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Arquivo da Categoria ‘Partidos’

AS RAZÕES. Por que tantos minúsculos partem para a disputa presidencial?

Na verdade, para o cidadão comum pode parecer (e, não raro, é isso mesmo) um porre. Poucos segundos, um minuto se tanto, e a arenga se repete, dia sim, dia não, no rádio e na televisão. São, afinal, candidatos em chances de vencer um pleito comunal, quanto mais presidencial.

Então, por que se apresentam à disputa, a cada quatro anos? Há, creia, razões bastante claras, e no ponto de vista do repórter, aceitáveis, para que tal aconteça. A propósito, na coluna que assina no sítio especializado Congresso em Foco, o consultor político (juro que não sabia que existia essa profissão, mas é o que consta no currículo dele) e doutor em Ciência Política pelo Iuperj, Rogério Schmitt também traz boas explicações. Acompanhe:

Os nanicos de esquerda

…Uma das características mais intrigantes desta eleição presidencial é a abundância de candidatos ao Palácio do Planalto lançados pelos micro-partidos de extrema esquerda. Esses presidenciáveis estão condenados a ter um desempenho pífio nas urnas. E os seus partidos também continuarão sendo nanicos.

Nunca houve nada parecido nas campanhas presidenciais dos últimos vinte anos. Em 2010, todos os partidos nanicos da esquerda radical lançaram candidatos próprios à presidência. O Psol apresentou a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. O PSTU e o PCO lançaram as candidaturas de José Maria de Almeida e Rui Costa Pimenta, respectivamente. Finalmente, o PCB apresentou a candidatura de Ivan Pinheiro.

Essas siglas partidárias (com exceção do PCB) se originaram de facções ultra-esquerdistas anteriormente abrigadas no PT. E alguns desses candidatos até já participaram de outras eleições presidenciais. É a terceira vez em que o mesmo candidato do PSTU concorre ao Planalto. Idem no caso do candidato do PCO, exceto pelo fato de que seu nome foi impugnado pelo TSE na eleição de 2006.

Com a exceção (talvez provisória) do Psol, essas siglas não possuem representantes no Congresso Nacional ou sequer nas Assembléias Legislativas estaduais. Nas mais recentes pesquisas de intenção de voto feitas pelo Ibope e pelo Datafolha, todos os quatro candidatos da esquerda radical registraram “traço” nas perguntas espontânea e estimulada…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. Iniciava a CPI da Yeda. No fim, vitória dela, com apoio do PMDB, hoje adversário nas urnas

Confira a seguir trecho da nota publicada aqui na manhã de 2 de setembro de 2009, uma quarta-feira:

CPI DA YEDA. Confronto entre governo e oposição acontece já na primeira reunião de trabalho

Aconteceu o esperado. Oposição, que tem a presidência, e Governo, com a relatoria, divergem já na abertura, na tarde/noite desta terça-feira. Foi, digamos, para demarcar posição. Num primeiro momento, a vitória foi oposicionista, com a presidente Stela Farias, do PT, impondo um plano de trabalho para a “CPI da Yeda”. Não era esse o desejo do relator, Coffy Rodrigues, do PSDB, que queria ver sua própria proposta votada por todos os integrantes. Essa idéia não foi atendida por Stela, alegando estar cumprindo o regimento interno da Assembléia Legislativa.

Stela e Coffy. Esse embate será obviamente uma constante todo o tempo, o tempo todo. Pode apostar

Por enquanto, prevaleceu a tese da presidente. Mas, e disso esse (nem sempre) humilde repórter não tem a mínima dúvida, é prudente não apostar em vitória oposicionista ao longo dos trabalhos. Haverá um momento, por exemplo, em que os requerimentos, quaisquer que sejam, terão…”

PARA LER A ÍNTEGRA, inclusiv da reportagem que a originou, CLIQUE AQUI

PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação da nota, a governadora Yeda Crusius é candidata à reeleição e ameaça (bem, pelo menos os peemedebistas temem) ir para o segundo turno. E a CPI? Bem, terminou exatamente como este (nem sempre) humilde repórter previa: com o amassamento da oposição. Inclusive, veja só, com o apoio decisivo do PMDB, agora adversário da titular do Piratini.

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PEEMEDEBISMO. Osmar Terra dá um pito forte, e Tubias Calil redistribui seus elogios

Vamos direto aos fatos:

Olha só o que o deputado federal (e candidato à reeleição) peemedebista Osmar Terra postou no seu TWITTER, exatamente às 11 e 20 da noite de segunda-feira: “@TubiasCalil. Dá uma controlada nas postagens. Todos queremos bem a ti e ao Perondi, mas existem vários outros candidatos contigo!

Dedução claudemiriana óbvia (afinal, o bestunto dele tem ao menos um neurônio): Terra não gostou nadica de nada de uma nota postada pelo candidato do PMDB/SM à Assembléia, e que registrei aqui na manhã de ontem, na seção Luneta Eletrônica. Repito-a, para facilitar o entendimento:

* Na noite de domingo, perto das 10, está lá, no TWITTER de Calil: “@deputadofabiano Estou junto com @DarcisioPerondi na luta por mais desenvolvimento, saúde, esducação e segurança. Vamos Juntos. Acredite! fm”.

Que tal, hein? Terra tem lá suas razões para não gostar e, mais que isso, dar um pito no candidato favorito também do prefeito Cezar Schirmer.

Aparentemente, o pito (e há outra palavra para explicar a mensagem de Terra?) funcionou. Tanto que, nas proximidades do meio dia de ontem, Calil deixava Fabiano e Perondi onde estavam e resolveu ser mais ecumênico. Confira, a seguir, as notas postadas:

@claudemirpe junto com @eliseupadilha vou lutar pelo asfalto aos municípios que ainda não possuem ligações asfalticas

Ao lado do dep. Federal @lfzachia quero fazer mas por nosso estado, #vamosjuntosacredite

A saúde precisa de mais recursos, quero ao lado do dep. Federal @osmarterra batalhar para destinar mais recursos para a saúde

Junto com nosso dep. Federal @alceu_moreira vou buscar mais recursos para nossa região

ULTIMO COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: e precisa? Ah, talvez precise acrescenter só um famoooso dito popular: – manda quem pode, obedece quem tem juízo.

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PARTIDOS. E, de repente, o sonho dos minúsculos é mesmo virar um novo PT

1, setembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Elegendo (provavelmente) ou não Dilma Rousseff, aliás egressa do PDT, é fato que o PT se tornou numa história de grande sucesso na política brasileira moderna. Com seus 30 anos, sofria para eleger meia dúzia de parlamentares e, agora, pode estar chegando a, no mínimo, 12 anos de comando na política nativa.

Ainda está para ser contada essa história (o que só o distanciamento cronológico permitirá que seja feita com a devida isenção de ânimos). Mas já há um fato diagnosticado pelos cientistas políticos e sociais: sobram interessados em seguir a trajetória petista. E eles estão, inevitavelmente, nas siglas menores da política nativa – gostem ou não do PT.

É exatamente este o tema de mais uma instigante reportagem produzida e publicada no excelente jornal eletrônico Sul21. Vale a pena acompanhar o texto assinado pelo jornalista Igor Natusch. A seguir:

Partidos nanicos querem ser um novo PT

O Brasil tem, no momento, 27 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais de 30 outros estão em processo de legalização ou atuando sem registro. Nesse verdadeiro mar de siglas, poucos conseguem se destacar, e a maioria acaba convivendo com acusações de fisiologismo, falta de legitimidade, irrelevância e venda de espaço para candidaturas. Embora sejam apenas três as candidaturas de destaque nas atuais eleições para Presidente da República, temos nove candidatos concorrendo ao Planalto, vários deles sem nenhuma chance em 3 de outubro. Mas, talvez, sonhando em percorrer a mesma trajetória de sucesso de um partido que, há 30 anos, era um nanico: o Partido dos Trabalhadores, o mesmo PT que elegeu Lula por dois mandatos e que está perto de colocar Dilma Rousseff na presidência.  

A doutora em ciência política e professora da Ufrgs, Maria Izabel Noll, cita alguns exemplos históricos que ajudam a compreender a sobrevivência dos partidos nanicos. Segundo ela, algumas siglas acabam tendo longa vida política, mesmo sem alcançar grandes votações, e se consolidam como partidos legítimos, de pequena representatividade. O PCB (Partido Comunista Brasileiro) e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) são dois exemplos de partidos que ainda existem e que, em sua trajetória, tiveram grandes oscilações de representatividade. “Não são partidos nanicos, no sentido que se costuma dar ao termo, mas são exemplos de que o tamanho de uma sigla pode mudar de acordo com as circunstâncias”, diz Noll.

A cientista política da Ufrgs aponta também para a existência de partidos sem muita representatividade nacional, mas fortes dentro de um determinado estado ou região. Como exemplo, cita o PSB (Partido Socialista Brasileiro), que tem grande visibilidade no nordeste e elegeu três governadores em eleições anteriores…”

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DESBOTADA. Candidatura verde de Marina ao Planalto imaginava crescer com o trololó eletrônico. Mas…

1, setembro, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

São várias as explicações por que a candidatura de Marina Silva ao Palácio do Planalto simplesmente não consegue emplacar. Tenho, cá com meu bestunto, pelo menos duas. Uma é a polarização extremada da política brasileira, que é muito difícil romper. Pelo menos no curto prazo. Outra é o discurso monotemático da concorrente pelo Partido Verde. Não se trata, cá entre nós, de um projeto mínimo de país. O que não a desmerece, obviamente, mas com certeza a população quer mais.

Dito isto (e outras justificativas, claro, podem ser encontradas), o fato é que o PV e os aliados da senadora imaginavam subir bastante de cotação, a partir da exposição do programa e da candidata na propaganda eleitoral eletrônica. Aparentemente, também isso não aconteceu e a frustração toma conta, como mostra material publicado pelo jornal Folha de São Paulo. A reportagem é de Bernardo Mello Franco. Confira:

Com TV, Marina fica conhecida, mas não cresce nas pesquisas

Principal aposta dos verdes, a exposição na TV tornou Marina Silva mais conhecida, mas ainda não foi suficiente para impulsionar sua candidatura ao Planalto.

Após duas semanas de horário eleitoral e um mês de aparições diárias no “Jornal Nacional”, ela continua estacionada nos 9% de intenções de voto, com chances remotas de ir ao segundo turno.

A estagnação frustrou o PV, que contava com um crescimento automático e agora vê pouco tempo para reagir até a eleição. No fim de março, apenas 52% dos eleitores conheciam Marina, segundo o Datafolha. O índice saltou 21 pontos e chegou a 73% na pesquisa divulgada no dia 13. No mesmo período de cinco meses, a senadora saiu de..”

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CAMPANHA. Dilma também terá comitê plural em SM. Werner e Marin coordenam

Local já está locado e com material de propaganda. Amanhã, primeiras reuniões

Depois de José Serra (PSDB), semana passada, agora é a vez de Dilma Rousseff (PT), também ter um comitê pluripartidário em Santa Maria. A coordenação é de Werner Rempel (PPL) – autor da foto que ilustra esta nota – e de Fernando Marin (prefeito de Ivorá e coordenador regional do PT). Os detalhes vêm com o texto assinado por Tiago Machado. Acompanhe:

Dilma terá comitê pluripartidário em Santa Maria

A candidata a presidente Dilma Rousseff terá um comitê suprapartidário em Santa Maria que vai trabalhar para fortalecer e ampliar ainda mais os apoios à sua campanha. O comitê já foi alugado e fica localizado na Rua Ângelo Uglione.

Nesta quarta (1), e na quinta (2), às 18h 30min, acontecem as primeiras reuniões do comitê. Amanhã, o encontro reunirá a coordenação regional da campanha Dilma e na quinta haverá presença das lideranças dos partidos que apóiam Dilma, entre eles o PT, PPL, PDT, PC do B, PSB, entre outros.

O coordenador regional do PT e prefeito de Ivorá, Fernando Marin, e o vereador Werner Rempel (PPL) estão coordenando a criação do comitê junto com diversos outras pessoas e autoridades locais. “O governo Lula é resultado de uma coalização de forças. A campanha da Dilma também é formada por uma coalização muito representativa. Nada mais justo e mais simbólico do que termos um comitê aqui em Santa Maria que reúna os mais diferentes setores da sociedade e partidos em prol da candidatura dela”, ressaltou Werner.”

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LIGAÇÃO DIRETA. Sem líder formal do governo, Schirmer aprovou o que quis, na Câmara. Logo…

31, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Não estava disponível, no sítio da Câmara de Vereadores, até o momento em que escrevo, o Boletim Legislativo, com a “ordem do dia” da sessão marcada para o final da manhã de hoje. De todo modo, é bastante improvável, para não afirmar antecipadamente, que algum projeto estratégico seja colocado em votação.

Vem aí, na verdade, apenas a apreciação do orçamento da comuna para 2011. Mas isso vai ficar para outubro/novembro. Depois da eleição, portanto. Antes, nada de crucial estará à disposição dos legisladores, seja por iniciativa própria ou do Executivo.

Eis aí uma das razões por que, depois da renúncia, já faz dois meses, de Maria de Lourdes Castro (PMDB), por que o prefeito Cezar Schirmer não nomeou alguém para liderar a bancada governista no parlamento. Aliás, como já escrevi, se puder, fará isso apenas no próximo ano – quando pretende convencer o pepista Paulo Airton Denardin (seu favorito) a ocupar a função, em nome da prefeitura.

A outra motivação fundamental para que, até agora, viva-se a inédita (esdrúxula?) situação de que o governo não tem líder na Câmara é a sua absoluta inutilidade prática. Como, perguntarão os puristas? Ora, pra começar, a maioria é tão flagrante que funciona até mesmo por inércia – nos casos mais simples.

Já quando se trata de questão mais importante, em que o Executivo tem interesse, a articulação é direta. Isto é, secretários, como o de Relações de Governo e Comunicação, Geovani Mânica, ou mesmo o vice, José Farret (da pasta da Saúde), telefonam diretamente aos vereadores, dão sua posição, o interesse do governo e… pronto. Tudo se define assim.

Situações recentes ajudam a provar a tese claudemiriana: foi assim, por exemplo, que o governo viu aprovada a proposta de Maria de Lourdes, que impôs um prazo ao mandato dos integrantes do Conselho Municipal de Saúde (e o prefeito deve sancionar a lei a qualquer momento). E também foi essa a maneira usada para lembrar aos edis a importância da aprovação do projeto que autoriza a terceirização dos serviços do programa Estratégia de Saúde da Família ou a utilização de servidores do quadro geral, com uma complementação salarial.

Logo, vale o enunciado no título desta nota: sem líder formal do governo,  Cezar Schirmer aprovou o que quis na Câmara. Então…

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LUNETA ELETRÔNICA. Schirmer na banda oriental, Fogaça, Monteserrat, o Twitter de Calil, o comitê de Marchezan, Sandra Rebelato…

31, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

* O prefeito Cezar Schirmer reassume o cargo na tarde desta terça-feira, depois de dois dias em Monfevidéo. Imagina-se que, então, fará um relato do que fez na capital uruguaia.

* O comandante da comuna esteve na banda oriental para visitar, como dá conta a Coordenadoria de Comunicação Social da prefeitura, “indústrias de diversos ramos, para verificar a possibilidade de instalação destas empresas no Distrito Industrial”.

* É só uma perguntinha, que ninguém se ofenda: já terminou o rolo que envolvia sindicato dos professores e prefeitura, em torno dos professores de informática?

* Se sim, ótimo. Se não, por que ninguém mais fala no assunto? Desculpa, essa já foi uma segunda pergunta, que talvez não estivesse no roteiro.

* Para testar nervos em frangalhos: nesta semana, pelo menos duas pesquisas de intenção de voto já estão confirmadas.

* Uma, feita pelo Ibope, estará concluída na sexta-feira e tem também para governos dos estados – Rio Grande amado incluído. Outra é do Vox Populi, que tem seu período de coleta encerrando antes.

* Nesta terça-feira, o deputado estadual (e candidato a federal) Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, inaugura o Comitê Central da campanha.

* O evento está marcado para começar às 6 e meia da tarde. Fica na avenida Praia de Belas (perto ao shopping), 1.808. O slogan do candidato é “Política sem medo da verdade”.

* Essa não entendi muito bem, mas imagino que tenha sido uma mensagem enviada a todos os seguidores do vereador (e candidato à Assembléia) Tubias Calil, PMDB.

* Na noite de domingo, perto das 10, está lá, no TWITTER de Calil: “@deputadofabiano Estou junto com @DarcisioPerondi na luta por mais desenvolvimento, saúde, esducação e segurança. Vamos Juntos. Acredite! fm”.

* Mais ou menos na mesma hora, estava terminando a atividade de Sandra Rebelato (PP), que concorre à AL, em Arroio do Só, distrito de Santa Maria.

Sandra Rebelato e seus anfitriões, em Arroio do Só (foto Ana Bittencourt)

* Lá, em evento organizado pelos ex-subprefeitos Luis Guimarães e Luiz Gonzaga Trindade (também ex-vereador), a candidata participou de jantar no CTG Vitório Mário.

* Enquanto isso, e voltando a Tubias Calil, a assessoria do edil dá conta do lançamento oficial da candidatura dele, no próximo sábado, dia 4, no Salão da Medianeira.

* Calil anuncia também a presença de Cezar Schirmer, Pedro Simon, José Fogaça e Germano Rigotto. Um jantar de estrelas, portanto.

* Mas Fogaça não é o único candidato ao Piratini que vem à boca do monte no fim de semana. Luiz Figueiredo, presidente da comissão provisória do PV/SM dá conta das novidades.

* Nota por ele enviada informa da presença, sábado, do médico Montserrat Martins, que concorre ao governo gaúcho. Ele participa de caminhada pelo Calçadão, a partir das 10 da manhã

* Na parte da tarde, às 2, Martins inaugura o comitê de campanha dele e de Marina Silva, a candidata do PV ao Planalto. O local é a rua dos Andradas, 1770.

* Figueiredo também antecipa, sem nominar, que vários candidatos a deputado estadual e federal também participarão das atividades.

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LUZ AMARELA. Impensável cenário assusta o PMDB gaúcho. Mas a culpa é toda dele

É verdade que publicamente ninguém fala nada. Ao contrário, demonstra otimismo e acredita, primeiro, que o candidato do partido irá crescer, até 3 de outubro. Depois, que a atual governadora até pode subir um pouco mais, mas não é ameaça. E, por fim, que o candidato líder, se não está no seu teto, se aproxima dele.

Se, porém, você assuntar um pouco mais, perceberá com clareza: a preocupação, que era pequena, até semana passada, cresceu. E não foi pouca coisa. A PESQUISA Datafolha divulgada na sexta-feira acendeu a luz amarela, oferecendo gratuitamente um sinal de alerta.

Agora, chega de meias palavras. Vamos ao que interessa. E dar nome, com a devida licença, aos bois. Ou aos candidatos e seus partidos. Conversei, entre a sexta-feira e o domingo, com gente do PMDB (uma, inclusive, graúda – e bastante próxima ao centro de decisões). E do PT – entre os quais um candidato a deputado com a eleição, segundo todos os indícios, pra lá de garantida, e três ou quatro com suficiente informação do que acontece na campanha estadual.

Deixemos de lado, por enquanto, o PSDB e Yeda Crusius. Ambos ainda são uma incógnita. Embora se admita a possibilidade de uma surpresa, e a atual governadora subir o suficiente para alcançar a rodada final, não passa disso mesmo, um vislumbre impreciso e aparentemente distante, embora não deva ser descartado.

Fiquemos com os protagonistas da hora. Já há peemedebista extremamente preocupado com o crescimento de Tarso Genro, do PT E, embora admitindo a tese inicial de que seu teto não o levaria à vitória, admite que o percentual 42, informado pelo Datafolha, pode elevar-se. Quanto? Não se sabe. Mas taaaalvez suficiente para dar-lhe a vitória na rodada inicial. O que, do ponto de vista peemedebista, seria um desastre ainda pior do que o de 2006, quando a soberba (hoje admitida) fez com que se despejassem votos na então ascendente Yeda, que acabou virando finalista, ao lado do PT.

O que fazer nessa hora? Aí é que a porca torce o rabo. Não há mais tempo para que José Fogaça deixe a sua (pra lá de equivocada e totalmente fora do jeito gaúcho de fazer política) “imparcialidade ativa”. Se aderir à petista Dilma Rousseff, será oportunismo visível, para o senso comum (leia-se, boa parte do eleitorado). E como fazê-lo em relação ao tucano José Serra, virtualmente derrotado, embora com o apoio declarado da quase totalidade dos deputados do PMDB gaúcho?

Busca-se uma brecha: que vem, como uma esvaziada REUNIÃO da Executiva estadual, na quinta-feira, pela “liberação” dos militantes para que votem em quem quiserem. Detalhe: na prática, eles já poderiam fazer isso. E faziam. E boa parte de prefeitos e vice já virou dilmista faz tempo. Só faltava oficializar. 

E um grupo menor, mas de peso específico elevado, como Cezar Schirmer e José Ivo Sartori, que comandam o Executivo das comunas de Santa Maria e Caxias do Sul, respectivamente, até meu filho de 8 anos sabem ser serristas. Ou, principalmente, anti-petistas. Que, nesse momento, quer dizer a mesma coisa.

Resumo da ópera: o PMDB acabou enredado no discurso fogaciano sem sabor ou cor. E vai até 3 de outubro com ele. Torcendo que seja suficiente (e provavelmente seja) para estar no segundo turno. Se este acontecer. Daí… bem, daí haverá pelo menos uma semana para retocar o discurso, refazer o time, reunir a turma e tocar pra diante. Para ganhar, se der.

Ah, e os petistas? Estes, pude depreender, se recostam na raríssima oportunidade de uma vitória inédita. Mas dependem de dois fatores (e o PMDB não é cogitado, neste momento). Um é a “onda vermelha” de Dilma/Lula, que já estaria dando a maioria dos votos à nau governista no plano federal contaminar o eleitorado gaúcho, que já percebeu (olha de novo o equívoco fogaço-peemedebista) ser Tarso Genro o parceiro único da dupla, se disseminar o suficiente para trazer votos outrora inesperados. Outro é o pé no chão. Que significa fazer o possível para vencer já. Mas, se não der, pelo menos já ir arregimentando apoios pelo caminho, de maneira a pavimentar uma vitória no segundo turno. É a estratégia.

Ah, e Yeda? Bem, aí a prudência recomenda esperar pra ver.

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LUNETA ELEITORAL. Comitê supra de Serra, Ana Amélia e Sandra, Pimenta e a caravana, Valdeci e os sindicalistas

* Não foi exatamente como os organizadores planejavam. Mas “São Pedro” (e a ausência de recursos para dotar o aeroporto dos equipamentos necessários) não ajudou muito.

* Por conta da falta de teto no nosso “aeródromo”, as estrelas do evento, o senador Álvaro Dias (PR) e o deputado estadual (e candidato a federal) Nelson Marchezan Jr, ambos do PMDB, não puderam vir.

* Mas o fato é que, mesmo assim, foi inaugurado em Santa Maria, ao meio dia, o primeiro comitê suprapartidário da boca do monte por uma candidatura majoritária.

* Militantes do PSDB e do PP, principalmente, mas também de outras agremiações estiveram presentes ao evento que pretende alavancar, na cidade e na região, a candidatura do tucano José Serra à Presidência da República.

* Afora dirigentes partidários compareceram ao comitê inaugurado na rua General Neto (perto do Corinthians), um punhado de candidatos a deputado bateu ponto.

Paulo Pimenta aproveita uma pausa para “aparar as melenas”. Foi em Ibirubá (foto divulgação)

* Contabilizou-se a participação de Salvador e Sandra Rebelato, do PP, e dos tucanos Lucas Pauleski, Sérgio Pólo e Jorge Pozzobom. O primeiro concorre a deputado federal e os demais à Assembléia.

* De outra parte, como informa a assessoria do deputado federal Paulo Pimenta (candidato à reeleição), “a cada dia mais pessoas se somam à caravana ‘Quem faz acontecer, tem história para contar’”.

* Sob esse mote, o petista santa-mariense está nesta sexta-feira em Não-Me-Toque, Carazinho, Barros Cassal e Fontoura Xavier. E amanhã irá a Frederico Westphalen, Constantina e Palmeira das Missões.

* Durante a semana Pimenta esteve em Livramento, Rosário do Sul, São Gabriel, Cruz Alta e Tapera.

* Em Ibirubá, além das tradicionais atividades com apoiadores, aproveitou a hospitalidade moradores da cidade e dos donos do Salão Espelho Mágico para “aparar” o visual. É. Tem disso também.

Ana Amélia Lemos foi recebida hoje por empresários da boca do monte (foto Ana Cristina Bittencourt)

* Enquanto isso, a pepista Sandra Rebelato (que concorre à AL) recepcionou hoje, em Santa Maria, a candidata do partido ao Senado, a ex-jornalista da RBS, Ana Amélia Lemos.

* A dupla papeou com dirigentes empresariais da cidade, na manhã de hoje. O encontro aconteceu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas.

* De sua parte, ontem, um grupo de cerca de 70 sindicalistas de diferentes categorias, selou apoio à candidatura de Valdeci Oliveira (PT), a deputado estadual. O rega-bobe, ao qual compareceram dirigentes de 13 entidades, aconteceu no Clube Comercial.

Valdeci falou aos sindicalistas, em rega-bofe ontem, no Clube Comercial (foto Tiago Machado)

* Conforme a assessoria do ex-prefeito, “várias lideranças fizeram discursos em apoio a Valdeci e ressaltaram a trajetória dele como líder sindical e, principalmente, o trabalho feito“ no comando do Executivo da comuna.

* Valdeci, por sua vez, enalteceu “o apoio e a solidariedade dos que sempre estiveram junto” com ele desde a década de 80 e prometeu, se eleito, ter um gabinete “completamente aberto à sociedade”.

* E domingo, voltando ao PP, quem inaugura sua campanha na cidade, e também com um festerê (o pessoal gosta mesmo de rega-bofes), é o candidato a deputado federal Jerônimo Goergen.

Goergen e Sandra, dobradinha pepista (foto Ana Bittencourt)

* O parlamentar (hoje na Assembléia), que tem apoio, entre outros, do presidente da Câmara, Paulo Airton Denardin, vai lançar a dobradinha com a edil Sandra Rebelato, que busca vaga no Palácio Farroupilha.

* O ato acontece no CPF Piá do Sul, e está prevista para o meio dia deste domingo.

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PMDB GAÚCHO. Pouca gente em reunião chamada por Simon. Situação está mal-parada

Pedro Simon, entre Fernando Záchia e Mendes Filho: questão nacional é secundária. Será, mesmo?

Falta combinar com os militantes, de que nível sejam. Ao contrário da direção, Pedro Simon à frente, e do candidato ao Governo do Estado, José Fogaça, que insistem na “imparcialidade ativa”, todos os demais estão divididos entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que protagonizam a disputa presidencial.

Mas, além dessa posição oficial, que não combina muito bem com o estilo gaúcho de fazer política, o PMDB da província começa a enfrentar um problema muito mais grave: não são tão poucos assim os candidatos a deputado (federal e estadual) que, diante da situação, e da dificuldade de receber (é outra queixa) material que fale apenas da dobradinha Fogaça-Pompeo de Mattos (PDT) para o Piratini, acaba fazendo apenas a própria campanha.

Resumo da ópera: a reunião acontecida nesta quinta, convocada pelo senador Simon, teve muito menos gente do que a esperada. Inclusive porque os candidatos, para citar apenas um exemplo do contingente aguardado para o encontro, estão bastante preocupados com seus próprios roteiros de campanha. Isto é, não dá pra dizer outra coisa, neste momento, senão que estão mal-paradas as coisas no interior do peemedebismo.

Unidade, por exemplo, só no discurso. E até mesmo a “liberação” dos filiados para votarem em quem quiserem para a Presidência da República é chover no molhado. Isso já estava claro com o enunciado da “imparcialidade ativa”. Ah, para saber mais da reunião desta confira o material produzido pela assessoria de imprensa da agremiação. Acompanhe:

 “Simon libera disputa presidencial e convoca força-tarefa para eleger Fogaça e Rigotto

Abrangendo as diferentes frentes das eleições ao Palácio do Planalto, o presidente do PMDB/RS, senador Pedro Simon, deu inicio a reunião com lideranças peemedebistas, na manhã desta quinta-feira, 26, para afinar o discurso para as eleições de 2010.

Atendendo às expectativas dos presentes, Simon se pronunciou quanto à posição do partido as eleições presidenciais, afirmando que os peemedebistas estão liberados para escolher o candidato que melhor se enquadrar em sua visão política. “Não vamos fazer campanha à presidência da República se não temos candidato. Nossos candidatos são Fogaça e Rigotto, nossa obrigação é com eles”, afirmou.

Simon convocou todo o partido para a mobilização estadual em prol dos candidatos da coligação Juntos pelo Rio Grande. Chamou aos prefeitos à responsabilidade de tomar a frente a partir de agora. “Os prefeitos são o nosso farol, eles tem a tarefa de guiar todos os nossos militantes nesta jornada”, destacou o líder do PMDB gaúcho.

Em relação ao tema nacional, o presidente da Associação de Prefeitos e Vices, Clair Kuhn, destacou a resolução do núcleo, formalizada em 17 de agosto, de liberar seus membros para escolher o seu candidato, desde que considerando as situações locais de cada município…”

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CAMPANHA. Candidatos do PCB vão à Sedufsm e defendem reestatização da Educação

Candidatos do velho PCB (Pinheiro, de frente) propõem reestatizar a educação

Depois do candidato ao Governo do Estado pelo PSTU, anteontem, nesta quinta-feira a Seção Sindical dos Docentes da UFSM recebeu a visita dos concorrentes do PCB ao Palácio do Piratini e, também, à Presidência da República, além de outras figuras do velho “partidão”.

O relato do que aconteceu no encontro com Ivan Pinheiro, que concorre ao Planalto, e Humberto Carvalho, que busca o governo gaúcho, e os demais integrantes do PCB, você encontra no material produzido pela assessoria de imprensa da Sedufsm. O texto e a foto são de Fritz Nunes. A seguir:

Candidato a presidente do PCB defende reestatização da Educação

O candidato a presidente da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Ivan Pinheiro, acompanhado dos candidatos a governador, vice-governador e ao senado do Rio Grande do Sul, bem como de outros militantes comunistas, esteve na tarde desta sexta, 26, na sede da SEDUFSM. A visita à seção sindical foi incluída no roteiro de atividades do candidato a partir de solicitação da direção municipal daquele partido. Num bate-papo com o presidente da SEDUFSM, professor Rondon de Castro, Pinheiro disse que no que se refere à educação, a principal bandeira do Partido Comunista é a “reestatização gradual” do sistema de ensino do país. Ele se diz abismado com o nível de mercantilização do sistema educacional brasileiro.

Ivan Pinheiro, atual secretário-geral do “partidão”, é bancário aposentado e natural do estado do Rio de Janeiro. Na avaliação dele, a esquerda terá que fazer uma reflexão após as eleições deste ano. Pinheiro analisa criticamente a dispersão das forças de esquerda no atual processo eleitoral. O comunista defende a criação de uma “frente anti-imperialista e anticapitalista” no Brasil, reunindo PCB, PSTU, P-Sol, PCO e outras forças de esquerda. “Nosso principal objetivo é unir forças para mudar a política econômica do país e, especialmente, mudar a natureza do Estado brasileiro”, enfatizou…”

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DE REPENTE… PMDB/RS, emparedado pela “imparcialidade ativa”, tenta sair do brete

Tente fazer um peemedebista confessar: de jeito algum. Só depois da eleição. E olhe lá. Depende do resultado. No entanto, qualquer observador alheio à sigla, e com um mínimo de independência ideológica ou profissional, identificará facilmente: a “imparcialidade ativa”, infeliz expressão cunhada pelo candidato ao Piratini, José Fogaça, foi um gol contra.

É até possível, conceda-se, que a tomada de posição, qualquer uma, fosse um problema do mesmo tamanho, com a sigla dividida entre duas candidaturas protagonistas ao Palácio do Planalto. No entanto, não traria tantos prejuízos internos quanto os atuais, com militantes simplesmente não sabendo como agir diante de seus líderes que, a exceção da dupla Fogaça-Pedro Simon, tem sim a sua posição e a coloca, quando perguntados.

Exemplo concreto: em Santa Maria, até as pedras sabem que Cezar Schirmer é adepto de José Serra (PSDB). Um dos sinais é a adesão incondicional (inclusive na propaganda física) do candidato do partido à Assembléia, Tubias Calil, que é cria política do prefeito. Então, como fazer com que o militante de base, eventualmente adepto de Dilma Rousseff (PT), exerça o seu direito de dizer quem é a sua candidata?

O fato é que a própria candidatura Fogaça começa a se contaminar. A menos que o partido, dupla grandona a parte, se defina oficial e publicamente. O que estaria por acontecer a qualquer momento, segundo a reportagem publicada no excelente jornal eletrônico Sul21. E que, de certa maneira, pode ser uma explicação para o encontro que acontece daqui a pouco, em Porto Alegre, como noticiei na Luneta Eletrônica, no início da madrugada (leia a nota imediatamente anterior, logo abaixo). Para pensar um pouco mais, se quiser, confira a reportagem de  Igor Natusch. A seguir:

Cúpula do PMDB gaúcho articula nos bastidores apoio a Serra

Por um lado, a visita do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, a Porto Alegre, com direito a almoço com os integrantes do movimento suprapartidário pró-Serra, recheado de lideranças do PMDB. Por outro, o adiamento da visita de Michel Temer (PMDB), vice da chapa de Dilma Rousseff (PT) à presidência, remarcada para o próximo dia dois de setembro. Duas movimentações políticas, aparentemente, sem relação. Nos bastidores, porém, uma certeza: a cúpula do PMDB no RS está abandonando a imparcialidade ativa e abraçando a candidatura de José Serra (PSDB), em um esforço para dar sobrevida ao candidato tucano em uma disputa que, segundo as pesquisas de opinião, está cada vez mais difícil.

A visita de Sérgio Guerra ao RS teve como objetivo dar um novo fôlego à candidatura de José Serra no RS, estado onde estava forte e hoje está em empate técnico com Dilma, segundo as últimas pesquisas. Entre as atividades, ocorreu um almoço com políticos ligados ao movimento suprapartidário Gaúchos com Serra, do qual participam vários deputados do PMDB. Peemedebistas como Ibsen Pinheiro e Osmar Terra, entre outros, estiveram presentes no almoço com Guerra.

“O consenso no encontro foi de que está na hora de colocar a campanha na rua”, disse o deputado federal Osmar Terra (PMDB), um dos principais nomes peemedebistas ligados ao comitê pró-Serra no RS. O deputado disse não acreditar nas pesquisas que apontam queda de Serra  e aumento de Dilma no Estado. “Não é o que tenho visto nas minhas andanças pelo estado”, garante. “Não estou preocupado, tenho convicção de que Serra mantém a dianteira no Rio Grande do Sul. Agora é o momento de sairmos em campanha para reforçar a candidatura do Serra no estado”.

Visita de Temer

A nova data da visita de Michel Temer ao estado também estaria relacionada com a movimentação pró-Serra. Nos bastidores, a leitura é de que o adiamento foi uma tática para esvaziar o movimento dos prefeitos do PMDB favoráveis à candidatura de Dilma Rousseff. Passando o encontro para o início de setembro, a cúpula do partido garantiria a presença do vice de Dilma em eventos da candidatura de José Fogaça (PMDB) ao governo do RS. Além disso, o adiamento seria um esforço para controlar as atividades de Temer no estado, evitando que a visita seja utilizada pela candidatura de Tarso Genro (PT)…”

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LUNETA ELETRÔNICA. Super-reunião do PMDB/RS, Pimenta em Livramento, Amigos do MASM, recuperação de dívidas

* Uma de cultura. E importante: na terça-feira, conta ao sítio a secretária de Cultura Iara Druzian, foi criada a Associação Amigos do Museu de Arte de Santa Maria.

* A decisão foi tomada em reunião realizada na Torre GBOEX, do SM Shopping, e a associação tem, entre seus objetivos, viabilizar a vinda para a boca do monte da coleção Bozano.

* Trata-se, a coleção, de resultado do projeto Ecoart 92, em que 50 pintores do Brasil e outros 70, das Américas, apresentaram 120 trabalhos especialmente inspirados na preservação da natureza.

Contribuintes estão buscando a prefeitura, para tratar de débitos (foto João Vilnei)

* Conforme Iara, essa coleção já percorreu o mundo e, “para orgulho de todos nós”, poderá estar inserida no futuro Museu de Arte de Santa Maria”. Para conferir a cobertura da Prefeitura ao evento, clique AQUI.

* De outra parte, encerra nesta sexta,dia 27, a campanha de Recuperação de Receita, lançado pela prefeitura, sob a coordenação da secretaria de Finanças, com a participação de outras pastas.

* Há condições vantajosas, para quem quiser tratar de seus débitos com o fisco da comuna (mais detalhes AQUI). Mas, atenção: o secretário Antonio Carlos Lemos alerta que não haverá prorrogação de prazo.

* O assunto é: “eleições de outubro”. Quem diz é a assessoria do PMDB, ao anunciar uma reunião ampliada da direção estadual do partido, nesta quinta, às 9 e meia da manhã.

* Afora os dirigentes, estão convocados deputados estaduais e estaduais, integrantes do Diretório, candidatos à Assembléia e à Câmara, coordenadores regionais e representantes de núcleos de apoio.

* Também estão convocados os dirigentes das Associações de Prefeitos, Vereadores e da Fundação Ulysses Guimarães. Nem precisa ser muito esperto para perceber a importância do encontro.

* Aliás, na nota da assessoria, uma informação adicional: o trololó será fechado. Mmmmm… Há poucas dúvidas sobre o que acontecerá, no interior do encontro.

* Isso mesmo: há uma crise em curso, por conta da clara divisão do partido, especialmente por conta da “imparcialidade ativa” – embora todos possam negar o óbvio.

* Sobre isso, a propósito, escreverei nota mais tarde, a ser publicada provavelmente antes das 7 da manhã.

* Enquanto isso, o deputado federal (e candidato à reeleição) Paulo Pimenta (PT) segue percorrendo a fronteira, no que ele e seus marqueteiros denominaram a caravana de “quem faz acontecer, tem história para contar”.

Paulo Pimenta, em campanha na fronteira, em Santana do Livramento

* Nesta quinta, Pimenta esteve em Santana do Livramento (no dia anterior esteve em São Francisco de Assis, Manoel Viana e Alegrete) – onde distribuiu material de divulgação e conversou com populares.

* Dá conta o parlamentar que no diálogo com as pessoas, a comunidade se mostrou satisfeita com ações dele, como o Pronasci Fronteiras, programa do governo Lula que fortaleceu o combate ao abigeato.

* Tamtém, conforme a assessoria de Pimenta, foram lembrados investimentos na área de educação, como Unipampa e Proesc, “que ampliaram o acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade”.

* Além de Livramento, o candidato esteve, nesta quinta-feira, em Rosário do Sul e São Gabriel – de onde retorna para Santa Maria.

* Já o seu companheiro de partido, o ex-prefeito Valdeci Oliveira, que busca vaga à Assembléia, faz um ato, na noite desta quinta, em busca do apoio dos representantes dos movimentos sociais.

* Valdeci, que é oriundo dos movimentos sindical e comunitário, participa de jantar, a partir das 7 e meia, no Clube Comercial: “não posso deixar de pedir o voto e apoio aos que me acompanham e estão comigo na luta desde a década de 80”, disse.

* O ex-prefeito, por sua assessoria, diz que também pretende, no encontro, aproveitar a oportunidade para reforçar, junto ao movimento sindical, as campanhas majoritárias “de Dilma, Tarso, Paim e Abigail”.

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ACABOU? (5) Aliados de Serra se voltam para as províncias. E elegem 4 prioridades

Embora a coluna “Poder Online”, do portal Último Segundo, em nota assinada por Jorge Félix, ACRESCENTE à lista duas províncias (uma é o Rio Grande amado), o fato é que o PSDB decidiu mesmo se voltar para os pleitos regionais. Pode não ser, mas a aparência é de que está jogando a toalha para o pleito presidencial, e jogando todos os esforços para manter os tucanos com uma boa trincheira oposicionista a partir de 2011.

É bastante provável, inclusive, que esse sentimento tenha se reforçado a partir da divulgação de nova pesquisa, a do Sensus, que, nesta terça-feira, dá conta de uma VANTAGEM de 18% para a candidata petista Dilma Rousseff. Antes disso, porém, a estratégia já era delineada, como mostra material publicado no jornal Folha de São Paulo. A reportagem é de Catia Seabra e Valdo Cruz. Confira:

Preocupado com queda de Serra, PSDB vai focar campanha em quatro Estados

Preocupado com a queda do candidato José Serra nas pesquisas de opinião, o comando do PSDB já discute ajustes na campanha nacional e uma estratégia de sobrevivência da oposição em caso de derrota na corrida presidencial. O partido apostará suas fichas na eleição de governadores de quatro Estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Além da correção de rumo para a Presidência, a cúpula tucana se reúne, amanhã (quarta) em São Paulo, para discutir o futuro da campanha e o destino do partido.

Chamado a São Paulo a pretexto de gravar sua participação na propaganda de Serra, o ex-governador de Minas Aécio Neves tem encontro marcado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Segundo tucanos, está prevista ainda a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na conversa. A assessoria de FHC afirma, porém, que “até o momento, não consta nada do tipo na agenda dele”.  Serra deve estar no…”

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NÃO CUSTA LEMBRAR. PP e PMDB de SM dão guarida a uma dezena de candidatos a deputado federal

Confira a seguir trecho do artigo do jornalista Gilson Piber, publicado aqui na manhã de 25 de agosto de 2009, uma terça-feira:

PMDB sem candidato a federal?

Pelo que está posto, no momento, Paulo Pimenta e Fabiano Pereira, pelo PT, e Jorge Pozzobom, pelo PSDB, são os nomes santa-marienses a deputado federal em 2010. Até aí, tudo certo. O que parece ser uma vergonha é o PMDB não ter um nome local para a Câmara, que ocupe o espaço deixado pelo prefeito eleito Cezar Schirmer. Só se ouve que fulanos e beltranos virão buscar os milhares de votos dos eleitores do Coração do Rio Grande. É aquela turma que o ex-prefeito Valdeci Oliveira chama de “político copa do mundo”, que só aparece de quatro em quatro anos.

O que o eleitor precisa entender é que fica mais fácil cobrar de Pimenta, Fabiano e/ou Pozzobom do que dos forasteiros, principalmente aqueles oportunistas de carteirinha. Respeito Marco Maia, do PT, e Luciana Genro, do PSol, que também têm contribuído com emendas parlamentares para a cidade, entre outras raras exceções.

Mas volto a falar do PMDB local.  Por que o prefeito Cezar Schirmer não apoia o vereador João Carlos Maciel para deputado federal? Têm algo a perder, em caso da não-eleição, o prefeito, o vereador campeão de votos e/ou partido…”

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PASSADO EXATAMENTE UM ANO da publicação do artigo, o fato é que João Carlos Maciel, que o prefeito não queria e nem quer,dados os compromissos políticos assumidos com Osmar Terra, se inviabilizou como candidato, depois do inquérito aberto pelo Ministério Público, no caso das gravações. Isso a parte, o fato é que o peemedebismo (e também o pepismo) não se coçou para lançar candidato a deputado federal, e até Pozzobom saiu do caminho, buscando agora uma vaga na Assembléia. Ah, tanto no PMDB quanto no PP, uma meia dúzia de fortes nomes busca ocupar o espaço. Que, afinal de contas, está vago. O único ligado de alguma maneira a Santa Maria, e que concorre a federal, é Marchezan Júnior (PSDB). No PMDB, além de Terra, que já foi mais forte, entra firme por aqui Eliseu Padilha (que ficou forte), Luiz Fernando Zachia, Darcísio Perondi e Mendes Filho. No PP, se achegam Jerônimo Goergen, Afonso Hahm e Luiz Carlos Heinze. Uma turmona, na verdade. E que vai fazer uma frota de votos na boca do monte. Mas o PMDB e o PP não quiseram ter candidato local. Logo…

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SE PREPARE. Vem aí uma “janela” extra para políticos vira-casacas. Tudo por um novo partido

Tem político, muitos deles, aliás, que simplesmente não consegue ficar longe do governo. Qualquer governo. E em todos os níveis – seja comunal, provincial ou da República. Neste momento, a porta legal está fechada. Tanto é arriscado que, em Santa Maria mesmo, onde talvez um que outro se sinta desconfortável onde está, ninguém se mexe do lugar.

Mas, mas… Há remédio pra tudo. Por conta de uma provável vitória de Dilma Rousseff, as articulações para uma “janela extra”, através da qual os mais envergonhados poderiam entrar e criar um novo partido (governista, claro) já estão a caminho. É? É! Os detalhes estão na reportagem de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, reproduzida no sítio de Ricardo Noblat. Confira:

Barriga de aluguel

O PT já articula a formação de um novo partido que apoiaria Dilma Rousseff (PT) no caso de ela ganhar a eleição para a Presidência.  A legenda abrigaria parlamentares do PSDB, do PPS e até do DEM dispostos a fazer uma transição lenta, gradual e segura rumo aos braços governistas. Já há conversas entabuladas.

Para que a nova agremiação tenha sucesso será preciso mudar a lei, que impede que um parlamentar eleito por um partido troque de legenda -hoje, se isso ocorre, o político perde o mandato. “Mudança na legislação eu garanto que vai ter. A ideia é amplamente majoritária no Congresso, independente de quem vença as eleições”, diz o…”

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LUNETA ELETRÔNICA. DEM esconde Serra em SM, Vestibular, Valdeci e Ferreira, O assunto é, PSTU aqui

* Um fenômeno nacional também atinge Santa Maria. Aliados de José Serra escondem o candidato, no seus santinhos de campanha.

* Dê uma olhada na propaganda de Laurindo Lorenzi, do DEM (quem tem o vice da chapa para a Presidência): um doce para quem encontrar o nome do candidato ao lugar de Lula.

* Pausa para uma nota de educação: só faltam (sim, só) 17 dias para os interessados em se inscrever para o vestibular da UFSM (Processo Seletivo Único e processo Seletivo Seriado). O último prazo é 10 de setembro.

* Para garantir sua participação, os concorrentes devem acessar o sítio www.coperves.com.br e clicar no link Vestibular 2011. Custa 75 pilas o Processo Único e 35 o Seriado.

* Pelo primeiro são aplicadas três provas objetivas e uma de redação. Pelo segundo, é aplicada uma prova objetiva referente à 1ª série do ensino médio ou equivalente.

* Ah, as provas acontecem entre 5 e 7 de janeiro do próximo ano. No primeiro dia ocorre a do processo seriado. Nas três, a do seletivo único. O Manual do Candidato também está no sítio da Coperves.

* Agora, economia. Nesta segunda, a Cacism realiza mais uma palestra no ciclo “O assunto é”.  Quem estará no auditório da entidade empresarial a partir das 7 e meia da noite são as administradoras Patrícia Ennes e Alessandra Barcelos.

* O tema a ser desenvolvido pela dupla é “A diferença está nas pessoas” – e trata do impacto do gerenciamento de pessoas no alcance dos objetivos das organizações.

* Voltando à política e, especificamente, à campanha eleitoral: Paulo Ferreira e Valdeci Oliveira levaram, segundo sua assessoria, 1.260 pessoas ao Clube Comercial, na noite de sexta-feira.

Valdeci, Irmã Lourdes, Ferreira: festerê de lançamento da campanha da dobradinha deles

* Foi o lançamento da dobradinha em Santa Maria, com a participação de apoiadores também de Rosário do Sul, Cacequi, Paraíso do Sul, São Gabriel,Restinga Seca, São Sepé e Faxinal do Soturno

* Entre os ilustres que compareceram ao regabofe, o que chamou a atenção, conforme a assessoria de Ferreira, foi a Irmão Lourdes Dill, coordenadora do projeto Esperança/Cooesperança.

* Disse a religiosa: “esses dois homens representam a boa política, a cidadania, a igualdade, o respeito pelas etnias, o apoio à economia solidária e agricultura familiar”.

* Pra fechar: nesta terça, 24, Santa Maria recebe mais um candidato a governador. No caso, Júlio Flores, do PSTU. Ele vem acompanhado da vice, Vera Rosane, e da candidata ao Senado, Vera Guasso.

* Segundo informa o presidente do partido na cidade, Jéferson Cavalheiro, o trio (e também candidatos a deputado) fica na cidade até quinta. Entre as atividades programadas, haverá caminhada no calçadão.

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ESTADO. “Imparcialidade ativa” de Fogaça cobra um preço alto, a divisão dos prefeitos do PMDB

Do jeito que a coisa anda, só os dois prefeitos mais grandões do PMDB gaúcho, o santa-mariense Cezar Schirmer e o caxiense José Ivo Sartori ainda mantêm, para efeito público, a posição de neutralidade pregada pelo candidato ao Piratini, José Fogaça, que cunhou a expressão “imparcialidade ativa” – o que quer que isso signifique.

Na prática, a maior parte, ou talvez a quase totalidade dos outros prefeitos e vice eleitos pelo PMDB em 2008 estão tomando posição. Ainda é impossível saber quem vai sair ganhando com tudo isso – se Dilma Rousseff (do PT) ou José Serra (PSDB), que tem a preferência de Schirmer, por exemplo, como se percebe pelas campanhas dos seus principais aliados locais. Mas talvez já seja possível saber quem pode perder. Sim, o “imparcial ativo” Fogaça.

Por que se sustenta este raciocínio? Simples: aumenta a adesão de peemedebistas do interior à candidatura de Dilma, embora a maior parte dos deputados federais (Osmar Terra e Darcísio Perondi são os mais notórios) e estaduais seja serrista. Há quem diga que seria o tratoraço governista que distribui verbas às comunas. Pode ser. É provável que seja. Mas todos têm um argumento irrespondível: Michel Temer, o vice de Dilma, é do PMDB. Mais que isso, o presidente nacional da sigla. Logo, faz todo o sentido político esse apoio, ainda mais se confirmado nas urnas o favoritismo conferido pelas pesquisas de hoje. Afinal, o partido terá nada menos que o Vice-Presidente da República. Como retorquir esse argumento, sem a perda da identidade?

Pooois é. O diabo, como li alguém do PMDB afirmar, é que essa história pode acabar beneficiando não apenas a Dilma, mas a Tarso Genro, petista como ela e adversário de Fogaça na disputa ao Piratini. Opinião claudemiriana: essa situação existe somente por uma razão. E ela não é do PT, mas do próprio candidato ao Governo do Estado, com sua esdrúxula (para os padrões políticos do Rio Grande) “imparcialidade ativa”. Que quer dizer, numa única palavra, muro. O que, pelo que se percebe neste momento e em outros, é inaceitável. Agora, o jeito é administrar o problema.

Como fazê-lo? Ninguém tem fórmula para isso, por certo. Ainda mais que, semana que vem, quem chega ao Rio Grande é Temer. Perguntinha boba: Fogaça vai ao encontro do presidente nacional do seu partido? Resposta: nãããão sei. O certo, porém, como você perceberá no material produzido pelo jornal eletrônico Sul21, é que a situação está dividindo o peemedebismo no interior gaúcho. A reportagem de Igor Natusch. Acompanhe:

 “Visita de Temer ao Estado expõe divergências do PMDB gaúcho

As lideranças do PMDB no Rio Grande do Sul declararam apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República. Mas, nem toda base do partido no Estado compartilha dessa posição. O  Movimento dos Gestores do PMDB pró-Dilma e Temer, ocorrido na tarde desta quarta-feira (18), no Hotel Everest em Porto Alegre, reuniu cerca de 50 representantes de prefeituras peemedebistas do Estado, apoiadores da candidata Dilma Rousseff. Estes prefeitos recebem  um aliado de peso na próxima semana: Michel Temer, presidente nacional do PMDB e vice na chapa de Dilma Roussef, candidata do PT,  anunciou por telefone que estará  em Porto Alegre na próxima quarta-feira (25) para um encontro com os prefeitos que apoiam sua chapa.

“Nós não queremos embate, e sim debate”, declarou João Carlos Vieira Gediel, prefeito de Quaraí e coordenador do encontro. O jogo de palavras quase acidental tem razão de ser. Em carta enviada por e-mail a Gediel, os deputados peemedebistas Osmar Terra e Darciso Perondi tentam levar os prefeitos pró-Dilma a reconsiderarem sua posição. “A tendência da maioria do eleitorado gaúcho é antipetista”, diz a nota.  Expondo uma série de dados ligados a eleições anteriores, a carta reforça: “se a Dilma conseguir ampliar muito sua votação no RS, e superar a barreira anti-PT, ela ajuda o Tarso (Genro, candidato do PT ao governo do RS), nunca o José Fogaça (candidato do PMDB a governador)”. E conclui, em tom de discreta crítica: “Não será fazendo campanha para Dilma, para o 13, que ajudaremos o Fogaça a enfrentar o Tarso, o 13, seu adversário certo no segundo turno”.

Na tentativa de evitar o racha, o prefeito Gediel adotou um tom mais conciliador. “Essa divergência é algo que temos até que comemorar”, garantiu. “Fortalece o Fogaça, fortalece o Germano Rigotto (PMDB, candidato ao senado), fortalece Temer e fortalece o PMDB. Não queremos divisão, estamos apenas marcando posição a favor da chapa majoritária, da qual participa o presidente nacional de nosso partido…”

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CAMPANHA. Schirmer já está liberado para, se quiser, descer do muro e apoiar Serra

Curiosamente, só Marina Silva (PV) não é contemplada – ela que seria a preferida do candidato ao Senado, Germano Rigotto. De todo modo, a Associação dos Prefeitos do PMDB/RS, ao mesmo tempo em que reitera sua posição de apoio aos candidatos do partido no Rio Grande do Sul (o estranho, cá entre nós, é se apoiassemde outro partido), libera todos os comandantes comunais vinculados à sigla para, “respeitando as circunstâncias locais”, fazer campanha para Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PMDB).

Diante disso, a pergunta é: Cezar Schirmer vai descer do muro e apoiar (é o que indicam todos os que são próximos dele, inclusive o candidato preferido à Assembléia Legislativa) José Serra? Ou continuará sentado? Tcham-tcham-tcham-tcham!  Ah, para saber mais da carta de alforria peemedebista, acompanhe a nota que acabo de receber da assessoria de imprensa do PMDB/RS:

 “PMDB/RS: Associação libera prefeitos sobre posição na disputa presidencial

A Associação de Prefeitos e Vices do PMDB gaúcho decidiu nesta terça-feira, 17, liberar os seus membros sobre qual posição tomar na disputa presidencial. Segundo o presidente do órgão, prefeito Clair Kuhn (Quinze de Novembro), a decisão de liberar os seus líderes foi tomada após consulta à executiva da associação, da qual fazem parte oito prefeitos e um vice.

“Com essa deliberação os nossos membros poderão optar, respeitando as circunstâncias locais, se darão o seu apoio ao candidato José Serra, do PSDB, ou à Dilma Rousseff, do PT”, destacou o presidente.

A Associação de Prefeitos e Vices reitera ainda o seu apoio total e irrestrito a José Fogaça e a Germano Rigotto, respectivamente candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal. “Estamos fechados e trabalhando de forma unida para eleger os nossos candidatos da coligação Juntos pelo Rio Grande”, afirma Clair Kuhn.”

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