OPORTUNISMO. Aos pouquinhos, mídia resolveu “recuar”. Mas só até o próximo bote

Como diz o professor e advogado Elvandir José da Costa, e meu colega no “Sala de Debate”, na Rádio Antena 1, “teima mas não aposta”. A mídia brasileira, a que se acha pra lá de relevante, perdeu de novo a eleição – ela que, além de teimar, apostou, jogou e se desavergonhou de vez.

Mas, de repente, nos últimos dias da campanha e, especialmente, nas horas seguintes ao resultado, alguma coisa aconteceu. E ela é bem explicada no excelente artigo de Luciano Martins Costa, originalmente publicado no sítio especializado Observatório da Imprensa e reproduzido no jornal eletrônico Sul21. Acompanhe:

A imprensa perdeu

Os principais jornais do país anunciam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff como a última obra do presidente Lula da Silva.

O Estado de S.Paulo é o mais explícito: “A vitória de Lula”, diz a manchete. O Globo se arrisca em adivinhações: “Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014″, diz o jornal carioca. A intenção é claramente minimizar o cacife político da presidente eleita. Já a Folha de S.Paulo destaca o fato de o Brasil ter escolhido a primeira mulher “e primeira ex-guerrilheira” para a Presidência da República.

Lendo as edições do domingo e de segunda-feira (1/11), alguém que estivesse desembarcando no Brasil depois de três meses de viagem nem chegaria a desconfiar que a imprensa havia sido, até a véspera, protagonista das mais ativas na campanha eleitoral.

Desejo manifesto

Os jornais inauguram a semana pós-eleitoral com cara de jornais, não dos panfletos em que se transformaram nos últimos meses. Cada um conforme seus recursos, os diários tentam interpretar a vontade das urnas e adivinhar o que virá a ser o futuro governo. No entanto, alguns pontos em comum podem ser ressaltados…”

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