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Textos com Etiquetas ‘DEM’

NÃO CUSTA LEMBRAR. Kassab queria ir ao PMDB. Não deu, criou o DEM e virou…

28, janeiro, 2012 Claudemir Pereira 1 comentário

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 28 de janeiro de 2011, uma sexta-feira:

NÃO SERÁ NO MOLE. Se Kassab sair, mesmo, DEM pretende cobrar mandato na Justiça

É provável que, na Justiça, Gilberto Kassab tente o argumento válido de perseguição política interna. Vai colar? Não se sabe. O que parece certo é a decisão dos dirigentes do DEM, inconformados com a virtual debandada de um de seus principais nomes nacionais, o atual prefeito de São Paulo.

Afinal de contas, existe ainda uma legislação que inibe os vira-casacas. Sair, podem, mas têm que entregar o mandato ao partido. Resumo da ópera: Kassab pode ir para o PMDB, como desejaria, mas o risco de perder a cadeira de comandante da maior comuna do Brasil existe e não é pequeno…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, já se sabe que o PSD foi criado, em tempo recorde, por Gilberto Kassab. E ele não conseguiu (o risco era muito grande de perder o mandato) ir ao PMDB. Mas isso deixou de ser problema, afinal o que o prefeito paulistano queria, meeeesmo, era influenciar. Isso consegue, com o papo de que “não é governo, nem oposição”. Então, tá!

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ELEIÇÕES 2012. Mudez dos partidos não significa que estejam parados. Pode apostar!

Mais tarde, aqui mesmo, no comentário que faço na rádio Antena 1 e reproduzo no sítio às 8 da manhã, tratarei de um partido específico. Mas o fato é que se trata de falsa ideia imaginar que as agremiações políticas estejam paradas nesse pra lá de quente verão na boca do monte.

O silêncio, e até a escassez de notícias na mídia, se deve muito mais ao fato de as conversas de bastidores envolverem basicamente os comandos partidários (que se sentem naturalmente mais inibidos a se manifestar) do que por inexistência de atividade.

Mas há diferenças. Entre os protagonistas. E também nas siglas coadjuvantes e/ou periféricas. Nas primeiras, há uma estranhamente quieta, o PSDB. Mas se movimentando em busca de apoios (e minutos no rádio e TV) que redundem em uma aliança sustentável da (provável? possível? certa?) candidatura de Jorge Pozzobom à Prefeitura. É o foco tucano, no momento.

No poder, PMDB e PP se dedicam com muito mais força à segunda fase. Isto é, a da montagem (sim, já) das alianças a ser formadas no pleito proporcional. Peemedebistas contam como certas as adesões de pequenas e médias siglas ao governismo. Estão na conta, e ainda é bom esperar para confirmar, PDT, PTB e DEM, dos médios. E um punhado de minúsculos.

O PP, por sua vez, garantido com o segundo nome da aliança majoritária (José Farret repetirá a dobradinha com Cezar Schirmer), trata de ampliar os nomes de sua relação de pretendentes à Câmara. E ver com quem irá se aliar, para melhorar o desempenho nas urnas proporcionais.

E o PT? Esse ainda está na primeira das primeiras das primeiras etapas. Não sabe quem capitaneará o exército de militantes da sigla. E, portanto, se encontra bastante atrasado no processo. Só depois de saber com quem irá para o jogo (Valdeci? Fabiano? Pimenta? Helen? Schumacher? Outro?) é que poderá participar a sério dos debates seguintes, para formar as alianças. Não que não queira, claro, antecipar. Mas e quem vai discutir com os petistas, se não sabem quem vai estar no comando?

Depois, tem as siglas periféricas. Que conversam com todos. E esperam os acontecimentos. Ah, e tem o PSDB. Mas… bem, esse já é o assunto do comentário de daqui a pouco, na Antena1 e no sítio, às 8.

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ENTÃO, TÁ! Desmilinguido, DEM faz discurso de que terá candidato à sucessão de Dilma

29, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Difícil acreditar. Alguém dirá, impossível. Provavelmente. No entanto, o DEM, completamente desmilinguido, esvaído pelas urnas de 2010, com ralas perspectivas (exceto a coadjuvância bem afastada do protagonismo) em 2012, e que perdeu ainda mais com a criação do “novato” PSD, ainda fala, por seu presidente, José Agripino Maia, em candidatura própria à sucessão de Dilma Rousseff.

Pooois é. Tem sonho pra tudo. E não se deve impedi-lo. Perder a pose parece não ser uma característica demista. E você pode conferir (inclusive para discordar, se for o caso) na reportagem publicada hoje pel’O Estado de São Paulo, em que é entrevistado o presidente nacional do DEM. O material tem a assinatura dos jornalistas Daiane Cardoso e Gustavo Uribe. A seguir:

‘Apoio ao PSDB em 2014 não é compulsório’...

… Depois de perder 17 de seus 43 deputados federais, um de seis senadores e um dos dois governadores eleitos em 2010 – a maioria para o PSD do prefeito paulistano, Gilberto Kassab -, o DEM quer recuperar espaço nas eleições municipais de 2012 e se fortalecer para 2014, incluindo a hipótese de voo solo para a sucessão presidencial.

Para o senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM, o partido perdeu em número de quadros, mas não na essência. Mantendo o discurso crítico ao PT e a defesa de políticas como as privatizações, Agripino afirma que o apoio a um candidato do PSDB em 2014 “não é compulsório”. “Se crescermos nas eleições municipais, é evidente que teremos condições de disputar uma eleição presidencial”, afirmou. O senador disse que as relações com os ex-correligionários que hoje estão no PSD “são civilizadas, mas é eles para lá e nós para cá”.

A criação do PSD foi o mais duro golpe dado contra o DEM?

Eu não diria isso. Foi um golpe que nos atingiu numericamente, mas não na nossa essência. As figuras emblemáticas do partido ficaram todas. O partido perdeu aqueles que fizeram uma clara opção pelo seu interesse pessoal. Os que tinham consciência partidária, aqueles que guardam a história do partido, esses ficaram todos…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Audiência secreta, comenda a Pozzobom, Bombeiros e Valdeci, energia subterrânea, Marchezan e transparência…

15, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

* Pouco divulgada pela Câmara (assim como a audiência “pública” ocorrida na manhã passada e só informada depois) acontece nesta quinta uma sessão solene no Legislativo.

* Quem informou à imprensa foi o edil Admar Pozzobom, que dá conta da entrega da comenda Renato Russo ao deputado estadual Jorge Pozzobom. A sessão começa às 6 da tarde.

* Bueno, talvez seja desimportante dar conta de fatos que acontecerão por lá. Agora, cá entre nós, como querer “público” nas audiências “públicas” se ninguém sabe delas?

* Em tempo: embora não tenham sido noticiados, os dois eventos estão no sítio da Câmara. Para saber, só escarafunchando. Ah, o endereço é este: http://www.camara-sm.rs.gov.br/2010/index.php?conteudo=agenda_eventos.

* Integrantes da Associação dos Bombeiros do RS, junto com os edis Jorge Trindade e Isaias Romero foram ao gabinete do deputado Valdeci Oliveira, na Assembleia.

Genil com edis e bombeiros (foto Rita Barchet)

* Objetivo: apresentar a proposta de desvinculação dos bombeiros da Brigada Militar. O grupo foi recebido pelo Chefe de Gabinete, Genil Pavan, que, pelo deputado, se comprometeu a encaminhar o assunto ao grupo de trabalho do Governo do Estado, que trata do assunto.

* Engenheiros da AES Sul e da Eletropaulo (que têm o mesmo controlador, de capital ianque), vieram a Santa Maria nesta quarta.

* Os técnicos vieram atrás de informações para subsidiar a elaboração de projetos de redes subterrâneas de energia, previstos na execução dos programas do chamado “Reviva Centro”.

* Prevê-se a energia subterrânea, inicialmente, na 2ª e 3² quadras da Bozano e, após, na Floriano Peixoto (entre Venâncio e Niederauer), Acampamento e calçadas lateriais da Rio Branco.

* Conforme o presidente do Escritório da Cidade, Júlio Rasquin, à medida em que as novas redes subterrâneas forem executadas, a prefeitura colocará em prática a padronização e alargamento de calçadas, e a padronização visual dos logradouros.

* O deputado federal Nelson Marchezan Jr apresentou Projeto de lei complementar que propõe mais transparência com gastos públicos, principalmente os relacionados a custos com pessoal.

* Conforme o texto, será possível verificar as quantias desembolsadas em exercícios anteriores, férias, indenizações. A internet será o canal pelo qual o cidadão terá acesso aos detalhes de aporte dos recursos.

* O mais velho entre os famosos brasileiros, quem é? O sítio aposta que é o arquiteto Oscar Niemeyer. Pois bem, ele completa exatos 104 anos, neste 15 de dezembro.

* Nesta quinta-feira, quem faz seu proselitismo em rede nacional de rádio e televisão é o DEM – por sinal o partido que mais perdeu filiados entre 2010 e 2011.

* São 10 minutos disponíveis para tentar reverter esse quadro. Ah, quem quiser poderá conferir às 8 da noite, no rádio, e às 8 e meia, na televisão.

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COLUNA OBSERVATÓRIO. DEM e PV terão que decidir, “a sério”, o que vão fazer

10, dezembro, 2011 Claudemir Pereira 4 comentários

Dando de barato que o PT resolva, meeeesmo, nesse final de semana, o nome de seu candidato(a), e que Jorge Pozzobom (PSDB) trata de decidir se concorre ou não e já sabendo que Cezar Schirmer tentará novo mandato, passa-se, de pronto, à segunda etapa do processo de formação de chapas para a Prefeitura.

Uma coisa é o calendário oficial, outra o real. Por imposição legal, os partidos têm até o final de junho para realizar convenções e oficializar candidaturas a prefeito e à vereança, inclusive as coligações. Na prática, porém, só pequenos, muito pequenos, detalhes ficarão para a última hora. O principal e até o acessório serão conhecidos o mais rapidamente possível.

Assim, se pode prever verão de temperaturas elevadas também na política. E o que primeiro se define, é a impressão (não mais que isso) claudemiriana, é a posição das agremiações (respeitosamente) secundárias que formalizaram pré-candidaturas a prefeito. No caso, PV e DEM.

O Democratas, pelas palavras de seu principal líder local, na edição de quinta de A Razão, deixou claro o que a todos parecia óbvio. Informou Manoel Badke que o nome de Moacir Alves está colocado como possível candidato a vice-prefeito, em aliança a ser formada. Logo, para o cargo principal, como se supunha, nada feito. Talvez esteja fora também para vice, mas isso se saberá em seguida.

E o Partido Verde? Por mais respeitável que seja Laurindo Lorenzi Filho, a manutenção de seu nome para a disputa pode até se confirmar. Mas, sem militância (alguém conhece mais de uma dezena capaz de levantar a bandeira do PV na cidade?) e fontes de financiamento, a candidatura, se sobreviver, será raquítica, politicamente falando. Ponto.

LUNETA ELETRÔNICA. Orçamento da comuna, Assembleia, convenção do DEM, Detran em novo endereço, SMVC na internet

* Desde a manhã passada, Admar Pozzobom (PSDB) assumiu a presidência da Câmara. Ficará no cargo até quarta, quando retorna a titular, Sandra Rebelato (PP).

* Até por conta dessa circunstância, a inexistência do quorum total (Sandra participa de reuniões oficiais na capital), é bastante improvável que se vote nesta terça a proposta de Orçamento da Comuna.

* O projeto deve passar apenas pela primeira discussão, sendo finalmente votado na sessão da próxima quinta.

* Palpite claudemiriano: o prefeito vai vetar todas as emendas (no total, foram apresentadas 22)  que eventualmente forem aprovadas pelo parlamento.

* Nesta terça, conforme o Boletim 073/2011, afora moções, projetos que denominam ruas, sobram os indefectíveis requerimentos de serviços específicos à Prefeitura. No total, 17.

* Enquanto isso, na Assembleia Legislativa, a pauta está entupida – o que é provocado, em boa parte, por não ter havido votações semana passada.

* Há 58 propostas (e nove trancam a pauta, por tratar-se de projetos que tramitam em regime de urgência) à espera da apreciação dos deputados gaúchos.

* A decisão sobre o que e quanto será votado nesta semana se dá no final da manhã desta terça, na habitual reunião dos líderes partidários com a Mesa Diretora da Assembleia.

* Uma esvaziada e quase escondida convenção nacional do Democratas acontece entre 10 da manhã e uma da tarde de hoje, em Brasília.

* No encontro, afora debater sobre a migração de filiados do DEM para outras siglas, especialmente o PSD, em todo o país, os convencionais vão confirmar mais um mandato para o seu presidente, o senador José Agripino (RN).

* A partir da próxima segunda, a Regional do Detran em Santa Maria estará em novo endereço, na rua Felipe de Oliveira, esquina com Serafim Valandro, no centro.

* Este é o local em que passam a se realizar, também, os exames teóricos para obtenção, renovação de reciclagem da Carteira Nacional de Habilitação.

* Iniciado na noite passada, o festival Santa Maria Vídeo e Cinema pode ser assistido pela internet – no caso das atividades, que são a maioria, realizadas no auditório da Cesma.

* Vale conferir, para os internautas, os eventos que vão até o dia 10, sábado. Ah, os endereços são  http://tvovo.org/10smvc, www.smvc.org.br e www.smvc.com.br.   

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Então, Kassab criou seu partido. Que não é pequeno. E diz que não é governo, nem oposição

24, novembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 24 de novembro de 2010, uma quarta-feira:

VIRA-CASACA. Certeza: Kassab se mandará do DEM. Dúvida: e o partido não exigirá o cargo?

Curioso, isso, no mínimo. Dá-se como certa, diante da impossibilidade política de implosão do DEM (como pretendia o prefeito paulistano Gilberto Kassab), que seria absorvido pelo PMDB, a ida do ainda demista para o colo do peemedebismo. Algo, aliás, negociado pelo próprio presidente da sigla e vice-presidente eleito Michel Temer.

Está tudo bem. Kassab pode ir para o PMDB, a qualquer tempo. No entanto, o mandato dele, segundo a legislação em vigor, pertence ao partido. E aí, o DEM não irá reivindicá-lo? Em caso negativo ou positivo, por quê? Essas perguntas, salvo engano claudemiriano, ainda esperam resposta…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, a brecha legal foi encontrada e um partido novo foi criado. E, interessante, sem risco para seus fundadores. Assim, ao DEM restou espernear. E encolher.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. O DEM perdia seu primeiro nome importante e o PV ganhava um candidato a prefeito em Santa Maria

3, novembro, 2011 Claudemir Pereira 3 comentários

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na tarde de 3 de novembro de 2010, uma quarta-feira:

FLASH. Baixa no DEM de Santa Maria. Ex-candidato à Assembléia “pede as contas” e se manda

Fiz contato com Laurindo Lorenzi, assim que recebi a mensagem eletrônica (enviada também a outros colegas). Informou que não tem definição, ainda. Mas ficou claro que algum rumo partidário tomará. O fato é que o ex-candidato do DEM à Assembléia Legislativa se desfiliou do partido nesta quarta-feira. E, na correspondência, fica claro seu descontentamento com parte do partido na cidade.

Mas, para que você próprio avalie, confira, a seguir, a íntegra da manifestação de Lorenzi:

Comunico que hoje, 03 de novembro de 2010, estou me desfiliando do Democratas (DEM). Quero publicamente agradecer ao…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do texto, é importante que se diga: Lorenzi não entrou imediatamente no PV. Amadureceu a ideia, antes de aderir. E agora é pré-candidato à Prefeitura. Se vai emplacar ou não, saberemos apenas em meados do próximo ano.

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RAPOSAS. Forças políticas se aglutinam pensando, já, em 2014. Vide PMDB e DEM

31, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Você certamente já leu aqui a expressão “o calendário do político é diferente da seguido pelo cidadão comum”. Os exemplos a confirmar a tese chegam todos os dias. E vale em todos os níveis – inclusive os da comuna, pode estar certo o leitor.

Agora chega mais um, este visando ao pleito presidencial de 2014. Os peemedebistas, pelo sim, pelo não, vai que a aliança de hoje, com o PT, não sobreviva, pensam no plano B. Quem o conta, ainda que de outra forma, é O Estado de São Paulo, em reportagem de Christiane Samarco. A seguir:

PMDB junta forças com DEM para encarar 2012

…O PMDB – ameaçado de perder 30% de suas prefeituras – e o DEM – que corre risco de sumir do mapa político brasileiro – começam a lançar pontes, um em direção ao outro, em pelo menos uma dezena de Estados. Pavimentam, assim, o caminho da sobrevivência nas eleições de 2012, e quem sabe até um plano B para a sucessão presidencial de 2014.

De um lado, o PMDB queixoso dos maus-tratos do governo e do PT busca na oposição alternativas para manter seu cacife político nos Estados. De outro, líderes do DEM, insatisfeitos com o PSDB, se empenham em mostrar que têm opção. Se tudo der errado, o PMDB surge como alternativa para uma fusão futura.

Foi com esse cenário que as cúpulas dos dois partidos, tendo à frente o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o senador José Agripino (DEM), iniciaram a negociação de parcerias fora das alianças nacionais com petistas e tucanos. A dobradinha é o recurso de ambos para se fortalecerem na briga pelas prefeituras, a partir de São Paulo e Rio Grande do Norte. Também há conversas na Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Pernambuco, Amapá, Ceará e Espírito Santo…”

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MUITO PEQUENA. A importância dos 21 partidos menores em Santa Maria, que têm apenas 1/4 dos militantes

26, outubro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Bem objetivamente, o conjunto de 21 siglas que detém apenas 5.341 filiados, beira a irrelevância – se comparado ao número de alistados no quinteto dos maiores: 16.143. O total, dos 26, alcança 21.494. O levantamento, publicado na íntegra pelo jornal A Razão desta terça-feira, permite uma série de interpretações.

A começar pela necessária compreensão de que, protagonistas, meeeesmo, são apenas PT, PMDB, PP, PDT e PSDB – que concentram o majoritaríssimo contingente de militantes fichados. Este último, inclusive, bem atrás do quarto colocado.

Mas, e os demais? Bueno, talvez tempo de TV. Quem sabe, no caso dos “menos” pequenos (como o DEM, com seus 1.247 filiados; o PTB, com 1.077, e o PSB, com 812), exista algum poder adicional de barganha. Mas não muito, cá entre nós.

De todo modo, além da tabela, com todos os números, inclusive por Zona Eleitoral, que o sítio republica lá embaixo, vale muito a pena ler o texto principal da reportagem do jornal, assinada pelo jornalista Éder R. Flores. Acompanhe:

Grandes representam 8,35% do eleitorado

Um ano antes do pleito eleitoral que irá definir os rumos da Administração de Santa Maria, o quadro do monopólio de filiados continua o mesmo. Os grandes partidos da cidade continuam os mesmos, sem dar chances de crescimento da militância às demais siglas. PT, PMDB, PP, PDT e PSDB juntos correspondem a 8,35% do eleitorado da cidade. Ou seja, dos 193.251 votantes, entre homens, mulheres, idosos e menores, as siglas possuem garantidos 16.143 mil votos. Para uma eleição à majoritária, o número parece ser insignificante, mas para uma disputa por vagas na Câmara de Vereadores são votos importantes e decisivos no momento da definição de quem entra e quem sai.

A proporção dos grandes partidos aos demais se torna maior, quando comparados os números de filiados somente. Atualmente, Santa Maria possui 26 siglas partidárias devidamente registradas, sendo que ao total possuem juntos 21.494 militantes filiados. Entretanto, os cinco maiores partidos da cidade abocanham 75% da militância, ou seja, do total sobram apenas 5531 pessoas para o rateio entre as outras 21 siglas.

Não é por coincidência que no primeiro escalão das disputas eleitorais municipais as peças principais são PT e PMDB, pois são os dois maiores partidos em números de filiados. Os petistas aparecem em primeiro lugar com 4.144 filiados, enquanto o PMDB, sigla do atual prefeito Cezar Schirmer, aparece logo atrás com 4.050. O PP de José Haidar Farret aparece no terceiro posto com 3.140 membros devidamente registrados. O PDT, agora com o comando de Duda Barin, deu um salto surpreendente e ameaça o posto do PP de terceiro partido com maior número de filiados em Santa Maria. Os brizolistas contam atualmente com 3.056 militantes.

A disparidade começa a surgir a partir do PDT, pois a distância para o PSDB, do deputado estadual Jorge Pozzobom, é de 1.033 filiados. O ninho tucano conta com 1.753 filiados.

O fato pode ser considerado curioso, pois atualmente o PDT não possui nenhum vereador eleito, enquanto os tucanos possuem além de possuir uma vaga na Câmara Municipal conta com um deputado estadual legitimamente eleito.”

PARA LER OUTROS TEXTOS QUE COMPÕEM O MATERIAL, CLIQUE AQUI.

EM TEMPO: ainda que bastante mais limitada, reportagem a respeito dos números também foi publicada pelo Diário de Santa Maria. Quem quiser conferi-la, clique AQUI.

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TUDO SE COPIA. E surgiram uma nova Yeda e seu Feijó?! E é no Rio Grande… do Norte

Que coisa! É verdade que as motivações são diferentes. Mas não deixa de ser curioso, no mínimo, que um estado que se chama Rio Grande (apenas que do Norte) consiga reproduzir uma governadora (lá, Rosalba, cá Yeda Crusius) e um vice (lá, Robinson, cá Paulo Feijó) que passarão quase um mandato inteiro brigados.

No Norte, como ocorreu no Sul, de repente a governadora não poderá sequer sair das fronteiras provinciais, sob pena de entregar o cargo para o “inimigo”. Que tal?! Ah, os detalhes do fordunço político nordestino chegam através de Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A seguir:

No RN, vice rompe com governadora e vai à oposição 

Criou-se no Rio Grande do Norte uma situação política inusitada. O vice-governador Robinson Faria (PSD) rompeu com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Pior: nesta segunda (24), Robinson declarou que trabalhará para “fortalecer” a oposição a Rosalba no Estado. Para as eleições municipais de 2012, pretende costurar alianças com as três principais legendas oposicionistas: PT, PDT e PSB.

O rompimento ocorre dez meses depois da posse. Quer dizer: até 2014, sempre que tiver de se ausentar do país, a titular será substituída por um adversário. As relações começaram a azedar depois que Robinson, ex-PMN, decidiu filiar-se ao recém-nascido PSD, partido do prefeito paulistano Gilberto Kassab…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Trio petista/tucano/peemedebista manda na política brasileira

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 11 de outubro de 2010, uma segunda-feira:

QUEM MANDA. Votos definem: de cada dez eleitos, quatro são de PT, PSDB ou PMDB

Se algum outro partido sonhava em alçar vôo no protagonismo político brasileiro, a partir dos votos de 3 de outubro, terá que adiar. As urnas ungiram uma quantidade imensa de governadores, senadores, deputados estaduais e federais (tudo somado) de apenas três siglas. Exatamente aquelas que, de uma certa maneira, já ponteavam a preferência do eleitor.

Os números não mentem: dos 1.644 que se elegeram há oito dias, nada menos que 683 são, respectivamente, de PT, PSDB e PMDB. Que receberam 57% dos 543 milhões de votos (computados os cinco cargos em disputa, exceto Presidente da República). Mais…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, o que era médio ficou pequeno e o que não existia virou médio. No caso, respectivamente, DEM e PSD. Mas ambos compõem a segunda linha da política partidária brasileira. Sim, nada mudou, de um ano para outro. PT, PSDB e PMDB são os protagonistas. Ainda.

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PSD ARRASA. Nacionalmente, DEM é que mais sofre. Mas, no Ceará, o PSDB é dizimado

9, outubro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Não há dúvida alguma. Contado o estrago nacionalmente, quem mais está perdendo, e feio, com a criação do Partido Social Democrático (PSD) é o Democratas. Um punhado significativo de deputados, governadores e até senadores estão se bandeando para a agremiação fundada por Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo.

Mas, num estado específico, a situação é diferente. No Ceará, outrora um dos baluartes do PSDB, o partido dos tucanos está sendo virtualmente dizimado. E olha que, lá, por exemplo, Tasso Jereissati, ex-senador, outro dia era Deus. Mas, o que está acontecendo em território cearense? Quem conta é o portal iG, em reportagem assinada por Daniel Aderaldo. Acompanhe:

PSDB perde deputados e prefeitos e vira partido pequeno no Ceará

O PSDB deixou a posição hegemônica que ocupava no Ceará e marcha para se tornar uma sigla pequena no Estado. Ao longo dos últimos 20 anos, o partido elegeu quatro governadores, mas, desde 2006, quando o então governador tucano Lúcio Alcântara não conseguiu se reeleger, derrotado pelo governador Cid Gomes (PSB), a legenda vem encolhendo.

O último golpe veio do recém-criado PSD. O partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, arrematou quatro deputados estaduais do PSDB. De uma só vez, a bancada tucana diminuiu de sete para três parlamentares. Moésio Loiola, Osmar Baquit, Rogério Aguiar e Gony Arruda (secretário de Esporte do Estado) e os suplentes Cirilo Pimenta, Nenen Coelho e Professor Teodoro migraram para compor a já larga base governista de Cid Gomes (PSB). Eles trocaram de partido durante a última semana – o limite para quem pretende disputar as eleições de 2012…”

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É O PSD. Não é o caso de Santa Maria, mas o DEM está se virando para evitar debandada

Obviamente, o Democratas (DEM) não é o único partido a sofrer com a chegada do Partido Social Democrático (PSD). O PP, em menor escala, e o PMDB, além do PSDB – especialmente esses três – também contribuem para a engorda da nova sigla, um híbrido oposicionista/governista que ainda não se sabe ainda até onde vai.

Mas é certo, porém, que o novo partido nasceu no DEM e, especialmente, pela derrota eleitoral do ano passado. E a direção estrebucha, reage e busca alternativas. Sobre estas, e um anunciado otimismo (nem poderia ser diferente, claro), se debruça a edição de hoje d’O Globo. A reportagem é de Adriana Vasconcelos. Confira:

Êxodo para PSD atinge mais o DEM, que promete recomposição do partido

Embora ainda não esteja definido o número de parlamentares que o PSD terá no Congresso, já é possível apontar os maiores perdedores com a migração partidária. DEM e PP deverão ser os mais afetados pela ação da nova legenda em busca de filiados. O oposicionista DEM está perdendo uma senadora – Kátia Abreu (TO) – e 17 deputados. Já o governista PP pode perder entre sete e oito deputados. Além do abalo nas bancadas federais, o que mais preocupa os dirigentes dessas legendas é o impacto das desfiliações em suas bases políticas – o PSD quer marcar presença em 80% dos municípios em 2012.

Cada deputado que muda de partido costuma levar junto prefeitos e vereadores. Tanto que o novo partido está concentrando seus esforços na filiação dos que pretendem concorrer a prefeito e vereador em 2012.

O prazo de filiação partidária para quem concorrer em 2012 termina dia 7 deste mês. No caso dos que não vão disputar a eleição, a filiação poderá ocorrer até 28 de outubro sem o risco de perda de mandato por infidelidade partidária. O prazo para essas filiações é de 30 dias após a publicação da obtenção do registro eleitoral do PSD no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Diário Oficial , o que ocorreu na semana passada…”

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DEM ESPERNEIA. PSD já tem existência legal. E nasce graúdo, pensando em 2012

28, setembro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

O Democratas é a origem da maior parte dos novos “pessedistas”. E, inclusive ou principalmente por isto (quem gosta de ver parte de si indo embora?), os demos vão RECORRER ao Supremo Tribunal Federal. Mas o fato é que o Partido Social Democrata, nascido, consta, a partir da ideia do ex-demista Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, a partir de ontem tem existência legal. E, mais que isso, a garantia de que pode participar do pleito municipal de 2012 – com o estrago que pode significar.

E mais ainda: nasce com algo entre 40 e 60 parlamentares (as contas variam, conforme a fonte), dois senadores e dois governadores. Definitivamente, não é pouca coisa. E já preocupa (ou agrada) muita gente. Sobre, especificamente, a decisão tomada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral e também outras informações, acompanhe material produzido pela Agência Brasil. A reportagem é de Débora Zampier. A seguir:

Justiça Eleitoral concede registro ao PSD

A Justiça Eleitoral autorizou hoje (ontem, 27) o registro do PSD. Com isso, o partido poderá concorrer nas eleições de 2012. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 6 votos a 1, que a sigla articulada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cumpriu os requisitos mínimos para integrar o quadro partidário nacional, sendo a 28ª legenda cadastrada. O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a votar contra.

Na semana passada, o julgamento foi interrompido após divergência jurídico entre os ministros. A Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.606/95) estabelece que as certidões de cartórios eleitorais são válidas para contabilizar as assinaturas de apoio para a criação de um partido. No entanto, uma resolução emitida pelo TSE no ano passado considera válidas apenas as assinaturas certificadas pelos tribunais regionais eleitorais.

O julgamento foi retomado hoje com o voto-vista do ministro Marcelo Ribeiro. Ele lembrou que era a primeira vez que a Corte se posicionava sobre esse tipo de impasse. Por isso, defendeu que fosse feita uma interpretação da…”

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ELEIÇÕES 2012. Em tese, PT santa-mariense pode se aliar até com PMDB e PP. Estão fora do leque apenas tucanos, demistas e ex-comunistas

5, setembro, 2011 Claudemir Pereira 8 comentários

Terminou ontem o congresso nacional do Partido dos Trabalhadores. Ao longo do final de semana, algumas notas trataram do assunto (e das deliberações) aqui no sítio. Agora, o fecho dessa cobertura. Afinal, uma das resoluções, que têm que ser seguidas a risca, como mostra a história do PT, pode ter consequências também em Santa Maria.

Afinal, com quem os petistas podem ou não se coligar? Em tese, com todo mundo, exceto PSDB, DEM e PPS. O que significa, por exemplo, que o partido do Cara poderá ir junto com o PMDB e o PP, que hoje governam a comuna. Desde que haja vontade, claro, das duas partes. Mas, e o que decidiram os congressistas do PT, a respeito disso, em nível nacional? Acompanhe o material publicado pel’O Estado de São Paulo. A reportagem é de Vera Rosa e Wilson Tosta. A seguir:

PT amplia política de alianças e deixa brecha para apoio de rivais em 2012

… Depois de dois dias de debates, o PT aprovou neste domingo, 4, uma diretriz para as eleições municipais de 2012 que abre brechas para alianças com partidos de oposição. Embora a resolução do 4.º Congresso do PT diga que o PSDB, o DEM e o PPS são “adversários”, com os quais os petistas não formarão chapa, o partido da presidente Dilma Rousseff barrou uma tentativa de última hora de proibir o apoio dos rivais.

Com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT de Minas, deputado Reginaldo Lopes, subiu à tribuna para pregar que os partidos de oposição não fossem expulsos dos palanques. “O simbolismo de uma aliança está na chapa de prefeito e vice. Agora, nós vamos negar receber apoio? Se quiserem nos apoiar, vamos dizer não?”, perguntou ele.

Em Minas, há uma articulação em curso para que o PT avalize a reeleição do prefeito Márcio Lacerda (PSB), com o apoio do PSDB. O atual vice-prefeito, Roberto de Carvalho (PT), brigou com Lacerda e prega candidatura própria. Lacerda e o senador Aécio Neves (PSDB), por sua vez, querem a reedição da parceria com o PT, vista com bons olhos por Lula. A polêmica rachou o PT em 2008…”

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TIRO NO PÉ? Posição do PSDB, pró-14 cadeiras na Câmara, se vitoriosa, breca pretensão tucana de ampliar espaço político

Veja só a curiosidade: os dois partidos que, até aqui, firmaram oficialmente posição contrária ao aumento do número de vagas no Legislativo da comuna, se a vontade que manifestam for a acolhida na votação a ser feita nos próximos dias, estão exatamente entre aqueles que perdem. É isso mesmo. O PSDB, que se posiciona pela manutenção das 14 cadeiras; e o PSOL, que pensa do mesmo jeito e não tem hoje espaço no parlamento, dificilmente aumentarão, no caso dos tucanos, ou conquistarão, pensando nos psolistas, lugar melhor que hoje na política parlamentar santa-mariense.

Mas, afinal, quem ganha e quem perde numa eventual ampliação ou conservação do atual número de vagas na Câmara de Vereadores? Para responder a esta questão, além da sua própria observação, o editor ouviu outros observadores da situação local e fontes dos principais partidos envolvidos na eleição de 2012. PT, PMDB e PP são as siglas às quais estão filiados os ouvidos.

A seguir, um resumo do que foi colhido e com o que este sítio concorda, sem qualquer reparo:

1) Dificilmente será aprovada a impossibilidade de coligações no pleito proporcional, como se supunha pudesse ocorrer na reforma política. Se isso, porém, ocorrer, apenas se consolida a ideia de que as agremiações médias (PDT, PTB, PSDB e DEM) e pequenas (PSOL, PSTU, PPL, PR e outras) terão enorme dificuldades para segurar o que têm (DEM), ampliar (PSDB) ou conquistar (PDT, por exemplo) vagas no parlamento.

2) A tendência, a manter-se o 14, é a concentração ainda maior de poder em torno de PMDB e PT, com a presença do PP garantida, porém menor. E o PSDB terá que se virar para conservar seu vereador – tarefa relativamente facilitada por ter um deputado ajudando a puxar votos. O DEM, mesmo que mantendo a coligação com os tucanos (se estes quiserem e puderem) estaria condenado. O PDT, unido e com pelo menos dois nomes fortes na lista, Marcelo Bisogno e Duda Barin, substituiria o demismo. Há quem diga que o PTB, que tem um candidato fortíssimo, Ovídio Mayer, poderia sonhar. Mas dependeria, e muito, do restante da nominata e da aliança que poderia ser formada. E pronto. Nada além disso.

3) A situação fica ainda mais consolidada se forem vetadas as alianças proporcionais. Aí, é cada um por si e Deus por todos. Nesse caso, torna-se bastante provável que só PT e PMDB (que controlariam dois terços ou até mais do Legislativo), PP, PSDB e, taaalvez, o PDT, poderiam ter espaço no Legislativo.

4) E com 21 cadeiras? Bem, aí, pela redução do coeficiente eleitoral, que cairia para algo como 7 mil votos (em vez dos 10 mil, com 14), além dos já favoritos, o PSDB e o próprio PDT poderiam sonhar em ter mais de uma vaga, ombreando com o PP. E DEM e PTB ganham o direito de acreditar em ter bancada.

5) A manutenção das 14 cadeiras fará, se acontecer, muita gente desistir de concorrer. Afinal, os caciques concentrarão os maiores recursos (financeiros, políticos e de recursos humanos), impedindo o surgimento de outras possibilidades. Esse fenômeno atingiria em cheio, curiosamente, o PSDB – partido que tem nomes bem cotados mas que, com a manutenção das vagas, têm suas chances reduzidas a quase zero. Ou até menos.

E COMO ESTÁ A SITUAÇÃO, HOJE? Todas os ouvidos pelo editor acreditam que a posição tucana varia entre a demagógica e a camicase. Para agradar à maioria, a opção foi o suicídio político/eleitoral. Que lhe tirará nomes importantes da lista de candidatos e impedirá o avanço da sigla na disputa local. De outro lado, a decisão do PSDB, pró-14 vagas, pode ser elemento catalisador de outras adesões. O que levaria à manutenção do atual número. Sim, avança a possibilidade de mais “desgarrados”. Se chegarão a cinco, mais de um terço dos votos, inviabilizando o aumento, ninguém sabe. Mas já foi maior o otimismo dos que querem ampliar das atuais 14 para 21 vagas no parlamento de Santa Maria.

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POLÍTICA. Moacir Alves, pré-candidato a prefeito pelo DEM, manda carta e critica Farret. Mas preserva Schirmer

Bueno, o julgamento do editor é o que está no título desta nota. Haveria mais, mas fiquemos assim, por enquanto. Você lê, e tira a própria conclusão. O material me foi enviado e assinado por Moacir Alves, pré-candidato a prefeito (ou a vice?) em 2012, pelo DEM:

A MANIFESTAÇÃO da leitora do Diário, edição de 05/08/2011, Tânia Barbosa Pereira é respeitável e provavelmente tem na gratidão a sua coerência! Verdade que o Dr. Farret muito contribui para Santa Maria, talvez se utilizando sem maldade, de atitudes que o código de ética médica pode considerar inaceitáveis, tal qual no exercício da função de médico em consultório particular não cobrar consultas, o que não é permitido pelos princípios deontológicos que regulam o exercício da medicina e da odontologia, não impedindo a nenhum médico de exercer o voluntariado, este quando utilizado sem pretensão política merece todo o nosso aplauso e gratidão.

O “Farret Pai dos Pobres” de ontem, não tem conseguido no hoje, como Secretário da Saúde, projetar, programar e manter serviços para o coletivo. Ao não ter planejamento, continua usando da estratégia de tentar contentar a poucos se utilizando de ferramentas “políticas” ultrapassadas como o bilhete e o acesso a serviços a possíveis “adeptos ou correligionários”.

Afasta pessoas como fez com o Dr. Moacir, ex-diretor do Cedas, profissional premiado pela UAC (União das Associações Comunitárias) por sua atuação séria e competente na condução daqueles serviços tão solicitados por nossos conterrâneos mais necessitados. Por não aceitar projetos como o Imembuí, Sorria Santa Maria e a manutenção do sucesso do “Ouvir, Ver e Tocar”, permitiu o desmonte do Cedas (Centro de diagnóstico e atenção secundária a saúde de Santa Maria).

Farret também não deu ouvidos às experiências vitoriosas da saúde do Município catarinense de Chapecó, apresentada a ele pelos vereadores Manoel Badcke (Maneco), Fort e do servidor público da SMS, João Paulo de Almeida Pasa sobre informatização e controle da documentação que transita no SUS, além de não escutar as proposições do conselho municipal de saúde.

Tais atitudes retrógradas criaram também a “maldição do adjunto”, onde nomes de reconhecida competência como o ex-reitor da UFSM, Clóvis Lima, e agora o renomado cardiologista Gustavo Thomé não resistiram a práticas políticas e deixaram o barco em pouco mais de noventa dias. Não fôra a capacidade política do Prefeito César Schirmer, em aparelhar a cidade para tratar a doença!,

Com a ampliação dos leitos na Casa de Saúde, a próxima inauguração de mais 130 leitos e serviços do SUS no Hospital de Caridade, construção do Hospital Regional, o SAMU e a UPA, que virá breve (além da contribuição significativa dos trabalhadores do HUSM), o caos seria total, considerando que a promoção da saúde feita nas UBS e ESF, tem hoje a mínima resolutividade devido à estratégia implantada por Farret na SMS.

É necessário que nosso prefeito analise estes fatos e deixe de lado a gratidão política que tem beneficiado apenas ao secretário e tome atitudes firmes para que a pasta da saúde responda com qualidade a todos os santa-marienses, além dos oitenta e dois mil que votaram nele e em Farret. Concluo com votos de respeito ao Dr. Farret do passado e conclamo ao Dr. Farret de hoje, que se atualize e responda aos lamentos de 80,7 em cada 100 santa-marienses, que exigem atenção imediata para proteger a nossa saúde!

Moacir da Rosa Alves

Cirurgião-dentista

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EXTRA. Muda comando do Democratas em Santa Maria. Badke assume a presidência

Segundo a informação que recebi agora há instantes, a decisão foi consensual. Isto é, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, o até agora presidente, em comum acordo com a direção estadual, passa a ser o vice. E quem presidente o Democratas em Santa Maria, a partir de agora, é o vereador Manoel Badke.

A determinação é da Direção Estadual do DEM, em função de não ter ocorrido a convenção municipal. Assim, os novos dirigentes foram nomeados. Até amanhã estarão disponíveis, também, os nomes dos demais integrantes do comando demista na boca do monte.

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SENTIMENTO NACIONAL. Sim, já começou a corrida para virar prefeito ou vereador

O PSDB controla política e administrativamente 800 municípios em todo o País. Quer chegar a 900. E monta a estratégia para tanto. O DEM é uma incógnita – depois de quase se esfarelar nas urnas de 2010 e conviver com a contínua saída de grandões e nem tanto, especialmente a caminho do novato (e ainda não oficializado) PSD.

E o PT e o PMDB têm, aparentemente, objetivos semelhantes. Além de ampliar seu domínio nas comunas, imaginam concorrer, na maior parte delas, com candidatura própria. O que significa, objetivamente, capitanear as chapas.

Tudo isso é claramente perceptível em Santa Maria, onde os partidos estão a toda, na preparação do embate municipal de 2012. Aos poucos, essa sensação vira nacional também na mídia, como se percebe no interessante trabalho produzido e publicado no portal iG. Vale a pena ler a reportagem assinada por Nara Alves e Ricardo Galhardo. A seguir:
A mais de um ano da eleição, corrida de 2012 já começou

…A mais de um ano da eleição que definirá novos prefeitos e vereadores em todas as cidades brasileiras, os principais partidos políticos do País já estão mergulhados nos preparativos para a corrida. De um lado, integrantes da base aliada dizem que o plano agora é concentrar as atenções no fortalecimento partidário, uma vez que o projeto de assegurar a eleição da presidenta Dilma Rousseff foi cumprido em 2010. De outro, a oposição trabalha para realinhar o discurso e manter o controle de capitais e municípios estratégicos, em especial nas regiões onde perdeu espaço nos últimos anos.

No PT, ordem é antecipar o calendário eleitoral e definir as candidaturas nas principais cidades do País antes do fim deste ano. “O PT está mobilizado e unido para a disputa das eleições de 2012”, disse o presidente do partido, Rui Falcão, depois de um giro por várias capitais das regiões Norte e Nordeste no último final de semana.

Como parte do plano, a executiva nacional petista determinou os diretórios municipais não sacrifiquem candidaturas próprias em benefício de aliados. “Se no ano passado foi tudo pela Dilma, em 2012 será tudo pelo PT”, tem repetido Falcão, em suas andanças pelo País. Isso significa que a direção nacional terá menos influência no processo de escolha. “Eleição municipal não pode ter uma estratégia de cima para baixo. Em cada cidade a história é diferente”, disse o secretário nacional de Organização, Paulo Frateschi…”

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CENSO NA PREFEITURA. Schirmer manda mapear CCs. E 40 já foram até entrevistados

Faz dois anos e meio que o consórcio liderado por PMDB (Cezar Schirmer) e PP (José Farret) comanda a prefeitura municipal, sob a liderança inconteste do peemedebista. São associados menores o PSDB, o DEM e o PDT. Todos têm secretários, com a predominância óbvia da dupla principal. Mas, e os Cargos de Confiança? Quantos são e quem é responsável por eles, politicamente?

Essas perguntas foram feitas, salvo engano claudemiriano, há mais de um ano, em reunião dos presidentes das siglas da base governista. E as respostas deveriam ser dadas em seguida, conforme a mídia noticiou amplamente. Deduz-se que isso, simplesmente, não ocorreu. Ou, então, a situação se degringolou desde então. São as possibilidades visíveis.

De todo modo, e isso está acontecendo no mínimo há 10 dias, o prefeito resolveu ir mais fundo. Ao ponto de designar sua Chefe de Gabinete, Magali Marques da Rocha, para cumprir uma tarefa, digamos, interessante: entrevistar individualmente os ocupantes de Cargo de Confiança no Executivo. Mais de 200, com certeza.

Alguém, que o editor não descobriu quem é, elaborou até mesmo uma ficha. Nela constam todos os dados possíveis e imagináveis, mas os principais, do ponto de vista administrativo/político são três: as qualificações profissionais (para aferir se o sujeito tem as condições objetivas para desenvolver o trabalho pago pelo contribuinte), o partido que representa (se for o caso) e a quem, na agremiação, o CC é ligado (pode ser um vereador, por exemplo).

Com base nesse levantamento – que o prefeito exige esteja concluído na próxima semana – serão dados os próximos, e quem sabe estratégicos, passos para o período final da administração. Não é de duvidar que, concluído o trabalho, o prefeito (que vai analisar, pessoalmente, ficha por ficha) resolva mudar a correlação de forças.

Sim, há partido que diz ter CC de menos, e Schirmer acha que tem a mais. Só mesmo fazendo um censo. Essa é a tarefa de Magali.

Ah, o tema foi um dos discutidos anteontem, na reunião entre os presidentes de partidos governistas e o prefeito, e que tratou, oficialmente, da questão das coordenadorias regionais. Que, por sinal, tem uma dezena de vagas de CCs. Há vereador de olho gordo em parte delas, já que não conseguiu emplacar o coordenador ou ser ele próprio o titular, que tem status de secretário.

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COORDENAÇÕES REGIONAIS. Aceitar não é sinônimo de ficar faceiro. Partidos embrabecidos com Schirmer. É? Por quê?

Neste momento, no Centro Administrativo, estão sendo anunciados oficialmente pelo prefeito Cezar Schirmer, os nomes dos coordenadores regionais de Camobi (Vacile Zimmermann) e da região Oeste (Maria Aparecida Meller). Os nomes são conhecidos pelos leitores desde ontem à tarde, quando foram ANTECIPADOS por este sítio.

Na madrugada de hoje, dei conta que os partidos, embora não tenham sido consultados, REAGIRAM bem às escolhas e ao método utilizado para chegar a elas. A fonte é uma testemunha daquele encontro. Mas não seria beeeem assim, segundo pelo menos dois outros participantes do encontro do início da noite passada.

Por sua confiabilidade, e resguardando as fontes, dou conta dessa versão. Que não é tão dourada assim em relação ao episódio – sempre resguardada, e isso todos fazem, a qualidade pessoal e administrativa dos escolhidos.

Conforme esse participante do trololó, a reação dos presidentes das siglas aliadas não foi tão satisfatória. “Nem quanto aos nomes – em momento algum se discutiu se seriam aprovados ou rejeitados – nem quanto à metodologia usada”. É?

E mais: pelo menos três dos cinco partidos presentes (PMDB, PSDB, PP, PDT e DEM) consideraram politicamente “equivocado o critério”. Mais: o prefeito “demonstrou descaso com os aliados, que ficaram sabendo dos nomes pela internet” – leia-se, sítio do Claudemir Pereira – minutos antes da reunião. Que, por sinal, afirmou, teria sido “convocada às pressas”.

As fontes aproveitaram a ocasião, é o que imagina o editor, para soltar o que estaria engasgado: “os partidos da base não se reuniam com o prefeito fazia mais de quatro meses”, disse uma delas. Que reclamou também do que seria um “monólogo protagonizado por Cezar Schirmer acerca dos rumos políticos do governo”. Aliás, mais até que as coordenadorias, este teria sido o principal tema abordado na reunião da noitinha de ontem.

Como se vê, a ser confirmada essa impressão, não é tããão pacífica assim a relação entre os partidos da base aliada e o comandante. Este, inclusive, teria “disparado contra alguns vereadores e alguns secretários” e manifestando o descontentamento de Schirmer com relação “à defesa do governo”.
O papo, conforme uma dessas fontes privilegiadas, encerrou com o prefeito dizendo que “os secretários continuarão sendo escolha dele, independente das vontades dos partidos e dos vereadores, afinal é ele que tem a responsabilidade sobre os atos dos integrantes do primeiro escalão”.

OPINIÃO CLAUDEMIRIANA: o resumo é simples. O descontentamento existe muito porque os partidos gostariam de opinar. E bastante também em função da proximidade da campanha eleitoral. Aí, a cobra vai fumar. Pode apostar.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. DEM teria dois candidatos. Apenas um concorreu. E ambos já nem estão mais no partido

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na noite de 25 de junho de 2010, uma sexta-feira:

EXTRA. Brandt não concorre. Só Laurindo Lorenzi é nome do DEM/SM para outubro

Aconteceu agora à tarde a convenção estadual do Democratas. Os delegados confirmaram a decisão anterior, tomada pela Executiva e pelo Diretório, e não haverá mais a aliança com o PTB para o governo do Estado.

De outro lado, DEM e PTB (que esteve representado no evento da capital pelo senador Sérgio Zambiazi e pelo deputado e ex-candidato ao Piratini Luiz Lara), estarão mesmo coligados para a Câmara dos Deputados. E cada um irá por si mesmo na eleição para a Assembléia Legislativa…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, não deixa de ser, cá entre nós, um indicativo. Tanto Paulo Brandt, que não concorreu, quanto Laurindo Lorenzi, que foi à luta por vaga na Assembleia, estão no DEM. Isso, creia, tem algum significado. E não é pouco. Ou é?

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LUNETA ELETRÔNICA. Dia do pastor e dia do diretor, motociclistas, Assembleia, DEM fora da TV, Palocci…

* Conforme o Boletim Legislativo 28/2011, a sessão desta terça, da Câmara de, afora o balaio de requerimentos de sempre, deve aprovar ao menos três projetos de lei.

* Estão na ordem do dia a criação do Dia do Diretor de Escola (de Helen Cabral/PT) e Dia do Pastor Evangélico (dev Admar Pozzobom/PSDB).

* Ah, e deve ser aprovada a proposta, também de Helen Cabral, que obrigará “Lan Houses” e afins a uma adaptação nos computadores para receber deficientes visuais.

* Enquanto isso, na Assembleia Legislativa, há 14 projetos em condições de ser votados pelos deputados. Se mantida a média das últimas semanas, poucos serão apreciados.

* Entre a quase dezena e meia, há um que repousa faz um tempão nas gavetas do parlamento: o que cria as “Casas da Solidariedade” (os antigos albergues).

* A decisão sobre quantos e quais serão votados se dará em reunião dos líderes partidários, daqui a pouco, no final da manhã desta terça.

* Abriu na tarde passada a Semana de Prevenção de Acidentes com Motociclistas (lei de João Carlos Maciel/PMDB). Justamente num dia em que mais um morreu no trânsito.

Conscientização dos motociclistas, um dos objetivos da blitz (foto João Alves/CCS.PM)

* Houve, na rótula das avenidas Ângelo Bolson, Helvio Basso e Medianeira, conhecidos locais de acidentes, uma blitz de consicentização.

* Participaram do evento, além da Prefeitura, via secretaria de Controle e Mobilidade Urbana, e Câmara de Vereadores, também os Bombeiros e a Brigada Militar.

* Em Brasília, nesta terça, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), decide se vale ou não a convocação do ministro Antonio Palocci.

* Num cochilo dos governistas, o acossado Palocci foi chamado a se explicar na Comissão de Agricultura.

* Palpite claudemiriano. Ah, e só palpite: Maia vai validar a decisão contestada pela base do governo e, se ainda for ministro, Palocci terá mesmo que se explicar.

* Aliás, na Câmara tem, pra variar, outra questão a ser decidida: o que fazer com cinco Medidas Provisórias que trancam a pauta. Se não forem votadas, nada mais é.

* Uma das MPs é a que permite aumentar a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas. Outra é a que amplia as penas para homicídio cometido por grupos de exterminínio.

* Quem mandou o DEM fazer campanha antecipada por José Serra em 2010? Nunca vai se saber. Mas a consequência chega nesta semana.

* O partido, cada vez menor, não terá, por decisão da Justiça Eleitoral, as inserções que, somadas, chegam a cinco minutos no rádio e na televisão. Ah, até onde se sabe, o programa de quinta, de 10 minutos, está garantido.

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CARGOS E PODER. Partidos se engalfinham no Congresso. Não, não é política. Ou é?

Para simplificar: não há como criar novos cargos em comissão no Congresso. Seja por razões políticas ou mesmo orçamentárias. Ao mesmo tempo, partidos grandões não são mais tão grandões assim – perderam parlamentares, seja pelo eleitorado ou por força da criação do tal PSD.

Diante disso, PMDB e DEM, para ficar nos exemplos mais gritantes, perderam CCs. E querem mantê-los. Como fazer? Ora, tirando de alguém. Como conseguiram, aparentemente, cooptar o PT, o maior de todos, quem vai dançar é a equipe de minúsculos.

Política? É. Pode ser. Ou não. Bem, quem sabe você mesmo forma a opinião? Um bom começo pode ser entender o que está ocorrendo, a partir de elucidativo material publicado no sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Eduardo Militão. A seguir:

Partidos brigam por cargos comissionados na Câmara

…Uma disputa por cargos em comissão na Câmara coloca em lados opostos os partidos na Casa. Prestes a ser votado, um projeto de resolução remaneja Cargos de Natureza Especial (CNEs) e Funções Comissionadas (FCs) para turbinar as lideranças partidárias e, ao mesmo tempo, evitar que legendas como PMDB e DEM, que perderam deputados, fiquem com menos assessores do que têm hoje. Na verdade, hoje, sem a alteração na regra, os dois partidos já teriam que demitir alguns dos seus assessores. Como não há criação de cargos, para não aumentar despesas, a solução sugerida para salvar esses cargos é prejudicar as quotas dos partidos menores.

Essa é a queda de braço que se trava nos bastidores do Congresso. Na tarde de terça-feira (31), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os líderes não chegaram a um acordo que atendesse ao PR e ao PSOL, algumas das legendas que se dizem prejudicadas. O PSDB se mostra satisfeito por manter seu naco de servidores…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Com o encrencado Arruda rifado, Aécio faz cara de paisagem e Serra fica sem vice

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 30 de maio de 2010, um domingo:

E AGORA?! Aécio não embarca na canoa de Serra e qualquer plano B vira C, D, E…

O problema, na verdade, é aquele mesmo, láááá do ínício. José Roberto Arruda era o cara. Um nome do DEM, o parceiro prioritário da aliança, e ainda por cima o único governador eleito pela sigla. Daí que…. o xilindró pegou, o mensalão demista se escancarou e o PSDB, de repente, ficou sem uma perna. E tentou fabricar uma de última hora, tentando convencer Aécio Neves (o mesmo que havia sido escanteado da disputa presidencial) a embarcar.

Só que o mineiro é esperto não apenas por ser mineiro, mas sobretudo por sabe ver que é melhor ser o mais votado senador da história de seu Estado do que entrar numa disputa em que, na melhor das hipóteses será apenas o segundo de José Serra. Na melhor – mas neste momento improvável, segundo indícios colhidos junto aos próprios grão-tucanos (nos bastidores, porque ninguém confessa ao ar livre)...”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, hoje parece fácil dizer. Mas, à época, com a campanha eleitoral na bica para começar, com as convenções partidárias por se realizar, os partidos já tinham tudo definido. Quer dizer, nem todos. O PSDB, que apostara no então governador de Brasília, José Roberto Arruda, de repente se viu sem parceiro. O drama percorreria junho inteiro, como você poderá notar aqui mesmo nesta seção. Ah, e Aécio? Este fez cara de paisagem, percebeu a fria e ficou bem longe dela.

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SE FOI O ALEMÃO. Bornhausen se manda do DEM e da política. E sai atirando. No governo? Não, na oposição

Goste-se ou não dele (e o editor não gosta, porque tem memória), o fato é que Jorge Bornhausen foi um nome importantíssimo na política brasileira, sobretudo no final do século passado. Conservador (para ser singelo), “o alemão” de Santa Catarina era, creia, presidente de honra do DEM. E vociferou (tinha boas razões) contra Lula, ano passado, quando este dizia ser necessário “dizimar o DEM”.

Pois bem, o Democratas está sendo dizimado. Mas não, olha só o paradoxo, pelo petismo ou o governismo, senão que por ele mesmo. É o que está acontecendo, de fato. Sobre isso, Bornhausen fala ao jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de hoje. E atira. Forte. Não contra os adversários, aliás, mas atingindo diretamente seus próprios companheiros de oposição. É, nesse sentido, bastante didática a reportagem assinada por Christiane Samarco. Confira:

“Bornhausen sai da cena política e diz que oposição está sem líder

… O ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen, deixa o partido e a atividade política convencido de que a oposição está sem rumo e sem líder. “Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não foi preenchida”, diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra, nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição.

A seu ver, o maior equívoco dos três partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – foi o de se meterem em disputas internas. “Com isto, estão perdendo, a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora”, analisa. Em entrevista ao Estado, ele admite que a fusão não teria impedido a criação do novo PSD, mas afirma que certamente a nova legenda não teria crescido como cresceu…”

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DEM SE FINA. A única dúvida é: quem vai apagar a luz de um partido que já teve 105 deputados federais?

Segundo Jorge Bornhausen, presidente de honra (sim, isso mesmo) do Democratas, e que se mandou da sigla nesta semana, a CAUSA do “fim do partido”, foi o mensalão do Distrito Federal, que teve como protagonistas filiados graúdos do DEM, inclusive o então governador, José Roberto Arruda.

A questão é: quem vai apagar a luz, já que o dizimamento (existe esta palavra?) do DEM é evidente – não obstante o fato de os santa-marienses, como conferi mais uma vez hoje à tarde, em conversa rápida com um dirigente, esperem o que acontece lá em cima, dado que nada podem interferir.

Enquanto a morte cerebral não se transforma em clínica, os sinais vitais debilitados estão cada vez mais óbvios. Um deles, bastante objetivo, é o quantum. E a demonstração vem em material originalmente publicado pelo portal iG, na reportagem assinada por Nara Alves. Acompanhe:

DEM encolhe para seu menor patamar em quase duas décadas

Criado com base na promessa de renovar o antigo PFL, o DEM viu seu tamanho encolher para o menor patamar em quase duas décadas. Em um cenário reforçado pela migração de quadros para o PSD do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, a sigla deve ver sua bancada diminuir para pelo menos 34 deputados federais, número que chegou a 105 no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1998 a 2002.

No Senado, o partido contava 20 cadeiras na legislatura iniciada em 2006. Na eleição do ano passado, a bancada diminuiu para cinco senadores e agora tem apenas quatro, com a migração de Kátia Abreu (GO) para o PSD. O número pode cair para três caso o senador Jayme Campos (MT), que demonstra interesse na nova legenda, também decida sair.

Nos Legislativos estaduais, o PFL chegou a contar 168 deputados e, já rebatizado como DEM, saiu da eleição de 2010 com 78. Agora, a legenda deve perder pelo menos oito dessas cadeiras para o novo partido. O número, entretanto, será bem maior se forem confirmadas projeções de líderes regionais como a deputada Nice Lobão, do Maranhão, que promete levar consigo para o PSD cinco deputados estaduais…”

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COLUNA OBSERVATÓRIO. DEM de Santa Maria e a piada do cara que caiu do 17° andar

Em nível nacional, é visível e audível: o DEM está simplesmente se desmilinguindo. Perde deputados aos borbotões, prefeitos de tudo quanto é canto e, após a saída do catarinense Raimundo Colombo, de governador tem só Rosalba Carlini, do Rio Grande do Norte.

No plano estadual, a sigla tem um deputado federal e outro estadual, ambos (Ônix Lorenzoni e Paulo Borges) controlando com mão de ferro a direção, não obstante os muxoxos que se percebem aqui e ali.

E em Santa Maria? Aqui, a aparência é do “nem te ligo”, inclusive com o “lançamento” de um candidato a prefeito e a elaboração de uma lista de candidatos à vereança.

Pooois é… Essa situação até faz lembrar, respeitosamente, daquela piada: o sujeito caiu do 17° andar e lhe perguntam: está tudo bem? E ele responde: até o 7° andar, tudo ok!

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DEM SE ESFACELA. A caminho do PSD, Governador catarinense sai do partido. E com ele se foi o bom com a corda

Mais que apenas o governador Raimundo Colombo, o PSD de Gilberto Kassab (e, dizem, de José Serra também) leva um balaio de prefeitos e deputados catarinenses. E o DEM? Fica com Rosalba Carlini, governadora do Rio Grande do Norte (de onde é o presidente da sigla, Agripino Maia).

E, com todo o respeito, se foi também o boi com a corda. O DEM se esfacela. Ou se esfarela. Praticamente se inviabiliza como agremiação competitiva, em nível nacional. A decorrência? Ninguém sabe, ainda. Mas algo virá pelo caminho.

Ah, sobre a adesão de Colombo e sua turma, confirmada pelo governador na noite de ontem, acompanhe material publicado n’O Globo e reproduzido por Ricardo Noblat. A reportagem é de Juraci Perboni. A seguir:

SC: Colombo confirma que deixa DEM para ir para o PSD

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou por volta das 23h30min deste domingo, por meio de uma nota “à sociedade catarinense”, que deixará o DEM para seguir para o Partido Social Democrático (PSD).

Ele esteve reunido por cerca de quatro horas com deputados estaduais e federais do DEM e o presidente do partido em exercício no estado, prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing. Mais tarde, chegou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que está criando o PSD.

Colombo defendia uma fusão do DEM com o PSDB como maneira de renovar e fortalecer a oposição. Segundo ele, de várias maneiras tentou, junto aos mais importantes líderes nacionais, encontrar um novo caminho…”

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TODOS JUNTOS. Negando crise, partidos oposicionistas tratam mesmo é de fundir-se

Crise, crise, a rigor, só não há no PPS. Ali, no partido dos ex-comunistas, prevalece o poder autoritário do presidente, Roberto Freire. E pronto. Assim, em nível nacional, a sigla vem a reboque do DEM e, especialmente, do PSDB. E acabou.

Problema, de fato, há nos partidos maiores. Democratas, quase a caminho da extinção, e PSDB, dividido entre estrelas que não se entendem, sofrem, sofrem e sofrem.

Com essa conjuntura, não é de estranhar a hipótese, cada vez mais forte, de uma união. De problemas? Bem, pelo menos o governador paulista, o tucano Geraldo Alckmin, acha que não. Tanto que vê vantagens nessa junção tucano-demo-ex-comunistas. A propósito, confira texto publicado na revista eletrônica Brasília Confidencial. A seguir:

Alckmin propõe fusão dos partidos oposicionistas e nega crise

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-foto), disse ver “com bons olhos” uma possível fusão entre o seu partido, o DEM e o PPS.

“Eu acho que é um tema a ser discutido”, tergiversou o governador. Alckmin também tentou minimizar o prejuízo causado pela debandada de políticos importantes do PSDB nos últimos meses. “Não estamos em crise, esse é um procedimento natural, as pessoas têm liberdade (para abandonar a legenda)”. Ainda na linha de tentar acalmar os ânimos, o tucano disse que…”

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É A IMPRESSÃO. Boa parte dos políticos (e analistas) não dá um tostão furado pela sobrevivência do DEM

Uma coisa é o que se diz em público. Outra, bem diferente, pode ser a realidade. Cabe, apenas, tentar decifrar o que uns e outros dizem e escrevem. Assim é que, pelo que se pode deduzir (e nem é preciso ser muito esperto), nem mesmo lideranças importantes do DEM nacional apostam na sobrevivência da sigla no médio ou longo prazo.

Na verdade, só não se sabe quando, mas é dado como certo que o partido outrora chamado PFL se autoextinguirá. O nome que se dará a isso ainda é desconhecido. Mas o mais provável é, mesmo, uma incorporação pelo PSDB. Até mesmo o presidente de honra tucano (e da República), Fernando Henrique Cardoso, já tem AFIRMADO que as conversas a respeito estão acontecendo.

A dúvida sobre o quando (e aí o longo prazo, quem sabe até depois da eleição municipal do próximo ano, na qual as siglas andarão unidas na maior parte das comunas brasileiras) também pode ser explicada por outro fator. Este bem mais prático e que tem a ver com o humor da sociedade e a preocupação do PSDB.

Qual? Quem conta é a repórter Thaís Arbex, em nota publicada originalmente na seção “Poder Online”, do portal iG. Confira você mesmo, a seguir:

Mensalão do DF atrapalha fusão do DEM com PSDB

Parte do PSDB está trabalhando para que partido não aprove, de forma alguma, a fusão com o DEM neste momento.

O grande problema, segundo os tucanos, é a marca do Mensalão do DEM que os democratas carregam e podem levar para o PSDB.”

EM TEMPO: e em Santa Maria? Aqui, ninguém fala. Mas a proximidade com o tucanato longe está de inviável. Aliás, já até aconteceu, no pleito de 2008. Então…

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ALELUIA! Enfim, dirigente assume o óbvio: o DEM é de direita. E deve defender isso

Está certíssimo o senhor Abelardo Lupion, do DEM do Paraná. O Democratas é um partido “de direita” e assim deve se assumir. Afinal, “não é pecado”. E não é, meeeesmo, entende o editor deste sítio. Afinal, trata-se de uma corrente de pensamento que, por que não, é democrática. Partidos direitistas sobrevivem e até ganham eleições em países importantes do planeta. Exemplo notório: a Itália de Silvio Berlusconi.

Dito isto, é interessante verificar o malabarismo de uns e outros, inclusive no Rio Grande do Sul e na boca do monte, que temem que se descubra publicamente o óbvio: são direitistas. Mas, o que deu no tal de Lupion, para “sair do armário”? Claro que a criação do PSD de Gilberto Kassab foi o estopim.

É, pelo menos, o que pude deduzir, a partir de texto publicado pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, sobre manifestações do presidente da seção paranaense do DEM. Acompanhe:

‘DEM é de direita e espero que assuma sua posição’

Presidente do DEM no Paraná, o deputado federal Abelardo Lupion enxerga uma oportunidade na liposaspiração que faz muchar sua legenda. Afirma que, assim como ele, os políticos que optaram por permanecer no DEM são, em sua maioria, “de direita”.

Avalia que a agremiação tem diante de si a chance de parar de fingir que é de centro, assumindo sua verdadeira identidade: “O DEM é um partido de direita e espero que assuma sua posição. A minha já foi assumida. Sou de direita e isso não é pecado”. Defende que a tribo ‘demo’ pegue em lanças por suas ideias. Coisas como a defesa da propriedade privada, Estado mínimo e menos impostos…”

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COTOVELADAS. No desmilinguido DEM, briga (via internet) para defender o espólio

Vamos combinar o seguinte:

1) é absolutamente necessário que os conservadores tenham sua representação na sociedade. Isso é fundamental inclusive para a democracia. Até algum tempo atrás, o papel era muitíssimo bem desempenhado pelo PFL (Partido da Frente Liberal). Tinha um programa e o defendia. E, não obstante o coronelismo nordestino que o comandava, era percebido como uma força relevante junto ao eleitorado. Tudo se perdeu (é fato comprovado por números, nas urnas) a partir da criação do Democratas, hoje um partideco, do ponto de vista da inserção social.

2) Quem assumiu o lugar do PFL, em vez do DEM, foi o PSDB. Não, não comecem a xingar o editor antes do tempo. Basta ver as teses defendidas pelo tucanato, pelos que dele fazem parte e da possibilidade, pra lá de concreta, de fusão com o próprio DEM. Que está a caminho. É, segundo alguns, irreversível – dada a criação do PSD, a partir do paulista Gilberto Kassab e que ameaça, pela direita, ficar num hibridismo oposicionista/situacionista que interessa apenas aos adversários (de hoje) do PSDB.

Não, ninguém precisa concordar com isso. É da democracia. Mas é a base, pensa este sítio, para o forrobodó internético proporcionado por uma liderança conservadora como Ronaldo Caiado, de Goiás, que deitou agressão verbal contra os seus próprios (ex)companheiros, inclusive algumas figuras ilustres. Tudo para tentar manter o espólio do agônico Democratas.

Quem trata dessas cotoveladas via Twitter é o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Dê uma conferida no que ele escreve, compare com o escrito nos parágrafos anteriores e, então, firme tua própria convicção. Que tal? A seguir:

Caiado ataca Jorge Bornhausen: Ele é ‘quinta coluna’

Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, fez duros ataques ao presidente de honra de seu partido, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC). O deputado pendurou no seu microblog um lote de 12 notas. Redigiu-as em termos ácidos.

Abriu a bateria com uma estocada nos ex-colegas de bancada que migraram para o PSD de Gilberto Kassab. Mirou abaixo da linha da cintura: “É claro que existem os fracos de caráter e postura, que já abandonaram a oposição com menos de três meses de mandato”.

Enalteceu os remanescentes: “Os que ficaram têm a chance de consolidar a imagem de políticos de fibra, conteúdo. Não desistimos da luta, por mais difícil que ela seja!” Refugou a hipótese de fusão do DEM com o PSDB. Ao contabilizar a reduzida tropa oposicionista, lembrou a votação obtida por…”

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E EM SM? DEM e PSDB articulam aliança em cidades com mais de 200 mil habitantes

Não, não se trata de fusão, dizem todos os envolvidos na negociação. Mas o fato é que PSDB e DEM tratam de aprofundar a aliança que os move desde antes da eleição de 2010, passou pela dobradinha que disputou a Presidência da República e vários governos estaduais e, agora, querem ver estendida para o pleito municipal.

A ideia, em 2012, é fazer com que (noves fora o PSD de Gilberto Kassab) tucanos e demos se joguem à campanha juntos, especialmente em cidades com mais de 200 mil habitantes. Como Santa Maria tem 270 mil almas, é de supor que, pelo menos em tese, a estratégia tenha valor na boca do monte. Terá? Com a palavra, PSDB e DEM.

Ah, enquanto isso, acompanhe os detalhes dessas conversas todas, que chegam através do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A seguir:

Oposição apressa coligações para a eleição de 2012

À procura de um norte, PSDB e DEM decidiram antecipar o fechamento dos acordos para as eleições de 2012. A caciquia das legendas organiza para a próxima semana um encontro. Deseja-se perscrutar a situação nas maiores cidades.

A ideia é priorizar as cidades com mais de 200 mil. Pretende-se que o DEM apóie o PSDB nas localidades em que o tucanato estiver mais bem posto e vice-versa. Imagina-se que a antecipação das coligações resultará num subproduto: sai das manchetes o noticiário sobre a fusão do DEM com PSDB.

O tema foi arranhado numa reunião do grão-tucanato, nesta terça (19), em Brasília. Participaram o senador Aécio Neves (MG) e os deputados Sérgio Guerra (PE) e Rodrigo de Castro (MG), presidente e secretário-geral do PSDB, respectivamente…”

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