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Textos com Etiquetas ‘Copa 2014’

O consumidor que se Fifa! – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira

11, outubro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Ainda que faltem mais de dois anos para realização da Copa em terras tupiniquins, várias partidas já entraram em campo. Feito times a postos, a Fifa e o Governo Federal, chutam a gol e tentam driblar obstáculos nos atrasos das construções e reformas de estádios e na lenta organização da infraestrutura que compreende o evento.

Apita o juiz o início do jogo, e parece-me que já iniciamos em falta, como se tivéssemos sempre com a bola na marca do pênalti em nosso desfavor.

Entre os debates que traçamos em torno da Copa 2014, levanta-se do banco e apresenta-se ao jogo a Lei Geral da Copa. 

Trata-se do Projeto de Lei nº 2330/11, que em sua redação apresenta propostas, dentre outras, para facilitar a entrada de estrangeiros no País, estabelecer proteção às marcas associadas ao evento, fixar regras sobre transmissão das partidas, estipular condutas proibidas nos estádios e, ainda, permitir que seja decretado feriado nos dias de jogos.

O projeto faz parte das garantias dadas pelo governo brasileiro à Federação Internacional de Futebol (Fifa). Portanto, nasceu de uma promessa do Governo Federal.

A proposta organiza-se em seis capítulos, das disposições preliminares às finais, cuidou-se de tratar da proteção e exploração de direitos comerciais; do visto de entrada, das permissões de trabalho; da responsabilidade civil; e da venda dos ingressos.

No segundo capítulo, são definidos novos (e temporários, vigência somente para o período da Copa) crimes, que tipificam os Crimes Relacionados às Competições. Ato penal até então inexistentes na legislação brasileira, que passa a ser caracterizado como crime de ação penal condicionada à representação da Fifa.

Em complemento aos tipos penais, ainda foram estabelecidas as Sanções Civis, dispondo-se que as eventuais violações aos direitos comerciais da Fifa também constituirão ilícito civil, assegurando-se a indenização integral dos danos causados.

O Capítulo IV cuidou da responsabilidade do Governo Federal perante terceiros, em que o Brasil assume os efeitos da responsabilidade civil frente à Fifa nas hipóteses de ocorrência de danos relacionados à segurança do Evento.

Ao que foi prometido para redação do Projeto de Lei, o Poder Executivo Federal se dispõe a rever pontos da Lei Geral da Copa que possam divergir do pedido da Fifa. Dentre os pontos de atrito, um que certamente clama por atenção, é o pedido da Federação para suspender o Código de Defesa do Consumidor e suprimir artigos do Estatuto do Torcedor.

A ideia da entidade que organiza a Copa é ter liberdade para decidir o preço dos ingressos, não disponibilizar meia entrada para idosos e estudantes e não ter que, eventualmente, indenizar consumidores por eventos cancelados ou adiados.

Ainda que se tenha dentre os benefícios trazidos pela Copa, o desenvolvimento para o país, maior visibilidade do Brasil no exterior, aumento de capital em circulação, é inaceitável que se afronte a soberania nacional e os direitos constitucionais assegurados aos cidadãos brasileiros.

Antes que finde a partida, fico aqui torcendo ao consumidor. Caso contrário, cartão vermelho à Fifa. Registro a minha dúvida se podemos entonar o dito: a Copa do Mundo é nossa!

twitter: @vitorhugoaf

email: vitorhugodir@hotmail.com

Link do Projeto de Lei nº 2.330/2011: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=520245

ALÉM DAS 4 LINHAS. Morte do operário da Arena e o que isso tem a ver com a Copa

“…Na noite de domingo (02/10/2011), um operário que trabalhava na obra da Arena do Grêmio morreu atropelado porque não há transporte para atravessar uma movimentada avenida no dia de folga. Por conta disso, os demais trabalhadores teriam colocado fogo no alojamento. Foi o terceiro protesto só este ano. Você acha que isso não tem nada a ver com a Copa?

Grêmio e Internacional fazem um duelo de bastidores para que um deles seja a sede “gaúcha” (rio-grandense, pois os gauchos originais não seriam obedientes a patrões e capatazes) da Copa do Mundo. A proximidade a países com fortes seleções, casos do Uruguai e da Argentina, cujas formas de torcer são “imitadas” por aqui, seria uma grande atração para o Rio Grande do Sul em 2014.

O Beira-Rio surgia como franco favorito. Bastava uma simples reforma e tudo ficaria pronto com tempo de sobra. Porém, o modelo de autofinanciamento foi descartado, já que o valor da reforma começou a crescer, e em maio a construtora Andrade Gutierrez foi escolhida.

Ainda assim, só esta semana a mega-empreteira (com ilustrativas passagens pelas operações da PF, a Satiagraha e a Castelo de Areia) encaminhou a minuta do contrato, que passará nas mãos de um escritório de advocacia para análise e só então será…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos (que edita o material) e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A morte do operário da Arena e o que isso tem a ver com a Copa – por Anderson Santos, Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 6 de outubro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

UMA COPA ACIMA DAS PESSOAS

Já tratamos neste espaço sobre a Copa do Mundo FIFA 2014 – cada vez mais FIFA e menos do Brasil. Já falamos sobre as greves em alguns dos estádios. Já destacamos Ricardo Teixeira e seus amigos. Ainda assim, quase toda semana aparecem notícias relevantes sobre o evento e não temos como nos calar.

Na noite de domingo (02/10/2011), um operário que trabalhava na obra da Arena do Grêmio morreu atropelado porque não há transporte para atravessar uma movimentada avenida no dia de folga. Por conta disso, os demais trabalhadores teriam colocado fogo no alojamento. Foi o terceiro protesto só este ano. Você acha que isso não tem nada a ver com a Copa?

Grêmio e Internacional fazem um duelo de bastidores para que um deles seja a sede “gaúcha” (rio-grandense, pois os gauchos originais não seriam obedientes a patrões e capatazes) da Copa do Mundo. A proximidade a países com fortes seleções, casos do Uruguai e da Argentina, cujas formas de torcer são “imitadas” por aqui, seria uma grande atração para o Rio Grande do Sul em 2014.

O Beira-Rio surgia como franco favorito. Bastava uma simples reforma e tudo ficaria pronto com tempo de sobra. Porém, o modelo de autofinanciamento foi descartado, já que o valor da reforma começou a crescer, e em maio a construtora Andrade Gutierrez foi escolhida.

Ainda assim, só esta semana a mega-empreteira (com ilustrativas passagens pelas operações da PF, a Satiagraha e a Castelo de Areia) encaminhou a minuta do contrato, que passará nas mãos de um escritório de advocacia para análise e só então será apresentada na reunião do Conselho Deliberativo para ser aprovado ou não.

Enquanto isso, o Grêmio seguiu o projeto de construir um novo estádio, num sistema que a construtora ficará com o antigo, o Olímpico – alguém lembra de um clube grande que iria construir o seu estádio independente da Copa, mas viu ser escolhido em detrimento de um rival?

A escolha da Arena para a Copa não é descartada por ninguém, nem que seja apenas como campo de treinamento. Se for alternativa para estádio então, há um excesso de canchas para o evento – 12, quando se pode fazer com 8 – e outros estádios do Brasil na sobra.

E OS TRABALHADORES?

Se o Inter só derrubou um pedaço das arquibancadas e ainda usa o seu estádio, a promessa tricolor é que o seu estará pronto três meses antes do previsto, até o fim de 2012. Na pressa, alguns problemas trabalhistas apareceram e foram motivo para duas greves até aqui por más condições de trabalho.

Na noite do primeiro domingo de outubro veio à justificativa para a terceira. O trabalhador José Elias Machado foi atropelado no trecho da BR-209, conhecido como Freeway, no bairro do Humaitá, em Porto Alegre. A pista bastante movimentada fica entre a obra e o alojamento de cerca de 500 operários e não tem uma passarela. Como protesto, alguns dos operários teriam tocado fogo no alojamento e se recusaram a trabalhar nesta segunda-feira.

O Ministério do Trabalho já chegou a embargar a obra em março deste ano por falta de condições de segurança e porque os fiscais encontraram pessoas trabalhando sem carteira assinada.

Lembramos que, por conta dos baixos valores de salário, a maioria dos operários vem das regiões Norte e Nordeste e, portanto, não têm ligação com o sindicato local dos trabalhadores da construção civil.

Segundo a OAS, construtora responsável pela obra (também com uma ilustrativa passagem pelo inquérito da Operação Castelo de Areia), há disponibilização de transporte apenas para os dias de trabalho, que não seria o caso do domingo, justo quando todos precisam sair de casa para se divertir. Ou seja, para os “donos da obra”, peão não precisa se divertir, e se sai para caminhar ou dar uma volta nas tardes de domingo, pode se arriscar ao atropelamento! Desgraçadamente, a tese patronal estava errada.

Como já relatamos em outras edições desta coluna, obras das reformas de Maracanã e Mineirão já pararam mais de uma vez por conta de má condição de trabalho, baixo salário e falta de cumprimento com direitos legais. No Maracanã até comida estragada foi entregue aos operários (como na guerra dos candangos durante a construção de Brasília); no caso da Arena do Grêmio, o trabalho era em três turnos.

Quanto vale uma Copa? Quer dizer, em termos de recursos gastos nestas obras vale muito, mas no cuidado com os trabalhadores, sejam os que constroem as obras ou aqueles que pagam os seus impostos, parece que a relação é inversamente proporcional.

ENTREGUEMOS O PAÍS!

Desde que foi enviada ao Congresso Nacional, a Lei Geral da Copa divide opiniões. Parte da mídia, até a pequena, viu alguns problemas que demonstrariam a interferência de uma entidade internacional privada nos interesses do país. Toda a outra parte passou a anunciar estremecimento da relação entre a FIFA e o Governo federal, a ponto de sugerirem que teria sido cogitada a quebra de contrato para o evento por faltar pontos importantes para a Federação comandada por Blatter.

Na segunda-feira (03/10), a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o secretário-geral da Associação com sede na Suíça (àquela que lava mais branco!), Jeröme Valcke, em mais um exemplo de como não quer ver sua imagem ligada a nomes como Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Organizador Local, e Joseph Blatter, presidente da dona do evento.

O choque das exigências da FIFA com as leis federais e estaduais do país será diminuído ou até eliminado. Ao menos foi o que deu a entender o ministro dos Esportes, o ex-comunista Orlando Silva, que prometeu a Valcke que o Governo sugerirá alterações numa lei que ele mesmo fez. A justificativa é que a Copa do Mundo é um evento “único” – já os problemas de saúde, educação e infra-estrutura são tão comuns que não há tanta urgência na preocupação…

O secretário-geral da FIFA – que era vice-presidente de marketing foi afastado por suposta corrupção e voltou num cargo maior – deixou claro que as exigências são sempre as mesmas, independente das leis de cada país. Como o Brasil assinou um contrato se comprometendo em cumpri-las, cabe agora ao Governo recuar e deixar “nítido que todas as garantias serão cumpridas”, como disse o ministro.

Um dos pontos em conflito é a garantia de meia-entrada. A FIFA teria liberdade para colocar qualquer valor nos ingressos – o que justifica a “Copa no Brasil, mas não dos brasileiros”, como diz o atual deputado federal (e recém contratado pela Record) Romário –, porém há o Estatuto do Idoso, lei federal que garante o direito de pagar a metade do valor para entrar em eventos. No caso estudantil, as regras são em alguns Estados e deve ficar mais fácil de serem quebradas com um pedido especial de um ministro que já foi presidente da União Nacional dos Estudantes…ai, ai, UNE, quem te viu e quem te vê!

O SUPER-SINCERO ESTÁ DE VOLTA

Como a coluna da semana passada foi sobre ele, achamos que não deveríamos trazê-lo de volta para a desta semana. Mas não dá. Andrés Navarro Sánchez, presidente do Corinthians, foi matéria especial da Revista Época (Organizações Globo), que contou toda a sua história – com direito a detalhes pessoais e sua ligação com bicheiros paulistas.

De toda a matéria assinada por Luiz Maklouf Carvalho o que criou mais polêmica foi o seguinte trecho, que aqui reproduzimos:

“Quem fez o estádio fui eu e o Lula. Garanto que vai custar mais de R$ 1 bilhão. Ponto. A parte financeira ninguém mexeu. Só eu, o Lula e o Emílio Odebrecht (presidente do Conselho de Administração da Odebrecht). – O dia em que essa história vier a público vai ficar feio para quem?? – Não vai ficar feio pra ninguém. Vai ficar, talvez, não imoral, mas difícil para o Lula. – Por quê?? – Porque vão falar: ’Pô, como é que uma empreiteira se submete a fazer isso? Por que o presidente pediu?”’

Uma nota foi publicada no site do Corinthians ainda no sábado. Andrés não retira o que disse sobre a importância do ex-presidente Lula para a construção do estádio, mas que não teria dito que o estádio custaria mais de R$ 1 bilhão, seria o contrário: “o Corinthians lutou para baixar este valor para R$ 820 mi e que o custo total da obra não irá superar esta marca”.

ENQUANTO ISSO…

Enquanto o Governo federal corre para agradar a FIFA, a “farra” de gastos com estádios no Brasil não parece que vai parar tão cedo. Na final do “Superclássico das Américas”, em que o time B do Brasil (ou de Teixeira) venceu o time B (ou C?) da Argentina (ou de Grondona), foi anunciado que o Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão) será sede da Copa América de 2015. Goiânia também foi confirmada no amistoso realizado contra a Holanda.

Como bem provou a torcida paraense, ainda nos parece inadmissível que Estados como Pará e Goiás, com mais tradição no futebol estejam fora da Copa do Mundo FIFA 2014 em detrimento de Amazonas e Mato Grosso (neste caso, como o Rei da Soja, ex-governador Blairo Maggi é base do governo, senador pelo PR do MT, tudo pôde e conseguiu).

Além disso, e ainda mais grave, é pensar que para um evento que precisa de oito estádios e vão construir doze (!) ninguém tenha pensado em aproveitar quatro ou cinco deles para sediar a Copa América que será no ano seguinte.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

 

COPA 2014. FIFA insiste em mudar várias leis brasileiras. Será que vai conseguir?

3, outubro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

Um trololó entre vários ministros brasileiros, a presidente Dilma Rousseff e um figurão da FIFA, dona da Copa do Mundo que acontece no País dentro de pouco menos que três anos, aconteceu na manhã de hoje em Bruxelas, na Bélgica. Assunto: o descontentamento dos donos do futebol mundial com, veja só, as leis brasileiras.

Sim, pelo menos algumas delas, nem todas federais, mas muitas estaduais e até municipais, estão incomodando aqueles vetustos senhores. E o diabo é que, se entendi bem o material produzido e distribuído pela Agência Brasil, pelo menos o governo federal estaria se quedando. Será? Bueno, confira você mesmo a reportagem de Renata Giraldi. A seguir:

Em reunião com a Fifa, Brasil se dispõe a rever aspectos da Lei Geral da Copa

O governo brasileiro se dispôs hoje (3) a rever pontos da Lei Geral da Copa que divergem da proposta da Federação Internacional de Futebol (Fifa). O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que o governo se propõe a “aperfeiçoar a redação para ficar mais clara” sobre os aspectos ponderados pela Fifa. Ele disse que as sugestões de mudanças serão enviadas ao Congresso, aos estados e municípios – que dispõem de legislação local sobre determinados temas.

A decisão foi tomada hoje durante reunião da presidenta Dilma Rousseff com Orlando Silva, vários ministros e com o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, em Bruxelas. Os dirigentes da Fifa irão no dia 12 a Brasília para uma nova rodada de conversas. Valcke disse ainda que entre os dias 18 e 20 deste mês a Fifa anunciará qual cidade vai sediar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

“Nosso governo e a Fifa estão no mesmo barco: [ambos] querem que o Mundial dê certo”, disse o ministro. “Faremos [o que for preciso] para manter um ambiente harmônico”, acrescentou ele. “Vamos aperfeiçoar a redação e deixá-la mais clara”, destacou Orlando Silva…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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COPA 2014. FIFA já chantageia, ameaçando com a transferência do evento para os EUA

26, setembro, 2011 Claudemir Pereira 19 comentários

São mesmo umas biscas. Vale para o nosso venerando Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e seu companheiro, dirigente maior da FIFA, Joseph Blatter. Ok, exigências são fundamentais, inclusive para garantir a integridade do evento. Mas atingir a soberania de um país? Vale a pena?

Bueno. Que venha a Copa, mas algumas regras precisam obrigatoriamente ser seguidas. As noooossas regras, bem entendido. Disso, e sobretudo das chantagens feitas nos bastidores, trata a versão online da seção “RADAR”, da ex-revista Veja.

No final de semana, por exemplo, uma nota trata especificamente da questão da “Lei Geral da Copa”, afora outros detalhes dos bastidores dessa briga de foice, que incluem inclusive a possibilidade de um “plano B”. O texto é de O texto é de Lauro Jardim. Confira:

Em pé de guerra

Está muito mais esgarçada do que aparenta a relação entre a FIFA e o governo. No início do mês, Joseph Blatter enviou para Dilma Rousseff uma carta em que reclamava da morosidade das obras da Copa e com a demora de o governo enviar para o Congresso a Lei Geral da Copa(LGC).

O Planalto considerou a cobrança “fora de padrão” – é exatamente esse o eufemismo usado, de forma irônica, claro. Dias depois, o governo mandou para a Câmara a LGC. Mas o clima esquentou ainda mais.

A FIFA considerou inaceitável o projeto. Feriria o que foi acordado quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa e lhe traria prejuízos comerciais enormes. Meia entrada para estudantes e descontos para maiores de 65 anos no preço dos ingressos são…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A mil dias do seu início, se sabe que a Copa sairá. Mas como?

25, setembro, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

“…A presidenta Dilma Rousseff, na companhia de Pelé (embaixador da Copa), foi até o estádio do Mineirão para verificar o andamento das obras. À tarde em uma cerimônia que custou cerca de R$ 650 mil aos cofres públicos, estiveram presentes o governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, o prefeito Marcio Lacerda, o ministro dos esportes Orlando Silva, o senador Aécio Neves, e o presidente do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira. Nenhum representante da FIFA compareceu ao evento.
Outros relógios foram lançados no mesmo dia em algumas das cidades, mas cada um seguiu seu padrão para a construção. Enquanto em Minas é uma ampulheta de oito metros de altura, o de Salvador tem a forma de berimbau e em Recife, nada de especial.
Já em Fortaleza se optou por marcar 1000 dias com uma missa ecumênica com os operários, enquanto em Brasília – sempre lá –, houve show que duraria todo o dia para comemorar que só faltam 1000 dias (como se estivesse tudo dentro do previsto…). Em Cuiabá, lançou-se o documentário turístico “Trilogia do Pantanal”. Óbvio que nada vai aparecer – não de forma oficial – sobre problemas a assolar a região, como a devastação de regiões da Amazônia Legal, a exemplo do norte de Mato Grosso.
Já em São Paulo, houve uma grande festa com campeões mundiais pelo Brasil, com direito a toda as personalidades pegando a linha “Corinthians-Itaquera” do metrô, dentre os quais, Ronaldo e o prefeito da cidade Gilberto Kassab. É claro que foi um vagão exclusivo para eles, ou acham que as “autoridades” enfrentariam um problema nalguma das linhas ou metrôs lotados?…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A mil dias do evento, a Copa sairá. Mas como? – por Dijair Brilhantes, Anderson Santos & Bruno Lima Rocha

25, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 19 de setembro de 2011 - por Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha 

Menos de 1000 dias…

Relógios em algumas das cidades-sede para a Copa do Mundo FIFA 2014 – para não sermos processados, o nome da marca tem que ser por inteiro -, marcam que faltam menos de 1000 dias para a volta de um dos maiores eventos do planeta ao território brasileiro. No meio das comemorações, um site foi lançado, Lei Geral da Copa foi apresentada, greves foram contestadas e voltamos ao mesmo questionamento: a Copa sairá, mas como?

MAIS DINHEIRO PÚBLICO

Na última sexta-feira, 16 de setembro, a capital mineira Belo Horizonte foi o palco da realização do evento oficial que marcou a contagem regressiva de mil dias para a Copa do Mundo FIFA 2014.

A presidenta Dilma Rousseff, na companhia de Pelé (embaixador da Copa), foi até o estádio do Mineirão para verificar o andamento das obras. À tarde em uma cerimônia que custou cerca de R$ 650 mil aos cofres públicos, estiveram presentes o governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, o prefeito Marcio Lacerda, o ministro dos esportes Orlando Silva, o senador Aécio Neves, e o presidente do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira. Nenhum representante da FIFA compareceu ao evento.
Outros relógios foram lançados no mesmo dia em algumas das cidades, mas cada um seguiu seu padrão para a construção. Enquanto em Minas é uma ampulheta de oito metros de altura, o de Salvador tem a forma de berimbau e em Recife, nada de especial.

Já em Fortaleza se optou por marcar 1000 dias com uma missa ecumênica com os operários, enquanto em Brasília – sempre lá –, houve show que duraria todo o dia para comemorar que só faltam 1000 dias (como se estivesse tudo dentro do previsto…). Em Cuiabá, lançou-se o documentário turístico “Trilogia do Pantanal”. Óbvio que nada vai aparecer – não de forma oficial – sobre problemas a assolar a região, como a devastação de regiões da Amazônia Legal, a exemplo do norte de Mato Grosso.

Já em São Paulo, houve uma grande festa com campeões mundiais pelo Brasil, com direito a toda as personalidades pegando a linha “Corinthians-Itaquera” do metrô, dentre os quais, Ronaldo e o prefeito da cidade Gilberto Kassab. É claro que foi um vagão exclusivo para eles, ou acham que as “autoridades” enfrentariam um problema nalguma das linhas ou metrôs lotados?

GREVES MARCARAM COMEMORAÇÃO

Ao visitar o canteiro de obras do estádio do Mineirão, a presidenta Dilma deparou-se com máquinas e operários parados desde a última quinta-feira exigindo melhores condições de trabalho. Na chegada, a presidenta optou por evitar os grevistas que protestavam em frente ao estádio, entrando pelo lado oposto para acompanhar as obras. Desculpem a pilhéria, mas é inevitável questionar: – O que é isso companheira?!

E, como de costume, no Maracanã, não é diferente. Nesta segunda-feira, 19 de setembro, os trabalhadores resolveram retomar as obras que estavam paradas há 19 dias, também devido à greve. Na última sexta-feira o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) considerou abusiva a paralisação por tempo indeterminado dos operários. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Pesada (Sitraicp), uma nova reunião será marcada com o consórcio formado pelas construtoras Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez, responsável pela reforma, pois os trabalhadores continuam insatisfeitos.

Comenta-se que dentre as sedes a serem escolhidas pela FIFA em outubro para a Copa das Confederações, o nosso maior estádio não estará entre elas. Vale lembrar que não é a primeira greve no Rio de Janeiro e que outros problemas apareceram no percurso, como a ação na Justiça que questionava a destruição das arquibancadas pelo fato de o Estádio Mário Filho ser tombado.

FALTANDO MIL DIAS, HÁ O QUE COMEMORAR?

Faltando pouco mais de dois anos para o mundial de 2014, há mais com o que se preocupar do que comemorar. A maioria dos estádios está com atraso nas obras, aeroportos continuam um caos, e a mobilidade urbana pouco mudou. O Governo promete que tudo estará pronto, tranquilamente, a tempo, enquanto quem realmente organiza está calado. O COL do Teixeira se calara de vez.
Curioso, já que há tanta preocupação em destacar que a CBF é uma entidade privada, que não tem que dar qualquer justificativa; que a FIFA é outra entidade privada, a quem o torneio pertence e que só caberia à União assinar embaixo. Mas na hora de falar sobre as obras para um evento privado quem fala é o Ministério dos Esportes do Brasil. Para piorar, na hora de dividir os lucros, não esperem que a República Federativa do Brasil fique com algo, apesar de gastar tanto.

Em São Paulo o estádio do Corinthians passou a ser construído há poucos dias e só agora resolveram um grave problema, o dos dutos de gás que passam embaixo do terreno. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais aconteceram greves e em Porto Alegre as obras do Beira-Rio se arrastam, pois o contrato com a construtora ainda não foi assinado. O Internacional promete assiná-lo contrato com a Andrade Gutierrez até o fim de setembro.

Segundo o cronograma oficial, Cuiabá tem as obras adiantadas. Em Salvador o consórcio OAS/Odebrecht promete começar a perfuração do novo estádio em 30 dias, obra a qual o Tribunal de Contas do Estado havia estranhado o fato de o projeto não ser adequado, mesmo após a implosão de boa parte da antiga Fonte Novo.

Em Brasília as obras do Mané Garrincha estão em processo de desmonte e demolição, num estádio que mesmo com arquibancadas a serem desmontadas após a Copa do Mundo FIFA ainda ficará muito além do público do campeonato distrital – média de cerca de 2 mil pessoas para um estádio a 20 mil.

Em Recife, pelos comentários locais, ao menos o novo estádio deverá ter dono. Possuindo o menor dentre os três grandes pernambucanos, o Náutico deverá ficar com a responsabilidade de manter a nova Arena. As obras também não começaram, já que o consórcio Odebrecht/ISG/AEG, ainda finaliza uma pesquisa arqueológica sobre o terreno.

Fortaleza também está entre as sedes mais atrasadas. O consórcio Galvão/Serveng/BWA vai construir um novo estádio com valor estimado em R$ 450 milhões. Em oposição, Manaus é a sede com obras mais avançadas, orçado em R$ 500 milhões, que também será construído pela Andrade Gutierrez – um gasto deste tamanho para quem jogar lá depois?

Só que os maiores problemas estão em outros dois estados. No Paraná, as obras para reforma da Arena da Baixada ainda não começaram, as negociações se arrastam a mais de um ano, com um impasse entre o Atlético-PR e o governo.

Em Natal, o caso parece ser ainda mais grave. Até agora, todas as licitações para ter alguém como parceiro na construção não teve um concorrente sequer! O governo local tenta de tudo para evitar ainda mais problemas e mais atrasos.

LEI GERAL DA COPA

Esta semana foi enviado ao Congresso a Lei Geral da Copa, após forte pressão da FIFA, que quer seus interesses postos como lei o quanto antes, embora o Ministro dos Esportes dizer que não tem nada disso.

O valor dos ingressos será definido pela FIFA, apesar de ser respeitado o direito do idoso de 50% (Lei do Idoso) e de o direito de meia-entrada estudantil ser resolvido com os estados e municípios – pois o ex-presidente da UNE, atual ministro dos Esportes, não quis assumir um direito histórico do movimento estudantil e dar uma peitada na entidade internacional.

Além disso, as marcas FIFA ficarão sob exclusividade para a entidade, podendo causar prisão de três meses a um ano para quem a piratear. Os direitos de transmissão sonora, visual e qualquer outro tipo interligado também estão sob auspício da mesma regra. Por conta da “liberdade de expressão” se permite o repasse de 3% das partidas mesmo para quem não adquiriu tal direito – algo que já gerou problema da Globo com o Uol no mundial passado.

Outro item a ser negociado com os estados é a entrada de bebidas alcoólicas nos estádios, algo proibido em boa parte do país. Porém, uma das patrocinadoras do evento é uma cervejaria, que, com toda certeza, utilizará o seu direito contratual para exclusividade na cancha e arredores. O que pode gerar um problema também para os bares e restaurantes que já se localizam em torno, que não poderão vender outras marcas de cerveja.

Sobre o atraso das obras de infra-estrutura, já se admite que não ficarão prontas a tempo, ou seja, preparem-se para o bom e velho “jeitinho” brasileiro para resolver problemas como trânsito, vôos e tudo o mais que somos obrigado a nos “acostumar” cotidianamente. Quer dizer, apresentou-se uma solução genial: feriado nos dias de jogos. Afinal, no feriado nem em São Paulo há trânsito!

Enfim, faltando menos de mil dias para Copa, o Brasil tem muito com que se preocupar, e não estamos falando da seleção de Mano Menezes.

QUEM ESCREVE:

Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com), Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

LUNETA ELETRÔNICA. AL e o Gaitaço, plantio de soja, a Copa e as biscas, ex-comunistas na mídia, Estrada do Perau, Bairro Lorenzi

22, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

* A Assembleia aprovou, na tarde passada, um punhado com nove propostas. Todas por unanimidade, inclusive a que altera o Estatuto dos Servidores Militares da BM.

* Duas são destacadas por este editor. Uma pela relevância regional: por iniciativa de vários deputados, inclusive Jorge Pozzobom (PSDB), o início do plantio de soja, em Júlio de Castilhos, na primeira quinzena de outubro, está no calendário de oficial de eventos do RS.

* A outra por… por… bem, julgue você mesmo: agora, por lei, o município de Almirante Tamandaré do Sul é a “Terra do Gaitaço”. Que tal?

* Não será votada este ano, provavelmente, a Lei Geral da Copa. Taaalvez no primeiro trimestre de 2012. E isso está deixando furiosas as grandes biscas da cartolagem, inclusive o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

* Aliás, Teixeira e a FIFA, a outra bisca, está tiririca com o governo brasileiro que, olha o desaforo, mandou um projeto de lei, e não uma Medida Provisória.

* O ex-comunistas tomam conta da mídia eletrônica, na noite desta quinta. O PPS tem 10 minutos para seu proselitismo. Das 8 às 8 e 10 (no rádio) e das 8 e meia às 8 e 40 (na TV).

* Estava marcada para a tarde passada a assinatura da ordem de serviço para a segunda etapa das obras de iluminação pública na Estrada do Perau.

* A solenidade foi transferida para o próximo 10 de outubro. Só não se explicou a razão para o atraso de quase três semanas. E ninguém perguntou, ao que se sabe. Bueno, então está perguntado.

* A próxima edição do programa “Bairro em Ação, Cidade no Coração” (sucedâneo do “Pé no Bairro”, do governo Valdeci, e do “Vento Norte”, do governo Farret) será no Bairro Lorenzi.

* A prefeitura, com prefeito, vice, secretários e vários outros serviços, se transfere de mala e cuia para aquela comunidade, neste sábado, dia 24.

* Tudo acontece em frente ao CAIC Luizinho de Grandi. E também haverá atividades esportivas, culturais e de lazer. Tudo começa às 9 da manhã e termina às 7 da noite.

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BOA NOTÍCIA. Dilma não se mixa para a FIFA e a bisca do Ricardo Teixeira. Eles a consideram “arrogante”

21, setembro, 2011 Claudemir Pereira Sem comentários

Há uma queda de braço evidente. É verdade que o Brasil, para conquistar (e quis isso, não é demais lembrar) a Copa do Mundo e tudo o que ela significa para o esporte e a imagem do País, assinou, com apoio do Congresso Nacional, um “caderno de encargos”. Isto é, assumiu obrigações bem específicas. No entanto, isso não pode conter, de jeito nenhum, elementos que levem a Nação a dobrar os joelhos.

Aí está, aparentemente, a origem da discussão do momento. Afinal, a presidente Dilma Rousseff não se mostra disposta a bancar todos os pedidos da poderosa FIFA e seu braço direito local, a bisca do Ricardo Teixeira, presidente da CBF. É o que se está dando nesse preciso momento, como mostra material originalmente publicado no portal iG. A reportagem é de Paulo Passos. Acompanhe:

Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

Nos bastidores, Fifa e governo federal parecem não falar o mesmo idioma. A irritação da entidade máxima do futebol com o texto da Lei Geral da Copa, encaminhado na última segunda-feira ao Congresso Nacional, é apenas mais um capítulo da queda de braço na organização da Copa do Mundo de 2014.

Integrantes da Fifa veem “arrogância” em membros do governo federal, que por sua vez se dizem perplexos com as exigências feitas pelo pela entidade, com sede na Suíça, e pelo COL (Comitê Organizador Local). Um funcionário do Ministério do Esporte afirmou ao iG que o texto da Lei Geral da Copa teve ‘pitacos’ da presidenta para manter a soberania nacional. “Isso talvez possa ter causado irritação,” disse.

Em fevereiro, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, esteve no Brasil para discutir com o governo alguns pontos da Lei Geral da Copa, que determina todas as garantias ao organizador do evento. Segundo um executivo ligado à Fifa, muitos pedidos da entidade não foram incluídos no texto final.

Com trânsito livre no Planalto na gestão do ex-presidente Lula, o presidente do COL, Ricardo Teixeira, hoje vive uma realidade diferente com Dilma Rousseff no poder. O cartola teve apenas encontros informais com a presidenta. O último deles foi…”

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ALGO NOVO NO AR? A bisca do Ricardo Teixeira estaria começando a sentir a terra leve. Será?

Primeiro, o cara diz que está “cagando” para a mídia – exceção feita ao “Jornal Nacional”. E deixa claro que pode fazer “todas as maldades” para a Copa 2014, inclusive, por exemplo, impedir o credenciamento de profissionais dos quais não gosta.

Depois, bem, depois a coisa já não andou tão bem. Dilma Rousseff deu sinais inequívocos de que ele, no caso, a bisca, Ricardo Teixeira, não é exatamente o dirigente de seus sonhos. E, mostra, por sinais, que jogará duro. Afinal, não é eeeele que manda.

Em seguida, o tal “Jornal Nacional” mostra uma reportagem que não chega a ser simpática a Teixeira – ao que ele retalia mudando datas e horários de jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. Mais recentemente, a Folha de São Paulo (uma daquelas para as quais a bisca c.) conta que Teixeira resolveu tentar se aproximar de Lula.

Ai, ai, ai, ai, ai. Algo há no ar, e não são apenas aviões de carreira. Estaria a bisca sentindo a terra leve sob seus pés. Talvez. Talvez. Mas só taaaalvez, meeeesmo.

Ah, quem faz um bom relato de tudo isso é Luciano Martins Costa, num material publicado no Observatório da Imprensa, especializado em mídia e comunicação. Acompanhe:

A mídia e o ditador (da CBF)

Nos jornais de sexta-feira (26/8), a política faz uma incursão no futebol: segundo o caderno “Esporte” da Folha de S.Paulo, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, usou o técnico da seleção, Mano Menezes, para se aproximar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi num jantar em São Paulo, na quarta-feira (24/8), quando Lula foi convidado a visitar os jogadores na concentração antes da primeira partida amistosa contra a Argentina, marcada para o dia 14 de setembro.

A notícia seria mais um desses registros de relações-públicas, não fosse o contexto em que se dá o encontro.

Segundo notícias esparsas publicadas principalmente por blogs de jornalismo esportivo, o governo federal vem pressionando a CBF, e especificamente seu eterno presidente, Ricardo Teixeira, por causa de suspeitas em relação a obras para a Copa do Mundo de 2014. Como se sabe, Teixeira nomeou a própria filha, Joana, para um cargo de comando no Comitê Organizador da Copa. O Estado de S.Paulo já chegou a publicar que ele estaria preparando a filha para sucedê-lo na presidência da CBF após 2014.

Longo reinado

Também correm notícias, segundo lembra a edição de sexta-feira (26) da Folha, de que têm havido desentendimentos entre o todopoderoso comandante do futebol brasileiro e o governo federal – o jornal paulista cita dificuldades no relacionamento dele com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro do Esporte, Orlando Silva…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. A ligação umbilical da Globo com a bisca do Ricardo Teixeira

11, agosto, 2011 Claudemir Pereira 1 comentário

“…É visível a proteção da emissora para com Ricardo Teixeira, o próprio já admitiu publicamente que a sua única preocupação é não “aparecer no Jornal Nacional”. Ambos parecem terem ganhado um adversário que aos poucos tende a despertar do berço esplêndido. Alguns movimentos sociais, e uma crescente parcela da população nacional, começam a protestar contra a cartolagem e o futebol como negócio (e do tipo escuso), como a criação de uma Frente Nacional de Torcedores.

Que a Globo e o presidente da CBF são aliados há anos não chega a ser novidade, mas com a aproximação do maior evento esportivo do mundo ocorrendo no Brasil, a afinidade aumentou, ou pelo menos ficou mais exposta. A Rede Record nunca falou tão mal da CBF e com tantas pautas em seqüência como agora. A TV do “bispo” Macedo se soma aos já “tradicionais” críticos, como Lance!, Estadão, Juca Kfouri e Jorge Kajuru…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Anderson Santos e Dijair Brilhantes. Eles fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

A Globo e a bisca do Ricardo Teixeira, unidos para sempre – por Dijair Brilhantes, Anderson Santos & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 8 de agosto  de 2011 - por Dijair Brilhantes, Anderson Santos & Bruno Lima Rocha

Eles fazem a festa com o seu dinheiro

O pequeno hiato nesta coluna não fez com que esquecêssemos de comentar sobre a farra dos R$ 30 milhões de reais gastos no dia 30 de julho deste ano. A Marina da Glória, no Rio de Janeiro, foi sede do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, o primeiro evento oficial da competição, e que já traz as perspectivas de futuro.

Cerca de duas mil pessoas estiverem presentes, entre atletas, ex- jogadores, técnicos e dirigentes. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, tiraram cerca de R$ 30 milhões de reais dos cofres públicos para a realização do evento. Em detrimento aos US$ 2 milhões gastos pela África do Sul há 4 anos. Que inflação! Ou, diante do espelho, algum ladino pode se perguntar num arroubo de sinceridade: quantas bocas para morderem o mesmo sanduíche!

A Rede Globo transmitiu toda a cerimônia, com direito a dois nomes de seu elenco apresentando – e, com Tadeu Schmidt, cometendo a garfe de trocar o nome de Ronaldo por Romário, novo desafeto de Ricardo Teixeira. Deve ser a norma do “baixinho”, porque sua excelência eleito pelos distritos simbólicos da Barra e da Penha, quando foi assinar ficha de filiação no PSB fluminense, confundiu a sigla com o PSDB, do ex-tucano Sérgio Cabral Filho!

Voltando à cerimônia, ou ao papelão inflacionado, a Band, parceira da nave mãe na transmissão televisiva de futebol parou para mostrar um jogo da Série B. Afinal, alguém poderia nos dizer quando se transmitiu sorteio de eliminatórias, ainda mais quando a da Conmebol é por pontos corridos e, além disso, o Brasil já está garantido enquanto sede da Copa?

Enfim, a Geo Eventos, empresa de eventos das Organizações Globo em sociedade com o Grupo RBS – com suas afiliadas do Plim-Plim em Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, foi contratada em regime de exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) para captar patrocinadores para a organização do evento. E, como se sabe, a mordida da cota das agências e captadoras de patrocínio gira na ordem de 20%. Legal essa equação. Mas, se a Globo e a Band compram direitos de transmissão, cabe a elas vender o “produto” (argh! Como dói dizer esse jargão neoliberal) e não ser contratadas pelo Comitê Organizador Local para vender o pacote do evento…..Depois os caras se enroscam e dizem não saberem porque!

Para provar nossa tese resumida acima, estranhamente, ou não quando se trata de Brasil, os dois únicos patrocinadores que a empresa de eventos fechou contrato foram a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do Estado. Cada contrato, segundo os diários oficiais respectivos, custou R$ 15 milhões. Em troca… O que mesmo teve de resultados para a população do Rio?

Os absurdos não param por aí. O que vocês (leitores e leitoras aguerridos, do tipo corneteiro de cartola e crítico dos críticos jabazeiros) pensam de quatro horas de interrupção nas chegadas e partidas no Aeroporto Santos Dumont para não “atrapalhar” a transmissão midiática internacional? Afinal, o que é mais importante: atender às exigências de Blatter, Teixeira e cia. ou manter o, já problemático, sistema aéreo nacional na normalidade em pleno final de semana? Entidades privadas, “mister Teixeira”, consumindo dinheiro público e atrapalhando as pessoas.

Ah não, car@ leitor (a), isso não é ponto positivo. Quem sabe esse dinheiro todo tenha sido gasto para surpreender Joseph Blatter com um “Rio de Janeiro; a capital da Copa”, em meio às assinaturas para a construção do centro de imprensa na cidade, algo que não existiu em lugar algum. Velha “malandragem” brasileira, que tenta surpreender aos especialistas sênior neste quesito…
Precisa dizer que a promessa de nossos governantes de não usar dinheiro público vem descendo morros e ladeiras abaixo, com o primeiro evento oficial do Mundial de 2014 trazendo um exemplo primordial?

Socorro! Chamem o Andrew Jennings!!!

Rede Globo censura protesto

A Vênus Platinada evita ao máximo falar de Ricardo Teixeira – mas não no sentido da presidenta Dilma Rousseff, que até lugar separado pediu para não ter imagem ligada ao dono presidente da CBF. Tratado por funcionários da empresa como Doutor, ele foi alvo de inúmeros protestos via redes sociais. No dia do evento, houve protestos do lado de fora da Marina da Glória – após uma grande repercussão via Twitter e noticiosos da Campanha #foraricardoteixeira e derivadas.

Porém, os jornais televisivos da emissora fizeram breves comentários sobre o assunto. No seu site de notícias esportivas, as primeiras informações eram de que “apenas” 50 pessoas. Depois, acrescentou bem mais aos números, entretanto, “justificando” que houve acréscimo de manifestantes de outras áreas – que protestam contra o governador Sérgio Cabral Filho. Como se as lutas pudessem ser separadas…

É visível a proteção da emissora para com Ricardo Teixeira, o próprio já admitiu publicamente que a sua única preocupação é não “aparecer no Jornal Nacional”. Ambos parecem terem ganhado um adversário que aos poucos tende a despertar do berço esplêndido. Alguns movimentos sociais, e uma crescente parcela da população nacional, começam a protestar contra a cartolagem e o futebol como negócio (e do tipo escuso), como a criação de uma Frente Nacional de Torcedores.

Que a Globo e o presidente da CBF são aliados há anos não chega a ser novidade, mas com a aproximação do maior evento esportivo do mundo ocorrendo no Brasil, a afinidade aumentou, ou pelo menos ficou mais exposta. A Rede Record nunca falou tão mal da CBF e com tantas pautas em seqüência como agora. A TV do “bispo” Macedo se soma aos já “tradicionais” críticos, como Lance!, Estadão, Juca Kfouri e Jorge Kajuru.

“A experiência da Euro foi desastrosa”

Aproveitando de um contato com um comunicólogo com proximidade à política portuguesa, que trabalhou numa campanha de promoção da imagem da cidade do Porto, questionamos sobre o “saldo” da Euro 2004 – o campeonato europeu de seleções – para Portugal, anfitriã do evento. A resposta foi: “A experiência da Euro foi desastrosa”.

Segundo ele, foram desnecessariamente construídos dez estádios, em que só o de Lisboa, por conta do Benfica e do Sporting, e o da cidade do Porto, por conta do Porto, estão sendo bem utilizados. Cogita-se a hipótese de até implodir alguns estádios por conta do alto custo de manutenção. Obs: na África do Sul ocorre o mesmo.

Aproveitamos para lembrar que Portugal vive uma crise econômica (derivada de uma fraude financeira) de tanta proporção que o ex-primeiro-ministro antecipou as eleições para o seu substituto. Além disso, a Grécia também sente “falta” do dinheiro gasto com as Olimpíadas de 2004. Isso porque estamos falando de lugares em que, imagina-se, há um planejamento melhor que o nosso – por mais que tenham entrado na “onda” do mercado de derivativos, conduzida esta última pelo ex-braço direito financeiro do dono do Milan (Mario Draghi, ex-presidente da Banca d’Italia no governo de Silvio Bunga Bunga Berlusconi), que gerou a atual tsunami nos mercados capitalistas mundiais.

O que fazer com estádios em Brasília, Mato Grosso e Amazonas, cujas médias de público dos regionais representam cerca de 10% da capacidade desses monumentos? E em Recife, com cada clube tendo seu estádio – por mais gritante que seja a diferença entre o Arruda e os demais –, quem utilizará a Arena Recife?

Esta fonte de Portugal muito bem definiu tal situação: “a paixão do futebol faz com que os políticos cedam facilmente, mas na prática não há resultados já que o público que vai a uma Copa do Mundo é o que já consome os produtos daí derivados”. Apesar que, assim como quando discutimos e comparamos os mercados comunicacionais dos dois países, percebemos que a ex-colônia ainda tem mais justificativas que a simples “cessão à paixão pelo futebol”.

Uma dívida celeste

Esta coluna ainda deve uma análise e homenagem para a conquista da Copa América pela seleção da República Oriental do Uruguai e o ressuscitar de um futebol apesar de Paco Casal, Eugenio Figueredo, Juan Figger, Pablo Betancourt e companhia. Devemos essa homenagem e vai sair en buen castilla, criollo y villero.

 QUEM ESCREVE:

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo, Anderson Santos é jornalista e mestrando em comunicação social na Unisinos (andderson.santos@gmail.com) & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br).

Twitter da coluna: @alem_das4linhas

COPA 2014. No sorteio das eliminatórias, protesto contra a bisca do Ricardo Teixeira

Teixeira não terá folga, até a Copa começar

Quem quiser informações sobre o sorteio das chaves das eliminatórias da Copa do Mundo que acontece no Brasil, em 2014, cá entre nós, há bastante lugar para procurar. Com todos os detalhes. Aqui, a preferência é por outro assunto, correlato ao evento principal.

Sim, a bisca do Ricardo Teixeira, presidente da CBF e “organizador” do evento, e que esqueceu Pelé da lista de convidados (o Rei só foi porque convidado por Dilma Rousseff) ainda vai sofrer muito, até o início do evento.

Veja, no material produzido pelo R7, o portal de notícias da Rede Record, o que aconteceu na rua, fora do local do evento, no Rio de Janeiro. O texto e a foto são reproduções do R7. A seguir:

Torcedores pedem saída de Ricardo Teixeira da CBF…

Cerca de 200 manifestantes, que pedem a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF, fazem uma passeata pela zona sul do Rio de Janeiro, na tarde deste sábado (30). O protesto, que ganhou o nome de “Marcha por uma Copa do povo, fora Ricardo Teixeira!”, começou por volta das 10h, no Largo do Machado. O número de pessoas foi divulgado pela Guarda Municipal.

Eles tentaram fechar a pista sentido zona sul do Aterro do Flamengo às 14h20 para seguirem até a Marina da Glória, onde ocorrerá o sorteio dos grupos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil.

Policiais do BPChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) fizeram um cordão de isolamento para retirar os protestantes do meio da rua. O Centro de Operações da Prefeitura informou neste sábado que não há nenhuma interdição prevista para o evento…”

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ELA NÃO É BOBA. Dilma quer distância de Ricardo Teixeira. Inclusive no sorteio das eliminatórias da Copa 2014

Vamos dar um desconto. Afinal, a origem da reportagem abaixo é o R7, portal de notícias da TV Record, que odeia Ricardo Teixeira e empreende campanha sistemática contra o presidente da CBF. O que não quer dizer que esteja errada, muito pelo contrário. O cara é do mal, como se sabe.

Mas a notícia, de todo modo, é verdadeira. E a Presidente Dilma Rousseff parece estar dando um chega-pra-lá no sujeito, como você confere abaixo. Ah, o texto do R7 tem informações originais d’O Estado de São Paulo. Acompanhe:

Dilma não quer Teixeira no sorteio da Copa, diz jornal

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pode não aparecer no sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, que será realizado neste sábado (30), na Marina da Glória, zona sul do Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Teixeira também acumula o cargo de presidente do COL, o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Ou seja, na prática, é ele o anfitrião do evento. Mas o jornal teve acesso a uma programação que aponta apenas o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e a presidente Dilma Rousseff como responsáveis por discursos.

O evento receberá dirigentes de 175 países e mais de 800 jornalistas do mundo inteiro, e é considerado o ponto de partida, na prática, para a Copa do Mundo, embora as eliminatórias já tenham começado em alguns continentes.

A programação, que previa inicialmente um discurso de boas-vindas feito por Teixeira, com três minutos de duração, foi modificada pela Fifa, e isso teria acontecido a pedido de Dilma. A mudança pegou de surpresa a diretora-executiva do COL, Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e uma das responsáveis pela organização do evento.

Nos últimos meses, o presidente da CBF vem sendo alvo de diversas denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, dentro e fora do Brasil, e Dilma não quer ver sua imagem veiculada ao cartola num momento em que…”

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COPA 2014. Sabe a meia-entrada para estudante? Esqueça, a FIFA não quer. Logo…

O governo brasileiro não existirá, na Copa do Mundo. Ou, ao menos, conviverá com um poder paralelo, o da FIFA. Sim, já se sabia disso, quando se decidiu apoiar oficialmente a pretensão nacional de sediar o campeonato de futebol. Mas, cá entre nós, há alguns exageros absurdos, com o perdão da redundância.

Nesse contexto, o fim da meia-entrada, ainda que provisoriamente, durante a Copa do Mundo e especificamente para os jogos, é apenas mais uma concessão. Absurda? É? Mas, aparentemente, não tem jeito, como você pode verificar no material produzido pelo sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Eduardo Militão e Mário Coelho. A seguir:

Estudantes poderão ficar sem meia-entrada na Copa

Comandando por Orlando Silva, um ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Ministério do Esporte elaborou um conjunto de regras para a Copa do Mundo de 2014, em acordo com a Federação Internacional de Futebol Associados (Fifa), que põe em risco a meia-entrada para estudantes. Segundo a minuta da Lei Geral da Copa, feita pelo Ministério dos Esportes e agora em análise na Casa Civil da Presidência, os preços dos ingressos para os jogos do campeonato mundial de futebol serão determinados pela Fifa. Fica estabelecido que a Lei Geral da Copa – ou qualquer outra lei federal – não poderá versar sobre a possibilidade de meia-entrada nos jogos, ou qualquer outro tipo de desconto. A Fifa poderá eventualmente discutir com os estados e com as cidades-sede tal possibilidade, mas a palavra final é da federação de futebol.

Tomando-se como base o que foi cobrado na Copa do ano passado na África do Sul, os preços para os jogos vão variar de R$ 150 a até R$ 1.500, pois o preço varia conforme a localização no estádio e a importância do jogo – partidas da primeira fase, por exemplo, terão ingresso bem mais barato do que para a final. Segundo um resumo da minuta, elaborado pelo próprio Ministério dos Esportes e obtido pelo Congresso em Foco, a futura Lei Geral da Copa estabelece a “ausência de gratuidade ou meia-entrada” nos jogos do Mundial Copa (veja trecho).

A meia-entrada é uma bandeira histórica da UNE, que já foi presidida pelo ministro Orlando Silva, do PCdoB, entre 1995 e 1997. A entidade que representa os…”

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COPA 2014. A bisca do Ricardo Teixeira quer que a farra seja total. Conheça a mais recente do presidente da CBF

A Fifa e o Governo Brasileiro, com a concordância do Congresso Nacional, já têm uma relação, digamos, atípica. Os caras mandam mais do que o cidadão, representado por seus eleitos. Mas a sanha é cada vez maior, e comandada pelo presidente da CBF – aquele que c. para a imprensa e a sociedade - Ricardo Teixeira.

Agora, tem mais um embate à vista. O governo, ou a parte mais preocupada dele, resiste. Mas… Bem, conheça a história contada, em detalhes, pelo sítio especializado Congresso em Foco. A reportagem é de Eduardo Militão e Mário Coelho. A seguir:

Governo e Fifa brigam pelo dinheiro da Copa

O governo federal e a Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa) estão em um impasse na definição de um decreto para regulamentar a isenção de impostos para a entidade e seus parceiros na organização da Copa do Mundo de 2014. Enquanto a equipe econômica busca uma definição mais restrita dos cidadãos e empresas que podem ter o benefício de não pagar tributos, os advogados da entidade defendem um padrão mais abrangente.

Em dezembro do ano passado, entrou em vigor a Lei 12.350/10, que garante isenção fiscal à entidade máxima do futebol e ao Comitê Organizador Local (COL) da Copa. O COL é comandado no Brasil por Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ainda no ano passado, o governo regulamentou como seria a isenção da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Programa de Interação Social (PIS) e do Pasep para as obras de reforma e construção de estádios usados no mundial. Pelo decreto 7.319/10, só podem usar o regime especial de tributação empresas autorizadas pela Receita Federal, sempre para projetos específicos para a Copa. Não é possível usar a isenção fiscal em conjunto com o Simples Nacional e há multas de no mínimo R$ 5 mil para quem descumpre termos da regra.

Agora, o governo estuda um outro decreto, para regulamentar tributos como o Imposto de Renda, o imposto sobre importações, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis. O Congresso em Foco apurou que o novo decreto deve ser publicado em breve. A Fazenda e a Casa Civil estão fechadas numa definição mais restrita dos cidadãos e empresas que poderão se beneficiar da isenção de impostos, ao contrário do que deseja a FIFA…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Brasil segue a tradição. E a grande farra de 2014 vem aí

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 13 de julho de 2010, uma terça-feira:

COPA 2014. O risco de se tornar uma grande farra. Adivinha quem pagará a conta?

Geeente! Cansei de dizer que são inúmeras as vantagens para a sociedade brasileira com a Copa do Mundo de 2014. Obras que, de outra forma, não sairiam do papel, obrigatoriamente serão feitas. E algo sempre sobrará. Isso é positivo, sim. Ponto.

Também tenho realçado que, não obstante esse benefício, é prudente tomar cuidado. Afinal, a tradição brasileira supõe que possamos presenciar um grande espetáculo da roubalheira, para dizer uma palavra leve. E isso, inclusive, com o incentivo velado (ou aberto) do poder público.

Conheça, a propósito, uma das decorrências do acordo firmado entre o Brasil, representado por seu governo, com respaldo do Congresso, e a Fifa, o órgão gestor da competição planetária…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, não há razão alguma para mudar de ideia – acerca dos benefícios estratégicos da sociedade. Lamentavelmente, também não há razão alguma para modificar o pensamento acerca da grande farra que se avizinha. Farra para poucos, acrescente-se.

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NÃO CUSTA LEMBRAR. E a tal “Rede de Fiscalização de Controle da Copa 2014”?

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na madrugada de 4 de julho de 2010, um domingo:

NOSSA COPA. Já passa da hora de ficar de olho no que se fará no Brasil até 2014

Já está DISPONÍVEL o sítio da Rede de Fiscalização de Controle da Copa 2014, bancado através de uma parceria entre o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e o Tribunal de Contas da União. Nele se fica sabendo, e a comunidade pode (queeeem sabe) reagir, por exemplo, da história do consórcio que, embora nunca tenha construído nada parecido com um campinho de várzea, pode estar ganhando um contrato de quase meio bilhão de reais para levantar o estádio cearense que vai sediar jogos do Mundial.

Mas é pouco, cá entre nós. Ficar de olho se impõe. Exemplos de roubalheira (e olha que sou favorável à Copa no Brasil, apesar de tudo) não são exatamente raros, nesse campo. Pelo menos, peeeelo menos, algumas iniciativas públicas para observar bem de perto essa situação já estão em andamento…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, a tal “Rede” até pode existir. Quem sabe até funcione. Mas o fato é que, a cada dia que passa, sobram evidências de que a Copa, por mais que traga benefícios estratégicos para a sociedade (razão básica para que este editor tenha gostado da vinda dela), também será campo aberto à roubalheira. Ou não?

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COPA 2014. MP das Licitações tranca pauta no Senado. Governo deve jogar duro

O Palácio do Planalto está convencido de que é correta e atenta ao interesse público a forma como foi elaborado o chamado Regime Diferenciado de Contratações Públicas, para as licitações e contratos necessários à Copa de 2014.

Por conta disso, jogou duro com sua base na Câmara dos Deputados, que aprovou a Medida Provisória 527, na semana passada. E pretende fazer o mesmo agora, no Senado, onde a proposta já começa a trancar a pauta e precisa ser votada antes de qualquer outra. Quem conta mais a respeito é a Agência Senado. A reportagem é de Helena Daltro Pontual. A seguir:

MP com regras para licitações das obras da Copa tranca pauta do Plenário

A polêmica Medida Provisória (MP) 527/11, que estabelece regras para licitações de obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas, está trancando a pauta do Plenário e tem até o dia 15 de julho para ser votada, caso contrário perderá a validade.

Transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 17/11, a MP institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para licitações e contratos necessários à realização da Copa das Confederações, em 2013, à Copa do Mundo de 2014, e às Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. A proposição também cria a Secretaria de Aviação Civil, instituindo cargos em comissão, de controlador de tráfego aéreo e de ministro da pasta.

Pelo texto final aprovado pela Câmara, o RDC tem por objetivos ampliar a eficiência nas contratações públicas e a competitividade entre licitantes; promover a troca de experiências e tecnologias em busca da melhor relação entre custos e benefícios para o setor público; incentivar a inovação tecnológica; e assegurar tratamento isonômico entre os licitantes e a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração Pública. Estão incluídas também obras de infraestrutura para aeroportos das capitais brasileiras distantes até 350 quilômetros das cidades sedes dos jogos…”

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ESTE É O CARA. Romário, a grande revelação dos novos deputados, não se micha

Romário, ao confrontar Ricardo Teixeira, o poderoso do futebol, mostra como deve ser

A entrevista de Filipe Coutinho (o jornalista, não o jogador da Inter de Milão), na Folha de São Paulo da última segunda-feira, é talvez o que de principal foi publicado recentemente na mídia tradicional acerca da Copa do Mundo de 2014. Equilibrado, como se requer de um parlamentar, mas incisivo, como o melhor centroavante da história recente do futebol brasileiro, Romário é, dentre os novos deputados federais, o melhor. Aliás, muuuito melhor.

Eleito pelo PSB do Rio de Janeiro (e até pode virar candidato a prefeito, ano que vem), Romário está enfrentando com coragem, e muita serenidade, a grande área. Ou o mundo da política. E trata de futebol, aquele disputado fooora das quatro linhas. Creia, vale a pena ler a entrevista, que reproduzo a partir da PÁGINA do sítio especializado Observatório da Imprensa. A seguir, na íntegra:

Só Jesus Cristo salva a Copa do Mundo no Brasil

Só há uma chance de a Copa-2014 acontecer sem obras atrasadas, orçamentos extrapolados e outros problemas: se Jesus Cristo descer no Brasil nos próximos três anos. A conclusão é do ex-jogador e agora deputado Romário (PSB-RJ), autor do convite para que Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) vá à Câmara dos Deputados explicar as denúncias de cobrança de propina e o aumento do custo dos estádios.

Muitos acreditavam que Romário, por ser ex-jogador da seleção, seria mais um a atuar nos bastidores a favor da CBF na chamada “bancada da bola”, que contou com o apoio do governo para frear a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar Teixeira e a próxima Copa.

Mas Romário avisa: “Não é nada pessoal, mas, se ele [Teixeira] não responder às denúncias, vou manter minha assinatura para abrir uma CPI e trabalhar para que outros deputados assinem”.

Para o deputado, surge a cada dia uma nova denúncia sobre a Copa no Brasil, como a reportagem da Folha que mostrou, há uma semana, integrantes da Fifa e do COL fazendo lobby em favor de patrocinadores do Mundial.

“Quando a Copa foi anunciada, eu disse duas coisas: o Brasil tinha não só condições de sediar o Mundial como ia fazer a maior Copa de todos os tempos. Continuo com a primeira ideia. A segunda eu retiro”, declarou Romário.

Para ele, “seria uma boa ideia” que Teixeira deixasse a organização da Copa. O presidente da CBF não quis dar entrevista à Folha.

Cotado para ser o candidato do PSB à Prefeitura do Rio em 2012, Romário afirma que vota a favor do governo inclusive em situações em que não votaria. Foi a favor da flexibilização das licitações para as obras da Copa-2014, projeto que abre brecha para aumentos de preço sem limite e orçamentos sigilosos.

Como o senhor avalia a organização da Copa?

Romário – Lá atrás, quando foi anunciada a Copa no Brasil, a gente comemorou bastante. Eu disse duas coisas: o Brasil tinha não só condições de sediar a Copa do Mundo como ia fazer a maior de todos os tempos. Continuo com a primeira ideia. A segunda eu retiro.

Por quê?

Romário – Porque, pelo que estou vendo, as coisas não vão acontecer. Vai ter a Copa, mas infelizmente teremos problemas e não vai ser a melhor de todos os tempos. Vou te falar uma verdade: os evangélicos acreditam que Jesus vai voltar. Só ele para fazer com que o Brasil faça a melhor Copa. Se ele descer nos próximos três anos, aí será possível.

Por comandar o COL e a CBF, Ricardo Teixeira acumula poderes?

Romário – Existem pessoas no Brasil bastante competentes para fazer esse papel de comandar

o COL, mas ele se acha nesse direito. Mas, até mesmo por conta da idade dele [64], não é bom para ele. Eu colocaria outra pessoa, como é o caso do Henrique Meirelles [ex- -presidente do Banco Central] para a Olimpíada [do Rio, em 2016]. Seria um desgaste muito menor.

Mas ainda dá tempo de uma “solução Henrique Meirelles” para a Copa?

Romário – No meu modo de ver, como estamos a três anos da Copa, o senhor Ricardo Teixeira e seus assessores, se chegarem à conclusão de que ainda cabe outra pessoa para que ele saia de foco, seria uma boa ideia. Mas, às vezes, as pessoas têm vaidades que atrapalham. Não sei se é o caso dele, mas pode ser.

Por que convidar Ricardo Teixeira para prestar depoimento na Câmara?

Romário – Nós estivemos em cinco sedes da Copa-2014 e vamos às outras. Existia um orçamento no começo da preparação que, no mínimo, dobrou. Segundo o que ouvimos das cidades-sedes, eles fizeram um planejamento que não conseguem cumprir. A Fifa passa para o COL uma recomendação, e o COL faz virar uma obrigação. O Ricardo Teixeira é presidente do COL, presidente da CBF e é da cúpula da Fifa. Não tem ninguém no Brasil e no mundo que possa responder sobre o que realmente está acontecendo como ele. Do jeito que a coisa está, os estádios vão chegar a R$ 15 bilhões, e isso é um absurdo.

E em relação às denúncias de cobrança de propina?

Romário – Se ele vier e explicar, serei o primeiro a tirar a assinatura para uma CPI e pedir o mesmo para outros deputados. Mas, desde que houve o pedido de CPI, a cada dia aparece uma nova denúncia, e a coisa vai ficando mais estranha. Definitivamente não sei se vai dar tempo para a Casa levantar tudo. Eu, no lugar do presidente Ricardo Teixeira, viria e responderia. Mesmo que não seja o responsável por uma ilegalidade ou lentidão em alguma obra, ele é o cara do Brasil na Copa e tem que dar as caras.

E se Teixeira não esclarecer?

Romário – Se ele não responder a contento, não só vou manter minha assinatura para abrir uma CPI como vou trabalhar para que os outros deputados assinem também. Não é nada pessoal.

Quem é contra a CPI afirma que pode atrapalhar a organização da Copa…

Romário – Ser grato ao Ricardo Teixeira por conta da Copa não significa que ele seja a Copa. Entendo que existam fatores políticos que podem prejudicar a Copa, mexendo com uma pessoa do poder dele. Sou do PSB e tenho votado sempre a favor do governo, inclusive em situações que não votaria. Mas eu também ando na rua e sei o que as pessoas cobram de mim.

O que explica tanto tempo de Ricardo Teixeira no poder do futebol brasileiro?

Romário – Esta foi uma das melhores perguntas que ouvi nos últimos tempos. Mas vou fazer diferente: responda você. Eu infelizmente não posso te dizer isso. Mesmo que as denúncias sejam verdadeiras, a gente não pode tirar o mérito dele de trazer a Copa para o Brasil. Mas, infelizmente, de lá para cá, não consigo responder por que tanto poder, por tanto tempo e por que aparece tanta coisa. Eu juro que gostaria de responder, mas não sei.

O senhor rachou com o Ricardo Teixeira?

Romário – Nunca fui amigo dele, sempre tivemos uma relação cordial. Não tenho nada pessoal contra ele e estou torcendo para que ele consiga se defender das denúncias. Quero que a parte do Brasil que o vê como uma pessoa “do mal” possa reconhecê-lo pela Copa. Agora, se alguma das denúncias for verdadeira, não posso tirar meu nome da CPI. Por eu jogar futebol, isso não significa que eu seja a favor do que é errado. Não vim para Brasília para fazer graça. Engordei 11 kg em dois meses, quase perco minha mulher, deixei de fazer coisas que amo, como jogar pelada, sair na noite para ouvir funk, tomar meu refrigerante e às vezes um champanhe. Foi um sacrifício que fiz. Desculpe a expressão, mas não devo porra nenhuma a ninguém e tenho o direito de falar e colocar as coisas claras para quem votou em mim.

Como classifica a gestão do futebol brasileiro hoje?

Romário – Quando as pessoas falam hoje de máfia e futebol, não sei se felizmente ou infelizmente, o nome de Ricardo Teixeira é sempre ouvido. Mas da minha boca não vão ouvir, pois não tenho provas. Mas, definitivamente, existe uma quadrilha no futebol.”

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ESPORTE OU POLÍTICA? É incrível, mas o parlamento brasileiro tem medo da CBF

Não é uma novidade: todas as tentativas de saber o que acontece nessa verdadeira caixa preta, que é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), invariavelmente esbarraram naquilo que se convencionou chamar “bancada da bola”. Parlamentares eleitos com financiamento da entidade, sempre se mostraram vigilantes para defendê-la. Até mesmo do indefensável.

Se isso aconteceu antes da decisão de fazer no Brasil a Copa do Mundo, imagina agora, quando se vêem gastos estratosféricos para bancar o evento. Isso mesmo, é cada vez mais difícil até mesmo fiscalizar os recursos públicos utilizados para as obras visando 2014.

CPI? Até foi tentada, mas faltaram assinaturas. Ou, pior, elas existiam, mas depois retiradas. Agora, embora o cara que está atrás da possibilidade também não é exatamente um primor de virtude, surge nova possibilidade, sob outro formado. E que, previsão claudemiriana, também não se concretizará. Mas, enfim, vejamos o que pretende o deputado Anthony Garotinho, conforme reportagem de Mário Coelho, publicada no Congresso em Foco. A seguir:

Anthony Garotinho insiste em investigar CBF

…A última tentativa de investigação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aguarda análise do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), há duas semanas. No meio da pilha de papéis que o petista terá que despachar quando voltar de viagem oficial à Coréia do Sul, está a Proposta de Fiscalização Financeira e Controle (PFC) 13/11. Pouco conhecida entre os parlamentares, esse instrumento tem poderes similares aos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), tramitação menos complicada e a possibilidade de ser conduzido por apenas um deputado.

Inicialmente, Garotinho tentou abrir uma CPI para investigar os contratos que a CBF vem fazendo com vistas à Copa do Mundo de 2014. Como mostrou o Congresso em Foco, em 22 de abril 66 parlamentares já tinham desistido de apoiar a criação da comissão para investigar a instituição que dirige o futebol no Brasil. Por orientação de líderes da base do governo, os deputados retiraram suas assinaturas do requerimento da comissão. Para ser criada uma CPI, é preciso que pelo menos 171 parlamentares subscrevam a proposta…”

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CÂMARA DOS DEPUTADOS. Sai Código Florestal, entram em campo as licitações “especiais” para Copa e Olimpíada

A oposição é contra um enxerto colocado na Medida Provisória 521, que trata das licitações de obras visando a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Não sei muito bem por que (ou sei, mas, enfim..), de todo modo o sítio também tem lá suas desconfianças. Afinal, “regras especiais” para licitações de obras da Copa e da Olimpíada significam exatamente o quê? Mmmmm… Sei, não..

Ah, de qualquer maneira, a MP 521, que é uma das 11 que trancam a pauta na Câmara dos Deputados, poderá ser votada nesta semana, mesmo que em sessão extraordinária. Bem ao contrário do Código Florestal que este, ao que parece, foi transferido para as calendas. Sobre tudo isso e mais um pouco, leia material produzido pela Agência Câmara de Notícias. A reportagem é de Marcello Larcher. A seguir:

Plenário deve votar regras especiais para licitações da Copa

A pauta do plenário na próxima semana está trancada por 11 medidas provisórias. Oito delas perderão a validade até 1º de junho. O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que a base aliada vai tentar votar todas elas, mas a prioridade sãos as MPs 517/10, 520/10 e 521/10.

A votação do Código Florestal, inicialmente prevista para terça-feira (17), não deve ocorrer, já que o governo quer um acordo efetivo para evitar a inclusão de mudanças não negociadas no plenário. As votações das MPs podem enfrentar obstrução, porque mesmo partidos da base aliada do governo cobram o cumprimento do acordo para votação do novo Código Florestal antes das medidas provisórias.

Obras da Copa

A MP 521/10 é uma das mais polêmicas, pois a relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), incluiu emenda que cria um regime especial para a licitação das obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Foi marcada uma sessão extraordinária na terça-feira (17) exclusivamente para a votação dessa medida provisória…”

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COPA 2014. Ok, ok, ok. Serão criados 700 mil novos empregos. Mas, por enquanto…

Este sítio, desde o início, nunca negou ser favorável (grande coisa, hehehe) à realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014. Menos, muito menos pelo esporte em si, e mais, muito mais, pela possibilidade de, na marra, por imposição das autoridades futebolísticas mundiais, se fazer obras que ficam – beneficiando toda a sociedade.

Pooois é. Hoje, apesar de tudo, são os estádios em que os jogos serão realizados, o que de mais rapidamente se está fazendo. E olhe lá. As obras de infraestrutura, aeroportos incluídos, além de estradas e etc, seguem no plano dos projetos. Mesmo assim, os números são colocados positivamente. É o caso do que diz o ministro do Esporte, Orlando Silva, em material publicado pela revista eletrônica Brasília Confidencial. Acompanhe:

Copa do Mundo criará 700 mil novos postos de trabalho

O ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou que a Copa do Mundo de 2014 criará 700 mil novos postos de trabalho em todo o Brasil. Cerca de 380 mil vagas serão abertas nos próximos três anos e o restante durante a realização do evento.

Silva destaca que os trabalhadores da construção civil serão os principais beneficiados,principalmente, nas obras de portos, aeroportos e nos sistemas de transporte público nas 12 cidades-sede da Copa.

As obras de mobilidade urbana, como a construção de corredores para ônibus, trens metropolitanos, metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs), são consideradas pelo ministro como “o principal legado” que o evento deixará para o País, com investimento de cerca de R$ 38,5 bilhões…”

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FIM DA MOLEZA. Dilma embrabece com atrasos em obras para a Copa de 2014. Agora vai

Se diz (e os que convivem com ela não deixam mentir) que Dilma Rousseff é uma “patrola”, em condições normais. Imagina, então, quando embrabece. Foi o que aconteceu ontem, após as reuniões com os ministros encarregados de tocar os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol que acontece no Brasil, em 2014.

Afinal, compromisso é compromisso, e o que se assumiu tem que fazer. Ela mandou ver e agora quer resultados. O que significa, para quem entende minimamente de Dilma, que a coisa anda ou cabeças serão decepadas. Alguém duvida?

Bueno, a respeito do estado de ânimo da Presidente e as decorrências disso, acompanhe material publicado nesta terça-feira pel’O Estado de São Paulo. A reportagem é de Tânia Monteiro. Acompanhe:

Dilma fica irritada e preocupada com atrasos das obras para Copa

A presidente Dilma Rousseff está “muito preocupada” e ficou bastante irritada ao constatar que nenhuma providência efetiva foi tomada em relação à construção do estádio que deverá sediar, em São Paulo, a abertura da Copa do Mundo de 2014. Dilma ficou inconformada porque, diferentemente do que haviam lhe prometido o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin, as obras não começariam mais em abril. Dilma também ficou bastante contrariada com a constatação de que nada do que ela pediu que fosse providenciado e apressado em relação aos aeroportos foi executado.

Nessa segunda-feira, 25, a presidente participou de duas reuniões no Planalto para tratar destes temas. Em relação aos aeroportos, Dilma convocou nova reunião para sexta-feira, 29. Mas, desde já, anunciou que quer a antecipação de todas as obras de ampliação e remodelação deles para 2013 e não mais 2014, como estava previsto. Em relação à Copa, a presidente quer se reunir com prefeitos e governadores das cidades-sede no final de maio.

Foi tensa e longa a reunião realizada na tarde e noite de ontem para fazer um balanço da situação dos aeroportos. Dilma exigiu detalhamento da situação de cada aeroporto, mas acabou se concentrando mais na discussão de Brasília, Guarulhos e Campinas, tentando saber como apressar a ampliação deles. Ouviu que os atrasos se deviam desde problemas com licenciamento ambiental, passando por falta de empresas que queiram participar de licitações para as obras, já que as grandes construtoras estão interessadas nas obras decorrentes de privatização dos aeroportos, além da total mudança de projeto de Brasília, que teve a sua primeira fase construída no ultrapassado modelo de satélite. No encontro de sexta-feira, serão detalhados os demais aeroportos…”

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COPA 2014. Tarso nomeia ex-árbitro Carlos Simon para coordenar Comitê Executivo

Carlos Simon, árbitro gaúcho e brasileiro que participou de três Copas do Mundo, será o homem do governo do Rio Grande para o evento que acontece dentro de três anos e que tem o Estado como subsede. A nomeação foi confirmada na tarde passada por Tarso Genro, que o recebeu no Palácio Piratini.

Simon se encontrou com Tarso, no Piratini

As informações adicionais chegam através de material produzido pela assessoria de imprensa do Governo do Estado. O texto é de Guilherme Mendes, com foto de Caco Argemi. A seguir:

RS ganha o reforço de Carlos Simon para preparação da Copa do Mundo

Depois de participar de dezenas de eventos esportivos em todos os continentes, entre eles as últimas três Copas do Mundo, Carlos Eugênio Simon aceitou o convite do governador Tarso Genro e assumiu o cargo de Coordenador Geral do Comitê Executivo da Copa do Mundo.

“O convite me deixa muita feliz. Eu tenho uma militância antiga no futebol. Tive possibilidade de participar de várias competições e agora vou poder contribuir com o meu Estado e com Porto Alegre para realizar este evento que é o de maior importância do futebol mundial”.

Simon participou das Copas do Japão e da Coréia do Sul em 2002, da Copa da Alemanha em 2006 e no ano passado da Copa realizada na África do Sul. O ex-árbitro ressalta que…”

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ESPORTE. É? Copa 2014 gerará 330 mil empregos e atrairá 600 mil turistas. Ah, e custará R$ 33 bilhões

Respondendo à questão aposta no título desta nota, é possível dizer: sim, a Copa de 2014 é esporte. Atrairá a atenção do planeta para seu esporte mais popular. Exatamente como acontece em qualquer país, em todas as edições.

Mas, definitivamente, não é só isso. Aliás, é beeem mais do que isso. E seja talvez o entorno fantástico a razão porque, por exemplo, este editor apoia a sua realização no Brasil. É a possibilidade única, mesmo que na marra (as exigências dos promotores são extremas), de promover obras de infraestrutura, absolutamente necessárias, independente da Copa.

Aos poucos, inclusive, estão surgindo números importantes a respeito disso, e do “lucro” a ser obtido. Alguns deles foram tornados públicos pela própria Presidente Dilma Rousseff, como mostra material publicado no jornal eletrônico Sul21 (com informações também do portal Universo Online). A reportagem é de Jorge Seadi. Confira:

Copa 2014: R$ 33 bilhões em investimentos e 330 mil empregos

O Brasil vai gastar R$ 33 bilhões em obras para a realização da Copa do Mundo de 2014. O dinheiro será usado em obras de infraestrutura como reforma de aeroportos e portos, além de obras de mobilidade urbana nas 12 cidades que serão sedes dos jogos. Os números do investimento foram revelados pela presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (15) quando ela disse que a Copa será um grande evento que “trará beneficios ao país com infraestrutura, renda e emprego”.

A presidenta disse ainda que “organizar uma Copa do Mundo não é uma tarefa fácil, mas o Brasil terá êxito nesta empreitada. Não tenho nenhuma dúvida sobre isto.” Dilma projetou que a Copa vai criar 330 mil empregos diretos e 400 mil temporários. A…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. O dilema colorado, Aod Cunha, Andrade Gutierrez e Copa 2014. Tudo a ver?

“…Será que com essa parceria modernizante o Internacional S.C, caminhará para a via crucis de Hicks & Muse, MSI, ISL e outras falcatruas do gênero? E agora, onde está a Guarda Colorada, o calor da popular, onde está a massa de sócios pagantes e contribuintes a opinar? Porque os cartolas dissidentes não tentam modificar o estatuto propondo consulta pública para obras de alienação de patrimônio, mesmo que seja de patrimônio ainda a ser constituído?

A volta de Aod Cunha e porque a Andrade Gutierrez?

Bastou Aod Cunha chegar nas bandas da Padre Cacique, para o terrorismo começar. O super-executivo, após “criar” o ilusório déficit zero do governo Yeda (contabilidade fantástica onde não se paga quem se deve, algo tão surreal como o chamado superávit primário), no Rio Grande do Sul, chegou ao Internacional promentendo tirar o colorado do vermelho (com perdão do trocadilho). Segundo dados da atual direção, o déficit de…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

Que há (há?) em comum entre Copa 2014, Aod, Andrade Gutierrez e o Inter-PA – por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 7 de março de 2011 - por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Em meio às festas do rei momo…abundam as dúvidas na Beira do Rio

Em meio às festas do Rei Momo, o assunto que esquenta as ruas de Porto Alegre-RS, não se trata de samba. As reformas do estádio Beira Rio tornaram-se a preocupação dos colorados neste primeiro trimestre de 2011. Tudo parecia acertado desde os últimos meses de 2010, até a nova direção assumir. Direção esta que venceu a oposição no último pleito. Nas eleições para presidente do Internacional, já se notava que um possível “racha” estava por acontecer. Uma briga de egos (semelhante a que levou o clube a ficar mais de 20 anos sem títulos de expressão) fez com que a atual diretoria entrasse em litígio.  Enquanto o ex-presidente Vitorio Piffero defende que a obra possa ser feita com recursos próprios, assim como Pedro Affatato e Emídio Ferreira, a atual gestão do presidente Giovanni Luigi prega o contrato com a construtora Andrade Gutierrez. A empreiteira bancaria toda a obra e ainda entregaria ao Inter um centro de treinamentos. Em troca, exploraria durante 20 anos ativos que o clube ainda não dispõe, como por exemplo um shopping, um edifício garagem para 3 mil veículos, novas suítes e cadeiras. Quem sustenta esse segundo modelo de negócios é o ex-secretário da Fazenda Aod Cunha, um dos artífices do primeiro empréstimo do Rio Grande junto ao Banco Mundial. Especialista em impor regime de caixa e bônus para executivos, Aod entra com a lenga-lenga da modernização conservadora. Alienar receitas futuras é parte de sua expertise, assim como a abertura de capital para ações preferenciais do Banrisul, dentre outras “jogadas de risco”.

Voltando ao clube da Beira do Rio, bastou surgir um parceiro para o orçamento inicial de R$ 150 milhões, passar para R$ 250 milhões. O Internacional vendeu o antigo estádio dos Eucaliptos por cerca de R$ 30 milhões (números não confirmados pela direção) e com esta verba o clube deu início a fundação para cobertura do estádio. Na pratica o Internacional deixará o Beira Rio nas mãos de terceiros, tudo para sediar a Copa. E a pergunta que fica, onde está Fernando Carvalho? Onde está a liderança que com sua varinha mágica garantira a vitória de Giovanni Luigi na peleia interna do Conselho e nas eleições de sócios votantes? Será que com essa parceria modernizante o Internacional S.C, caminhará para a via crucis de Hicks & Muse, MSI, ISL e outras falcatruas do gênero? E agora, onde está a Guarda Colorada, o calor da popular, onde está a massa de sócios pagantes e contribuintes a opinar? Porque os cartolas dissidentes não tentam modificar o estatuto propondo consulta pública para obras de alienação de patrimônio, mesmo que seja de patrimônio ainda a ser constituído?

A volta de Aod Cunha e porque a Andrade Gutierrez?

Bastou Aod Cunha chegar nas bandas da Padre Cacique, para o terrorismo começar. O super-executivo, após “criar” o ilusório déficit zero do governo Yeda (contabilidade fantástica onde não se paga quem se deve, algo tão surreal como o chamado superávit primário), no Rio Grande do Sul, chegou ao Internacional promentendo tirar o colorado do vermelho (com perdão do trocadilho). Segundo dados da atual direção, o déficit de 2010 ficou em torno de R$ 20 milhões, a maior parte deste rombo proveniente de endividamento bancário. O clube teria gasto R$ 650 mil somente com o juros do cheque especial do Banrrisul. É por isso que Aod afirma: o Internacional não tem condições de realizar a obra sozinho, e a construtora Andrade Gutierrez seria a solução! Há controvérsias. A construtora Engevix teria se oferecido para fazer a obra pela metade do valor cobrado pela AG, sendo isto desmentido pela direção colorada. O fato é que por motivos que para os autores desta coluna parecem óbvios, a construtora do agrado de parte dos conselheiros colorados chama-se Andrade Gutierrez. Já a ex-direção composta por engenheiros civis expôs em planilhas e projeções um projeto quase fechado, com valor menor e sem alienação de patrimônio. No final da reunião do Conselho, o debate da mídia local (haja província!) era se Piffero pilheriou ou não a Luigi quando disse que se a obra fosse em rodoviária (o atual presidente é administrador deste ramo) ele não se meteria, mas em construção civil quem manja é o próprio ex-presidente abençoado pelo mago e desaparecido Fernando Carvalho.

O Internacional está proximo de criar uma dívida astronômica para fazer um estádio nos padrões da mãe FIFA, e assim sediar a Copa de 2014. Deveria usar o exemplo do São Paulo, ou se aceita as condições do clube, ou levam a Copa para o raio que o parta, afinal o nem Blater nem Teixeira investem um centavo no clube. É opinião editorial desta coluna que a decisão deve ser soberana dos torcedores contribuintes e não da cartolagem “brilhante” que resolvera repatriar não a um craque de futebol, mas sim ao economista neoliberal e neoclássico Aod Cunha! Quanto absurdo.

Quando a bola rola

Mas o futebol tem seu lado bom. Quando a bola rola a alegria volta ao menos para grande parte do povo brasileiro. Na copa “Santander” Libertadores (é outra miséria da Conmebol, dar o nome de um banco espanhol ao torneio que homenageia aqueles que pelearam contra este Império), o Fluminense parece estar perto de uma participação vexatória;  foi ao México e perdeu para o América por 1X0 e soma apenas dois pontos em três jogos. O Internacional fez o que se espera do atual campeão da América e aplicou 4×0 no Jaguares do México. O Santos após demitir o técnico Adilson Batista, empatou em casa com o Cerro Porteño em 1×1. Já o Cruzeiro segue firme na caminhada rumo ao título e empatou em 0×0 com o Deportes Tolima (carrasco corintiano). Na Copa do Brasil alguns sustos, mas sem surpresas. O Botafogo fez um jogo dramático com cara de tragédia (típico do alvinegro carioca), mas após vencer o River Plate por 1X0 no tempo normal, eliminou os sergipanos nos pênaltis. O Palmeiras fez 5×1 no Comercial do PI. O destaque ficou por conta do Atlético-MG, que aplicou 8X1 no IAPE-MA.

Já a maior lição boleira pós-carnaval vem da final da Taça Piratini, o 1º turno do Gauchão. O SER Caxias após fazer um primeiro tempo exemplar, quando virou ganhando de 2×1 do Grêmio de Renato Portaluppi, voltou do vestiário com o complexo de time pequeno, retranqueiro e fiasquento. O cai-cai do final do 2º tempo acabou dando sobrevida ao tricolor da Azenha (de mudança conturbada para a zona do Humaitá, devido aos enormes problemas trazidos pela Construtora OAS dentro do canteiro de obras), que empatou nos acréscimos e valeu-se da imortalidade na hora dos pênaltis. Em campo é 11 contra 11, mas tem horas (muitas horas, quase todas por sinal) que falta mesmo é auxílio psicológico para os clubes do interior, mesmo se tratando de um time de Caxias do Sul, município potência da Serra Gaúcha. O Grêmio tomou o sufoco, sobreviveu e soube se impôs.

QUEM ESCREVE:

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise.

ALÉM DAS 4 LINHAS. A TV e o racha do Clube dos 13. Ah, e a polêmica colorada

“…Os clubes de menor torcida, já chegam a ganhar metade da cota oferecida pela TV, mas estes não reivindicam aumento, certamente por medo de represália.

A balela toda vai acabar de forma relativamente previsível. Como os “poderosos chefões” – provavelmente Flamengo e Corinthians – terão suas cotas maiores, os outros que lutem pelos seus direitos. E viva a ditadura do Teixeira. Esta coluna entende que clube de futebol não pode ser refém de emissora de TV, que um bom plano de sócios, junto com patrocinadores pode tornar os clubes auto-sustentáveis. E aos rebeldes, uma sugestão. Antes de se desligar do Clube dos 13, não se esqueçam de pagar a dívida com a entidade. 

Polêmica colorada, ou quando uma agremiação vê o demônio bater ao seu lado com cara de simpático e bem sorridente

Prometemos dar seguimento no caso do estádio Beira-Rio, mas já antecipando a linha editorial, afirmamos que não é de bom tom ceder…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

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Tapetão da CBF, racha do Clube dos Treze e polêmica colorada – por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 28 de fevereiro de 2011 - por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

Ele voltou – eles voltaram, o tapetão e o fantasma do racha e a disputa baixa e sectária entre os clubes

Andou sumido nos últimos anos, muitos apostavam na aposentadoria do mesmo. Mas o famoso “tapetão” esta de volta ao futebol brasileiro. A CBF inovou, não vira mais a mesa do campeonato atual, e sim das edições anteriores. Com vinte e quatro anos de atraso, o Flamengo foi declarado o campeão brasileiro de 1987. Após reunião entre Ricardo Teixeira e Patrícia Amorim, o presidente (o Imperador) da Confederação Brasileira de Futebol BF nomeou o Flamengo campeão do Brasil daquele ano. Reconhece-se que fora um campeonato memorável, a gloriosa Copa União, com transmissão de jogos ao vivo e um contrato junto a TV negociado coletivamente pelo então recém nascido Clube dos Treze. Vendo-se emparedada diante da vontade das grandes equipes, a Confederação na Era Nabi Abi Chedid instaurou a fantasia dos dois Módulos, o Verde e o Amarelo. Qualquer um que se recorde daquela competição sabe que o campeão foi o Flamengo. Na bola e dentro de campo, só jogando clássicos e fechando contra o Internacional em pleno Maracanã.

Como onde há fumaça tem fogo, fica a dúvida cruel e instigante. A dissolução (na prática) do Clube dos Treze tem alguma relação com a conquista silenciosa da presidenta Patrícia Amorim e sua assessoria, capitão Léo incluído? A presidente rubro-negra disse que a atual diretoria como sempre, trabalhou em silêncio (isso é que nos preocupa). Acordos às escuras no futebol brasileiro são fatos mais do que comum. A mandatária do clube da Gávea declarou que agora o torcedor flamenguista pode bater no peito, e se considerar campeão. Ganhar títulos nos bastidores parece ser bem mais fácil para a ex-nadadora Patrícia Amorim. Nunca é demais lembrar que a Copa União foi fruto de um ato de rebelião dos clubes contra a cartolagem isolada na antiga sede na Rua da Alfândega. Agora o título ganho na bola veio através da caneta do genro do homem?! E, como “é dando que se recebe”, a máxima do finado Roberto Cardoso Alves se materializa no futebol. A CBF reconhece o que já era de direito e ao mesmo tempo empurra o Clube dos Treze pela ladeira abaixo! Alguém realmente pensa ser isso uma mera “coincidência”?

É impressionante como entra ano sai ano, e as coisas se repetem. Enquanto o Imperador Teixeira continuar ditando as regras, não pode-se duvidar de nada, e sempre esperar pelo pior.

Segue vergonhoso – dividir para reinar é a máxima dos “executivos da bola”, isso como se alguém ou alguns pudessem montar campeonatos sozinhos?!

As manchetes dos jornais do Brasil dão conta de um racha no Clube dos 13. Já quem escreve esta coluna não vê necessariamente como um racha profundo, pois afinal nunca houve união entre os clubes. Cada um sempre lutou pelos seus direitos, dentro e fora das quatro linhas. Outra vez mais o gênio do mal adentra a cancha, conseguindo o Em mais o Imperador Teixeira fazer com que os clubes ditos grandes (devido a sua história passada, não a atual) voltarem-se contra o Clube dos 13. O motivo alegado seria as baixas cotas de televisão (proporcionalmente já distribuídas) para os de maior torcida. O presidente corintiano Andrés Sánchez chegou a declarar que vai (ou já está) a negociar individualmente as transmissões dos jogos do Corinthians, e que assim poderia faturar mais. A ameaça de negociar com outras emissoras, fez com que os mandatários dos clubes cresçam o “olho”. Diante do fantasma de preços inalcançáveis que podiam (e ainda podem) ser oferecidos pela Record, a Rede Globo foi cobrar satisfações da CBF assim que se deu conta da mudança  de cenário. Afinal, as emissoras dos Marinho, sempre tiveram exclusividade na transmissão do campeonato brasileiro. Vale lembrar. Os clubes de menor torcida, já chegam a ganhar metade da cota oferecida pela TV, mas estes não reivindicam aumento, certamente por medo de represália.

A balela toda vai acabar de forma relativamente previsível. Como os “poderosos chefões” – provavelmente Flamengo e Corinthians – terão suas cotas maiores, os outros que lutem pelos seus direitos. E viva a ditadura do Teixeira. Esta coluna entende que clube de futebol não pode ser refém de emissora de TV, que um bom plano de sócios, junto com patrocinadores pode tornar os clubes auto-sustentáveis. E aos rebeldes, uma sugestão. Antes de se desligar do Clube dos 13, não se esqueçam de pagar a dívida com a entidade. 

Polêmica colorada, ou quando uma agremiação vê o demônio bater ao seu lado com cara de simpático e bem sorridente

Prometemos dar seguimento no caso do estádio Beira-Rio, mas já antecipando a linha editorial, afirmamos que não é de bom tom ceder um patrimônio a ser construído pela empreiteira Andrade Gutierrez. Esta coluna também manifesta um rechaço quanto à presença do economista neoclássico – o ex-secretário de Fazenda de Yeda Crusius – Aod Cunha na alta administração do clube. O assunto vai ter seguimento.

QUEM ESCREVE:

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise.

 

BOA NOTÍCIA! Enfim, alguém ficará de olho nos gastos com a Copa e a Olimpíada

13, dezembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Não é desconhecido do leitor o fato deste sítio ter ficado faceiro com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada no Brasil. Menos, repita-se, pelo esporte em si (o que já é bem legal), e mais pela obrigação que terá o poder público de realizar obras de infraestrutura permanentes – logo beneficiando toda a sociedade.

Mas também nunca se sonegou aqui a preocupação. Afinal, quem vai ficar de olho nos gastos e na iminente possibilidade de corrupção, afora o exagero no dispêndio de dinheiro público? Pois bem, aparentemente, pelo menos uma instituição idônea (o Ethos) e outra que já deu mostras de que sabe fazer seu serviço (Controladoria Geral da União) começam a cumprir este papel.

Se trata, sim, de uma boa notícia. Os detalhes foram contados na versão online do jornal O Estado de São Paulo. A reportagem é de Raphael Ramos. A seguir:

Instituto vai monitorar gastos para Mundial e Olimpíada

A partir de janeiro, os governantes terão no seu encalço comitês de monitoramento dos gastos públicos na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. O Instituto Ethos lançou nesta sexta-feira o projeto “Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estados”, que visa a aumentar a transparência na contratação e execução de serviços para as duas competições. A previsão é de que nos próximos cinco anos, com apoio da multinacional Siemens, sejam investidos US$ 3 milhões (R$ 5,1 milhões) no combate à corrupção.

Serão criados uma página na internet, indicadores de transparência e um canal de denúncias de irregularidades, além de outras ferramentas que vão focar possíveis fraudes em quatro setores: Construção Civil, Saúde, Transporte e Energia. “Além do legado físico da Copa e da Olimpíada, queremos o legado ético”, afirmou o vice-presidente do instituto, Paulo Augusto Itacarambi.

O Ethos mantém parceira com a CGU (Controladoria-Geral da União) – braço do governo federal responsável pelo incremento da transparência da gestão por meio das atividades de controle interno, auditoria pública e ouvidoria – e promete encaminhar ao órgão as denúncias de uso irregular do dinheiro público…”

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ALÉM DAS 4 LINHAS. Quem pagará a conta extra do novo estádio que abre a Copa?

20, novembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

“…Na semana passada, o Comitê Organizador da Copa bateu o martelo e definiu que o Fielzão vai receber a abertura da Copa de 2014. Faltou definir quem vai pagar a conta. O clube tem um pré-contrato assinado com a construtora Odebrecht, em torno de R$ 400 milhões, valor orçado para a obra da arena de 48 mil lugares. Para sediar a abertura, a FIFA exige um estádio com no mínimo 65 mil lugares. O valor estimado para o novo projeto beira aos R$ 700 milhões. Quem irá pagar a fatia que falta? O governo paulista afirmou diversas vezes que não usará dinheiro público na construção de estádios. Cumprirá a promessa? Vamos acreditar que sim, afinal o Morumbi perdeu de sediar os jogos de 2014 por este motivo. O que vale para o São Paulo valerá para o Corinthians, ou não?…”

Esse é apenas um trecho (clique AQUI  para ler a íntegra) da coluna “Além das 4 linhas”, desta semana.  A coordenação e co-autoria do texto é do jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, colaborador habitual deste site, com a participação, também, de Dijair Brilhantes. Ambos fazem reflexões sobre a mídia, entre outros temas.  Neste caso, o enfoque é o esporte e o que isso significa para os brasileiros. A coluna foi postada agora há pouquinho, na seção “Artigos”. Boa leitura!

O “Fielzão” que abre a Copa e quem paga a conta. E a finaleira do Brasileirão – por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

20, novembro, 2010 Claudemir Pereira Sem comentários

Coluna Além das 4 linhas -  edição da semana de 15 de novembro de 2010 - por Dijair Brilhantes & Bruno Lima Rocha

 

Martelo batido, mas quem vai pagar a conta?

Na semana passada, o Comitê Organizador da Copa bateu o martelo e definiu que o Fielzão vai receber a abertura da Copa de 2014. Faltou definir quem vai pagar a conta. O clube tem um pré-contrato assinado com a construtora Odebrecht, em torno de R$ 400 milhões, valor orçado para a obra da arena de 48 mil lugares. Para sediar a abertura, a FIFA exige um estádio com no mínimo 65 mil lugares. O valor estimado para o novo projeto beira aos R$ 700 milhões. Quem irá pagar a fatia que falta? O governo paulista afirmou diversas vezes que não usará dinheiro público na construção de estádios. Cumprirá a promessa? Vamos acreditar que sim, afinal o Morumbi perdeu de sediar os jogos de 2014 por este motivo. O que vale para o São Paulo valerá para o Corinthians, ou não?

Em Brasília a notícia caiu como uma bomba. Afinal a capital nacional sonhava com a abertura. Ao menos houve bom senso, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (por sinal ex-ministro dos Esportes), admitiu alterar o projeto do Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha. Pois não há necessidade de um estádio para 70.000 pessoas, se não vai receber o jogo de abertura. O (futuro) novo governador, enviou uma carta ao presidente da FIFA Joseph Blatter, solicitando o manifesto oficial da entidade. Esqueceu Agnelo que quem fez o anúncio foi o “Ditador” Ricardo Teixeira e com toda certeza com o aval do Srº Blatter.

Árbitros e mais árbitros

O protagonista da rodada (a do fim de semana do feriadão da república decretada por um Golpe de Estado no Campo de Santana, em 15 de novembro de 1889) foi o árbitro da partida Corinthians e Cruzeiro, Sandro Meira Ricci. O homem de preto, “roubou a cena” após apitar um pênalti a favor dos paulistas aos 44 minutos do segundo tempo. Na opinião desta coluna o pênalti ocorreu, ao contrário de tantos outros apitados em favor do “Timão”. A pergunta que fica é: – Se fosse ao contrário teria coragem o apitador de assinalar?  O jogador cruzeirense Roger Flores (o badalado namorador de Adriane Galisteu e Deborah Secco), que atuava no Corinthians no polêmico brasileirão de 2005, disse saber como funcionam as coisas no Parque São Jorge. O ex-presidente Alberto Dualib também sabe, ou sabia, e nada dizia, e agora disse algo, que ficou pairando no caminho. 

O presidente do Palestra Itália mineiro Zezé Perrela, falou que havia pedido para que Ricci não fosse escalado, mas não foi atendido. O dirigente cruzeirense ainda chamou o árbitro de safado, e bradou para quem quisesse ouvir “o campeonato está comprado”.

É incrível como a arbitragem brasileira não tem nenhuma credibilidade. Sempre que há algum “erro”, coloca-se o campeonato sobre suspeita. Os culpados são vários e a lista enche vários camburões. Pelo visto, o fantasma de 2005 continua.

Na finaleira

O brasileirão terminou o domingo 14 de novembro com um novo líder. O Corinthians venceu por 1×0 o Cruzeiro, e assumiu a ponta de cima da tabela. O Fluminense jogando em casa não saiu do empate em 1×1 com quase rebaixado Goiás. No Beira Rio, em um jogo emocionante, o Avaí venceu o Internacional por 3×2, e segue com chances de permanecer na série A. O contrário do Grêmio Prudente, que após perder para o Atlético-PR em Curitiba, dá adeus a série A com três rodadas de antecedência (essa história de clube empresa que é adotado por uma cidade na outra ponta do estado nunca dará certo!). O Flamengo foi goleado pelo Atlético-MG por 4×1 na Arena do Jacaré (e para desgraça do Luxa, Capitão Léo e Cia., o urubu corre riscos…). Já o Atlético-PR, Botafogo e Grêmio ainda brigam por uma possível vaga no G4. O título segue indefinido, ainda há três candidatos. Na parte de baixo oito clubes brigam para escapar das três ultimas vagas que restam para o descenso.

Obs dos chatos e realistas desta Coluna: a mala branca já está correndo soltinha pelo Brasil varonil e ninguém faz nada. E quando a mala for preta, será que ainda terão fôlego para falar?

De volta

Três clubes tradicionais estão de volta à elite do futebol brasileiro. A última rodada trouxe de volta a série A, o Coritiba, o Bahia e o Figueirense. O futebol é que ganha com isso, os três clubes tem torcida, camisa, e tradição. Ao contrário do rebaixado Grêmio Prudente, que troca de nome e cidade a cada dois anos. O tricolor da boa terra está de volta após sete anos, dois deles na terceira divisão. O campeão da serie A de 1988 conseguiu o feito com duas rodadas de antecedência. America-MG, Portuguesa e Sport Recife brigam pela última vaga. Dentre estes seis clubes, temos três campeões brasileiros (considerando o título do Leão pernambucano) e uma vice-campeã (a Lusa). A cada ano que passa a série B se afirma, afastando as possibilidades de esquemas de virada de mesa, como o que trouxe de volta à superfície o hoje vice-líder do Brasileirão, o tricolor das Laranjeiras.

Dijair Brilhantes (dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com) é estudante de jornalismo & Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com) é editor do portal Estratégia & Análise.

COPA 2014. Rio Grande tem 29 candidatas a sub-sede. Nove são prioritárias. Santa Maria não

1, setembro, 2010 Claudemir Pereira 3 comentários

Antes de qualquer informação, uma opinião: entendo louvável a iniciativa da prefeitura de buscar trazer para Santa Maria uma das subsedes da Copa 2014. Se não tentar, não leva. É o princípio. Só não gosto muito quando o ufanismo duvidoso toma conta das palavras, e até do noticiário (como tenho, sobretudo, ouvido, nos últimos dias).

Dito isto, vamos combinar que serão muitas as dificuldades a ser ultrapassadas por Santa Maria. A principal delas nem é, aparentemente, a infraestrutura, mas a própria localização. Mas isso também é só um palpite. Que, no entanto, está respaldado nos fatos. Nem vou comentar mais. Apenas acompanhe, a propósito de importante encontro havido nesta terça-feira, em Porto Alegre, reportagem publicada na versão online do jornal Correio do Povo. A seguir:

Primeiro Seminário Gaúcho para a Copa de 2014 reúne representantes de 29 cidades gaúchas em Porto Alegre

Representantes da Match Services, empresa responsável pelas questões de hospedagem da Copa, estiveram em Porto Alegre nesta terça-feira para participar do Primeiro Seminário Gaúcho para a Copa de 2014. O evento, que aconteceu no Hotel Deville, reuniu também representantes das outras 29 cidades gaúchas que se pré-candidataram a campo base da Copa de 2014. Estas cidades servirão para abrigar seleções estarão dentro dos pacotes da empresa que vende ingressos para a Fifa.

Bento Gonçalves, Canela, Canoas, Caxias do Sul, Gramado, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Viamão são as preferidas para serem escolhidas como campo base. Correndo por fora estão Alvorada, Cachoerinha, Capão da Canoa, Eldorado do Sul, Flores da Cunha Garibaldi, Guaíba, Ijuí, Lajeado, Lagoa dos Três Cantos Osório, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz, Santa Maria, Santo Antônio da Patrulha, santo Ângelo, São José do Polêsine, São Leopoldo, Taquara e Torres.

Conforme o Secretário da Copa, Eduardo Antoninini, para ser escolhida como cidade base, o município tem que estar a pelo menos 120km de um aeroporto que suporte voos de pelo menos 120 passageiros. Antoninini ressaltou ainda que segurança é um fator de escolha para quem vai fazer turismo. “As cidades do Estado que estão pré-selecionadas estão em melhores condições hoje do que era a cidade onde o Brasil ficou na Copa”, garantiu.

“A vantagem do Rio Grande do Sul é que cidades têm propostas diferentes e oferecem alternativas aos visitantes”, analisou o secretário. A definição das cidades que servirão como base acontece até dezembro…”

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PROBLEMINHA. Enquanto a Copa 2014 não vem, CBF paga R$ 3 milhões para o fisco. E vem mais por aí

Com certeza, com os muuuuitos interesses que cercam a realização da Copa do Mundo de 2014, essa notícia não terá muito destaque na mídia. Se é que será merecedora de alguma coisa mais alentada. Mas o fato objetivo é que a Confederação Brasileira de Futebol, presidida pelo honorável Ricardo Teixeira, teve que prestar contas ao fisco – antes que virasse a tal dívida ativa.

Mas, atenção: o que você vai ler a seguir pode não ser o último percalço da entidade que comanda o esporte bretão nessa Nação. Há mais de uma centena de processos administrativos no Ministério da Fazenda envolvendo a excelsa instituição futebolística. Coisa de R$ 200 milhões. Que tal? Ah, a propósito, confira material publicado no sítio Congresso em Foco, com reportagem de Fábio Góis. A seguir:

Receita enquadra e CBF paga multa de R$ 3 milhões

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagou multa de R$ 3 milhões à Receita Federal por ter sonegado imposto de renda referente a gastos não descritos como compensáveis. Além da multa, o valor inclui juros e impostos devidos, e resulta da acusação de que a entidade abatia no pagamento do IR despesas com juízes, advogados e jornalistas. A dívida se arrastava desde 2002 e, no ano passado, a CBF pagou a multa para que a questão não viesse a público e não fosse inscrita na Dívida Ativa da União.

O auto de infração da Receita demonstra que a CBF custeou viagens e hospedagem para integrantes do Judiciário, profissionais de imprensa, familiares de dirigentes “e outros não envolvidos nas atividades da CBF”. No caso dos advogados, a CBF pagava valores mais elevados aos firmados em contratos com escritórios de advocacia, sem que comprovação de serviços prestados, abatendo montantes maiores na IR.

A desculpa dada pela entidade presidida por Ricardo Teixeira foi que tais gastos foram “essenciais” ao “intuito de realizar seu objeto social”. “A exposição pública e divulgação geram patrocínios e nada mais natural do que proporcionar passagens e hospedagem a pessoas relacionadas com esses contratos”, alegou no processo a entidade máxima do futebol brasileiro…”

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