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	<title>Claudemir Pereira &#187; Crônica</title>
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	<description>Acesse e fique sabendo antes</description>
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		<title>(IN)SEGURANÇA. Promotor Adede y Castro, em artigo, se diz no limite da tolerância</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 13:57:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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		<description><![CDATA[Dentro de alguns minutos, prevê-se a realização de uma manifestação na praça Saturnino de Brito. Ela foi convocada pelas redes sociais, mais especificamente no Facebook, por amigos e colegas do estudante Ângelo Razzolini Biazzi, ASSASSINADO no início da manhã de ontem, quando caminhava com sua namorada, no centro da cidade. A convocação é para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de alguns minutos, prevê-se a realização de uma manifestação na praça Saturnino de Brito. Ela foi convocada pelas redes sociais, mais especificamente no <em>Facebook</em>, por amigos e colegas do estudante <strong>Ângelo Razzolini Biazzi</strong>, <strong><em><a href="http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/dsm/19,18,3447808,Jovem-e-morto-a-facadas-no-Calcadao-de-Santa-Maria.html">ASSASSINADO</a></em></strong> no início da manhã de ontem, quando caminhava com sua namorada, no centro da cidade. A convocação é para um ato de protesto pela insegurança em Santa Maria.</p>
<p>O assassinato do rapaz de 23 anos também foi o elemento provocador de um texto, produzido pelo Promotor de Justiça <strong>João Marcos Adede y Castro</strong>, e publicado no seu (dele) blogue. Não é norma deste sítio publicar artigos que não sejam inéditos. No entanto, trata-se de uma exceção justificável, cá entre nós. Vale a pena (para concordar ou não) ler o que escreve Adede y Castro. A seguir, na íntegra:</p>
<p><em>“<strong>Além de chorar</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>POR <span style="text-decoration: underline;">João Marcos Adede y Castro (*)</span></em></strong></p>
<p><em>Ainda chocado com a notícia da morte de um jovem estudante de 23 anos em pleno centro de minha cidade e, por isto, provavelmente desprovido de objetividade que só um coração isento pode ter, digo que estou cansado disto tudo.</em></p>
<p><em>Sou um Promotor de Justiça que sempre se orgulhou de dizer que “não podemo se entregar pros home de jeito nenhum, amigo e companheiro, não tá morto quem luta e quem peleia”, mas estou chegando ao meu limite de tolerância.</em></p>
<p><em>Nós, autoridades, perdemos o controle da segurança, mesmo que nunca venhamos a admitir, e isto não é realmente necessário, pois a sociedade não é boba e já sabe de tudo.</em></p>
<p><em>Não se trata de assumir culpas, mas de assumir responsabilidades.</em></p>
<p><em>Por evidente que a criminalidade está cada vez mais organizada e nós cada vez mais perdidos, sem saber o quê fazer.</em></p>
<p><em>Podemos chorar, mas isto não satisfaz a sociedade e não traz de volta esta e muitas outras vidas já ceifadas, além de não dar nenhuma garantia de que amanhã, e depois de amanhã, e depois, e depois, não estejamos chorando a morte de um de nossos filhos.</em></p>
<p><em>Sempre defendi, e que Deus me dê forças para continuar defendendo, os direitos daqueles que cometem crimes, pois são pessoas, mas está na hora de pensar nas vítimas já existentes e naquelas que, caso continuemos de braços cruzados, ainda existirão às centenas.</em></p>
<p><em>É mais que na hora de aumentar o policiamento, prender mais e soltar menos, acreditar que se a lei penal não é a solução para todos os nossos problemas, é um instrumento que deveríamos encarar com mais respeito, aplicar com mais inteligência e pensar na dor da vítima e seus familiares.</em></p>
<p><em>Não advogo entregar ao Estado, que eu também represento, poderes absolutos, mas também acho que este Estado maltrapilho, desmoralizado, desmobilizado, entregue às traças e à bandidagem e que assiste a tudo como se não tivesse nada a ver, não nos interessa.</em></p>
<p><em>Dinheiro para corrupção, para o empreguismo, para o estelionato eleitoral, para aumento de salário de quem já ganha muito, sempre tem. Para soluções que interessam a comunidade, bem, o orçamento anda apertado, quem sabe para o ano que vem, quando tivermos 21 vereadores&#8230;</em></p>
<p><em>Chegamos ao limite.</em></p>
<p><em>Ou assumimos nossas responsabilidades ou damos o fora, deixando que outros, mais interessados que nós, assumam.</em></p>
<p><em>Com certeza amanhã já estarei arrependido do tom deste discurso, mas nunca, nunca mesmo, de seu conteúdo.</em></p>
<p><em>Quem não concordar, que atire a primeira pedra. </em></p>
<p><em>Por mim, já comecei meu autoflagelo.” </em></p>
<p><em><strong>(*) João Marcos Adede y Castro é Promotor de Justiça, Professor e Escritor</strong></em></p>
<p><strong><em>SIGA O SITÍO NO</em></strong> <a href="http://twitter.com/claudemirpe"><strong><em>TWITTER</em></strong></a></p>
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		<title>ALBANO POR ALBANO! Carlos Costabeber e o texto do “último comunista vivo” que o articulista conhece</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 03:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carlos Costabeber]]></category>

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		<description><![CDATA[“&#8230;Mas, como animal que pensa e que detêm a linguagem, como animal “racional” que sou, a despeito de algumas opiniões, disponho dos genes também inscritos em todos os animais: o da manutenção do organismo enquanto vida, que na espécie significa viver gregariamente entre iguais. Para o homo sapiens sapiens  isto pode significar a construção da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;Mas, como animal que pensa e que detêm a linguagem, como animal “racional” que sou, a despeito de algumas opiniões, disponho dos genes também inscritos em todos os animais: o da manutenção do organismo enquanto vida, que na espécie significa viver gregariamente entre iguais. Para o homo sapiens sapiens  isto pode significar a construção da afetividade em relação ao outro, o início da compreensão amorosa, que tanto serve para o acasalamento, como para o cuidado com a prole, assim como para a amizade, para a preservação da espécie.</em></p>
<p><em>Ousaria dizer que a amizade (filia como diriam os gregos), significa a aceitação da alteridade, da diferença entre nós, a solidariedade, o cuidado, o afeto, assim como os valores que daí advêm. Portanto, o começo das representações éticas e morais que&#8230;”</em></p>
<p><strong>CLIQUE <em><a href="http://www.claudemirpereira.com.br/2011/08/%e2%80%9calbano-por-albano%e2%80%9d-por-carlos-costabeber-de-albano-marcos-bastos-pepe/">AQUI</a></em> </strong>para ler a íntegra do artigo “<strong>Albano por Albano</strong>”, de <strong><em>Albano Marcos Bastos Pepe</em></strong> , com a introdução do colaborador semanal deste site, <strong>Carlos Costabeber</strong>. Costabeber é graduado em Administração e Ciências Contábeis pela UFSM (instituição da qual é professor aposentado), com mestrado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, com especialização em Qualidade Total no Japão e Estados Unidos. Presidiu a Cacism, a Câmara de Dirigentes Lojistas e a Associação Brasileira de Distribuidores Ford. É diretor da Superauto e do Consórcio Conesul.</p>
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		<title>“Albano por Albano” &#8211;  por Carlos Costabeber (de Albano Marcos Bastos Pepe)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 03:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2008 conheci o Professor Albano, quando o mesmo se tornou cliente da Superauto. Dali pra frente, nos tornamos bons amigos. Afinal, nascemos no ano da graça de 1948 e somos professores universitários. Mas as semelhanças terminam por aí, pois Albano, Doutor em Direito e em Filosofia, nascido no Recife, é um intelectual brilhante. Com ele, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2008 conheci o Professor Albano, quando o mesmo se tornou cliente da Superauto.</p>
<p>Dali pra frente, nos tornamos bons amigos. Afinal, nascemos no ano da graça de 1948 e somos professores universitários.</p>
<p>Mas as semelhanças terminam por aí, pois Albano, Doutor em Direito e em Filosofia, nascido no Recife, é um intelectual brilhante. Com ele, estou aprendendo sempre, pois seus conceitos seguidamente quebram meus paradigmas.</p>
<p>E, em qualquer roda de amigos, o apresento como &#8220;o último comunista vivo” (que eu conheço!!!)</p>
<p>No sábado, tomando uma cervejinha bock, provoquei-o a escrever um texto com o titulo: ALBANO POR ELE MESMO.</p>
<p>Abaixo, segue sua lavra!</p>
<p><em>“<strong>Albano por Albano</strong></em></p>
<p><em>Sábado, fim da manhã de um dia primaveril. Sentado ao lado do amigo Carlos Costa Beber tocando conversas sobre o mundo da vida, escuto uma proposta afetiva: Albano, escreva um texto de no máximo cinqüenta linhas para dizer de Albano, pois pretendo publica-lo e, cá estou eu a tentar costurar letras, palavras, frases, que possam falar daquele que sou, que pretendo ser ou daquele que pensam o que sou?</em></p>
<p><em>Penso-me como um animal da espécie homo sapiens sapiens conforme classificação cientifica consagrada. Mas o que é ser o animal que logo sou?</em></p>
<p><em>Sei, de início, que sou das espécies que habitam este planeta Gaia, o animal que detêm a palavra, a linguagem. Sei, portanto que sou de uma espécie capaz de reter memória, lembranças e esquecimentos. Sei, que somos (a espécie humana) capazes de construir sua própria história ao reter o passado ancestral, pensar o momento atual e ousar projetar o futuro (aquilo que pode acontecer ou não) e, neste aspecto sei que contamos com tecnologias desenvolvidas que nos remetem a alguns passos adiante no espaço-tempo ao qual estamos confinados enquanto indivíduos, enquanto subjetividades.</em></p>
<p><em>Somos assim, únicos dentre os animais terrestres a interferir na Natureza, modificando-a, no mais das vezes violentando-a, para, desta maneira, construímos nosso habitat, nossa morada planetária. Os demais animais vivem dos indicadores instintivos inscritos desde sempre em seus DNAs. Evoluem, adaptam-se ou não mimeticamente ao entorno, aos ecossistemas de suas espécies e do bioma existente.</em></p>
<p><em>Portanto, me entendo como membro de uma espécie já em conflito com seu modo de ser.</em></p>
<p><em>Não tenho acesso ao real, apenas às representações possíveis que faço através da linguagem e das ferramentas que produziram minha morada humana. Uso meus sentidos para perceber um mundo desde sempre anunciado como “já pronto”, como já definitivo, cabendo tão somente a mim adaptar-me e “ser feliz”, conforme os modelos em voga.</em></p>
<p><em>Meu olhar para o outro da minha espécie é determinado por uma inscrição ancestral da desconfiança, pois ele de algum modo (assim me ensinaram) ameaça os meus “projetos de vida e de felicidade”. Esta insociabilidade só é num primeiro momento vencida pelas elações simbólicas que me fazem recepcioná-lo, normalmente atravessadas pelo “contrato ocial” e pelas leis emanadas do Estado, que “garantem” minha individualidade e a realização dos acordos sociais consagrados. Neste estado de coisas, me resta a solidão e as terapias consagradas que também afirmam “garantir” minha sociabilidade.</em></p>
<p><em>Mas, como animal que pensa e que detêm a linguagem, como animal “racional” que sou, a despeito de algumas opiniões, disponho dos genes também inscritos em todos os animais: o da manutenção do organismo enquanto vida, que na espécie significa viver gregariamente entre iguais. Para o homo sapiens sapiens, isto pode significar a construção da afetividade em relação ao outro, o início da compreensão amorosa, que tanto serve para o acasalamento, como para o cuidado com a prole, assim como para a amizade, para a preservação da espécie.</em></p>
<p><em>Ousaria dizer que a amizade (filia como diriam os gregos), significa a aceitação da alteridade, da diferença entre nós, a solidariedade, o cuidado, o afeto, assim como os valores que daí advêm. Portanto, o começo das representações éticas e morais que visam a preservação e a manutenção da espécie, assim como sua continuidade.</em></p>
<p><em>Tendo em minha memória ancestral tais significantes, procuro dispor em meus atos, o compromisso e a responsabilidade para com a comunidade humana, para as demais espécies existentes, assim como para as demais manifestações da Natureza planetária que é meu legado enquanto vivente. Esta é uma opção, sem pretensões de verdade, tão somente um mergulho radical na vida, em nome da vida.</em></p>
<p><strong><em>Albano Marcos Bastos Pepe</em></strong><em>”</em></p>
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		<title>MEMÓRIA. Débora Dias, seu pai e o que teria sido uma “contradição do amor”</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 03:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“&#8230;O meu pai foi um homem que nos educou severamente, “nos moldes antigos diria”, tanto eu como minha irmã mais nova, mas ao mesmo tempo, sempre brincou conosco, nos deu bons exemplos, cuidava de nossos estudos. Quando me lembro dele, do que nos dizia, do que falava a minha mãe sobre nossa educação, constato como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;O meu pai foi um homem que nos educou severamente, “nos moldes antigos diria”, tanto eu como minha irmã mais nova, mas ao mesmo tempo, sempre brincou conosco, nos deu bons exemplos, cuidava de nossos estudos. Quando me lembro dele, do que nos dizia, do que falava a minha mãe sobre nossa educação, constato como ele era contraditório, acho que era a “contradição do amor” (se isto existe). Ele era machista, tinha em sua mente bem definidas tarefas de homem e de mulher, papéis distintos aos dois, mas quando se tratava de mim e da minha irmã o discurso era outro, completamente diferente. As regras dele não serviam para nós, que deveríamos ser independentes, jamais pensar em casamento como forma de crescimento pessoal ou profissional, etc&#8230;””<strong></strong></em></p>
<p><strong>CLIQUE <em><a href="http://www.claudemirpereira.com.br/2011/08/pai-por-debora-dias/">AQUI</a></em> </strong>para ler a íntegra do texto “<strong>Pai</strong>”, de <strong>Débora Aparecida Dias</strong>, que colabora semanalmente (às quartas-feiras) com este sítio. Débora é graduada em Direito pela Universidade de Passo Fundo, especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes, Ciências Criminais e Segurança Pública e Direitos Humanos. Desde 2000 é delegada e, a partir do ano seguinte, é a titular da Delegacia de Polícia para a Mulher de Santa Maria. O texto foi publicado há instantes, e você pode encontrá-lo na seção “Artigos”.</p>
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		<title>Pai &#8211; por Débora Dias</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 03:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No próximo domingo comemoramos o Dia dos Pais. Entendo racionalmente que é mais uma data comercial, mas emocionalmente não tem como não pensar no meu pai. Mesmo que saibamos que essas datas são para aquecer as vendas no comércio, a grande maioria das pessoas acaba por se render e comprar alguma coisa para a pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo domingo comemoramos o Dia dos Pais. Entendo racionalmente que é mais uma data comercial, mas emocionalmente não tem como não pensar no meu pai. Mesmo que saibamos que essas datas são para aquecer as vendas no comércio, a grande maioria das pessoas acaba por se render e comprar alguma coisa para a pessoa que está sendo “celebrada” na data.</p>
<p>O meu pai, Alvarino Gomes Dias, nasceu em Panambi, no dia 9 de novembro do ano de 1936 e partiu com 71 anos, há quase quatro anos; a dor da ausência está amenizada, mas jamais inexistente; dos dias em que ele esteve quase ausente devido ao Alzheimer. Procuro não recordar,  porque o pai que tenho em minha memória, o que viveu por 69 anos de forma lúcida,  não tem nem resquícios do que ele foi em seus dois últimos anos de vida. Ele era alegre, falante, atualizado em tudo, sempre com muitos planos, esse era meu pai.</p>
<p>Quanta falta ele me faz, sinto saudades do seu sorriso largo, das gargalhadas quando contava alguma piada ou inventava alguma brincadeira; sinto falta da escuta, de como ficava atento ouvindo sobre meu trabalho logo que entrei na polícia, ficava encantando, sorrindo com os olhos; sinto falta de tomar chimarrão na varanda de nossa casa em Passo Fundo, chimarrão com a água na chaleira, jamais na garrafa térmica porque ele dizia que o mate ficava “lavado” e ponto. Isto me faz falta demais.</p>
<p>O meu pai foi um homem que nos educou severamente, “nos moldes antigos diria”, tanto eu como minha irmã mais nova, mas ao mesmo tempo, sempre brincou conosco, nos deu bons exemplos, cuidava de nossos estudos. Quando me lembro dele, do que nos dizia, do que falava a minha mãe sobre nossa educação, constato como ele era contraditório, acho que era a “contradição do amor” (se isto existe). Ele era machista, tinha em sua mente bem definidas tarefas de homem e de mulher, papéis distintos aos dois, mas quando se tratava de mim e da minha irmã o discurso era outro, completamente diferente. As regras dele não serviam para nós, que deveríamos ser independentes, jamais pensar em casamento como forma de crescimento pessoal ou profissional, etc.</p>
<p>Interessante, meu pai.</p>
<p>Hoje penso que gostaria muito de dar mais lucros ao comércio se ele estivesse aqui. Mas, a vida é assim, nós passamos, mas o amor fica para sempre. O amor que ele nos deu ficou bem guardado como um grande tesouro que nos conforta a cada lembrança de sua ausência.</p>
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		<title>Não ao preconceito &#8211; por Daiani Ferrari</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 03:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez que vou a farmácia comprar remédio, quando peço o remédio e digo para que é, sinto que me olham com uma cara de espanto, pena ou de quem procura feridas características da doença. Tenho psoríase, uma doença auto-imune e genética que afeta a pele com erupções e lesões cutâneas. Felizmente não tenho lesões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez que vou a farmácia comprar remédio, quando peço o remédio e digo para que é, sinto que me olham com uma cara de espanto, pena ou de quem procura feridas características da doença. Tenho psoríase, uma doença auto-imune e genética que afeta a pele com erupções e lesões cutâneas. Felizmente não tenho lesões maiores ou sérias, apenas bolinhas no cotovelo, um dos lugares de maior incidência da doença, junto com pernas, joelhos e barriga.</p>
<p>Realmente, chama a atenção quando vejo pessoas que têm características da doença, que pode ser desencadeada a partir da alimentação, medicação ou sistema nervoso. O aspecto da pele fica terrível e tem gente que realmente sofre com o efeito da doença, que acaba com qualquer fio de autoestima que a pessoa possa ter. Depois que descobri a psoríase, adotei uma postura de estresse zero ou quase zero, caso contrário ficaria toda “empipocada”. Também cuido da alimentação, evito alimentos ricos em conservantes, que não me ajudavam em nada com a doença. Quanto a remédios, preciso evitar o cetoconazol. Uma coisa que a mim faz bem é o sol.  </p>
<p>Mas a questão é que mesmo assim, às vezes, me sinto alvo de preconceito. As pessoas olham para o meu cotovelo e perguntam o que aconteceu. Até explicar o que é e o motivo, elas vão gradativamente esboçando o sentimento da pena em seus rostos. Tento não pensar nisso e tratar com naturalidade a doença, muito menos me abater com as caras tortas me olhando. Numa visão positiva, minha psoríase é pouca coisa perto de outras doenças muito mais agressivas.</p>
<p>Falando em preconceito, atento para a desistência do governo federal em nomear Emir Sader para a direção da Fundação Casa Rui Barbosa, depois de ele ter se referido à ministra da Cultura como “meio autista”.</p>
<p>Sinceramente, ele não deve ter em sua casa ou em sua família uma pessoa autista e não deve ter percebido o quanto foi preconceituoso com a insinuação. Ele também não deve saber como é doloroso e difícil o relacionamento com uma pessoa que sofre de autismo. Autistas são pessoas fechadas para o mundo, têm uma realidade só deles. Há casos em que não conseguem falar, podem ser agressivos, mas também extremamente carinhosos. Qualquer evolução do comportamento autista necessita de tempo, compreensão, dedicação e paciência, nunca de pré-julgamentos.</p>
<p>Não conheço o senhor Emir Sader, não sei se é competente ou não, mas achei bem feito que tenha perdido o cargo. Não precisamos de gente preconceituosa “lá em cima”.</p>
<p>Eu sei me defender, mas e quem não pode ou não consegue?</p>
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		<title>CRÔNICA. Daiani Ferrari e a necessidade de não transformar a vítima em culpado</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 03:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“&#8230;liberação da adrenalina na hora em que o medo chega é o que nos faz ficar, brigar ou fugir. Ou não ter nenhum tipo de reação. Não é estrelismo, nem exibicionismo, tampouco vontade de salvar o mundo, como um super homem. É fisiológico. É natural. É sobrevivência. O que não entendo é a transformação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;liberação da adrenalina na hora em que o medo chega é o que nos faz ficar, brigar ou fugir. Ou não ter nenhum tipo de reação.</em></p>
<p><em>Não é estrelismo, nem exibicionismo, tampouco vontade de salvar o mundo, como um super homem. É fisiológico. É natural. É sobrevivência.</em></p>
<p><em>O que não entendo é a transformação da vítima em vilã. E a imprensa faz isso. São títulos como “Depois de reagir a assalto, homem morre com tiro no peito”, “Vítima reage a assalto em São José do Rio Preto” ou “Homem morre ao reagir a assalto”. A pessoa merece a morte por ter reagido?</em></p>
<p><em>Até os próprios assaltantes já estão acreditando nessa inversão de papéis. Fato que prova ocorreu em 2009, em Minas Gerais, quando&#8230;”</em></p>
<p><strong>CLIQUE <em><a href="http://www.claudemirpereira.com.br/2011/02/a-vitima-sempre-vai-ser-vitima-por-daiani-ferrari/">AQUI</a></em> </strong>para ler a íntegra da crônica “<strong>A vítima sempre vai ser vítima</strong>”<strong>,</strong>  escrita pela jornalista <strong>Daiani Ferrari</strong>, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!</p>
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		<title>A vítima sempre vai ser vítima &#8211; por Daiani Ferrari</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 03:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Daiani Ferrari]]></category>
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		<description><![CDATA[Em fevereiro, dois casos noticiados pela imprensa prenderam minha atenção. O primeiro foi do jogador de futebol do América mineiro, William Morais, morto com um tiro em um assalto, em Belo Horizonte. O segundo, o ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godói que foi baleado após uma tentativa de assalto em São Paulo. Depois das revelações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em fevereiro, dois casos noticiados pela imprensa prenderam minha atenção. O primeiro foi do jogador de futebol do América mineiro, William Morais, morto com um tiro em um assalto, em Belo Horizonte. O segundo, o ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godói que foi baleado após uma tentativa de assalto em São Paulo.</p>
<p>Depois das revelações de que ambos teriam reagido aos ataques parece que passaram de vítima a culpados. Era como se dissessem “só foram baleados porque reagiram”. E disseram. Como se as pessoas fossem programadas para esperar por um assaltante. Modo 1: Em assaltos, não reagir. Modo 2: Somente reagir se o assaltante estiver desarmado. Modo 3: Quer reagir, tudo bem, mas a culpa será sua.</p>
<p>Ninguém quer ser assaltado. Nunca fui assaltada, mas acredito que a pessoa em uma situação dessas não tem tempo para avaliar prós e contras da sua reação. Ela simplesmente o faz, não raro, sem nem saber o que está fazendo. É impulsivo. Quem não quer defender o filho, o pai, a mãe, um amigo ou namorada e a si mesmo? E por que não perguntar, quem não quer defender o que com tanto esforço conseguiu, como carro, dinheiro na carteira ou a casa? Desculpa, mas eu me apego às minhas coisinhas.</p>
<p>Se um dia for assaltada e porventura reagir, com certeza será para defender a mim, aos meus e ao que é meu. E mesmo assim, continuarei sendo a vítima. Conheço essa história sobre não reagir, que a vida vale mais que qualquer bem, mas é da vida. Toda ação desencadeia uma reação. Adequada ou não.</p>
<p>Em geral, é o medo que nos traz esse impulso, nem sempre é a vontade de ser o herói da história. É ele que nos faz pular em cima de alguém que tem uma arma apontada para nossas cabeças ou que está entrando em nossas casas. A liberação da adrenalina na hora em que o medo chega é o que nos faz ficar, brigar ou fugir. Ou não ter nenhum tipo de reação.</p>
<p>Não é estrelismo, nem exibicionismo, tampouco vontade de salvar o mundo, como um super homem. É fisiológico. É natural. É sobrevivência.</p>
<p>O que não entendo é a transformação da vítima em vilã. E a imprensa faz isso. São títulos como “Depois de reagir a assalto, homem morre com tiro no peito”, “Vítima reage a assalto em São José do Rio Preto” ou “Homem morre ao reagir a assalto”. A pessoa merece a morte por ter reagido?</p>
<p>Até os próprios assaltantes já estão acreditando nessa inversão de papéis. Fato que prova ocorreu em 2009, em Minas Gerais, quando um senhor foi processado pelo ladrão que tentava assaltar seu estabelecimento comercial. A ação, com acusação de lesões corporais, foi suspensa, mas o meliante ainda tinha a intenção de processar a vítima por danos morais, por considerar ter sido humilhado durante o roubo.</p>
<p>Isso parece brincadeira, mas não é. O mundo caminha para a perversão&#8230; Aonde vamos parar?</p>
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		<title>CRÔNICA. Daiani Ferrari, os ‘estranhos amigos’ e coisas sem nenhuma explicação</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 02:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Daiani Ferrari]]></category>

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		<description><![CDATA[“&#8230;Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge&#8230;”</em></p>
<p><strong>CLIQUE <em><a href="http://www.claudemirpereira.com.br/2011/02/das-coisas-sem-explicacao-por-daiani-ferrari/">AQUI</a></em> </strong>para ler a íntegra da crônica “<strong>Das coisas sem explicação</strong>”<strong>,</strong>  escrita pela jornalista <strong>Daiani Ferrari</strong>, colaboradora habitual deste sítio, às sextas-feiras. O texto foi postado agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!</p>
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		<title>Das coisas sem explicação &#8211; por Daiani Ferrari</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 02:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudemir Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Daiani Ferrari]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca fui de muitos amigos. Tenho um que é extremamente competitivo. Para ele, tudo vira um incentivo para trabalhar mais e mais. Trabalho, um ponto de divergência entre nós. Tento fazer com que ele trabalhe menos e viva mais, o que não é facilmente compreendido. Mas ele é quem me manda e-mail antes do ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui de muitos amigos. Tenho um que é extremamente competitivo. Para ele, tudo vira um incentivo para trabalhar mais e mais. Trabalho, um ponto de divergência entre nós. Tento fazer com que ele trabalhe menos e viva mais, o que não é facilmente compreendido. Mas ele é quem me manda e-mail antes do ano novo desejando um bom 2011, dizendo que apesar de tudo sou sua melhor amiga.</p>
<p>Também tem uma mocinha linda que nunca dá notícias, foge para outro continente sem nem avisar. Às vezes acho que tudo não passa do medo que ela tem de que alguém tome seu lugar ou lhe faça algum mal. Só que ela é a única que todo dia 17 de janeiro envia um e-mail, mensagem via celular ou messenger, parabenizando pelo aniversário de formatura e agradecendo por eu ter feito parte dessa etapa da sua vida.</p>
<p>Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge.</p>
<p>Fazendo uma autocrítica, sei que não sou das melhores companhias. Posso ser egoísta, sobretudo se o assunto for comida, faladeira, comilona, gritona e “perguntadeira”. Também tenho mania de limpeza, embora em um nível bem menor agora. Gosto de tomar cerveja e quando levemente embriagada posso chegar ao ponto do “te considero pra caramba”. E os piores: teimosa, impaciente e, segundo a Fabi, ansiosa.</p>
<p>Não são só esses os amigos. Têm outros que somem, reaparecem e em algum momento, quando menos espero, enviam uma mensagem de apreço ou um simples sinal de que não me esqueceram. Mesmo não tendo muitos, os poucos são ótimos.</p>
<p>Junto com o sumiço das canetas BIC e dos guarda-chuvas, a amizade é dessas coisas que não conseguimos explicar.</p>
<p>Pessoas tão diferentes que se encontram, se gostam e viram amigos&#8230; Simples assim!</p>
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