COLUNA OBSERVATÓRIO. “Ganha (duas) caras a irremediável divisão do PMDB gaúcho”

O senador e o discípulo, entre outros, urdiram a a estratégia. E agora?

Ao contrário do que ocorre no PT, partido em que as correntes não apenas são aceitas como até estimuladas a se organizar para disputar o poder interno, no PMDB as divisões se dão na surdina. Procura-se dar aparência de unidade, não obstante as disputas.

Pois, agora, essa (para não poucos) hipocrisia foi às favas. Escancarou-se a disputa até aqui dissimulada por salamaleques que escondiam as diferenças intestinas. E o mundo político gaúcho começa a saber do que estava encoberto: o PMDB, também no Rio Grande, está rachado em dois pedaços. E um resolveu que estava na hora do bote final, se possível esfacelando o adversário.

De um lado o presidente da sigla, o veterano Pedro Simon, com seus fiéis discípulos – entre os quais desponta o prefeito santa-mariense Cezar Schirmer. De outro o secretário geral, o deputado federal Eliseu Padilha, que tem como aliado próximo, entre outros, o secretário Marco Alba.

Em jogo o controle do Diretório e da Executiva estaduais. Simon se afasta em novembro, mas quer alguém “seu” no lugar. Padilha não pretenderia presidir o PMDB, mas não abre mão de alguém de sua confiança no comando.

E aí, montou-se a estratégia, que teve um lance fundamental no último domingo, nas convenções municipais que elegeram, afora os diretórios comunais, também os delegados partidários à convenção estadual. E são esses que vão definir quem manda no Estado. Foi algo bem urdido, por parte do ladino (e aí não há qualquer tom pejorativo) Simon. Só que algo deu errado. Ou talvez não dê tããão certo. Afinal, Padilha pode ser qualquer coisa, mas não se trata de um néscio.

(NÃO ESQUEÇA DE LER A NOTA SEGUINTE, LOGO EM SEGUIDA, ACIMA)

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. Nenhum trackback ainda.