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Arquivo da Categoria ‘Jornalismo’

ESQUINA DEMOCRÁTICA. O nível da campanha está baixando. Isso ajuda ou atrapalha seus autores?

4, setembro, 2010 Claudemir Pereira 2 comentários

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Escândalos expostos na mídia – em nível nacional e estadual – terão influência eleitoral?

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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JORNAL ASFIXIADO. Vergonha: o escândalo gaúcho que a mídia joga para baixo do tapete

Quem conhece meu trabalho sabe das restrições que faço à ação do sindicato que representa os jornalistas. Não quero nem falar sobre isso, porque me deprime. E nem é o caso. Quando, recentemente, fui atacado de forma vil, a solidariedade (imensa e emocionante) que recebi veio dos leitores e de colegas de trabalho mais próximos ou que me conhecem há mais tempo.

Mas, de todo modo, isso é irrelevante, agora. Só não consigo entender por que não saiu, até agora, nota alguma em defesa de um cara que tem história fantástica de resistência no jornalismo gaúcho. E ele atuava numa época em que muita gente que hoje se considera democrata estava beeem escondidinha.

Me refiro ao drama vivido por Elmar Bones, sócio-majoritário do jornal , de Porto Alegre, e profissional da mais reconhecida competência, fundador e tocador do falecido Coojornal, entre outras experiências difíceis e até perigosas (considerando a época) ao tempo do regime autoritário.

Eu próprio, por falta de algumas informações, não tratava do assunto. Mas agora encontrei o “gancho”. Mais que isso, a história toda. Que é contada por Luiz Cláudio Cunha. Para quem não sabe, se trata do cara que, corajosamente, por sua ação, acabou noticiando o seqüestro dos uruguaios em Porto Alegre em plena ditadura militar. Nem sempre concordo com ele (nem com Bones), mas tiro o chapéu.

Você quer saber exatamente do que se trata? E de como a mídia gaúcha esconde a situação, com a conivência, inclusive, das entidades empresariais e de trabalhadores? Leia o artigo dele, com um relato excepcional de toda a situação, e publicado esta semana no sítio especializado Observatório da Imprensa. A seguir:

Jornal Já - Como calar e intimidar a imprensa

Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.

É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o , que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.

Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois -– Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos vazios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.

Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano…”

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INTERNET. Jornal do Brasil digital. É só o fim de uma era? Ou começo de outra?

Jornal do Brasil digital: a “capa” da primeira edição na nova fase

Em nota de 50 pontos, o Jornal do Brasil, em sua primeira versão inteiramente digital, explica como e por que esse que é (era?) um pioneiro da nova fase do jornalismo brasileiro, se mandou com exclusividade para a internet.

Pessoalmente, ainda não digeri muito bem isso aí. Mas também, problemas de gestão da empresa que o edita a parte, prefiro esperar pra ver. Afinal, na pior das hipóteses, teremos uma experiência ainda não experimentada, até onde sei. Enfim, afora o saudosismo (que não é necessariamente ruim), o fato objetivo é que o JB acabou. E um novo jornal está surgindo. Para o bem. Ou para o mal.

A propósito de como vai funcionar a coisa, a versão online do Jornal do Brasil divulgou uma espécie de relato, em que explica os “comos” e os “porquês”. Confira você mesmo, a seguir:

A nova fase digital do Jornal do Brasil

… 1. Há cerca de um mês, o Jornal do Brasil, jb.com.br, comunicou a seus leitores a decisão de tornar-se o primeiro 100% digital do País.

2. A decisão, fruto de análise responsável dos rumos da imprensa escrita em todo o mundo, resultou também de pesquisa diária que o JB, promoveu mediante anúncios em suas páginas e no site jb.com.br.

3. Nela, o Jornal do Brasil convidou leitores e internautas a opinarem sobre preferências e hábitos de consumo de mídia – incluindo-se as inovadoras plataformas digitais.

4. À semelhança de tantos veículos de comunicação de elevado prestígio no mundo todo, o Jornal do Brasil quer atualizar seus modos de interação com o público leitor, privilegiar práticas ecologicamente sustentáveis e aperfeiçoar-se em tecnologias de última geração.

5. Ao dar efetividade a esse processo, o Jornal do Brasil trabalha para que sua centenária marca e conteúdo de qualidade se façam presentes, de maneira cada vez mais influente, para atuais e futuras gerações de leitores…”

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CAMPEÃS. TV Santa Maria e fiasco do suplente, duas das cinco mais lidas de agosto

Uma nova (e comunitária) alternativa em TV: nota campeã de agosto

Não há dúvida: o leitor dá preferência às informações exclusivas (ou em primeira mão) e àquelas que a mídia tradicional esquece ou esconde. Ah, e também garantem lugar nas campeãs mensais, as notas que provocam quantidade excepcional de comentários – foi o caso específico das segunda e terceira colocadas no ranking das mais lidas em agosto, neste sítio.

Para ler (quem ainda não fez isso) ou reler, acompanhe, a seguir, quais foram as que compuseram o quinteto de campeões de audiência no mês passado:

1 - Dia 15, domingo – “TV SANTA MARIA. Uma novidade na mídia santa-mariense entra no ar, AO VIVO, nesta segunda” (AQUI)

2 - Dia 6, sexta-feira – “DEBATE NA BAND. Análise: quem ganhou, quem perdeu, quem ficou no mesmo lugar” (AQUI)

3 - Dia 1°, domingo – “NÃO ACABA MAIS… Agora, festa foi de Fabiano. Aniversário, sim, mas campanha também” (AQUI)

4 - Dia 3, terça-feira – “FIASCO NA CÂMARA. Quem foi o “gênio” que achou que o 8° suplente poderia virar vereador?” (AQUI)

5 - Dia 15, domingo – “TROCO DE CAMPANHA. Saiba o que os candidatos de Santa Maria já declararam como receita e despesa” (AQUI)

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NOVO RECORDE. Creia: em agosto, foram 773 mil cliques no sítio. 25 mil por dia

Dados são da LocaWeb, maior empresa do País em seu ramo e em cujosservidores o sítio está alojado

Tenho dito, a agências de propaganda, potenciais anunciantes e leitores em geral, que não tenho a menor idéia de qual será o ponto de equilíbrio. Isto é, o momento preciso em que haverá uma estabilização do número de leitores e de acessos a este (neste momento, nada) humilde sítio de internet.

De todo modo, enquanto esse instante não chega, o fato objetivo é que mais um recorde de audiência mensal e diário foi quebrado. Foi agora, em agosto, conforme dados repassados pela LocaWeb, o maior hospedeiro de internet do Brasil e em cujos servidores está alojado o www.claudemirpereira.com.br.

Foram, para ser bem preciso, 772.327 hits (ou cliques), ao longo dos 31 dias do mês passado. Mais de 37 mil além dos 735 mil, já extraordinários, registrados no mês anterior. Ah, e o número diário de acessos também, até como conseqüência dos dados absolutos, foi igualmente recorde: nada menos que 24.956 vezes, em média, o sítio foi clicado por dia, em agosto. Que coisa!

Só o que posso dizer, nessa hora, é que continuarei me esforçando para oferecer a melhor informação, de preferência (como dá conta o slogan adotado) antes de todo mundo. E, claro, afora fomentar o debate, um dos objetivos já atingidos, também entregar análises independentes e honestas. Ah, muuuuito obrigado!

ATENÇÃO: se alguma agência ou potencial anunciante não visitados desejarem, este editor está disponível para mostrar, no próprio computador do interessado, todos os dados. Estes e outros, adicionais.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Por onde você se informa sobre as eleições? Rádio? TV? Jornais? Internet? Amigos? Família? Vizinhos?

1, setembro, 2010 Claudemir Pereira 2 comentários

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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JUSTIÇA. Políbio Braga fez apologia ao crime ou exercitou a liberdade de expressão?

31, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Acho inaceitável que alguém diga, muito menos escreva, após a nomeação de 3,2 mil brigadianos, que “o que estava faltando era isto que ocorreu agora: matar, prender e mostrar a força aos bandidos do Rio Grande do Sul”.

Mas, e essa é a discussão, quando um jornalista publica e assina isso ele está “exercitando a liberdade de expressão”, um direito constitucional, ou fazendo a “apologia ao crime”? Não, não se trata de tese, mas de fato concreto. O Ministério Público está processando Políbio Braga, o autor das afirmações. E ele, obviamente, se defende. Os detalhes (que você não lerá na mídia tradicional) estão no Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. Confira e, lá embaixo, ainda dou minha própria opinião. Acompanhe:

 “Jornalista gaúcho acusado de apologia ao crime

O jornalista gaúcho Políbio Adolfo Braga – que também é advogado (OAB-RS nº 8.771) impetrou, em causa própria, na última terça-feira (24), habeas corpus no STF com o objetivo de trancar uma ação penal a que responde por apologia ao crime (artigo 286 do Código Penal).
A acusação partiu do MP-RS que considerou criminoso um texto divulgado pelo jornalista em seu blog na Internet. Na publicação, ocorrida em 16 de janeiro deste ano, Políbio informou que a governadora Yeda Crusius contratou 3.200 brigadianos e reequipou toda a Brigada.
Em seguida afirmou que “o que estava faltando era isto que ocorreu agora: matar, prender e mostrar a força aos bandidos do Rio Grande do Sul”.
Em sua defesa, o jornalista argumenta que o texto nada mais é que a livre manifestação do pensamento e o direito de opinião, assegurados na Constituição Federal (artigo 220). Para ele, a intervenção do Ministério Público é “genérica” e não está fundamentada, resultando em “repudiada e inaceitável censura aos meios de comunicação de massa e aos jornalistas…”

OPINIÃO CLAUDEMIRIANA: não há um só leitor deste sítio que desconheça minha percepção sobre o trabalho de Políbio Braga. Como, e isso posso afirmar, aqui jamais alguém escreveria o que ele publicou. Sou suficientemente ntransigente com algumas questões e esta, da defesa de que se “matem os bandidos”, nuuuunca seria abrigada. No entanto, que diabo, tendo a concordar que ele tem, sim, o direito de dizer esse absurdo – desde que alguém permita. No caso, o sítio é dele mesmo. Logo…

Reconheço, porém, que se trata de caso bastante difícil. E é exatamente por isso que o expus aqui. De maneira que todos possam, se desejarem, também oferecer a sua opinião.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Prefeitura sem líder na Câmara de Vereadores. Precisa?

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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PRINCÍPIOS. Este sítio NÃO É imparcial. E tem mais: DUVIDE de quem disser que é. NINGUÉM É!

30, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Ultimamente tenho concordado pouco com Ricardo Noblat, jornalista hoje vinculado às Organizações Globo e que assina o pioneiro (e maior e mais lido) BLOGUE de internet. Mas isso não importa. O que interessa é que o sujeito é profissionalmente honesto. Agora, leia o que ele escreve sobre a tal “imparcialidade”, tão cantada pela mídia, inclusive aqui em Santa Maria. Depois, lá embaixo, um acréscimo claudemiriano. Confira:

 “Sobre a imparcialidade do jornalista

Este é um dos mitos cultivados há mais de século: jornalista é imparcial. Ou tem obrigação de ser.

Ninguém é imparcial. Porque você é obrigado a fazer escolhas a todo instante. E ao fazer toma partido.

Quando destaco mais uma notícia do que outra faço uma escolha. Tomo partido.

Quando opino a respeito de qualquer coisa tomo partido.

Cobre-se do jornalista honestidade.

Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

Não posso omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios.

Se me limito a dar uma notícia devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões.

Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente.

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista.”

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: a única coisa que eu acrescentaria, além do fato de me irritar profundamente quando ouço colegas e especialmente veículos se dizendo imparciais, é que este sítio e seu editor se consideram sobretudo INDEPENDENTES. O que tem um grande significado, muito para além do que alguns chamariam de “isenção”. Não, nada de isento, que é primo-irmão da “imparcialidade”. Independência. Simples assim. E não é pouco, creia.

Portanto, se alguém afirmar que este (nem sempre) humilde repórter é parcial, não precisa nem tentar me defender. Pode acreditar. Sou, mesmo. Mas com minha independência intelectual. E acho que sou honesto profissionalmente, assim me comportando e afirmando.

Ah, pra fechar: se alguém arrotar imparcialidade, descreia. Não é verdade.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Falta um mês para o fim da campanha eleitoral. Você já se decidiu?

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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JORNALISMO. De repórter para repórter: será que o Ibope tem contrato com o governo?

Na quinta-feira, o instituto Datafolha deu a conhecer PESQUISA em que a candidata governista Dilma Rousseff aparecia 20% à frente do candidato oposicionista José Serra. No mesmo dia, o jornalista Políbio Braga (que é assumidamente serrista ou qualquer coisa que seja anti-PT – e ele não engana ninguém, o que é bom e honesto) publicou no seu sítio bastante acessado a seguinte NOTA:

Dona do DataFolha abiscoitou contrato milionário com o Enem.

Foi para a indústria gráfica Plural o contrato do Governo Federal para a impressão das próximas provas nacionais do Enem. A gráfica venceu licitação no âmbito do Ministério da Educação.
. Um contrato de R$ 100 milhões.
. A Plural é do grupo Folhas, dona também do DataFolha.”

Não precisa ser muito inteligente para perceber o que queria dizer o jornalista – embora ele não afirmasse isso, fica bastante óbvio o interesse do profissional em ligar o resultado da pesquisa ao interesse econômico do instituto. Mesmo que até as pedras saibam que a Folha de São Paulo (dona do Datafolha) é tão serrista quanto Políbio.

Bueno, deixemos isso pra lá. E vamos em frente: tenho uma curiosidade das grandonas, agora. Será que o Ibope tem algum contrato com o governo federal, direta ou indiretamente? Tenho o direito de perguntar ao repórter, né? Sim, porque o Ibope foi ainda mais longe que o Datafolha, ao conferir, na sua pesquisa, VANTAGEM de 24% à candidata do PT. Dever ser um trocão e tanto, a ser verdadeira a assertiva daquele que, provavelmente, tem o maior número de leitores de internet do Rio Grande do Sul.

RESUMO DA ÓPERA: defender ou atacar faz parte do jogo, desde que fique claro. E Políbio, nesse aspecto, é absolutamente irretocável. Mas achar que todo mundo é bocó talvez seja um pouco demais.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. O ProJovem foi para o espaço? E aqueles 800 que foram prejudicados?

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PRINCÍPIOS. Este sítio NÃO É imparcial. NINGUÉM É. Principalmente quem diz que é

Ultimamente tenho concordado pouco com Ricardo Noblat, jornalista hoje vinculado às Organizações Globo e que assina o pioneiro (e maior e mais lido) BLOGUE de internet. Mas isso não importa. O que interessa é que o sujeito é profissionalmente honesto. Agora, leia o que ele escreve sobre a tal “imparcialidade”, tão cantada pela mídia, inclusive aqui em Santa Maria. Depois, lá embaixo, um acréscimo claudemiriano. Confira:

 “Sobre a imparcialidade do jornalista

Este é um dos mitos cultivados há mais de século: jornalista é imparcial. Ou tem obrigação de ser.

Ninguém é imparcial. Porque você é obrigado a fazer escolhas a todo instante. E ao fazer toma partido.

Quando destaco mais uma notícia do que outra faço uma escolha. Tomo partido.

Quando opino a respeito de qualquer coisa tomo partido.

Cobre-se do jornalista honestidade.

Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

Não posso omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios.

Se me limito a dar uma notícia devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões.

Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente.

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista.”

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: a única coisa que eu acrescentaria, além do fato de me irritar profundamente quando ouço colegas e especialmente veículos se dizendo imparciais, é que este sítio e seu editor se consideram sobretudo INDEPENDENTES. O que tem um grande significado, muito para além do que alguns chamariam de “isenção”. Não, nada de isento, que é primo-irmão da “imparcialidade”. Independência. Simples assim. E não é pouco, creia.

Portanto, se alguém afirmar que este (nem sempre) humilde repórter é parcial, não precisa nem tentar me defender. Pode acreditar. Sou, mesmo. Mas com minha independência intelectual. E acho que sou honesto profissionalmente, assim me comportando e afirmando.

Ah, pra fechar: se alguém arrotar imparcialidade, descreia. Não é verdade.

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Legislação anti-fumo pode ficar mais pesada em Santa Maria. Qual a tua opinião?

27, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

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NOVO TEMPO. Mídia tradicional ainda não entendeu que sua influência se deteriora

27, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Com discordâncias apenas pontuais (e o leitor habitual deste sítio já as percebeu, com certeza), dá para assinar embaixo do que escreve o jornalista Mair Pena Neto – que já trabalhou em veículos como O Globo e Jornal do Brasil  (onde foi editor de política e repórter especial de economia) e agências de notícias como a Estado e a Reuters.

Pena Neto trata de algo que é visível a olho nu, menos pelos interessados; no caso, os representantes da mídia tradicional. Vale a pena ler – nem que seja para discordar – o artigo que ele publica no portal “Direto da Redação”, editado por Eliakim Araújo e Leila Cordeiro. A seguir:

A imprensa parou no tempo

A imprensa é hoje um dos setores mais conservadores da sociedade brasileira. Como se evitasse enxergar os novos tempos, se atém a modelos antigos e práticas condenáveis de jornalismo, se dissociando totalmente da população, que vive um momento de otimismo e esperança com o país.

Talvez desde os anos JK, o Brasil não compartilhava uma confiança tão grande na sua capacidade e no seu destino de ser um grande país. Os indicadores econômicos são todos favoráveis e as perspectivas animadoras, desde que não se quebre a ordem constitucional. A população aprova seu presidente com índices elevadíssimos e a sucessão de pesquisas de intenção de voto demonstra claramente que o desejo é de continuidade.

Quem se manifesta contra isso: a imprensa, dando voz aos menos de 10% queconsideram o atual governo ruim ou péssimo. E em seu intento de desmoralizá-lo recorre ao moralismo e à disseminação de inverdades, que evita desvendar por saber que não resistiriam a uma matéria honesta sequer. A imprensa não esconde sua dor com a iminente vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições presidenciais. Parece pasma diante da força avassaladora da população que quer eleger a candidata de Lula…”

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. A campanha eleitoral vai esquentar em Santa Maria?

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ESQUINA DEMOCRÁTICA. Conselho Municipal de Saúde terá uma nova composição. Quem ganha? Quem perde?

25, agosto, 2010 Claudemir Pereira 1 comentário

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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LUNETA ELETRÔNICA. Emendas e a prefeitura, Saúde, Sandra Rebelato, Duque de Caxias, Vídeo e Cinema

* Não obstante as dificuldades, o Santa Maria Vídeo e Cinema está mais que confirmado, e deve começar na próxima segunda-feira.

* Também as atividades prévias ao evento seguem a pleno vapor. Uma delas é o “Especial Cariry”, promovido pelo Cineclube Lanterninha Aurélio e que está projetando os filmes de Rosember Cariry, homenageado nacional do festival.

* Nesta quarta-feira, por exemplo,no encerramento do ciclo, será possível ver, no auditório da Cesma, o filme Siri-Ará, de 2008.

* Ainda a propósito do Santa Maria Vídeo e Cinema, o festival começa na segunda, dia 30, e encerra no dia 4, sábado. Ele será realizado no Centro Cultural Cesma e também em vilas e bairros da cidade.

* A candidata à Assembléia Legislativa Sandra Rebelato (PP) andou pela região, na segunda-feira. Foi a Tupanciretã, Júlio de Castilhos e Jarí.

Sandra Rebelato e as mulheres do PP, na prefeitura de Júlio de Castilhos

* Entre os contatos, na “capital do charolês”, Sandra esteve com as mulheres do pepismo na prefeitura castilhense. Foi recebida pela advogada e controladora interna Tanise Klein Santos, Nilva Varini (secretária de Administração) e Nelci Vestena (setor de compras).

* Cobrei ontem o fato de a Prefeitura não divulgar o nome do deputado autor da emenda parlamentar que permitirá a construção de uma unidade de Saúde no Passo das Tropas.

* A explicação vinda da Coordenadoria de Comunicação Social do governo da comuna é que foi criada uma regra interna, até para não causar constrangimento legal aos citados, de não referir os nomes.

* Pode-se não concordar, mas ela faz sentido. E o sítio acata (embora sempre perguntará o nome, pois aqui não há nenhuma restrição de natureza legal).

Marchezan e os conselheiros de saúde: projeto amplia recursos para o setor

* Aliás, o autor da emenda, não citado, é Darcício Perondi, do PMDB – que intermediou os R$ 250 mil que virão do Ministério da Saúde.

* O deputado Nelson Marchezan Jr (PSDB), candidato à Câmara dos Deputados, esteve reunido nesta terça com integrantes dos Conselhos de Saúde estadual e de Porto Alegre.

* O tema foi o projeto de Lei de Incentivo à Saúde, de autoria do parlamentar e em tramitação na Assembléia Legislativa.

* Os conselheiros queriam (e tiveram) explicações sobre a proposta, buscando dirimir suas dúvidas e também apresentar sugestões.

* Marchezan Júnior acredita que, após transformado em lei, será possível aos municípios ampliarem os investimentos em saúde. E também destacou o papel dos Conselhos de Saúde na aprovação dos projetos contemplados com incentivo fiscal nos municípios.

* Em sessão especial realizada no início da noite desta terça, na Câmara de Vereadores, o parlamento entregou a comenda Duque de Caxias.

Antocheves de Lima recebeu de Werner Rempel a comenda Duque de Caxias

* Quem a recebeu foi o capitão do Exército Antonio Antocheves de Lima. E foi entregue pelo vereador Werner Rempel, que lembrou a importância histórica dos militares para a cidade. ”É impossível pensar Santa Maria sem a caserna”, disse Rempel.

* A comenda Duque de Caxias foi instituída em 2002 e é concedida a militares locais que tenham desempenhado papel de destaque no âmbito das Forças Armadas.

* Antocheves de Lima, que é, mesmo tendo ido para a reserva em 2001, gerente do Hotel de Trânsito da Guarnição de Santa Maria, teve o nome sugerido pelo comando da 3ª Divisão de Exército.

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AOS COMENTARISTAS. Disputa política, ok. Denúncia sobre irregularidades na campanha é com o MP

Tenho recebido (e vetado) vários comentários dando conta de supostas irregularidades na campanha eleitoral dos candidatos A, B ou C. Peço desculpas aos amigos leitores, mas não tenho como dar curso a essas denúncias. Afinal, a função do sítio não é esta.

A disputa política está devidamente preservada, mas esse tipo de observação deve ser destinada a quem poder de investigação. No caso, o Ministério Público Eleitoral.

Com o intuito de facilitar, segue o endereço eletrônico do MP em Santa Maria. Tenho convicção de que os que os receberem darão o destino adequado. Eis o e-mail: mpstamaria@mp.rs.gov.br.

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