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Textos com Etiquetas ‘Daiani Ferrari’

Não sou muito boa em não falar – por Daiani Ferrari

Não quero escrever sobre o Grêmio ou o reajuste aos aposentados sancionado pelo presidente Lula. Também não quero dar uma palavra sobre o novo (nem tanto) técnico do Inter, embora acredite que esse assunto dê muito pano para manga, até porque os colorados dormiram sonhando com o Felipão e acordaram com o Roth caindo em seus colos. Diz a música que “viver é melhor que sonhar”, sei não.

Também não quero falar do Maradona, que se ganhar a Copa vai desfilar pelado no Obelisco, em Buenos Aires. Às vezes quero que a Argentina ganhe para ver se o técnico cumprirá a promessa, embora ao mesmo tempo queira que não tenha sucesso para não precisarmos ver uma cena deprimente como essa. O estoque dos novos iphones que acabou em menos de 24 horas nos EUA também não é um bom assunto.

Não quero falar sobre minhas viagens diárias entre Candelária e Santa Cruz, nas quais tenho visto cada cena engraçada, pessoas de diversos perfis, nas mais variadas situações. Dia desses encontrei uma família de cinco pessoas viajando. Eles iam até Montenegro e conversavam tão desinibidamente como se estivessem em uma roda de chimarrão e tão alto como num galpão. Um dos integrantes da família parecia o Galvão Bueno. Ele narrava a viagem, as curvas feitas, os animais vistos ao longo da estrada, os veículos ultrapassados que, inclusive, recebiam um breve aceno. Esse dia foi engraçado.

Mas também teve o dia em que a viagem foi constrangedora. Um casal, com uma filha de cinco os seis anos, viajava no banco logo atrás do meu. Eles já entraram brigando no ônibus. Depois de muita discussão em voz baixa eu ouço uma pergunta, num tom bem mais elevado:

- Em que tu estás pensando? Estás olhando para que do lado de fora do ônibus? – perguntou o marido.

Gritando para todos do ônibus, não somente para eu ouvir, ela diz… Ops, melhor não repetir sua resposta. Mas podem ter certeza, foi algo de baixo calão, muito baixo. Como não quero falar das minhas viagens, não vou contar sobre o dia em que na ida e na volta sentei em poltronas estragadas, que mais pareciam um vai-e-vem de pracinha. E não era nem o mesmo veículo. Foi puro azar, ou falta de sorte, como alguns dizem.

Não queria falar sobre isso, mas já falei, então vou parar por aqui. Quem me conhece sabe que não sou muito boa em não falar.

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CRÔNICA. Daiani Ferrari, as ruas esburacadas de SM e os peixinhos no chafariz

“….Sei que por vezes os buracos são feitos por empresas de diversos serviços e não pela prefeitura, mas até onde vai meu conhecimento, é ela que fiscaliza. Seja com a responsabilidade de reparar ou de fiscalizar, a administração coloca em risco todos os usuários das vias no momento em que não cumpre com sua obrigação. No início da semana, neste mesmo espaço, já foi reclamado sobre a situação de sinaleiras, faixas de segurança e outros pormenores que agrupados formam um grande bolo de problemas para nossa cidade. Tenho ouvido falar em ações de turismo para Santa Maria, envolvendo diversos eixos, mas o que é fato é que o cartão postal da cidade são os buracos e a bagunça urbana.

Se tivesse que escolher entre ruas sem buracos e peixes no chafariz, me desculpem, mas prefiro ruas em boas condições para os pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e futuros motoristas, como eu…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Por ruas com menos buracos,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, que retoma sua colaboração semanal neste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Por ruas com menos buracos – por Daiani Ferrari

Durante as aulas teóricas para fazer a carteira de motorista, dentre as várias coisas que aprendemos está sobre como proceder em vias esburacadas. Segundo nosso livro Consciência sobre rodas, ao andar por uma via com buracos é aconselhável que o condutor “diminua a velocidade: velocidades altas podem impedir o desvio de um buraco; e aumente a distância frontal de segurança: ficando mais distante do carro da frente é possível ver os buracos à sua frente”. O material ainda diz que “se não conseguir desviar de um buraco, mantenha o volante de direção reto, não pise bruscamente no freio e alivie a pressão do pedal do acelerador”. Mas em Santa Maria situações com a descrita anteriormente não serão presenciadas, visto que a cidade está num momento em que as ruas mais parecem tapetes, tamanha é a qualidade dos serviços de pavimentação nas vias urbanas.

Ironias à parte, temos que concordar que a cidade, nos últimos tempos, nunca esteve tão prejudicada pela situação das ruas. Não me recordo de tanto buraco. Em frente a minha casa é terra de ninguém, empresas abrem buracos, que depois de pronto o serviço ficam mal tapados – apenas com terra, o que faz com que a via fique desnivelada. Cada chuva que cai leva um pouco dessa terra, ai imagina como fica depois de algumas chuvas. Pode parecer egoísmo, mas não é só na minha rua. A Fernando Ferrari só não está pior porque não está chovendo. Em dias de chuvas é lindo de ver pedaços de asfalto indo junto com a água ou tampas de bueiros. Na rua José Mariano da Rocha, no Nossa Senhora de Lourdes, tinha um buraco que já era praticamente familiar dos que ali moram. Ele era tão fundo e tão grande que demorava quase uma semana para secar a água da chuva, de tanto que empoçava. Ninguém me contou, eu vi a água completamente verde, parecendo piscina que não foi limpa no inverno. Esse pelo menos foi solucionado há algum tempo, mas demorou.  

Próximo ao shopping localizado na Avenida Dores também é terrível o acesso pelas ruas de baixo. São buracos que não acabam mais. No último domingo achei que havia avistado um carro com o pneu furado, mas não, ele apenas estava estacionado com a roda dianteira dentro de um buraco,o que dava a impressão de que estivesse danificada. Indo para o Parque Dom Antonio Reis também é buraco e mais buraco. A rua é de chão, o que por si só já pede uma conservação mais periódica, mas parece que por lá nada é feito há tempos. Toda segunda-feira passo por lá e a cada semana fica pior. Qualquer dia vou encontrar o boneco do João Buracão.

Sei que por vezes os buracos são feitos por empresas de diversos serviços e não pela prefeitura, mas até onde vai meu conhecimento, é ela que fiscaliza. Seja com a responsabilidade de reparar ou de fiscalizar, a administração coloca em risco todos os usuários das vias no momento em que não cumpre com sua obrigação. No início da semana, neste mesmo espaço, já foi reclamado sobre a situação de sinaleiras, faixas de segurança e outros pormenores que agrupados formam um grande bolo de problemas para nossa cidade. Tenho ouvido falar em ações de turismo para Santa Maria, envolvendo diversos eixos, mas o que é fato é que o cartão postal da cidade são os buracos e a bagunça urbana.

Se tivesse que escolher entre ruas sem buracos e peixes no chafariz, me desculpem, mas prefiro ruas em boas condições para os pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e futuros motoristas, como eu. #prontofalei, como se diz no twitter.

CRÔNICA. Daiani Ferrari, o amigo em Rivera e o risco de perder toda a compra

“….Contei para esse meu amigo sobre outros dois conhecidos que foram para Rivera quando havia virado febre a compra das antenas e receptores de satélites que liberavam nas televisões cerca de 300, 400 canais. Esses “pobres moços” desembolsaram algo como três mil reais na compra destes equipamentos para revender no Brasil, algumas bugigangas para as crianças, além de energéticos e batatinhas Pringles. E não é que a Receita Federal os parou na saída de Livramento.

Tamanha era a quantidade de produtos sem a devida legalidade, os agentes apreenderam tudo que os dois levavam, desde as batatinhas. Se achando os espertalhões, visando o lucro que iam ter no Brasil, gastaram todo o dinheiro que tinham e quando se viram sem nada do que haviam comprado, nem as guloseimas para a viagem, imploraram:

- Pelos menos as batatas, por favor. Temos que viajar quase 400 Km. Deixem-nos ficar com as batatinhas, estamos como fome – diziam eles…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Depois não diz que não avisei,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, que retoma sua colaboração semanal neste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Depois não diz que não avisei – por Daiani Ferrari

Feriadão é uma beleza, para os que têm, não é? Não estou me queixando, pois estou tendo feriadão, o que não diz muita coisa, visto que estou em Candelária e, como venho dizendo há algum tempo, aqui não há muito para fazer. Apenas na tarde de hoje vou para Santa Maria. Adoro chegar à minha cidade, fazer parte dos engarrafamentos, ver as pessoas apressadas para chegar em casa, os carros acelerando na saída das sinaleiras e sentir o cheiro da poluição. Acreditem, isso faz falta.

Boa parte do dia que antecedeu o feriado fiquei dando dicas para um amigo sobre como proceder em Rivera, local ao qual ele pretende comprar uma câmera fotográfica para uso profissional. Terra desconhecida por ele, por mim já nem tanto, sempre é bom ter algumas dicas, seja de onde procurar as coisas, o que procurar e como se livrar da tão temida Receita Federal quando não se declara o excesso de cota. Nunca trouxe nada de muito valor, mas a gente sempre ouve “causos” de quem foi com a vontade de voltar cheio de muamba e acabou sem nada. Minhas idas até a cidade uruguaia se resumem a roupas esportivas com bons preços, eletrônicos baratos e comidas que no fim das contas saem mais caras que aqui. Até o doce de leite famoso de lá já pode ser encontrado nos mercados daqui.

Contei para esse meu amigo sobre outros dois conhecidos que foram para Rivera quando havia virado febre a compra das antenas e receptores de satélites que liberavam nas televisões cerca de 300, 400 canais. Esses “pobres moços” desembolsaram algo como três mil reais na compra destes equipamentos para revender no Brasil, algumas bugigangas para as crianças, além de energéticos e batatinhas Pringles. E não é que a Receita Federal os parou na saída de Livramento.

Tamanha era a quantidade de produtos sem a devida legalidade, os agentes apreenderam tudo que os dois levavam, desde as batatinhas. Se achando os espertalhões, visando o lucro que iam ter no Brasil, gastaram todo o dinheiro que tinham e quando se viram sem nada do que haviam comprado, nem as guloseimas para a viagem, imploraram:

- Pelos menos as batatas, por favor. Temos que viajar quase 400 Km. Deixem-nos ficar com as batatinhas, estamos como fome – diziam eles.

Mas nada. Nem as batatinhas ficaram.

Se depois de ter contado essa história para meu amigo, ele resolver trazer tudo que pode e o que não pode, não declarar nada e for pego, só terei uma coisa a dizer: “teu feriadão, que prometia ser muito bom, acabou”.

Ah, e “eu avisei”.

CRÔNICA. Daiani Ferrari mete bronca contra o cigarro no local de trabalho. Já nos bares…

“….Tem coisas que me irritam profundamente. O rolo do papel higiênico virado para baixo, cebola na comida, alguém tentar ensinar a fazer meu trabalho ou pessoas mal humoradas. Mas isso não passa para a fase da falta de educação. Se chefe fosse, proibiria o cigarro em ambientes coletivos de trabalho. Considero uma falta de respeito, de consideração ou até mesmo coleguismo. Não me entendam mal, não tenho nada contra o cigarro, inclusive já fiz uso dele, mas não faço mais por questões relacionadas à saúde. Mas, para isso, há lugares e lugares.

Em um bar, sem problemas. Fumar ali fora depois entrar e voltar a trabalhar, beleza. Mas fumar na sala ao lado, sendo que a sala não é totalmente isolada e o cheiro e a fumaça vem toda para o meu lado, aí não há quem aguente.  Eu tenho meus…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Não ao fumo em local de trabalho”,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, que retoma sua colaboração semanal neste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Não ao fumo em local de trabalho – por Daiani Ferrari

Tem coisas que me irritam profundamente. O rolo do papel higiênico virado para baixo, cebola na comida, alguém tentar ensinar a fazer meu trabalho ou pessoas mal humoradas. Mas isso não passa para a fase da falta de educação. Se chefe fosse, proibiria o cigarro em ambientes coletivos de trabalho. Considero uma falta de respeito, de consideração ou até mesmo coleguismo. Não me entendam mal, não tenho nada contra o cigarro, inclusive já fiz uso dele, mas não faço mais por questões relacionadas à saúde. Mas, para isso, há lugares e lugares.

Em um bar, sem problemas. Fumar ali fora depois entrar e voltar a trabalhar, beleza. Mas fumar na sala ao lado, sendo que a sala não é totalmente isolada e o cheiro e a fumaça vem toda para o meu lado, aí não há quem aguente.  Eu tenho meus princípios e só queria que as pessoas também tivessem os seus (condutas solidárias, respeitosas e altruístas). Sobre o fumo, lembro do meu avô, que nem cigarro fumava, mas sim palheiro. Ele comprava a palha, comprava o fumo moído em pacotinhos, sentava numa cadeira num canto do pátio e lá fazia seu palheiro, sem incomodar ninguém. E eu adorava aquele cheiro.

Quando vamos a um bar é normal, as pessoas fumam, e até acredito que devam fumar mesmo, se essa for sua vontade. Quem não quer sentir cheiro de cigarro em bares pode escolher uma alternativa sem fumantes ou ficar em casa. Pessoas que fumam em casa também adotam certas regras, ou não. É a casa de cada um, se em casa não puder ser feita sua vontade, onde mais vai ser, não é? Mas ambiente de trabalho é outra coisa. O Jornal Hoje seguidamente está falando sobre regras de boa convivência profissional. Cuidados com a roupa usada, nada de ousar muito. Deixar roupas curtas ou decotadas para o lazer ou em casa. Não falar muito alto (nisso eu sou culpada, mas estou tentando melhorar). Atrasos frequentes não são tolerados. Ninguém gosta de fazer o trabalho dos outros. Chefe é um, os outros que acham que podem mandar, só tentam. E o cigarro. Fumar só em ambientes destinados a isso, de modo a não incomodar os colegas ou causar constrangimentos desnecessários.

No momento em que escrevo esse texto, sinto cheiro de cigarro, que me faz tossir, ficar com o nariz congestionado e com o estômago enjoado. Esse não é o tal pensamento da coletividade. Talvez a primeira coisa que tenha aprendido na escola, nos idos da década de 80, tenha sido sobre a liberdade. “A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro”. Mas nem todo mundo frequentou a mesma escola que eu.

CRÔNICA. Daiani Ferrari, o calor de 40 graus e a felicidade do pinto no lixo

5, fevereiro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“….Na quarta-feira, saí atrás de um ar-condicionado, pois o apartamento em Candelária não conta com o mesmo. Posso dizer que o calor também tem impulsionado o comércio dos equipamentos, visto que em alguns lugares eles estavam em falta. Para a pergunta do vendedor que dava conta da minha necessidade do ar-condicionado para aquele dia, uma resposta rápida e contundente: “Meu anjo, com o calor que está fazendo, eu preciso de um ar condicionado para uma semana atrás”.

Conseguimos o aparelho, inclusive com preços atrativos graças ao Liquida Candelária, mas junto ao calor e a corrida por utensílios que nos façam sentir melhor, vem a briga por mão-de-obra. Ou estão todos ocupados, com filas de espera quilométricas, ou em férias. Todo mundo é filho de Deus e alguns merecedores de férias, como esses…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Feito pinto no lixo,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

 

Feito pinto no lixo – por Daiani Ferrari

5, fevereiro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Tem feito tanto calor, que posso assegurar que este é o verão mais rigoroso pelo qual já passei. Não tenho vontade de fazer nada, os dias são intermináveis e as pessoas ficam loucas.

No Correio do Povo de ontem a capa vinha com uma fotografia de um termômetro em Porto Alegre marcando 40 graus. No caderno Cidades constava que no Vale dos Sinos a sensação térmica era de 45 graus. Na página seis havia o seguinte título “Calor de 40 graus põe venda de ventiladores no topo”, referindo-se às altas temperaturas da capital gaúcha.

Na quarta-feira, saí atrás de um ar-condicionado, pois o apartamento em Candelária não conta com o mesmo. Posso dizer que o calor também tem impulsionado o comércio dos equipamentos, visto que em alguns lugares eles estavam em falta. Para a pergunta do vendedor que dava conta da minha necessidade do ar-condicionado para aquele dia, uma resposta rápida e contundente: “Meu anjo, com o calor que está fazendo, eu preciso de um ar condicionado para uma semana atrás”.

Conseguimos o aparelho, inclusive com preços atrativos graças ao Liquida Candelária, mas junto ao calor e a corrida por utensílios que nos façam sentir melhor, vem a briga por mão-de-obra. Ou estão todos ocupados, com filas de espera quilométricas, ou em férias. Todo mundo é filho de Deus e alguns merecedores de férias, como esses.

Acho que a terça-feira foi o pior dia, entramos no carro e o termômetro apontava 43 graus embaixo do sol. Depois baixou, mas nada que descesse dos 40. Confesso, nesse dia, senti inveja do Tisbe. Fomos dar um passeio na Prainha, em Candelária, onde passa o Rio Pardo, o mesmo que transbordou e inundou um grande número de casas e ruas no início do ano.

Foi lindo de ver o cachorro indo “com muita sede ao pote” em direção à água. Tomou um caldo bonito, se perdeu nas pedras, mas logo se recuperou e saiu nadando. Depois ficou meio com medo, mas não deixou de se refrescar. Foi inveja boa, mas foi uma baita de uma inveja, o Tisbe estava mais faceiro que pinto no lixo, chegava ser bonito de ver. “Quem dera ser um peixe”, não… quem dera ser o Tisbe num calor desses.

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CREDENCIAIS. Daiani Ferrari, economia solidária, o levante da juventude. E as bandeiras no estádio

“….Sou uma pessoa sensível a hinos e bandeiras. O que me chamou muito a atenção e de fato me deixou sensibilizada foi o encerramento do evento, quando um grupo do Levante da Juventude (jovens acampados buscando conscientizar outros jovens sobre seu papel na sociedade) e militantes e defensores da economia solidária estenderam uma grande bandeira da causa em frente ao palco central e dançaram e cantaram. Dançavam e cantavam felizes por ter participado daquele momento histórico na cidade, no qual eram protagonistas de boas práticas e exemplos para o país.

Achei bonito. É louvável quando os indivíduos lutam por aquilo que acreditam. Foi bonito como quando vejo na televisão pessoas pelo mundo, sejam atletas, políticos ou turistas, balançando a bandeira do Brasil e demonstrando o orgulho de ser brasileiro. Também foi bonito como quarta-feira, quando vi no Estádio dos Plátanos crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres balançando a bandeira do Grêmio, como se o time do coração fosse sua pátria-mãe…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “As credenciais ganham um lugar,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

As credenciais ganham um lugar – por Daiani Ferrari

29, janeiro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Desde que comecei a ter uma vida movimentada, no sentido de participar de atividades de “gente grande”, passei a guardar todas as credenciais dos eventos aos quais participei. Cada local que morava nos últimos anos tinha um espaço reservado para pendurar as credenciais. No “pombal”, nome carinhoso para o prédio no qual alugava um kitnet, elas ficavam penduradas no suporte de parede da televisão. O espaço era meio escasso, mas ali elas ficavam bem, sem incomodar ninguém. No apartamento da Tuiuti, um cantinho na escrivaninha, onde era para ficar a pilha de CDs, mas na falta dos mesmos, um bom lugar para as credenciais.

No apartamento do Parque, lugar privilegiado, na sala, de modo que todos que lá chegassem pudessem ver. Depois da mudança, ficaram escondidas, ainda não havia nada apropriado para os mimos, mas eis que no último final de semana ficou pronta a última parte da casa nova. O quarto-escritório foi montado, trazendo solução para o que não havia lugar certo ou armário que coubesse, e também para as credenciais.

Fazia um bom tempo que não participava de nada que me rendesse uma credencial, elas já ansiavam por uma nova companheira e então surge o Fórum Social de Economia Solidária, realizado em Santa Maria.

Sou uma pessoa sensível a hinos e bandeiras. O que me chamou muito a atenção e de fato me deixou sensibilizada foi o encerramento do evento, quando um grupo do Levante da Juventude (jovens acampados buscando conscientizar outros jovens sobre seu papel na sociedade) e militantes e defensores da economia solidária estenderam uma grande bandeira da causa em frente ao palco central e dançaram e cantaram. Dançavam e cantavam felizes por ter participado daquele momento histórico na cidade, no qual eram protagonistas de boas práticas e exemplos para o país.

Achei bonito. É louvável quando os indivíduos lutam por aquilo que acreditam. Foi bonito como quando vejo na televisão pessoas pelo mundo, sejam atletas, políticos ou turistas, balançando a bandeira do Brasil e demonstrando o orgulho de ser brasileiro. Também foi bonito como quarta-feira, quando vi no Estádio dos Plátanos crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres balançando a bandeira do Grêmio, como se o time do coração fosse sua pátria-mãe.

No final do domingo, depois das atividades encerradas, depois do balanço final do Fórum Social de Economia Solidária, o merecido descanso. Um banho, um lanche, a sensação do dever cumprido, na medida do que era possível, e a cena das pessoas dançando como crianças embaixo da bandeira. A credencial foi para junto das outras. Num novo espaço, que espero ficar ali por muito e muito tempo.

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FÉRIAS CURTAS. Daiani Ferrari na praia, a chuva e políticos papagaios de pirata

“….O que mais se fez presente nesse curto período de férias foi o calor, junto com um sol dos mais fortes, o responsável pelas marcas que ainda vejo no corpo. Protetor solar praticamente não servia de nada. Braços manchados, nariz descascando, canelas ardidas (sim, eu queimo as canelas) e ombros que parecem pegar fogo. Tudo que eu queria era chuva, muita chuva, mas uma chuva daquelas…

Chuva para amenizar o calor e para fazer entrar o ano de alma lavada. A tal chuva veio, mas veio em proporções um pouco desmedidas. Se soubesse de todos os estragos que ia fazer, nem tinha clamado tanto, uns pingos já estariam de bom tamanho. É triste, é uma situação na qual não temos muito a fazer, mas também é penoso quando algumas pessoas usam este tipo de fato para ganhar visibilidade.

Ontem estava em uma reunião e um político da cidade recebia elogios por ter aparecido no Jornal Nacional, em reportagem que mostrava uma autoridade do Estado que visitava a ponte destruída na RSC-287. O que devo supor (e é o mínimo que espero) é que ele tenha algo concreto para ajudar, caso contrário, que vá trabalhar e não fique se aproveitando de desastres para ser visto na Globo. Comprometimento político e com a comunidade é bem diferente que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Praia, chuva e os papagaios de pirata,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Praia, chuva e os papagaios de pirata – por Daiani Ferrari

8, janeiro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Bem lembro o amigo Clayton Coelho, em fevereiro do último ano, se vangloriando pelo fato de ir a uma praia de Florianópolis, enquanto eu, na minha imensa humildade, me preparava para visitar Torres. Este ano a coisa foi diferente, fomos conhecer a “ilha da magia”, mas confesso, o caminho foi longo e não adianta, com pobre sempre acontece algo que não se espera. No meio do caminho, resolvemos pernoitar em Imbé, para a viagem não ficar tão cansativa.

Procuramos um hotel, coisa simples, mas no meio da noite a situação ficou feia. O ventilador de teto não fazia vento, um grande problema no calor desconfortante que estava. Para minha surpresa, aquele ventilador era estranho, na indicação do vento para baixo, ele ventilava para cima. Caso resolvido, era só trocar a posição do interruptor e colocá-lo com a indicação para cima, que ele faria vento para baixo. Às 3h da manhã, o primeiro problema resolvido. Mas às 5h acabou a luz em Imbé, Tramandaí e na redondeza. Por isso, repito, pobre quando acha um ovo, é porque está estragado. Ou no meu caso, se tem um ventilador funcionando bem, só pode faltar luz.

6h30 da manhã fomos embora do hotel, depois de um banho gelado, mas tão gelado que pareciam pedras de gelo que caíam no lombo. Falando em cair, para começar o passeio, na chegada a Imbé, tropecei (ou como dizem na minha cidade, “tropiquei”, ou “dei um tropicão”) numa pedra, mas não uma simples pedra, uma pedra tão grande que meu dedo ainda dói, o que faz com que acredite que um dia aquela unha vai cair. 

Seguimos viagem, chegamos a Floripa, fomos para a casa de nossos anfitriões e curtimos ótimos dias de praia, um réveillon de fogos muito bonito, mas confesso que meio cansativo. Para mim, cinco minutos de fogos já está de bom tamanho. Nesse tempo já dá para ver o que pode acontecer, depois disso, já é “encher lingüiça”. O que mais se fez presente nesse curto período de férias foi o calor, junto com um sol dos mais fortes, o responsável pelas marcas que ainda vejo no corpo. Protetor solar praticamente não servia de nada. Braços manchados, nariz descascando, canelas ardidas (sim, eu queimo as canelas) e ombros que parecem pegar fogo. Tudo que eu queria era chuva, muita chuva, mas uma chuva daquelas…

Chuva para amenizar o calor e para fazer entrar o ano de alma lavada. A tal chuva veio, mas veio em proporções um pouco desmedidas. Se soubesse de todos os estragos que ia fazer, nem tinha clamado tanto, uns pingos já estariam de bom tamanho. É triste, é uma situação na qual não temos muito a fazer, mas também é penoso quando algumas pessoas usam este tipo de fato para ganhar visibilidade.

Ontem estava em uma reunião e um político da cidade recebia elogios por ter aparecido no Jornal Nacional, em reportagem que mostrava uma autoridade do Estado que visitava a ponte destruída na RSC-287. O que devo supor (e é o mínimo que espero) é que ele tenha algo concreto para ajudar, caso contrário, que vá trabalhar e não fique se aproveitando de desastres para ser visto na Globo. Comprometimento político e com a comunidade é bem diferente que aparecer na televisão à custa da desgraça alheia.

Só faltou carregar um cartaz com os dizeres “mãe, estou na TV”.

A PERFEIÇÃO. Daiani Ferrari e o almoço com feijão em São Borja: “não tem preço”

18, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

“….O Feijão (cachorro) já não existe mais. No rosto do Miguel dá para notar o sinal do tempo e eu em casa sou apenas uma visita. Visita com cartão permanente, mas visita. Felizmente, existem coisas que nunca mudam. A calçada da Serafim Vargas, em um trecho entre a Aparício Mariense e Barão do Rio Branco, em São Borja, continua sendo de pedra, e a casa da esquina continua lá, numa arquitetura antiga e mal cuidada. O tio Miro e a tia Jurema são presenças constantes. Eu continuo pedindo presentes e arrematando tudo que não serve para minha irmã e mãe.

E mais uma coisa, por mais que o tempo passe, nunca se altera. Nossos momentos mais divertidos e felizes são ao redor da mesa da cozinha, no meio-dia de sábado. Dia que, mesmo com o passar do tempo e em qualquer época do ano, é perfeito para o feijão (comida) lá…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Um almoço em São Borja não tem preço,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

 

 

Um almoço em São Borja não tem preço – por Daiani Ferrari

18, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

Há uns dias, num final de semana, aconteceu um forte temporal em São Borja, coisa de muitos postes caídos, falta de energia elétrica, além das árvores que foram ao chão. Minha mãe, a Iara, liga para saber como estou todo domingo, mas com a situação que se abatia sobre a cidade, nem telefone celular tinha serviço, tanto que ela só foi conseguir me ligar na noite da segunda-feira, quando as coisas começavam a normalizar. Um questionamento surgiu nas inúmeras vezes em que tentava me ligar: “se está em emergência o telefone, como ele vai saber se minha ligação é de emergência ou não? Eu quero falar com a Daiani, e isso para mim, é uma emergência”. Ela não atentou para o fato de a tal emergência ser para números como 190 ou 193.

As coisas mudaram. Eu já sou adulta e de certa forma independente. Minha irmã fez vestibular essa semana. O Feijão (cachorro) já não existe mais. No rosto do Miguel dá para notar o sinal do tempo e eu em casa sou apenas uma visita. Visita com cartão permanente, mas visita. Felizmente, existem coisas que nunca mudam. A calçada da Serafim Vargas, em um trecho entre a Aparício Mariense e Barão do Rio Branco, em São Borja, continua sendo de pedra, e a casa da esquina continua lá, numa arquitetura antiga e mal cuidada. O tio Miro e a tia Jurema são presenças constantes. Eu continuo pedindo presentes e arrematando tudo que não serve para minha irmã e mãe.

E mais uma coisa, por mais que o tempo passe, nunca se altera. Nossos momentos mais divertidos e felizes são ao redor da mesa da cozinha, no meio-dia de sábado. Dia que, mesmo com o passar do tempo e em qualquer época do ano, é perfeito para o feijão (comida) lá de casa e as risadas e constrangimentos. Foi nessa hora, no último final de semana, que minha irmã contou a “pérola” da Iara e sua chamada de emergência. Ela, toda envergonhada, tentou dizer que a história não era exatamente essa, depois de muito relutar para que o fato não fosse revelado. Mas não teve jeito, os risos vieram e, com certeza, essa foi a grande sacada do fim de semana. E foi um almoço divertido e feliz.

Esse momento foi um dos que fizeram o final de semana em São Borja perfeito. A família ao redor da mesa é algo que não tem preço.

SENSACIONAL. Daiani Ferrari acredita ter encontrado o pão de alho perfeito

11, dezembro, 2009 Claudemir Pereira Sem comentários

“….Dia desses, em mais um dos nossos churrascos, tive a feliz ideia de improvisar para fazer o pão de alho, que não estava programado – somente o picadinho de carne com um molho de queijo já estaria sensacional. Mas no calor da hora, o bendito pão de alho, com pão de sanduíche, já que pão francês estava em falta, alho desidratado e margarina (que insisto em chamar de manteiga). O toque especial foi o queijo parmesão, o temperinho verde (da nossa horta na sacada) e a pimenta preta moída na hora.

Nem criei muita expectativa, porque às vezes peco pela quantidade de ingredientes e acabo perdendo o gosto original e como seguidamente falo, as coisas têm que ter seus gostos e suas peculiaridades. O pão foi para a churrasqueira em uma grelha, e no momento de provar… credinho, foi o…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “O pão de alho perfeito,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

O pão de alho perfeito – por Daiani Ferrari

11, dezembro, 2009 Claudemir Pereira 3 comentários

Gosto de cozinhar. Não sei fazer pratos requintados, com iguarias sofisticadas ou exóticas. Faço coisas simples, mas me arrisco em experiências. Sou daquelas que nunca abriu mão do queijo, molho branco, creme de leite e brócolis, e agora estou descobrindo outros sabores. Fui criada comendo panquecas, cuja massa aprendi a fazer de pequena, sei virá-la como os cozinheiros e acho isso sensacional. Não que isso seja grande coisa, mas minha mãe não sabe fazer. Meus últimos experimentos foram a panqueca de brócolis com molho branco (lá em casa era só panqueca de carne), e o canudinho (desses de festa de criança) com vegetais e molho de queijo como cobertura, ao invés da maionese.

Dia desses, em mais um dos nossos churrascos, tive a feliz ideia de improvisar para fazer o pão de alho, que não estava programado – somente o picadinho de carne com um molho de queijo já estaria sensacional. Mas no calor da hora, o bendito pão de alho, com pão de sanduíche, já que pão francês estava em falta, alho desidratado e margarina (que insisto em chamar de manteiga). O toque especial foi o queijo parmesão, o temperinho verde (da nossa horta na sacada) e a pimenta preta moída na hora.

Nem criei muita expectativa, porque às vezes peco pela quantidade de ingredientes e acabo perdendo o gosto original e como seguidamente falo, as coisas têm que ter seus gostos e suas peculiaridades. O pão foi para a churrasqueira em uma grelha, e no momento de provar… credinho, foi o pão de alho mais sensacional que já comi em toda a face da terra. O pão crocante, um gostinho de margarina que suavizava o alho. Depois de comer, dava para sentir o gosto da salsinha e cebolinha e, ainda, da pimenta. Aquele sabor refrescante, picante, mas na medida, nada que desse vontade de beber um copo de água para tirar o gosto, como acontece em desenho animado.

Definitivamente, me rendi ao pão de alho. Eram seis e destes devo ter comido cinco. Estavam verdadeiramente maravilhosos. Acho que ele só perdeu para a sopa de agnoline, com tempero verde, ovo cozido e pimenta do pará – sensacional ao extremo. Bom, como o pão saiu meio sem querer, espero que consiga fazê-lo novamente. Já descobri o pão perfeito, a sopa do século e a massa que mais dá água na boca, que é o espaguete ao pesto. Tomara que até o Natal eu descubra outra comida perfeita. Se assim for, posso contar, de novo.

”PEDE PRA SAIR”. Daiani Ferrari, “Tropa de Elite” e o desemprego da hora

“….Confesso, tenho dificuldade de lidar com as pessoas, chego a ter vergonha de ligar todos os dias para a mesma pessoa, querendo sempre saber a mesma coisa. Foi por isso que “pedi para sair”. Eu era praticamente o 02 do filme Tropa de Elite. “Ta com medinho, pede pra sair, 02”. E foi o que fiz. Saí.

Mas o que minha mãe me disse me fez um bem tremendo, porque na minha cabeça vinha também um certo sentimento de egoísmo, de estar menosprezando emprego, numa época em que eles estão raros, em um mercado de comunicação de certa forma pequeno, como o de Santa Maria. Meu problema de consciência era também pelo fato de ser uma pessoa otimista. Não pensei, em momento algum, que pudesse ficar eternamente sem emprego ou ficar um longo tempo buscando uma colocação. Não. Penso que o desemprego é sempre algo passageiro, que para quem realmente quer trabalhar, as oportunidades aparecem….”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Coisas de criança,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora semanal deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!