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ALÉM DAS 4 LINHAS. E então, aquele cartola graúdo embolsou uma medalha alheia

5, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Minutos depois, a ex-Miss Brasil e jornalista Renata Fan (ai, ai,ai….os efeitos que Fan e Cia. Fazem nas salas de aula das faculdades de comunicação são inenarráveis; pululando a cabeça das promessas de coleguinhas mais atraentes, é o efeito Fátima-Patrícia na bola), e seus comentaristas do programa da tarde na Band, mostravam onde ela sumiu. Como o futebol brasileiro não pode ficar somente dentro das quatro linhas, eis que surge (ressurge) um “personagem vilão”: José Maria Marín resolveu premiar-se e colocou uma das medalhas no bolso.

Já tínhamos visto colocar o jogo no bolso, malas pretas e brancas circulando, ameaças de roubo, mas nunca, nunca mesmo, de forma literal e real. Uma imagem captada pela TV Bandeirantes mostra quando o presidente em exercício da CBF faz isso…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

O futebol e o dia em que o cartola embolsou uma medalha – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes e Bruno Lima Rocha

5, fevereiro, 2012 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 2 de fevereiro de 2012 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes e Bruno Lima Rocha

A metáfora da cartolagem brasileira (?)

Até pouco tempo, a cartolagem brasileira era marcada pela malandragem que nossos jogadores apresentam dentro de campo: drible de corpo e gingas suficientes para se manterem no poder e, “ninguém” sabe como, para conseguir sair com mais dinheiro do que entrou, mesmo se tratando de trabalho “para o bem dos clubes” e do futebol. Cara de pau, cinismo, vínculos nada justificáveis, mas um tom meio cafona e cantinflesco, o cartola era a alma gêmea do banqueiro do bicho e do coronel da política, isto quando a pessoa física não se mesclava entre estes três personagens, criando a síntese do “atraso”, fazendo com que os poucos críticos de nosso futebol afirmassem ser necessário um choque de capitalismo! Idos tempos…..

Será que era só malandragem? No dia 25, final da Copa São Paulo sub-18 e todas as câmeras flagram o vice-presidente da CBF para a Região Sudeste colocando uma medalha no bolso. Começou “bem” o ano para o futebol brasileiro. Como se fala na gíria dos boleiros: jogador não deve atuar fora de suas características……

Todo começo do ano é do mesmo jeito. Enquanto os grandes clubes retornam das férias, as “promessas de craque” entram em campo no maior torneio de base do país: a Copa São Paulo. Cada vez mais inchado, o torneio foi transformado em “celeiro para empresários”, com cerca de 96 clubes de quase todo o Brasil – menos Roraima que mal consegue fazer torneios profissionais, imagina amadores. Vale registrar que a copinha já foi algo de encher os olhos, sem equipes montadas às pressas por intermediários querendo vender guris mal saídos da adolescência para qualquer time que eles tenham de tirar passaporte.

No último dia 25 (de janeiro), data do aniversário da cidade de São Paulo de Piratininga, os maiores campeões da Copinha entraram em campo para a decisão. Corinthians e Fluminense protagonizaram um bom jogo, vencido pelos paulistas com dois gols de cabeça do zagueiro, de virada, por 2×1.

O “Timãozinho” fez uma campanha perfeita, vencendo os 8 jogos disputados, apesar de o próprio (agora) ex-presidente corintiano, Andrés Sánchez, ter dito que não investiu tanto na base. Em setembro, a revista Placar – que dá lampejos dos seus áureos tempos – fez matéria destrinchando a falta de investimento no setor, especialmente após as obras para o estádio do clube, no local em que a base treinava.

O goleiro corintiano Matheus deu provas da raça do clube ao ficar vários minutos machucado em campo, após choque com jogador adversário. Na hora da comemoração, ele seria o último a receber a medalha, carregado por alguém da comissão técnica, mas não havia mais medalha…

Como a medalha desapareceu?

Minutos depois, a ex-Miss Brasil e jornalista Renata Fan (ai, ai,ai….os efeitos que Fan e Cia. Fazem nas salas de aula das faculdades de comunicação são inenarráveis; pululando a cabeça das promessas de coleguinhas mais atraentes, é o efeito Fátima-Patrícia na bola), e seus comentaristas do programa da tarde na Band, mostravam onde ela sumiu. Como o futebol brasileiro não pode ficar somente dentro das quatro linhas, eis que surge (ressurge) um “personagem vilão”: José Maria Marín resolveu premiar-se e colocou uma das medalhas no bolso.

Já tínhamos visto colocar o jogo no bolso, malas pretas e brancas circulando, ameaças de roubo, mas nunca, nunca mesmo, de forma literal e real. Uma imagem captada pela TV Bandeirantes mostra quando o presidente em exercício da CBF faz isso.

A Federação Paulista de Futebol reparou o “erro” e enviou outra medalha ao goleiro corintiano Matheus. Em nota a FPF nega o roubo e diz que houve um erro na contagem das medalhas, mas não explica o porquê Marín ficar com uma das medalhas. Será que ele sofre de cleptomania?

Depois ele explicou que a FPF teria dado uma das medalhas de campeão e ele teria pegado naquela hora para não causa estranheza (?!). Já vimos medalhas para árbitros em finais de torneios importantes, mas para dirigentes? Por que o presidente da Federação não pegou a sua então? E, se a competição dos cartolas for outra, como por exemplo, índices de escândalos com projeção internacional, o Brasil seria sempre campeão do mundo!

Quem é José María Marín?

José María Marín é formado em direito (e pela USP!), foi deputado estadual e vereador, além de governador do estado de São Paulo por dez meses na década 80, substituindo Paulo Salim Maluf. Ambos eram (e são arenistas de carteirinha, típicos representantes da de São Paulo, reproduzindo a mentalidade do vale tudo político-empresarial) que saíra do Palácio dos Bandeirantes para concorrer ao nobre cargo de deputado federal pelo PDS (nome dado para a Arena após a reorganização partidária promovida por Golbery na Casa Civil de Figueiredo). Por ironia da história – e tristeza do povo brasileiro – Maluf segue deputado e Marín ocupa cargo relevante na cartolagem brasileira.

Antes, José María fora jogador de futebol do São Paulo, na década de 1950, clube que viria presidir décadas depois. Após o fim da ditadura militar, sua carreira política foi perdendo espaço, candidatou-se ao senado pelo PFL em 1986, mas conseguiu apenas o quarto lugar. Atualmente é filiado ao PTB (partido base do governo, assim como um terço da Arena histórica, hoje PP, e outro terço em cima do muro, o PSD).

Como a carreira política não ia bem, Marín resolveu investir na política esportiva. Presidiu a Federação Paulista nos anos 80 e foi chefe da delegação que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México – a mesma que Octávio Pinto Magalhães admitiu ter pagado dirigentes e até suas esposas para assistirem. Naquela Copa, o país do gigante adormecido apresenta ao universo um personagem “amigo” de Marin, Nabi Abi Chedid (este último teve a proeza de ser deputado estadual pela legenda de Plínio Salgado – PRP -, passando após para a Arena, sempre a Arena). Marin tem estirpe, e é essa que estamos narrando….

Marín ressuscita, se reorienta, aproximando-se do clã Havelange-Teixeira. O cartola de 79 anos substituiu recentemente Ricardo Teixeira na presidência da CBF, quando este resolveu tirar uma licença do cargo por 45 dias, após um ano de 2011 bem movimentado, com várias ameaças e boatos até de sua retirada em definitivo do cargo.

Como se pode perceber pelo seu recente substituto, parece que precisamos ainda mais para mudar o futebol brasileiro, não bastando que Teixeira saia do cargo que ocupa – afinal, alguém acredita que o tirarão? – há mais de 22 anos.

 (Entre em contato com a coluna e ajude-nos a desvendar os bastidores e as estruturas de poder do futebol profissional e dos manda-chuvas do Brasil Olímpico que não tem esporte de base. Escreva, colabore, critique, sugira, participe através dos e-mails andderson.santos@gmail.com e dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com)

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com) & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

ALÉM DAS 4 LINHAS. Um ano cheio de futebol, algumas vergonhas e muitas polêmicas

“…Como imaginar que a versão feminina do esporte mais acompanhado tenha tantos retrocessos em termos estruturais, mesmo vivenciando a “Era Marta”? Lembram do basquete feminino? Pois bem, caminha-se pelo mesmo calvário, como sempre, mais uma vez.

Nos últimos dias de 2011, o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro confirmou o fim do time de futsal por falta de patrocínio – o que fez Falcão ir para o Ortolândia e reacender o desejo de outras equipes grandes de (re)montar times na quadra – e também do futebol feminino, em meio ao fim do contrato estabelecido até então.

Entre idas e vindas passageiras de Marta, na folga da temporada estadunidense, as “Sereias da Vila” tinham a base da Seleção, que podiam contar com uma estrutura digna para treinamento. Sem o time, as meninas não só terão que buscar novos clubes para atuarem – como Érica, que partiu para a Coreia do Sul – como também sofrerão com “ajudas de custo” e falta de estrutura para treinos regulares…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI  para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A autoria do texto é de Anderson Santos (que edita o material). A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Um ano repleto de futebol. E de polêmicas! – por Anderson Santos e Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 24 de janeiro de 2012 - por Anderson Santos (editor) e Bruno Lima Rocha

Não faltaram polêmicas nestas poucas semanas que a Além das Quatro Linhas esteve de “folga”. A FIFA continua pressionando o Brasil, a crise do Flamengo só aumenta, as trocas de clubes continuaram a todo vapor e o futebol feminino perdeu ainda mais espaço no país. Mas também teve o anúncio oficial da aposentadoria do, agora, ex-goleiro Marcos.

Para esta primeira coluna do ano, comentemos esses mais diversos assuntos, como um aperitivo do que virá nas outras semanas de 2012!

Futebol feminino reflete situação de esportes olímpicos

Daqui a pouco mais de quatro anos o Brasil terá uma das suas cidades como sede dos Jogos Olímpicos de Verão e pouco se vê, em termos gerais, ações para que o país desenvolva a prática e o desenvolvimento dos esportes olímpicos.

O futebol feminino, tratado como amador no país, acaba sendo o exemplo mais radical. Como imaginar que a versão feminina do esporte mais acompanhado tenha tantos retrocessos em termos estruturais, mesmo vivenciando a “Era Marta”? Lembram do basquete feminino? Pois bem, caminha-se pelo mesmo calvário, como sempre, mais uma vez.

Nos últimos dias de 2011, o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro confirmou o fim do time de futsal por falta de patrocínio – o que fez Falcão ir para o Ortolândia e reacender o desejo de outras equipes grandes de (re)montar times na quadra – e também do futebol feminino, em meio ao fim do contrato estabelecido até então.

Entre idas e vindas passageiras de Marta, na folga da temporada estadunidense, as “Sereias da Vila” tinham a base da Seleção, que podiam contar com uma estrutura digna para treinamento. Sem o time, as meninas não só terão que buscar novos clubes para atuarem – como Érica, que partiu para a Coreia do Sul – como também sofrerão com “ajudas de custo” e falta de estrutura para treinos regulares.

Vale lembrar que em 2012 será realizado o segundo torneio mais importante da categoria, as Olimpíadas, em que o time feminino bateu na trave nas duas últimas edições.

A notícia vem no momento em que o Governo federal criou, através do ministro do Esporte Aldo Rebelo, uma coordenação específica para tratar da modalidade, sob liderança da ex-jogadora Michael Jackson.

Algumas empresas já entraram em contato com a diretoria santista para a manutenção da equipe, mas até agora ninguém confirmou nada sobre o assunto. O Santos afirma que teve que fazer uma grande engenharia financeira para manter o craque Neymar e pretende cortar custos de setores que não cobrirem seus gastos.

Daqui a pouco, Neymar quebra o contrato, aparece algum mecenas para pagar a multa rescisória e o Santos fica sem o dublê de quase-craque e backing vocal de cantor “sertanojo” e sem o futsal e as meninas.

Nike entra firme no mercado brasileiro

Uma das fornecedoras de material esportivo mais conhecida na atualidade, aqui no Brasil principalmente após uma CPI que recebeu sua alcunha, a Nike tenta firmar a terceira etapa de entrada no mercado local de futebol.

Se na década de 1990 teve-se o início da parceria com a CBF, que nos seus primeiros anos contava até mesmo com o direito à escolha “aleatória” de amistosos; e na década passada, o intuito de patrocinar os dois times de maior torcida do país, Flamengo e Corinthians; é a hora de ir em direção a outros centros de futebol, tendo em vista a Copa do Mundo FIFA 2014.

A próxima leva de novos uniformes, geralmente para o início do Brasileirão, contará com alterações em quatro campeões brasileiros, sendo dois deles os mais recentes campeões da Taça Santander Libertadores. Bahia, Coritiba, Internacional e Santos passam a usar o visto do lado direito com o sonho de ampliar o reconhecimento em outras partes do mundo – no caso do Peixe, as vendas, já que Pelé, Coutinho, Pepe e cia. já o fizeram reconhecido na metade do século passado.

O caso dos gaúchos tem um interesse ainda maior, com o fortalecimento da Aliança Internacional, rede global de cooperação estabelecida em setembro de 2011, inicialmente com os mexicanos do América, os estadunidenses do Chicago Fire e os espanhóis do Atlético de Madri – todos já patrocinados pela Nike. Em dezembro, ganharam a companhia de: Al Ain Sports (Emirados Árabes Unidos), Muangthong United Football Club (Tailândia), Raja Club Athletic (Marrocos), Shanghai Shenhua (China) e Besiktas (Turquia).

Sobre a Nike, o intuito é expandir ainda mais a atuação no mercado brasileiro. Cogita-se que os próximos alvos serão Vasco e Atlético-MG.

Cobranças e mais cobranças

Nem as férias de Ricardo Teixeira da CBF ou o encontro com Romário na Suíça fez com que os representantes da FIFA diminuíssem a pressão sob o Brasil. Enquanto o secretário-geral Jérôme Valcke esteve no país na última semana para se reunir com Ronaldo, Ricardo Teixeira e o ministro do Esporte Aldo Rebelo, o presidente Joseph Blatter se rasgava em elogios à Rússia.

Valcke ficou surpreso com a popularidade de Ronaldo (!) entre os trabalhadores das obras dos estádios no Brasil. Houve até promessa do Fenômeno (também do marketing) em realizar amistosos com os operários dos estádios que ficarem prontos ainda em 2012 e, quem sabe, o repasse de ingressos para alguns deles.

Dentre as obras visitadas, Valcke ficou deslumbrado com os andamentos em Fortaleza e com preocupação maior em relação a Natal. Mas a grande coisa em seu comunicado à imprensa foi o reforço da aprovação da Lei Geral da Copa, marcando até data para a assinatura oficial da presidenta Dilma Rousseff com Blatter: março.

Para Valcke, o Brasil estaria exigindo demais “só” porque conquistou cinco títulos mundiais. Entre os assuntos mais polêmicos que envolvem a LGC, o secretário-geral da FIFA não arredou o pé da venda de cerveja nos estádios – alvo de acordo oficial da CBF com Ministério Público Federal e de lei em alguns Estados. Em tempos de problemas criminais graças ao consumo de bebida num reality show, ele disse que estaríamos nos esquecendo que “só é cerveja”.

Direto da Rússia, Blatter disse que o país estava muito mais avançado para 2018 que o Brasil para 2014, retratando-se posteriormente.

As relações entre FIFA e CBF estariam estremecidas também por conta da decisão de abrir o processo dos membros do Conselho da entidade internacional que devolveram dinheiro de suborno da ISL à Justiça Suíça. Rumores davam conta de que se esses documentos vierem à tona, Teixeira abandona o barco de vez – mesmo que para algum dos seus “amigos”. O outro envolvido no caso, João Havelange, será indicado pelo Brasil para o Prêmio Nobel da Paz…

“Eles fingem que pagam e a gente finge que joga

A famosa frase do ex-jogador Vampeta, em sua passagem pelo Flamengo no início do século, parece estar de volta à Gávea. Ronaldinho Gaúcho está bastante insatisfeito com o atraso de cinco meses de 75% do seu salário por conta da falta do contrato da Traffic com o rubro-negro carioca.

Como se não pudesse piorar, ele teria ido para o “andar errado” na preparação do clube em Londrina e levou uma mulher para a concentração. O técnico Vanderlei Luxemburgo teria pedido o seu afastamento do elenco, mas o R10 só teve uma advertência por escrito. Luxa poderia ser demitido logo após os jogos da Pré-Libertadores.

O agente do jogador, seu irmão Assis, ainda teria conversado com dirigentes do Internacional para que o dentuço voltasse a Porto Alegre – como se os gremistas já não tivessem sofrido tanto com ele no ano passado… Esse boato parece piada e de péssimo gosto!

A novela desse contrato já se arrasta há meses e nunca parece que irá se resolver. Nesta quarta-feira (25 de janeiro), o Flamengo enfrenta o Real Potosí, na altitude boliviana. Ainda não se sabe se Ronaldinho entrará em campo.

Além dele, alguns jogadores do clube já reclamaram de atrasos, entre salários e luvas, que teriam sido pagas no dia 16. No mesmo dia, o zagueiro Alex Silva não se apresentou para viajar à Bolívia por conta do problema com os salários e deverá ser negociado.

Como se a turbulência não fosse pouca, após um longo vai-e-vem, o rubro-negro ainda perdeu o meio-campo Thiago Neves para o rival Fluminense, que venceu a disputa pela compra do jogador aos árabes do Al-Hilal.

A despedida de “São Marcos”

O ano também teve a despedida de um dos grandes ídolos do futebol surgidos nas últimas décadas. O ex-goleiro Marcos anunciou a sua aposentadoria após quase duas décadas de serviços prestados ao Palmeiras – inclusive negando o Arsenal da Inglaterra para jogar a Série B – e à Seleção, onde foi destaque no último título de Copa do Mundo FIFA, em 2002.

Com a humildade e a sinceridade que o marcaram como um ídolo dentre várias torcidas do país, Marcos destacou que sempre pensou em honrar o nome da família para não aborrecer os seus pais e que a maior homenagem que poderiam fazer para ele foi ter atuado no seu clube de coração por tanto tempo.

Relações assim entre clube, torcida e imprensa em tempos de assessores para isso e para aquilo farão de Marcos eterno quando o assunto for o futebol brasileiro. Ainda diremos: “Um dia ainda existiu quem falasse para os repórteres o que todo torcedor queria dizer…”.

Voltamos!

Esta foi só uma prévia do quanto de assuntos podemos e iremos tratar na Além das Quatro Linhas ao longo de 2012. Continuaremos monitorando o andar da carruagem que nos levará à Copa do Mundo FIFA 2014, independente de promessas, e os demais assuntos que interferem diretamente no jogo, mas que ainda são pouco discutidos por quem ama o futebol, o esporte do povo que cada vez mais se distancia dele.

(Entre em contato conosco e sugira assuntos, critique nossas opiniões, enfim, ajude-nos a construir a discussão do futebol “Além das Quatro Linhas”: andderson.santos@gmail.com e dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com)

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com) & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

AQUI TAMBÉM. Começa a se formar, no Rio Grande, a bancada da bola – financiada pela Federação Gaúcha de Futebol

Brasinha e Haroldo, na capital: da bancada da bola. Campanha com ajuda financeira da FGF

A chamada “bancada da bola” existe no Congresso Nacional. São senadores e deputados que tem, entre seus financiadores, federações estaduais e, especialmente, a sempre poderosa e rica Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – presidida pelo notório e enroscado Ricardo Teixeira. Entre suas funções está defender os interesses dos cartolas, e não necessariamente “da bola”. Já conseguiram, esses parlamentares, alguns sucessos. O principal foi “melar” a CPI do Futebol”, no início da década passada, e que esclareceu boa parte das denúncias hoje públicas contra Teixeira – e que agora chega através de autoridades e jornalistas europeus.

Pois bem. Agora, um excelente trabalho do ótimo jornal eletrônico Sul21, se descobre que também no Rio Grande começa a ser formar uma bancada do tipo. Por enquanto, timidamente, mas já com resultados concretos na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Quer saber mais? Vale a pena ler a reportagem assinada pelo jornalista Felipe Prestes, com foto de Elson Sempé Pedroso (Divulgação). A seguir:

FGF começa a formar bancada da bola gaúcha

O termo “bancada da bola” ficou consagrado para apontar os deputados federais e senadores que receberam doações de campanha da CBF e defendem os interesses da entidade no Congresso. De 2008 para cá, a Federação Gaúcha de Futebol tem trazido ao Rio Grande do Sul a ideia de doação de dinheiro para campanhas eleitorais. Em 2008, os vereadores de Porto Alegre Haroldo de Souza (PMDB) e Alceu Brasinha (PTB) receberam R$ 15 mil cada. O candidato a vereador em Canoas, não eleito, Martin Ingo Ahlert (PMDB) recebeu R$ 1,5 mil. Em 2010, o candidato a deputado federal Matteo Chiarelli (DEM) recebeu R$ 10 mil e também não se elegeu.

O Sul21 não conseguiu apurar com que objetivos a FGF fez doações de campanha e que critérios seguiu para a escolha dos candidatos. Isto porque seu presidente, Francisco Novelletto, se negou a conversar sobre o tema. Por meio de sua assessoria, ele disse estar muito ocupado com o início do Campeonato Gaúcho e que talvez em cerca de duas semanas possa falar sobre o assunto.

A FGF é a primeira entre as federações de estados importantes para o futebol brasileiro a copiar a ideia da CBF. Começou timidamente em 2002, quando o presidente ainda era Emídio Perondi, com uma doação de R$ 500 à candidata a deputada estadual Iara Wortmann (PPS). De forma sucinta, o jornalista Juca Kfouri, que passa férias em Lisboa, comentou o fato por email: “Os maus exemplos também frutificam…”.

Segundo o jornalista, a bancada nacional é formada por integrantes “sem espinha dorsal, de todos os partidos”. Ele afirma que o maior feito desta bancada foi melar a CPI do Futebol, em 2001, que já havia esclarecido boa parte das denúncias…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Qual o melhor lugar em Santa Maria para realizar atividades físicas ao ar livre?

13, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 5 comentários

POR MAIQUEL ROSAURO

Mesmo com o Claudemir em férias, as regras do sítio seguem valendo. Críticas ofensivas não serão publicadas.

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A torcida, a segurança e o espetáculo nos jogos de futebol

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A autoria do texto é de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

E um marginal dos estádios virou ‘pop star’ – por Anderson Santos e Dijair Brilhantes

30, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 27 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor) e Dijair Brilhantes

POLÍCIA X FUTEBOL

Na teoria, o Brasil é um país democrático, onde todos têm o direito à liberdade de expressão. Nos estádios de futebol tudo é diferente, nem mesmo o Estatuto do Torcedor, aprovado em 2003, que entende o torcedor como consumidor, só assim um possuidor de direitos, é respeitado.

A segurança pública prefere tomar suas próprias decisões, tendo total respaldo do Estado. Assim, a vida do cidadão fica na mão de policiais despreparados – e mal remunerados. Estamos às vésperas de sediar o maior evento esportivo do mundo e queremos saber como serão tratados os torcedores turistas: privilegiados ou como marginais, semelhante ao que ocorre com os brasileiros?

POLÍCIA OPRESSORA     

Os articulistas da Além das Quatro Linhas já frequentaram diversos estádios do Brasil, e em (quase) todos as cenas se repetem: a polícia tenta oprimir o que entende ser desrespeitoso, ou contra a lei. O problema é para nós, simples torcedores, sabermos o que os policiais entendem por isso.

No início deste ano, a PM carioca impediu a torcida do Fluminense de entrar no estádio com uma faixa que dizia “Muricy amarelão” – o técnico abandonou o clube alegando falta de estrutura em meio a Libertadores.

Em agosto, as torcidas de todo o Brasil organizaram um protesto contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A rodada foi batizada como o dia do “Fora Teixeira”. Em alguns Estados a Polícia Militar proibiu a entrada de faixas e cartazes alegando que atrapalharia a visibilidade do jogo, ou que o material das faixas era tóxico, o que poderia causar um incêndio.

Em outubro, a torcida do Grêmio preparava uma grande manifestação contra Ronaldinho (Ex-)Gaúcho no jogo Grêmio X Flamengo. A Brigada Militar proibiu a entrada de faixas contra o R-10, alegando ser um ato hostil e que em nada contribuiria para o espetáculo (?).

Torcedores do Grêmio foram diversas vezes agredidos pela Brigada Militar quando faziam protestos pacíficos contra o presidente do clube, Paulo Odone. Detalhe: o agora mecenas Odone – afinal, pagar R$ 500 mil só a um jogador… – é deputado estadual pelo PPS do Rio Grande do Sul.

A “segurança pública” parece ser contra qualquer tipo de manifestação popular.

ACUSADO TEM DIA DE POP STAR

No início do mês de dezembro o estádio Beira-Rio foi o palco de um jogo beneficente. A partida marcava a despedida do ex-jogador Fabiano, ídolo do Internacional no final da década de 90. Uma briga entre torcidas organizadas do próprio clube (!!!) deixou quatro pessoas feridas.

A briga foi fruto de uma confusão com um dos líderes de uma das facções no clássico Gre-Nal, pela última rodada do Brasileirão 2011, semanas antes. As ofensas continuaram via redes sociais e acabou terminando no jogo festivo.

A falta de segurança foi notória, já que um torcedor estava armado com uma faca nas dependências do Beira-Rio – que será sede da Copa do Mundo FIFA 2014, “graças” à leitura por 15 minutos de cada conselheiro colorado do contrato da Andrade Gutierrez.

Na última sexta-feira, o jornal Zero Hora (Grupo RBS) optou por fazer uma entrevista exclusiva com um dos acusados, que não merece ter seu nome citado neste espaço. Este já alcançou o objetivo, ter seu dia de Pop Star.

Curiosamente, a maioria dos meios de comunicação, com raras exceções, opta por mostrar as torcidas organizadas como grupos de vândalos, sem querer adentrar a questões importantes que cercam a relação entre clubes, atletas, TOs e torcedores – veja aqui um dos raros casos, da estatal TV Brasil. Ir além dos fatos, seguir o rastro, fazer jornalismo, … é difícil de se fazer?

TRISTE REALIDADE

Vivemos uma triste realidade sobre o que diz respeito à segurança pública, por vezes chegamos a duvidar se ela existe ou, no mínimo, para quem ela existe.

Todas as vezes que vimos brigas entre torcidas, dentro ou fora dos estádios – cada vez mais fora, refletindo a falta de segurança geral –, quando a polícia chegou a violência aumentou ainda mais. Parece-nos que ao invés de tentar manter a ordem, opta-se por esperar a desordem ocorrer e combatê-la, primeiro batendo e só depois querer saber quem eram os culpados.

Não é raro ver no meio da torcida a polícia batendo em senhores de idade, em pais que tentam proteger seus filhos ou espalhando spray de pimenta para tudo o que é lado. Na prática, isso pouco serve para punir quem merecia.

O Estatuto do Torcedor, renovado ano passado, propunha que o torcedor preso não entrasse mais nos estádios, mas pouco é visto ou ouvido de algo de prático, para além das punições a entrar no estádio com símbolos das organizadas ou extinção das mesmas. Como se a faixa saísse batendo em todo mundo… Dificilmente alguém é preso ou punido mesmo nos casos mais graves – como a da Supercopa de juniores de 1995, entre São Paulo e Palmeiras.

Quando as empresas de mídia fazem campanhas para as famílias irem aos estádios, a nós fica a dúvida de quem lhes dará segurança, principalmente fora das arenas, em que mal temos isto no cotidiano.

NADA DE “TORCIDAS” E DE “POLÍCIAS”

Na Inglaterra, os tão famosos hooligans foram responsáveis pela “limpeza” dos estádios do Reino Unido, por mais que continuem existindo para os clássicos mais ferrenhos. O mundo não os vê mais, porém não vê também torcidas de futebol e sim receptores de espetáculos teatrais, que só gritam e aplaudem quando “autorizados”.

Para o bem do futebol, a exclusão dos “torcedores” que iam aos campos não para ver as partidas e apoiar os seus times, mas para xingar a “torcida” do rival – por mais que o jogo não envolva os dois clubes – e para praticar atos de vandalismo, poderia ser uma boa alternativa. Mas será que o problema é só esse?

Será que a Polícia, no caso brasileiro, contentaria-se a ter que trabalhar em pleno domingo, sem receber nada a mais para isso – a não ser, de vez em quando, um lanche, para ficar só olhando a torcida vibrar, gritar e xingar, quando necessário? Há preparação dos funcionários desta instituição, em qualquer parte do país, para saber tratar os torcedores, identificar quem começou uma confusão e que efetivamente merece punição?

Querer “público teatral” é tirar, mais uma vez, o futebol do povo, aumentar o valor dos ingressos, “elitizar” os receptores das partidas e acabar com o incentivo dos torcedores. O que é outra questão ainda mais problemática.

Nada, nada mesmo, vale a pena se modifica o que o futebol tem de melhor: que é a possibilidade da paixão ser aflorada naqueles 90 minutos, sem que você tenha que receber um sermão do patrão ou de qualquer entidade repressiva. Nem violência entre torcidas, nem violência da polícia, mas também muito menos um comportamento teatral.

Se futebol é um espetáculo também é graças a nós torcedores, que estamos ali para aplaudir, apoiar, criticar, xingar, construir a sonoridade e a visualidade da partida. Mas também que pagamos ingressos, impostos – inclusive para as polícias nos darem segurança e não medo –, geramos todo um mercado através do marketing e da transmissão pela Indústria Cultural.

Enfim, já passou da hora de as entidades que organizam o futebol, o Estado e os clubes entenderem que as estrelas são os torcedores.

PAUSA

Continuando com esta premissa de atuação no escrever sobre o esporte que já foi bretão, brasileiro e agora parece ser catalão, que esta coluna se despede d@s noss@s leitor@s em 2011. Desejando um 2012 muito melhor para o futebol aqui no Brasil, especialmente “Além das Quatro Linhas”. Paramos por algumas semanas. Até o início dos Estaduais!

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

COLUNA OBSERVATÓRIO. O efeito da ação do MP contra prefeitos e clubes de futebol

24, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

A LEI - Ação do Ministério Público, contra os atual e ex-prefeito, Inter e Riograndense, tem tudo para virar jurisprudência. Do resultado se saberá, enfim, até que ponto prefeituras podem ou não ajudar clubes de futebol.

ALÉM DAS 4 LINHAS. A vitória do Barcelona sobre o Santos. E não apenas no campo

22, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Muricy tem razão quando diz que a pressão que sofre um técnico no Brasil é incomparável. Mas o maior mérito do técnico Pep Guardiola não é exatamente fazer o time do Barcelona jogar, afinal é um time de craques. O segredo a ser desvendado é como um time de jogadores milionários joga tão bem coletivamente chegando aos incríveis 70% de posse de bola por jogo? O Barcelona não “perde” na posse de bola há três anos!!!

Não há briga de egos e o clube só acumula taças. Já são duas Ligas dos Campeões da Europa e duas Copas do Mundo de Clubes nos últimos três anos, a “Era Guardiola”.

Primeiro, é preciso afirmar que craques o Barcelona faz nas suas categorias de base – como o Flamengo se orgulhava de fazer por aqui. Dos onze jogadores que começaram a final, nove foram formados em casa – as exceções são Daniel Alves e Abidal. Não temos nenhum “jogador clássico” de bases do Brasil: altos, fortes e que respeitam posição. Parece que a prioridade nas terras catalãs é que se saiba jogar futebol…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A autoria do texto é de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A vitória catalã foi em campo. Mas não apenas – por Anderson Santos e Dijair Brilhantes

22, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 20 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor) e Dijair Brilhantes

O ANO DO FUTEBOL BRASILEIRO ACABA COM UMA AULA CATALÃ

Quando nos decidimos por fazer uma edição especial da Além das Quatro Linhas sobre a final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA sabíamos da imensa dificuldade do Santos perante uma das melhores equipes da história do futebol mundial, só não esperávamos que seria tão fácil.

Na manhã do último domingo foi encerrada oficialmente a temporada para o futebol brasileiro. De forma melancólica, o Santos Futebol Clube foi goleado pelo Barcelona como nunca antes um time sul-americano perdera para um europeu. Neymar, apagado na partida, resumiu bem o que ela foi: uma aula magistral de futebol.

AS FALHAS APARECERAM DESDE O PRIMEIRO JOGO…

O Santos chegou ao Japão pensando no Barcelona. O mundo inteiro esperava pela provável final entre dois times cuja parte ofensiva é primorosa. Porém, depois do rescaldo dado pelos congoleses do Mazembe no ano passado – quando, surpreendentemente, venceram o favorito Internacional –, todos sabiam que antes os dois times precisavam passar pelos adversários das semifinais.

Na quarta-feira, atuando com a formação utilizada nos últimos jogos do Brasileirão – com o time titular em campo –, o Santos sofreu para passar pelos japoneses do Kashiwa Reysol.

O setor defensivo cansou de falhar ao longo da partida, mesmo contando com dois zagueiros (Bruno Rodrigo e Edu Dracena) e Durval, outro zagueiro, na lateral-esquerda, setor justamente onde os japoneses mais atacavam – em detrimento ao lado direito defensivo santista, que tinha a presença do ofensivo Danilo.

A vitória por 3 a 1 saiu graças à individualidade de jogadores como Neymar e Borges, em excelentes chutes de fora da área, e da boa cobrança de falta de Danilo, que se aproveitou do erro do goleiro adversário em montar a barreira. De qualquer forma, se era aquilo que os santistas tinham para mostrar, os espanhois já começavam a se tranquilizar. Não seria o suficiente.

No dia seguinte, poupando alguns titulares, como o brasileiro Daniel Alves e o candidato a melhor do mundo Xavi, o Barcelona passeou contra os catarianos do Al Sadd, cujo país tem a fundação que banca ao Barça o maior patrocínio master do mundo. Seja com reservas na Copa Audi, no clássico contra o Real Madrid ou contra o campeão asiático, sempre se mantém a forma de jogo: toque de bola refinado, criando brechas para chegar ao gol.

Assim saíram os dois gols do brasileiro Adriano, lateral-esquerdo “improvisado” na direita, o gol de Keita e do também brasileiro Maxwell. A parte negativa ficou para a fratura na tíbia da perna esquerda do centroavante Davi Villa. Envolto a especulações de saída do clube, o jogador foi colocado pelo técnico Pep Guardiola para provar que não tinha nada disso. Dias antes, Pep respondera assim ao principal jornal esportivo de Madrid: “o Marca mente” – já pensaram o dia em que algum treinador tiver coragem de dizer isso com jornalões ou TVs poderosas do Brasil?

E se os brasileiros vinham de um semestre de quase descanso no Brasileirão, cinco dias antes os catalães haviam ganhado do rival Real Madrid de virada, em pleno Santiago Bernabéu, por 3 a 1. Uma prévia aos seus adversários que já o esperavam no Japão.

Dentre as entrevistas coletivas, numa Muricy Ramalho foi deselegante – o que não chega a ser novidade – ao dizer que Guardiola só poderia ser considerado bom se trabalhasse no Brasil, para conviver com a pressão. A resposta veio em campo na manhã de domingo.

FALTOU JOGAR

Muito se falou no confronto entre Lionel Messi e Neymar. O argentino deve ser escolhido pela terceira vez consecutiva o melhor jogador do mundo. Neymar já conseguiu o grande feito de ficar entre os vinte e três melhores pela FIFA.

Todos aguardavam para ver o que o técnico Muricy Ramalho iria fazer para tentar parar o fantástico time do Barcelona. Jogaria como este Santos sempre soube fazer, de forma ofensiva, aproveitando a qualidade do seu trio da frente; ou se apequenando, a forma que geralmente deu certo para os brasileiros contra os europeus?

Muricy optou pela segunda opção. Recheou o time de marcadores, voltando com Leo na lateral-esquerda e trazendo Durval para a defesa. No meio, Arouca e Henrique tentariam proteger a defesa, isolando Paulo Henrique Ganso, Neymar e Borges no ataque. O Santos se propunha a ver o Barcelona jogar e esperar um contra ataque. Tudo que o Barcelona queria.

O time catalão veio para a partida com uma formação diferente da usual, já que não contava com um centroavante para formar o trio de ataque. Além disso, Pedro ficou no banco, com Iniesta, Daniel Alves (ponta-direita) e Fábregas se revezando com Messi lá na frente.

23 minutos foi o tempo que durou a esperança santista. Após duas falhas defensivas, dois golaços, um de Messi e outro de Xavi – quem alguns acham que não joga tanta bola assim… –, praticamente adiavam o sonho dos meninos da Vila. Muricy só mudou algo porque Danilo – em despedida para o Porto – saiu machucado, entrando o meia Elano.

Para fechar o jogo ainda no primeiro tempo, Fábregas pegou rebote de Rafael, que fizera duas grandes defesas numa mesma jogada, e só empurrou para o gol. A pergunta tornara-se: em quanto terminará o massacre?

No segundo tempo, o Barcelona cansou de perder oportunidades de gols. A tirada de pé dos catalães e a mudança da forma de jogar santista, agora (um pouco) mais ofensiva, ainda permitiu vermos duas chances de gol desperdiçadas por Borges e Neymar.

Para terminar o baile, Messi recebeu na área, driblou Rafael e marcou o seu segundo gol na partida. O argentino se igualou ao também barcelonista Pedro (em 2009), como os únicos jogadores a marcarem gols nas seis competições que disputaram num ano.

O  4 a 0 acabou ficando de bom tamanho, devido à desorganização santista. O time brasileiro não conseguiu defender com segurança e nem atacar com precisão. É redundância dizer que o título ficou em boas mãos.

O capitão, Carles Puyol, admitiu depois do jogo que teve medo ao ver as jogadas de Neymar, mas que dera certo a ideia de não deixar a bola chegar até ele. A disputa foi quase desumana, Neymar sucumbiu ao futebol coletivo dos espanhóis e admitiu isso ao final do jogo. Messi, junto com seus companheiros, deu mais um show de futebol.

A FIFA TAMBÉM ACERTA

Poucas vezes esta coluna fez algum tipo de elogio a FIFA. Não porque usamos de má vontade com os todo-poderosos do futebol mundial. A falta de transparência nas atitudes da entidade é que nos leva a isso.

Mas as organizações dos torneios sob responsabilidade da entidade merecem elogios.

Todos seguem o protocolo, os horários são seguidos à risca, e ninguém rouba a cena das verdadeiras estrelas do espetáculo que são os jogadores.

Isto é algo que deve ser seguido pela CBF e principalmente pela Conmebol, que proporciona verdadeiras farras nas finais de Libertadores, quando aparecem do nada parentes de autoridades dentro de campo.

E O REI?

O eterno camisa 10 santista não foi ao Japão. Pelé preferiu ficar no Brasil para fazer uma cirurgia de catarata. Após a Libertadores, o presidente santista convidou o rei do futebol para “jogar” o Mundial como uma estratégia de marketing – e talvez o time até precisasse dele mesmo…

Pelé negou o convite e nem sequer acompanhou o time do coração de perto, talvez por temer um fracasso na terra do sol nascente, o que acabou se confirmando. Dificilmente vemos Pelé nas derrotas, tanto de cubes brasileiros quanto da seleção, já nas vitórias…

MURICY TEM RAZÃO?

Muricy tem razão quando diz que a pressão que sofre um técnico no Brasil é incomparável. Mas o maior mérito do técnico Pep Guardiola não é exatamente fazer o time do Barcelona jogar, afinal é um time de craques. O segredo a ser desvendado é como um time de jogadores milionários joga tão bem coletivamente chegando aos incríveis 70% de posse de bola por jogo? O Barcelona não “perde” na posse de bola há três anos!!!

Não há briga de egos e o clube só acumula taças. Já são duas Ligas dos Campeões da Europa e duas Copas do Mundo de Clubes nos últimos três anos, a “Era Guardiola”.

Primeiro, é preciso afirmar que craques o Barcelona faz nas suas categorias de base – como o Flamengo se orgulhava de fazer por aqui. Dos onze jogadores que começaram a final, nove foram formados em casa – as exceções são Daniel Alves e Abidal. Não temos nenhum “jogador clássico” de bases do Brasil: altos, fortes e que respeitam posição. Parece que a prioridade nas terras catalãs é que se saiba jogar futebol.

As comparações com grandes times, em especial com o “Carrossel Holandês” comandado por Cruyff e Rinus Michel em 1974, são recorrentes. O time toca, toca, toca, mas geralmente chega ao gol e às vitórias nos deleitando. Longe de ser um futebol burocrático, como o do Brasil de Parreira em 1994, os atletas trocam de posição e tornam quase impossível pará-los.

Fora de campo, a história da luta catalã, representada por bandeiras da Catalunha e não da Espanha com seus torcedores, é um capítulo a parte. A intenção de esperar mais de 100 anos para colocar um patrocínio na camisa para não “manchar” a sua história é outra coisa, já que recebe dinheiro de uma fundação social – por mais duvidosa que possa parecer por vir do Catar.

Definitivamente, este FC Barcelona é “més que un club”!

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Twitter da coluna: @alem_das4linhas

LUNETA ELETRÔNICA. Estilac no TCE, audiências com Schirmer, fumacinha na Câmara, diploma de Jornalista, sem Cross em Silveira…

20, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

* Com a presença, entre outros, do governador Tarso Genro, e do deputado Paulo Pimenta (representando a Câmara), assumiu o novo conselheiro do Tribunal de Contas do RS.

Estilac Xavier no TCE (foto Divulgação)

* Em ato acontecido na tarde passada, ocorreu a posse do santa-mariense Estilac Xavier, ex-secretário Geral de Governo e que também já foi vereador na capital e deputado estadual.

* Estilac foi ativo militante estudantil na UFSM, no fim dos anos 70, início dos 80, enquanto se graduava no curso de Engenharia Elétrica.

* O Procon vai mesmo pra cima da Câmara, por conta do descumprimento da Lei Antifumo no interior do prédio do parlamento.

* Para tratar do assunto, que mereceu notificação ao comando do parlamento, até reunião está agendada. E será nesta quinta-feira.

* Começou a reação, a propósito da informação, divulgada AQUI com exclusividade, na madrugada passada, em torno do defenestramento do diploma de jornalismo para o exercício da profissão na Câmara de Vereadores.

* Ela vem dos futuros profissionais – via cursos de jornalismo da Unifra e da UFSM, com apoio de suas direções, inconformados com a barbaridade em gestação no Legislativo.

* Também se imagina que deva se mexer o sindicato da categoria, embora ao menos a este editor a informação não chegou.

* O prefeito Cezar Schirmer dá um tempo nas audiências públicas à comunidade. O auditório do Centro Administrativo só voltará a receber em 2012 os munícipes para encontro direto com o comandante da comuna.

Audiência só em 2012 (foto Divulgação)

* Habitualmente às quintas-feiras, os encontros (dos quais também participam o vice José Haidar Farret e secretários de município) serão retomado no dia 12 de janeiro.

* Se prevêem dias agitados na Assembleia, antes do recesso. Afinal, são nada menos que 55 matérias (27 em regime de urgência) em condições de ser votadas nesta semana.

* A decisão sobre quais e quantas (serão muitas) serão apreciadas antes do Natal será dada no final da manhã desta terça, em reunião dos líderes partidários com a direção do Legislativo.

* E não aconteceu, domingo, em Silveira Martins, o evento de “cross country”. Foi barrado por liminar obtida pelo Ministério Público, através do Promotor Ricardo Lozza.

* O MP ingressou com Ação Pública contra o município da Quarta Colônia. Motivo: a área em que a pista seria construída perderia vegetação nativa e, além disso, a prova ocorreria próximo a hospital e residências, com óbvia perturbação do sossego público.

* Foi lançada, sexta-feira, e já está circulando, a segunda edição da revista D’Palavra, editada pela Seção Sindical dos Docentes da UFSM.

D’Palavra já circula (foto Renato Seerig)

* No ato de lançamento, entre outras palavras, o presidente da entidade, Rondon de Castro, afora realçar o fato de a revista ser uma conquista, a D’Palavra permanecerá, ”se a categoria quiser”.

* Atenção, àqueles que precisam da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde. O órgão, farmácia incluída, não funciona er uma conquista deste ano, a D’Palavra permanecerá, se assim a categoria nos dias 23 e 30, as próximas sextas. Sim, é ponto facultativo.

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IMPROBIDADE. Troco para dupla Rio-Nal ‘rende’ ação do MP contra Schirmer e Valdeci

19, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 19 comentários

A versão é do Ministério Público de Santa Maria. Trata-se de ação que tem como alvo o atual, Cezar Schirmer, e o anterior, Valdeci Oliveira, prefeitos municipais. E chega através da assessoria de imprensa do MP, em texto assinado por Franciele Kettermann. Aliás, os nomes dos dois não são citados, porém… Confira:

“O Ministério Público de Santa Maria ajuizou Ação de Improbidade Administrativa contra atual e ex-prefeito, e contra dois clubes de futebol do município.

Na quinta-feira, 15 de dezembro, o Promotor de Justiça João Marcos Adede y Castro ajuizou Ação Administrativa contra o atual e o ex-prefeito do Município e contra os clubes, Esporte Clube Internacional – SM e o Riograndense Futebol Clube.

Segundo às investigações, os Prefeitos firmaram convênios nos anos 2008 e 2009 com os referidos clubes, nos quais o Poder Público destinava valores aos cofres, e que, em contrapartida, assumiriam contraprestações com o Município.

Ocorre que os valores repassados aos cofres particulares eram superfaturados em relação às obrigações assumidas, sendo o intuito apenas o de beneficiar os clubes privados com o dinheiro público. As investigações mostraram que os clubes necessitavam de dinheiro para pagar o salário de jogadores, tendo sido usado os convênios para dar uma aparência de legalidade aos atos desonestos.”

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Muda o calendário do futebol brasileiro. Mas, a quem isso interessa? – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

15, dezembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 13 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

A Confederação Brasileira de Futebol resolveu chamar a atenção para si no final de ano. Primeiro, Ricardo Teixeira (finalmente) resolveu largar o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA 2014, repassando-o para Ronaldo Nazário (o neófito cartola do curíntia). Depois, veio o anúncio de que ele se afastará por 45 dias do comando, deixando a entidade sob presidência de José Maria Marin – ex-jogador do São Paulo na década de 50, vice-governador de Maluf na década de 1980 (este homem já teve sua relevância na política paulista, operando com Paulo Salim na repressão contra as greves do ABC, por exemplo) e atual vice-presidente da CBF pela região Sudeste.

Mas “só” isso não bastava. Ricardo Teixeira e seu diretor de competições, Virgínio Elísio, resolveram mudar o calendário das competições nacionais a partir de 2013, mesmo quando tudo parecia estar caminhando bem. Os motivos? Nós contamos a partir daqui.

Tudo caminhava bem…

Com o fim do Campeonato Brasileiro, os bastidores do esporte bretão costumam ser sempre muito agitados. Os clubes fazem algumas contratações, há trocas no comando técnico,… Enfim, fatos corriqueiros do mundo da bola.

Mas, como de costume, esta coluna deixa isso para os grandes veículos de mídia abordarem. Vamos mais a fundo e tentar fazer o que poucos têm coragem: falar sobre os “donos” do futebol. Ainda mais com a Confederação Brasileira de Futebol seguindo o critério “o que está funcionando bem ’a gente’ muda”.

Quem é jovem deve lembrar. Na década de 1990, os times “expressinhos” eram bastante utilizados para cumprir uma agenda cruel, com até dois jogos num mesmo dia (!).

Por mais críticas que possamos fazer a ele, Ricardo Teixeira soube melhorar o calendário aos poucos. Mesmo que o fosso para os times pequenos só cresça, a organização do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, primeiro através da Série A em 2003 e dois anos depois na Série B, permitiu uma regularidade de datas jamais vista. Isto é inegável, assim como o fim das viradas de mesa. Agora grande cai, e isso é bom.

Quanto à competitividade, o ano estava bem definido. Os Estaduais – torneios que os grandes tratam com desdém, mas os que não o ganham sabem sua importância – dão a emoção dos clássicos regionais com caráter decisivo; a Libertadores é a cereja do bolo, difícil, mas prazerosa; o Brasileirão é a regularidade à prova, com decisões cada vez mais emocionantes tanto quanto na época dos mata-matas; a Sul-Americana ainda sofre por um respeito maior, mesmo com a vaga ao campeão para a Libertadores.

A Copa Kia do Brasil (ai, ai, não cansam de vender os símbolos para as transnacionais!) – não o Joorabchian, mas a marca de carros sul-coreana – dá a emoção dos mata-matas e a possibilidade de um pequeno surpreender (Criciúma, Juventude, Paulista e Santo André que o digam). Quer dizer, a Copa do Brasil dava esta expectativa, ou dará até 2012.

O torneio teve anunciada a mudança de sua fórmula a partir de 2013. Só não começa a partir do ano que vem porque o Estatuto do Torcedor exige prazo de dois anos para mudança de forma de disputa – e exige tantas outras coisas que deveriam ser respeitadas, já que o torcedor agradeceria.

O novo formato

O novo formato terá a participação de 86 clubes, no lugar dos atuais 64 (uau, quem não se lembra: onde a Arena vai mal, mais um no Nacional, onde vai bem, mais um também!). 80 virão segundo critérios da CBF ainda não definidos e disputarão mata-matas até que sobrem 10 clubes, ou seja, teremos quatro fases, no lugar das duas atuais, até se chegar às oitavas-de-final.

E os outros seis? Por mais que os dois primeiros anos de Série D, dentre outros problemas (financeiros, especialmente) tenha chegado a ter 5 classificados para as quartas-de-final, com três desclassificados sendo classificados depois, eles já corrigiram o erro a partir deste ano.

Para a Copa Kia do Brasil, os seis virão da Copa Santander Libertadores – haja marcas! Caso só cinco times brasileiros participem da competição sul-americana, o líder do ranking da CBF chegaria direto para as oitavas – hoje seria o Santos, não mais o Grêmio, que perdeu o posto no RNC no início da semana.

Este é um desejo antigo. Desde 2001 que os times que participam da Libertadores não atuam no torneio local por falta de datas, problema ainda sem solução. A ideia é que o torneio nacional vá de março a novembro, numa clara imitação das copas e taças dos países europeus. Estica o calendário, estica até que arrebenta os clubes médios, só restando os abençoados pelo pool de empresários-investidores!

Dos oito perdedores desse mata-mata, os quatro com melhores campanhas no Brasileiro do ano anterior serão remanejados para a Copa Bridgestone Sul-Americana (mais um torneio vendido!, Ay Caramba, Bolívar dá coices na tumba e Artigas esperneia também!) do mesmo ano. Quer dizer, se o torneio continental já não era levado a sério, agora a CBF assume que não precisa, afinal, virou um consolo.

Eles entrarão já na etapa internacional, eliminando os confrontos entre brasileiros na primeira fase e diminuindo pela metade a participação nacional no torneio. 

Mas o problema não é só “imitação”

Esta decisão acaba com uma das fontes de disputa do Brasileirão. Com exceção de 2011, quando as vagas foram rapidamente definidas, a disputa por entrar na “zona da Sul-Americana” permitia que os times no meio da tabela pudessem dar trabalho e entrar em campo com vontade de vencer.

Além disso, se um torneio assim parece não ser importante para São Paulo ou Palmeiras – se bem que ambos estão com necessidade de títulos… – para clubes como Atlético-GO e Bahia, classificados para 2012, vale muito. É a chance de aparecer em nível internacional.

Além disso, com a ampliação de datas para o torneio, com Estaduais e Brasileirão mantendo os formatos atuais, o número máximo de partidas oficiais de um clube brasileiro em um ano saltará de 83 para 89! E em 2014, com a parada para a Copa do Mundo, como fica? Nem a CBF sabe.

Explicando 1 – O fator Corinthians

Pode se tratar de uma mera coincidência (o que estes colunistas duvidam muito), mas bastou o Corinthians ser eliminado na pré-Libertadores para a CBF incluir os times que disputam a maior competição da América do Sul na Copa do Brasil. Teixeira deve ter tomado esta decisão na companhia de seus novos aliados Andrés Sánchez e Ronaldo – o mesmo que disse em 2009 que o presidente da CBF tem duplo caráter.

O time corintiano passou os primeiros meses do ano disputando “apenas” o Campeonato Paulista. Eles só não vêem que isso acabou sendo uma vantagem. O clube paulista pôde reformular a equipe e entrar descansado para o Brasileiro, onde venceu oito dos dez primeiros jogos disputados (mais dois empates). Quando caiu o rendimento, a gordura serviu para mantê-lo entre os primeiros. Porém, o dinheiro a entrar nos cofres foi menor.

Parece-nos claro que a CBF quer privilegiar os clubes grandes. O caminho para o título de um time dos chamados pequenos é bem maior. Quatro divisões nacionais – que não aumentaram a quantidade de participantes de forma geral – e mais uma Copa Kia do Brasil com duas fases a mais e nas oitavas de final com o enfrentamento com elencos montados para a Libertadores.

Além disso, se for eliminado precocemente da Copa do Brasil não parece haver problema. Mesmo que estes clubes não disputem mais nada ao longo do ano e tenham que encerrar suas atividades por falta de renda – algo mais que comum.

É a lei da CBF: fortalecer os grandes e os pequenos que se virem. E as federações, o que acham disso? Acatam, afinal todos são aliados do império da CBF. Que vergonha, hein, cartolagem estadual!

Explicação 2 – Fator Organizações Globo

Mas não podia ficar só nisso. Para quem trabalha com a Economia Política da Comunicação, ficar só no campo, esquecendo da “amiga gângster” Globo…

A informação vem da (sócia no Valor Econômico) Folha, em texto dos jornalistas Nelson Barros Neto e Sergio Neto: “A ampliação do período de disputa agrada ao Sportv, canal pago da Globo, que no próximo ano não terá mais o direito de transmitir a Libertadores e a Sul-Americana”. Elementar Watson, elementar!

O grupo de Rupert Murdoch passará a atuar de forma firme no Brasil. O canal Fox Sports chegará à TV fechada brasileira em 2012 – a partir de fevereiro, com sede no Rio de Janeiro – tirando as duas competições sul-americanas do Sportv. Quem mandou aprovarem o PLC 116, agora chora e guenta!

A nova fórmula da Copa Kia do Brasil é a aposta para se ter jogos a transmitir durante o ano inteiro e, ainda mais, contando com a presença dos melhores elencos do país a partir da segunda metade do ano, com a entrada dos que disputavam a Libertadores.

Não é à toa que o principal executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto compareceu ao anúncio. Vale lembrar que a perda dos torneios olímpicos para a Record pesa muito contra ele dentro das Organizações Globo.

Finalmente o retorno?

Quem é nordestino deve se lembrar. Em 2001 e 2002 o futebol local viveu um dos seus melhores momentos. A criação da Liga do Nordeste, com dezesseis clubes de maior torcida de oito Estados da região (exceção do Maranhão e do Piauí), patrocínio master da Coca-Cola e transmissão das afiliadas e filiadas Globo (como a Copa União, 1987) foi sucesso.

Não é a toa que em 2002, a CBF resolveu apostar nos torneios ampliados por região, que davam vaga à Copa dos Campeões, torneio curto no meio do ano que garantia lugar na Libertadores. O problema é que, com exceção do torneio nordestino, os outros foram um desastre em termos competitivos e de lucratividade. Então, que os outros acabem?

A CBF acabou com todos eles, quebrando contratos importantes para os times nordestinos e diminuindo a visibilidade deles. Após anos de disputa judicial – que poderia gerar um prejuízo de R$ 38 milhões aos cofres da CBF! – finalmente parece que se chegou  a um acordo.

A tendência é que o torneio volte em 2013 – houve tentativas menores em 2003 e 2010, mas sem nenhuma benesse, com direito a pedido do Sport para não jogar a competição e times reservas atuando. Para o torneio serão separadas 12 datas. A fórmula de disputa será a mesma de 2000, com quatro grupos de quatro times em jogos de ida e volta, com os dois melhores classificando para os mata-matas. 

Qualificam-se para o torneio os dois melhores de cada Estadual no ano anterior. Estas competições também apresentarão mudanças, já que os seus representantes só poderão entrar na reta final. 

A reunião que definiu o retorno do torneio foi realizada há um mês, com a presença de Ricardo Teixeira, Campos Pinto (Globo) e representantes da empresa de marketing esportivo, a pioneira, Klefer (do ex-presidente do Flamengo e ex-radialista Kleber Leite). Os cartolas locais não confirmam ter aceitado, apesar de a fórmula já ter sido publicada.

A cereja do bolo seria a vaga à Copa Bridgestone Sul-Americana ao campeão do torneio. Mas isto ainda depende do aval da Conmebol, das entranhas do Imperador Nicolás Leoz.

Efetivas mudanças

Mudanças em fórmulas de torneios nacionais e do calendário brasileiro já vimos aos montes. Nós ainda esperamos – sentados ou até deitados, para não nos cansar – o dia em que a gestão do futebol brasileiro mude para valer, passando a atender aos interesses dos torcedores e não apenas de certos cartolas, patrocinadores ou emissoras de televisão.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

NOVIDADE? (2). Crime organizado atraído pelo futebol brasileiro. Alerta vem de fora

Muito se fala dos times ingleses. O Manchester City é o mais recente. O Chelsea, de Londres, uma verdadeira capitania de um magnata russo do petróleo pós-perestróica, é o maior deles. Mas há exemplos em outras plagas, especialmente, mas não apenas, no leste europeu.

Há suspeitas de entrada direta do crime organizado e seus financiadores no negócio do futebol. E, de repente, as falcatruas que se vêem aqui e ali no futebol brasileiro podem virar jogo de amadores. Isso, claro, se não se tomar o devido cuidado (e se tomará?) com o alerta feito… pelo Bird.

Sim, nada de nativos, que por sinal muitos deles são bancados exatamente pelos donos do futebol. Quem dá o aviso e manda se precaver (depois pode ser tarde) é o Banco Mundial (Bird). Detalhes: na reportagem de Alex Rodrigues, distribuída pela Agência Brasil. A seguir:

 “Bird alerta que muito dinheiro e organização frouxa dos países emergentes atraem o crime organizado para o futebol

A crise financeira europeia e o bom momento da economia brasileira têm favorecido o futebol brasileiro. Embora endividados, os clubes do país oferecem salários cada vez maiores, não só para trazer de volta atletas que jogam no exterior, mas, também, para manter os novos talentos, como Neymar, que recusou propostas para se transferir para clubes europeus e decidiu permanecer no Santos. Este bom momento do futebol nacional, contudo, é um atrativo para organizações criminosas internacionais.

O alerta é da consultora do Banco Mundial (Bird) Brigitta Maria Jacoba Slot. Uma das autoras do primeiro estudo a avaliar mundialmente o envolvimento do crime com o futebol, Brigitta garante que países emergentes como Brasil, Rússia e China estão na mira de quadrilhas internacionais que precisam legalizar o dinheiro obtido de forma ilegal.

De acordo com Brigitta Slot, que é holandesa, a lógica é simples: quanto mais dinheiro circular no mundo do futebol, mais interesse esse mercado despertará o interesse do crime organizado. “É necessário que o país combata o problema desde já, pois, mais tarde, será ainda mais difícil. O futebol segue o dinheiro, de forma que as mudanças na economia global levarão a mudanças também na destinação do dinheiro dessas organizações criminosas”, disse ela em…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. Doutor Sócrates e a “democracia corintiana” em plena ditadura

“…O “Magrão”, como era chamado por conta do seu 1,91m de altura, sem qualquer característica de jogador de futebol, sempre foi um líder instruído e bem articulado. Esta liderança fez com que o Corinthians passasse a adotar um sistema democrático. Jogadores e diretores tinham peso de voto igual para tomar as decisões que mudariam o rumo do clube e do time dentro de campo, de contratações a aumento salarial. Nascia a chamada “Democracia Corintiana”.

O Brasil ainda vivia a ditadura militar (nos seus estertores, governo João Figueiredo, e ainda à época com Golbery e Delfim em ministérios), a democracia não era bem vista no país. O time corintiano deu exemplo de como o sistema democrático poderia funcionar. O time entrava em campo com mensagens políticas nas camisas, além de um constante apoio nas passeatas do movimento das “Diretas Já”, que quase levou às eleições diretas a presidência do Brasil…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A trajetória do Doutor Sócrates, militante do esporte. E da democracia – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 6 de dezembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

A DIFÍCIL MISSÃO DE FALAR SOBRE SÓCRATES

A dificuldade de escrever esta coluna não está ligada às trapaças feitas por cartolas do futebol brasileiro, algo que para nós já se tornou rotineiro. A morte de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira fez com que os articulistas da Além das Quatro Linhas mudassem o tema da coluna desta semana na última hora.

Independente dos times que o Magrão jogou, ou até mesmo o que ele amou, nesse caso o Corinthians, Dr. Sócrates foi uma referência em campo pelo seu calcanhar mágico, mas principalmente fora dele por sua capacidade intelectual, que o levou a se formar em Medicina pela Universidade de São Paulo (campus de Ribeirão Preto). Além das quatro linhas foi um verdadeiro militante, um dos responsáveis pela Democracia Corintiana, uma proposta raríssima para aquelas bandas e ainda mais nos dias atuais.

A TRAJETÓRIA

No início dos anos 70, Sócrates começa a treinar no Botafogo de Ribeirão Preto, dividindo o tempo entre o clube e a faculdade de Medicina. Marcou sua passagem pelo clube do interior sendo artilheiro do Paulistão em 1976. Em 1978, transferiu-se para o Corinthians. Ao lado de Palhinha, Casagrande, Wladimir e Biro-Biro começou a surgir uma forte equipe que chegaria ao auge nos anos 80. Naquele time, ganhariam o bi-campeonato paulista de 1982-1983, parando a Máquina Tricolor, que tinha craques como Zé Sérgio no ataque e Renato Pé Murcho (ex-bugrino) no meio.

Em 1982, surgiu o que até hoje podemos chamar de um dos maiores movimentos democráticos da história do futebol brasileiro, a democracia corintiana. Sócrates exerceu sua liderança também como fruto do tempo que vivera, de abertura política e marcadas lutas sindicais por todo o Brasil.. O futebol era (e é) ainda habitado pelos chamados resquícios do entulho autoritário e contra estes o ex-estudante de Medicina se insurgira.

O “Magrão”, como era chamado por conta do seu 1,91m de altura, sem qualquer característica de jogador de futebol, sempre foi um líder instruído e bem articulado. Esta liderança fez com que o Corinthians passasse a adotar um sistema democrático. Jogadores e diretores tinham peso de voto igual para tomar as decisões que mudariam o rumo do clube e do time dentro de campo, de contratações a aumento salarial. Nascia a chamada “Democracia Corintiana”.

O Brasil ainda vivia a ditadura militar (nos seus estertores, governo João Figueiredo, e ainda à época com Golbery e Delfim em ministérios), a democracia não era bem vista no país. O time corintiano deu exemplo de como o sistema democrático poderia funcionar. O time entrava em campo com mensagens políticas nas camisas, além de um constante apoio nas passeatas do movimento das “Diretas Já”, que quase levou às eleições diretas a presidência do Brasil.

Sócrates foi um dos principais entusiastas do movimento e, dada a negativa do Congresso Nacional (em 1984, com a ditadura ganhando no voto dentro do Congresso), optou por deixar o país e atuar na italiana Fiorentina.

COPAS DE 1982 E 1986

A Copa do Mundo de 1982 ficou marcada para os brasileiros pelo grande time que acabou não vencendo. Esta geração do início dos anos 80 foi uma das mais talentosas do futebol. Ao lado de Toninho Cerezo, Paulo Roberto Falcão, Zico, Éder, Júnior, Leandro, Luizinho, Oscar e Batista, Sócrates fez parte de um meio campo inesquecível, de toques rápidos e envolventes. Após ser eliminado pela Itália no mundial de 82, ele declarou que foram os 30 dias mais perdidos de sua vida.

Na Copa seguinte, em 1986, o doutor e sua geração não eram mais os mesmos. Telê estava de volta, mas o encanto passara. Vivia-se a censura da palavra imposta pela direção de Otávio Pantera Cor de Rosa Pinto Guimarães e o mui nobre e ilibado Nabi Abi Chedid. O Magrão perdeu um dos pênaltis na fase de quartas de final e assim ficou marcado. Foi a última aparição de Sócrates com a camisa amarela. Mas sua classe nunca foi esquecida.

Seus últimos anos no futebol não tiveram o mesmo brilho. Sócrates teve problemas de relacionamento com seus companheiros de clube. Alguns chegaram a dizer que ele suspeitava da manipulação de resultados com participação de alguns de seus companheiros. O Doutor ainda voltou ao Brasil para atuar no Santos e no Flamengo. Justiça seja feita, no time da Vila, só o consórcio Luqui Bandeirantes se entusiasmou. Já no time de Zico, passou correndo sem deixar lembranças. Sem o mesmo brilho das atuações de anos anteriores, o Magrão optou pela aposentadoria em 1989, onde tudo começou, no Botafogo de Ribeirão Preto.

NENHUMA LIGAÇÃO COM AS PESSOAS DO TIME ATUAL

O Corinthians conquistou no final de semana o seu quinto título brasileiro. Óbvio que pulularam matérias ligando o grande Sócrates a este Corinthians campeão nacional, mas que em sua gestão atual nada representa o Magrão. As glórias e os títulos, sim, como bem provou a torcida ao homenageá-lo com o braço erguido no minuto de silêncio antes do jogo contra o Palmeiras.

A CBF está se brindando. Após muitas ameaças contra Ricardo Teixeira, o “dono” da entidade foi “obrigado” a distribuir o poder entre seus aliados mais recentes, todos eles vindo do Sport Club Corinthians Paulista – quem diria, logo de quem, dos mosqueteiros do povo, malditos como “gambás” pelas torcidas rivais. A cada dia, o Corinthians mais se assemelha ao Boca Juniors, dentro e fora das quatro linhas. No segundo aspecto, a frase acima não é nenhum elogio.

Voltando às manobras do Imperador Teixeira, primeiro, Andrés Sanchez, que sempre disse que não tinha interesse em comandar a CBF deu o primeiro passo para isso, ao assumir como diretor de seleções a partir de 2012, assim que sair da presidência do Corinthians.

A última cartada veio na última semana. Ronaldo Nazário de Lima foi escolhido para assumir a direção do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. O Fenômeno terá a missão de aproximar pessoas (ou será tirar de cena Ricardo Teixeira antes que seja tarde?) já que a presidenta Dilma Rousseff demonstra total descontentamento com o presidente da CBF.

Ao anunciar Ronaldo, Teixeira disse que é hora da conciliação para podermos realizar a melhor e mais bela Copa de todos os tempos. O presidente corintiano voltou a fazer elogios ao R-Marketing-9 que, segundo ele, tudo o que toca vira ouro e, nesse caso, não será diferente (será?).

Ronaldo, o que confundiu André Luiz com Andréia (estava escuro e ele bêbado, segundo declarações oficiais….), faz tudo por dentro e com rubrica, sob o amparo de uma transnacional de marketing, relações-públicas e assessoria de comunicação e eventos. Não queima o filme dos sofredores como Kia Joorabchian do sultanato de Dualib, mas se batesse de frente com um grupo furioso de procuradores, talvez desguiasse, pulando da jangada, deixando “seu amigo” Andrés sozinho entre tubarões.

Romário já deu a dica ao ex-companheiro de ataque da Seleção. Se ele não quiser queimar sua imagem, basta realizar uma auditoria assim que assumir.

“NUNCA SERÃO”

Frase famosa do filme Tropa de Elite 1, repetida pelo lutador Anderson Silva no UFC-Rio 2011, encaixa-se como uma luva para Ronaldo e Andrés Sánchez. O Fenômeno foi genial dentro de campo, mas fora dele não podemos dizer o mesmo.

O presidente do Corinthians também pode ser considerado um gênio na arte de conquistar aliados e, indiscutivelmente, em termos de resultados, saindo no auge, com o título brasileiro. Os maiores exemplos de “amigos” são Ricardo Teixeira, Ronaldo e a alta cúpula da Rede Globo, a quem ele se referiu como gângster no início do ano. Ah, como já dissemos várias vezes, Andrés é sincero, muito sincero!

A relação de Sócrates com o presidente do Corinthians era conturbada. O doutor sempre deixou claro que não concordava com a administração de Sanchez. Meses atrás, Sócrates negou o convite para por os pés na calçada da fama do clube do Parque São Jorge. Não queria ser visto ao lado de Andrés.

FUTEBOL PARA ALÉM DAS QUATRO LINHAS

Fora de campo, Sócrates foi o que Ronaldo não é, e talvez nunca seja. Um lutador contra tudo que há de ruim no futebol, um claro exemplo que nos inspira a escrever e seguir com uma coluna com a perspectiva que nós temos.

Num mundo em que a criticidade é cada vez mais exceção, isso é visto por nós como uma dádiva. Nos campos futebolísticos, então, é uma imensa exceção, e isso juntando jogadores, comissões técnicas, dirigentes e jornalistas esportivos.

Escrever futebol “além das quatro linhas” é mais que o simples ato de preencher linhas ou pixels, é vivê-lo sob os diversos matizes proporcionados por este esporte, entendendo por que fazem o que fazem com a nossa paixão; racionalizando o máximo possível sobre algo que muitas vezes é irracional, explicando as relações de poder sobre, mas nunca esquecendo do amor em torno do assunto. Sócrates reflete isso.

TRÊS NOTAS PARA NÃO DEIXAR PASSAR

Nota de epílogo, primeira parte:

O S.C. Corinthians Paulista é muito maior do que a vivacidade de seus dirigentes e os diretores da Gaviões, torcida-empresa. Mas, na medida em que estas duas estruturas de poder – cartolagem e torcedores profissionais – vão tomando conta do espetáculo e marketizando o “ser curíntia” como um clichê de anúncio mal feito, a tendência é a fusão de imagens. Depois, para retirar um de dentro do outro, fica muito difícil.. O melhor exemplo é o C.R. Vasco da Gama, vice-campeão do Brasileiro 2011 e uma agremiação que deu a volta por cima. Para tanto, tiveram de “desEuricar”, embora escorando-se no ex-deputado estadual tucano Roberto Dinamite. Ainda dá tempo para a Fiel Torcida, mas tudo se encaminha para um processo à la Boca Jrs. Pré, durante e após Mauricio Macri. Cuidado!

Nota de epílogo, segunda parte:

Alô Pica-Pau, brioso informante e notório comentarista desta modesta coluna. Por favor, manda informações, tudo o que vier nós checaremos e vamos publicar, doa a quem doer. Pica-Pau, correio eletrônico também funciona….aquele abraço e bola prá frente.

Nota de epílogo, terceira parte:

Para a massa Xavante da Princesa do Sul. Valeu pelo retorno e a repercussão. Ou as mais de 24 micro-regiões do Rio Grande se unem e organizam uma defesa de suas expressões culturais, como os clássicos citadinos por exemplo, ou tudo vira pó sob a pressão da grenalização do futebol e a peleia selvagem pela audiência das rádios generalistas de Porto Alegre. Contem com a gente.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

R$ 15 MIL. Neymar disse que juiz de futebol era “ladrão”. Foi condenado a indenizar

Digamos que a pena não vai causar exatamente graaaandes danos à carteira do jovem e já multimilionário futebolista. Talvez por isso, inclusive, resolveu sequer recorrer da sentença em primeira instância e vai pagar a indenização. Da mesma forma, o árbitro talvez não precise tanto assim do troco – tanto que vai doá-lo a instituição de caridade.

No entanto, o caso é exemplar noutro aspecto: ofender alguém, injuriar ou difamar é, sim, ato passível de punição. Mesmo (ou quem sabe principalmente) que seja pelas redes sociais.

A história toda tem como protagonistas o craque Neymar e o árbitro Sandro Meira Ricci. E quem a conta, em detalhes, é o ótimo Espaço Vital, especializado em questões jurídicas. Acompanhe:

“Juiz ladrão, vai sair de camburão”

O futebolista Neymar da Silva Santos Júnior foi condenado a indenizar com R$ 15 mil o árbitro Sandro Meira Ricci por ofensas publicadas no Twitter.  A sentença foi proferida em audiência, pelo juiz Afonso de Barros Faro Júnior, em audiência de conciliação (inexitosa) no Fôro de Santos (SP).

O episódio que motivou a ação ocorreu durante o jogo Santos x Vitória pelo Brasileirão de 2010. Ricci anotou um pênalti a favor do time baiano e em seguida apareceram os seguintes dizeres no Twitter oficial de Neymar: “juiz ladrão, vai sair de camburão”. Minutos depois, a mensagem foi apagada. Em seguida, outras duas foram inseridas: “eeeeeeeeeeee juizãooooo” e “meu Santos sempre prejudicado pela arbitragem!”.

A defesa de Neymar – que naquele dia não foi escalado por causa de uma lesão – alegou que a frase foi escrita por “um amigo” do jogador. O juiz flagrou aí o agir culposo do atleta. “Não tendo o seu titular tomado as cautelas necessárias para que não usassem sua assinatura para fins ilícitos, deve responder por esta omissão”, decidiu o magistrado…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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FUTEBOL. Corinthians é campeão brasileiro. Vasco fez bonito mas não deu. SCI é quinto

O Corinthians paulista empatou em zero com o Palmeiras, e é campeão brasileiro. O Vasco, que poderia estragar a festa, também não passou do empate com o Flamengo (1 x 1), ficou em segundo. Fluminense (1 x 1 com o Botafogo) é o terceiro. O trio representa o Brasil na Copa Libertadores da América de 2012.

Outros dois clubes nacionais, o Flamengo carioca, em quarto lugar, e o SCI (Sport Club Internacional), em quinto, disputam a pré-Libertadores, podendo ascender ao torneio maior.

Mais detalhes você encontra em todos os grandes portais de internet – você escolhe. Este sítio apenas registra o fato, por sua importância óbvia. E fiquemos assim, cumprindo o papel profissional. E mais não peçam ao editor, que, afinal, está “tricolormente” triste.
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MEMÓRIA. Morre o Doutor Sócrates, um cara diferente. Não por médico, mas por jogador de futebol. E talentoso. E polêmico. E…

4, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Sócrates morreu aos 57 anos. Foi um grande do futebol brasileiro, no fim dos 70’s, início dos 80’s

Era a morte anunciada. Desde algum tempo, já. Enfim, aconteceu. Os mais jovens conhecem (ou não) de ouvir falar. Ou de eventual leitura dos textos dele – e os lembro na revista Carta Capital. Mas era um sujeito diferente, nos campos (e fora deles) do futebol.

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, casado, seis filhos. E irmão de Raí, outro atleta, de outro tipo. Que dizer? Nada. Apenas que foi o símbolo de uma época que nunca mais voltou. Os sítios de internet estão reverberando tudo, nesse dia, curiosamente, em que termina o campeonato brasileiro de futebol. Sócrates morreu faz meia dúzia de horas, e… Bem, fique com um (há vários outros, e você os encontrará nos links da própria matéria) texto base publicado no portal Terra. A seguir:

Ex-jogador Sócrates morre em São Paulo

O ex-jogador Sócrates, 57 anos, não resistiu a terceira internação em cerca de quatro meses e morreu nesta madrugada de domingo, em São Paulo. O Hospital Israelita Albert Einstein, local onde o ídolo corintiano estava internado desde a noite da última quinta-feira, confirmou a notícia por intermédio de boletim médico emitido às 5h30 (de Brasília).

Ainda segundo o hospital, o ex-jogador morreu às 4h30 em consequência a um choque séptico (infecção generalizada causada por bactéria). Natural de Belém, no Pará, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira deixa a mulher, Kátia, e seis filhos.

Ainda não foram divulgados detalhes a respeito do enterro de Sócrates. A família do ex-jogador também não se pronunciou.

Essa havia sido a terceira vez que o ex-meia foi internado nos últimos quatro meses, sendo as duas anteriores por hemorragia digestiva decorrente do consumo prolongado de álcool…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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LUNETA ELETRÔNICA. O PT… em Porto Alegre, SM fora da Copa?, diploma de jornalismo, PSOL em chamas, Prefeitura e o interior…

1, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

* Se em Santa Maria o PT, a cada dia que passa, parece mais enroscado, na capital, ao que tudo indica, o consenso foi alcançado.

* É verdade que houve intensa disputa, mas após desistência de Raul Pont, que viu-se inferiorizado internamente, a tendência é a confirmação do presidente da Assembleia, Adão Villaverde, como o candidato petista à prefeitura de Porto Alegre.

* Lá, o pessoal brigou. E brigou muito. Mas, ao que tudo indica, sairá inteiro e (provavelmente) unido, na disputa eleitoral. Já na boca do monte…

* Será que Santa Maria está meeeesmo interessada em ser uma das sub-sedes da Copa 2014, condição que disputa com outras comunas gaúchas?

* Bueno, o editor tende a acreditar que não. Afinal, um superevento acontecido no Rio de Janeiro até esta quarta, a “Soccerex”, até evidências em contrário, não contou com a cidade.

* Conforme notícia DIVULGADA pelo Palácio Piratini, havia lá, representantes do Governo do Estado, da cidade sede (Porto Alegre) e de seis comunas do interior candidatas a “Centro de Treinamento de Seleções” (CTS). E não dá nem para falar em “privilégio a aliados”

* Olha só as cidades e os partidos que as governam: Bento Gonçalves (PT), Canoas (PT), Caxias do Sul (PMDB), Gramado (PP), Osório (PDT) e Pelotas (PP). Então…

* Ah, todas essas comunas, e também Porto Alegre e o Inter/PA (que tem o estádio oficial da Copa) participaram com representantes e farto material de divulgação. Já Santa Maria…

* Ainda falta o segundo turno, mas avança, enfim, um dos projetos (o outro é o do deputado santa-mariense Paulo Pimenta) que repõe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

* No caso, passou pelo primeiro turno, nesta quarta, a PROPOSTA (PEC 33/2009) do senador Antonio Carlos Valadares, de Sergipe.

* Na tarde desta quinta, como dá conta REPORTAGEM distribuída pela Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura, Cezar Schirmer vai ao Legislativo.

* O prefeito, com o secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, entregará projeto que visa tornar lei, institucionalizar enfim, os 11 programas de fomento aos produtores rurais.

* Você conhece o PTN? Sem problemas, nem o editor. Ah, mas o partido (sim, é um partido) poderá ser visto e ouvido em 5 minutos a ser retransmitidos em rede nacional de rádio e TV, nesta quinta.

* Para os curiosos (e tem que ser muito, no caso dos “petenistas”), os programas serão apresentados às 8 da noite, no rádio, e às 8 e meia, na televisão. Ah, à noite.

* Já o PSOL (da ex-deputada Luciana Genro, entre outros) é bastante conhecido. Mas está ardendo em chamas, por conta de suas divisões internas.

* Que serão, aliás, debatidas entre esta sexta-feira e o domingo, em São Paulo, onde acontece o Congresso Nacional do partido. Uma das interessantes discussões, e que deve ajudar a incendiar o debate, é sobre a ampliação das alianças eleitorais. Que tal?

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COPA 2014. Santa Maria e as oportunidades. Eis um bom debate, segunda, na Ulbra

1, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Na verdade, na verdade, na verdade o tema é genérico. Mas, obviamente, como é realizado em Santa Maria, por conta da Ulbra, e com a participação do prefeito Cezar Schirmer, sobram poucas dúvidas sobre a questão. Sim, como a boca do monte pode se inserir nesse jogão de oportunidades que acontece em pouco mais de dois anos.

A propósito do evento marcado para a próxima segunda-feira, quem dele participa e o que se discutirá, acompanhe material produzido pela assessoria de comunicação da Ulbra e enviado a este sítio pelo Diretor Geral da Ulbra-Santa Maria, professor Augusto Kirchhein. A seguir:

Copa do Mundo e suas oportunidades serão tema de debate nesta segunda

Nesta segunda-feira, 05, acontece no campus da ULBRA Santa Maria um debate a respeito das oportunidades que a Copa do Mundo de 2014 oferece aos municípios gaúchos. A partir das 19h30min será realizada a Mesa Redonda “A Copa do Mundo é nossa”, tendo como participantes o prefeito Cezar Augusto Schirmer, o Pró-Reitor Acadêmico, de Extensão e Assuntos Comunitários, da ULBRA, Prof. Ricardo Rieth, o jornalista Darci Filho, presente em três Copas, e o Prof. Matheus Saldanha Filho, da UFSM, que trabalha com o tema do Esporte e Políticas Públicas. O evento, que é gratuito e aberto para o público em geral, é uma iniciativa do Comitê ULBRA 2014, articulado em parceria com a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria – ADESM, com o apoio da CACISM, CDL, AHTURR, SINDILOJAS.

Mesmo que a cidade de Santa Maria não tenha sido selecionada como sub-sede da Copa, inúmeras alternativas existem para aproveitar o momento histórico. Nessa direção é que a Mesa Redonda pretende abrir espaço para o diálogo entre entidades, poder público, especialistas e comunidade, visando, ainda, a partir dos relatos de ações já encaminhadas por outros municípios, apontar alternativas para os santa-marienses, em termos de economia local.

O debate, em Santa Maria, é mais uma das ações do Comitê ULBRA 2014, criado para assessorar a Instituição nas tratativas da participação da Universidade na Copa do Mundo FIFA 2014, uma vez que Canoas será sub-sede e o campus da ULBRA, com seu diferenciado complexo esportivo, hospedará uma ou mais seleções nacionais. O grupo busca planejar, fomentar e executar medidas que beneficiem a comunidade acadêmica e a população em geral. Ações e debates já aconteceram em locais onde a ULBRA mantém suas Unidades (Carazinho, Gravataí, Guaíba, Torres, São Jerônimo, Porto Alegre e Cachoeira do Sul). Trata-se, ainda, de um momento onde os representantes políticos e autoridades locais podem relatar o que já foi realizado em termos articulação, mudanças na legislação, ações e obras para o evento mundial.

Antes da Mesa Redonda, às 17h30min, o Comitê ULBRA 2014, presidido pelo Pró-Reitor Ricardo Rieth, se reunirá com os acadêmicos da ULBRA Santa Maria, para um diálogo focando especificamente oportunidades que a Copa oferece a este público.”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. As causas por que o futebol do interior gaúcho está ferrado

30, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…A ilusão seria seguir falando dos vários títulos do Internacional, justificando o seu nome a partir da última década, ou da “imortalidade” do Grêmio, provada nos rincões da Série B e da final da Libertadores logo a seguir. É algo que de tão visível acaba escondendo problemas maiores no futebol local.

O Rio Grande do Sul que já teve o título da Copa do Brasil de 1998 com o Juventude, em pleno Maracanã, contra o Botafogo e que viu em 1986 o Brasil de Pelotas eliminar o Flamengo de Zico e cia nas quartas de final do Brasileiro, vê o interior do estado em amplo processo de decadência.

Para se ter um parâmetro, enquanto o futebol alagoano terá dois times na Série B, o Rio Grande do Sul não terá nenhum. Vale lembrar que a economia alagoana é bem pior que a do interior gaúcho, não tendo, por exemplo, um banco estatal para patrocinar os clubes.

O Brasil de Pelotas foi rebaixado da Série C porque um lateral não cumpriu uma punição acumulada do ano passado. Ainda assim, só…

… Times do interior gaúcho vivem sob condições precárias. Ao contrário dos grandes porto-alegrenses, a dificuldade de manter um clube em atividade por doze meses no ano é o maior desafio encontrado pelos dirigentes. A subida ou descida de divisão depende do maior apoio de um grupo político e/ou empresarial. Este drama é comum a todo futebol profissional do interior brasileiro…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A derrocada do futebol do interior gaúcho. E suas causas – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

30, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 28 de novembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Refletindo a decadência do futebol gaúcho

Para quem olha para o futebol gaúcho como uma possibilidade de fuga do domínio – reflexo socioeconômico – do eixo Rio-São Paulo, a tendência é tomar um susto com o regresso apresentado nos últimos anos.

A ilusão seria seguir falando dos vários títulos do Internacional, justificando o seu nome a partir da última década, ou da “imortalidade” do Grêmio, provada nos rincões da Série B e da final da Libertadores logo a seguir. É algo que de tão visível acaba escondendo problemas maiores no futebol local.

O Rio Grande do Sul que já teve o título da Copa do Brasil de 1998 com o Juventude, em pleno Maracanã, contra o Botafogo e que viu em 1986 o Brasil de Pelotas eliminar o Flamengo de Zico e cia nas quartas de final do Brasileiro, vê o interior do estado em amplo processo de decadência.

Para se ter um parâmetro, enquanto o futebol alagoano terá dois times na Série B, o Rio Grande do Sul não terá nenhum. Vale lembrar que a economia alagoana é bem pior que a do interior gaúcho, não tendo, por exemplo, um banco estatal para patrocinar os clubes.

O Brasil de Pelotas foi rebaixado da Série C porque um lateral não cumpriu uma punição acumulada do ano passado. Ainda assim, só escaparia nos critérios de desempate contra o paulista Santo André e o também gaúcho Caxias, que foi o último campeão gaúcho (e isso em 2000) fora a dupla Gre-Nal,  quando apareceu o atual técnico corintiano Tite.

O time da Serra Gaúcha será o único representante do estado na Terceira Divisão (!). O Pará contará com o outrora forte Paysandu e o Águia de Marabá.

O citado Juventude, também de Caxias do Sul, foi eliminado nas oitavas de final da Quarta Divisão e só garantiu vaga para o ano que vem porque venceu a Copa Laci Ughini, a “Copinha” do segundo semestre promovida pela Federação Gaúcha.

O Cruzeiro de Porto Alegre, terceiro colocado do Gauchão 2011, não passou da primeira fase da Série D. O outro representante do Estado só será definido no estadual do ano que vem. A coisa tá feia.

OS ESTADUAIS RESISTIRAM, MAS COM PERDA DA FORÇA DOS PEQUENOS

O Brasil é o único país do mundo onde existem os campeonatos estaduais de futebol profissional. Alguns comentaristas fazem longas teses para pedir o fim destes torneios, que deveriam ser apenas para clubes pequenos (gostaríamos de descobrir o que estes comentaristas entendem por pequenos).

Há quem defenda que o Campeonato Gaúcho evoluiu, que hoje é um campeonato moderno. Mas os anos acabam mostrando que nada mudou, quer dizer, só piorou. A dupla Gre-Nal continua soberana. Onze anos sem surpresas, com Grêmio e Internacional alternando os títulos estaduais, com um time de médio ou pequeno porte aparecendo em alguma final de turno, como foi o caso do Caxias, no primeiro deste ano.

Times do interior gaúcho vivem sob condições precárias. Ao contrário dos grandes porto-alegrenses, a dificuldade de manter um clube em atividade por doze meses no ano é o maior desafio encontrado pelos dirigentes. A subida ou descida de divisão depende do maior apoio de um grupo político e/ou empresarial. Este drama é comum a todo futebol profissional do interior brasileiro.

15 DE CAMPO BOM MOSTROU MANO MENEZES AO MUNDO

Alguém lembra do 15 de Novembro, de Campo Bom (Vale dos Sinos), que em 2004 chegou às semifinais da Copa do Brasil, deixando no caminho o Vasco, com vitória por 3 a 0 em pleno São Januário?

O time havia se qualificado para participar da sua segunda edição do torneio por ter sido vice-campeão do Gauchão em 2003 – e também no ano anterior, ambos após derrotas para o Internacional.

Aquele time de 2004 fora treinado por Mano Menezes, que após passagens ruins por clubes do interior gaúcho e paranaense pode mostrar o seu trabalho e alçar voos maiores, que o levaram hoje a treinar a Seleção brasileira de futebol – ou o que o Ricardo Teixeira quer que isso seja.

Nos seus rápidos tempos áureos, o 15 voltaria a ser vice-campeão gaúcho em 2005 e a aparecer no cenário nacional após tirar o conterrâneo Grêmio na segunda fase da Copa do Brasil, sendo eliminado em seguida para o Volta Redonda.

A pedra no meio do caminho foi a crise do setor coureiro-calçadista – que migrou para o Nordeste em busca de maiores isenções fiscais. O clube hoje está licenciado da Federação Gaúcha por falta de condições de se manter.

COTAS DE TRANSMISSÃO

Apesar do já citado apoio do Banrisul, a diferença paga para Grêmio e Internacional em relação aos demais ainda é grande em vários níveis, não só no caso da publicidade para quem “tem tudo”, como diz o slogan da instituição financeira.

No caso estadual, a Federação Gaúcha paga cotas maiores à dupla Gre-Nal, daí a disparidade dentro de campo, seguindo um modelo espanhol – algo já comentado em outras colunas – em que o torneio fica restrito a quem tem maior aporte financeiro na competição.

Fica a dúvida (?): os clubes não arranjam mais patrocinadores porque não ganham torneios ou não ganham torneios porque não têm jogos transmitidos pela TV, o que prejudica a quantidade de possíveis apoios financeiros às campanhas?

Para resgatar a importância da TV também para os clubes do interior se manterem, trazemos o caso do Brasil de Pelotas de 2009. O ônibus com a delegação do time sofreu um grave acidente quando voltava de um amistoso, com a morte de três pessoas, dentre elas o ídolo xavante Cláudio Milar.

Na época, o clube não tinha as mínimas condições para ter jogadores em campo, tanto por motivos físicos, quanto psicológicos e financeiros, já que faltava uma semana para o início do torneio.

Após muita discussão, o problema principal era que os clubes já haviam recebido as cotas de transmissão da Rede Brasil Sul (RBS), com determinação de jogos a serem transmitidos e tudo o mais. Não se poderia atrasar o campeonato.

Esta informação não vem de fontes ocultas, mas de dois funcionários do Grupo, ao menos naquele período, o repórter fotográfico Nauro Júnior e o jornalista Eduardo Cecconi, autores do livro A noite que não acabou (Livraria Mundial, 2009). Eis um dos trechos:

“A urgência pelo respeito ao contrato que proporciona aproximadamente trezentos e cinquenta mil reais para cada clube pela cessão dos direitos de televisionamento afligia de tal maneira Novelletto [presidente da FGF], que reiterava a iminência de ter o fígado devorado se a tabela não fosse religiosamente cumprida” (p. 193).

É óbvio que não se coloca aqui a culpa de um acidente automobilístico nos Sirotsky, mas é inegável que ter de fazer um jogo a cada dois dias do primeiro turno daquele ano em muito contribuiu para que o time fosse rebaixado. E, pior do que isso, para que o clube de maior torcida no interior do RS entrasse numa rota de decadência.

CONGRESSO VIRA FARRA

Enquanto os seus clubes vão sendo tornados pequenos, a Federação local viaja a América do Sul para realizar congressos técnicos.

Em anos anteriores, a FGF os realizou em Montevidéu e Buenos Aires. Desta vez o Chile foi o destino, mais precisamente o luxuoso Regal Pacific, próximo dos centros comerciais.

A visita à ANPF (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile) parece que não estava no roteiro, ou não deu tempo. Os cartolas passaram longe. Já Viña Del Mar e Valparaíso, pontos turísticos litorâneos, foram locais propícios para se debater sobre futebol?

Cerca de 60 pessoas, entre dirigentes e suas esposas (afinal elas também vivem de futebol), ganharam um natal antecipado do senhor Francisco Noveletto.

O presidente da Federação Gaúcha argumenta que o dinheiro gasto não é da federação. Quem teria bancado a “festa”, segundo ele, são os patrocinadores (não se trata da rede de lojas do presidente). Enquanto eles desperdiçam o dinheiro em farras, seus clubes vivem com a corda amarrada no pescoço.

PARECE PIADA

Mas não é só congresso técnico que sai do seu local de origem. Único grande atrativo de torcedores – ao menos no que aparenta ser a visão dos dirigentes, já que Ca-Ju também é clássico – o clássico Gre-Nal na fase classificatória percorre outras cidades e até outros países.

Nos últimos campeonatos gaúchos, tivemos clássico em Erechim, interior gaúcho, e Rivera (Uruguai), com um grande contingente de gremistas e colorados que residem naquela região. Os clubes receberam um bom dinheiro e os estádios tiveram bom público, apesar do superfaturamento dos ingressos.

Há um suposto convite para jogar um clássico em Boston ou Miami (EUA). Parece mais uma piada de mau gosto. Que os dois grandes clubes vão ganhar dinheiro disso não duvidamos, mas e o torcedor? Como vai se deslocar até os Estados Unidos no único clássico garantido pela “moderna” tabela?

Enquanto isso, os clubes do interior caem num ostracismo que é altamente prejudicial ao futebol local. Se no Rio de Janeiro só sobraram os quatro grandes, o Rio Grande do Sul só possui dois, o que diminui o potencial de barganha e de enfrentamento inclusive em áreas como a definição dos direitos de transmissão e da publicidade.

Torcedor apaixonado existe em qualquer lugar e deveria ser o foco de um clube, mas ninguém pensa nele mesmo. Esta figura só é lembrada pelos homens da cartola quando o nó da gravata aperta e os clubes estão no sufoco, beirando o rebaixamento ou no “fundo de um poço sem fundo”, como é o caso dos outrora famosos times do interior gaúcho.

É HORA DA ADAGA!

Esta coluna editorialmente entende que é chegada a hora de se valer das melhores tradições rio-grandenses e partir para a peleia direta contra a cartolagem e todas as forças sinistras que fazem da capital uma sanguessuga das mais de 24 microrregiões do estado. Se o futebol é parcela importante da identidade de um povo, é hora de defendê-la a ferro e fogo.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

ALÉM DAS 4 LINHAS. Além de ajudar o Grêmio, o “gladiador” é esperança eleitoral do deputado Odone

23, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Paulo Odone de Araújo Ribeiro é um grande visionário. Sempre fez tudo pensando no futuro. A tentativa de apagar o péssimo ano de 2011 tem muito a ver com o que poderá vir, mas não exatamente  para o clube.

Odone se elegeu deputado estadual pelo PPS usando como palanque eleitoral o Grêmio Futebol Porto-Alegrense. Após trazer o clube de volta à primeira divisão nacional de forma épica, as eleições de 2010 ficaram fáceis. O presidente foi eleito para mais um mandato como deputado estadual com mais de 60 mil votos. Nas eleições do clube, venceu em primeiro turno, com 222 votos dos 279 conselheiros presentes, alcançando seu quarto mandato.

Com gestão de dois anos, o certo é que o mandatário tricolor tem somente 2012 para tentar se redimir junto à torcida gremista e salvar sua carreira política. Neste ano, o time disputou ferreamente o Gauchão contra o rival Internacional que, mesmo com um elenco bastante superior, só venceu o torneio nos pênaltis.

No Brasileirão, viveu altos e baixos, com direito a demissão do ídolo, e salvador de 2010, Renato Portaluppi, o que gerou grandes desentendimentos com a torcida, que teve que ver o fracasso do ex-auxiliar técnico de Falcão, Julinho Camargo, e o sempre discutível Celso Roth até o fim de um campeonato que o clube não almeja grandes coisas há algumas rodadas.

A primeira missão do “Gladiador” é, sem dúvida, apagar os fracassos do seu novo presidente. Caso contrário, Paulo Odone corre o risco de virar um novo…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A chegada do “gladiador” Kleber e o deputado Odone – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

23, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 21 de novembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

A NOVA NOVELA DO FUTEBOL BRASILEIRO TEM COMO PROTAGONISTAS KLEBER E O GRÊMIO

Odone tenta criar mais um mito com a contratação de Kleber. O “gladiador imortal” terá que reerguer gestão de presidente gremista

Quando se tem uma contratação que demora semanas, até meses para ser concluída no futebol, logo se traz à tona a palavra “novela” para designá-la. O atacante Kleber e o Grêmio sabem muito bem serem protagonistas delas, chegou a vez de atuarem juntos.

Na última semana, o “Gladiador” foi notícia nos principais jornais do Brasil, principalmente na imprensa gaúcha. O Grêmio através do seu presidente (e deputado estadual pelo PPS) Paulo Odone, passou a fazer todo o esforço para contratar o atacante.

A negociação teve direito a voo fretado (São Paulo-Porto Alegre) e reunião na casa de empresário, até terminar em uma famosa boate de Porto Alegre. O bom atacante dentro de campo, problemático fora dele, pediu tempo para pensar.

Kleber chegou a dizer que não queria sair de São Paulo por conta das filhas, mas especula-se que o Corinthians estaria atravessando o negócio, mesmo com uma melhor proposta do tricolor gaúcho. Não custa lembrar, porém, que apesar da ligação com o rival Palmeiras, o coração, ao menos na juventude, era corintiano.

O supersincero, e em fim de mandato, Andrés Sanchez primeiro disse que não passaria por cima dos gaúchos, para depois confirmar o interesse no jogador, mas com uma proposta menor de salário e de compra de parte do passe.

No sábado (19 de novembro), após uma surpreendente derrota para o Ceará em pleno Olímpico, o executivo de Futebol gremista, Paulo Pelaipe, confirmou a contratação de Kleber – mesmo que durante a semana o Fluminense, numa negociação paralela, quase estragasse tudo. Com aval do Palmeiras, os tricolores já podem apresentá-lo oficialmente como o grande reforço para 2012, que ao menos em termo de salário (R$ 500 mil por mês) não deixa dúvidas disso.

O MEDO DO NOVO MICO

O presidente do Grêmio temia pagar um novo “mico”. Ressabiado do episódio Ronaldinho Gaúcho no início do ano, em que no dia marcado para o anúncio até caixa de som foi instalada no gramado do Olímpico, Odone optou por não dar como certa a contratação do “Gladiador”.

Mesma atitude tomou a imprensa gaúcha. O jornal Zero Hora optou por aguardar, já que em episódio anterior seu editor executivo de esportes deu a barrigada do ano, quando garantiu Ronaldinho no Olímpico. O ex-melhor do mundo acabou acertando com o Flamengo, e a imprensa preferiu culpar a família Assis e a direção gremista. Afinal, jornalista esportivo cravando contratações que não chegam não é novidade alguma.

Kleber também tem históricos com ameaças de negociações. Após uma sondagem do Flamengo no meio deste ano, que lhe oferecia um salário maior que no Palmeiras, onde tinha grande identificação com a torcida – em especial com a organizada Mancha Alviverde –, chegou a adiar a entrada em campo para completar sete jogos pelo clube no Brasileiro, o que inviabilizaria sua participação em qualquer outro time.

Mesmo após o “fico”, o atleta caiu de rendimento, marcando apenas um gol pela Série A a partir daí. Após a suposta agressão de torcedores contra o volante João Vitor, Kleber peitou técnico e vice-presidente de futebol, fechando a sua segunda passagem pelo clube paulista da pior forma possível.

PENSANDO NO FUTURO

Paulo Odone de Araújo Ribeiro é um grande visionário. Sempre fez tudo pensando no futuro. A tentativa de apagar o péssimo ano de 2011 tem muito a ver com o que poderá vir, mas não exatamente  para o clube.

Odone se elegeu deputado estadual pelo PPS usando como palanque eleitoral o Grêmio Futebol Porto-Alegrense. Após trazer o clube de volta à primeira divisão nacional de forma épica, as eleições de 2010 ficaram fáceis. O presidente foi eleito para mais um mandato como deputado estadual com mais de 60 mil votos. Nas eleições do clube, venceu em primeiro turno, com 222 votos dos 279 conselheiros presentes, alcançando seu quarto mandato.

Com gestão de dois anos, o certo é que o mandatário tricolor tem somente 2012 para tentar se redimir junto à torcida gremista e salvar sua carreira política. Neste ano, o time disputou ferreamente o Gauchão contra o rival Internacional que, mesmo com um elenco bastante superior, só venceu o torneio nos pênaltis.

No Brasileirão, viveu altos e baixos, com direito a demissão do ídolo, e salvador de 2010, Renato Portaluppi, o que gerou grandes desentendimentos com a torcida, que teve que ver o fracasso do ex-auxiliar técnico de Falcão, Julinho Camargo, e o sempre discutível Celso Roth até o fim de um campeonato que o clube não almeja grandes coisas há algumas rodadas.

A primeira missão do “Gladiador” é, sem dúvida, apagar os fracassos do seu novo presidente. Caso contrário, Paulo Odone corre o risco de virar um novo Eurico Miranda, que de ídolo e deputado federal dos vascaínos, nas eleições seguintes teve menos votos que porteiro de prédio e, no clube, é lembrado por detalhes não futebolísticos, no melhor estilo Luiz XIV.

Kleber assina por cinco anos…vamos ver quanto tempo levará ate a primeira encrenca.

VOLTARAM A DISPARAR

Por mais que a Copa do Mundo FIFA 2014 não seja o assunto principal da coluna, ela sempre vai aparecer. Odone é o Secretário Extraordinário do evento no Rio Grande do Sul, mesmo sendo presidente do rival do time que, ao menos por enquanto, terá seu estádio como sede do evento.

Brigas gaúchas a parte, Romário voltou a atacar nos últimos dias. Ao participar de um evento ao lado de Neymar e Pepe (o maior artilheiro da história do Santos, porque Pelé é hour concours), o baixinho disparara contra o Rei do futebol: “ Ele não tem p… nenhuma de consciência. Eu prometi para mim mesmo que não falaria do Pelé. Uma vez eu disse que ele calado é um poeta. Guardar mágoa é coisa de babaca. Ele tem de calar a boca. E tem mais. Eu não levo nenhuma da CBF. Eu não sei se ele leva”.

Edson Arantes do Nascimento respondeu dias depois, afirmando que não ouviu a frase do atual deputado federal pelo Rio de Janeiro (PSB-RJ), mas que não tinha relação alguma com a CBF, apesar de dizer que não havia nada provado contra seu presidente, Ricardo Teixeira.

Sobre o jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC, principal inimigo da FIFA, o ex-artilheiro de Vasco e Flamengo disse que na opinião dele se trata do maior jornalista da atualidade, pois ele descobre coisas que ninguém descobre.

Nos Emirados Árabes, outro baixinho famoso, Diego Maradona tecia críticas ao presidente da FIFA Joseph Blatter, que teria contemporizado os casos de racismo entre atletas dentro de campo. “El Pibe de Oro” pediu medidas contra Blatter, destacando que “Blatter já cometeu muitos erros anteriormente. Seja por suas decisões ou o que ele falou, não é a primeira vez. Normalmente, os erros dele não são a favor do futebol”.

Sobre o caso, que se refere às denúncias contra o zagueiro inglês John Terry (Chelsea) e o atacante uruguaio Luiz Suárez (Liverpool), até o ministro do Esporte do Reino Unido, Hugh Robertson, defendeu a saída de Blatter da presidência da entidade por conta de atitudes como esta. Lembra-se que o Parlamento inglês formou uma espécie de CPI para entender como se perdeu o direito de realizar a Copa do Mundo para países como Rússia (2018) e Catar (2022), apontando para a compra de votos como único motivo plausível. Como se diz na gringa “Money rules!”, ainda mais se vier de petrodólares ou sob controle de máfias pós-soviéticas.

Pelé foi melhor que Romário e Maradona dentro dos gramados – trazer Blatter para a comparação seria incoerente, pois ele poucas vezes deve ter chutado uma bola. Fora de campo, o argentino teve uma vida repleta de fatos negativos, mas sempre peitou qualquer tipo de interesse contrário aos jogadores e à população oprimida. Romário vem sendo a grande surpresa, positiva, no Congresso Nacional. Já o Edson…

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

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ARENA. Odone leva colegas deputados para ver obras. Ah, e oferece ‘requintado almoço’

17, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Deputados foram à Arena tricolor. Entre eles, o petista (e gremista) Valdeci Oliveira

Esta quinta foi o dia dos deputados na Arena do Grêmio. Capitaneados, claro, pelo presidente do clube, e também parlamentar, Paulo Odone (PPS). O petista (e gremista) Valdeci Oliveira era um dos visitantes, recebidos com “requintado” almoço, como relata a assessoria de imprensa do parlamentar. O texto e a foto são de Rita Barchet. Confira:

Valdeci visita as obras do Arena

As obras da Arena do Grêmio Futebol Porto-Alegrense receberam uma visita diferente nesta quinta-feira (17). Aos invés profissionais da construção civil, o novo estádio do tricolor gaúcho recebeu um grupo de parlamentares da Assembleia Legislativa. O deputado Valdeci Oliveira (PT) acompanhou a Comissão Especial de Investimentos da Copa 2014 na visita ao estádio.

Já na chegada, o tamanho da obra impressionou os parlamentares. Em um “tour” orientado pelo engenheiro responsável e o presidente do Clube, o deputado Paulo Odone (PPS),  os visitantes ilustres percorrem as edificações e conversaram com os trabalhadores. Valdeci Oliveira, que é gremista, disse que aguarda pela inauguração do estádio. “Ano que vem queremos comemorar pelo menos um grande título aqui”, declarou. De acordo com os anfitriões, a obra já está 37% concluída e a previsão para conclusão total é no dia 30 de novembro de 2012.

Após a visita o clube ofereceu um requintado almoço aos visitantes. No cardápio havia churrasco, saladas, carreteiro e futebol.”

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LUNETA ELETRÔNICA. Schirmer na TV, Tarso com Lula, Assembleia e Chicão, estacionamentos e Câmara, o trocão do Ricardo Teixeira

16, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

* Para começar, uma correção acerca de nota publicada na madrugada passada. Cezar Schirmer vai estrelar os programas eleitorais do PMDB gaúcho, semana que vem, na TV.

* Só que, diferente do que se escreveu aqui, a gravação dos depoimentos se deu em Porto Alegre, no estúdio do partido. E cópia do conteúdo, esta sim, já está na RBS-TV, assim como na TV Pampa.

* Aproveitando presença em São Paulo (leia mais sobre a agenda desta quarta, em nota que publico em seguida), o governador Tarso Genro foi visitar Lula, em São Bernardo.

Tarso e Lula. Europa, Dilma e Eleições 2012, os assuntos (foto Caco Argemi)

* Foi, conforme a assessoria de imprensa do Palácio Piratini, uma hora de papo com o ex-presidente, que faz tratamento contra o câncer. Temas tratados: crise européia, economia brasileira e eleições em Porto Alegre.

* Enquanto festejava o presente recebido, uma garrafa de vinho tinto Dom Abel, Lula disse que  “vê o governo Dilma indo muito bem. Firme, sereno e com objetivos bem definidos”.

* No pós-feriado, a tendência é que a sessão ordinária da Assembleia Legislativa seja consumida pelos discursos de homenagem ao deputado Chicão Gorski, tragicamente falecido na madrugada de domingo.

* Além disso, estão previstas reuniões de quatro comissões permanentes do parlamento e audiências públicas nas comissões de Saúde e Meio Ambiente e de Assuntos Municipais.

* Já em Brasília, cinco MPs trancam a PAUTA da Câmara dos Deputados. E, se o quorum mínimo de 51 deputados se efetivar, a sessão também contará tempo para a votação em segundo turno da DRU, cuja votação em primeiro turno ocorreu semana passada.

* Nesta quinta, às 9 da manhã, inicia mais uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Em debate projeto que permite a concessão de espaço para estacionamentos.

* A ideia da Prefeitura é, mediante licitação, conceder espaço para garagens subterrâneas e, em cima, implantação de praças de lazer.  Acha que o editor ofereceu poucas informações? Bueno, são as existentes.

* Então, que tal comparecer à audiência pública? Inclusive para, como tem acontecido ultimamente, não reclamar depois. Ou reclamar, mas sabendo do quê.

* As notas a seguir não são deste editor. São retiradas da versão online da seção “RADAR”, da ex-revista Veja. Por isso, é melhor ir com o devido cuidado. Se verdadeiras, porém… Confira você mesmo:

* “Quando depôs na Polícia Federal, há duas semanas, Ricardo Teixeira informou quanto ganha mensalmente como presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa: 100 000 reais e 50 000 reais, respectivamente.”

* “Teixeira se comprometeu a entregar suas declarações de renda dos últimos dez anos. A PF quer comparar o seu patrimônio com as suas movimentações financeiras registradas no Coaf.”

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LUNETA ELETRÔNICA. Schirmer é a estrela, agricultura familiar, projeto de Pozzobom, rega-bofe do PSB, encrenca com filho de FHC…

15, novembro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

* Semana que vem o PMDB terá direito a um punhado de inserções na mídia eletrônica. Uma das estrelas é exatamente o prefeito santa-mariense Cezar Schirmer.

* A sua participação, enfatizando a administração municipal peemedebista foi gravada há coisa de 20 dias, em estúdios da RBS-TV da boca do monte. Aguardemos!

* O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, deu conta, nesta segunda, do interesse do MA em aplicar R$ 1 milhão na agricultura familiar gaúcha.

* O troco será aplicado na capacitação de técnicos da Emater para acompanhamento de projetos e também no pavilhão de comercialização de flores da CEASA.

* Tramita na Assembleia projeto (348/2011), de Jorge Pozzobom (PSDB), acerca da utilização de mensagens de texto por via de celulares, para serviços de emergência do RS.

* A proposta, conforme material da Agência de Notícias do Legislativo, tem como foco principal a inclusão dos surdos, mudos e surdo-mudos gaúchos em um serviço essencial em casos de risco.

* “Trata-se de cidadãos que não têm como usar telefone em condições normais que, com facilidade, navegam na internet e enviam e recebem mensagens”, justifica o tucano.

* A direção local do PSB realiza, quinta-feira, um rega-bofe (por adesão) com o deputado federal Luiz Noé, no Restaurante Augusto, ao meio dia.

* Noé, na verdade, é suplente -tendo assumido a vaga de Beto Albuquerque, a partir do momento em que este virou secretário estadual de infra-estrutura.

* Conforme nota do presidente municipal, Paulo Ritta, o objetivo do encontro “cumpre uma das metas da atual direção, que é o de aproximar filiados e lideranças”.

* Diz reportagem da Folha de São Paulo (o que recomenda cuidados) que o ministério das Comunicações investiga a participação do grupo iDisney-ABC na Itapema FM, da capital paulista.

* Embora cumprindo a legislação – oficialmente a emissora pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho de Fernando Henrique, em sociedade com a Disney, com ele detendo 71% e os ianques 29%) – existiria a suspeita de PH ser apenas “laranja” dos parceiros do norte.

* De acordo com a FSP (o que, repita-se, sugere cuidados), há fortes indícios de que, mesmo sendo da parte minoritária, dois executivos da Disney no Brasil teriam procuração para autorizar empréstimos, emitir cheques e vender bens da emissora. Pooois é.

* O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, começou a montar seu time, duas semanas após ter assumido o cargo, aliás vital para a organização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

* Detalhe: Rebelo tem buscado fora do PC do B, seu partido, nomes para postos na pasta. Nesta segunda, por exemplo, anunciou três – para dirigir as mais importantes secretarias do ME.

* Foram divulgados os titulares da secretaria Executiva (a economista Paula Pini), da assessoria internacional (o diplomata Carlos Henrique Cardim) e da secretaria nacional do Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (o vice-almirante Afonso Barbosa).

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ALÉM DAS 4 LINHAS. O britânico que deu aula aos congressistas, sobre a FIFA e a bisca Ricardo Teixeira

13, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Sobre o homem que comanda o futebol do país há mais de duas décadas, ele é bem claro sobre, utilizando uma comparação bem interessante com o que se dá dentro de campo: “Todo mundo ouviu falar do Pelé, do Romário, do Ronaldinho… Agora, o Ricardo Teixeira é comentado em todas as casas e isso não é bom para o Brasil. Vocês sabem disso. São os seus policiais que estão investigando o Teixeira, não sou eu. Estamos vendo criminosos, estamos vendo criminalidade no Brasil”.

Jennings não poupou da ironia para “explicar” a nossos senadores a situação: “É o momento de vocês dizerem à FIFA: ‘vocês fedem, vocês fedem. […] Não queremos que a nossa presidente seja fotografada com esses criminosos. Que animal é esse a FIFA, que animal é esse?”

Para ele, toda a pressão da entidade para que se cumpra o contrato assinado pelo então preside Lula em 2007, mesmo que infrinja leis brasileiras, é inócua, já que ela jamais teria a ousadia de tira o evento da maior nação de futebol do mundo. Nós deveríamos saber disso.

Jennings ainda explicou o maior problema e o principal motivo de o Brasil ser escolhido como sede do evento em 2014. Blatter teria “dado” a Copa a Teixeira em troca do apoio do presidente da CBF em sua reeleição na FIFA. Assim, poderia “roubar nos contratos”…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana –- com ênfase para a audiência no Senado em que foi ouvido o jornalista britânico Andrew Jennings, que desnudou a situação complicadíssima (para dizer o mínimo) da bisca do Ricardo Teixeira, aliado da FIFA e coordenador local da Copa do Mundo de 2014. A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

O jornalista inglês, os senadores e as biscas Ricardo Teixeira e FIFA – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

13, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 10 de novembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

UMA AULA AOS NOSSOS CONGRESSISTAS

Após a Copa do Mundo de 1998, o Congresso Brasileiro foi palco da CPI da Nike/Futebol. O intuito era dissecar as relações político-econômicas indicadas no esporte mais querido dos brasileiros a partir do contrato com a empresa de material esportivo.

Dez anos depois, não só continuamos com Ricardo Teixeira – o homem que caga montão para as críticas – no comando da CBF, como ele está sentado no baú de ouro, como presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA 2014. Enquanto isso, congressistas tentam mostrar trabalho. Em favor de quem?

Três processos, dois na Polícia Federal e um na Civil do Distrito Federal, foram reabertos recentemente – nesta sexta, R.T. prestou depoimento à PF do Rio de Janeiro. Em compensação, o ex-algoz Agnelo Queiroz (PCdoB), que presidiu a CPI e teve livro sobre o assunto proibido de circular, assumiu o Ministério do Esporte com direito a “boas-vindas” oficiais da entidade. A “oposição” a ele não virá por aí…

Na Câmara dos Deputados há uma Comissão que analisa a Lei Geral da Copa, motivo de rusgas entre Governo federal e FIFA, com destaque para atuação de Romário (PSB). Esta semana, o “Baixinho” criticou à iniciativa de “dar totais poderes a uma entidade marcada por denúncias de corrupção” e que nomeou um homem que responde a três processos para comandar os gastos de um evento do porte da Copa do Mundo.

A audiência na Câmara – só para registrar, presidida por Renan Filho (PMDB/AL), cujo nome e Estado de origem indicam a origem genealógica – teve como ponto central de discussão os direitos dos torcedores enquanto torcedores. Vale lembrar que o Estatuto do Torcedor, assim como o Estatuto do Idoso, é uma lei federal e está sendo amplamente desconsiderado pelo caráter “diferenciado” do evento.

JÁ NO SENADO…

No Senado, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte ouviu no dia 26 o “inimigo número 1” de Havelange, Blatter e “mr. Teixeira”, o jornalista Andrew Jennings, que deu uma aula sobre o caso aos parlamentares, incluindo como eles deveriam agir sobre.

Afinal, esta comissão não tem ninguém com experiência, não é mesmo? Álvaro Dias (PSDB/PR) participou da CPI Nike; Cristóvam Buarque (PDT/DF) foi ministro na primeira gestão petista; Roberto Requião (PMDB/PA), polêmicas com jornalistas e mamonas à parte, preside a CE, onde, em abril, chegou a sugerir a criação de uma legislação sobre a contratualização dos direitos de transmissão esportivos no país.

Ainda assim, foi necessário que o grande jornalistas inglês viesse ao Brasil para falar algo que já disse várias e várias vezes, seja em entrevistas, em reportagens para a BBC e no livro “Jogo sujo: o mundo secreto da FIFA”. Vai ver que é mais fácil que conseguir a vinda de Teixeira, Blatter e seu escudeiro Jerôme Valcke venham dizer coisas que ninguém ouviu.

Não sejamos injustos, há promessas de que ainda este mês o secretário-geral Valcke, que em momento de sinceridade sanchezniana admitiu em e-mail compra de votos na entidade, irá se apresentar no Senado – talvez para “forçar” a aprovação da Lei Geral da Copa.

Voltando a Jennings, ele reafirmou a denúncia do programa “Panorama”, que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo FIFA 2014 recebeu cerca de US$ 9,5 milhões (R$ 16,7 milhões) de suborno da empresa de marketing esportivo ISL. Seu ex-sogro, João Havelange, teria ficado com US$ 1 milhão. Ambos teriam tido que devolver essa vultosa quantia à Justiça Suíça.

Relembrando, o parecer foi feito em cima de documentos da justiça suíça a que o jornalista teve acesso – e pelo qual briga para que seja divulgado publicamente. Segundo o repórter, o desvio que deu fim a uma empresa que movimentava cerca de US$ 2 bilhões por ano em direitos de comercialização de tudo registrado pela FIFA, a ISL, seria arquitetada pelo trio Havelange-Teixeira-Blatter, este último que também teria se beneficiado do esquema.

Em 2000, a ISL fez uma estranha parceria com Grêmio e Flamengo, investindo milhões de dólares. No ano seguinte decretou falência, deixando ambos os clubes com dividas astronômicas.  

CRIME ORGANIZADO

Para Andrew Jennings, a FIFA possui todos os requisitos para ser enquadrada como uma quadrilha de crime organizado. Para ele, a Copa do Mundo FIFA 2014, a ser realizada no Brasil, poderá ficar marcada por escândalos envolvendo Teixeira, Havelange e Blatter.

Sobre o homem que comanda o futebol do país há mais de duas décadas, ele é bem claro sobre, utilizando uma comparação bem interessante com o que se dá dentro de campo: “Todo mundo ouviu falar do Pelé, do Romário, do Ronaldinho… Agora, o Ricardo Teixeira é comentado em todas as casas e isso não é bom para o Brasil. Vocês sabem disso. São os seus policiais que estão investigando o Teixeira, não sou eu. Estamos vendo criminosos, estamos vendo criminalidade no Brasil”.

Jennings não poupou da ironia para “explicar” a nossos senadores a situação: “É o momento de vocês dizerem à FIFA: ‘vocês fedem, vocês fedem. […] Não queremos que a nossa presidente seja fotografada com esses criminosos. Que animal é esse a FIFA, que animal é esse?”

Para ele, toda a pressão da entidade para que se cumpra o contrato assinado pelo então preside Lula em 2007, mesmo que infrinja leis brasileiras, é inócua, já que ela jamais teria a ousadia de tira o evento da maior nação de futebol do mundo. Nós deveríamos saber disso.

Jennings ainda explicou o maior problema e o principal motivo de o Brasil ser escolhido como sede do evento em 2014. Blatter teria “dado” a Copa a Teixeira em troca do apoio do presidente da CBF em sua reeleição na FIFA. Assim, poderia “roubar nos contratos”.

Além disso, explica que há um forte esquema de empreiteiros sobre o assunto – como tratamos na coluna passada sobre o caso da reforma do Beira-Rio não “poder” ser por conta própria. O suposto esquema se daria assim: “Eles têm que diminuir o ritmo de construção dos estádios e vai ficar mais caro e aí quando eles receberam a bolsa dos cidadãos abertos desse jeito aí eles constroem. Não sei por que vocês devem ser abusados dessa forma”.

Para o jornalista inglês, ainda há tempo para evitar que se manche a reputação do Brasil como foi feito com a África do Sul. Porém, a vontade tem que vir dos brasileiros em mudar a situação, não cabendo a um estrangeiro nos dizer como fazer isso. Numa das colocações retóricas, e das mais interessantes, ele pediu aos senadores: “Por favor, olhem-me nos olhos e digam que não há nenhum suborno nem propina acontecendo para a construção dos estádios”.

Poucos senadores, ao final da audiência, propuseram coisas para além de uma preocupação sobre o assunto. Os senadores gaúchos Pedro Simon (PMDB) e Ana Amélia (PP), por exemplo, pediu que Jennings encaminhasse as denúncias à presidenta Dilma – cá entre nós, por que não eles?

O único a mostrar algo de concreto foi senador Mário Couto (PSDB-PA) – o mesmo que discutiu com Marta Suplicy (PT) na tribuna em fevereiro. Couto foi ao encontro do que disse o jornalista e chegou a dizer que o próximo a cair será Ricardo Teixeira, ou o “mundo inteiro vai nos criticar”, pois este seria um dos maiores ladrões da pátria. Ele tentará criar uma CPI para investigar Teixeira.

CHAMADO A DEPOR

Na última quinta-feira dia 4 de novembro, Ricardo Teixeira foi até a Polícia Federal do Rio de Janeiro prestar depoimento. Acompanhado de três advogados Teixeira falou por mais de 3 horas, sobre seu patrimônio e suas contas foras do Brasil. O delegado afirmou que tudo será investigado, e quando for a hora seu sigilo telefônico e bancário será quebrado.

Teria o senhor Ricardo Teixeira soltado o verbo com fez a meses atrás à revista piauí? E com tantas cartas na manga o Presidente do COL, e dono do futebol brasileiro corre riscos de perder o reinado?

SUPERAÇÃO DE CRISE

O anúncio da semana não foi colocado. Após “prever” a queda do ministro Orlando Silva, parece que Governo e FIFA estão entrando nos trilhos. A promessa é que o acordo seja finalizado na semana que vem, com a aceitação da meia-entrada para os idosos, mas jamais para os estudantes – alguém lembra a juventude de qual partido que “domina” há décadas a União Nacional dos Estudantes?

Jerôme Valcke afirmou que a FIFA até poderá propor ingressos “populares” entre R$ 34,50 e R$ 50,90 para os jogos da primeira fase – afinal, já viu pobre em festas para a elite? Mas não deixou de “ameaçar” o Governo federal, ao afirmar que num confronto com a entidade não haverá vencedores: “O Brasil não vencerá a FIFA”. Se a entidade fez muitas concessões, o país terá que fazer o mesmo.

Um inglês dando aulas sobre como combater a corrupção no Brasil, enquanto um francês intimida a nação com as suas explicações de que os mais poderosos são os mais fortes. Espera aí, as nossas desigualdades sociais já não nos apresentam tal realidade, independente de Copa do Mundo?

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

QUE TAL?! O bambambam da Fifa diz que a meia-entrada é um “problema técnico

8, novembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

O tal Jerome Valcke, bambambam da Fifa, que organiza a Copa de 2014, junto com o Comitê Local, presidido pela bisca do Ricardo Teixeira, que manda na CBF, disse mais, hoje, na Câmara dos Deputados – onde se aprecia a Lei Geral da Copa. Afora considerar “problema técnico” a meia entrada, defendeu que se venda, sim, bebida alcoólica nos estádios.

Também não se mostrou preocupado com o fato de ser chamado de arrogante ou desagradável; “não posso dizer que tudo está correto quando não está correto”. Pooois é. Ah, para saber mais do que o sujeito falou hoje, para os parlamentares, acompanhe material produzido pelo sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Mario Coelho. A seguir:

Fifa propõe ingressos mais baratos para a Copa

…O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, sugeriu nesta terça-feira (8), em audiência na Câmara, a venda de ingressos mais baratos para a Copa do Mundo de 2014. A categoria, no valor de US$ 25 (cerca de R$ 44 na cotação do dia), seria destinada a estudantes, idosos e pessoas com deficiências. Essa é uma alternativa apresentada pela entidade para não conceder a meia-entrada no maior evento do futebol mundial.

A criação de uma categoria popular de ingressos, de acordo com Valcke, foi sugerida ontem à presidenta Dilma Rousseff. A meia-entrada para idosos é regulamentada pelo Estatuto do Idoso. Já o benefício para os estudantes tem amparo em leis estaduais. Valcke afirmou que a entidade não é favorável à meia-entrada, mas que isso é um “problema técnico”. Segundo ele, a Fifa não quer mudar as leis brasileiras…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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ALÉM DAS 4 LINHAS. Os estádios, a Copa de 2014 e o grande golpe. E não é isso?!

“…Após tirarem palcos tradicionais como Belém, Goiânia e o Morumbi da Copa, o que mais podemos esperar de quem organiza o evento, Ricardo Teixeira e cia. na CBF, Blatter na FIFA, sob a intermediação do PcdoB no Governo?

Indefinição de estádios, denúncias de corrupção contra o presidente da CBF e também contra o interlocutor do Governo, o ministro dos Esportes, a Copa do Mundo FIFA 2014, a ser realizada no Brasil, não para de atrair as atenções quanto a problemas.

No dia 20 de outubro, a FIFA anunciou em Zurique as sedes para a Copa das Confederações de 2013. O evento contou com a presença do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, que finalmente voltou a falar, após a polêmica da matéria na revista Piauí de julho.

Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram as capitais escolhidas para sediar o torneio-teste. A capital federal receberá a abertura e o Maracanã será o palco da final do evento.

Grandes cidades como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, devido ao atraso das obras, ficaram de fora dos jogos. Para o Mundial de 2014, os três estados seguem nos planos – apesar de…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  O texto é de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A Copa de 2014 e o grande golpe – por Anderson Santos e Dijair Brilhantes

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 31 de outubro de 2011 - por Anderson Santos (editor) e Dijair Brilhantes

O GRANDE GOLPE NA COPA DO MUNDO

De Galvão Bueno a Paulo Vinícius Coelho. O anúncio da tabela da Copa do Mundo FIFA 2014, no dia 20, conseguiu desagradar a (quase) todos no Brasil. Como entender que um dos maiores palcos do futebol mundial, no maior evento do esporte, só possa receber uma partida dos donos da casa?

Ficamos até com receito de perguntar: Após tirarem palcos tradicionais como Belém, Goiânia e o Morumbi da Copa, o que mais podemos esperar de quem organiza o evento, Ricardo Teixeira e cia. na CBF, Blatter na FIFA, sob a intermediação do PcdoB no Governo?

Indefinição de estádios, denúncias de corrupção contra o presidente da CBF e também contra o interlocutor do Governo, o ministro dos Esportes, a Copa do Mundo FIFA 2014, a ser realizada no Brasil, não para de atrair as atenções quanto a problemas.

No dia 20 de outubro, a FIFA anunciou em Zurique as sedes para a Copa das Confederações de 2013. O evento contou com a presença do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, que finalmente voltou a falar, após a polêmica da matéria na revista Piauí de julho.

Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram as capitais escolhidas para sediar o torneio-teste. A capital federal receberá a abertura e o Maracanã será o palco da final do evento.

Grandes cidades como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, devido ao atraso das obras, ficaram de fora dos jogos. Para o Mundial de 2014, os três estados seguem nos planos – apesar de termos uma “folga” de quatro sedes além do necessário, com estádios particulares esperando por sobras.

Kassab (PSD), Alckmin (PSDB), Andrés Sanchez (Corinthians), Ronaldo e Cafu, se juntaram a alguns trabalhadores no “Itaquerão” para ver o anúncio de São Paulo como a sede da abertura da Copa do Mundo – como se todos não soubessem que seria lá…

Fortaleza e Brasília se juntam à capital econômica do país como sedes da Seleção (cada vez menos) Brasileira na primeira fase. Passando de fase em primeiro, o time passará por Belo Horizonte, novamente Fortaleza, de novo BH na semifinal e só joga no Maracanã na final.

NUNCA NA HISTÓRIA…

Se você organiza um evento competitivo, mas não pode interferir diretamente no jogo – apesar que em alguns casos isso pode ter ocorrido, casos de 1938 (Itália/Mussolini) e 1978 (Argentina/Junta Militar) –, o mínimo que se pode fazer é que o país-sede joga o máximo possível nas suas principais cidades.

Assim, o Japão jogou mais em Yokohama, a Alemanha em Berlim e a África do Sul em Joanesburgo. No caso do Brasil, poderia ser São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com uma ou outra cidade sendo incluída, principalmente nas fases iniciais. Mas não…

Se a escolha das 12 sedes foi feita de maneira que cidades com tradição no futebol, casos de Goiânia e Belém, foram excluídas para a entrada de Manaus e Cuiabá – atendendo, quem sabe, a um pedido de João Havelange, para “mostrar a floresta ao turista” –, o que esperar?

Tudo. Que se fizesse até um tour pelo imenso território brasileiro, mas nunca, jamais, em hipótese alguma, que o principal estádio só recebesse a Seleção numa decisão. Ou seja, o Maracanã, que recebeu o Brasil em cinco dos seis jogos de 1950, dos sete jogos que sediará em 2014 só poderá receber os “donos da casa” por uma vez!

Abrem-se duas possibilidade com essa decisão. A primeira é que provavelmente na única vez na história o país-sede não jogue no seu principal estádio, caso a Seleção (até agora) do Mano tropece no meio do caminho. A segunda é que, com a chegada na final, o “Maracanazzo” seja ainda ainda mais alimentado, numa grande possibilidade de versão século XXI.

Estudaram tantas formas de tabela, com o Comitê Organizador Local envolvido, para fazerem isso? Colocarem o Brasil para rodar mais de 3000 Km só na primeira fase enquanto o cabeça-de-chave do Grupo H andará três vezes menos, entre BH, Rio de Janeiro e São Paulo?

HIPÓTESES

Se a ideia é percorrer regiões do país, por que repetir Fortaleza e Belo Horizonte em jogos nas fases seguintes? O Sul não teria nenhum estádio apto para isso, ou até mesmo Salvador no limite sul da região Nordeste?

Apesar de não se ter como saber ao certo quais as relações político-econômicas que prevaleceram nesta formulação de tabela, cabe – ah, se cabe – tecer algumas hipóteses.

A primeira, e mais óbvia, é a escolha do estádio do Corinthians como abertura. Andrés, todo mundo sabe que o time o qual você preside iria construir o estádio de qualquer forma, mas a Copa fez com que os eternos projetos finalmente fossem transformados em realidade – melhor ainda se for tendo aproveitado a briga CBF-São Paulo Futebol Clube.

Independente de qualquer coisa, não pensar em São Paulo como sede de abertura, um dos eixos do futebol no Brasil junto com o Rio de Janeiro – por vários motivos de ordem político-econômica também –, seria errôneo. Além de tudo, o Estado é a base do PT, do PSDB e do neófito PSD do Kassab, o antro do poder no Brasil.

Fortaleza é gerida pela prefeita Luiziane Lins, presidente do PT no Ceará, cujo estado é comandado por Cid Gomes (PSB). Marcado por ter pago passagem da sogra ao exterior com cartão corporativo, Cid é irmão do algumas vezes candidato a presidente e (a) ministro Ciro Gomes. O Ceará também é a base da família Jereissati, que ainda possuiu parte na gigante “nacional” das telecomunicações Oi, e é um dos principais grupos econômicos do país.

Já Belo Horizonte divide com Porto Alegre, e quiçá Curitiba, o posto no futebol da terceira cidade do país. Do mesmo jeito que não daria para se pensar uma Copa sem o Maracanã, e sem o Morumbi, não se pode imaginar um evento destes sem o Mineirão.

Apesar de o Estado ser comandado por Antonio Anastasia (PSDB), herdeiro político de Aécio Neves, a prefeitura da capital é gerida por Márcio Lacerda, também do PSB, que faz parte da base do governo petista.

COPA DAS OBRAS PRIVADAS

Quando foi anunciado que o Brasil seria sede da Copa do Mundo de 2014, foi dito em alto e bom tom que não haveria dinheiro público na construção de estádios. Que tudo seria feito em parcerias com a iniciativa privada. Mas onde não foi injetado dinheiro público as obras estão quase paradas. O caso mais emblemático é o Beira-Rio. O estádio colorado perdeu a Copa das Confederações e sofre fortes ameaças de perder também a Copa do Mundo.

Há mistério nas negociações do contrato entre o clube gaúcho e a construtora Andrade Gutierrez. Lembramos que o clube propunha bancar a obra sozinho, mas as “exigências” da FIFA – incluindo a de se ter as empreiteiras escolhidas por ela – fizeram com que a direção do time mudasse de ideia, dado o aumento nos valores para a reforma, que está 20% feita.

O presidente colorado, Giovanni Luigi, disse em nota oficial que foi bom para o clube ficar de fora da Copa das Confederações para ter mais tempo para 2014, além de nas hostes do Inter ter sido comemorado o fato de Porto Alegre receber um quinto jogo, este nas oitavas de final – justo num Estado que se orgulha de ser “diferente” do Brasil, apequenando-se para entidades privadas…

O governo gaúcho parece não ter concordado, já que o Estado deixa de arrecadar. Já o prefeito de Porto Alegre, José Fotunati, diz ter convicção que o Internacional e a Andrade Gutierrez entrarão em um consenso em breve. Os próprios conselheiros colorados não sabem qual rumo tomar. A única convicção é que o clube gaúcho virou refém da construtora e que o arquirrival Grêmio está na espera para ser escolhido como sede da Copa, já que sua Arena – mesmo após vários problemas com os trabalhadores – deve ficar pronta já em 2012.

ENQUANTO ISSO, EM CERTO PARAÍSO FISCAL EUROPEU…

A FIFA deu a dica à imprensa: a próxima reunião com o governo brasileiro seria intermediada por outra pessoa, já que Orlando Silva (PcdoB) seria afastado por conta da ligação com supostos casos de corrupção – a “santa” entidade ensinando ao Brasil como afastar corruptos, até parece que lá aconteceria isso…

Na semana passada, Orlando Silva, não o “cantor das multidões”, caiu. Quem assume o posto é Aldo Rebelo (PcdoB/SP) – para alegria da bancada rural. Mesmo após as divergências sobre a formulação do Código Florestal (pró-latifúndio), a presidenta Dilma resolveu “engolir (mais um) sapo” do PCdoB, mesmo querendo outra pessoa para o cargo.

O alagoano Rebelo foi o presidente da CPI Nike/Futebol, em 2000, sendo coautor de um livro proibido de ir às livrarias por decisão judicial pró-CBF, por trazer as relações escusas da entidade. Seria algo positivo então? Podemos ficar tranquilos e acreditar na “independência” dele quanto ao assunto?

Vamos saber o que fala a CBF, que se apressou em lançar nota pública e cujo presidente esteve na posse do novo ministro:

“Em nome do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA, parabenizo o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e desejo boa sorte em sua nova missão. Que o ministro conte sempre com a nossa colaboração e saiba que as portas do Comitê estarão sempre abertas”.

São frases dedicadas a um “inimigo”? Nós achamos que não. Ironicamente, um viva a este Brasil!

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo.

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

EDUCAÇÃO. Coordenadora e Pimenta anunciam nove quadras poliesportivas na cidade

28, outubro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Pimenta, com Celita Silva, no anúncio das obras

Recursos federais vão garantir quadras cobertas para nove escolas da rede estadual em Santa Maria. O anúncio foi feito hoje pela Coordenadora Regional de Educação, Celita Silva, e pelo deputado federal Paulo Pimenta. Que escolas e outros detalhes chegam através da assessoria do parlamentar, em material assinado por Augusto Guterres. A seguir:

Pimenta e Celita Silva anunciam 9 quadras poliesportivas cobertas em escolas de Santa Maria 

Nesta sexta-feira (28) o deputado federal Paulo Pimenta, e a coordenadora da 8º Coordenadoria de educação (CRE), Celita Silva, anunciaram que nove escolas estaduais de Santa Maria receberão quadras cobertas do governo federal. O anúncio foi feito no auditório da Escola Estadual Coronel Pillar.

Dessas nove instituições, três receberão construção total das quadras, outras seis escolas receberão cobertura, por já terem em suas dependências a quadra poliesportiva. A verba para execução deste projeto, foi viabilizada através da segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que visa melhorar a infraestrutura das escolas. ]

O Ministério da Educação (MEC) criou uma série de critérios para conceder esse benefício para as escolas. Sabendo dessas condições impostas pelo MEC, o deputado montou um grupo de trabalho para mapear todas as escolas que se enquadram nesse perfil em Santa Maria. Este grupo contou com a coordenadora Celita, a assessoria do parlamentar, a vereadora Helen Cabral e o vereador Luiz Carlos Fort

“Um dos projetos do governo federal é proporcionar aos alunos, uma escola em tempo integral. Para isso acontecer é vital que façamos investimentos na infraestrutura das escolas, para poder acolher essas crianças e capacitá-las em diversas áreas. Com a construção os alunos terão acesso a atividades físicas todo o ano, independente do clima.” destacou Pimenta.  

Escolas que receberão as quadras cobertas:

Escola Estadual de Ensino Médio Walter Jobim

Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Marta

Colégio Estadual Coronel Pillar

Escola Estadual de Ensino Médio Professora Naura Teixeira

Escola Estadual de ensino Fundamental João Belém

Escola Estadual de educação Básica Augusto Ruschi

Escola Estadual de Ensino Médio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco

Escola Estadual Padre Rômulo Zanchi

Escola Básica Estadual Érico Veríssimo”

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