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Textos com Etiquetas ‘DEM’

SENTIMENTO NACIONAL. Sim, já começou a corrida para virar prefeito ou vereador

O PSDB controla política e administrativamente 800 municípios em todo o País. Quer chegar a 900. E monta a estratégia para tanto. O DEM é uma incógnita – depois de quase se esfarelar nas urnas de 2010 e conviver com a contínua saída de grandões e nem tanto, especialmente a caminho do novato (e ainda não oficializado) PSD.

E o PT e o PMDB têm, aparentemente, objetivos semelhantes. Além de ampliar seu domínio nas comunas, imaginam concorrer, na maior parte delas, com candidatura própria. O que significa, objetivamente, capitanear as chapas.

Tudo isso é claramente perceptível em Santa Maria, onde os partidos estão a toda, na preparação do embate municipal de 2012. Aos poucos, essa sensação vira nacional também na mídia, como se percebe no interessante trabalho produzido e publicado no portal iG. Vale a pena ler a reportagem assinada por Nara Alves e Ricardo Galhardo. A seguir:
A mais de um ano da eleição, corrida de 2012 já começou

…A mais de um ano da eleição que definirá novos prefeitos e vereadores em todas as cidades brasileiras, os principais partidos políticos do País já estão mergulhados nos preparativos para a corrida. De um lado, integrantes da base aliada dizem que o plano agora é concentrar as atenções no fortalecimento partidário, uma vez que o projeto de assegurar a eleição da presidenta Dilma Rousseff foi cumprido em 2010. De outro, a oposição trabalha para realinhar o discurso e manter o controle de capitais e municípios estratégicos, em especial nas regiões onde perdeu espaço nos últimos anos.

No PT, ordem é antecipar o calendário eleitoral e definir as candidaturas nas principais cidades do País antes do fim deste ano. “O PT está mobilizado e unido para a disputa das eleições de 2012”, disse o presidente do partido, Rui Falcão, depois de um giro por várias capitais das regiões Norte e Nordeste no último final de semana.

Como parte do plano, a executiva nacional petista determinou os diretórios municipais não sacrifiquem candidaturas próprias em benefício de aliados. “Se no ano passado foi tudo pela Dilma, em 2012 será tudo pelo PT”, tem repetido Falcão, em suas andanças pelo País. Isso significa que a direção nacional terá menos influência no processo de escolha. “Eleição municipal não pode ter uma estratégia de cima para baixo. Em cada cidade a história é diferente”, disse o secretário nacional de Organização, Paulo Frateschi…”

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CENSO NA PREFEITURA. Schirmer manda mapear CCs. E 40 já foram até entrevistados

Faz dois anos e meio que o consórcio liderado por PMDB (Cezar Schirmer) e PP (José Farret) comanda a prefeitura municipal, sob a liderança inconteste do peemedebista. São associados menores o PSDB, o DEM e o PDT. Todos têm secretários, com a predominância óbvia da dupla principal. Mas, e os Cargos de Confiança? Quantos são e quem é responsável por eles, politicamente?

Essas perguntas foram feitas, salvo engano claudemiriano, há mais de um ano, em reunião dos presidentes das siglas da base governista. E as respostas deveriam ser dadas em seguida, conforme a mídia noticiou amplamente. Deduz-se que isso, simplesmente, não ocorreu. Ou, então, a situação se degringolou desde então. São as possibilidades visíveis.

De todo modo, e isso está acontecendo no mínimo há 10 dias, o prefeito resolveu ir mais fundo. Ao ponto de designar sua Chefe de Gabinete, Magali Marques da Rocha, para cumprir uma tarefa, digamos, interessante: entrevistar individualmente os ocupantes de Cargo de Confiança no Executivo. Mais de 200, com certeza.

Alguém, que o editor não descobriu quem é, elaborou até mesmo uma ficha. Nela constam todos os dados possíveis e imagináveis, mas os principais, do ponto de vista administrativo/político são três: as qualificações profissionais (para aferir se o sujeito tem as condições objetivas para desenvolver o trabalho pago pelo contribuinte), o partido que representa (se for o caso) e a quem, na agremiação, o CC é ligado (pode ser um vereador, por exemplo).

Com base nesse levantamento – que o prefeito exige esteja concluído na próxima semana – serão dados os próximos, e quem sabe estratégicos, passos para o período final da administração. Não é de duvidar que, concluído o trabalho, o prefeito (que vai analisar, pessoalmente, ficha por ficha) resolva mudar a correlação de forças.

Sim, há partido que diz ter CC de menos, e Schirmer acha que tem a mais. Só mesmo fazendo um censo. Essa é a tarefa de Magali.

Ah, o tema foi um dos discutidos anteontem, na reunião entre os presidentes de partidos governistas e o prefeito, e que tratou, oficialmente, da questão das coordenadorias regionais. Que, por sinal, tem uma dezena de vagas de CCs. Há vereador de olho gordo em parte delas, já que não conseguiu emplacar o coordenador ou ser ele próprio o titular, que tem status de secretário.

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COORDENAÇÕES REGIONAIS. Aceitar não é sinônimo de ficar faceiro. Partidos embrabecidos com Schirmer. É? Por quê?

Neste momento, no Centro Administrativo, estão sendo anunciados oficialmente pelo prefeito Cezar Schirmer, os nomes dos coordenadores regionais de Camobi (Vacile Zimmermann) e da região Oeste (Maria Aparecida Meller). Os nomes são conhecidos pelos leitores desde ontem à tarde, quando foram ANTECIPADOS por este sítio.

Na madrugada de hoje, dei conta que os partidos, embora não tenham sido consultados, REAGIRAM bem às escolhas e ao método utilizado para chegar a elas. A fonte é uma testemunha daquele encontro. Mas não seria beeeem assim, segundo pelo menos dois outros participantes do encontro do início da noite passada.

Por sua confiabilidade, e resguardando as fontes, dou conta dessa versão. Que não é tão dourada assim em relação ao episódio – sempre resguardada, e isso todos fazem, a qualidade pessoal e administrativa dos escolhidos.

Conforme esse participante do trololó, a reação dos presidentes das siglas aliadas não foi tão satisfatória. “Nem quanto aos nomes – em momento algum se discutiu se seriam aprovados ou rejeitados – nem quanto à metodologia usada”. É?

E mais: pelo menos três dos cinco partidos presentes (PMDB, PSDB, PP, PDT e DEM) consideraram politicamente “equivocado o critério”. Mais: o prefeito “demonstrou descaso com os aliados, que ficaram sabendo dos nomes pela internet” – leia-se, sítio do Claudemir Pereira – minutos antes da reunião. Que, por sinal, afirmou, teria sido “convocada às pressas”.

As fontes aproveitaram a ocasião, é o que imagina o editor, para soltar o que estaria engasgado: “os partidos da base não se reuniam com o prefeito fazia mais de quatro meses”, disse uma delas. Que reclamou também do que seria um “monólogo protagonizado por Cezar Schirmer acerca dos rumos políticos do governo”. Aliás, mais até que as coordenadorias, este teria sido o principal tema abordado na reunião da noitinha de ontem.

Como se vê, a ser confirmada essa impressão, não é tããão pacífica assim a relação entre os partidos da base aliada e o comandante. Este, inclusive, teria “disparado contra alguns vereadores e alguns secretários” e manifestando o descontentamento de Schirmer com relação “à defesa do governo”.
O papo, conforme uma dessas fontes privilegiadas, encerrou com o prefeito dizendo que “os secretários continuarão sendo escolha dele, independente das vontades dos partidos e dos vereadores, afinal é ele que tem a responsabilidade sobre os atos dos integrantes do primeiro escalão”.

OPINIÃO CLAUDEMIRIANA: o resumo é simples. O descontentamento existe muito porque os partidos gostariam de opinar. E bastante também em função da proximidade da campanha eleitoral. Aí, a cobra vai fumar. Pode apostar.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. DEM teria dois candidatos. Apenas um concorreu. E ambos já nem estão mais no partido

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 25 de junho de 2010, uma sexta-feira:

EXTRA. Brandt não concorre. Só Laurindo Lorenzi é nome do DEM/SM para outubro

Aconteceu agora à tarde a convenção estadual do Democratas. Os delegados confirmaram a decisão anterior, tomada pela Executiva e pelo Diretório, e não haverá mais a aliança com o PTB para o governo do Estado.

De outro lado, DEM e PTB (que esteve representado no evento da capital pelo senador Sérgio Zambiazi e pelo deputado e ex-candidato ao Piratini Luiz Lara), estarão mesmo coligados para a Câmara dos Deputados. E cada um irá por si mesmo na eleição para a Assembléia Legislativa…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, não deixa de ser, cá entre nós, um indicativo. Tanto Paulo Brandt, que não concorreu, quanto Laurindo Lorenzi, que foi à luta por vaga na Assembleia, estão no DEM. Isso, creia, tem algum significado. E não é pouco. Ou é?

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LUNETA ELETRÔNICA. Dia do pastor e dia do diretor, motociclistas, Assembleia, DEM fora da TV, Palocci…

* Conforme o Boletim Legislativo 28/2011, a sessão desta terça, da Câmara de, afora o balaio de requerimentos de sempre, deve aprovar ao menos três projetos de lei.

* Estão na ordem do dia a criação do Dia do Diretor de Escola (de Helen Cabral/PT) e Dia do Pastor Evangélico (dev Admar Pozzobom/PSDB).

* Ah, e deve ser aprovada a proposta, também de Helen Cabral, que obrigará “Lan Houses” e afins a uma adaptação nos computadores para receber deficientes visuais.

* Enquanto isso, na Assembleia Legislativa, há 14 projetos em condições de ser votados pelos deputados. Se mantida a média das últimas semanas, poucos serão apreciados.

* Entre a quase dezena e meia, há um que repousa faz um tempão nas gavetas do parlamento: o que cria as “Casas da Solidariedade” (os antigos albergues).

* A decisão sobre quantos e quais serão votados se dará em reunião dos líderes partidários, daqui a pouco, no final da manhã desta terça.

* Abriu na tarde passada a Semana de Prevenção de Acidentes com Motociclistas (lei de João Carlos Maciel/PMDB). Justamente num dia em que mais um morreu no trânsito.

Conscientização dos motociclistas, um dos objetivos da blitz (foto João Alves/CCS.PM)

* Houve, na rótula das avenidas Ângelo Bolson, Helvio Basso e Medianeira, conhecidos locais de acidentes, uma blitz de consicentização.

* Participaram do evento, além da Prefeitura, via secretaria de Controle e Mobilidade Urbana, e Câmara de Vereadores, também os Bombeiros e a Brigada Militar.

* Em Brasília, nesta terça, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), decide se vale ou não a convocação do ministro Antonio Palocci.

* Num cochilo dos governistas, o acossado Palocci foi chamado a se explicar na Comissão de Agricultura.

* Palpite claudemiriano. Ah, e só palpite: Maia vai validar a decisão contestada pela base do governo e, se ainda for ministro, Palocci terá mesmo que se explicar.

* Aliás, na Câmara tem, pra variar, outra questão a ser decidida: o que fazer com cinco Medidas Provisórias que trancam a pauta. Se não forem votadas, nada mais é.

* Uma das MPs é a que permite aumentar a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas. Outra é a que amplia as penas para homicídio cometido por grupos de exterminínio.

* Quem mandou o DEM fazer campanha antecipada por José Serra em 2010? Nunca vai se saber. Mas a consequência chega nesta semana.

* O partido, cada vez menor, não terá, por decisão da Justiça Eleitoral, as inserções que, somadas, chegam a cinco minutos no rádio e na televisão. Ah, até onde se sabe, o programa de quinta, de 10 minutos, está garantido.

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CARGOS E PODER. Partidos se engalfinham no Congresso. Não, não é política. Ou é?

Para simplificar: não há como criar novos cargos em comissão no Congresso. Seja por razões políticas ou mesmo orçamentárias. Ao mesmo tempo, partidos grandões não são mais tão grandões assim – perderam parlamentares, seja pelo eleitorado ou por força da criação do tal PSD.

Diante disso, PMDB e DEM, para ficar nos exemplos mais gritantes, perderam CCs. E querem mantê-los. Como fazer? Ora, tirando de alguém. Como conseguiram, aparentemente, cooptar o PT, o maior de todos, quem vai dançar é a equipe de minúsculos.

Política? É. Pode ser. Ou não. Bem, quem sabe você mesmo forma a opinião? Um bom começo pode ser entender o que está ocorrendo, a partir de elucidativo material publicado no sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Eduardo Militão. A seguir:

Partidos brigam por cargos comissionados na Câmara

…Uma disputa por cargos em comissão na Câmara coloca em lados opostos os partidos na Casa. Prestes a ser votado, um projeto de resolução remaneja Cargos de Natureza Especial (CNEs) e Funções Comissionadas (FCs) para turbinar as lideranças partidárias e, ao mesmo tempo, evitar que legendas como PMDB e DEM, que perderam deputados, fiquem com menos assessores do que têm hoje. Na verdade, hoje, sem a alteração na regra, os dois partidos já teriam que demitir alguns dos seus assessores. Como não há criação de cargos, para não aumentar despesas, a solução sugerida para salvar esses cargos é prejudicar as quotas dos partidos menores.

Essa é a queda de braço que se trava nos bastidores do Congresso. Na tarde de terça-feira (31), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os líderes não chegaram a um acordo que atendesse ao PR e ao PSOL, algumas das legendas que se dizem prejudicadas. O PSDB se mostra satisfeito por manter seu naco de servidores…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Com o encrencado Arruda rifado, Aécio faz cara de paisagem e Serra fica sem vice

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 30 de maio de 2010, um domingo:

E AGORA?! Aécio não embarca na canoa de Serra e qualquer plano B vira C, D, E…

O problema, na verdade, é aquele mesmo, láááá do ínício. José Roberto Arruda era o cara. Um nome do DEM, o parceiro prioritário da aliança, e ainda por cima o único governador eleito pela sigla. Daí que…. o xilindró pegou, o mensalão demista se escancarou e o PSDB, de repente, ficou sem uma perna. E tentou fabricar uma de última hora, tentando convencer Aécio Neves (o mesmo que havia sido escanteado da disputa presidencial) a embarcar.

Só que o mineiro é esperto não apenas por ser mineiro, mas sobretudo por sabe ver que é melhor ser o mais votado senador da história de seu Estado do que entrar numa disputa em que, na melhor das hipóteses será apenas o segundo de José Serra. Na melhor – mas neste momento improvável, segundo indícios colhidos junto aos próprios grão-tucanos (nos bastidores, porque ninguém confessa ao ar livre)...”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, hoje parece fácil dizer. Mas, à época, com a campanha eleitoral na bica para começar, com as convenções partidárias por se realizar, os partidos já tinham tudo definido. Quer dizer, nem todos. O PSDB, que apostara no então governador de Brasília, José Roberto Arruda, de repente se viu sem parceiro. O drama percorreria junho inteiro, como você poderá notar aqui mesmo nesta seção. Ah, e Aécio? Este fez cara de paisagem, percebeu a fria e ficou bem longe dela.

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SE FOI O ALEMÃO. Bornhausen se manda do DEM e da política. E sai atirando. No governo? Não, na oposição

Goste-se ou não dele (e o editor não gosta, porque tem memória), o fato é que Jorge Bornhausen foi um nome importantíssimo na política brasileira, sobretudo no final do século passado. Conservador (para ser singelo), “o alemão” de Santa Catarina era, creia, presidente de honra do DEM. E vociferou (tinha boas razões) contra Lula, ano passado, quando este dizia ser necessário “dizimar o DEM”.

Pois bem, o Democratas está sendo dizimado. Mas não, olha só o paradoxo, pelo petismo ou o governismo, senão que por ele mesmo. É o que está acontecendo, de fato. Sobre isso, Bornhausen fala ao jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de hoje. E atira. Forte. Não contra os adversários, aliás, mas atingindo diretamente seus próprios companheiros de oposição. É, nesse sentido, bastante didática a reportagem assinada por Christiane Samarco. Confira:

“Bornhausen sai da cena política e diz que oposição está sem líder

… O ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen, deixa o partido e a atividade política convencido de que a oposição está sem rumo e sem líder. “Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não foi preenchida”, diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra, nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição.

A seu ver, o maior equívoco dos três partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – foi o de se meterem em disputas internas. “Com isto, estão perdendo, a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora”, analisa. Em entrevista ao Estado, ele admite que a fusão não teria impedido a criação do novo PSD, mas afirma que certamente a nova legenda não teria crescido como cresceu…”

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DEM SE FINA. A única dúvida é: quem vai apagar a luz de um partido que já teve 105 deputados federais?

Segundo Jorge Bornhausen, presidente de honra (sim, isso mesmo) do Democratas, e que se mandou da sigla nesta semana, a CAUSA do “fim do partido”, foi o mensalão do Distrito Federal, que teve como protagonistas filiados graúdos do DEM, inclusive o então governador, José Roberto Arruda.

A questão é: quem vai apagar a luz, já que o dizimamento (existe esta palavra?) do DEM é evidente – não obstante o fato de os santa-marienses, como conferi mais uma vez hoje à tarde, em conversa rápida com um dirigente, esperem o que acontece lá em cima, dado que nada podem interferir.

Enquanto a morte cerebral não se transforma em clínica, os sinais vitais debilitados estão cada vez mais óbvios. Um deles, bastante objetivo, é o quantum. E a demonstração vem em material originalmente publicado pelo portal iG, na reportagem assinada por Nara Alves. Acompanhe:

DEM encolhe para seu menor patamar em quase duas décadas

Criado com base na promessa de renovar o antigo PFL, o DEM viu seu tamanho encolher para o menor patamar em quase duas décadas. Em um cenário reforçado pela migração de quadros para o PSD do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, a sigla deve ver sua bancada diminuir para pelo menos 34 deputados federais, número que chegou a 105 no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1998 a 2002.

No Senado, o partido contava 20 cadeiras na legislatura iniciada em 2006. Na eleição do ano passado, a bancada diminuiu para cinco senadores e agora tem apenas quatro, com a migração de Kátia Abreu (GO) para o PSD. O número pode cair para três caso o senador Jayme Campos (MT), que demonstra interesse na nova legenda, também decida sair.

Nos Legislativos estaduais, o PFL chegou a contar 168 deputados e, já rebatizado como DEM, saiu da eleição de 2010 com 78. Agora, a legenda deve perder pelo menos oito dessas cadeiras para o novo partido. O número, entretanto, será bem maior se forem confirmadas projeções de líderes regionais como a deputada Nice Lobão, do Maranhão, que promete levar consigo para o PSD cinco deputados estaduais…”

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COLUNA OBSERVATÓRIO. DEM de Santa Maria e a piada do cara que caiu do 17° andar

Em nível nacional, é visível e audível: o DEM está simplesmente se desmilinguindo. Perde deputados aos borbotões, prefeitos de tudo quanto é canto e, após a saída do catarinense Raimundo Colombo, de governador tem só Rosalba Carlini, do Rio Grande do Norte.

No plano estadual, a sigla tem um deputado federal e outro estadual, ambos (Ônix Lorenzoni e Paulo Borges) controlando com mão de ferro a direção, não obstante os muxoxos que se percebem aqui e ali.

E em Santa Maria? Aqui, a aparência é do “nem te ligo”, inclusive com o “lançamento” de um candidato a prefeito e a elaboração de uma lista de candidatos à vereança.

Pooois é… Essa situação até faz lembrar, respeitosamente, daquela piada: o sujeito caiu do 17° andar e lhe perguntam: está tudo bem? E ele responde: até o 7° andar, tudo ok!

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DEM SE ESFACELA. A caminho do PSD, Governador catarinense sai do partido. E com ele se foi o bom com a corda

Mais que apenas o governador Raimundo Colombo, o PSD de Gilberto Kassab (e, dizem, de José Serra também) leva um balaio de prefeitos e deputados catarinenses. E o DEM? Fica com Rosalba Carlini, governadora do Rio Grande do Norte (de onde é o presidente da sigla, Agripino Maia).

E, com todo o respeito, se foi também o boi com a corda. O DEM se esfacela. Ou se esfarela. Praticamente se inviabiliza como agremiação competitiva, em nível nacional. A decorrência? Ninguém sabe, ainda. Mas algo virá pelo caminho.

Ah, sobre a adesão de Colombo e sua turma, confirmada pelo governador na noite de ontem, acompanhe material publicado n’O Globo e reproduzido por Ricardo Noblat. A reportagem é de Juraci Perboni. A seguir:

SC: Colombo confirma que deixa DEM para ir para o PSD

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou por volta das 23h30min deste domingo, por meio de uma nota “à sociedade catarinense”, que deixará o DEM para seguir para o Partido Social Democrático (PSD).

Ele esteve reunido por cerca de quatro horas com deputados estaduais e federais do DEM e o presidente do partido em exercício no estado, prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing. Mais tarde, chegou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que está criando o PSD.

Colombo defendia uma fusão do DEM com o PSDB como maneira de renovar e fortalecer a oposição. Segundo ele, de várias maneiras tentou, junto aos mais importantes líderes nacionais, encontrar um novo caminho…”

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TODOS JUNTOS. Negando crise, partidos oposicionistas tratam mesmo é de fundir-se

Crise, crise, a rigor, só não há no PPS. Ali, no partido dos ex-comunistas, prevalece o poder autoritário do presidente, Roberto Freire. E pronto. Assim, em nível nacional, a sigla vem a reboque do DEM e, especialmente, do PSDB. E acabou.

Problema, de fato, há nos partidos maiores. Democratas, quase a caminho da extinção, e PSDB, dividido entre estrelas que não se entendem, sofrem, sofrem e sofrem.

Com essa conjuntura, não é de estranhar a hipótese, cada vez mais forte, de uma união. De problemas? Bem, pelo menos o governador paulista, o tucano Geraldo Alckmin, acha que não. Tanto que vê vantagens nessa junção tucano-demo-ex-comunistas. A propósito, confira texto publicado na revista eletrônica Brasília Confidencial. A seguir:

Alckmin propõe fusão dos partidos oposicionistas e nega crise

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-foto), disse ver “com bons olhos” uma possível fusão entre o seu partido, o DEM e o PPS.

“Eu acho que é um tema a ser discutido”, tergiversou o governador. Alckmin também tentou minimizar o prejuízo causado pela debandada de políticos importantes do PSDB nos últimos meses. “Não estamos em crise, esse é um procedimento natural, as pessoas têm liberdade (para abandonar a legenda)”. Ainda na linha de tentar acalmar os ânimos, o tucano disse que…”

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É A IMPRESSÃO. Boa parte dos políticos (e analistas) não dá um tostão furado pela sobrevivência do DEM

Uma coisa é o que se diz em público. Outra, bem diferente, pode ser a realidade. Cabe, apenas, tentar decifrar o que uns e outros dizem e escrevem. Assim é que, pelo que se pode deduzir (e nem é preciso ser muito esperto), nem mesmo lideranças importantes do DEM nacional apostam na sobrevivência da sigla no médio ou longo prazo.

Na verdade, só não se sabe quando, mas é dado como certo que o partido outrora chamado PFL se autoextinguirá. O nome que se dará a isso ainda é desconhecido. Mas o mais provável é, mesmo, uma incorporação pelo PSDB. Até mesmo o presidente de honra tucano (e da República), Fernando Henrique Cardoso, já tem AFIRMADO que as conversas a respeito estão acontecendo.

A dúvida sobre o quando (e aí o longo prazo, quem sabe até depois da eleição municipal do próximo ano, na qual as siglas andarão unidas na maior parte das comunas brasileiras) também pode ser explicada por outro fator. Este bem mais prático e que tem a ver com o humor da sociedade e a preocupação do PSDB.

Qual? Quem conta é a repórter Thaís Arbex, em nota publicada originalmente na seção “Poder Online”, do portal iG. Confira você mesmo, a seguir:

Mensalão do DF atrapalha fusão do DEM com PSDB

Parte do PSDB está trabalhando para que partido não aprove, de forma alguma, a fusão com o DEM neste momento.

O grande problema, segundo os tucanos, é a marca do Mensalão do DEM que os democratas carregam e podem levar para o PSDB.”

EM TEMPO: e em Santa Maria? Aqui, ninguém fala. Mas a proximidade com o tucanato longe está de inviável. Aliás, já até aconteceu, no pleito de 2008. Então…

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ALELUIA! Enfim, dirigente assume o óbvio: o DEM é de direita. E deve defender isso

Está certíssimo o senhor Abelardo Lupion, do DEM do Paraná. O Democratas é um partido “de direita” e assim deve se assumir. Afinal, “não é pecado”. E não é, meeeesmo, entende o editor deste sítio. Afinal, trata-se de uma corrente de pensamento que, por que não, é democrática. Partidos direitistas sobrevivem e até ganham eleições em países importantes do planeta. Exemplo notório: a Itália de Silvio Berlusconi.

Dito isto, é interessante verificar o malabarismo de uns e outros, inclusive no Rio Grande do Sul e na boca do monte, que temem que se descubra publicamente o óbvio: são direitistas. Mas, o que deu no tal de Lupion, para “sair do armário”? Claro que a criação do PSD de Gilberto Kassab foi o estopim.

É, pelo menos, o que pude deduzir, a partir de texto publicado pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, sobre manifestações do presidente da seção paranaense do DEM. Acompanhe:

‘DEM é de direita e espero que assuma sua posição’

Presidente do DEM no Paraná, o deputado federal Abelardo Lupion enxerga uma oportunidade na liposaspiração que faz muchar sua legenda. Afirma que, assim como ele, os políticos que optaram por permanecer no DEM são, em sua maioria, “de direita”.

Avalia que a agremiação tem diante de si a chance de parar de fingir que é de centro, assumindo sua verdadeira identidade: “O DEM é um partido de direita e espero que assuma sua posição. A minha já foi assumida. Sou de direita e isso não é pecado”. Defende que a tribo ‘demo’ pegue em lanças por suas ideias. Coisas como a defesa da propriedade privada, Estado mínimo e menos impostos…”

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COTOVELADAS. No desmilinguido DEM, briga (via internet) para defender o espólio

Vamos combinar o seguinte:

1) é absolutamente necessário que os conservadores tenham sua representação na sociedade. Isso é fundamental inclusive para a democracia. Até algum tempo atrás, o papel era muitíssimo bem desempenhado pelo PFL (Partido da Frente Liberal). Tinha um programa e o defendia. E, não obstante o coronelismo nordestino que o comandava, era percebido como uma força relevante junto ao eleitorado. Tudo se perdeu (é fato comprovado por números, nas urnas) a partir da criação do Democratas, hoje um partideco, do ponto de vista da inserção social.

2) Quem assumiu o lugar do PFL, em vez do DEM, foi o PSDB. Não, não comecem a xingar o editor antes do tempo. Basta ver as teses defendidas pelo tucanato, pelos que dele fazem parte e da possibilidade, pra lá de concreta, de fusão com o próprio DEM. Que está a caminho. É, segundo alguns, irreversível – dada a criação do PSD, a partir do paulista Gilberto Kassab e que ameaça, pela direita, ficar num hibridismo oposicionista/situacionista que interessa apenas aos adversários (de hoje) do PSDB.

Não, ninguém precisa concordar com isso. É da democracia. Mas é a base, pensa este sítio, para o forrobodó internético proporcionado por uma liderança conservadora como Ronaldo Caiado, de Goiás, que deitou agressão verbal contra os seus próprios (ex)companheiros, inclusive algumas figuras ilustres. Tudo para tentar manter o espólio do agônico Democratas.

Quem trata dessas cotoveladas via Twitter é o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Dê uma conferida no que ele escreve, compare com o escrito nos parágrafos anteriores e, então, firme tua própria convicção. Que tal? A seguir:

Caiado ataca Jorge Bornhausen: Ele é ‘quinta coluna’

Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, fez duros ataques ao presidente de honra de seu partido, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC). O deputado pendurou no seu microblog um lote de 12 notas. Redigiu-as em termos ácidos.

Abriu a bateria com uma estocada nos ex-colegas de bancada que migraram para o PSD de Gilberto Kassab. Mirou abaixo da linha da cintura: “É claro que existem os fracos de caráter e postura, que já abandonaram a oposição com menos de três meses de mandato”.

Enalteceu os remanescentes: “Os que ficaram têm a chance de consolidar a imagem de políticos de fibra, conteúdo. Não desistimos da luta, por mais difícil que ela seja!” Refugou a hipótese de fusão do DEM com o PSDB. Ao contabilizar a reduzida tropa oposicionista, lembrou a votação obtida por…”

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E EM SM? DEM e PSDB articulam aliança em cidades com mais de 200 mil habitantes

Não, não se trata de fusão, dizem todos os envolvidos na negociação. Mas o fato é que PSDB e DEM tratam de aprofundar a aliança que os move desde antes da eleição de 2010, passou pela dobradinha que disputou a Presidência da República e vários governos estaduais e, agora, querem ver estendida para o pleito municipal.

A ideia, em 2012, é fazer com que (noves fora o PSD de Gilberto Kassab) tucanos e demos se joguem à campanha juntos, especialmente em cidades com mais de 200 mil habitantes. Como Santa Maria tem 270 mil almas, é de supor que, pelo menos em tese, a estratégia tenha valor na boca do monte. Terá? Com a palavra, PSDB e DEM.

Ah, enquanto isso, acompanhe os detalhes dessas conversas todas, que chegam através do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A seguir:

Oposição apressa coligações para a eleição de 2012

À procura de um norte, PSDB e DEM decidiram antecipar o fechamento dos acordos para as eleições de 2012. A caciquia das legendas organiza para a próxima semana um encontro. Deseja-se perscrutar a situação nas maiores cidades.

A ideia é priorizar as cidades com mais de 200 mil. Pretende-se que o DEM apóie o PSDB nas localidades em que o tucanato estiver mais bem posto e vice-versa. Imagina-se que a antecipação das coligações resultará num subproduto: sai das manchetes o noticiário sobre a fusão do DEM com PSDB.

O tema foi arranhado numa reunião do grão-tucanato, nesta terça (19), em Brasília. Participaram o senador Aécio Neves (MG) e os deputados Sérgio Guerra (PE) e Rodrigo de Castro (MG), presidente e secretário-geral do PSDB, respectivamente…”

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FALTA MUITO. SM está a 7.247 eleitores do 2° turno. E partidos têm “exército” de 20 mil militantes. Grandões concentram 13,5 mil

Antes de mais nada, é preciso dizer que a posição editorial deste sítio é favorável à campanha que visa a que se alcancem 200 mil eleitores – com o que Santa Maria estaria habilitada, se ninguém chegar aos 50% mais um dos votos, a ter um segundo turno, no pleito para a Prefeitura.

Dito isto, aos fatos. Uma consulta ao sítio do Tribunal Superior Eleitoral, feita na noite desta segunda-feira, não constata mudança alguma ao quadro já conhecido. Santa Maria segue com exatos 192.753 eleitores cadastrados. Obviamente, ainda não foram incluídos os novos eventualmente alistados, nem os que transferiram daqui seus títulos.

Portanto, é possível que o número seja diferente, neste momento. Se, no entanto, não for, faltam exatamente 7.247 eleitores a ser captados para que o segundo turno se viabilize. E isso deve ocorrer até maio do próximo ano, data máxima de alistamento para o próximo pleito.

Também ainda não está atualizado no TSE, pelo menos até a noite desta segunda, o recadastramento de filiados aos partidos – que, como já afiancei, estão guardando fichas para o final de setembro, prazo máximo para estar registrado quem quiser concorrer em 2012.

Assim, algumas distorções podem ocorrer. Curiosamente, pelo que se percebe no noticiário e nos bastidores políticos, menos por aumento do número de filiados, mais pela troca de partidos. Exemplo: ex-pedetistas que acorreram ao PT. E outros estão a caminho do PMDB, os pólos de maior atração neste momento. De algum lugar (ou partido) eles estão saindo.

No entanto, ainda é válido colocar a estatística disponível no TSE e que se refere ao mês de março passado. Até aquele instante, havia nada menos que 20.800 filiados a alguma das 24 siglas oficialmente existentes em Santa Maria. O interessante é que mais de dois terços deles se concentram em quatro siglas principais. A saber: PT, PMDB, PP e PDT. Sozinho, esse quarteto tem exatamente 3.514 filiados. Se todos efetivamente militassem nas agremiações, teríamos aqui um pequeno exército de buscadores de voto. Mas, como se sabe, não é beeem assim. Há até – sim, há – os que sequer sabem que estão filiados.

A seguir, confira a relação dos partidos e o número de filiados. Atenção, o sítio resolveu ignorar os nanicos e lista apenas os 12 maiores e que têm lideranças conhecidas na cidade:

PT - 3.769

PMDB – 3.527

PP – 3.157

PDT - 3.061

PTB - 1.843

PSDB – 1.650

DEM – 1.165

PSB – 786

PPS – 476

PRB - 457

PR – 279

PC do B – 186

VACINA CLAUDEMIRIANA - atenção aos esbravejadores de sempre: o sítio não inventou número algum. Eles estão no sítio do Tribunal Superior Eleitoral. Ponto.

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CADÊ O RUMO? Oposição a Dilma ainda tastaveia. E partidos maiores estão divididos

Este sítio não cansa de reclamar da virtual inexistência de oposição em Santa Maria. Sem ela, não há debate político. Na Câmara, para ficar no palco mais notório, contam-se nos dedos de uma só mão as manifestações capazes de fazer o sempre necessário contraponto democrático.

O diabo é que isso começa a se reproduzir em outros níveis. No Estado, por exemplo, PMDB e PSDB estão mais privilegiando o grito ao argumento. Isso, mais se tem esperança do que pensamento, deverá mudar ao longo do tempo. E em Brasília? Lá, a coisa está ainda mais mal-parada, para quem gosta do debate.

A oposição, afora minoritária, por decisão soberana das urnas, se pega em brigas internas. Quem conta como estão as coisas, hoje, e com tendência a piorar, é o jornal O Globo, em material reproduzido pelo jornalista Ricardo Noblat. A reportagem é de Adriana Vasconcelos.

Dividida, oposição busca rumo para reagir ao governo

Desnorteada com a terceira derrota consecutiva para o PT na disputa presidencial, a oposição vive um de seus momentos mais críticos. Divididos e sem estratégia para se contrapor à presidente Dilma Rousseff, PSDB, DEM e PPS lutam pela sobrevivência, já que a criação do PSD abriu a janela para oposicionistas que andavam loucos para aderir ao governo.

O DEM perdeu para a nova legenda 11 deputados federais, a senadora Kátia Abreu (TO), o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. O novo presidente do partido, senador José Agripino (RN), diz que as perdas não o assustam: – Vamos sobreviver. Muitas defecções se devem a uma indução governista, ao canto da sereia do Palácio do Planalto.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), pondera que a oposição não pode perder de vista os 44 milhões de eleitores que apoiaram o candidato José Serra. Mas lamenta os rachas no DEM e no PSDB: – Esse bate cabeça no PSDB atrapalha na definição do rumo. No DEM, a coisa se resolveu pelo pior caminho…”

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PODE APOSTAR. Fim das alianças proporcionais é atestado de óbito para meia dúzia de partidos de Santa Maria

Um dirigente político local esteve em Brasília, semana passada, para evento partidário. Aproveitou para assuntar. Descobriu que este editor tem razão ao dizer que uma das poucas, senão única, coisas a ser aprovadas nesse arremedo de reforma política que se tenta construir no Congresso é o fim das alianças proporcionais.

E olha que essa liderança nem sabia, o que o sítio só descobriu neste sábado, pesquisando no sítio do Senado, que uma proposta nesse sentido pode ser aprovada mesmo ANTES de a reforma chegar aos finalmentes, no Congresso.

De todo modo, pelo menos esse político (com quem o editor conversou na manhã sabatina) não pareceu muito preocupado. Seu partido, que não é lá tão grande em nível nacional, em Santa Maria certamente conseguirá manter e até, quem sabe, ampliar a sua bancada no Legislativo – mesmo concorrendo solito.

O fato, porém, é que com exceção do PMDB, do PT, do PP e do PSDB (esse, aliás, só porque tem um grande nome a puxar votos, o deputado Jorge Pozzobom) podem ficar razoavelmente tranqüilos: terão votos suficientes para se segurar no parlamento municipal. Uns mais (a dupla PMDB/PT), outros menos (PP/PSDB), mas com certeza farão o mínimo de 7 mil votos previstos para o quociente eleitoral. Mas, e os demais?

Outro dia, um dirigente do PTB publicou comentário no sítio contestando o editor e exagerando no otimismo com o desempenho de sua sigla em 2012. Normal. O estranho seria uma liderança chegar e dizer o contrário. O mesmo se pode dizer do DEM, cujo único vereador, Manoel Badke, jura que o partido tem pelo menos 20 candidatos competitivos para o Legislativo, no próximo ano. Otimismo exagerado? Não. Apenas confiança no taco demista. E dele não se poderia exigir outro comportamento.

O PDT? Bem, há um puxador de votos, Marcelo Bisogno. Que, porém, precisará ter ajuda de uma boa nominata, com candidatos capazes de complementar o necessário. E não se vê, até onde o olho do editor enxerga, tanta facilidade em conseguir um conjunto de nomes capazes de fazer pelo menos mil votos cada um. Então…

E o PR? E o PPS? E o PSB, o PV, e os partidos de esquerda? E os minúsculos? Como se sairão? Não, não se está aqui a decretar o fim dos partidos. Os bons conseguem, por certo, manter sua militância mesmo sem a vitrine que uma cadeira no parlamannto proporciona. No entanto, negar a realidade também não dá. É evidente que o quarteto de partidos principais, e especialmente a dupla PMDB/PT (que tem chances reais de fazer mais de dois terços do total de vagas), se fortalecerá. Mas não é exagero afirmar que há grande possibilidade de o fim das alianças proporcionais levar à inanição e até à morte dos partidos menores. É só esperar. E conferir.

EM TEMPO: acabar com as coligações para a Câmara de Vereadores também significa mudar a correlação de forças no pleito majoritário, para a Prefeitura? É possível. Ou não. Mas isso já é assunto para outra nota.

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DEFINHANDO. Apesar de Badke, DEM se encaminha para o estrangulamento político também em SM

Na sessão de ontem, na Câmara de Vereadores, Manoel Badke destacou que o DEM está forte em Santa Maria. Bueno, não se poderia esperar que ele dissesse o contrário, cá entre nós. E o lançamento da “pré-candidatura” de Moacir Alves (que já foi do PSB e do PSDB e flertou com o PMDB, como registra o jornal A Razão, hoje) a prefeito seria uma tentativa de demonstrar firmeza no processo sucessório do próximo ano.

Estria tudo ok, não fosse a maldita realidade. E ela é melhor expressa pelas brigas estaduais (quase todos contra o deputado federal Ônix Lorenzoni, que monopoliza a sigla e é o único beneficiado – segundo a queixa) e até municipais (um grupo de dirigentes descontentes). Ou, quem sabe, pelo que afirma o presidente nacional da sigla, José Agripino – que chora as pitangas da mudança de nome, no fim do século passado.

Agora, a “Inês é morta”. Esse é o fato, não obstante o esforço louvável de reerguer um partido outrora importante (e até fundamental, pensa o editor) no cenário político-ideológico nacional. Ah, quer saber o que pensa o dirigente máximo do DEM? Acompanhe excelente e bastante elucidativa reportagem publicada no sítio especializado Congresso em Foco. O texto é de Rudolfo Lago e Edson Sardinha. Confira:

Agripino: “O PFL nunca deveria ter mudado de nome”

Em 1998, na reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o PFL tinha 105 deputados. Hoje, o DEM tem 43 deputados. Ou seja: em 13 anos, de nome novo e na oposição, o partido reduziu-se a menos da metade do que foi em seu auge. E a perda pode ser ainda maior com o assédio que o DEM vem sofrendo após a criação do PSD. Uma das estrelas do partido, administrador da maior vitrine que restou ao DEM, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deixa o partido para criar sua própria legenda. E leva com ele, entre outros, uma estrela em ascensão: o candidato a vice-presidente da República na chapa oposicionista de José Serra, Índio da Costa (RJ).

Kassab em São Paulo era a vitrine que restava ao DEM depois da prisão e renúncia do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que arruinou seu governo e a reputação do seu partido em Brasília ao ser flagrado liderando um dos maiores esquemas de corrupção de que já se teve notícia no país…”

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POBRES? PFFF!!!. Fernando Henrique disse a (sua) verdade sobre seu partido. E está se incomodando

Primeiro, vamos deixar claro, defender ricos e a classe média não é crime. E bem aceitável, do ponto de vista ideológico, e tem expressão significativa (minoritária ou não) na sociedade. Mas o problema é dizer isso, quando o que se quer é o voto de todos – inclusive dos pobres.

Assim, a percepção social é que PSDB, DEM e até o ex-comunista PPS defendem prioritariamente os ricos e os remediados. Mas confessar isso em artigo são outros quinhentos. E é exatamente por ter dito o que pensa que Fernando Henrique Cardoso, com a polidez possível no momento, tem sido bombardeado. Pelos adversários? Não. Pelos parceiros.

Que coisa é essa de dizer que não gostamos de pobres, estão, em outras palavras, falando dirigentes tucanos e demos, claramente agastados com o ataque de sinceridade de FHC. Resumindo: o presidente de honra do PSDB, e grande vestal da Nação, está se incomodando. E não é pouco. Se já o deixavam de lado, sempre que possível, imagina o que acontecerá com ele, agora?

Ah, toda a mídia tradicional tratou do assunto. Cada qual a seu modo, é evidente. Mas com correção, é preciso realçar. Pincei, da inúmera quantidade de textos a respeito, aquele publicado pelo jornal O Globo. A reportagem é de Cristiane Jungblut, Gerson Camarotti, Adriana Vasconcelos e Silvia Amorim. A seguir:

 “Declaração de FH incomoda partidos de oposição

Causou constrangimento no PSDB e no DEM a forma como o ex-presidente Fernando Henrique, no artigo “O papel da oposição”, na revista “Interesse Nacional”, expôs sua estratégia para a volta ao poder: deixar de lado o “povão” e priorizar as novas classes médias. Para parlamentares dos dois partidos, a repercussão dessa declaração anulou o impacto dos bons argumentos utilizados por FH.

A avaliação é que FH teria acertado se tivesse ficado na crítica ao aparelhamento dos movimentos sociais pelo PT e na impossibilidade de a oposição atrair esse público. Já petistas disseram que o artigo frisou o “perfil elitista” do PSDB. Trechos do artigo foram publicados nesta terça-feira pela “Folha de S. Paulo”. O texto integral saiu, depois, no Blog do Noblat.

Aécio se diz mais otimista com o futuro da oposição

No artigo, Fernando Henrique diz: “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo ‘aparelhou’, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Eleição tucana, a força do DEM, discurso de Valdeci, Pozzobom e o aço, Corsan na Câmara

* Três chapas disputam a direção estadual do PSDB gaúcho, na convenção que acontece domingo, em Porto Alegre.

* Em princípio, pelo apoio recebido da totalidade da bancada estadual da sigla, o favorito é o deputado federal Nelson Marchezan Jr.

* Os outros candidatos são Tomaz Wonghon (?) e Carlos Callegaro (?). A acompanhá-los, o ex-secretário de Yeda, José Alberto Wenzel e o ex-deputado e presidente Cláudio Diaz, respectivamente.

* Numa sessão curta, como o sítio adiantou na madrugada passada, o único discurso registrado na Câmara de Vereadores, nesta terça, foi o de Manoel Badke (DEM).

* O demista informou que Maria Lenir Alves de Mello, sua assessora, foi escolhida “presidente estadual dos democratas comunitários”.

* Badke também deu conta que o DEM conta com mais de 20 nomes para disputar a vereança pelo partido, em 2012. E garantiu: “o Democratas não está em extinção. Tem força”. Então, tá.

* “Em cachorro morto não se dá pontapé”. É a frase do deputado Valdeci Oliveira, na sessão desta terça, da Assembleia, em resposta às críticas da oposição aos 100 dias do governo Tarso.

* “Temos motivos para comemorar, não só eu, mas 80% da população gaúcha que aprova o governo. E 75% que acreditam ser este governo melhor que o anterior”, disse o parlamentar.

* Valdeci, no seu discurso, também declarou que as demonstrações de preocupação da oposição sinalizam que o governo está no rumo certo.

* “Eles sabem, declarou o deputado petista, que o governo Tarso, ao modelo dos oito anos de Lula, vai mudar radicalmente o Rio Grande, para melhor”.

* A convite do presidente da Associação do Aço do RS, José Antonio Martins, o líder da bancada do PSDB, Jorge Pozzobom, representou a Assembleia, em reunião-almoço nesta terça, na Fiergs.

* No evento, o vice-presidente da Usiminas, Sérgio Leite de Andrade, falou sobre as “Perspectivas da siderurgia brasileira – a ação da Usiminas”.

* O empresário pediu ao governo gaúcho investimentos na área de infraestrutura, pois o aço é transportado 100% nas rodovias.

* Pozzobom disse a Andrade que incluiu nos grandes debates do parlamento gaúcho o tema “infraestrutura e logística” e colocou-se à disposição para discutir o assunto com o órgão competente”.

* Na tarde passada, no gabinete da presidência, os vereadores de Santa Maria receberam a visita de Julio do Espírito Santo, superintendente regional da Corsan.

Espírito Santo com vereadores: aproximação (foto Pedro Pavan)

* Espírito Santo expôs os projetos e obras da companhia para o município e ressaltou a intenção de manter diálogo permanente com o Legislativo – a cujos integrantes informou que a Corsan está investindo mais de R$ 22 milhões na cidade.

* O superintendente informou que, entre as obras em andamento, consta a ampliação da estação de tratamento de água, a instalação de uma nova adutora na barragem de Valde Serra e a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Camobi.

* Em nome do parlamento, a presidente Sandra Rebelato, saudou a disposição do superintendente da Corsan de aproximar a relação da empresa pública com a Câmara.

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EXTRA. Sairá hoje listão de pré-candidatos do DEM, a vereador e prefeito. É?

A informação chegou agora, por via eletrônica: o vereador Manoel Badke dará conta esta tarde de uma nominata com prováveis candidatos a vereador pelo DEM, no pleito municipal santa-mariense em 2012.

E mais, o que é a grande novidade: apresentará também um nome que poderia ser candidato a prefeito pelo Democratas. Bueno. A tarde recém está começando. Então, melhor esperar para conferir.

CARA DE SERRA? Líder ruralista, Kátia Abreu também larga o DEM e assume o PSD

Tem gente brincando com a sigla PSD. Nominalmente Partido Social Democrático, já há quem o chame de “partido do Serra”, se referindo ao ex-candidato a presidente da República e grande nome do PSDB, José Serra. Afinal, depois de seu vice, o carioca Índio da Costa, quem vai para a agremiação criada por Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e, afirma-se, serrista de carteirinha, quem deixa o DEM é a senadora e líder da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu, de Tocantins.

Mais: ela garante que um punhado de outros detentores de cargos, entre deputados e até governadores, também se bandearão para o PSD. De resto, não se tem muita certeza, ainda, da grandeza dos pessedistas, mas há convicção absoluta no desmilinguamento quase total do ex-PFL.

Você quer saber o que Kátia disse, ao discursar anunciando a novidade? Confira, então, material originalmente publicado na versão online do jornal O Estado de São Paulo. A reportagem é de Rosa Costa. A seguir:

Kátia Abreu deixa DEM e anuncia filiação de 40 deputados ao PSD

No discurso de despedida do DEM feito na tarde desta quarta-feira, 6, no plenário do Senado, a senadora Kátia Abreu (TO) disse que se filiará ao PSD, partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não por ter rompido com seus colegas democratas, mas pela constatação de que se esgotou um ciclo “e não apenas um ciclo pessoal, mas conjuntural, político, um ciclo da vida partidária brasileira”.

“Queremos o fim da farsa, queremos que os partidos sejam o que precisam ser: expressões efetivas de correntes de pensamento da sociedade, que convirjam a partir de ideias e ideais e não em função do antagonismo ou protagonismo em relação a quem está circunstancialmente no poder como ocorre hoje”, afirmou…”

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LUNETA ELETRÔNICA. DEM em crise?, Este sítio no Piratini, Audiências na Câmara, Pozzobom e o Código Florestal

* Uma reunião do DEM na quinta-feira à tardinha pode escrachar uma crise no partido em Santa Maria.

* Dirigentes eleitos da sigla reclamam que não são chamados a discutir nada e que tudo é decidido “pela cabeça do presidente Rodrigo Menna Barreto e do vereador Manoel Badke”.

* Especialmente um demista, em telefonema ao editor, afirmou estar muito preocupado com o futuro do partido, especialmente em 2012.

* A concentração de notas na noite desta terça teve uma explicação (justificativa talvez seja outra coisa, reconhece o editor): a participação na entrevista coletiva do governador Tarso Genro com os blogueiros.

* Uma prova da presença deste sítio no Palácio Piratini está ai ao lado, na foto feita pelo diretor da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital, Luciano Ribas – que, por sinal, a difundiu pelo Twitter.

* Duas audiência públicas estão confirmadas para esta quarta-feira, promovidas pela Câmara de Vereadores.

* Uma será realizada a partir das 9 e meia da manhã, no plenário do Legislativo: discutirá projeto de lei da vereadora Maria de Lourdes Castro, que altera parágrafo do artigo 250 do Código de Posturas.

* O tema é a instalação de cisternas em novas construções a ser feitas em Santa Maria.

* A outra ocorre no final da tarde, iniciando às 6, na escola estadual Nova Santa Marta – promovida pela Comissão de Direitos Humanos do parlamento.

* O objetivo do encontro é debater sobre a segurança pública naquele bairro da cidade.

* Jorge Pozzobom, que na manhã desta terça estava em Porto Alegre, PARTICIPANDO de reunião da Comissão de Constituição e Justiça, à tarde já era visto em Brasília.

Pozzobom com lideranças rurais, em Brasília

* Na capital federal, o serelepe parlamentar tucano gaúcho compareceu ao acampamento da Farsul (Federação da Agricultura do RS) para solidarizar-se ao pedido de mudanças na legislação ambiental.

* Através de sua assessoria, Pozzobom informa ter ido manifestar sua solidariedade e apoio à aprovação do novo Código Florestal, que tem “grande reflexo na economia gaúcha”.

* Também estiveram por lá, e papearam com o deputado, o presidente do Sindicato Rural de Santa Maria, Elvio Rosa dos Santos, o vice-presidente da Rarsul, Gedeão Pereira e integrantes de sindicatos rurais de Santo Ângelo e Tupanciretã.

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REFORMA POLÍTICA. Uma terça-feira recheada de reuniões. Quem sabe a coisa anda

Bueno, que não se diga, ao menos, haver desídia em relação à reforma política. O pessoal está discutindo o assunto. E, caro meu bestunto, pelo menos um encontro pode ser decisivo. Afinal, se PT, PMDB e PSDB (os maiores partidos e donos de 3/5 dos votos) quiserem, qualquer emenda constitucional é aprovada.

Um dos encontros é exatamente dos parlamentares petistas. Acontece das 10 da manhã às 2 da tarde, na Câmara dos Deputados. Vai que os petistas resolvam se entender a respeito de pelo menos alguns pontos? Pode ser (sonhar é um predicado humano, afinal) que a coisa ande.

Das outras reuniões previstas, uma chega a ser desimportante, com todo o respeito. É de líderes e parlamentares do desmilinguido DEM, mais preocupado com sua própria sobrevivência. Mas as demais podem ter algum significado: são as das comissões especiais formadas para tratar da reforma política, na Câmara dos Deputados (às 2 da tarde) e no Senado (às 6).

Há, creia, um longo (e intransponível?) caminho até que um mínimo de consenso se dê, pelo menos entre as siglas que podem decidir alguma coisa, no Congresso Nacional. Até lá…

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Hoje esfacelado. Após o mensalão, dividido entre os que queriam mais ou menos Serra. É o DEM

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 25 de março de 2010, uma quinta-feira:

PÓS-MENSALÃO. DEM dividido entre os que querem (ou não) a adesão incondicional a Serra

Foi, percebe-se com clareza, uma paulada. Da qual o DEM sente as dores até agora. Um amigo petista, com problema semelhante há coisa de cinco anos, sofre até hoje, e não cansa de me dizer. Diante disso, é possível afirmar que vai demorar muito (se é que isso acontecerá) para o Democratas se firmar um discurso minimamente coerente.

Tudo por conta do “mensalão” protagonizado por uma das estrelas do partido (que acabou se desfiliando), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Entre as encrencas imediatas, uma é a eleição presidencial de outubro. Como se comportará o DEM? Que atitude tomar diante da aliança com o PSDB de José Serra? Pooois é…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, seria engraçado, não fosse trágico para o Democratas. Que começou a minguar não foi agora, mas desde que abandonou uma sigla que, afinal de contas, tocava uma parcela do eleitorado. Do importante Partido da Frente Liberal (PFL) para um partido que se divide entre os poucos querem manter o DEM e os também poucos que estão se mandando dele. Triste fim.

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DOIS SENHORES. Kassab é apoiador de Dilma e Alckmin, ao mesmo tempo. Como crer?

Você acredita em alguém que presta obediência a dois senhores? Nem eu. Pois é. Então, como acreditar que seja possível a Gilberto Kassab, que se mandou do DEM para criar seu próprio partido, o Social Democrático (PSD), se dar bem sendo governo em Brasília, onde quem está no comando é o PT de Dilma Rousseff, e em São Paulo, onde o PSDB de Geraldo Alckmin, é o dono da bola?

Esse exercício de, digamos, equilíbrio, é o que, no entanto, Kassab propõe, e deixou claro essa idéia ao lançar o PSDB no seu território, a capital paulista, ontem. Isso está claro no material publicado no portal iG, em reportagem assinada por Nara Alves. Acompanhe:

Em São Paulo, Kassab lança PSD e admite aproximação com Dilma

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab lançou na capital paulista o Partido Social Democrático (PSD) ao lado do vice-governador Guilherme Afif Domingos. Em um ato político na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta segunda-feira (21), Kassab admitiu que a criação do novo partido simboliza uma aproximação com a presidenta Dilma Rousseff. “Essa aproximação sempre existiu e essa é a razão da minha saída do DEM. Eu me sinto desconfortável num partido que quer votar sempre contra porque é contra. Acima dos partidos vêm os interesses do País.”

O prefeito afirmou que estará a favor dos projetos que acredita “ser o melhor para o País” e que torce para que Dilma faça um bom governo. O vice-governador de São Paulo, que está encarregado de elaborar o estatuto do partido, também apontou que o nascimento do PSD o aproxima do Planalto. “Não nascemos para ser contra. Nascemos para ser a favor do desenvolvimento brasileiro”.
Kassab voltou a afirmar que não deixará a oposição, uma vez que o partido é independente no âmbito nacional. Já na esfera estadual, o…”

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POUCA COISA. A ressurreição do PSD, via Gilberto Kassab, que se manda do DEM

20, março, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Não mais Partido Democrático Brasileiro (PDB). Agora é Partido Social Democrático (PSD). Esse é a nova agremiação política brasileira, fundada por Gilberto Kassab, que está se mandando do DEM.

O nome, PSD, é uma homenagem, diz Kassab, ao ex-presidente Jucelino Kubitschek, que era do partido com esse nome, extinto em 1965.

No que isso vai dar? A menos que mude a conjuntura, em pouca coisa. De expressivo, mesmo, Kassab só leva o seu vice, na prefeitura de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Isso, claro, para começar.

Há também algumas promessas importantes, como a do governador do Amazonas, Omar Aziz, do PMN, e do prefeito manauara, Amazonino Mendes, do PTB. Ah, e do vice-governador baiano Otto Alencar, do PP.

No que isso vai dar?, pergunta o editor outra vez. Em pouca coisa, repete. Ah, mas é bom acrescentar: o DEM perde sua principal figura fora do parlamento. E isso, sim, não é coisa pequena.

EM TEMPO: o ato de lançamento do novo partido acontece na manhã deste domingo, em Salvador. E a partir daí sai a cata de 500 mil assinaturas, distribuídas por nove Estados (inclusive Distrito Federal). E em cada um deles deverá ter pelo menos um décimo do eleitorado.

SUGESTÕES DE LEITURA: dois textos, um sobre o novo PSD, e outro sobre as regras para a criação de um novo partido. Ambos foram publicados pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo e do portal Universo Online. Você pode conferi-los AQUI e AQUI.

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NO VENTILADOR. Arruda, o que seria vice de Serra, abre a boca e diz que arrumou troco para muita gente boa

Essa não vou sequer comentar. Apenas refiro que se trata de entrevista concedida pelo ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM, e que, antes do mensalão de seu partido, era o nome prioritário para ser vice de José Serra, do PSDB.

Só digo que vale a pena ler a entrevista publicada pela versão online da ex-revista Veja. Sobra pra muita gente boa, que manda no DEM, e também outros, de partidos diferentes, que, segundo Arruda, mamavam no troco que ele arrumava.

Ah, e ninguém pense que a ex-revista ficou boazinha de repente. Há informaões confiáveis segundo as quais o material foi colhido aaaantes de outubro de 2010. Precisa perguntar por que não foi dada a conhecer na época? Bem, basta ler para entender porque a Veja escamoteou essa informação importante do leitor. Confira:

Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro

José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.

Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista: …

De que modo o senhor conseguia o dinheiro?
Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.

Esse dinheiro era declarado?
Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.

Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.

O senhor ajudou mais algum deputado?
O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador…”

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ANÁLISE. Daqui a pouco, Kassab fica no mesmo lugar. Isto é, no DEM. E menor. Será?

O prefeito paulistano, Gilberto Kassab, informa reportagem publicada HOJE  n’O Estado de São Paulo, fará um périplo pelo Brasil em busca de aliados para o novo partido que pretende fundar, forma pela qual pretende se mandar do DEM. Pooois é.

Mas a impressão que passa é de um refluxo. Muito semelhante à “derrota” de Kadafi na Líbia (e agora o ditador está se reforçando por lá), a “vitória” de Kassab poderia estar se convertendo numa perda no curto e médio, quem sabe longo, prazos. Será?

De todo modo, interessante análise é feita pela competente Inês Nassif, em artigo publicado no jornal Valor Econômico e reproduzida por Luis Nassif. Vale a pena conferir, a seguir:

A aposta errada num partido de mentira

Onde foi que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, errou, para saltar praticamente sozinho de um DEM em extinção? O primeiro grande erro talvez tenha sido o de subestimar o fator ideológico, na articulação de uma saída política para si mesmo, mas que pudesse catalisar também parcelas do DEM que tentam sobreviver ao efeito Lula sobre o eleitorado de baixa renda, principalmente nos Estados mais pobres. O segundo, o de superestimar o poder de atração de sua liderança, num partido de cobras criadas, acostumadas a articulações de bastidores e na arte da sobrevivência. Errou também na tática para arregimentação dos desvalidos políticos do seu e de outros partidos, quando passou a publicizar reuniões supostamente secretas com dirigentes de partidos políticos das mais variadas colorações, e das quais “vazava” acirrado interesse pela sua adesão. Os balões de ensaio afunilaram na opção PSB, pela via de um Partido Democrático Brasileiro (PDB), também publicizado como uma legenda de ocasião, capaz de levar o grupo à adesão ao partido socialista sem o risco de incorrer nos rigores da lei de fidelidade partidária.

Kassab não soube ultrapassar a fronteira paulista

O caminho de Kassab seria lógico se não existisse uma hegemonia do grupo do governador Geraldo Alckmin no PSDB paulista, e se o ex-governador José Serra não tivesse sofrido tamanho desgaste interno com a segunda derrota numa disputa pelas eleições presidenciais. Kassab é Serra, simplesmente isso. A complicação que se armou a partir disso foi dada pelas urnas e…”

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ANÁLISE. Você acha que o problema do DEM é o Kassab? Não, é o eleitor brasileiro

16, março, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

O que mais tem se lido (e a nota anterior, logo abaixo, é um bom indicativo) sobre o enrosco Demo são as futricas em torno da saída de Gilberto Kassab (e talvez a senadora Kátia Abreu, por exemplo) e quem ele conseguir levar para um “partido-dormitório” – para ver, mais adiante, como se acomoda o quadro.

Não se tem lido muito, porém, sobre os porquês. Afinal, Kassab é o que, antigamente, se chamaria um homem “de direita”. Por isso, inclusive, está no DEM – e não noutra sigla. Pois bem, agora encontrei uma análise exatamente sobre as causas. E ela é óbvia: o demismo está agonizando. Não exatamente ele, mas o que representa. E a consequência é obvia: faltam votos. É justamente o que precisa um político para sobreviver. Daí Kassab querer se mandar do DEM. Ele precisa de apoio do eleitor – que tem faltado hoje. E muito.

O autor da avaliação, parcialmente resumida acima (e talvez até não totalmente correta – você é que vai decidir), é o ótimo Paulo Moreira Leite, colunista da revista Época. Vale a pena conferir, a seguir:

Drama do DEM é o eleitor

A ruptura de Gilberto Kassab com o DEM é bem maior do que um lance de opereta em nossa estrutura partidária. Representa uma nova demonstração das dificuldades do nosso conservadorismo  político para exibir uma verdadeira base popular em nosso país. Este drama é antigo, ainda que possua rostos novos.

Kassab não vai embora do DEM porque discorda das idéias de Agripino Maia ou Rodrigo Maia mas porque a sigla deixou de lhe oferecer perspectivas eleitorais. O prefeito de São Paulo sonha em concorrer ao governo do Estado  em 2012 mas não poderá fazer isso se permanecer numa legenda que não parou de perder oxigênio desde que perdeu seu maior alimento político – o regime militar.

Por vias tortuosas, que ainda não estão inteiramente claras, Kassab se afasta do DEM e procura abrigo na grande árvore do governo Dilma. Por quê? Porque tem certeza de que nessa companhia terá oportunidades melhores para ganhar votos. Pela mesma razão, nos últimos meses o prefeito de São Paulo gosta de lembrar as preocupações sociais de sua administração…”

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PARTIDOS. Novo comando do DEM assume roncando grosso contra os vira-casacas

É o seguinte: o Gilberto Kassab pode sair do DEM e até fundar um novo partido, o Democrático Brasileiro (PDB), ou que nome tenha. É possível, até, que por conta dessa filigrama, consiga se safar. Mas não será sem uma ação judicial nas costelas.

E mais: os que quiserem seguir o prefeito paulistano também sofrerão as consequências de um questionamento no Judiciário, por infidelidade partidária. É o que se percebeu ontem, quando, em convenção, os Democratas elegeram uma nova Executiva, que chegou roncando grosso contra os vira-casacas.

Ah, e por conta também da necessidade de conter o processo de minguamento da oposição, as medidas são apoiadas, incentivadas e até ajudadas pelo PSDB, parceiro do DEM. Os detalhes de tudo isso estão em reportagem de Gerson Camarotti, publicada no jornal O Globo e reproduzida por Ricardo Noblat. Confira:

Novo comando do DEM decide fechar cerco a infiéis

Para evitar uma crise maior, o DEM trocou ontem o comando do partido, mas, para conter uma debandada do grupo do prefeito paulistano Gilberto Kassab, os novos dirigentes pretendem jogar pesado com os parlamentares que ameaçam deixar a legenda. Ao ser eleito para um mandato tampão de presidente até setembro, o senador José Agripino Maia (RN) fez o discurso da conciliação. O clima na convenção, no entanto, não era ainda de unidade.

A nova cúpula do DEM decidiu que vai usar instrumentos legais e jurídicos para dificultar a criação de um novo partido, ideia pretendida por Kassab. E vai questionar na Justiça os mandatos de filiados que optarem por seguir Kassab. Com o temor de um projeto político incerto, muitos aliados do prefeito decidiram aguardar.

Houve forte mobilização de setores do PSDB, como o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), para segurar integrantes do DEM e do PPS em seus partidos e esvaziar a estratégia de Kassab…”

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E ELE NÃO PERCEBE? Em casa, Serra perde para Alkcmin. Fora, o DEM abraça Aécio

No front interno, na capital paulista que ele próprio talvez gostaria de voltar a ser prefeito, José Serra PERDE cada vez mais espaço para o governador Geraldo Alckmin – que, como se sabe, não morre de amores por ele.

No externo, mais exatamente no DEM, o aliado à direita de todas as horas, a situação é ainda pior. O partido, até para sua própria (e ameaçada) sobrevivência, está fazendo uma opção irrestrita por Aécio Neves, a ascendente estrela tucana mineira.

Escrevo bobagem? Bem, sempre haverá quem pense nisso. Então, fiquemos com o insuspeito O Estado de São Paulo e a reportagem de Marcelo de Moraes, que demonstram com clareza que a Serra, apesar de suas próprias palavras, cabe apenas a aposentadoria. Com dignidade, se possível. A seguir:

Para sobreviver, DEM mira classe média e aposta em Aécio

… Depois de atravessar sua pior crise interna, o DEM se reúne amanhã para sacramentar a escolha do senador José Agripino Maia (RN) como seu novo presidente e assegurar a influência majoritária do senador Aécio Neves (PSDB-MG) como preferido do partido para as eleições de 2014.

Mais do que ser mera legenda de suporte para a campanha presidencial de um político tucano, o DEM quer deflagrar a estratégia nacional para assegurar sua sobrevivência política. A ideia do partido é investir nos eleitores da classe média, especialmente aqueles que chegaram há pouco tempo nessa faixa, impulsionados pela ascensão que tiveram durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na avaliação dos dirigentes do DEM, essa nova classe média é conservadora nos costumes e cobra uma atuação mais presente do Estado. Nessas análises, o comando do partido concluiu que esse grupo de eleitores demanda uma participação direta do governo mas de uma forma diferente do que se imaginava. Não se trataria de…”

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INCRÍVEL. PMDB dá calote e não paga aluguel em sua sede no Congresso desde 2009

O PMDB é o partido que recebe a maior quantidade de verbas públicas no País. São cerca de R$ 33 milhões do Fundo Partidário. Como o DEM, o PP e a Fundação Teotonio Vilela, do PSDB, ocupa uma ampla sala no prédio do Congresso Nacional. Ao contrário dos demais, porém, os peemedebistas caloteiam o parlamento desde 2008. São 35 meses sem pagar pela locação. Algo como, sem contar correção monetária e multas, R$ 200 mil.

Que coisa! Ah, quem descobriu tudo e conta em detalhes, numa reportagem exclusiva, com a palavra do presidente (em exercício) do PMDB, Valdir Raupp, é o sítio especializado Congresso em Foco. O texto é assinado pelo jornalista Eduardo Militão. A seguir:

 “Presidência do PMDB dá calote na Câmara

… O PMDB, o maior partido do Brasil, ocupa uma sala de 146 metros quadrados na Câmara sem pagar aluguel por isso. Em 2008, a legenda chegou a pagar R$ 5.621 em um mês pela área. Mas, de acordo com funcionários da Tesouraria do PMDB, nada mais foi pago desde então. Se os valores estivessem sendo depositados na conta da Câmara nos últimos 35 meses, chegariam a quase R$ 200 mil, sem contar eventuais correções monetárias e valorizações imobiliárias. Este ano, o PMDB vai receber R$ 33 milhões do fundo partidário.

Pelas informações reunidas pelo Congresso em Foco até a noite de ontem (9), o PMDB era o único dos quatro partidos e respectivas fundações que ocupam o Legislativo sem pagar aluguel. As outras legendas cujas sedes funcionam no Congresso são DEM e PP. A Fundação Teotonio Vilela, do PSDB, também é sediada num espaço do Legislativo.

O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse desconhecer a falta de pagamentos. Por meio de assessores, afirmou ter estranhado a situação. Ele determinou que a secretaria do partido levante todos os aluguéis pagos pela agremiação no Congresso. “É para saber quanto foi pago e por que não está pagando. Se é para pagar, tem que pagar; se não…”

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