CENÁRIO. PT aponta para Helen ou Cristiano. E a candidatura Pozzobom é improvável
Os petistas, com justificado orgulho, festejam a participação importante dos militantes nos encontros regionais que se realizam na cidade já faz 10 dias. Foram três, sempre com a presença de um ou mais ou até os três grandões: Fabiano Pereira, Paulo Pimenta e Valdeci Oliveira. Só que, e isso fica cada vez mais claro, nenhum do trio será candidato a prefeito. Então, caberá a Helen Cabral (muito provavelmente) ou Cristiano Schumacher (bastante improvavelmente) representar o principal partido de oposição, na disputa pela prefeitura da comuna. Há entusiasmo público e preocupação em privado, com essa postura que, para não poucos, inviabiliza uma disputa efetiva contra, especialmente, o pretendente à reeleição, Cezar Schirmer (PMDB).
Diante desse quadro petista, vamos à eventual novidade: a candidatura de Jorge Pozzobom, do PSDB. Dizem analistas de vários quilates, inclusive os amadores – que também precisam ser respeitados -, alguns deles se manifestando continuamente aqui mesmo nos comentários às notas do sítio, que o tucano só concorre se um graúdo do PT não vier para o jogo. Enxergaria Pozzobom, aí, a possibilidade de se infiltrar e, por que não, vencer a eleição.
Ninguém, mas ninguém meeeeesmo, é capaz de afirmar essa possibilidade. O que não quer dizer que ela inexista. Apenas que não é assim que funciona a política. Tanto que, por mais que se imagine candidato, independente do nome do PT, ao deputado estadual de reconhecido espírito aguerrido ainda faltam condições importantes para se viabilizar.
São pelo menos dois os óbices. Um é a capacidade de arrecadação financeira. Se não houver apoio oficial, isto é, com troco oriundo do Fundo Partidário nacional do PSDB, é pouco crível que financiadores locais embarquem, de fato, no navio tucano. Vão preferir (ainda mais sem um petista da tríade) o favorito. Sim, ajudarão Pozzobom, mas de forma protocolar. Isto é, na proporção um para 10 em relação a Schirmer. Portanto, sem troco nacional, a coisa complica meeeesmo.
E o segundo é ainda mais importante, embora não esteja na mídia. É cada vez mais claro o posicionamento contrário de (quase) todos os dirigentes do PSDB local a uma “aventura”. Preferem continuar onde estão. Isto é, no governo municipal. Com seus cargos de confiança e, ainda que aos trancos e barrancos, mantendo as benesses do poder. Não dizem (ainda) a Pozzobom em respeito à trajetória dele e, sobretudo, aos voootos que ele tem. Mas dirão, em algum momento.
O deputado vai querer esse confronto interno? Quem aposta nisso? Portanto… Portanto, a eleição de 2012, exceto por um tsunami altamente improvável, se encaminha para algo semelhante ao que aconteceu há exatos 20 anos. Como? Clique AQUI e entenderá.
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