) está em segundo, com 28% (tinha 27% na semana passada), enquanto Marina Silva oscilou positivamente dois pontos percentuais e passou de 11% para 13%…”

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PESQUISAS. Ibope e Vox Populi coincidem: dão 51% e vitória, já no primeiro turno, para Dilma Rousseff

17, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

As diferenças estão apenas nos percentuais de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), pouco mais ou menos para cada um. Ah, e também no período do levantamento, uma encerrou ontem, outra na terça. Mas em dois pontos ambas concordam: na intenção de voto em Dilma Rousseff (PT), 51%, e no fato de a candidata vencer a eleição em primeiro turno, se a eleição fosse hoje.

Me refiro às duas pesquisas divulgadas agora à noite. Uma, do Ibope, feita sob encomenda da Rede Globo. Outra, do Vox Populi, contratada pela TV Bandeirantes. Confira as duas notícias, com detalhes, a seguir:

Ibope: Dilma venceria no primeiro turno com 51%

A candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, lidera a corrida eleitoral com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta-feira (17) no Jornal Nacional. O candidato tucano José Serra atingiu 25% da preferência do eleitorado. Em terceiro lugar, vem Marina Silva (PV) com 11%. Nenhum dos outros candidatos somou 1% dos votos. Brancos e nulos somam 4% e 8% dos eleitores não sabem ou não quiseram responder. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos…”

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Vox Populi: Dilma lidera com 51% e venceria ainda no 1º turno

A candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, lidera a corrida eleitoral com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Vox Populi, divulgada nesta sexta-feira (17) no Jornal da Band. O candidato tucano José Serra atingiu 24% da preferência do eleitorado. Se o pleito fosse hoje, Dilma seria eleita já no primeiro turno. A margem de erro é de 1,8 pontos percentuais…

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ESPORTE/NEGÓCIOS. Se depender do MP, Globo e Clube dos 13 serão condenados por formação de cartel

17, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Não tenha dúvida: essa notícia teve destaque semi-nulo, na mídia tradicional. Uma notinha aqui ou ali, e mais nada. Mas o fato é bem objetivo: o consumidor pode estar sendo prejudicado pela prática do Clube dos 13 (que controla os direitos de transmissão dos principais clubes do futebol brasileiro) em conjunto com a Rede Globo de Televisão.

Como funciona tudo isso? O fato é que o Ministério Público Federal está, mais que questionando, afirmando tratar-se de cartel. A questão será dirimida na Justiça, mas o cheiro não é bom, ah, não é. Se fosse, estaria na capa dos jornais. Como isso não ocorre, acompanhe os detalhes, no material publicado no portal Terra. A seguir:

 “Ministério Público acusa TV Globo e Clube dos 13 de prática de cartel

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu nesta quarta-feira parecer contra a TV Globo e o Clube dos Treze por prática de cartel. Segundo o órgão, a emissora deve ser condenada por se unir à TV Bandeirantes para cobrir proposta do SBT, além de exercer influência direta sobre o formato de venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

O Clube dos Treze, por sua vez, é acusado de executar contratos sob regime de exclusividade. Para o MPF, a emissora e a entidade compactuaram na venda da transmissão de partidas com exclusividade. A Globo Comunicações teria atuado de maneira anticompetitiva junto à entidade ao exigir a preferência na hora de renovar os contratos.

O processo tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). De acordo com a nota do MPF, a Globo alega que a preferência é competitivamente neutra, uma vez que não impede o acirramento da concorrência a cada fase de renovação de contrato. Já…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. “Guerra” entre Globo e Record? Esqueça, é tudo “business”

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 4 de setembro de 2009, uma sexta-feira:

MÍDIA. Conheça mais uma boa razão para não levar muito a sério a briga entre Globo e Record

Devo ter escrito uma ou duas notas, se tanto, acerca do forrobodó entre Globo e Record. Numa delas, inclusive, chamei a atenção para a chatice – decorridos quatra ou cinco dias do bafafá nos principais programas jornalísticos das duas redes grandonas. A verdade é que nada tem a ver com briga judicial ou religião. Não, naaaada disso. É puro “business”.

Tanto isso é verdade que, em alguns momentos bem específicos, o que conta, meeeesmo, é o bolso. E a ilustração dessa nota (extraída de vooz.com) perde todo o sentido. Confira, por exemplo, a nota publicada por…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, se já pensava ser mais prudente não entrar numa briga que tem tudo a ver com negócios – e não com qualidade do produto televisão – agora mais ainda. Inclusive porque as duas partes já se entenderam, por exemplo, na questão dos direitos de transmissão da Olimpíada de 2012. Em TV aberta segue na Record, que adquiriu a exclusividade. Mas na TV Paga, a rede do bispo já se acertou com os canais da Globosat. Então…

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MÍDIA (2). O notório Roberto Jefferson: “foram violentos com Dilma e Marina e amarelaram para Serra”

Roberto Jefferson, o notório presidente de honra do PTB, aquele que disse ter recebido R$ 4 milhões ilegalmente mas não informou para onde foi, e que é apoiador de (e incômodo ético para) José Serra, do PSDB, também fez a sua avaliação das entrevistas dos presidenciáveis ao “Jornal Nacional”, entre segunda-feira e quarta.

Jefferson, aliás, foi o motivo da única pergunta mais ou menos difícil que teve que responder o candidato oposicionista – segundo todos os relatos dos que assistiram e/ou comentaram os encontros via TV Globo. Pois olha só o que ele disse, e repercutiu no seu Twitter, segundo alentada nota publicada pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A seguir:

Jefferson: ‘JN facilitou a vida para o meu candidato’

Depois de Lula ter dito que faltou “gentileza” de Willian Bonner para com Dilma Rousseff, Roberto Jefferson concluiu que sobrou “facilidade” para José Serra.

Terminada a entrevista do presidenciável tucano ao “Jornal Nacional”, Jefferson plugou-se à internet.

Pendurado no twitter, anotou: “William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele”. Um internauta discordou: “Desculpe deputado, mas esse seu comentário não é oportuno. Pegaram leve? Pelo contrário, o Serra é que se saiu muito bem!” Jefferson manteve a avaliação: “Escrevo para meus leitores sem paixão. Compare a inquirição da Dilma e a do Serra”.

Em resposta a outro interlocutor cibernético, Jefferson como que ecoou o desafeto Lula: “O Bonner e sua Fátima amarelaram perante o Serra. Foram violentos com Dilma e Marina…”

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MÍDIA. Uma análise: Bonner e o Jornal Nacional são “uma só e uma mesma coisa”

Proliferam, na internet, e especialmente no Twitter, o portal dos microblogues, avaliações acerca do desempenho do “Jornal Nacional” e de seu âncora principal, William Bonner, nas entrevistas feitas entre segunda-feira e quarta, com os candidatos à Presidência, Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra.

Não há dúvida: conforme a visão política de quem publica, há crítica ou elogio ao desempenho dos entrevistados e de Bonner. De minha parte, por ser mais alentado, recolho (e ofereço ao leitor) o artigo escrito por Uraniano Motta, jornalista e autor de “Soledad do Recife”, recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe de Fleury com o auxílio de Anselmo.

O texto foi originalmente publicado no sítio “Direto da Redação”, que tem como editores os jornalistas Eliakin Araújo e Leila Cordeiro, ex-profissionais da própria Rede Globo e hoje atuando nos Estados Unidos. Acompanhe e tire tua própria conclusão. A seguir:

O estilo Bonner e Dilma

A maioria dos  brasileiros observou o comportamento agressivo de William Bonner contra a candidata Dilma Roussef  no Jornal Nacional. Aquela entrevista mereceria mais o nome de cilada, ou armadilha, se surpresa houvesse no caráter do apresentador. Mas não, se o homem é naquilo que ele faz, o âncora deus-nos-acuda há muito é um ser revelado.

Um breve perfil de William Bonner não deixaria de notar, em primeiro lugar, que ele é um jornalista medíocre.  Surpresa? Não, ainda não. Em um meio em que a primeira condição de sucesso é não ter muitas ideias, e, de preferência, nenhuma, Bonner seria medíocre por estar na média. (Na mídia, ele diria.)  Depois, de passagem, na sua média mediocridade seria notado e anotado que ele possui uma fidelidade, não a do gênero canino, porque os cães, até mesmo eles, sofrem lapsos de confiança quando atacados pelo vírus da raiva. Bonner é um jornalista de fidelidade maquinal, de obediência automática ao comando do  nome Marinho. Surpresa? Não, ainda não. Os astros da Globo mantêm isso como um distintivo, um crachá que atravessa o peito e atinge a própria alma, como um sinete de qualidade.

Então, se tudo nele é médio, por que o seu alto cargo, de editor do Jornal Nacional? Antes que responda, “bem, alguém tinha que ocupar”, poderia responder que ele obedece à lei geral de, para aparecer na tela, o jornalista deve possuir um ar de bom moço, que mantenha aparências de dignidade mesmo quando chancele as maiores canalhices. O rosto simpático e nome de galã de filme B longe estão de um específico, de um caráter, digamos. Ainda que este parágrafo venha a lhe dar um aumento de salário e promoção na empresa Globo, devo dizer: o específico de William Bonner vem da rara condição de que ele é cria, criado e criatura da ilha de edição do Jornal Nacional. Um algo que somente pode viver e  sobreviver naquela redoma, um ser que dorme com a sua apresentadora e acorda com a vinheta, a logomarca e a voz de anúncio,  “Jornal Nacional !”. William Bonner ali não trabalha, ele é, somente é, somente pode ser ali.

Bonner e o Jornal Nacional são uma só e uma mesma coisa. (Nova promoção para o rapaz.) Isso explica por que ele, WB, e JN sejam capazes de coisas inomináveis, sem engulhos, sem trauma ou vinco no rosto. Quem assiste ao Jornal Nacional percebe que o mundo ali vem desmontado entre caras e bocas, em dramatização de telenovelas. Chega-se ao limite…”

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ESTRÉIA. “Além das 4 linhas”, com a coordenação de Bruno Lima Rocha fala de Globo, Muricy, Mano e Ricardo Teixeira

“….Com o passar dos anos Galvão passou a, além de narrar, fazer comentários (a maioria desnecessários e ufanistas) durante os jogos de futebol e as competições de velocidade. Aos poucos os telespectadores foram se incomodando com suas opiniões, além da visível idolatria por seus ídolos do futebol.

É conhecida a sua inflexão do Rrrrrrrrr de Ronaldo a quem chama de fenômeno; com Kaká (o fiel da Bispa Sônia), Romário (que ao se filiar publicamente ao PSB fluminense confundiu a sigla, pensando estar assinando ficha no PSDB tucano), entre outros. Isto sem falar na paixão por Ayrton Senna, mesmo quando Nelson Piquet ainda corria. Nos momentos que tais atletas não têm o rendimento esperado, ele evita criticar, crendo estar “levantando a moral nacional”, ou qualquer asneira que o valha. Não por acaso, e nos perdoem o trocadilho infame, Galvão galvaniza a ira contra a Vênus Prateada, a nave mãe da mídia tupiniquim, a líder do besteirol e do Febeapá Desportivo; ou seja, a própria Globo e suas afiliadas (RBS incluída, óbvio)…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da primeira edição que este sítio passa a publicar da coluna “Além das 4 linhas”.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna desta semana foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos” e fala de Galvão Bueno, TV Globo, Muricy Ramalho, Mano Menezes, Ricardo Teixeira e… bem… Boa leitura!

MÍDIA. Faustão colocou no ar, sem autorização, uma brincadeira. Casal ofendido foi à Justiça e será indenizado

Essa é o tipo da notícia que você não lerá na mídia tradicional. Afinal, todos se defendem, nessa hora. Mas o fato é que há sítios especializados (bendita internet) que acabam informando casos como este, em que a reprodução de imagem de uma brincadeira (sem a autorização das “vítimas”) vira processo judicial.

E, no caso específico, resultou em condenação (já em segunda instância – na primeira, os impetrantes não levaram) da Rede Globo de Televisão. Tudo por conta do “Programa do Faustão. Os detalhes estão na revista eletrônica Consultor Jurídico. A reportagem é de Mariangela Ghirello. Acompanhe:

Globo é condenada por divulgação sem autorização

A reprodução desautorizada de imagem de uma brincadeira na TV, mesmo que não seja ofensiva, garante indenização. Com esse entendimento, o desembargador Jesus Lofrano, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou a Rede Globo a indenizar um casal vítima de uma pegadinha do Faustão em R$ 5 mil. “As testemunhas alegaram terem assistido o programa que veiculou a pegadinha, comprovando a participação dos autores na brincadeira”, diz o acórdão. Ainda cabe recurso dessa decisão.

O casal entrou com ação de indenização por danos morais contra a Rede Globo após a exibição da brincadeira feita pelo programa “pegadinha do Faustão”. Os dois, representados pelo advogado Marcelo Monteiro dos Santos, não gostaram da veiculação na TV de uma brincadeira feita em um supermercado. E, por isso, foram à Justiça.

Anteriormente, o juiz Marcelo França de Siqueira e Silva, da 25ª Vara Cível de São Paulo, julgou improcedente a ação de indenização contra a Rede Globo por falta de provas. De acordo com o juiz, não…”

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DUNGA x GLOGO. E, assim, de repente, técnico virou simpático. E ganhou apoio inusitado

Pesquisa na internet: Dunga ganha todas

Que o Dunga tem a aprovação da maior parte dos torcedores, inclusive pela campanha obtida dentro de campo, já se sabia. Mas simpatia é outra coisa, como bem sabemos. E não é que, assim, de repente, o gaúcho de Ijuí conquistou inusitada adesão entre os freqüentadores da grande rede de computadores?

A razão foi a briga dele com a Rede Globo, de resto conhecida de todos. Mas, e agora, que se está propondo, via internet, até mesmo um dia sem a Globo. Mais exatamente amanhã, sexta-feira, dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo. Que tal? Quer saber mais? Confira o texto de Alex Augusti, no portal Universo Online, reproduzido por Luis Nassif. A seguir:

Dunga ganha o torcedor

O torcedor brasileiro tomou o lado de Dunga no conflito com a TV Globo, criado depois que a emissora não se conformou com o veto do técnico a entrevistas exlusivas.

Além das manifestações em diversas mídias sociais e a proposta do “diasemglobo” no próximo jogo do Brasil, os torcedores estão mostrando sua posição em enquete promovida pelo UOL com a pergunta “De que lado você está na guerra entre a Globo e o técnico Dunga?”…”

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MÍDIA X FUTEBOL. Imagina se a seleção levasse a campo uma faixa. Os argentinos já fizeram isso

O leitor habitual deste sítio sabe que, aqui, dificilmente se tratará de futebol. Digo, do esporte “dentro das quatro linhas”. Há gente mais habilitada para tratar disso e sobra espaço na internet. Mas isso não significa alienação. Ao contrário, o repórter “se aposentou”, mas não esqueceu. E até acha, modéstia às favas, que melhorou – ainda que a uma distância prudente do dia-a-dia do jornalismo esportivo.

Aliás, aqui se escreveu, e se escreverá muito, ainda, acerca da próxima Copa do Mundo, a que o Brasil sediará. Especialmente do entorno, se me entendem. Mas, na noite de domingo, vendo, ouvindo – na TV fechada (que a aberta é cada dia mais insuportável) – sobre o entrevero entre a Rede Globo e o treinador Dunga, decorrente da entrevista deste após a vitória brasileira sobre a Costa do Marfim, acabou caindo-me às mãos um interessante texto.

Publicado originalmente no sítio “Direto da Redação”, editado a partir dos Estados Unidos pelos jornalistas Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, trata exatamente das diferenças de tratamento conferidos por… Bem, garanto que vale a pena ler. Entenderá muito mais facilmente que o meu próprio trololó. Acompanhe o artigo assinado por Mário Augusto Jakobskind. A seguir:

FUTEBOL E ESQUIZOFRENIA

É tempo de futebol, e também do esquizofrenia na área midiática quando os locutores pregam a “defesa da pátria” nas quatro linhas. E isso os galvões buenos e outros menos votados o fazem nos mesmos canais que se alinham ao que é há de mais antipatriótico no espectro político brasileiro.

Já virou rotina as tentativas da mídia em estabelecer o esquema pão e circo. Não que o futebol em si seja alienante, mas o que há em redor cumpre esse papel com a colaboração inestimável dos meios de comunicação conservadores. Exemplo mais recente nesse sentido ocorreu, para variar, na TV Globo, em uma reportagem de Nova York com argentinos lá residentes acordando cedo para assistir um jogo da seleção de Maradona.

Em determinado momento o repórter foi ouvir um indiano torcendo pela Argentina e dizendo que tinha ”ódio do Brasil”, pois “se ama a Argentina tinha que ter ódio do Brasil”. Mas o pior da história foi que o indiano não apareceu falando, sendo apenas “traduzido” pelo repórter.

Ficou claro que os “patriotas” da TV Globo aproveitaram o embalo para envenenar, ou seja, colocar o tema não como uma rivalidade normal de disputa futebolística, mas jogar um país contra o outro, como fazem ao longo dos anos. Na prática essa gente joga contra a integração latino-americana, que tem como ponto relevante a aproximação brasileiro-argentina.

A mídia conservadora preferiu ignorar que a seleção argentina ao se despedir dos torcedores numa apresentação em Buenos Aires ergueu uma faixa informando que os jogadores apoiavam a indicação das Avós da Praça de Maio para o Prêmio Nobel da Paz. Ou seja, a seleção comandada por Maradona deu toda força a um grupo de senhoras mobilizadas desde 1977 para cobrar o desaparecimento político de netos e filhos durante a ditadura. Já imaginaram uma seleção brasileira defendendo direitos humanos erguendo uma faixa o que faria a mídia conservadora?…”

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ESCANCAROU. Campanha institucional da Rede Globo usava número e slogan de Serra

Que coisa!!! O comentarista habitual do sítio, Rogério Ferraz, se REFERIU ao assunto, na seção “Esquina Democrática”, inclusive citando nota publicada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim.  E é verdade que o descaramento era tanto, que a antiga “vênus platinada” voltou atrás. Mas, ainda assim, o episódio fica marcado como algumas questões são “resolvidas” por aqui.

Ah, para que tenhamos um claro entendimento sobre como funciona um veículo de comunicação quando assume (mas não diz, que é onde mora o crime) uma postura de deslavado apoio a uma candidatura, acompanhe o texto de Stanley Burburinho, publicado no portal de Luis Nassif. Aí, você fica conhecendo a história – agora interrompida. A seguir:

Globo: como afrontar o TSE e se tornar uma ameaça real

A TV Globo lançou hoje, domingo 18/04/2010, depois do Fantástico um jingle comemorativo dos 45 anos da empresa. Colocou vários artistas cantando: “Nós podemos mais.”

Coincidências:

1 – o slogan da campanha do Serra é: “O Brasil pode mais.”

2 – o jingle é comemorativo dos 45 anos da Globo. O número 45, por coincidência, é o número do PSDB.

Por que no ano passado não fizeram um jingle para comemorar os 44 anos da Globo? Não me lembro da Globo ter comemorado os 35 anos de idade com um jingle…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos publicados e/ou comentados por Luis Nassif.

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MÍDIA E ELEIÇÃO. Trio de (ex?)grandes veículos entra na guerra. E vale até virar panfleto

Antes era apenas a Veja, que havia se transformado em ex-revista e continua sendo o “case” a ser estudado. Afinal, como pode um importante veículo de comunicação do País ter se transformado, em tão pouco tempo, em apenas um panfleto? Que fere as regras mais comezinhas da prática do jornalismo.

Veja: a ex-revista virou panfleto. E faz tempo. Como? Sem contraditório. Mas não apenas

Pooois é. Outros integrantes da mídia grandona faziam o mesmo, mas mais discretamente, e passando um verniz no que noticiavam. Agora, porém, parece ter-se formado um verdadeiro trio. À publicação da Editora Abril (que, como alguns sabem, virou oposição por um “nobre” motivo: o fato de o presidente Lula decidiu democratizar o acesso às verbas para livros e revistas didáticas, fazendo os Civita perder mais de R$ 100 milhões/ano) seguem-se, neste momento, outros dois ícones da mídia pátria. Um, que teve importante papel na redemocratização do País (ainda que tivesse colaborado diretamente com o regime militar, na sua primeira década), é a Folha de São Paulo. Outro, a Rede Globo – se bem que esta já é conhecida, historicamente, pela arte da manipulação.

Mas, e isso é que talvez seja o novo, aparentemente estão agindo juntos, nessa que virou uma verdadeira guerra. Em que vale tudo. Ou quase. Ou tudo mesmo.Ok, ok, ok. Este repórter tem dito isso seguidamente, então não vale. Fiquemos, assim, com outra avaliação. Esta feita por Maurício Caleiro, jornalista e doutorando em comunicação pela Universidade Federal Fluminense. O artigo foi publicado no insuspeito e muito acatado sítio especializado Observatório da Imprensa. Acompanhe:

A revista na guerra eleitoral

No decorrer das duas útimas semanas, evidências sucessivas sugerem que, após o convescote do Instituto Millenium, o comportamento do triunvirato midiático Globo-Veja-Folha de S.Paulo se tornou ainda mais agressivo e distante do que se espera de um setor encarregado da nobre missão de informar a sociedade. A hipótese de ações coordenadas, com vistas a interferir, de maneira pesada, no jogo eleitoral, parece se confirmar.

Senão, vejamos: o Jornal Nacional claramente subiu o tom, incluindo uma despropositada insinuação quanto ao triplex do presidente; O Globo vem oferecendo factóides em sequência – culminando com a “notícia” de que Lula pediria licença por dois meses, deixando ninguém menos que José Sarney como presidente interino; e a Folha de S.Paulo brinda seu cada vez mais reduzido leitorado com uma vendetta disfarçada de reportagem contra um jornalista que fora uma de suas estrelas por mais de uma década.

Porém, no quesito jornalismo tendencioso, Veja continua imbatível. A chamativa capa de semana passada, afirmando, em gíria da marginália, que a casa do partido X caiu, seria por si só – pela linguagem empregada, pelo escândalo buscado e, sobretudo, pela precariedade das acusações face às provas – evidência da, sejamos indulgentes, exaltação exacerbada de ânimos que se seguiu ao tal convescote.

No entanto, desmentida em questão de dias por decisão judicial que não apenas recusou as denúncias, mas criticou o promotor pelo parco embasamento das mesmas, a matéria – e o destaque a ela dado – suscita urgente discussão sobre quais os limites da…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens e artigos publicados no sítio especializado Observatório da Imprensa.

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MÍDIA. Globo erra e culpa assessor de imprensa. Agora, terá que pagar indenização de 200 salários mínimos

“Babada” do Jornal Nacional. Culparam o assessor de imprensa. Agora, terão que pagar

Não deixa de ser um bálsamo para quem atua como assessor de imprensa – uma das 27 atividades deste (nem sempre) humilde repórter (que tem também, para contrabalançar, algo como 73 credores). Afinal, a gente sofre. Se sai algo errado na mídia, a culpa seeeeempre é nossa. Difícil explicar que somos apenas facilitadores, e não donos do espaço. Isso sem falar nos equívocos que (no caso de Santa Maria muito eventualmente ocorrem) cometem com palavras que supostamente tenhamos dito.

Nesse contexto, é legal saber que a superpoderosa dançou. A vítima inicial, e agora vitoriosa na Justiça, é um assessor de imprensa. Que (embora ainda existe recurso possível) deverá embolsar uma boa grana. Afinal, o principal órgão do corpo humano (e das empresas) é mesmo o bolso. Confira a reportagem publicada no sítio eletrônico especializado Consultor Jurídico. O texto é assinado por Gláucia Milício. A seguir:

Globo é condenada por atribuir culpa indevidamente

É intolerável que uma emissora do porte da Rede Globo, em condições de averiguar corretamente o erro, se isente de falha e culpe um terceiro sem o menor receio da ofensa à reputação. A fundamentação foi usada pela 6ª Câmara de Direito Privado, do Tribunal de Justiça de São Paulo, para negar recurso da Globo contra decisão que a condenou em primeira instância.

A emissora foi condenada a pagar 200 salários mínimos ao então assessor de imprensa da Justiça Federal em São Paulo, Márcio Silva Novaes, que hoje trabalha na Rede Record. O caso começou no ano 2000, quando o assessor distribuiu informe à imprensa sobre o recebimento de denúncia criminal contra o ex-juiz Nicolau do Santos Neto, condenado por desvio de verbas públicas destinadas à construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Além dele, mais dois foram denunciados: Monteiro de Barros e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz.

A emissora, contudo, noticiou no Jornal Nacional que a denúncia também fora recebida contra Maria da Glória Beirão dos Santos, mulher de Nicolau, e que teria sido até decretada a sua prisão. Quando a emissora percebeu o erro, mesmo informada do equívoco, noticiou no dia seguinte – em rede nacional – que a informação incorreta havia sido transmitida por culpa do assessor de imprensa.

Na ação, o assessor demonstrou que não teve relação com o erro, já que os outros veículos como a Record, Folha de S.Paulo e Estadão receberam a mesma informação e divulgaram de maneira correta. Por isso,…”

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SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas pelo sítio especializado Consultor Jurídico.

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