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Textos com Etiquetas ‘Daiani Ferrari’

PRECONCEITO. Daiani Ferrari, a própria psoríase, Sader e o ‘autismo’ da ministra

“…Mas a questão é que mesmo assim, às vezes, me sinto alvo de preconceito. As pessoas olham para o meu cotovelo e perguntam o que aconteceu. Até explicar o que é e o motivo, elas vão gradativamente esboçando o sentimento da pena em seus rostos. Tento não pensar nisso e tratar com naturalidade a doença, muito menos me abater com as caras tortas me olhando. Numa visão positiva, minha psoríase é pouca coisa perto de outras doenças muito mais agressivas.

Falando em preconceito, atento para a desistência do governo federal em nomear Emir Sader para a direção da Fundação Casa Rui Barbosa, depois de ele ter se referido à ministra da Cultura como “meio autista”…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Não ao preconceito,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Não ao preconceito – por Daiani Ferrari

Cada vez que vou a farmácia comprar remédio, quando peço o remédio e digo para que é, sinto que me olham com uma cara de espanto, pena ou de quem procura feridas características da doença. Tenho psoríase, uma doença auto-imune e genética que afeta a pele com erupções e lesões cutâneas. Felizmente não tenho lesões maiores ou sérias, apenas bolinhas no cotovelo, um dos lugares de maior incidência da doença, junto com pernas, joelhos e barriga.

Realmente, chama a atenção quando vejo pessoas que têm características da doença, que pode ser desencadeada a partir da alimentação, medicação ou sistema nervoso. O aspecto da pele fica terrível e tem gente que realmente sofre com o efeito da doença, que acaba com qualquer fio de autoestima que a pessoa possa ter. Depois que descobri a psoríase, adotei uma postura de estresse zero ou quase zero, caso contrário ficaria toda “empipocada”. Também cuido da alimentação, evito alimentos ricos em conservantes, que não me ajudavam em nada com a doença. Quanto a remédios, preciso evitar o cetoconazol. Uma coisa que a mim faz bem é o sol.  

Mas a questão é que mesmo assim, às vezes, me sinto alvo de preconceito. As pessoas olham para o meu cotovelo e perguntam o que aconteceu. Até explicar o que é e o motivo, elas vão gradativamente esboçando o sentimento da pena em seus rostos. Tento não pensar nisso e tratar com naturalidade a doença, muito menos me abater com as caras tortas me olhando. Numa visão positiva, minha psoríase é pouca coisa perto de outras doenças muito mais agressivas.

Falando em preconceito, atento para a desistência do governo federal em nomear Emir Sader para a direção da Fundação Casa Rui Barbosa, depois de ele ter se referido à ministra da Cultura como “meio autista”.

Sinceramente, ele não deve ter em sua casa ou em sua família uma pessoa autista e não deve ter percebido o quanto foi preconceituoso com a insinuação. Ele também não deve saber como é doloroso e difícil o relacionamento com uma pessoa que sofre de autismo. Autistas são pessoas fechadas para o mundo, têm uma realidade só deles. Há casos em que não conseguem falar, podem ser agressivos, mas também extremamente carinhosos. Qualquer evolução do comportamento autista necessita de tempo, compreensão, dedicação e paciência, nunca de pré-julgamentos.

Não conheço o senhor Emir Sader, não sei se é competente ou não, mas achei bem feito que tenha perdido o cargo. Não precisamos de gente preconceituosa “lá em cima”.

Eu sei me defender, mas e quem não pode ou não consegue?

CRÔNICA. Daiani Ferrari e a necessidade de não transformar a vítima em culpado

25, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…liberação da adrenalina na hora em que o medo chega é o que nos faz ficar, brigar ou fugir. Ou não ter nenhum tipo de reação.

Não é estrelismo, nem exibicionismo, tampouco vontade de salvar o mundo, como um super homem. É fisiológico. É natural. É sobrevivência.

O que não entendo é a transformação da vítima em vilã. E a imprensa faz isso. São títulos como “Depois de reagir a assalto, homem morre com tiro no peito”, “Vítima reage a assalto em São José do Rio Preto” ou “Homem morre ao reagir a assalto”. A pessoa merece a morte por ter reagido?

Até os próprios assaltantes já estão acreditando nessa inversão de papéis. Fato que prova ocorreu em 2009, em Minas Gerais, quando…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A vítima sempre vai ser vítima,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A vítima sempre vai ser vítima – por Daiani Ferrari

25, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Em fevereiro, dois casos noticiados pela imprensa prenderam minha atenção. O primeiro foi do jogador de futebol do América mineiro, William Morais, morto com um tiro em um assalto, em Belo Horizonte. O segundo, o ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godói que foi baleado após uma tentativa de assalto em São Paulo.

Depois das revelações de que ambos teriam reagido aos ataques parece que passaram de vítima a culpados. Era como se dissessem “só foram baleados porque reagiram”. E disseram. Como se as pessoas fossem programadas para esperar por um assaltante. Modo 1: Em assaltos, não reagir. Modo 2: Somente reagir se o assaltante estiver desarmado. Modo 3: Quer reagir, tudo bem, mas a culpa será sua.

Ninguém quer ser assaltado. Nunca fui assaltada, mas acredito que a pessoa em uma situação dessas não tem tempo para avaliar prós e contras da sua reação. Ela simplesmente o faz, não raro, sem nem saber o que está fazendo. É impulsivo. Quem não quer defender o filho, o pai, a mãe, um amigo ou namorada e a si mesmo? E por que não perguntar, quem não quer defender o que com tanto esforço conseguiu, como carro, dinheiro na carteira ou a casa? Desculpa, mas eu me apego às minhas coisinhas.

Se um dia for assaltada e porventura reagir, com certeza será para defender a mim, aos meus e ao que é meu. E mesmo assim, continuarei sendo a vítima. Conheço essa história sobre não reagir, que a vida vale mais que qualquer bem, mas é da vida. Toda ação desencadeia uma reação. Adequada ou não.

Em geral, é o medo que nos traz esse impulso, nem sempre é a vontade de ser o herói da história. É ele que nos faz pular em cima de alguém que tem uma arma apontada para nossas cabeças ou que está entrando em nossas casas. A liberação da adrenalina na hora em que o medo chega é o que nos faz ficar, brigar ou fugir. Ou não ter nenhum tipo de reação.

Não é estrelismo, nem exibicionismo, tampouco vontade de salvar o mundo, como um super homem. É fisiológico. É natural. É sobrevivência.

O que não entendo é a transformação da vítima em vilã. E a imprensa faz isso. São títulos como “Depois de reagir a assalto, homem morre com tiro no peito”, “Vítima reage a assalto em São José do Rio Preto” ou “Homem morre ao reagir a assalto”. A pessoa merece a morte por ter reagido?

Até os próprios assaltantes já estão acreditando nessa inversão de papéis. Fato que prova ocorreu em 2009, em Minas Gerais, quando um senhor foi processado pelo ladrão que tentava assaltar seu estabelecimento comercial. A ação, com acusação de lesões corporais, foi suspensa, mas o meliante ainda tinha a intenção de processar a vítima por danos morais, por considerar ter sido humilhado durante o roubo.

Isso parece brincadeira, mas não é. O mundo caminha para a perversão… Aonde vamos parar?

CRÔNICA. Daiani Ferrari, os ‘estranhos amigos’ e coisas sem nenhuma explicação

18, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Das coisas sem explicação,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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Das coisas sem explicação – por Daiani Ferrari

18, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira 2 comentários

Nunca fui de muitos amigos. Tenho um que é extremamente competitivo. Para ele, tudo vira um incentivo para trabalhar mais e mais. Trabalho, um ponto de divergência entre nós. Tento fazer com que ele trabalhe menos e viva mais, o que não é facilmente compreendido. Mas ele é quem me manda e-mail antes do ano novo desejando um bom 2011, dizendo que apesar de tudo sou sua melhor amiga.

Também tem uma mocinha linda que nunca dá notícias, foge para outro continente sem nem avisar. Às vezes acho que tudo não passa do medo que ela tem de que alguém tome seu lugar ou lhe faça algum mal. Só que ela é a única que todo dia 17 de janeiro envia um e-mail, mensagem via celular ou messenger, parabenizando pelo aniversário de formatura e agradecendo por eu ter feito parte dessa etapa da sua vida.

Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge.

Fazendo uma autocrítica, sei que não sou das melhores companhias. Posso ser egoísta, sobretudo se o assunto for comida, faladeira, comilona, gritona e “perguntadeira”. Também tenho mania de limpeza, embora em um nível bem menor agora. Gosto de tomar cerveja e quando levemente embriagada posso chegar ao ponto do “te considero pra caramba”. E os piores: teimosa, impaciente e, segundo a Fabi, ansiosa.

Não são só esses os amigos. Têm outros que somem, reaparecem e em algum momento, quando menos espero, enviam uma mensagem de apreço ou um simples sinal de que não me esqueceram. Mesmo não tendo muitos, os poucos são ótimos.

Junto com o sumiço das canetas BIC e dos guarda-chuvas, a amizade é dessas coisas que não conseguimos explicar.

Pessoas tão diferentes que se encontram, se gostam e viram amigos… Simples assim!

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MAU HUMOR? Daiani Ferrari, os do contra e os fungadores. Ah, e o Jorge Pozzobom

4, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Pessoa que fala baixo e sem vontade deveria ter a unha do pé esmagada com muita força para aprender a falar de uma maneira que a comunicação seja efetivada e ver que não custa nada facilitar a vida dos outros.

E os fungadores? Não existe nada, ou quase nada, mais chato que gente fungando o nariz na tua frente. Tenho vontade de oferecer um lenço ou um descongestionante nasal. Eu não tenho nada a ver com as secreções dos outros. Pior que isso, só ouvir no rádio “tapa na cara eu sei que vai doer, mas não dói mais do que perder você” e pessoas cantarolando.

Mas o fim da picada é a polêmica gerada pelo fato de nosso deputado eleito Jorge Pozzobom ter ido à sua posse na Assembleia Legislativa, em Porto alegre, de táxi. Parece que…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Um filmezinho para acalmar,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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Um filmezinho para acalmar – por Daiani Ferrari

4, fevereiro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Sabe aqueles dias em que acordamos extremamente irritados?

Dias em que o menor ruído do rádio pode ferrar tudo e fazer com que pareça que comemos uns sete pacotes de balas azedas. Dias em que um simples “adorei o teu chinelo” faça com que chamemos o autor da frase de invejoso e olho grande.

Em um dia assim, não podiam nos deixar sair da cama. Tínhamos que ter um ajudante que fizesse quase tudo por nós. Trouxesse café, o controle remoto da televisão, da TV por assinatura, do ar-condicionado. Alguém que levasse o cachorro para passear e brincasse com ele depois do almoço.

Ninguém é sociável em um dia irritante. Claro que tem gente que não é sociável em dia nenhum, mas estou falando de pessoas normais, ou seja, esses estão fora. Pessoa que fala baixo e sem vontade deveria ter a unha do pé esmagada com muita força para aprender a falar de uma maneira que a comunicação seja efetivada e ver que não custa nada facilitar a vida dos outros.

E os fungadores? Não existe nada, ou quase nada, mais chato que gente fungando o nariz na tua frente. Tenho vontade de oferecer um lenço ou um descongestionante nasal. Eu não tenho nada a ver com as secreções dos outros. Pior que isso, só ouvir no rádio “tapa na cara eu sei que vai doer, mas não dói mais do que perder você” e pessoas cantarolando.

Mas o fim da picada é a polêmica gerada pelo fato de nosso deputado eleito Jorge Pozzobom ter ido à sua posse na Assembleia Legislativa, em Porto alegre, de táxi. Parece que as pessoas ainda não entenderam a estratégia dele. Falem mal ou bem, mas falem. Não quero entrar no mérito se foi marketing ou demagogia. Sinceramente, só espero que não passe os quatro anos de mandato fazendo as gracinhas tão típicas dele e somente isso.

Será que é adequado mentir para o chefe que estou doente e ir para casa, fazer pipoca e olhar o filme da Sessão da Tarde?

Só para a raiva passar…

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É O VERÃO. Daiani Ferrari, mosquitos, pernilongos e a saudade… do inverno

“…a terra dos mosquitos. Tem muitos. Tantos, que se não fechar a casa até 18h, uma nuvem deles entrará e fará da noite uma verdadeira sinfonia. Acredito que a madrugada da quarta para a quinta a mais mal dormida aqui. Com o quarto fechado, ao invés de dormir, nos estapeávamos, virávamos a todo o momento, sempre ouvindo a música que os bichinhos nos proporcionavam e com medo de que nos carregassem. Até o cachorro estava inquieto, acho que nem ele escapou das picadas dos mosquitos…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Deu de verão,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Deu de verão – por Daiani Ferrari

Detesto verão. Além de ir à praia, tomar caipirinha, fazer compras e comer coisas diferentes, ele não serve para nada. Entro no twitter e é só reclamação pelo calor que faz. Em Candelária, Santa Maria, Porto Alegre, São Borja, a ladainha é a mesma. E olha que não estou em São Borja, porque na Fronteira-Oeste, o calor das 3h é o mesmo das 12h, sem tirar nem por. Temperatura, no caso.

Como não bastasse o calor, junto vêm os mosquitos. Em Candelária é cada pernilongo que mais parece um marimbondo de tão grande. Como dizem na minha terra, “só sobraram os pernilongos porque já comeram todos os mosquitos”. Embora pernilongo e mosquito sejam a mesma coisa (não estou falando dos da dengue), nunca é demais a hipérbole para dar a dimensão da situação. Na noite de quarta-feira, depois de muito esperar pela chuva, ela veio. Não foi uma enxurrada, o que de fato é algo bom, porque estamos fartos de ver tantas tragédias na televisão, mas ajudou, trouxe um ventinho agradável. E mosquitos.

Credo, Candelária deve ser a terra dos mosquitos. Tem muitos. Tantos, que se não fechar a casa até 18h, uma nuvem deles entrará e fará da noite uma verdadeira sinfonia. Acredito que a madrugada da quarta para a quinta a mais mal dormida aqui. Com o quarto fechado, ao invés de dormir, nos estapeávamos, virávamos a todo o momento, sempre ouvindo a música que os bichinhos nos proporcionavam e com medo de que nos carregassem. Até o cachorro estava inquieto, acho que nem ele escapou das picadas dos mosquitos.

Depois da chuva, a quinta-feira ficou nublada, mas nada de abrandar o calor. Hoje é mais um dia em que a única vontade é estar em uma sala fechada, com ar condicionado. Também novamente teremos nossos colegas de apartamento, os mosquitos, com seu zumbido em dó, ré, mi, fá e o sol, lá, si também.

Por favor, dá pra passar o verão e chegar o inverno de uma vez?

MATERNIDADE. Daiani Ferrari, o seriado ianque e a preferência por filho adotivo

“…Depois de várias empreitadas nesse propósito, no episódio que vi essa semana, Scotty e Kevin vão a uma feira de adoção para tentar escolher uma criança, que por fim acaba escolhendo-os.

Não tenho ainda vontade de ter filhos, mas se um dia tiver (porque eu posso nunca ter!), com certeza seria através da adoção. Posso justificar dizendo que é uma maneira de contribuir com um problema social, dar uma família a quem precisa. Mas também poderia dizer que é por não ter a menor intenção de engravidar, ficar nove meses esperando, com enjôos, desejos e incômodos. Desculpa-me se minhas palavras agridem os poucos leitores que posso ter, mas essa é minha opinião.

Como uma pessoa que acredita na bondade das pessoas mais do que tudo, julgo esse ser um ato dos mais gloriosos. Sei que o processo não deve ser nem…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Prefiro a adoção,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Prefiro a adoção – por Daiani Ferrari

21, janeiro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Adoro seriados americanos. Comecei a assistir House e segui com Lost, Sex and The City, Grey’s Anatomy, The Good Wife e Brothers and Sisters, sendo esse um dos meus preferidos. Nesse ultimo, que trata sobre dramas familiares, há um casal gay que quer ter filho, formar uma família, essas coisas de casal heterossexual.

Depois de várias empreitadas nesse propósito, no episódio que vi essa semana, Scotty e Kevin vão a uma feira de adoção para tentar escolher uma criança, que por fim acaba escolhendo-os.

Não tenho ainda vontade de ter filhos, mas se um dia tiver (porque eu posso nunca ter!), com certeza seria através da adoção. Posso justificar dizendo que é uma maneira de contribuir com um problema social, dar uma família a quem precisa. Mas também poderia dizer que é por não ter a menor intenção de engravidar, ficar nove meses esperando, com enjôos, desejos e incômodos. Desculpa-me se minhas palavras agridem os poucos leitores que posso ter, mas essa é minha opinião.

Como uma pessoa que acredita na bondade das pessoas mais do que tudo, julgo esse ser um ato dos mais gloriosos. Sei que o processo não deve ser nem um pouco fácil, mas também acho um pouco de egoísmo querer somente um filho seu, com a garantia de um cabelo liso, loiro, olho claro e o nariz escultural, como do pai ou da mãe, sem nenhum tipo de análise de outras possibilidades.

Posso ser insensível como mulher, mas realmente não acredito naquele pensamento divino de que o casal se uniu para procriar e somente isso. Prefiro a pregação de que mulheres e homens, separados ou unidos, sem nenhum tipo de preconceito, sejam bons, estendendo a mão para quem precisa. Existe aquela história de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho para ter uma vida completa. Em minha opinião, ao invés deste último, deveria ser adotar uma criança.

E pode ter quem tente me persuadir a mudar de ideia, o que é difícil, mas não impossível. Não adianta dizer que durante a gravidez a mulher fica linda, que a gestação é uma delícia, algo indescritível; ou que o momento do parto é o instante mais precioso entre mãe e filho, entre outras coisas que dizem.

No final do episódio, na hora de Scotty e Kevin têm que listar o nome das crianças pelas quais teriam interesse, vem Olivia dar tchau e carinhosamente os abraça. Esse foi o momento em que ela os escolheu e eles a ela.

E, como em um final de novela, chorei.

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CRÔNICA. Daiani Ferrari faz uma reflexão sobre os seus quatro anos de vida de jornalista

Postado por MAIQUEL ROSAURO

“Para o jornalista, mesmo que as ligações não sejam importantes, elas têm que acontecer, nem que seja para ouvir alguma coisa da qual já sabia. Elas são sinais de que algo está acontecendo, mesmo que não seja da sua conta”.

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A salvação da lavoura”, escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado há pouco, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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Já foram quatro anos – por Daiani Ferrari

O telefone da Betina era o mais silencioso possível. Tocava em horários específicos. No final da tarde de domingo, quando a mãe ligava para saber como ela estava, como havia passado o final de semana e se a aula de inglês do dia anterior fora produtiva. Não que a mãe soubesse algo da língua. Thanks e not eram as únicas palavras que conhecia e até arranhava pronunciar.

Também na quarta-feira, semana sim, semana não, podia-se ouvir o toque melodioso do seu aparelho celular. Era a mãe novamente, para dizer um oi.

Fora isso, o telefone tocava na tarde de sábado, mas ela nem se dava ao trabalho de atender – eram bancos oferecendo produtos e serviços.

Mas não foi sempre assim. Houve dias de muito tumulto e sobressaltos com as chamadas telefônicas da família, amigos e colegas. A linha residencial já havia cancelado há tempos. Aos poucos, as ligações no trabalho também foram ficando escassas. Embora o telefone tocasse o dia inteiro, nunca era para nossa amiga.

Noutros tempos seria preocupante não receber ligações, mas, com o passar do tempo, Betina acostumou. Era um problema a menos. Concluiu que era melhor assim.

***

Betina não é jornalista. Não sabe o quanto ficamos aflitos quando nossos telefones não tocam. Se não tocam, é sinal de que algo vai muito mal.

Para o jornalista, mesmo que as ligações não sejam importantes, elas têm que acontecer, nem que seja para ouvir alguma coisa da qual já sabia. Elas são sinais de que algo está acontecendo, mesmo que não seja da sua conta.

***

Paro, olho para meu telefone e penso, tentando definir onde me encontro a essa altura do campeonato da vida jornalística, fazendo um balanço desses quase quatro anos de formada.

O pobrezinho, às vezes, fica desligado a semana toda. É quando percebo que ou me perdi no processo ou o processo se perdeu em mim.

Só não sei quando aconteceu.

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CRÔNICA. Daiani Ferrari, o vestibular, o taxista e ônus e bônus da vida moderna

7, janeiro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

“…Como essa foi uma semana de vestibular da UFSM, pensei que a cidade estaria aquele caos de anos anteriores, mas enquanto ouvia gente reclamando que a descentralização do processo diminuiu o movimento da cidade, trazendo menos benefícios (lê-se dinheiro), e taxistas ranzinzas resmungando sobre a baixa no número de corridas, peguei um táxi com um senhor muito “boa praça”.

No meio da conversa, o motorista dizia que para os estudantes que não precisam viajar para fazer as provas, esse era um grande avanço e que, afinal de contas, o vestibular não é para que ele e os colegas fiquem ricos.

Depois de muito papo, com a corrida quase sendo um passeio pela cidade, ele tem um estalo e pergunta…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “A salvação da lavoura,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A salvação da lavoura – por Daiani Ferrari

Essa semana, tiramos uma folga de Candelária. Consegui ficar três dias em Santa Maria sem nada para fazer, somente com preocupações leves, como preparar uma janta legal, com um prato diferente, ler revista de mulherzinha, olhar filmes e rever os seriados que mais me agradam.

A calmaria é só dentro de casa, pois na rua as pessoas andam cada vez mais apressadas com seus aparelhos celulares, cheias de coisas para resolver, e por conta disso quase se atropelam uns aos outros em todos os lugares. Chegam a fazer corrida de carrinhos no supermercado pelo melhor lugar na fila da balança, do caixa.

De tanto que correm, alguns diriam que até voam. É a vida moderna tomando conta de nós.

Como essa foi uma semana de vestibular da UFSM, pensei que a cidade estaria aquele caos de anos anteriores, mas enquanto ouvia gente reclamando que a descentralização do processo diminuiu o movimento da cidade, trazendo menos benefícios (lê-se dinheiro), e taxistas ranzinzas resmungando sobre a baixa no número de corridas, peguei um táxi com um senhor muito “boa praça”.

No meio da conversa, o motorista dizia que para os estudantes que não precisam viajar para fazer as provas, esse era um grande avanço e que, afinal de contas, o vestibular não é para que ele e os colegas fiquem ricos.

Depois de muito papo, com a corrida quase sendo um passeio pela cidade, ele tem um estalo e pergunta:

- Mas para onde mesmo estamos indo?

Destino alcançado, desci do carro e aquele senhor foi algo como a salvação da lavoura. Nem tudo está perdido, a vida louca ainda não tomou conta de todos.

Amanhã as pessoas vão continuar disputando alucinadamente os melhores lugares, o trânsito na Acampamento perto das 18h seguirá sendo algo a se evitar, os aparelhos celulares vão agregar ainda mais funções, servindo cada vez menos para fazer ligações, e os comerciantes continuarão achando que a UFSM deveria voltar com o velho sistema do vestibular. Ou seja, a vida louca e desatinada das grandes cidades que já chega à velha e boa Santa Maria, há algum tempo, vai ganhar mais força.

O progresso e o crescimento são ótimos, mas como em tudo temos o bônus e o ônus… É a vida moderna que vai deixando suas marcas.

2011 VEM AÍ! Daiani Ferrari, o copo de medidas e as promessas não-feitas

31, dezembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Se quando estava na vitrine era difícil arrumar um emprego equivalente a um cargo público, com salário extraordinário e horários rigorosamente estabelecidos, imagina agora. Mas sem dramas, isso não é uma reclamação, é apenas uma constatação.

E quanto a ser alguém melhor, o que eu posso prometer? Falar menos palavrão? Improvável. Fazer o bem sem olhar a quem? Tento, nem sempre consigo. Ficar mais tempo perto da família? São Borja é longe. Não ficar indignada e não retrucar quando alguém diz que gostaria de ser bem pobre a ponto para não precisar trabalhar e receber “bolsa-tudo” do governo? Definitivamente, não… Tudo na vida tem um…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “2011 está aí…,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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2011 está aí… – por Daiani Ferrari

31, dezembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Ser uma pessoa melhor no ano novo, emagrecer, buscar uma colocação profissional melhor, com um salário capaz de recompensar todo e qualquer esforço. Que nada! Eu quero muito usar o copo de medidas em 2011!

Na passagem de ano, sempre povoam nossas cabeças as benditas metas que sabemos que nunca vamos cumprir. Há dois anos não consigo perder os quilos adquiridos no inverno, e não vai ser dessa vez.

Se quando estava na vitrine era difícil arrumar um emprego equivalente a um cargo público, com salário extraordinário e horários rigorosamente estabelecidos, imagina agora. Mas sem dramas, isso não é uma reclamação, é apenas uma constatação.

E quanto a ser alguém melhor, o que eu posso prometer? Falar menos palavrão? Improvável. Fazer o bem sem olhar a quem? Tento, nem sempre consigo. Ficar mais tempo perto da família? São Borja é longe. Não ficar indignada e não retrucar quando alguém diz que gostaria de ser bem pobre a ponto para não precisar trabalhar e receber “bolsa-tudo” do governo? Definitivamente, não… Tudo na vida tem um limite.

Por isso, esse ano não prometerei nada. Eu já disse aqui que “é sempre bom ter alguma expectativa ou plano” (que nunca serão concretizadas, penso), mas mudei de ideia. Afinal de contas, só não muda de ideia quem não a tem (também já devo ter dito!).

***

O copo de medidas foi, talvez, a melhor aquisição do ano. Não a geladeira, o fogão ou a televisão bem linda e grande da sala. O copo veio de um impulso. Apenas o vi e achei que era a minha cara. Cheio de marcas rigorosas, mas com inúmeras possibilidades. Leite, óleo, farinha, açúcar, entre outros. Está ali se precisar.

Feito de material resistente, figurava quietinho num canto da prateleira, sem incomodar ninguém, mas causava tanta simpatia quando visto com atenção. Não resisti.

De fato, foi uma boa aquisição.

Outra hora, volto aqui e conto mais um pouco sobre ele.

Let’s go, 2011.

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DE DIA OU À NOITE. Daiani Ferrari e as solteiras que podem, sim, sair sozinhas

24, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Meus melhores amigos eram meninos. Na escola minha turma era composta por uns sete ou oito meninos e duas meninas, eu e mais uma. E nunca isso pendeu para o lado da sem vergonhice.

Meninas solteiras querem sair durante o dia ou durante a noite sem dar satisfação. Querem sentar numa mesa de bar, ou café ou restaurante e conversar sobre coisas que só meninas entendem. Querem falar sobre trabalho, estudos, família e meninos. E podem ter certeza, falamos muito sobre meninos, para o bem e para o mal, com ou sem um exemplar. Gostamos de rir alto, de nos sentirmos donas do campinho, mostrar que fazemos o que fazemos porque podemos e, sobretudo, porque queremos…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Coisas de meninas,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Coisas de meninas – por Daiani Ferrari

24, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Vai fazer um ano que minha avó morreu. Eu achava um sacrifício ir visitá-la, pois era sempre a mesma conversa:

- E então, Daiani, já arrumou namorado?

- Não. (eu era de poucas palavras com ela!).

- Mas como não? Olha que idade tu já tens. Com essa idade tua mãe já era casada e tinha uma filha. (a criança em questão era eu).

Esse devia ser um dos motivos pelos quais eu não frequentava a casa dela, não o mais forte, mas um deles. Ficava e ainda fico possessa quando vejo demonstrações de preconceito com as mulheres. Em que tempo vivemos? Ela achava, enquanto viva e já na minha época, que vivia naquele tempo em que trancava minha mãe em casa e não a deixava ir às aulas de educação física para que não ficasse exposta aos meninos que poderiam lhe fazer algum mal.

Nunca tive namorado antes de conhecer meu “namorido”, o que também não me fez falta nenhuma, mas eu percebia a reação de pessoas que achavam um absurdo ou falta de vergonha na cara sair para tomar uma ou várias cervejas entre amigas, sem moço nenhum. Para alguns, ainda hoje, meninas saindo sozinhas tem o único, e exclusivo, motivo de arrumar namorado.

Gente, isso é preconceito! Isso é pensar como minha avó. Já não vivemos mais no tempo em que desde adolescentes começamos a fazer um enxoval para o casamento. As mulheres demoram mais para arrumar namorado e marido, elas são donas de seus narizes. Outra história absurda é dizer que homens e mulheres não podem ser amigos. Meus melhores amigos eram meninos. Na escola minha turma era composta por uns sete ou oito meninos e duas meninas, eu e mais uma. E nunca isso pendeu para o lado da sem vergonhice.

Meninas solteiras querem sair durante o dia ou durante a noite sem dar satisfação. Querem sentar numa mesa de bar, ou café ou restaurante e conversar sobre coisas que só meninas entendem. Querem falar sobre trabalho, estudos, família e meninos. E podem ter certeza, falamos muito sobre meninos, para o bem e para o mal, com ou sem um exemplar. Gostamos de rir alto, de nos sentirmos donas do campinho, mostrar que fazemos o que fazemos porque podemos e, sobretudo, porque queremos.

Com 25 anos, quando arrumei um namorado, minha avó deve ter ficado radiante, tanto que quando o conheceu fez um interrogatório, decerto para saber se, nas palavras dela, “prestava”. Ela morreu e não aprendeu que não vivemos na busca constante por um marido e mulheres e homens podem ser amigos sem um interesse sexual por trás.

Há quem diga que “o outro” é a conquista de um porto seguro, mas estar sozinho não significa não ter o barco ancorado em lugar nenhum.

PURA ENGANAÇÃO. Daiani Ferrari e os morangos e melancias vendidos nos súpers

17, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Lembro que eu ia pra campanha e pegava morangos direto da horta, grandes, bonitos e doces, mas não nessa época. Eles ficavam visíveis somente lá por novembro e iam até um pouco depois do fim do ano.

É meio de setembro e faz horas que eles figuram nas prateleiras de supermercados. O mesmo acontece com as melancias. Gente, não é época de melancia, não comprem as que oferecem nos mercados. Elas são pura enganação. Duvido até que tenham gosto de melancia. Ontem…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “As frutas ou eu?,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

As frutas ou eu? – por Daiani Ferrari

17, setembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Há dias venho tentando comprar os morangos perfeitos, mas nada. Não dizem que os agrotóxicos trazem mais durabilidade para as frutas? Mentira! Meus morangos parecem lindos em suas bandejas embaladas com plástico filme, mas é só chegar em casa que ao primeiro toque eles se desmancham. Estão podres, mas com aspecto bonito. A ordem da produção das frutas está invertida?

Antigamente, ao primeiro sinal de envelhecimento eles ficavam meio rosas, num tom pastel, eram puros e verdadeiros. Agora nos enganam descaradamente. Outra coisa, ainda é cedo para ter morangos “dando sopa” por aí. Lembro que eu ia pra campanha e pegava morangos direto da horta, grandes, bonitos e doces, mas não nessa época. Eles ficavam visíveis somente lá por novembro e iam até um pouco depois do fim do ano.

É meio de setembro e faz horas que eles figuram nas prateleiras de supermercados. O mesmo acontece com as melancias. Gente, não é época de melancia, não comprem as que oferecem nos mercados. Elas são pura enganação. Duvido até que tenham gosto de melancia. Ontem vi uma senhora comprando a fruta, acho que me cocei de vontade de ir dizem que aquilo devia ter cor de melancia, tamanho de melancia, preço de melancia, mas na verdade devia ter gosto de melão misturado com tangerina e pepino.

A lógica das frutas fora de época deve estar seguindo a mesma dos sucos que o Chaves vendia na entrada da vila: cor de laranja, cheiro de morango e gosto de tamarindo. Sei não, mas estou quase desistindo das frutas fora de época (da época que eu penso).

De repente eu que estou em uma ordem invertida, vai saber… Estou numa cidade que só conhecia de nome e sem um liquidificar, o que não é um grande problema, já que nem consigo encontrar morangos bons para fazer uma batida.

CRÔNICA. Daiani Ferrari e aquela baliza que a derrotou na prova para virar motorista

“…Acordei cedo na quinta-feira, tomei 45 gotas de água de melissa, um copo de leite, me assegurei de que carregava a carteira de identidade para poder fazer a prova e fui para o local marcado. Chegando lá, os nervos estavam mais que atacados, eu parecia um canguru, sentia que o corpo estava pulando.

Pensei em fumar um cigarro para acalmar, mas fiquei com preguiça.

Conversando com os outros aspirantes a motoristas, fui me acalmando. Quando o professor me chamou, ainda consegui fazer uma brincadeira. Disse para o examinador do DETRAN que se eu batesse na baliza a culpa não era minha, mas do vento forte que teimava em ficar por ali…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Eu não passei na prova,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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Eu não passei na prova – por Daiani Ferrari

Hoje é sexta-feira, dia de voltar para Santa Maria e ver nosso cachorro que ficou hospedado na casa da minha irmã. Durante a semana as coisas correram bem. Tudo tranquilo com os novos afazeres. Começamos a caminhar, já com a “operação verão” na cabeça. A mudança do tabelionato bem adiantada, com várias coisas a respeito já resolvidas.

Poderia dizer que as coisas estariam sensacionais se não fosse por um pequeno fato: eu não ter sido aprovada na prova de direção para a obtenção da CNH. Acordei cedo na quinta-feira, tomei 45 gotas de água de melissa, um copo de leite, me assegurei de que carregava a carteira de identidade para poder fazer a prova e fui para o local marcado. Chegando lá, os nervos estavam mais que atacados, eu parecia um canguru, sentia que o corpo estava pulando.

Pensei em fumar um cigarro para acalmar, mas fiquei com preguiça.

Conversando com os outros aspirantes a motoristas, fui me acalmando. Quando o professor me chamou, ainda consegui fazer uma brincadeira. Disse para o examinador do DETRAN que se eu batesse na baliza a culpa não era minha, mas do vento forte que teimava em ficar por ali.

Entrei no carro e parece que foi como tirar meu nervosismo com a mão. Completamente calma, dei a partida no carro, sinalizando para sair e para estacionar, o que fiz com maestria. Foi na hora de tirar o carro o meu deslize. Achando que podia ir um pouco mais para trás e sair com folga na dianteira do carro, encostei na baliza. “Antes não tivesse feito a piadinha”, pensei na hora.

O examinador prontamente mandou que desligasse o carro e saísse. Foi o que fiz, ainda sem acreditar que eu tinha cometido esse erro idiota, que não cometi em nenhuma das aulas.  

Enfim, prova já marcada para o dia 2 de setembro e aulas extras também. Mas não era nisso em que eu pensava, em não ter passado, ou as aulas que terei que fazer de novo, tampouco no dinheiro que gastei para tanto… O que não me saía da cabeça era a história de uma senhora que aguardava para também fazer a prova.

Ela comentou que já faz dois anos que tenta obter a CNH. Nunca passa na prova de direção, já tendo feito no mínimo umas 20 vezes. Segundo ela, já foram cerca de R$ 5 mil reais gastos nisso. E não pensem que ela estava triste ou desanimada. Nem pensava em parar até conseguir a habilitação.

Não sei se conseguiu, saí antes dela. Só sei que eu não consegui e isso que nem era sexta-feira 13 de agosto.

CRÔNICA. Daiani Ferrari reflete sobre “o amor de sempre, mesmo que mude”

“Dois casais em quatro bancos no ônibus. Nos da frente, dois jovens em pleno clima de descobertas. Risinhos, olhares tímidos e toques na mão, na perna, um carinho no rosto.

Nos de trás, um casal de, no mínimo, uns 40 anos de união. Os dois quietos, apenas aguardando o fim da viagem. Vez ou outra, a senhora perguntava se ele queria um refrigerante ou um pastel da marmita que havia levado. Mas era só. Nada de conversa. Nada de mimos. Ele respondia com a cabeça.

Vendo as duas cenas distintas, minha pergunta é uma só: O casamento (entendido como união, da forma que seja) acaba com o romantismo? Será que o segundo casal começou com clima romântico, idealizando o amor, morrendo de tanto chamego e com a dor que o sentimento proporciona?…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “É sempre amor, mesmo que mude,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

“É sempre amor, mesmo que mude” – por Daiani Ferrari

Dois casais em quatro bancos no ônibus. Nos da frente, dois jovens em pleno clima de descobertas. Risinhos, olhares tímidos e toques na mão, na perna, um carinho no rosto.

Nos de trás, um casal de, no mínimo, uns 40 anos de união. Os dois quietos, apenas aguardando o fim da viagem. Vez ou outra, a senhora perguntava se ele queria um refrigerante ou um pastel da marmita que havia levado. Mas era só. Nada de conversa. Nada de mimos. Ele respondia com a cabeça.

Vendo as duas cenas distintas, minha pergunta é uma só: O casamento (entendido como união, da forma que seja) acaba com o romantismo? Será que o segundo casal começou com clima romântico, idealizando o amor, morrendo de tanto chamego e com a dor que o sentimento proporciona?

Conversando e analisando casais com relacionamento mais antigo que o meu, notei que na maioria deles as gentilezas românticas foram se finando. Aos poucos ele parou de abrir a porta do carro, de puxar a cadeira, de lembrar as datas em que se conheceram, quando o amor e a união começaram. Os presentes pelos anos de união foram ficando escassos…

O amor não deve ter acabado, pois ainda estão juntos, mas onde foi parar a chama da paixão? Às vezes tenho saudade da vida de solteiro, não por algum problema no relacionamento, mas por medo do dia que acabar essa chama. Era mais seguro ser solteira. Era eu e eu e eu me deixar era pouco provável. Será que o amor acaba quando acaba a paixão?

Os dois casais que mencionei no início do texto tinham o mesmo rumo dentro daquele ônibus. Na chagada, ambos desceram. O mais novo saiu de mãos dadas, com corações nos olhos, cada um levando sua bagagem.

O casal mais velho não deu as mãos. O senhor se apressou para pegar as malas, dele e dela, e quando o fazia disse:

- Minha velha, não se preocupa, eu pego nossas malas. O médico disse que você não pode carregar peso.

E saíram os dois casais.

Deve ser como diz a música… “é sempre amor, mesmo que mude”.

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CRÔNICA. Daiani Ferrari, a cadela Gorda e este frio de “renguear cusco”

“….Comentei que por aqui era meio comum o grande número de animais soltos pelas ruas, que alguns até eram meio adotados pela comunidade, que os alimentavam, oferecia assistência médica se necessário fosse. Mencionei, inclusive, o caso da cachorra Gorda, que vive no Centro de Santa Maria. Um bicho querido, não cria confusão, todos gostam e é a presença mais assídua em qualquer tipo de atividade que esteja sendo realizada pelos arredores. Gorda deve ganhar até banho dos lojistas e moradores do Centro, pois já a vi diversas vezes com lacinhos parecidos com os que meu cachorro ganha quando volta do pet shop…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “O que vier primeiro,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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O que vier primeiro – por Daiani Ferrari

Ainda tenho dedos para digitar, mas isso já não é tarefa fácil, tamanho é o frio que está fazendo. Exageros à parte, estou achando esse inverno “por demais” rigoroso, pensei que não superaria o do último ano, mas, para mim, já passou léguas de distância.

Deixando o frio de lado, tenho conversado com pessoas de fora do estado e uma delas comentou dia desses sobre a grande quantidade de cachorros nas ruas e uma coisa que a intrigava era a situação de saúde dos pobres animais.

- São todos estranhos – dizia.

Comentei que por aqui era meio comum o grande número de animais soltos pelas ruas, que alguns até eram meio adotados pela comunidade, que os alimentavam, oferecia assistência médica se necessário fosse. Mencionei, inclusive, o caso da cachorra Gorda, que vive no Centro de Santa Maria. Um bicho querido, não cria confusão, todos gostam e é a presença mais assídua em qualquer tipo de atividade que esteja sendo realizada pelos arredores. Gorda deve ganhar até banho dos lojistas e moradores do Centro, pois já a vi diversas vezes com lacinhos parecidos com os que meu cachorro ganha quando volta do pet shop.

Recomendei que quando visse casos extremos em que só atendimento especializado resolvesse, se não pudesse providenciar, que chamasse uma instituição que acolhe e cuida dos pobrezinhos. (Se pudesse, levava todos para casa, mas sou fortemente reprimida!).

Voltando ao frio, essa era outra de suas reclamações. Ela não conseguia se adaptar. Por mais roupas que usasse, nada fazia com que seus pés ficassem quentes, suas mãos tivessem a agilidade de sempre e sua maior vontade era um chapéu que cobrisse as orelhas, como o do Chaves, dizia, e um protetor de nariz. (fico pensando, para quem tem nariz grande, como eu, que coisa mais feia um protetor de nariz… prefiro o frio). O banho ela pensava no mínimo cinco vezes se realmente ia tomar.

Saímos à rua para tentar encontrar coisas que amenizassem o frio da moça, moradora de Imperatriz, no Maranhão, perto da Linha do Equador. Depois de mais uma conversa sobre cachorros e frio ela finalmente entendeu o que acontecia e no fim achou graça. Finalmente, a visitante friorenta presenciava o chamado “frio de renguear cusco”, que havia escutado fazia anos e achava que era apenas uma lenda urbana.

Agora ela, com pena dos cachorrinhos, tinha dois desejos: ou levá-los para o Maranhão ou que a primavera rapidamente chegasse. O que viesse primeiro.

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CRÔNICA. Daiani Ferrari e seu jeito peculiar de gostar de ler. Qual será o teu?

“….Em Candelária tem um livro que estou lendo nem sei quanto tempo faz, “Comer, Rezar e Amar”, de Elizabeth Gilbert, presente de uma cunhada. Estou no trecho em que Liz está na Índia, focando-se em seu lado espiritual. No momento se preocupa em aprender a meditar, através de vários exercícios de corpo e mente. Em Santa Cruz tenho o “Inés de minha Alma”, de Isabel Allende, que fala da viagem da jovem costureira, que no século XVI saiu em direção ao Novo Mundo atrás do marido, e em Santa Maria o “Clube dos Anjos”, do Luis Fernando Veríssimo. Esse estou há mais tempo sem ler. Também na onda da morte de Saramago peguei para ler “As intermitências da morte”. Mas só passei os olhos pela primeira página.

Ok, pode ser que eu goste mais da ideia de ter um livro para ler. Como tenho problemas de…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Definitivamente, gosto de ler,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, colaboradora habitual deste sítido, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Definitivamente, gosto de ler – por Daiani Ferrari

Ontem, cheguei a uma constatação. Eu realmente gosto de ler, mas ao meu jeito. Há tempos me perguntava se eu realmente gostava de fazê-lo e vi que sim. Não como uma obrigação, com a velocidade necessária para devorar um livro em uma semana ou, quem sabe, em menos de sete dias. Calma, com muita calma.

Meu prazer está em ler um pouco a cada dia. Em Candelária tem um livro que estou lendo nem sei quanto tempo faz, “Comer, Rezar e Amar”, de Elizabeth Gilbert, presente de uma cunhada. Estou no trecho em que Liz está na Índia, focando-se em seu lado espiritual. No momento se preocupa em aprender a meditar, através de vários exercícios de corpo e mente. Em Santa Cruz tenho o “Inés de minha Alma”, de Isabel Allende, que fala da viagem da jovem costureira, que no século XVI saiu em direção ao Novo Mundo atrás do marido, e em Santa Maria o “Clube dos Anjos”, do Luis Fernando Veríssimo. Esse estou há mais tempo sem ler. Também na onda da morte de Saramago peguei para ler “As intermitências da morte”. Mas só passei os olhos pela primeira página.

Ok, pode ser que eu goste mais da ideia de ter um livro para ler. Como tenho problemas de concentração, não consigo me deter muito tempo em uma leitura. Mas eu realmente gosto do que leio e não me proponho a colocar meus olhos naquilo que não aprecio e não me atrai. Gosto de coisas bem definidas, por isso procuro ler capítulos inteiros, não me apetece deixar tópicos pela metade. Leio um e acabo antes de começar a leitura sem a devida atenção. Gosto de imaginar cada frase, o cenário, onde os fatos estão acontecendo. Minha mente forma locais, rostos e situações.

Com jornais também tenho uma sistemática alternativa. Leio algumas coisas nos impressos do dia, muito na internet, mas suplementos e cadernos impressos, normalmente os dominicais, sempre guardo para ler numa hora sem nada para fazer, num momento em que a televisão não estiver me agradando. Tenho cadernos guardados de meses atrás, que ainda aguardam ser lidos, mas tenho que admitir que a televisão me tira um pouco da leitura. Sou apaixonada por televisão. Gosto dos “enlatados americanos” e das novelas, não tem jeito de deixar de ver.

Então, no balanço que fiz em um dia chuvoso e frio, acho que posso dizer que gosto de ler, ao meu jeito e por minha conta e risco. Acredito que com a profissão que escolhi não poderia ser diferente. O saldo é positivo. O livro, a cadeira de balanço na sacada e um chá de hortelã (com bastante açúcar), parecendo uma senhora…

Já que saí no lucro, vou aproveitar o intervalo do almoço e ler mais um capítulo de “Inés”, que acaba de se instalar em Cuzco, no Peru, numa casa cedida a mando do marquês governador Francisco Pizarro. Já sei que o marido morreu em batalha, mas Inés não dá indícios de que voltará ao Velho Mundo. Veremos…

CRÔNICA. Daiani Ferrari e o caso do goleiro Bruno, “se realmente for o culpado”

“….Chocou-me ver no noticiário depoimento em que o jovem de 17 anos conta que um dos envolvidos teria jogado a mão de Eliza para cachorros, tanto quanto me chocaram outros acontecimentos envolvendo mortes brutais noticiados pela mídia, que os escolheu para ser o foco de nossa atenção. Sem levar em consideração a imprensa sensacionalista, que só noticia isso (nem a Copa parece tão atrativa quanto o caso), repete coisas e dá tratamentos diversos para as pessoas – às vezes Eliza é ex-namorada e depois já é ex-amante, que me traz a conotação de destruidora de lares, esse caso é impressionante, traz coisas que eu não esperava. Agora até o pai da suposta vítima responde processo por estupro. Sem falar nas piadinhas do tipo, “o time do flamengo é bom, o goleiro é que mata…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “Se o Bruno realmente for o culpado,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, que retoma sua colaboração semanal neste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Se o Bruno realmente for o culpado – por Daiani Ferrari

Não é nem de acreditar no caso do goleiro do Flamengo, Bruno. Uma pessoa que deve ter um salário ótimo, muito maior do que eu ganharia por uns, no mínimo, dez anos, com milhões de portas abertas e pode ser o responsável pela morte, se ela realmente estiver morta, da ex-namorada. Veja bem, não estou julgando muito menos condenando o goleiro. Estou me detendo nos fatos, que levam a crer que isso aconteceu.

Com a prisão de Bruno vêm os questionamentos sobre o porquê disso. Penso que o maior problema que ele poderia ter, se confirmada a paternidade, era a esposa e tudo nos faz pensar que ela já sabia da criança. Por que não assumir o filho? Acredito também na hipótese de que algo no encontro entre os envolvidos tenha dado errado, culminando na morte da moça e os suspeitos terem tentado corrigir um erro cometendo um maior ainda. Não sei, são suposições.

Chocou-me ver no noticiário depoimento em que o jovem de 17 anos conta que um dos envolvidos teria jogado a mão de Eliza para cachorros, tanto quanto me chocaram outros acontecimentos envolvendo mortes brutais noticiados pela mídia, que os escolheu para ser o foco de nossa atenção. Sem levar em consideração a imprensa sensacionalista, que só noticia isso (nem a Copa parece tão atrativa quanto o caso), repete coisas e dá tratamentos diversos para as pessoas – às vezes Eliza é ex-namorada e depois já é ex-amante, que me traz a conotação de destruidora de lares, esse caso é impressionante, traz coisas que eu não esperava. Agora até o pai da suposta vítima responde processo por estupro. Sem falar nas piadinhas do tipo, “o time do flamengo é bom, o goleiro é que mata”.

Ontem fui fazer fotos em uma vila de Santa Cruz que receberá intervenções do PAC e por lá vi várias crianças brincando na rua. Uma delas veio me cumprimentar e pedir para eu fazer uma fotografia sua. Falei um pouco com o menino e entrei no carro, quando o motorista comentou:

- Para ver, quando são crianças são uns amores, educadinhos e bonitinhos, mas depois de grande viram uns “anjinhos”. E como não virar levando em conta a realidade que vivem?”- falou, no meio da vila onde a pobreza toma conta.

Minha resposta foi automática.

- Tu estás enganado. A violência não é privilégio dos pobres e das vilas, basta ver o goleiro e tantos outros casos, como a riquinha que matou os pais.

Diante de tudo, só tenho uma pergunta: Por que tudo isso? Não tinha necessidade (se ele realmente for o culpado).

E ele já sofre com isso. Diz que sua chance de disputar a Copa do Mundo do Brasil acabou. Pois é.

CRÔNICA. Daiani Ferrari, o pai dela, a mãe dela. Ah, e o cúmulo da rapidez

“….Num dado momento do cortejo, ele soube que minha mãe, na época babá, ia se mudar para Goiânia com a família com a qual trabalhava. Meu pai nem sabia onde ficava a tal cidade, mas resolveu enviar uma carta para sua amada. Como o namoro era muito vigiado, sendo raras as visitas que acho que nem uma despedida teve, por isso a mensagem. Reza a lenda que quando ela chegou lá, a carta já a esperava. Isso sim é o cúmulo da pressa.

Eu sempre peco pela rapidez e pressa. O bolo nunca fica bom porque tiro antes do forno na ânsia de comer logo. Sempre chego antes em qualquer lugar que eu vá e fico horas esperando o compromisso começar. Chego ao ponto de comer tão rápido que às vezes nem consigo sentir o gosto da comida. Só perco para minha avó, que quando ia viajar chegava à rodoviária coisa de três horas antes da partida do ônibus…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da crônica “O cúmulo da rapidez,  escrita pela jornalista Daiani Ferrari, que retoma sua colaboração semanal neste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

O cúmulo da rapidez – por Daiani Ferrari

Já ouvi trocadilhos dizendo que o cúmulo da rapidez é você olhar no espelho e se ver piscando ou dar voltas ao redor de uma mesa e pegar você mesmo. Mas meu pai foi o autor do melhor “cúmulo da pressa ou da rapidez”, quando ainda namorava minha mãe e, diga-se de passagem, um namoro pra lá de regrado. Minha avó, quando chegava a tardinha e eles estavam namorando na sala, pegava a bombinha de flit (não sou tão nova assim!) e começava a borrifar nos pés dele. Essa era a hora de ir embora. Mas voltando à pressa…

Num dado momento do cortejo, ele soube que minha mãe, na época babá, ia se mudar para Goiânia com a família com a qual trabalhava. Meu pai nem sabia onde ficava a tal cidade, mas resolveu enviar uma carta para sua amada. Como o namoro era muito vigiado, sendo raras as visitas que acho que nem uma despedida teve, por isso a mensagem. Reza a lenda que quando ela chegou lá, a carta já a esperava. Isso sim é o cúmulo da pressa.

Eu sempre peco pela rapidez e pressa. O bolo nunca fica bom porque tiro antes do forno na ânsia de comer logo. Sempre chego antes em qualquer lugar que eu vá e fico horas esperando o compromisso começar. Chego ao ponto de comer tão rápido que às vezes nem consigo sentir o gosto da comida. Só perco para minha avó, que quando ia viajar chegava à rodoviária coisa de três horas antes da partida do ônibus.

Dia desses estava tão cansada que só queria chegar em casa, fazer um lanche, sentar no sofá e erguer os pés. Saí tão rápido, peguei o ônibus mais caro, pensando em chegar o quanto antes, e qual minha surpresa? Na saída de Santa Cruz o ônibus quebrou. Depois de umas duas tentativas de seguir a viagem, o ônibus teve que retornar à garagem, para trocarmos de veículo.

Moral da história. Minha ida a Candelária de meia hora durou uma hora e meia. Só porque eu queria chegar rápido! Sem nada a fazer para remediar o problema, dormi e quase perco minha parada. Se assim acontecesse nem sei qual o cúmulo seria…

E quanto ao Miguel e a Iara… não sei se a carta é real ou lenda, mas o que importa é que lá estão eles, firmes e fortes, com a pressa de antes e sem a menor pressa agora…  

 

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CRÔNICA. Daiani Ferrari não queria falar nem do Maradona pelado. No entanto…

“….Também não quero falar do Maradona, que se ganhar a Copa vai desfilar pelado no Obelisco, em Buenos Aires. Às vezes quero que a Argentina ganhe para ver se o técnico cumprirá a promessa, embora ao mesmo tempo queira que não tenha sucesso para não precisarmos ver uma cena deprimente como essa. O estoque dos novos iphones que acabou em menos de 24 horas nos EUA também não é um bom assunto.

Não quero falar sobre minhas viagens diárias entre Candelária e Santa Cruz, nas quais tenho visto cada cena engraçada, pessoas de diversos perfis, nas mais variadas situações. Dia desses encontrei uma família de cinco pessoas viajando. Eles…”

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